quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vaticano

Cidade-estado, o menor Estado independente do mundo, encravado na zona norte de Roma. Residência oficial do Papa e a sede da Igreja Católica e também da Igreja Católica de Rito Latino, a maior e a mais conhecida e numerosa das 23 Igrejas sui juris que constituem a Igreja Católica. A Santa Sé (latim: Sancta Sedes), ou Sé Apostólica, do ponto de vista legal, é distinta do Vaticano, ou mais precisamente do Estado da Cidade do Vaticano.



Vaticano era uma figura da mitologia romana que "abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro". Era também o nome de uma das sete colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero. Lá São Pedro foi martirizado e sepultado.

Tratado de Latrão – assinado por Benito Mussolini e o Papa Pio XI em 11 de Fevereiro de 1929, pelo qual a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano, declarado Estado soberano, neutro e inviolável. As terras tinham sido doadas em 756 por Pepino, o Breve, rei dos francos. Durante um período de quase mil anos, que teve início no império de Carlos Magno no século IX, os papas reinavam sobre a maioria dos Estados temporais do centro da península itálica, incluindo a cidade de Roma, e partes do sul da França.

História – Durante o processo de unificação da península, a Itália gradativamente absorveu os Estados Pontifícios. Em 1870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entram em Roma e incorporam a cidade ao novo Estado. Em 13 de março de 1871, Vítor Emanuel II ofereceu como compensação ao Papa Pio IX uma indenização e o compromisso de mantê-lo como chefe do Estado do Vaticano, um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja (as leis de garantia).

O Papa, chefe de Estado eleito em um colégio de cardeais denominado conclave para um cargo vitalício, detém no Estado do Vaticano os poderes legislativo, executivo e judicial, desde a criação do Vaticano pelo Tratado de Latrão, em 1929. É uma monarquia eletiva, não hereditária, uma autocracia, porque todos os poderes, estão concentrados na figura do Papa, que não possui órgão que fiscalize seus atos como governante, por ser considerado sucessor de São Pedro, não deve prestação de contas a ninguém, considerando-o um emissário de Deus na Terra. O termo:
  • cidade do Vaticano é referente ao Estado,
  • Santa Sé é referente ao governo da Igreja Católica efetuado pelo Papa e pela Cúria Romana.
  • Cúria Romana é efetivamente o governo do Estado e a gestão administrativa, pelo que o seu chefe, o Secretário de Estado, tem as incumbências equivalentes às de um Primeiro-Ministro.

Formalmente constituído em 1929 com a configuração atual, o Estado do Vaticano administra as propriedades situadas em Roma e arredores que pertencem à Santa Sé. O Estado do Vaticano, é reconhecido internacionalmente e foi admitido membro de pleno direito das Nações Unidas, em Julho de 2004, mas abdicou voluntariamente do direito de voto. O Estado tem os seus próprios embaixadores ou representantes, um jornal oficial (Acta Apostolicae Sedis), uma estação de rádio, e uma força militar denominada Guarda Suíça. Emite autonomamente moeda (desde 2002, o euro), selos e passaportes. A Santa Sé estabelece com muitos Estados, tratados internacionais (concordatas), para assegurar direitos dos católicos ou da Igreja Católica naqueles Estados.

