segunda-feira, 20 de abril de 2009

Liechtenstein


Carlos Magno dominava a área no final do século VIII, era dividida em Shellenberg e Vaduz (atual capital). Johann-Adam Liechtenstein, um príncipe de Viena comprou Shellenberg em 1699 e Vaduz em 1712, seus descendentes ainda governam Liechtenstein que tornou-se um principado do Sacro Império Romano Germânico em 1719. Em 1806 quando o Sacro Império se desenvolveu, o principado tornou-se independente.


Liechtenstein ou Listenstaine (forma usada oficialmente pela União Europeia) é um minúsculo principado, um microestado:

  • localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes, entre a Áustria, a leste, e a Suíça a oeste
  • pouco mais de 34 mil habitantes moram no principado de apenas 160 km²
  • desde o século XV, goza praticamente do mesmo território
  • o principado é comandado pela mesma família desde 1608, quando Liechtenstein tornou-se independente do Sacro Império Romano Germânico
  • fez parte do império germânico e descende diretamente dele
  • a língua falada no país é o alemão
  • considerado um dos mais ricos do mundo
  • atual príncipe é João Adão II nascido em 1945 e reina desde 1989


O Castelo de LiechtensteinBurg Liechtenstein em alemão, localiza-se ao sul de Viena, na Áustria. A primitiva estrutura do castelo remonta ao século XII, tendo o mesmo sido arrasado pelos turcos otomanos em duas ocasiões: em 1529 e 1683. O castelo permaneceu em ruínas até 1884, ano da sua reconstrução. A família proprietária, que recebeu o nome do castelo (Liechtenstein - pedra brilhante), foi em 1719, a fundadora do principado de Liechtenstein.





O Castelo de Vaduzé a residência oficial do príncipe de Liechtenstein. O castelo, localizado em um penhasco, foi nomeado a partir de Vaduz, a capital de Liechtenstein. Originalmente, era uma fortaleza medieval, que foi expandida durante os séculos XVI e XVII. Os proprietários da época e prováveis construtores foram os condes de Werdenberg-Sargans. A fortaleza do castelo e o sua porção oeste são as partes mais antigas do complexo. Em 1712, foi adquirido pelo Príncipe de Liechtenstein.


(Origens: Wikipédia e minhas anotações)

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domingo, 19 de abril de 2009

A loucura dos reis – A saga sueca

Embora a loucura de Joana de Castela e a de Dom Carlos possam sem dúvida ter constituído uma ameaça para a estabilidade de suas nações, nenhum dos dois possui autoridade direta ou efetiva sobre seus povos. Apenas dois entre os chamados 'monarcas medievais insanos' realmente presidiram seus governos e causaram um impacto significativo na história de seus países:

  1. Carlos VI da França – acessos de loucura intermitentes, ocorreram durante um longo período, desestabilizando o governo e contribuindo para a situação infeliz e caótica de uma nação em guerra com os ingleses
  2. Henrique VI da Inglaterra – acessos de curta duração, mas se manifestaram num momento de aguda crise política, geraram efeitos adversos cruciais
Assim foi também a loucura do rei sueco Eric XIV, seu reinado durou apenas oito anos e terminou com sua deposição em 1568, mas o colapso mental, evidentemente esquizofrenia, que experimentou no final de seu reinado teve efeitos desastrosos e duradouros sobre a monarquia e a nação sueca.




Eric se tornou rei em 1560, de uma nação com uma história muito antiga, mas só se moldou num Estado moderno em tempos relativamente recentes. A Suécia esteve ligada à Noruega e à Dinamarca por um século e meio, num reino unido governado pelo rei dinamarquês – A União de Calmar (1397). Depois em 1520 após um massacre dos líderes suecos em Estocolmo, uns 80 foram sumariamente executados num único dia ( 8 de novembro de 1520 ), perpetrado pelo monarca dinamarquês Cristiano II, ele próprio uma vítima da loucura, os suecos ergueram-se contra seus senhores dinamarqueses sob a liderança do nobre Gustavo Vasa, que perdera parentes próximos no "banho de sangue".




