quarta-feira, 6 de maio de 2009

Acrópole em Atenas

Fonte: Wikipédia
Apesar de não ser a única acrópole, a Acrópole de Atenas é certamente a mais famosa de todas. As acrópoles da Antiga Grécia eram, como o próprio nome diz, "cidades altas" (do grego ἄκρος, "alto", e πόλις, "pólis"); construídas no ponto mais elevado das cidades, serviam originalmente como proteção contra invasores e cidades inimigas, e quase sempre eram cercadas por muralhas. Com o tempo, passaram a servir como sedes administrativas civis ou religiosas. A Acrópole de Atenas foi construída por volta de 450 a.C., sob a administração do célebre estadista Péricles; foi dedicada a Atena, deusa padroeira da cidade. É uma colina rochosa de topo plano com 150 metros de altura do nível do mar. A maior parte das estruturas da Acrópole de Atenas estão em ruínas; entre as que ainda estão de pé, estão:
  • o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole; 
  • o Partenon, templo principal de Atenas; 
  • o Erecteion, templo dos deuses do campo, e 
  • o Templo de Athena Niké, simbólico da harmonia do estado de Atenas

A acrópole se destaca na paisagem da Ática com seus paredões em degrau em três lados. É formada por camadas de pedra calcária azul-cinzenta, muito dura mas permeável, que se apóiam sobre camadas de xisto arenoso, macio como a pedra calcária mas impermeável. Este arranjo leva à formação de fontes de água e lapas no pé da colina, que são fatores de atração para habitação humana sobre e ao redor da colina desde a pré-história.

História
Os artefatos mais antigos datam de meados do período Neolítico, embora existam habitações documentadas na Ática do começo deste período, cerca de 6000 a.C. Na Idade do Bronze, existem poucas dúvidas que existiu uma megaron micênica no topo da colina, servindo de habitação para o potentado local e seus agregados, oficinas, locais de culto e habitações comuns. O local era cercado por uma muralha chamada ciclópica (entre 4,5 e 6 metros de largura), consistindo de dois parapeitos construídos com largos blocos de pedra e agregados com uma argamassa de terra chamada emplekton. A parede segue a típica forma micênica, onde o portão era oblíquo, com um parapeito e uma torre protegendo o lado direito dos invasores, facilitando a defesa. Existiam dois acessos menores à colina pelo lado norte, consistindo de estreitas escadarias de degraus recortados na pedra. Homero deve se referir a essa época quando menciona "a sólida casa de Eritreu" (Odisséia 7.81). Foi durante essa época que um terremoto causou a fissura no perímetro nordeste, por onde toda a água pluvial corria e podia ser coletada em um poço, servido por escadas, e utilizada em períodos de seca.

Parece que a Acrópole foi poupada da violenta destruição que aconteceu em outros palácios micênicos, já que não existe sinal de fogo ou outro tipo de destruição na qual poucos artefatos da época sobrevivem. Foi edificada uma parede com nove portões chamada ‘’Eneapylon’’, cercando a maior das fontes, chamada Clepsidra, a nordeste. Psistrato foi quem estabeleceu um local no lado sudoeste, para o culto de Ártemis "Bauronia". Sabe-se com alguma certeza que um templo considerável para Athena Polias (padroeira da cidade) foi erguido pelo meio do século VI a.C. Este templo de pedra calcária, do qual sobrevivem muitas relíquias, é referido como templo do "Barbazul", por causa de uma escultura de homens-serpente, onde a barba era pintada de azul escuro. Outro templo foi construído, o Archaiios Naos ("Templo antigo"), o qual acredita-se ter sido dedicado a Athenas Partenos ("virgem") , culto que superou o do "Barbazul". Um novo templo em mármore, o "Antigo Partenon", foi iniciado ao fim da Batalha de Maratona, em 490 a.C. Para acomodá-lo, a porção sul do planalto foi liberada de obstáculos antigos e nivelada com a adição de cerca de 8.000 blocos de pedra do Pireu, em alguns locais com 11 metros de profundidade, formando um muro de arrimo cheio com terra batida. O portão micênico foi substituído pelo "Propileu Antigo", colunata monumental com propósito mais cerimonial que defensivo. Essas construções ficaram inacabadas por causa das invasões persas em 480 a.C. quando foram arrasadas. Quando acabaram as guerras persas, os atenienses realizaram cerimônias de purificação, onde queimaram e enterraram cerimonialmente os objetos de culto e arte que foram considerados impuros. Esta "impureza persa" forneceu o mais rico tesouro arqueológico da Acrópole, uma vez que a cerimônia os protegeu de destruições futuras.