  1. a área do Vaticano: é de 0,44 quilômetros quadrados
  2. está situado no meio da capital italiana, Roma
  3. a defesa do país é da responsabilidade da Itália, enquanto que a segurança do Papa fica a cargo da Guarda Suíça
  4. fora da Cidade do Vaticano, o Estado possui 13 edifícios em Roma e Castel Gandolfo (residência de verão do Papa) gozando de direitos extraterritoriais
  5. partilha a 3,2 km de fronteira com a Itália
  6. a cidade tem clima temperado, leve, com invernos chuvosos e verões quentes
  7. situa-se numa colina baixa, chamada de Vaticana (em latim: Mons Vaticanus), uma vez que existia muito antes do cristianismo. O nome é suspeito de pertencer inicialmente à língua etrusca
  8. não possui nenhum recurso natural
  9. é fundamentalmente urbano e nenhuma das terras está reservada para agricultura ou outro tipo de exploração de recursos naturais
  10. exibe um impressionante grau de economia, nascida da necessidade extremamente limitada, devido ao seu território
  11. o desenvolvimento urbano é otimizado para ocupar menos de 50% da área total, ao passo que o resto é reservado para espaço aberto, incluindo os Jardins do Vaticano
  12. o território possui muitas estruturas que ajudam a fornecer autonomia ao Estado soberano, estes incluem: linhas ferroviárias, heliporto, correios, estação de rádio, quartéis militares, palácios e gabinetes governamentais, instituições de ensino superior, cultural e de arte, e algumas Embaixadas
  13. através de um acordo com a Itália, representando a União Europeia, a unidade monetária do Vaticano é o euro
  14. o Estado tem a sua própria concepção de moedas e notas de euros, que têm aceitação na Itália e em outros países da Zona do Euro. O Vaticano não tem uma casa de emissão própria, de forma que tenha acordado com a Itália para efetuar a cunhagem, que não pode ser superior a 1 milhão de euros anuais
  15. a religião é o catolicismo, que detém estatuto oficial
  16. a língua oficial é o latim, embora só seja utilizado em documentos oficiais e em rituais cerimoniais, a língua falada é o italiano
  17. a população vaticana é composta por membros da Igreja, que devido às suas funções, residem lá. Além do Papa, residem e trabalham lá bispos, cardeais, arcebispos e outros funcionários importantes da Igreja Católica (existe um número reduzido de cidadãos comuns). A maioria dos funcionários estáveis é italiana, um número considerável é suíço e o restante originário de diversos países

Econômia – é baseada na captação de donativos das comunidades eclesiais (igrejas) pertencentes à Igreja Católica, Apostólica e Romana no mundo inteiro. Essa arrecadação supre fundos para as despesas do Vaticano com a evangelização e os programas sociais que desenvolve, igualmente no mundo inteiro. O país mantém um canal de donativos conhecido como "Óbulo de São Pedro", no qual o doador remete os fundos diretamente ao Vaticano. Outra forma de captação de recursos é com o turismo no complexo dos "Museus Vaticanos". Não há outro lugar no mundo com tanto valor artístico e intelectual concentrado como no Arquivo Secreto do Vaticano, na Biblioteca Apostólica Vaticana, e nos acervos de arte (pintura, escultura e arte sacra) das igrejas romanas.

Cultura – são as obras de arquitetura como: a Basílica de São Pedro, a Arquibasílica de São João Latrão, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina e a coleção do Museu do Vaticano.

O palácio onde reside o Papa tem:
  • 5 mil quartos,
  • 200 salas de espera,
  • 22 pátios,
  • 100 gabinetes de leitura,
  • 300 casas de banho,
  • dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas
Guarda Suíça – é o nome que recebe o grupo de soldados contratados para proteger o Papa. Foi criado no século XV, formada em 1506, em atendimento a uma solicitação de proteção feita em 1503 do Papa Júlio II aos nobres suíços. Do corpo da Guarda Suíça só podem fazer parte homens de robusta e rude constituição física, católicos, com nível superior, ter idade entre 18 e 30 anos e com reputação criminal e social imaculadas, ter feito já treino militar no exército Suíço. Dois anos, eventualmente renováveis, até um máximo de 20, são o tempo de compromisso mínimo de um guarda Suíço. O curioso uniforme da Guarda, tem sua malha de cetim nas cores azul-roial, amarelo-ouro e vermelho-sangue, e o desenho do traje é atribuído a Michelangelo e pode ser visto tanto no Vaticano quanto no castelo Papal de Avignon, sede do papado nos séculos XIII a XIV.






Fonte: Wikipédia

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domingo, 10 de maio de 2009

Alexandre, o Grande

Alexandre III Magno (356-323 a.C), rei da Macêdonia (336-323 a.C), conquistador do império persa, um dos mais importantes militares do mundo antigo. Nasceu em Pela, antiga capital da Macedônia. Filho de Felipe II, rei da Macedônia e de Olimpia, princesa de Epiro. Aristóteles foi seu tutor, ensinou-lhe retórica e literatura, e estimulou seu interesse pelas ciências, medicina e filosofia.




