terça-feira, 14 de julho de 2009

Adriano

Públio Élio Trajano Adriano (em latim Publius Aelius Traianus Hadrianus) – 24 jan 76-10 jul 138, mais conhecido apenas como Adriano, imperador romano de 117 a 138. Da dinastia dos Antoninos, um dos "cinco bons imperadores".



Nascido em Itálica na atual Espanha, Adriano era descendente de colonos romanos domiciliados no sul da Espanha e primo de Trajano, tendo sido nomeado por este para uma série de dignidades públicas que o fizeram aparecer como herdeiro presuntivo deste imperador. À época das guerras contra os partas, durante o reinado de Trajano, era governador da Síria.





Foi para Roma com 9 anos. Era alto, elegante, cabelo encaracolado e usava barba. Encorporou-se ao exército. Em 96 morre o imperador Dominício assassinado e Nerva assume o império –começa a dinastia dos Antoninos – reinado que durou apenas 2 anos. Trajano o novo imperador e sua esposa Plotina, adotam Adriano e cuidam dele como filho. Adriano casa com Sabina, e foi senador muito cedo. A Guerra da Dácia (Romênia) consagrou Adriano como general.

Reinado
Trajano morre aos 64 anos, de infarte, e as Legiões declaram Adriano, aos 41 anos, imperador de Roma. Não queria conquistar mais povos.
  • Em 122 chegou a Bretânia, e ergueu um muro de costa a costa – a Muralha de Adriano – para dividir o mundo romano dos bárbaros (palavra grega, que significava: quem não fala grego, fala bá bá bá).
  • Em 124 viajou todo império, foi a grécia e se apaixonou por Atinos.
  • Em 130 chegou ao Egito, quando Antinos morreu num acidente de barco no Nilo.
  • Em 132 os judeus se rebelaram e foram expulsos de Jerusalém.
  • Em 134 voltou a Roma, com 58 anos. Morre sua esposa Sabina e Adriano fica muito doente.
Adriano implementou uma profunda reforma na administração. Durante o seu reinado, foi um viajante incansável, visitando as várias províncias do império: parece ter passado 12 anos do seu reinado fora de Roma. Letrado, era um grande admirador da cultura grega, sendo um dos responsáveis pela propagação do helenismo no mundo antigo. Realizou grandes viagens pelo império, realizando obras e melhorando a infra-estrutura e a economia das províncias. Como gesto simbólico, ordenou uma série de emissões monetárias honrando as províncias, que eram representadas nestas moedas por alegorias femininas que lhes davam uma personalidade moral distinta. Estas alegorias seriam mais tarde representadas como uma série de estátuas que, após a morte de Adriano, seriam colocadas no seu templo em Roma

Foi o arquiteto responsável pela construção do Panteão de Roma reconstruindo um antigo prédio muito menor erguido por Marco Vipsânio Agripa, porém mantendo a velha fachada com o nome do antigo construtor. Construiu perto de Roma a grande villa que leva seu nome (Villa Adriana). Foi um imperador ambulante, viajava sempre e por onde passava ia levantando cidades, construindo estradas, erigindo monumentos.


– Com o intuito de proteger as demais fronteiras romanas contra os bárbaros, construiu grande número de fortificações contínuas na Germânia e na Inglaterra (por exemplo, mandou construir, em 112, a chamada Muralha de Adriano , que marcou durante séculos a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia).




Morte e Sucessão
Adriano morreu em 138, em Roma, com 68 anos. Seu corpo foi depositado num mausoléu, que veio a ser o castelo de Santo Ângelo, em Roma. A sucessão de Adriano foi complicada, a princípio ele havia pensado em adotar como filho e sucessor um dos seus muitos antigos favoritos:
  1. o adolescente grego Antinos, mas este faleceu;
  2. Lúcio Élio Vero, mas este também faleceu prematuramente;
  3. o senador T. Aurélio Fúlvio Boiônio Antonino, que viria a ser conhecido como o imperador Antonino Pio - sob a condição, no entanto, de que este adotasse como seu filho e sucessor, o parente distante de Adriano, o jovem Marco Ânio Vero, o futuro imperador Marco Aurélio, assim como o filho do falecido Lúcio Ceiônio, Lúcio Vero, que viria a ser co-imperador junto com Marco Aurélio.

Após sua morte, há uma tentativa fracassada do Senado de invalidar seus atos, o que foi impedido por Antonino Pio. A hostilidade duradoura entre o Senado e Adriano seria reconhecida pelo seu contemporâneo mais jovem, o senador, orador e correspondente de Marco Aurélio, Frontão, que comparava Adriano ao deus da Guerra Marte e ao deus dos mortos Dis Pater - ambos deuses que se deve tentar apaziguar, mas sem poder realmente amá-los.

Como prova das políticas autoritárias de Adriano, deve ser assinalado que credita-se a ele a criação de um corpo de polícia política no Império Romano, os frumentarii, cujos agentes foram destacados do corpo de funcionários imperiais dedicados à supervisão do abastecimento de trigo da cidade de Roma, daí seu nome em latim.