Gustavo Vasa moldou uma nova Suécia, promoveu:
  • a economia
  • rompeu a autoridade da antiga igreja romana
  • conquistou a rebelde nobreza sueca, intimidando e subornando-a
Fez da Suécia a potência dominante no Báltico. O primeiro rei dessa Suécia recém independente, foi um homem de imensa habilidade e astúcia, mas havia algumas manchas obscuras em sua personalidade, sugerindo traços de instabilidade mental – "um tirano e um sabujo" – chamavam-no seus inimigos. De início nenhuma sombra parecia pairar sobre o filho mais velho e herdeiro de Gustavo, Eric XIV. Ele parecia um modelo de todas as virtudes, o paradigma de um príncipe do Renascimento. Competente em latim, versado em francês, espanhol, alemão, italiano e finlandês; tinha livros em grego e hebraico nas suas estantes. Lia geografia, história e pensamento político, inclusive as obras de Maquiavel, que considerava seu mentor na política e na guerra. Mostrava interesse pela tecnologia, arquitetura, artes militares, em que foi um importante inovador, embora melhor na teoria no que na prática. Tocava alaúde, criava abelhas e tinha um interesse apaixonado por astrologia. Tinha todas as qualidades essencias a um grande príncipe e foi considerado um pretendente adequado para Elizabeth da Inglaterra.

Mas ... O fato de se intitular Eric XIV – Eric XIII morrera em 1440 – era em si mesmo simbólico de seu desejo de enfatizar a continuidade da monarquia sueca e de apontar para sua ancestralidade real. Era fascinado pelo glorioso período "gótico" da história sueca e mais tarde, na prisão traduziria para o sueco a história imaginária dos godos por Johannes Magnus. A preocupação de Eric em exaltar sua posição, havia um traço de megalomania. Foi o 1º rei sueco a insistir em ser chamado de "Vossa Majestade". Era obsessivamente desconfiado, inconstante por temperamento, sempre temendo uma conspiração. Seu insistente sentimento por Elizabeth I, rainha da Inglaterra, preocupou e importunou. Eric mandou prender seu irmão João por ter se casado com Katarina, filha do rei polonês, considerado inimigo da Suécia.

Eric viu-se cercado de inimigos por todos os lados:
  • os dinamarqueses
  • os ricos comerciantes Lubecker
  • os poloneses
  • e os russos, agora governados pelo ambicioso czar Ivan, o Terrível
Mas Eric mostrou habilidade e determinação, empreendeu uma bem sucedida invasão à Noruega. Foi graças a seu vigor e discernimento que a Suécia escapou e sem danos excessivos no final de seu reinado.

Na altura do Ano Novo de 1568, Eric parecia ter recobrado em parte seu equilíbrio mental. Embora o surto tivesse sido violento, a esquizofrenia amainou. Ele assumiu as rédeas do reino e mostrou vigor ao repelir os dinamarqueses que haviam se aproveitado do colapso virtual do governo sueco para invadir o país. No dia 28 de janeiro de 1568, sua mulher Karin Mansdotter – que foi sua amante, de origem humilde – deu à luz um filho e o rei escreveu um hino especial para suas bodas oficiais. No dia seguinte Karin foi coroada rainha da Suécia.


Seus irmãos, João e Karl, reuniram suas tropas, capturaram Estocolmo. João foi proclamado rei João III. Eric, sua jovem esposa e o filho foram mandados para a prisão. Resistiu bravamente à sugestão de que havia governado de maneira tirânica, afirmando que sempre procurara o bem de seu povo. Eric enquanto viveu foi foco de conspirações contra seu sucessor. Temeroso do antigo soberano, querendo assegurar que os filhos dele nada pudessem reivindicar, João ordenou que Eric fosse separado da família e removido constantemente de um castelo para outro. Egocêntrico e mórbido, mantido em condições severas, Eric parece ter finalmente recaído na loucura. Em 24 de fevereiro de 1577, Eric morre, por envenenamento com arsênico, indicado por uma exumação recente.