Felipe II foi assassinado, no verão de 336 a.C, e Alexandre ascendeu ao trono. Encontrou-se rodeado por inimigos e se viu ameaçado por uma rebelião no estrangeiro. Ordenou a execução de todos os conspiradores e inimigos nacionais e seguiu para Tessália, que estava sob o controle dos partidários da independência, restaurando o domínio macedônio. No final do verão havia afirmado sua posição na Grécia e durante um congresso realizado em Corinto os representantes dos estados o elegeram comandante do exército na guerra contra a Pérsia. Quando Tebas se sublevou, conquistou a cidade e destruiu os edifícios, respeitando apenas os templos e a casa do poeta lírico Píndaro, escravizando 30 mil habitantes capturados. A rapidez de reprimir a revolta de Tebas facilitou a imediata submissão dos outros estados gregos.

A guerra contra a Pérsia começou na primavera de 334 a.C, ao cruzar o Helesponto (atual Dardanelos), com um exército de 365 mil homens da Macedônia e de toda a Grécia. Próximo à antiga Tróia, atacou um exército de 40 mil persas e gregos mercenários, derrotou o inimigo e perdeu 110 homens (segundo a tradição), depois dessa batalha toda a Ásia se rendeu. Continuou avançando para o sul e encontrou com Dario III em Isos (333 a.C) e um exército de 500 mil soldados (cifras hoje dada como exagerada), e Alexandre conseguiu uma grande vitória. Dario fugiu e deixou sua mãe, esposa e filhos aos cuidados de Alexandre. Posteriormente capturou Gaza e entrou no Egito, recebido como libertador, o que facilitou o controle de toda a costa do Mediterrâneo. Em 332 a.C, fundou a cidade de Alexandria no Egito, que se converteu no centro literário, científico e comercial do mundo grego.

Em 331 a.C, Alexandre fez uma peregrinação ao grande templo e oráculo de Amon, deus egípcio do Sol, confirmando a crença de ser Alexandre de origem divina. Depois foi para Babilônia, cruzou os rio Eufrates e Tigre, se encontrou com Dario III e seu exército, que sofreu mais uma derrota (outubro de 331 a.C) – Batalha de Arbela ou Gaugamela, Dario fugiu mais uma vez, e um ano mais tarde foi assassinado por seus colaboradores.

– O domínio de Alexandre se estendeu da margem sul do mar Cáspio, incluindo:
  1. Afeganistão
  2. Beluquistão
  3. Bactriana
  4. Sogdiana
  5. Turquistão
Precisou de apenas 3 anos, da primavera de 330 a.C à primavera de 327 a.C, para dominar esta vasta zona. E para completar a conquista do resto do império persa, que chegou a abranger parte do oeste da Índia, Alexandre cruzou o rio Indo em 326 a.C, invadiu Punjab, alcançou o rio Hifasis – neste ponto os macedônios se rebelaram, negando-se a continuar. Alexandre cruzou o deserto de Susa em 324 a.C, a escassez da comida e água causou várias perdas e desentendimentos entre a tropa. Chegou a Babilônia em 323 a.C, mas em junho foi acometido por uma febre e morreu em seguida.

O legado de Alexandre
Foi um dos maiores conquistadores da História. Destacou-se pelo brilhantismo tático e pela rapidez com que atravessava grandes territórios. Era valente e generoso, mas cruel quando a situação política assim exigia. Cometeu alguns atos dos quais se arrependeu, como o assassinato de seu amigo Clito, em um momento de embriaguez. Adotou costumes persas e casou com mulheres orientais:
  • Estatira ou Stateira – filha mais velha de Dario III
  • Roxana – filha do sátrapa Bactriana Oxiartes, tiveram um filho: Alexandre IV da Macedônia, que morreu antes de chegar à idade adulta.

Para unificar suas conquistas, fundou várias cidades, muitas das quais se chamaram Alexandria em sua homenagem. Essas cidades estavam bem situadas, bem pavimentadas e contavam com bom serviço de abastecimento de água. Eram autônomas mas sujeitas aos editos do rei. Os veteranos gregos de seu exército, bem como os soldados jovens, negociantes, comerciantes e eruditos, se instalaram nelas, levando consigo a cultura e a língua gregas. Assim, Alexandre estendeu amplamente a influência da civilização grega e preparou o caminho para os reinos do período helenístico e a posterior expansão de Roma.