Origem: Programa de Tv na GNT e Wikipédia, a enciclopédia livre.

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Babilônia

Antigo reino da Mesopotâmia, conhecido originalmente como Sumer e depois como Sumer e Acad, entre os rios Tigre e Eufrates, 90 km ao sul da atual Bagdá (Iraque), foi a capital do reino babilônico durante os séculos II e I a.C. Babilônia = Babili em babilônico, "porta de Deus"; Abirush em persa antigo. Berço das primeiras civilizações, faz parte do chamado crescente fértil. Foi também o lugar do cativeiro dos judeus, quando expulsos pelo rei Nabucodonosor II, da Palestina. Os judeus afirmam que Babilônia vem do Hebraico Antigo Babel ( בבל ), que significa "confusão". Essa palavra semítica é uma tradução do sumério Kadmirra.

A civilização babilônica, que existiu do século XVIII ao VI a.C (1700-500 a.C), era como a Suméria que a precedeu:
  • caráter urbano, embora baseada mais na agricultura;
  • constituído por 12 cidades, cercadas de povoados e aldeias;
  • o rei, no alto da estrutura política, monarca absoluto, exercia o poder legislativo, judicial e executivo;
  • abaixo do rei: governadores, administradores selecionados, prefeitos e conselhos de anciãos encarregados da administração local.
Os babilônios transformaram e modificaram sua herança suméria para adequá-la a sua própria cultura e maneira de ser e influenciaram os países vizinhos, especialmente o reino da Assíria, que adotou praticamente por completo a cutlura babilônica.

As escavações arqueológicas realizadas permitiram que fossem encontradas importantes obras de literatura. Uma das mais valiosas é a magnífica coleção de leis (século XVIII a.C) denominada «Código de Hamurabi» que junto com outros documentos e cartas pertencentes a diferentes períodos, proporcionam um amplo quadro da estrutura social e da organização econômica do império da Babilônia.

Mais de 1200 anos se passaram desde o glorioso reinado de Hamurabi (1792-1750 a.C) – foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até o presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 h, da hora em 60 min – até a conquista da Babilônia pelos persas. Durante esse longo período, a estrutura social e a organização econômica, a arte e a arquitetura, a ciência e a literatura, o sistema judicial e as crenças religiosas babilônicas, sofreram considerável mudança. Baseados na cultura do Sumer, os feitos culturais da Babilônia deixaram uma profunda impressão no mundo antigo e particularmente nos hebreus e gregos. A influência babilônica é evidente nas obras de poetas gregos como Homero e Hesíodo, na geometria do matemático Euclides, na astronomia, astrologia, heráldica e na Bíblia.

Os Jardins Suspensos da Babilôniaforam uma das 7 maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico já foram encontrados, além de um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 m de altura, construídos pelo rei Nabucodonosor, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra. Chegava-se a eles por uma escada de mármore. Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C , no sul da Mesopotâmia, na Babilônia. Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos. Suspeita-se que sua destruição tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de Nabucodonosor, pois há boatos de que os jardins foram construídos sobre seu palácio.

Nabucodonosorrei da Babilônia (630-562 a.C). Durante seu governo a Babilônia atinge o auge de sua prosperidade e hegemonia, sendo conhecida como "Rainha da Ásia". Filho do general Nabopolassar, fundador da dinastia caldéia, sobe ao trono em 605 a.C, depois da morte do pai. Transforma a cidade babilônica em centro cultural e financeiro do mundo antigo. A maior realização de seu reinado é um conjunto arquitetônico para proteger a cidade de invasões, que compreende:
  1. um zigurate em formato de pirâmide com aproximadamente 90 m de altura. Este zigurate ficou conhecido como Torre de Babel,
  2. Jardins Suspensos, e
  3. um canal de defesa ligando os rios Tigre e Eufrates, a 40 km da Babilônia, cercado por um muro em toda a sua extensão (o Muro dos Medas).
Líder militar de grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a hegemonia no Oriente Médio. Estende o Império Babilônico até o Mar Mediterrâneo. Em 598 a.C , conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus para a Mesopotâmia, episódio conhecido como "O Cativeiro da Babilônia". Com a sua morte e sem um sucessor com a mesma força, os babilônios caem diante dos exércitos persas, na noite de 5/6 de outubro de 539 a.C pelo Rei Ciro da Pérsia, que desviou o curso do rio Eufrates para poder penetrar na cidade. Nessa noite, uma festa estava sendo dada em honra de Belsazar, Rei da Babilônia em exercício.

Sítio arqueológico da Babilônia


Origem: Enciclopédia Microsoft® Encarta® 1993-1999 e Wikipédia, a enciclopédia livre.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Esparta – Grécia

Esparta (em grego Σπάρτη, transl. em grego moderno Spárti, em grego antigo, Spártē) é um município da Grécia, situada nas margens do rio Eurotas, no sudeste da região do Peloponeso. Foi uma das cidades-estado da Grécia Antiga; conquistou a vizinha Messênia por volta do ano 700 a.C e, duzentos anos mais tarde, coligou-se a seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso. Na Guerra do Peloponeso, no século V a.C , Esparta derrotou Atenas e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.C os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos.