A maior parte das construções foram erguidas pela liderança de Péricles, durante a "era de ouro" de Atenas (460 – 430 a.C.). Fídias, o grande escultor grego, e Ictinus e Calicrates, dois famosos arquitetos, foram os responsáveis pela reconstrução.


Durante o século V a.C., a acrópole ganhou sua forma final:
  1. a reconstrução dos lados sul e norte das muralhas  
  2. Péricles encomendou o Partenon
  3. em 437 a.C., Mnesciles começou o Propileu, portão monumental com colunas de mármore pentélico, parcialmente construído sobre o propileu de Psistrato, obra terminada em 432 a.C. com duas alas
  4. ao mesmo tempo começaram as obras do pequeno templo jônico de Athena Niké 
  5. depois de uma interrupção causada pela guerra do Peloponeso, foram terminados ao tempo de paz de Nicias, de 421 a 415 a.C.
  6. no mesmo período, começaram o Erecteion, com seu "balcão das cariátides" (Kore), com esculturas no lugar de colunas, para práticas sacras que incluíam Athena Polias, Poseidon, Ericteu, e outros
  7. entre o Partenon e o templo de Athena Nike ficava o temenos de Ártemis Bauronia, a deusa representada por um urso. Perto do Propileu, a estátua em bronze de Athena Promachos (que combate na linha de frente), feita por Fídias entre 450 e 448 a.C., com nove metros de altura sobre uma base de um metro e meio.
  8. no lado exterior da Acrópole, encontra-se o Teatro de Dionísio, onde estrearam as maiores peças teatrais da antiguidade. 
  9. alguns metros além está o Teatro de Herodes Ático, parcialmente reconstruído e que mostra como teria sido o Teatro de Dionísio, é usado ainda em reproduções modernas de obras de Sófocles, Ésquilo e Eurípedes, com sua acústica perfeita e lugar para vários milhares de pessoas.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Felipe II da Espanha





Filipe II de Espanha (21 de Maio de 1527 - 13 de Setembro de 1598) foi Rei de Espanha, a partir de 1556, e Rei de Portugal, como Filipe I, a partir de 1580. Filho do Imperador Carlos V e de Isabel de Portugal. Nasceu em Valladolid e morreu no mosteiro de El Escorial, onde jaz. Chamado de 'o Sábio'.







Governou um vasto território integrado por Aragão, Castela, Catalunha, Ilhas Canárias, Maiorca, Navarra, Galiza e Valência, Rossilhão, Franco-Condado, Países Baixos, Sardenha, Córsega, Sicília, Milão, Nápoles, além de territórios ultramarinos na África (Orão, Túnis, e outros), na América e na Ásia (Filipinas). Em termos de política externa, sua mais significativa vitória sucedeu contra os turcos otomanos: a Batalha de Lepanto, em 1571.

Conhecido como Príncipe do Renascimento, rei da Contra-Reforma. Favoreceu à Inquisição. Identificado com a repressão, a intolerância e o fanatismo por seus inimigos, sempre foi mais julgado pelos fatos políticos do que por sua personalidade. Mas também o mecenas cosmopolita devotado à vida social, à arquitetura, padrinho de artistas como Ticiano, incentivando o desenvolvimento e a importação da arte flamenga e italiana para a Península Ibérica.

– Casado 4 vezes:
  1. Maria de Portugal – D. Carlos (1545-1568)
  2. Maria Tudor (rainha da Inglaterra) – sem sucessão
  3. Isabel de Valois – Isabel (1566-1633) e Catalina (1567-1597)
  4. Ana de Habsburgo (sua sobrinha) – Fernando (1571-1577), Carlos (1573-1575), Diego (1575-1582), Felipe III (1578-1621) e Maria (1580-1583)
  • Enfrentou problemas de sucessão que se tornaram tema da ópera de Verdi, enfocando seu filho D. Carlos.