"Eric legou duas coisas à Suécia, e ambas foram maléficas:
  1. o compromisso com a expansão imperial, do qual nenhum governo sueco conseguiria se libertar durante 150 anos
  2. o medo e a desconfiança com que a monarquia e a aristocracia iriam se olhar mutuamente durante os cinquenta anos seguintes
Das fantasias mórbidas de Eric, destilara-se um veneno fatal para ele mesmo, que contaminaria o sangue da política sueca por muito tempo" (Michael Roberts)


Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lei Sálica



A Lei Sálica (em Latim: Lex Salica) é o código legal datado do reinado de Clóvis I no século V utilizado nas reformas legais introduzidas por Carlos Magno. As leis sálicas(*) regulavam todos os aspectos da vida em sociedade desde crime, impostos, calúnia, estabelecendo indenizações e punições.





Lei Sálica na França
No século XIV, as leis sálicas estavam já em desuso por centenas de anos de reformas legais e a evolução da sociedade européia. No entanto, a crise de sucessão que surgiu na França após a morte de Carlos IV, fez ressuscitar uma disposição da lei sálica, mas não a mais importante na altura em que foram escritas, nomeadamente o papel das mulheres no direito sucessório. A lei sálica determinava que nenhuma mulher poderia herdar propriedades imóveis e que todas as terras deveriam ser transmitidas aos membros masculinos da sua família. Mesmo quando estava em uso, este artigo da lei sálica nunca foi levado ao extremo e conhecem-se casos no reinado de Chilperico I onde foram feitas exceções. A razão para o purismo adotado na França em 1328 estava relacionada com a luta pelo trono, que ia implicar uma mudança de dinastia. Eduardo III de Inglaterra era o parente mais próximo de Carlos IV, mas por via feminina, e se subisse ao trono, a França perderia a independência. Assim, a interpretação rigorosa da lei sálica tornou Filipe de Valois Rei de França e salvaguardou a independência do país. A partir desta data, foi sumariamente excluída a subida ao trono francês de uma mulher, ou de um descendente de rei por via feminina.

Lei Sálica no Reino Unido
Outro caso em que a lei sálica foi aplicada foi na sucessão do Rei Guilherme IV do Reino Unido, também Rei de Hanôver. A sua sobrinha Vitória sucedeu-lhe no Reino Unido, mas não pôde ser Rainha de Hanôver porque a lei sálica vigorava neste estado europeu. É também por causa da lei sálica que, nas Ilhas do Canal (a única parte do antigo Ducado da Normandia não incorporada em França) a Rainha Isabel II do Reino Unido é saudada como Sua Majestade a Rainha, Duque da Normandia.

Lei Sálica na Espanha
Na Espanha, o rei Filipe V, ao subir ao trono após a Guerra de Sucessão Espanhola, fez promulgar a Lei Sálica às Cortes de Castela em 1713: segundo as condições da nova lei, as mulheres somente poderiam herdar o trono de não haver herdeiros varões na linha principal (filhos) ou lateral (irmãos e sobrinhos). O rei Carlos IV da Espanha fez aprovar às Cortes em 1789 uma disposição para derrogar a lei Sálica e voltar para as normas de sucessão estabelecidas pelo código das Siete Partidas. Contudo, a Pragmática Sanção real não chegou a ser publicada até que o seu filho Fernando VII da Espanha a promulgou em 1830, desencadeando o conflito dinástico do Carlismo.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.


(*)Lei Sálica – importante legislação bárbara, dos Francos Sálios, estabelecidos no Norte da França e na Bélgica atuais, é uma das leis bárbaras menos influenciadas pelo direito romano, tendo origem num velho direito consuetudinário de carácter sobretudo penal. Reduzida a escrito, em latim bárbaro, no reinado de Clóvis (século V), teve sucessivos acrescentos e emendas, sendo o texto conhecido uma versão datada do século VIII, dita Lex salica emendata. É sobretudo um código civil e penal, incluindo disposições relativas a regras processuais e tarifas de composições e alguns títulos relativos a direito privado – neste campo destacam-se as disposições que excluíam as mulheres da sucessão à terra dos seus antepassados, por se entender que, pelo casamento, a mulher deixava a sua família para integrar a do marido. Este princípio de masculinidade, inscrito na Lei Sálica, que só se aplicava às sucessões privadas, foi invocado, muito mais tarde, por abusiva interpretação dos juristas, para excluir as mulheres da sucessão da coroa, como aconteceu em 1593, pelo designado acórdão "da Lei Sálica", emitido pelo Parlamento francês, como forma de contrariar a pretensão da Infanta Isabel, filha de Filipe III, ao trono de França.