Esparta encontra-se numa região de terras apropriadas para o cultivo da vinha e da oliveira. Na Antiguidade era uma cidade de caráter militarista e oligárquico, nunca tendo desenvolvido uma área urbana importante. O governo de Esparta tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadãos modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e às autoridades. Em Esparta os homens eram na sua maioria soldados e foram responsáveis pelo avanço das técnicas militares, melhorando e desenvolvendo um treino: organização e disciplina intensivos nunca vistos até então.

Atenas era a principal rival de Esparta e foi ela que liderou as cidades-estado gregas na luta contra os invasores persas, em 480 a.C . A Constituição de Esparta, segundo a tradição, foi escrita por um legislador chamado «Licurgo», que teria vivido no século IX a.C .

História
Esparta surgiu em meados do século IX a.C . Durante a época micênica existiram ao sul do local onde nasceria Esparta dois centros urbanos: Amiclas e Terapne. Nesta última cidade encontraram-se santuários dedicados ao rei Menelau e à sua esposa Helena, personagens da Ilíada de Homero. À semelhança de outras partes da Grécia, a Lacônia conheceu um decréscimo populacional com o fim da era micênica. No século X a.C os Dórios penetraram na região. No século seguinte, quatro aldeias da Lacônia uniram-se para fundar Esparta; no século seguinte a cidade de Amiclas foi incluída em Esparta.

Em 570 a.C , uma tentativa de conquista da Arcádia revelou-se um fracasso, tendo Esparta optado por alterar a sua política no sentido da diplomacia. Assim, Esparta ofereceu a outras localidades do Peloponeso a possibilidade de integrar uma liga por si liderada, a chamada Liga do Peloponeso. A maioria dos estados do Peloponeso integraria esta liga, com excepção de Argos.

Durante as Guerras Persas, Esparta liderou as forças que defenderam a Grécia em terra, enquanto que Atenas defendia pelo mar. Com o final da guerra, as relações com Atenas deterioraram-se, culminando na Guerra do Peloponeso (431-404 a.C), que os espartanos venceram.

Em 1834, o governo do então reino da Grécia fundou a moderna cidade de Esparta, que ocupa parte da antiga Esparta e que é capital do departamento da Lacônia.

Educação
A educação espartana, que recebia o nome técnico de agogê, apresentava as particularidades de estar concentrada nas mãos do Estado e de ser uma responsabilidade obrigatória do governo. Estava orientada para a intervenção na guerra e a manutenção da segurança da cidade, sendo particularmente valorizada a preparação física que visava fazer dos jovens bons soldados e incutir um sentimento patriótico. Nesse treinamento educacional eram muito importantes os treinamentos físicos, como salto, corrida, natação, lançamento de disco e dardo.

«Desde o nascimento até à morte»
De acordo com Plutarco (50-120 d.C), quando nascia uma criança espartana, pendurava-se na porta da casa um ramo de oliveira (se fosse um menino) ou uma fita de lã (uma menina). Havia rituais privados de purificação e reconhecimento da criança pelo pai, além de uma festa de nascimento conhecida como genetlia, na qual o recém-nascido recebia um nome e presentes de parentes e amigos. Desde o nascimento até à morte, o espartano pertencia ao estado. Os recém-nascidos eram examinados por um conselho de anciãos que ordenava eliminar os que fossem portadores de deficiência física ou mental ou não fossem suficientemente robustos (uma forma de eugenia). A partir dos 7 anos de idade, os pais (cidadãos) não mais comandavam a educação dos filhos. As crianças eram entregues à orientação do Estado, que tinha professores especializados para esse fim. Os jovens viviam em pequenos grupos, levando vida muito austeras, realizavam exercícios de treino com armas e aprendiam a tática de formação.

A educação espartana, supervisionada por um magistrado especial, o paidónomo, compreendia três ciclos, distribuídos por três anos:
  1. Dos sete aos onze anos;
  2. Dos doze aos quinze anos;
  3. Dos dezesseis aos vinte anos (a efebia).
Alguns dos métodos da educação espartana, tendo como base o relato dos historiadores gregos Xenofonte (A constituição dos lacedemônios) e Plutarco (A vida de Licurgo):
  • Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Usavam um só tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar as oscilações do frio e do calor.
  • A alimentação era bem controlada. Se algum jovem sentisse fome em demasia, era permitido e até estimulado que furtasse para conseguir alimentos, pois acreditava-se que esta desenvoltura o auxiliaria durante a guerra. Castigavam-se, entretanto, aqueles que fossem apanhados roubando - não por terem roubado, mas por terem sido apanhados.
  • Uma vez por ano, os meninos eram chicoteados em público, diante do altar de Ártemis (deusa grega vingativa, a quem se ofereciam muitos sacrifícios). Essa cerimônia constituía uma espécie de concurso público de resistência à dor física.
  • Na adolescência, os jovens eram encarregados dos serviços de segurança na cidade. Qualquer cidadão adulto podia vigiá-los e puni-los. O respeito aos mais velhos era regra básica. Às refeições, os jovens deviam ficar calados, só respondendo de forma breve às perguntas que lhes fossem feitas pelos adultos.
  • Com 7 anos, o jovem espartano entrava no exército. Mas só aos 30 anos de idade adquiria plenos direitos políticos, podendo participar da Assembléia do Povo ou dos Cidadãos (Apelá).
Depois de concluído o período de formação educativa, os cidadãos entre os 20 e os 60 anos, estavam obrigados a participar na guerra. Continuavam a viver em grupos e deviam tomar uma refeição diária nos chamados syssitia.