"Não sei se eles acham que sou feito de ferro ou de pedra. A verdade é que precisam entender que sou mortal como todos os demais". Felipe II em  29.11.1578


Origem: Wikipédia e do livro 'Filipe da Espanha' de Henry Kamen

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Elizabeth I Tudor e Mary Stuart




Há 400 anos, em 24 de março de 1603, morria Elizabeth I, em seu septuagésimo ano. Dezesseis anos antes de sua morte, Mary foi decapitada. Sobre esse único ato de regicídio, uma rainha matando outra, teceu-se uma mitologia de justificação, romance e acusação que retém sua força até hoje. De todos os monarcas das ilhas britânicas são Elizabeth I e Mary (rainha dos escoceses) que mais mexem com a imaginação.







– Primas, rivais e rainhas –

– Entre elas havia um elo indissolúvel, forjado por duas forças opostas:
  • a herança  
  • a rivalidade pela coroa da Inglaterra
Eram primas numa era em que a família tinha importância e durante grande parte de suas vidas, faltavam a ambas parentes mais próximos, nunca se encontraram, se comunicavam por cartas.


Elizabeth Tudor – protestante, revestiu-se de coragem para provar ao mundo que tinha o coração e a mente de um homem, tão consciente era da convencional inferioridade de ser apenas mulher. Muitas vezes se vangloriava de que nessa masculinidade residia sua força, embora tivesse todas as paixões de uma mulher, e as expressasse mais manifestamente no amor pelos seus favoritos e na ternura por seu povo. Era uma monarca intratável, a rainha despudorada, astuta, inteligente no comando imperial, de si mesma e dos demais, mas também surpreendeu no quanto podia ser hesitante, afetuosa, meiga, cheia de humor e charme.




Mary Stuart – católica, levava uma vida exemplar como delfina, em seguida rainha, depois rainha viúva do grande reino da França. Seu regresso a Escócia assinalou o início de suas aventuras. Era uma mulher passional e impetuosa. Casou, teve um filho. Foi aprisionada por Elizabeth, por suspeita de traição, por 17 anos. Declarada culpada por incitação para matar a prima, foi para execução insistindo nobremente em que era sacrificada apenas por sua fé. Ao morrer heróicamente como mártir católica. Seu filho Jaime, rei da Escócia, foi o sucessor de Elizabeth I, então também rei da Inglaterra, assim foi a sucessão dos Tudor pelos Stuart.


(Origem: 'Elizabeth e Mary' de Jane Dunn)

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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Vila Borghese: Roma - Itália

A Villa Borghese Pinciana é um palácio de Roma, situado no interior do segundo maior parque da capital italiana, os Jardins da Villa Borghese, inicialmente fazendo parte de um todo integrado, mas agora considerados de uma forma bastante separada pelos turistas. Atualmente, a villa alberga um museu, a Galleria Borghese. A villa foi construída pelo arquiteto Flaminio Ponzio, entre 1613 e 1616, o qual desenvolveu esboços criados pelo próprio Cardeal Scipione Borghese, sobrinho do Papa Paulo V, o qual usou o palácio como villa suburbana, uma villa de recreio na periferia de Roma, e para acomodar a sua coleção de arte. (Fonte: Wikipédia)

História
O núcleo da propriedade já pertencia aos Borghese em 1580, no local onde foi identificada a posição dos Jardins de Lucullo (ou horti luculliani). A propriedade foi ampliada com uma série de aquisições feitas pelo Cardeal Scipione Borghese, sobrinho do Papa Paulo V e futuro patrono de Gian Lorenzo Bernini, com a intenção de criar uma "villa di delizie" e o mais vasto jardim construído em Roma desde a antiguidade. Em 1606, a realização do edifício foi confiada pelo cardeal ao arquiteto Flaminio Ponzio. As obras começaram em 1612. No entanto, Ponzio viria a falecer no ano seguinte, sendo sucedido na tarefa por Giovanni Vasanzio (Jan van Santen de seu verdadeiro nome), que projetou uma fachada com um terraço em forma de U, decorando o conjunto com nichos, vãos, estátuas clássicas e relevos. Ambos os arquitetos foram apoiados pelo jardineiro Domenico Savini da Montelpulciano e pela intervenção de outros artistas, como Pietro e Gianlorenzo Bernini. A villa viria a ficar concluída em 1633. A Villa Borghese Pinciana, ou Casino Borghese, alcançou fama fora de Roma ainda no século XVII. Em 1644, o viajante britânico John Evelyn descreveu-a como um "Eliseu de prazer", com "fontes de variados mecanismos, olivais e pequenos cursos de água". Evelyn também disse que era um viveiro de avestruzes, patos reais, cisnes e grous e de "diversas e estranhas bestas"