Após sua morte
Vinte e dois anos depois da morte de Alexandre, os generais retalharam o império em seu próprio proveito (301 a. C.). Dos destroços do império vieram a formar-se quatro reinos que passaram a ter vida independente:
  1. a Península Helênica com a Macedônia
  2. o território da Síria que avançava até o Indo
  3. a Ásia Menor até o Danúbio
  4. o Egito com a parte da Ásia que ia da Arábia até à Palestina.

Alexandre por Bagoas do livro: 'O menino Persa' de Mary Renault
"Não era tão baixo quanto eu esperava. Naturalmente teria sido considerado um menino em comparação a Dario. Era de estatura média, mas creio que as pessoas esperavam que ela se igualasse aos seus feitos. Mesmo na Pérsia ele teria sido considerado belo. Como tinha a pele clara, ficava muito vermelho, um tom não muito admirado por nós, que recordava os selvagens do norte. Mas não tinha o cabelo castanho-avermelhado deles. O seu era dourado e brilhante. Usava-o cortado irregularmente, num comprimento entre pescoço e os ombros. Não era liso nem encaracolado, mas caía como uma crina lustrosa."



Origem: Enciclopédia Microsoft Encarta 1993-1999

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Kremlin – Rússia


Kremlin (Кремль), sinônimo de "fortaleza" em russo, refere-se a qualquer complexo fortificado encontrado nas cidades russas históricas. A palavra é mais frequentemente utilizada em referência ao mais conhecido deles, o Kremlin de Moscou, sede do governo da Rússia. É uma das maiores atrações turísticas da cidade de Moscou.


Kremlin de Moscou
Construção de 1156, como uma paliçada, com um fosso em volta, sendo sucessivamente alargado, e mais um fosso foi construído. Em 1339 foram construído as paredes e as primeiras torres. Em 1367 Demétrio troca as paredes de madeira por pedras calcárias, o que deu a Moscou o nome de "cidade branca". Nessa época era quase tão grande quanto hoje. Em 1495 sob o reinado de Ivan III, foram construídos os muros, as torres (atuais), e a praça em frente, hoje chamada de "Praça Vermelha". São 20 torres na muralha do Kremlin, que foram ornamentadas, com as cúpulas atuais, no século XVII, a fortaleza foi ocupada apenas em:
  • 1612 – senhores feudais da Polônia e Lituânia
  • 1812 – Napoleão Bonaparte que destrói 6 torres, reconstruídas em 1816 e 1819
  • 1917 – trabalhadores revolucionários e soldados russos (Revolução Bolchevique) 


Torres
São 20 torres, na muralha do Kremlin. A principal é a Torre do Salvador ou Torre Spasskaya.
Seguem-se as torres:

Senado
São Nicolau
Arsenal do Canto
Arsenal do Meio
Trindade
Comandante
Armaria
Borovitskaya
Água
Segredo
duas torres sem nome
Anubciação
Beklemishev
São Constantino
Santa Helena
Alarme
Torre do Czar
Torre Kutafya












Monumentos
No interior do Kremlin situam-se vários palácios e igrejas. Os mais importantes são:
  • Palácio do Congressos - construído entre 1961
  • Palácio do Grande Kremlin - construído entre 1839 e 1849 como residência dos imperadores russos
  • Igreja da Deposição do Robe - construída entre 1484 e 1488, contém várias pinturas de estilo russo
  • Catedral da Assunção - construída entre 1475 e 1479, era a catedral do estado da Rússia; é uma combinação entre o estilo russo e o estilo renascentista italiano
  • Igreja de Ivan, o Grande - construída entre 1505 e 1508, tem um sino de 200 toneladas; em 1600, a torre é elevada até uma altura de 81 metros
  • Catedral da Anunciação - construída entre 1484 e 1489, era a catedral privada dos czares
  • Catedral do Arcanjo - construída entre 1505 e 1508, onde estão enterrados vários príncipes e czares


Catedral de São Basílio

Origem: Wikipédia

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sábado, 9 de maio de 2009

Luis X rei da França



Luis, apelidado de 'o Cabeçudo' (outubro de 1289-5 de junho de 1316) – rei de Navarra(por parte de mãe), depois Luis X rei da França. Filho mais velho de Felipe IV 'o Belo' e de Jeanne de Champagne. Irmão dos reis Felipe V e Carlos IV, e de Izabel, rainha da Inglaterra, casada com Eduardo II (rei da Inglaterra). Casado com Margarida de Borgonha em 1305, com quem teve uma filha, Joana nascida em 1311.