Para o historiador italiano Franco Cambi, a educação desenvolvida em Esparta e Atenas constitui dois modelos educativos diferentes:
  1. Esparta, a perspectiva militar orientava a formação de cidadãos-guerreiros, defensores do Estado.
  2. Atenas, predominava um tipo de formação mais livre e aberta, que, de modo mais amplo, valorizava o indivíduo e suas capacidades. (Cf. Franco Cambi – História da pedagogia)

– A educação dos homens
Os homens espartanos (esparciatas) eram mandados ao exército aos 7 anos, onde recebiam educação e aprendiam as artes da guerra e desporto. Aos 12 anos, eram abandonados em penhascos sozinhos (só contavam uns com os outros), nus (para criarem resistência ao frio) e sem comida (para caçarem e pescarem). Aos 18 anos, voltavam a Esparta, e até os 30 anos eram considerados cidadãos de segunda classe, sem direito a voto. Podiam ser agredidos por qualquer esparciata acima de 30 anos, ficavam nus e recebiam pouca comida (para aprenderem a furtar). Os jovens poderiam atacar a qualquer momento servos (hilotas), a fim de lutar e se preparar para a guerra, mas se fossem mortos por ele, o servo receberia dois dias de folga (por conseguir matar alguém que não era bom o bastante para o exército espartano). Existia uma temporada de caça aos hilotas, para treinarem os jovens para a guerra.

O homem que conseguisse viver até os 30 anos tornava-se um oficial, voltando ao quartel com todos os direitos de cidadão espartano, além de direito ao voto, direito a ter relações sexuais com mulheres (antes dos 30 só eram autorizadas com homens) e direito a casar. Os homens engravidavam suas mulheres e casavam-se com elas; caso não conseguissem engravidá-las, devolviam-na à sua família e voltavam ao quartel para fazerem parte da tropa de elite do exército. Podiam, assim, "casar" com um homem do exército. Contudo, se conseguissem engravidar suas mulheres, casavam-se com elas e voltavam ao quartel depois de deixá-las grávidas em suas casas. Aos 60 anos, poderiam ir para a casa de suas esposas para viver com elas.

– A educação das mulheres
As mulheres recebiam educação quase igual à dos homens, participando dos torneios e atividades desportivas. O objetivo era dotá-las de um corpo forte e saudável para gerar filhos sadios e vigorosos. Consistia na prática do exercício físico ao ar livre, com a música e a dança relegadas para um segundo plano (ao contrário do que tinha sucedido na Época Arcaica). Assim como os homens, também iam aos quartéis quando completavam 7 anos para serem educadas e treinadas para a guerra, mas dormiam em casa, onde recebiam da mãe aulas de educação sexual, assim que atingiam a chamada menarca (primeira menstruação), começavam a receber aulas práticas de sexo, para gerarem bons cidadãos para o estado, aulas onde se usavam escravos, com coito interrompido para não engravidarem de hilotas (servos) e recebiam também uma educação mais avançada que a dos homens já que seriam elas que trabalhariam e cuidariam da casa enquanto seus maridos estivessem servindo ao exército.

Assim que atingiam a maturidade (entre 19 e 20 anos) elas pediam a autorização ao estado para casarem, passando por um teste para comprovar sua fertilidade (engravidavam de um escravo que era só para a reprodução, sendo muito bem tratado e alimentado e morto aos 30 anos, pois era considerado velho. O filho que ela tinha com esse escravo era morto e a mulher conseguia sua autorização para casar), caso elas não conseguissem engravidar, era mandada aos quartéis para, assim como os homens, servir ao exército espartano.

A mulher espartana podia ter qualquer homem que quisesse, mesmo sendo casada, já que seus maridos ficavam até os 60 anos servindo ao exército nos quartéis, e podia também requisitar o seu marido ao general do quartel, mas o mesmo não poderia ser feito pelos homens.

Muitos filhos era sinal de vitalidade e força em Esparta, assim, quanto mais filhos a mulher tivesse, mais atraente ela seria, podendo engravidar de qualquer esparciata, mas o filho desta seria considerado filho do seu marido.