Em 1766, o Príncipe Marcantonio IV Colonna (1730 - 1800) empreendeu trabalhos de transformação tanto no "Casino nobile" (a villa em si, atual sede da Galleria Borghese) como no"Casino dei giuochi d'acqua" (atual estufa de citrinos e sede do Museo Carlo Bilotti), e sobretudo no parque, mandando redesenhar os jardins e sistematizando o "Giardino del lago" (Jardim do Lago). Todo o jardim foi ornado com fontes e pequenas construções que permitiam gozar sugestivas vistas perspectivas. No início do século XIX, a villa viria a ser ampliada pelo Príncipe Camillo Borghese, cunhado de Napoleão Bonaparte, com a aquisição de terrenos em direção à Porta del Popolo e à Porta Pinciana. O jardim formal foi transformado em jardim paisagístico ao gosto inglês, sendo aberto nas passagens festivas para acolher festas populares com cantos e bailes. Em 1808, como consequência do défice no legado Borghese, Camillo Borghese vendeu algumas das esculturas e antiguidades da família ao Imperador. Devido a isso, o Gladiador Borghese, reconhecido desde o século XVII como uma das mais admiráveis estátuas da coleção, pode ser apreciado atualmente no Museu do Louvre, em Paris. Nos primeiros anos do século XX, a Família Borghese já não tinha condições econômicas para manter a villa, pelo que o complexo foi adquirido pelo Estado Italiano em 1901, pela soma de 3,6 milhões de liras. Em 1903, os jardins foram separados do palácio, sendo cedidos nesse mesmo ano ao município de Roma, que os converteu num parque público aberto até à atualidade. O edifício foi restaurado integralmente pela última vez entre 1995 e 1997, com a reconstrução da escadaria dupla do pórtico, assim como do seu interior.

Obras
Os Jardins da Villa Borghese são um grande jardim paisagístico à maneira inglesa situados em Roma, na colina Pinciana. Contém numerosos edifícios, museus e atrações, dos quais se destaca a Villa Borghese Pinciana, onde está instalado atualmente a Galleria Borghese. É o segundo maior parque de Roma (80 hectares ou 148 acres) depois do da Villa Doria Pamphili. Os jardins foram desenvolvidos para o palácio construído pelo arquitecto Flaminio Ponzio segundo esboços de Scipione Borghese, que o usou como villa suburbana, uma villa de recreio na periferia de Roma, e para acomodar a sua colecção de arte. Os jardins, tal se apresentam atualmente, foram refeitos no século XIX.



– Apolo e Dafne é uma das esculturas mais famosas de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), grande escultor do barroco italiano, época em que a máquina de propaganda da Igreja Católica se utilizava de famosos artistas para sua divulgação.






A escultura de Eneias, Anquise e Ascânio, nitidamente uma obra do Barroco Italiano, de Gian Lorenzo Bernini, esculpida por volta de 1619, descreve as três idades do homem sob três pontos de vista, baseada numa figura de um afresco de Rafael Sanzio, e talvez refletindo o momento em que o filho consegue o papel do pai. A imagem mostra a infância do homem, sua idade madura e sua senilidade, um se apoiando no outro, mostrando a continuidade da vida e como uma fase se liga à outra. Como todas as esculturas de Bernini, mostra com grande realismo e simplicidade a tragédia da vida do ser humano, condenado a ver sua própria decadência com o passar dos anos, pondo o observador em reflexão sobre seu próprio destino.


– Leda e o Cisne é uma pintura de Leonardo representando Leda – rainha de Esparta – e Zeus, transfigurado em cisne. O estilo de Leonardo da Vinci é muito bem comportado, parece ser o primeiro nu de suas obras. Mas em sua época, essa pintura foi tratada por seus contemporâneos como um tema muito erótico. Aqui se pode observar toda a sua técnica sobre perspectiva aérea. Em primeiro plano as linhas dos contornos são mais vivos e à medida que a imagem vai se afastando, ela perde a nitidez, devido à atmosfera. É uma cópia, o original não existe mais.