Depois do escândalo da torre de Nesle, e da morte de Margarida – culpada de adultério, ficou presa em Château-Gaillard, onde morreu assassinada, Luis casou em agosto de 1315, com Clemência da Hungria. Coroado em Reims em 1315, faleceu em Vincennes. Seu filho, João I, o Póstumo, nasceu cinco meses após a morte do pai em novembro de 1316, teve 4 dias de vida.

De caráter fraco e inseguro, enfrentou os membros da corte e os fiéis do falecido monarca. Complôs afetaram o destino da França, enquanto o povo morria de fome. Época tumultuada por intrigas e traições. Enquanto a maior preocupação de Luis era a anulação de seu primeiro casamento com a adúltera Margarida de Borgonha.

Basílica de Saint-Denis, enterro de um rei
Acompanhado por cinco oficiais do palácio, o supremo chefe da casa real avançou com um passo solene até a beirada da cova, na qual o atúde de Felipe IV já fora depositado; jogou no fosso o bastão esculpido que era a insígnia de seu cargo e pronunciou a fórmula que marcava oficialmente a passagem de um reino para outro:

O rei morreu! Viva o rei!
os assistentes logo responderam:
O rei morreu! Viva o rei!

O príncipe de olhos fugídios, dos ombros estreitos e do peito atrofiado, tornou-se rei da França, a angústia tomou conta dele a tal ponto que temeu cair desmaiado.

Sucessão
À nobreza do reino, foi posta a questão da legitimidade da princesa Joana, nascida do primeiro matrimônio, à sucessão do trono francês. De fato, era a primeira vez que ocorria a ausência de um herdeiro varão direto. A sucessão que começara por ser eletiva no início da dinastia capetiana, passara a dinástica varonil. Havendo inclusivamente dúvidas sobre a paternidade de Joana, devido ao caso da Torre de Nesle, a nobreza francesa preferiu, alegando a lei sálica, oferecer as coroas de ambos os reinos, e o condado de Champagne, ao irmão de Luís X e já regente, Filipe V de França.

Origem: Wikipédia e 'Os Reis Malditos' vol. 2 de: Maurice Druon

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Torre de Londres

Torre de Londres, fortaleza real de Londres, às margens norte do Tâmisa, teve sua construção iniciada em 1078 por Guilherme, o Conquistador. Feita de calcário de Caen, na Normandia, sua primeira estrutura, a Torre Branca, foi construída dentro do muro original da cidade romana como fortaleza. À medida que continuaram as construções dentro do conjunto de estruturas da Torre, no decorrer das próximas centenas de anos, a Torre Branca tornou-se núcleo do complexo de 7 hectares, dentro do círculo de defesa com guardas em seu interior e em seu exterior. Também serviu como local de execução e tortura. Este último uso levou à frase "sent to the Tower" (mandado para a Torre), que significava ser aprisionado. Curiosa é a colônia de corvos que habita a Torre e é protegida por decreto real. Segundo a lenda: o império ruirá no dia em que as aves pretas deixarem o lugar.