Sociedade
A sociedade espartana era fortemente estratificada, sem qualquer possibilidade de mobilidade entre os três grupos existentes: 1. Esparciatas 2. Periecos 3. Hilotas.

1. Esparciatas
Pertenciam a este grupo todos os que fossem filhos de pai e mãe espartanos, sendo os únicos que possuíam direitos políticos (governo da cidade), constituindo o corpo dos cidadãos (homoioi, pares). Deviam dedicar sua vida ao estado espartano, permanecendo à disposição do exército ou dos negócios públicos. Além disso, para se pertencer a este grupo era obrigatório ter recebido a educação espartana e estar inscrito num syssition, onde tomavam a refeição em comum. Segundo Políbio e Plutarco, todos os cidadãos de Esparta receberam uma parte igual das terras públicas. A terra teria sido dividida em parcelas, os klêroi, no mesmo número dos cidadãos existentes. Estas parcelas de terras eram inalienáveis e indivisíveis, passando de pais para filhos. As mulheres podiam herdar o klêros, mas só no caso de não ter existido descendência masculina e com o objetivo de o transmitirem. Os espartanos não podiam exercer o comércio.

2. Periecos
Eram os habitantes das cidades da periferia (que descendiam dos povos conquistados pelos esparciatas) que estavam integrados no estado espartano e ao qual pagavam impostos. Apesar de serem livres, não tinham direitos políticos e dependiam dos espartanos em matéria de política externa. Estavam obrigados a participarem das guerras, mesmo não tendo recebido a mesma educação dos esparciatas. Eles combatiam ao lado dos espartanos, embora em contingentes particulares. Ao contrário dos espartanos, os periecos podiam dedicar-se ao comércio e à indústria artesanal.

3. Hilotas
Eram os servos, que pertencendo ao estado espartano, trabalhavam nos kleros (lotes de terra), entregando metade das colheitas ao espartano e eram duramente explorados. Deviam cultivar essa terra a vida inteira e não podiam ser expulsos de seu lugar. Levavam uma vida muito dura, sujeita a humilhações constantes. Foram protagonistas de várias revoltas contra o estado espartano. Para controlar as revoltas e manter os hilotas sob clima de terror, os espartanos organizavam expedições anuais de extermínio (krypteia ou criptias), onde os hilotas eram obrigados a participar. Tratava-se de um massacre anual que consistia na perseguição e morte dos hilotas considerados perigosos, no qual os espartanos competiam para ver quem matava mais hilotas.

Analisando a situação dos espartanos, periecos e hilotas, alguns historiadores afirmam que os periecos, por dominar o comércio e o artesanato, podiam enriquecer, desfrutando de certo conforto material e liberdade. Os esparciatas, por sua vez, cumpriam obrigações tão pesadas em relação ao Estado que se tornaram vítimas de suas próprias instituições. Quanto aos hilotas, sua vida era marcada pela opressão e miséria.

Instituições políticas
– A Assembléia
Era composta por todos os espartanos, menos periecos e hilotas, e recebia o nome de Apella. Reunia-se uma vez por mês ao ar livre, em local que a arqueologia moderna ainda não conseguiu identificar. Decidia sobre questões ligadas à política externa, elegia os magistrados e designava os gerontes. Porém, na prática, tinha pouca influência na vida política da pólis. Segundo as informações legadas por Plutarco, não podia discutir as propostas que lhe eram apresentadas, mas apenas aprová-las ou rejeitá-las na totalidade.

– Os Reis
Eram dois, oriundos das duas famílias reais que se afirmavam descendentes de Hércules, segundo a tradição, dos gêmeos Eurístenes e Procles, cujos filhos, Ágis e Eurípone, teriam dado nome às dinastias reinantes: àgidas e euripôntidas. Entre suas funções, destacavam-se os serviços de caráter militar e religioso. Em tempo de guerra, um dos reis exercia o comando dos exércitos. Eram membros da Gerúsia e gozavam de certos privilégios, como o direito a uma guarda pessoal, direito a refeição dupla no syssition e a terem uma parte superior aos outros no despojo de guerra.

– A Gerúsia
Preparava as propostas que seriam apresentadas à Assembléia, funcionando também como tribunal supremo. Constituída por 30 elementos (28 gerontes eleitos vitaliciamente, entre os espartanos com mais de sessenta anos, e os dois reis) eleitos através de um procedimento que Aristóteles classifica de pueril na sua obra Política:
  • os candidatos passavam diante da Assembléia, sendo eleito o que recebesse maior número de aplausos, avaliados por um júri encerrado num compartimento próximo
Tinha funções administrativa (supervisão), legislativa (elaboração de projetos de lei) e judiciária (tribunal superior).

– A Ápela
Assembléia formada por cidadãos espartanos maiores de 30 anos. Elegia os membros da Gerúsia e aprovava ou rejeitava as leis encaminhadas por eles.