Como referenciar este artigo:
lei Sálica. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. [Consult. 2009-05-16].
Disponível:
URL: http://www.infopedia.pt/$lei-salica



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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Nero

Nero Cláudio César Augusto Germânico ou Nero Claudius Cæsar Augustus Germanicus (15 de Dezembro 37— 9 de Junho 68) foi o quinto Imperador Romano, entre 54 e 68.

Nasceu em Âncio com o nome de Lúcio Domício Enobarbo, era descendente de uma das principais famílias romanas, o pai Gneu Domício Enobarbo e da família imperial Júlio-Claudiana através da mãe Agripina, "a Jovem" filha de Germânico e neta de César Augusto. Nero ficou para a história como um imperador tirano e extravagante. No entanto, este retrato é questionado. Não sobreviveram descrições históricas feitas por contemporâneos seus. As histórias do reinado de Nero são de gerações posteriores, e basedas por vezes em documentos contraditórios ou tendenciosos - condenando ou louvando entusiasticamente o imperador. As fontes que existem hoje - na maioria de Tácito, Suetônio e Cássio Dio - condenam Nero. Algumas, no entanto, retratam-no como um imperador competente, popular entre o povo romano. Para a cultura popular, ficou sempre a imagem de um imperador que tocava violino enquanto Roma ardia.


A ascensão política de Nero começou quando Agripina incentivou o marido, o imperador Cláudio, a adotar seu filho e o colocar como seu sucessor. Além de tramar o casamento de Nero com Otávia, filha do imperador com Messalina. Quando Cláudio, sogro e padrasto de Nero, morreu no ano de 54, provavelmente envenenado por Agripina, Nero, de 17 anos, foi proclamado imperador sem oposição. Segundo a historiografia tradicional, no início foi um bom governante, sob orientação da mãe, do seu preceptor, o filósofo Sêneca e do prefeito pretoriano Burrus. Quando começou a sofrer influência do prefeito Ofônio Tigelino, a sua conduta degenerou-se.




Reinado
Nero dedicou muito da sua atenção à diplomacia, ao comércio e ao incremento da vida cultural da capital do império. Fez construir teatros e promoveu provas atléticas. O seu reinado incluiu: 
  • a assinatura da paz com o império Parta (58-63) 
  • a supressão da revolta britânica (60-61)  
  • a melhoria das relações com a Grécia 
  • a primeira guerra romano-judaica (66-70) começou durante o seu reinado
As fontes históricas disponíveis traçam um retrato negativo do imperador. A paranóia que marcara já a personalidade dos seus antecessores: Tibério e Calígula, teria instalado em Nero. Desencadeou uma série de assassinatos: 
  • Britânico (em 55), 
  • da sua mãe Agripina (em 59, após várias tentativas), 
  • da sua 1ª esposa Otávia e
  • da 2ª esposa Popeia, que estava grávida 
Afastou-se de Sêneca e foi acusado de ter provocado, em 64, o grande incêndio de Roma, que destruiu dois terços da cidade, na esperança de reconstruí-la com esplendor. A pretexto do desastre, Nero iniciou a primeira e intensa perseguição aos cristãos, que acusou de terem provocado a catástrofe. Embora se acreditasse que Nero foi o responsável, os estudiosos atuais duvidam da veracidade da acusação. Para Massimo Fini, as calúnias contra Nero foram inventadas por Tácito, Suetônio e alguns historiadores cristãos. O fato é que os cristãos, não sem razão, atribuem-lhe a figura de protótipo do anticristo, pois foi no seu reinado que sofreram a sua primeira grande perseguição e São Pedro e São Paulo, foram martirizados:
  • São Pedro – crucificado no muro central do Circo de Nero; e 
  • São Paulo – por ser cidadão Romano, decapitado.
Utilizou os fundos públicos para a construção de um grandioso palácio chamado Casa Dourada. Nero considerava-se um artista e desejava ser tratado como tal. Ficaram famosas as suas festas e banquetes em que obrigava não somente a corte como também o povo a ouvir os seus poemas e cantigas. É também conhecida a sua entrega à libertinagem. Dentro do grupo dos seus libertinos amigos de então, contava-se Marco Sálvio Otho, futuro imperador. Nero favoreceu cultos orientais estranhos à tradição romana e recorreu fartamente aos processos por traição para confiscar bens dos ricos e nobres como forma de compensar o tesouro pelos seus excessos. A sua crueldade e irresponsabilidade provocaram o descontentamento no meio militar, a oposição da aristocracia e o início da disseminação de revoltas em 65. A sua resposta foi violenta e deu origem a nova onda de assassinatos e execuções da qual foram vítimas, entre outros, Sêneca e o poeta Lucano.