No centro da Torre de Londres eleva-se a "Norman White Tower" (Torre Branca Normanda). Esta tem 90 pés de altura e uma construção maciça, os muros têm uma grossura que varia entre os 15 pés na base e os 11 pés nas partes superiores. Acima das muralhas elevam-se quatro torres; três delas são quadradas, mas a de Nordeste é circular. Esta última torreta já conteve o primeiro observatório Real. Henrique III (1216-1272) fez caiar de branco o exterior do edifício em 1240, sendo daí que lhe vem o nome. O muro interior tem 13 torres inclusive a Torre Sangrenta (que recebeu este nome por ter sido onde os jovens filhos de Eduardo IV foram assassinados). A Torre Branca fica situada no perímetro interior, defendida por uma maciça cortina de muralhas, a qual tem trinta torres, das quais se nomeiam algumas:

1. Bloody Tower – Torre Sangrenta
2. Bell Tower – Torre do Sino
3. Beauchamp Tower – Torre Beauchamp
4. Deveraux Tower – Torre Deveraux
5. Flint Tower – Torre de Rocha
6. Bowyer Tower – Torre Bowyer
7. Brick Tower – Torre de Tijolo
8. Martin Tower – Torre Martin
9. Constable Tower – Torre Condestável
10. Broad Arrow Tower – Torre de Seta Ampla
11. Salt Tower – Torre de Sal
12. Lanthorn Tower – Torre Lanthorn
13. Wakefield Tower – Torre Wakefield









A entrada do perímetro interior fica do lado Sul, sob a Bloody Tower. Fora deste fica o perímetro exterior, defendida por um segundo pano maciço de muralhas, flanqueado por torres na fachada virada ao rio:
  • Byward Tower – Torre Byward
  • St Thomas's Tower – Torre de São Tomás, construida entre 1275 e 1279 por Eduardo I, para providenciar acomodações reais adicionais.
  • Cradle Tower – Torre Berço
  • Develin Tower – Torre Develin
  • Middle Tower – Torre do Meio
  • Well Tower – Torre Boa
O muro externo, circundado por um fosso, tem seis torres e dois bastiões. A única entrada por terra é pelo lado sudoeste, vindo da cidade. A outra entrada, pelo rio, foi historicamente mais usada, já que o Tâmisa era a trajetória principal para Londres. Este portão ficou conhecido como Portão do Traidor, por causa dos prisioneiros que o atravessavam no seu caminhos à torre.

Alguns Prisioneiros da Torre:
  1. John Balliol, rei da Escócia
  2. David II, rei da Escócia
  3. João II, rei de França
  4. Carlos I de Valois, Duque d'Orleães
  5. Henrique VI, rei da Inglaterra
  6. Margarida de Anjou, esposa do anterior.
  7. Sir William de la Pole.
  8. Elizabeth I de Inglaterra
  9. John Gerard, S.J. (1564-1637)
  10. Sir Walter Raleigh
  11. Niall Garve O'Donnell
  12. Guy Fawkes,
  13. Sir Francis Bacon
  14. Johan Anders Jägerhorn,
  15. Lord George Gordon,
  16. Rudolf Hess, o último prisioneiro de guerra a ser aprisionado na Torre, em maio de 1941.
  17. Os Kray Twins (Gêmeos Kray), os últimos prisioneiros na Torre, durante poucos dias em 1952

Tortura
Ana Askew é a única mulher, segundo os registos, a ter sido torturada na Torre, depois de ter sido levada para ali em 1546 com a acusação de heresia. Sir Anthony Kingston, o Guarda da Torre de Londres, recebeu ordem para torturar Ana, numa tentativa de forçá-la a dar os nomes de outros protestantes. Kingston ficou tão impressionado pela forma como Ana era devota que se recusou a continuar a torturá-la, e o Lord Chancellor de Henrique VIII teve que libertá-la.

Execuções
Os criminosos de classes mais baixas eram usualmente executados pela forca num dos locais de execução no exterior da Torre. Condenados notáveis, como Thomas More, foram publicamente decapitados na "Tower Hill". Sete nobres (cinco deles damas) foram decapitados privadamente na Tower Green (Torre Verde), no interior do complexo, e depois sepultados na Capela Real de St Peter ad Vincula (expressão latina para "algemado", o que faz dele um apropriado santo patrono para os prisioneiros) próximo do Green. Alguns dos nobres que foram executados no exterior da Torre também foram sepultados na Capela Real. Os nomes dos sete decapitados na Torre Verde por traição são:
  • William Hastings, 1º Barão Hastings (1483)
  • Ana Bolena (1536)
  • Margaret Pole, Condessa de Salisbury (1541)
  • Catarina Howard (1542)
  • Jane Boleyn, Viscondessa de Rochford (1542)
  • Joana Grey (1554)
  • Robert Devereux, 2º Conde de Essex (1601)