– O Rapto de Proserpina é uma escultura de Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), considerado um dos maiores artistas do século XVII, tendo seu trabalho quase todo centrado na cidade de Roma. O mito romano do rapto de Proserpina por Plutão é uma lenda que também aparece na cultura grega, onde Plutão se chama Hades e Proserpina é Perséfone, que encantou o obscuro deus com sua beleza, filha da deusa das colheitas Deméter. Ela é então raptada e levada para as profundezas da Terra, deixando sua mãe enfurecida. O rapto fez com que Deméter castigasse o mundo, arrasando com as plantações, entregando o mundo ao caos e à fome. Conta-se que Perséfone não podia comer nada que lhe fosse oferecido ou ela nunca mais voltaria para casa. Enquanto Zeus tentava convencer Plutão a liberar a moça, Perséfone comeu algumas sementes de romã, selando o seu destino. Assim, ela se viu obrigada a casar com Plutão, o que deixou Deméter ainda mais furiosa. Zeus teria então interferido. Perséfone passaria metade do ano com o marido e a outra metade com a mãe. Dessa maneira, Deméter aceitou e assim os gregos explicavam as épocas do ano. Quando era verão e primavera, sua filha estava ao seu lado. No inverno e no outono, épocas frias, sem colheitas, Perséfone estava com o marido.

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domingo, 26 de abril de 2009

Museu do Louvre – Paris

O Museu do Louvre (Musée du Louvre), instalado no Palácio do Louvre, em Paris, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique (Eixo histórico).
É onde se encontra a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia, a Vénus de Milo, enormes coleções de artefatos do Egito antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e aplicadas, e numerosas obras-primas dos grandes artistas da Europa como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Goya e Rubens, numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas.
O Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. Foi o museu mais visitado do mundo em 2007, com 8,3 milhões de visitantes.


O Edifício
O primeiro real "Castelo do Louvre" neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.
As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989.

As coleções
O acervo do Museu do Louvre possui mais de 380 mil itens e mantém em exibição permanente mais de 35 mil obras de arte, distribuídas em oito departamentos. A seção de pintura é a segunda maior do mundo, logo atrás da do Museu Hermitage, com quase 12 mil peças, sendo que delas 6 mil estão em exposição permanente.

Artes decorativas
Este departamento cobre desde a Idade Média até meados do século XIX, tendo sido criado como uma subseção do Departamento de Esculturas, e incorporando obras confiscadas na Revolução e outras oriundas da Basílica de Saint-Denis, o mausoléu da monarquia francesa. O departamento recebeu grandes acréscimos com a aquisição das coleções Durand, Revoil, Sauvageot e Campana.
As peças são exibidas no primeiro pavimento da Ala Richelieu e na Galeria de Apolo. Dentre seus itens mais preciosos estão a coroa de Luís XV, o cetro de Carlos V, o bronze Nesso e Djanira de Giambologna, o Vaso Suger, a tapeçaria A caça de Maximiliano, a coleção de vasos de Sèvres da Madame de Pompadour e a decoração dos apartamentos de Napoleão III.

Antiguidades egípcias
Com mais de 50 mil objetos, que atestam o profundo interesse francês na área da egiptologia no século XIX, abrange os períodos desde o Antigo Egito até a arte copta, incluindo os períodos helenístico, romano e bizantino, e seu conjunto oferece uma ampla visão da cultura e sociedade egípcias em todos os seus aspectos. Este departamento foi criado em 1826 por decreto de Carlos X, impressionado pela atuação do egiptólogo Jean-François Champollion. O acervo cresceu com as remessas de achados arqueológicos das expedições francesas ao Egito.
Instalado na Ala Denon e em salas do Cour Carré, a coleção inclui arte, papiros, múmias, amuletos, vestuário, joalheria, instrumentos musicais, jogos e armas. Dentre as peças mais interessantes estão o famoso Escriba sentado, uma faca de pedra e marfim de Gebel-el Arakcom punho decorado com cenas de guerra e de caça, a Estela do Rei Serpente, a cabeça do rei Djedefre, a estátua de Amenemhatankh, oPortador de oferendas, o busto de Akhenaton, e a estátua da deusa Hator, além de sarcófagos ricamente pintados, frascos para cosméticos e objetos votivos.