– Os Éforos
O Conselho dos Éforos - em número de cinco - formavam um colégio que era eleito anualmente por altura do outono pela Ápela. Detinham amplos poderes, eram os verdadeiros chefes do governo espartano:
  • presidiam a Assembléia (coordenavam as reuniões da Gerúsia e da Ápela),
  • davam a ordem de mobilização em caso de guerra,
  • controlavam a administração (a vida econômica e social da cidade) e a educação,
  • vetar os projetos de lei e fiscalizar as atividades dos reis.
  • poderes judiciais, podendo banir os estrangeiros e condenar os periecos à morte, sem necessidade de julgamento.
Não era exigida nenhuma condição de censo ou de nascimento para se ser eleito éforo, pelo que o eforato representava o elemento de igualitarismo nas instituições políticas espartanas. A curta duração do seu mandato impedia eventuais abusos de poder.

Religião
Ocupou em Esparta um lugar mais importante do que em outras cidades, diga-se pelo grande número de templos e santuários: 43 templos dedicados a divindades, 22 templos de heróis, 15 estátuas de deuses e 4 altares. A esta lista é necessário juntar os numerosos monumentos funerários, dado que em Esparta os mortos eram enterrados no interior das muralhas, sendo que alguns destes monumentos funcionaram como locais de culto.

– Divindades
As divindades femininas desempenharam em Esparta um papel bastante importante: dos 50 templos mencionados por Pausânias, 34 estão dedicados a deusas. A deusa Atena era a mais adorada de todas. O deus Apolo tinha poucos templos, mas a sua importância era crucial: desempenhava um papel em todas as festas espartanas e o monumento mais importante na Lacônia era o trono de Apolo em Amyclai. Outro traço distintivo era o culto aos heróis da guerra de Tróia. Segundo Anaxágoras "Aquiles era aqui adorado como um deus" e Esparta tinha 2 santuários dedicados a ele. Outras personagens de 'Tróia' honradas por Esparta foram Agamemnon, Cassandra, Clitemnestra, Menelau e Helena.

Esparta prestava também culto a Castor e Pólux. A tradição afirmava mesmo que teriam nascido na cidade. A dualidade das personagens faz lembrar a existência de dois reis em Esparta. Vários milagres foram-lhes atribuídos, sobretudo relacionados com a defesa dos exércitos espartanos (representações dos gêmeos em ânforas eram levadas para o campo de batalha ao lado dos reis).

Héracles era, em Esparta, uma espécie de "herói nacional". Segundo a tradição, o herói teria ajudado Tíndaro a reconquistar o seu trono. O tema dos "Doze Trabalhos" foi largamente explorado pela iconografia espartana.

– Sacrifícios e sinais divinos
Os sacerdotes desempenhavam um papel importante em Esparta. Os dois reis tinham eles próprios um estatuto de sacerdotes: estavam encarregados de realizar os sacrifícios públicos, que eram bastante valorizados, sobretudo em tempos de guerra. Antes da partida de uma expedição militar, efetuava-se um sacrifício a Zeus; no momento em que se passavam as fronteiras realizava-se a Zeus e Atena e antes da batalha a Ares Enyalios. Várias anedotas mostram o respeito dos espartanos pelas festas e sinais divinos, ao ponto de abandonarem o campo de batalha perante augúrios desfavoráveis, como os terremotos.


– Lista de soberanos de Esparta na Antigüidade Clássica:
Licurgo
Brásidas
Gilipo
Lisandro
Menelau – c. 1200 a.C
Leônidas I – 491 a.C a 480 a.C
Demarate – 520 a.C
Cleômenes I – 520 a 490 a.C
Ágis III – 338 a 331 a.C
Ágis IV – 244 a 241 a.C
Cleômenes II
Cleômenes III – 235 a 222 a.C

Fonte: Wikipédia ... Imagens: ESPARTA

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dinastia Wettin e Casa Saxe Coburgo Gota


A Dinastia Wettin de duques, condes, príncipes-eleitores e reis alemães, governou a área do atual estado alemão da Saxônia durante mais de 800 anos, dominando também, durante alguns anos, a Polônia. Membros da Casa de Wettin subiram aos tronos da Grã-Bretanha, Portugal, Bulgária, Polônia, Saxônia e Bélgica. Apenas as linhas dinásticas britânica e belga retêm os tronos atualmente.

A família Wettin começa a aparecer ao serem elevados a margraves de Meissen ou Mísnia em 1089. A família progrediu e se tornou cada vez mais importante na Idade Média, feitos landgraves da Turíngia em 1263, e duques da Saxônia em 1423 com dignidade de eleitores do Sacro Império Romano.

A família se dividiu em dois ramos governantes em 1485 quando os filhos de Frederico II, Eleitor de Saxe concluiram que os 20 anos de reinado conjunto não tinham dado certo.
  • o filho mais velho Ernesto, Eleitor de Saxe recebeu o título e os poderes de Príncipe-eleitor e estabeleceu sua sede de governo em Wittenberg, e
  • seu irmão caçula Alberto de Saxe, Duque de Saxe governou suas terras tendo como sede Dresden.
A Saxônia se dividiu assim em Saxe Eleitoral (sobretudo a Turíngia, governada pelos Wettin «ernestinos», e Saxe Ducal, principalmente no território da moderna Saxônia, governada pelos Wettins «albertinos».