A Torre foi residência real até o século XVII, e todos os monarcas passam a noite na Torre antes da sua coroação. Com o passar dos anos, a Torre de Londres serviu de fortaleza, palácio, execuções, além de ter sido também a sede da Casa da Moeda e Mostra de Animais do reinado. As jóias da coroa britânica são aqui guardadas, em um cofre subterrâneo chamado Casa das Jóias. Hoje em dia, um governador residente mora na Casa da Rainha, na Torre Verde, e é o encarregado dos "beefeaters", os guardas reais que guardam a Torre.



Fonte: Wikipédia e monumentos.vilabol.uol.com.br

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Nicolau II da Rússia



Nicolau II, (Nicolau Alexandrovich Romanov; russo Николáй Алексáндрович Ромáнов) nasceu no Palácio de Catarina, em Tsarskoye Selo, próximo de São Petersburgo, em 18 de maio (6 de maio no calendário juliano) de 1868. Foi o último Imperador da Rússia, Rei da Polônia e Grão Duque da Finlândia. Ele é também conhecido como São Nicolau o Portador da Paz pela Igreja Ortodoxa Russa. Quanto ao seu título oficial, era chamado Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.

Filho de Alexandre III, governou desde a morte do pai, em 1 de Novembro de 1894, até à sua abdicação em 15 de Março de 1917, quando renunciou em seu nome e no nome de seu herdeiro, passando o trono para seu irmão, o Grão-Duque Miguel Alexandrovich Romanov.


Estilo de Vida
A família era um valor fundamental para Nicolau. Suas cartas transbordam de adoração pela esposa, os filhos, a mãe e os parentes, essa intimidade com a família manteve até o fim da vida. Ele gostava de repetir o provérbio russo: "É bom fazer visitas, mas melhor ainda ficar em casa."

O fato de Nicolau preferir remover com uma pá a neve de trilhas ou desfrutar a companhia da mulher e dos filhos a governar o país tem sido habitualmente interpretado como prova de seu desinteresse pela função de czar.

Religião
A preocupação de Nicolau com a conduta moral era modelada por suas atitudes religiosas. Essas foram formadas, por pessoas bem próximas a ele, a mãe Maria Fiodorovna (ex princesa Dagmar da Dinamarca), protestante convertida a igreja ortodoxa que se esforçou em inculcar nos filhos uma fé profunda e estimular a prática regular dos rituais.Um de seus preceptores e mais tarde conselheiro muito próximo ( Konstantin Pobedonostesev), constantemente lhe lembrava – o czar era ungido por Deus e era uma fonte divinamente inspirada de sabedoria e ordem. A esposa Aleksandra, protestante convertida à ortodoxia, estimulava o misticismo do marido e sua fé na onipotência e orientação pessoal de Deus.

Nicolau e Aleksandra acreditavam que era possível, fora da igreja e sem a ajuda de bispos e sacerdotes regularmente ordenados, manter comunhão com Deus e com Seu Espírito. Acreditavam que haviam homens a quem Deus concedera poderes místicos de cura e profecia. Gregori Rasputin, curandeiro e místico laico, conquistou a confiança do casal imperial; chamado por eles de "nosso Amigo". Embora a influência de Rasputin seja habitualmente atribuída à sua notória capacidade de aliviar os sofrimentos de Aleksei, causados pela hemofilia e à promessa de que o rapaz seria curado. Rasputin foi assassinado em dezembro de 1916, uma conspiração que uniu um político direitista importante, um príncipe aparentado por casamento à família do imperador e um dos primos de Nicolau II.

Sucessão
Nicolau deu ao filho e herdeiro, nascido em 1904, o nome do ancestral que mais admirava: o 1º czar Aleksei (reinou de 1645 a 1676), pai de Pedro, o Grande( de quem menos apreciava).

Em 1913 na celebração do tricentenário da dinastia Romanov, com entusiamo Nicolau refez a jornada do primeiro czar Romanov, Mikhail, através do centro da Rússia.