Fim do reinado
Em 68, a sua situação como imperador era insustentável. Sérvio Sulpício Galba, o governador da província romana da Hispania, decidiu tomar a iniciativa e marchou contra Roma, à frente de um enorme exército. O Senado seguiu o rumo dos acontecimentos e declarou Nero nefas e persona non grata, um inimigo público, e reconheceu Galba como novo imperador. Sem apoio, Nero foi obrigado a fugir. Perseguido pela guarda pretoriana, acabou por se suicidar. Os seus funerais foram feitos pela ex-escrava Claudia Acte, a única pessoa que lhe permanecera fiel.


Nero foi o último imperador da Dinastia Julio-Claudiana. A sua morte seguiu um período de paz, mas por pouco tempo. Em 69 Roma foi dominada pela guerra civil e o período ficou conhecido como 'o ano dos quatro imperadores'. A paz e estabilidade política chegariam apenas com Vespasiano e com a Dinastia Flaviana.


Descendência
De Otávia – que mandou executar em 62 e com quem não teve filhos;
De Popeia – com quem casou imediatamente, teve uma filha, Cláudia, que morreu logo após o nascimento, em 63, terminando a dinastia Julio-Claudiana.

Origem:  saber.sapo.pt

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Ponte del Vecchio – Florença (Itália)

A Ponte Vecchio (Ponte Velha) é uma ponte medieval sobre o Rio Arno, em Florença, na Itália, famosa por ter uma quantidade de lojas, principalmente ourivesarias e joalharias. Provavelmente tenha sido construída ainda na Roma Antiga,  feita originalmente de madeira. Foi destruída pelas cheias de 1333 e reconstruída em 1345, com projecto da autoria de Taddeo Gaddi.


Consiste em três arcos, o maior deles com 30 metros de diâmetro. Desde sempre alberga lojas e mercadores, que mostravam as mercadorias sobre bancas, sempre com a autorização da autoridade municipal de então. Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto.

  • Durante a Segunda Guerra Mundial, a ponte não foi danificada pelos alemães. Acredita-se que tenha sido uma ordem direta de Hitler.
Ao longo da ponte, há vários cadeados, especialmente no gradeamento em torno da estátua de Benvenuto Cellini. O fato é ligado à antiga idéia do amor e dos amantes:
ao trancar o cadeado e lançar a chave ao rio, os amantes tornavam-se eternamente ligados 

Graças a essa tradição e ao turismo desenfreado, milhares de cadeados tinham de ser removidos com frequência, estragando a estrutura da ponte. Devido a isso, o município estipulou uma multa de 50 euros para quem for apanhado, em flagrante,  colocando cadeados na ponte.

Fonte: Wikipédia

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sábado, 21 de março de 2009

Maria Antonieta da França





Maria Antônia Josefina Joana nasce em 2 novembro de 1755, 15ª filha de Maria Teresa, a Grande e de Francisco de Lorena, soberanos do Sacro Império Romano Germânico. Recebe o primeiro nome Maria como todas as arquiduquesas austríacas.