Arte grega, romana e etrusca
Sua coleção inclui peças de toda a região do Mediterrâneo desde o Neolítico até o Helenismo, passando pela civilização cicládica e a culturacipriota. O conjunto começou a ser formado no tempo de Francisco I, e neste início se concentrava em esculturas. Mais tarde passou a receber vasos, cerâmicas, marfins, afrescos, mosaicos, vidros e bronzes de várias procedências. Pontos altos deste vasto departamento são a Dama de Auxerre, a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo, os retratos de Agripa, Marcellus e Marco Aurélio, o Gladiador Borghese, o Apolo de Piombino, a Diana de Versalhes, o Hermes amarrando as sandálias, e o vaso Hércules e Anteu, de Eufrônio.

Arte islâmica
É o departamento mais recente do museu, mas sua coleção de mais de 6 mil itens cobre 13 séculos de história da arte islâmica da Europa, Ásia e África, entre vidros, metais, madeiras, tapetes, cerâmicas e miniaturas. Das suas peças se destacam como principais a Píxide de al-Mughira, uma caixa de marfim da Andaluzia; o Batistério de Saint-Louis, uma bacia de metal do período Mamluk; fragmentos do Shahnameh, um poema épico de Ferdowsi escrito em persa, e o Vaso Barberini, um vaso de metal da Síria.

Antigüidades do Oriente Próximo
Este departamento se concentra na história e arte do Oriente Próximo desde as primeiras civilizações até antes da presença muçulmana na região, e seu desenvolvimento acompanhou o desenvolvimento da arqueologia oriental na França. As primeiras aquisições ocorreram por obra de Paul-Émile Botta, que em 1843 realizou uma expedição a Khorsabad, e seus achados deram origem ao Museu Assírio do Louvre. O conjunto foi ampliado com as peças encontradas por Claude Schaeffer em Ras-Shamra e por André Parrot em Mari, na Síria. A coleção é particularmente notável pelas peças da Suméria e da cidade de Akkad, como a Estela dos Abutres, as estátuas de Gudea e de Ebih-il, touros alados de Khorsabad, capitéis tauromorfos e painéis de azulejos esmaltados de Susa, e o Código de Hamurabi.

Pintura
Sua grande coleção de pinturas enfatiza a arte francesa, que compõe cerca de dois terços do total, mas as seções de pintura do norte da Europa e da Itália são extremamente significativas. O conjunto começou a ser reunido por Francisco I, ainda no tempo em que o Louvre era uma fortaleza, com a aquisição de obras-primas de Rafael e Michelangelo, além de ter atraído Leonardo da Vinci para sua corte.
A reorganização das coleções do museu na década de 80 dividiu o conjunto de pinturas, e as peças produzidas após 1848 foram transferidas para o Museu d'Orsay. O restante permanece exposto na Ala Richelieu, no Cour Carré e na Ala Denon.

Esculturas
Concentrado nas peças de escultura criadas antes de 1850 que não se enquadram no departamento de antigüidades etruscas, gregas e romanas. Desde o início o Palácio do Louvre foi um depósito de obras escultóricas, mas a sistematização de suas peças só aconteceu depois de 1824. Seu acervo primitivo era na verdade reduzido a cerca de 100 peças, por causa da mudança da corte para Versalhes, e assim permaneceu até 1847, quando Léon Laborde assumiu o controle do departamento, ampliando a seção dearte medieval, mas nesta época as obras ainda faziam parte do Departamento de Antigüidades. Somente na administração de Louis Courajod, a partir de 1871, a representação de esculturas cresceu, especialmente em peças francesas. Com a criação do Museu d'Orsay parte do acervo recolhido até então foi transferida para lá, permanecendo no Louvre as criadas antes de 1850. Atualmente as peças francesas estão expostas na Ala Richelieu, e as estrageiras na Ala Denon.
O conjunto de escultura da França oferece um painel amplo e farto desta modalidade de arte desde a Idade Média até meados do século XIX, com uma grande seção de retratos e bustos oficiais. A Idade Média é ricamente ilustrada com fragmentos de arquitetura e estatuária sacra, em grande parte anônima, e onde a Tumba de Philippe Pot, o par representando Carlos V e Joana de Bourbon, a Tumba de Philippe Chabot, a Fonte de Diana, e o magnífico conjunto de Madonnas góticas são pontos altos.