Nicolau II assinou a abdicação dia 2 de março de 1917, em nome do filho Aleksei e do irmão Mikhail – que rejeitou a proposta, pois ninguém podia lhe garantir a segurança, se aceitasse a coroa, e assinou a abdicação dia 3 de março de 1917. Mikhail foi assassinado em junho de 1918. Apenas 4 anos após a comemoração do tricentenário da dinastia Romanov, ela extinguiu-se silenciosamente.

Descendência
casado com Aleksandra, neta da rainha Vitória da Inglaterra, tiveram 5 filhos:
  1. Olga – nascida em 15 de novembro de 1895
  2. Tatiana – nascida em 10 de junho de 1897
  3. Maria – nascida em 26 de junho de 1899
  4. Anastácia – nascida em 18 de junho de 1901
  5. o herdeiro Aleksei – nascido em 12 de agosto de 1904 (hemofílico)

Depois dos Romanov
Depois da queda dos Romanov a economia continuava a se desintegrar, em parte porque o governo liberal estava ainda menos disposto do que a autocracia a controlar os preços e a assegurar a produção pela força. A reforma agrária continuava a ser apenas uma promessa.

O Fim dos Romanov
O amanhecer, no dia 1º de agosto de 1917, o antigo czar e sua família deixaram o palácio de Tsarkoe Tselo pela última vez, e sob forte escolta, tomaram um trem para a Sibéria.
A profusão de planos reais ou imaginários para libertar os prisioneiros se refletiram em rumores de fuga e em exigências ainda maiores por uma prisão mais rigorosa.

Morte em Iekaterinburg
Nicolau foi transferido primeiro para Iekaterinburg, chegou em 30.04.1918 e o resto da família chegou no fim de maio.

Se os indícios sugerem, com algum grau de coerência e confiabilidade, uma única versão, essa não é a que foi repetida com maior frequência: que Moscou – na verdade, Lenin, pessoalmente – deu a ordem para executar o ex czar, a família e os serviçais. Todas as respostas à pergunta sobre quem deu a ordem – baseiam-se em um bom volume de deduções e especulação imaginosa.

  • Todos foram assassinados, em uma sala forrada de madeira, no andar térreo da casa, baleados por soldados, em 17 de jullho de 1918.
  • Em 30 de setembro de 2008 a Suprema Corte da Rússia reabilitou a Família Real Russa e o czar Nicolau II, 90 anos após sua morte. A Suprema Corte russa declarou que sua execução foi ilegal e que a família real russa foi vítima de um crime.

leia: Assassinato da Família Imperial Romanov

(Origem: Wikipédia e 'A queda dos Romanov' a história documentada do cativeiro e execução do último czar russo e sua família, de: Mark Steinberg e Vladimir Khustalev)

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Família Lusignan e seu castelo





O castelo de Lusignan foi sede da família Lusignan, se localiza na cidade Lusignan (departamento de Vienne em Poitou-Charents, 25 km a sudoeste de Poitiers, França – 400 km de Paris). Um forte natural, construído em um estreito com vales íngremes de ambos os lados. Sua altura era impressionante, tanto que se desenvolveu uma lenda: que seu fundador foi auxiliado pelo espírito de Mélusine(*).








– O castelo a partir do século XIV foi usado como:
  • fortaleza
  • prisão
  • escola
No século XIX foi arrasado pelo conde Blossac. O que resta hoje do castelo é a estrutura de base, cisternas, caves e uma passagem subterrânea, provavelmente que levava a Igreja.

A família Lusignan da aristocracia francesa, original de Poitou, século X. Seu fundador Hugo I (1129-11940), filho do conde Hugo VIII de Lusignan, herda através de casamento o Reino de Jerusalém e funda a dinastia real de Chipre (1192-1474). Foram também:
  • lordes de Lusignan
  • condes de La Marche e Angoulême
  • reis Cruzados
  • reis da Cilícia (Armênia)

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(*) Mélusine 


Figura de lendas europeias e de folclore. Espírito feminino sagrado das águas doces em nascentes. Mulher serpente ou peixe da cintura para baixo, as vezes ilustrada com asas e cauda.

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Origem: Wikipédia e minhas anotações

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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