É levada para a ala do Palácio Hofburgo reservado aos filhos do casal imperial. Juntou-se a seus irmãos e irmãs:
  • Joana com quase 5 anos
  • Josefina com 4 anos
  • Carolina de 2 anos
  • Ferdinando 1 ano
Os irmãos mais velhos residiam em outro pavimento:
  • a frágil Maria Anna de 17 anos
  • José de 14 anos
  • Maria Cristina nascida em 1742
  • Elisabete nascida em 1743
  • Carlos José
  • Amália
  • Leopoldo
Numa época em que a mortalidade infantil dizimava todas as famílias, o casal imperial era uma exceção, havia perdido só 3 filhos na primeira infância. E ainda teria em 1756, Maximiliano Francisco, futuro arcebispo de Colônia.

Prometida a Luis Augusto, futuro Luis XVI da França, o casamento foi acertado e pousou para um quadro que seria enviado à França para ser conhecida pela família real. Em abril de 1769, o pastelista Ducreux que veio direto de Paris e teve dificuldade em reproduzir o resplendor de sua pele transparente que brilhava à luminosidade. Rosto oval, grandes olhos azuis, boca pequena e levemente desdenhosa, cabelo empoado erguido em ondas e preso com pérolas, a adolescente parece já saber quem é e o que lhe é devido. Sua expressão ainda infantil e a suavidade que emana de seu corpo franzino pedem clemência. Ela pousou com o objetivo de projetar uma imagem e não como era na realidade.

A data da cerimônia foi marcada para 16 de maio de 1770. Antônia teria 14 anos e meio e o dauphin não teria comemorado o seu 16º aniversário.

O noivo – Luís Augusto, neto de Luís XV rei da França, herdeiro do trono francês. Simples e de nenhuma sensibilidade. De boa estatura, havia crescido muito rapidamente e sua aparência não era imponente, não era corpulento e seu andar oscilante. Rosto de traços regulares, olhos azuis suaves e míopes. Voz sumida e nasal e seu riso gutural. Triste, tímido, cheio de sentimentos de inferioridade. Sem ter o amor dos pais, que haviam preferido o irmão mais velho, que falecera com 10 anos de idade, Luís Augusto acreditava ser indigno de seu destino real, como se estivesse usurpando o lugar do irmão.

A partida de Viena – em 21 de abril de 1770 Antônia, agora Marie Antoinette, a dauphine, partiu para a França em uma carruagem que parecia uma caixa de jóias. A viagem seria longa. Em 6 de maio a princesa dormiu pela última vez em solo alemão, em um pavilhão construído e projetado para assemelhar-se a um pequeno castelo. Antes de recolher-se ao quarto despediu-se de todas as pessoas que a haviam acompanhado. Despiu os trajes de viagem e envergou um vestido protocolar de tecido dourado. A princesa não foi obrigada a desnudar-se em público, como afirmaram alguns historiadores. Emocionada Maria Antonieta foi conduzida a um salão para uma majestosa poltrona colocada sob um dossel, enquanto os discursos de boas vindas se sucediam. Para comemorar sua chegada, as mais belas tapeçarias pendiam das sacadas, orquestras tocavam, cascatas de vinho corriam pelas ruas. Era de fato para qualquer pessoa esquecer a fadiga de dias de viagem. Por toda a parte as pessoas exultavam e aclamavam a jovem princesa.

O encontro – se deu e o príncipe intimidado deu um beijinho no rosto daquela desconhecida que em três dias estaria dormindo no mesmo leito que ele. Na carruagem real entre os dois soberanos, Maria Antonieta se expressava com facilidade e sorria desinibida, Luís XV ficou encantado com sua neta austríaca e sentiu grande afeição por ela.

O jovem casal vivia separado, como dois parentes bem-humorados que tivessem gostos diferentes. Eles se sentiam muito só. Luís por necessidade de afeto e Maria Antonieta por sentir saudades de seu lar.

Rainha
Luís XV faleceu em 10 de maio de 1774, e Luís Augusto torna-se Luís XVI, ao lado de sua rainha Maria Antonieta.