Expansão
Em 2004 o Louvre iniciou um programa de expansão extra-muros, a fim de aliviar o excesso de obras depositadas no complexo principal, abrindo então alguns museus-satélite. As cidades escolhidas foram Lens, para onde está prevista a instalação de cerca de 600 obras, e em 2007 foi selecionada Abu-Dabi, nos Emirados Árabes, que deve inaugurar a sua sucursal do Louvre em 2012 em troca de 1,3 bilhões de dólares americanos, recebendo de 200 a 300 obras de arte do Louvre e de outros museus franceses em caráter rotativo.

Gravuras e desenhos
A origem deste grande departamento, com mais de 100 mil peças, está nas coleções reais. Foi sendo aumentado com aquisições e doações, e foi primeiro aberto ao público em 1797. Hoje está organizado nas seguintes seções: o antigo Cabinet du Roi e seus acréscimos posteriores; as gravuras em metal, e a grande doação de Edmond de Rothschild, com mais de 40 mil obras, hoje exibidas no Pavilhão de Flora. Em virtude da sensibilidade do papel à luz, apenas uma pequena parte desta coleção se encontra em exposição, e as peças são constantemente substituídas, mas consultas podem ser efetuadas mediante agendamento. Alguns autores importantes com obras em desenho ou gravura são Antoine Louis Barye, Dürer, Leonardo da Vinci, Rembrandt, Jacques-Louis David, Jean-Baptiste Chardin, Claude Gellée, Fragonard, Ingres, Delacroix e Charles Le Brun.
(Fonte: Wikipédia)



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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Grão Ducado de Luxemburgo

O Luxemburgo é um pequeno país da Europa Ocidental, limitado a leste pela Alemanha, a sul pela França e a oeste e norte pela Bélgica. A cidade de Luxemburgo, capital do Grão-Ducado, está estratégicamente localizada num platô acima de dois desfiladeiros formados pelos rios Alzette e Petrusse. Já no século IV era o local de um forte romano. Em 963, Siegfried conde das Ardenas e fundador do Estado do Luxemburgo, construiu um castelo no mesmo local. A cidade murada cresceu ao redor do castelo, e as fortificações foram reforçadas ao longo dos séculos. Em torno desta fortaleza desenvolveu-se gradualmente uma cidade, que se transformou no centro de uma pequena mas importante nação com grande valor estratégico para a França, Alemanha e Países Baixos. Foram séculos de conquistas e governado por estados estrangeiros:
  • vendido aos duques de Borgonha em 1444
  • integrou a herança do ramo espanhol dos Habsburgo
  • anexado em 1793 à França por Napoleão
Em 1815 elevado a Grão Ducado foi entregue a Guilherme I (rei dos Países Baixos) até o reinado de Guilherme III quando este faleceu, o grão-ducado de Luxemburgo, sob a lei sálica, só poderia ser herdado por um herdeiro homem, e o trono passou consequentemente para Adolfo, o ex-duque de Nassau. Em 1905, com a morte de seu tio, o príncipe Nikolaus-Wilhelm, Guilherme IV nomeou sua filha mais velha como herdeira e modificou as leis de sucessão; o único outro membro masculino e legítimo da Casa de Nassau-Weilburg era o primo de Guilherme IV, Jorge Nicolau, conde de Merenberg. Em 1907, Guilherme nomeou todos os condes de Merenberg não-dinásticos, nomeando sua filha mais velha, Maria Adelaide (1894-1924) como herdeira do trono. Ela se tornou o primeiro monarca feminino reinante de Luxemburgo com a morte de seu pai, em 1912. Em 1919, abdicou em favor de sua irmã Carlota (1896-1985). Os descendentes de Carlota tem reinado até o presente. O Grão ducado e os Países Baixos tem início na Casa de Orange-Nassau. De 1830 a 1839 foi província do novo Estado bélga, para quem perdeu mais da metade de suas terras depois de sua liberdade, e acabou por se tornar numa nação independente e neutra no século XIX.