Enquanto Maria Antonieta saboreava as delícias de seu novo poder – o rei acabava de presenteá-la com o Petit Trianon, a casa de prazeres de proporções perfeitas que havia sido construída para Madame Pompadour, mas ela morrera antes que o prédio ficasse pronto e Luis XV a inaugurou com Madame du Barry – seu marido afundava em profunda perplexidade. Sua insolente juventude, seu visível desprezo pela etiqueta já haviam provocado dúvidas sobre sua conduta futura. Convencida de que por ser a rainha seus caprichos deveriam prevalecer sobre quaisquer outras considerações, Maria Antonieta recusava-se a ver os perigos que a cercavam. Adotou uma atitude de criança mimada sem perceber que seus inimigos estavam à espreita e sem dúvida aproveitariam os erros que ela cometesse. Era propensa a estado de depressão e melancolia. Tinha saudades da terra natal.

A coroação – enquanto o marido meditava sobre o significado e os compromissos que ela representava para um monarca cristão, Maria Antonieta via essa grandiosa cerimônia como a oportunidade para ser aclamada e admirada. Desde o século XVI, nenhuma soberana comparecera a essa solenidade, pois os três reis anteriores: Luís XIII, Luís XIV e Luís XV, haviam ascendido ao trono ainda tão jovens que nem tinham casado. A coroação foi em 11 de junho de 1775 em Reims, como de costume.

O herdeiro – Luís XVI havia compartilhado regularmente o leito de sua esposa, mas suas relações não haviam sido coroadas de sucesso, só em meados de abril de 1778, Maria Antonieta ficou grávida.

Para as rainhas de França, o parto era um cerimonial bárbaro e uma horrível provação: davam à luz em público, pois era de primordial importância que não pairasse dúvidas sobre a legitimidade da criança. O recém-nascido tinha que ser visto ainda ligado à mãe pelo cordão umbilical. Em 19 de dezembro de 1778 nasce uma menina, Maria Teresa e o título de madame royale. Maria Antonieta chorou muito quando lhe disseram o sexo da criança.

Mês de fevereiro começava, e Maria Antonieta estava grávida de novo. Em 22 de outubro de 1781, nasce o tão esperado dauphin. Foi batizado com o nome de Luís José Xavier. Criança fraca que sofreu de febres constantes, morre em 4 de junho de 1789.

Em 27 de março de 1785 nasce Luís Carlos, futuro Luís XVII. E em 9 de julho de 1786, nasce Sofia Helena Beatriz, que viveria somente 9 meses.

O começo da queda – na madrugada de 14 de julho de 1789, depois de grande confusão durante dias, a população ainda percorria as ruas. Os soldados tomaram partido dos insurgentes. A multidão sem controle , tomou 12 canhões e todas as 40 mil armas guardadas no porão do depósito de armas. Os parisienses estavam armados, precisavam de munição, invadiram a Bastilha, onde se dizia encontrariam a munição. Versalhes ficou em silêncio, a corte estava assustada, com as notícias de Paris. Em Versalhes e Paris só se falava em complô e conspirações. Em 5 de outubro de 1789, o povo de Paris, marchava sobre Versalhes!
  • primeiro uma procissão de mulheres, sob o comando de um dos conquistadores da Bastilha, as mulheres queriam protestar contra o desemprego e o alto custo do pão
  • a população inteira que marchava contra a monarquia gritando ameaças à rainha
O povo os obrigou a partir para Paris. Luís XVI, Maria Antonieta, os filhos, madame Elisabete e madame Tourzel entraram na mesma carruagem, a caminho da capital. Foram levados ao castelo de Tulherias, onde ocupariam um pequeno apartamento. Luís XVI já não era mais "rei da França pela graça de Deus", como seus predecessores, e sim "rei do povo francês pela graça de Deus e pela lei constitucional do Estado". Mas agora era prisioneiro do povo.

A Fuga – mais decidida do que nunca a deixar a prisão das Tulherias, Maria Antonieta prosseguia ativamente em seus preparativos para a fuga, marcada para 20 de junho 1791. Chegando o dia, nada no comportamento do rei e da rainha faria com que alguém suspeitasse de que haveria uma fuga. Todos de roupas simples partiram para a grande aventura. Farsen havia executado um golpe de mestre – a fuga da família real através de Paris. Mas dias depois, reconhecidos, caminharam todos de novo à Paris com a mesma carruagem, que já tinha sido sua esperança de liberdade. Veio a prisão, as humilhações, as mortes.

A morteLuís XVI morreu em 20 de janeiro de 1793. Maria Antonieta foi decapitada em 16 de outubro de 1793. Elisabete, a irmã do rei, foi guilhotinada em 10 de maio de 1794. A jovem Maria Teresa, continuou na prisão, e durante um ano não viu uma única pessoa. Em dezembro de 1795, França e Áustria negociaram uma troca de prisioneiros, ela foi libertada e levada para Viena. Oficialmente, segundo um registro de sua morte, o pequeno Luís XVII faleceu em 8 de junho de 1795. Muitas lendas surgiram sobre a morte do pequeno rei.

Hoje, a última rainha da França já não é considerada uma das grandes criminosas da história. Ao contrário, suscita interesse e compaixão. Após sua morte no cadafalso, entrou para o mundo da lenda e se tornou figura mítica.


Origem: 'Maria Antonieta, a última rainha da França' de Evelyne Lever.

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sábado, 14 de março de 2009

Atenas

Atenas (em grego Αθήνα, transl. Athína) é a capital da Grécia e também a capital da Ática. Além de ser uma cidade moderna, também é famosa por ter sido poderosa Cidade-Estado e um centro de cultura muito importante nos tempos antigos. Em grego antigo, Atenas era chamada Αθήναι (Athénai), em homenagem à deusa grega Atena. No século XIX, este nome foi retomado formalmente como nome da cidade, mas desde o abandono oficial do grego katharévussa, em 1976, a forma popular Αθήνα tornou-se o nome oficial da cidade. (figura ao lado o Templo de Helefesto)

Atenas foi a principal cidade da Grécia Antiga durante o grande período da civilização grega, primeiro milênio a.C., durante a "Idade do Ouro" ( 500 a.C. até 300 a.C.) ela era o principal centro cultural e intelectual do Ocidente, e foi nas idéias e práticas da Antiga Atenas onde surgiu o que chamamos hoje de "civilização ocidental" . Após seus dias de grandiosidade, continuou a ser uma cidade próspera e um centro de estudos até o período tardio do Império Romano.


  • Entre o século XIII e XV foi combatida pelos bizantinos e cavaleiros do Império Latino. Em 1458, caiu em poder do Império Otomano e a população começou a diminuir e as condições pioraram quando o Império Otomano declinou. Partes da cidade (incluindo muitos de seus edifícios) foram destruídos no século XVII, XVIII e XIX, por diferentes facções que tentaram controlar a cidade.
  • Ficou virtualmente inabitada na época em que se tornou a capital do recentemente estabelecido Reino da Grécia, em 1833. Durante as próximas décadas foi reconstruída e se transformou em uma cidade moderna. A última grande expansão ocorreu na década de 1920, quando os subúrbios foram criados para acomodar os refugiados gregos da Ásia Menor. 
  • Durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupada pela Alemanha nazista. Depois da guerra começou a crescer novamente. 
  • A Grécia entrou para a União Europeia em 1981, trazendo novos investimentos para Atenas, acompanhados de problemas de congestionamento e poluição do ar. 
  • O antigo local da cidade era centrado na colina rochosa da Acrópole. Em tempos antigos, o porto do Pireu era uma cidade à parte, sendo hoje, parte da grande Atenas.

Atenas é um dos maiores centros mundiais para a pesquisa arqueológica, uma vez que possui inúmeros sítios localizados no próprio centro urbano da cidade. Dentre eles se destaca:
  1. a Acrópole, o antigo centro sagrado da cidade, célebre em todo o mundo tanto por sua relevância histórica como pelas ruínas de edifícios clássicos importantes como o Partenon e o Erecteion. 
  2. Museu Arqueológico Nacional, o Museu da Acrópole de Atenas, o Museu Benaki e o Museu Bizantino e Cristão. 
  3. as igrejas ortodoxas são uma atração à parte, com diversas espalhadas pela cidade, algumas muito antigas e com uma decoração interna luxuosa, com destaque para a Catedral, a igreja de Omorfoklissia e a de Panaghia Kapnikarea.


1ª foto: Erecteion; 2ª foto: Igreja ortodoxa Kapnikarea; 3ª foto: Odeon de Herodes Ático

Fonte: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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