O país foi repetidamente atacado pela Alemanha no século XX, que o levou a abandonar a sua política de neutralidade depois da Segunda Guerra Mundial, quando se tornou um membro fundador da OTAN, das Nações Unidas e da Comunidade Econômica Europeia ( atual UE ).


– A constituição de 1868 define o Luxemburgo como:
  • monarquia constitucional parlamentarista
  • atual chefe do Estado é o Grão-Duque Henrique do Luxemburgo
– O Luxemburgo tem uma área de 2.586 km2, está dividido em 3 distritos, que por sua vez estão subdividos em 12 cantões e estes em 116 comunas. Os distritos são:
  • Diekirch
  • Grevenmacher
  • Luxemburgo
– População de 442.972 habitantes, cerca de 39,6% de origem estrangeira:
  • 16% portugueses (sendo o português uma das cinco línguas mais faladas no país depois do francês, luxemburguês, alemão mas provavelmente à frente do inglês);
  • 6,6% franceses;
  • 4,3% italianos;
  • 3,4% belgas e
  • 2,2% alemães (Fonte: Instituto luxemburguês de estatísticas, Statec)
– A língua oficial é o francês, alemão e luxemburguês

– Desde 1979, é proibido coletar estatísticas sobre práticas religiosas, porém estima-se que:
  • 87% da população siga a doutrina católica,
  • 13% consistem em protestantes, ortodoxos, judeus e muçulmanos
– A moeda é o euro e moedas de euro luxemburguesas


Bock como fortificação extraordinária foi estabelecida sob o reino dos austríacos no século XVIII. Em 1737 até 1746 foram feitos trabalhos subterrâneos para colocar 50 canhões e uma guarnição de 1200 homens. Em 1875 foi destruída e sobrou apenas uma torre testemunha das primeiras construções do Castelo dos condes de Luxemburgo. As ruínas chamam atualmente 'Monumento Milenar'.



Fonte: vários sites pela internete

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Liechtenstein


Carlos Magno dominava a área no final do século VIII, era dividida em Shellenberg e Vaduz (atual capital). Johann-Adam Liechtenstein, um príncipe de Viena comprou Shellenberg em 1699 e Vaduz em 1712, seus descendentes ainda governam Liechtenstein que tornou-se um principado do Sacro Império Romano Germânico em 1719. Em 1806 quando o Sacro Império se desenvolveu, o principado tornou-se independente.


Liechtenstein ou Listenstaine (forma usada oficialmente pela União Europeia) é um minúsculo principado, um microestado:

  • localizado no centro da Europa, encravado nos Alpes, entre a Áustria, a leste, e a Suíça a oeste
  • pouco mais de 34 mil habitantes moram no principado de apenas 160 km²
  • desde o século XV, goza praticamente do mesmo território
  • o principado é comandado pela mesma família desde 1608, quando Liechtenstein tornou-se independente do Sacro Império Romano Germânico
  • fez parte do império germânico e descende diretamente dele
  • a língua falada no país é o alemão
  • considerado um dos mais ricos do mundo
  • atual príncipe é João Adão II nascido em 1945 e reina desde 1989


O Castelo de LiechtensteinBurg Liechtenstein em alemão, localiza-se ao sul de Viena, na Áustria. A primitiva estrutura do castelo remonta ao século XII, tendo o mesmo sido arrasado pelos turcos otomanos em duas ocasiões: em 1529 e 1683. O castelo permaneceu em ruínas até 1884, ano da sua reconstrução. A família proprietária, que recebeu o nome do castelo (Liechtenstein - pedra brilhante), foi em 1719, a fundadora do principado de Liechtenstein.





O Castelo de Vaduzé a residência oficial do príncipe de Liechtenstein. O castelo, localizado em um penhasco, foi nomeado a partir de Vaduz, a capital de Liechtenstein. Originalmente, era uma fortaleza medieval, que foi expandida durante os séculos XVI e XVII. Os proprietários da época e prováveis construtores foram os condes de Werdenberg-Sargans. A fortaleza do castelo e o sua porção oeste são as partes mais antigas do complexo. Em 1712, foi adquirido pelo Príncipe de Liechtenstein.


(Origens: Wikipédia e minhas anotações)

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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