Os Wettins Ernestinos e Albertinos
As diferenças entre os dois ramos se marcaram logo:

Os Albertinos – mantiveram a maior parte da integridade territorial da Saxônia, preservando-a como poder importante na região, usando pequenos feudos de apanágio para seus ramos caçula, os quais, um pouco surpreendentemente, não sobreviviam muitas gerações. No final o ramo albertino passou a deter como um só país 3/4 do patrimônio da casa de Wettin original. Governou como Eleitores de Saxe (1547-1806), como reis da Polônia (1697-1763) e Saxônia (1806-1918), e chefiou o Ducado de Varsóvia, com apoio francês de (1807 a 1814) depois que a invasão pela Russia impediu sua subida ao trono hereditário segundo a Constituição polonesa de 1791. Nas guerras de Napoleão, o ramo albertino perdeu cerca de 40% de suas terras em benefício da Prússia.

Os Ernestinos – subdividiram repetidamente suas terras, criando como que um tremendo tabuleiro de xadrez de pequenos condados e ducados na Turíngia. Adicionalmente, na década de 1540, quase metade das terras do ramo ernestino foram parar às mãos do ramo albertino pelas ações do imperador Carlos V, lutando contra súditos protestantes rebeldes. No final, os ernestinos mantiveram aproximadamente 1/4 apenas, a Turíngia do sul e quantidade de pequenos principados.

A Casa de Saxe-Coburgo-Gota
O ramo primogênito ou ernestino perdeu o eleitorado para o ramo albertino em 1547, mas manteve suas terras na Turíngia, dividindo a área em numerosos pequenos Estados. Uma das Casas ernestinas que resultaram, a de Saxe-Coburgo-Gota, contribuiu para fornecer reis à Bélgica (a partir de 1831) e à Bulgária (de 1908 a 1946), assim como dar reis consortes às Rainhas de Portugal e da Grã-Bretanha. Na verdade, a palavra Wettin, tida como palavra alemã medieval, nunca foi usada na Grã-Bretanha.

Embora o nome da família real britânica tenha sido Saxe-Coburgo e Gota, os descendentes masculinos da Rainha Vitória e do Príncipe Alberto criaram suas próprias Casas, assim sendo seu sobrenome pessoal, mudou para Windsor por decreto do rei Jorge V em 1917. Como resultado do casamento da Rainha Elizabeth II com o Príncipe Filipe, duque de Edinburgh, o trono passará para sua Casa, originalmente a Oldenburgo, embora provavelmente continuem a usar o nome Windsor como Mountbatten-Windsor segundo ordenou a Rainha Elizabeth no ano de 1960. Mountbatten é a anglicização de Battenberg, título da mãe do Príncipe Filipe, a Princesa Alice de Battenberg.

Em 1836 nasce em Portugal, da união matrimonial da Rainha D. Maria II de Portugal, da Casa de Bragança, com o Príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, da Casa de Wettin, a Casa de Bragança-Wettin (nome adotado para o último ramo dinástico dos monarcas da Casa Real de Portugal).

– As descendências:
  • Bélgica por meio dos descendentes de Leopoldo I da Bélgica
  • Reino Unido por meio dos descendentes de Alberto de Saxe-Coburgo-Gota; Jorge V do Reino Unido mudou o nome de Saxe-Coburgo-Gota para Windsor em 1917, temendo a onda de germanofobia causada pela Grande Guerra
  • Fernando, primo de Leopoldo de Bélgica, casou-se com Maria II de Portugal, e seus descendentes continuaram a reinar em Portugal até ao golpe republicano de 1910
  • Fernando I da Bulgária, tornou-se príncipe e czar, e seus descendentes continuaram a reinar até 1946.
O atual chefe da Casa Búlgara, o antigo rei Simeão II, atende pelo nome Simeon Sakskoburggotski, e em 24 de julho de 2001 tornou-se primeiro-ministro da Bulgária. Foi a primeira vez na História da Europa que um antigo monarca retornou ao poder via eleição democrática.

Em 1826, um ramo mais jovem dos Saxe-Coburgo-Gota herdou o principado húngaro de Koháry, convertendo-o ao Catolicismo. Os príncipes de Koháry eram extremamente ricos e hoje se encontram entre os magnatas da Hungria. Casaram-se morganicamente com uma princesa brasileira, uma arqueduquesa da Áustria, uma princesa francesa, outra da Bélgica e uma da Saxônia. O Ducado de Saxe-Coburgo-Gota consiste na linhagem masculina descendente de Joaquim Ernesto de Saxe-Coburgo-Saalfeld.

Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ana I última rainha Stuart da Inglaterra


Ana da Grã-Bretanha (6 de fevereiro de 1665 — 1 de agosto de 1714) foi a rainha da Grã-Bretanha e da Irlanda de março de 1702 até à sua morte. A Grã-Bretanha surgiu da união da Inglaterra e da Escócia em um único reino, em maio de 1707. Ana era a segunda filha do rei Jaime II de Inglaterra, deposto em 1689 pela Revolução Gloriosa. Sucedeu ao cunhado, o príncipe Guilherme de Orange, viúvo da sua irmã mais velha Maria II, sendo a última monarca da Casa de Stuart. Foi sucedida por um primo distante, o futuro Jorge I, da Casa de Hanôver, que era um descendente de sua avó materna, Elizabeth, filha de Jaime I rei da Inglaterra.




Infância
Ana nasceu no St.James Palace em Londres, filha do rei Jaime II e Anne Hyde. Por conta de uma infecção ocular, a princesa foi para a França, onde viveu com sua avó até 1670. Com a conversão de seu pai ao catolicismo, Maria e Ana foram forçadas a tornarem-se anglicanas.

Guerra de Sucessão Espanhola
Guerra que movimentou todos os Estados da Europa, visto que se o candito francês tornasse rei da Espanha e França, a França tornaria a maior nação do continente. Como uma de suas primeiras ações, Ana organizou as frotas e o ataque. Seu marido, foi apontado por ela como chefe das frotas.

Reinado
Como o sistema que vigorava na Inglaterra era a monarquia parlamentar, Ana teve que fazer amizades com o máximo de parlamentares influentes que podia, como forma disso a rainha promovia jantares majestosos e presentes caros. Uma grande jogada para tornasse mais ativa na participação política. Sempre estava presente nas reuniões parlamentares, mesmo as que não tinham a devida importância.

Expandiu o território das 13 colônias (na América do Norte), e decretou a exploração de alguns produtos na Geórgia e Virgínia, conquistou o Suriname em 1710, sendo um grande passo para a economia inglesa, já que muitos produtos tropicais foram exportados.

Seu marido, o Príncipe George, filho de Frederico III(rei da Dinamarca) faleceu em 1708, suspeita de pneumonia, a rainha ficou completamente arrasada.

Filhos
William, duque de Gloucester – (24 julho 1689-29 julho 1700) o único filho que sobreviveu aos primeiros 2 anos de vida. Ana teve 18 gestações, no mínimo.

Morte
Ana morreu devido a gota, embora já tivesse tido um caso outra vez, foi lhe dado medicamentos turcos que curaram a doença, que infelizmente retornou e que acabou tirando-lhe a vida.


Fonte: Wikipédia

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sábado, 27 de junho de 2009

A loucura dos reis – O rei cisne


Luís II de Wittelsbach – Nymphenburg, 1845 - Berg, 1886; o último monarca europeu cuja loucura causaria um impacto na herança cultural e política do mundo moderno. Uma cruz singelamente fincada nas águas rasas do lago Starnberg, onde ele se afogou ou foi afogado em junho de 1886, celebra esse extravagante monarca. O seu comportamento excêntrico tornou-se uma lenda em seu próprio tempo.




Família e infância
A família Wilttelsbach uma das mais antigas famílias reinantes da Europa, governava desde a Idade Média o grande reino da Baviera, no sul da Alemanha; em 1806, seus príncipes, que muito tempo foram intitulados eleitores, tornaram-se reis. Em 1871 a Baviera torna-se, com relutância, parte do império alemão, mas seus soberanos conservaram o título de reis até o fim da Primeira Guerra Mundial, que derrubou todos os príncipes alemães de seus tronos. Muitos bávaros ainda cultuam a memória do passado. O pai de Luís tornou-se rei da Baviera em 1848, após a abdicação de Luís I.

Não havia nada na parentela de Luís II, ou em sua ancestralidade para sugerir o que o futuro lhe reservava, mas desde menino ele foi muito sensível. Raramente era visto pelos pais, e foi criado por amas e governantas. Parece ter sido em geral uma criança solitária, que vivia muito por conta própria, entregue à sua imaginação, e a dele provou-se intensamente vívida. Suas fantasias eram especialmente atraídas pela imagem do cisne, um emblema que haveria de obsedá-lo ao longo de toda a sua vida. O castelo real em Hohenschawangau, "a casa elevada do cisne" situado nos Alpes bávaros, muito acima dos lagos Schwansee e Alpsee, que cintilam entre as montanhas havia sido reconstruído por Maximiliano, pai de Luís, e foi dedicado à lenda de Lohengrin. Os profusos afrescos que adornavam suas paredes representavam um cisne puxando um barco em que viajava Lohengrin, o cavaleiro do Santo Graal com quem Luís se identificaria.

Ainda adolescente desenvolveu intensa admiração pelo compositor Richard Wagner, uma paixão que dominaria sua vida. A música do compositor haveria de gerar uma série de fantasia que Luís procurou converter em realidade, às vezes com resultados trágicos. Desde menino, Luís teve uma visão romântica de si mesmo, como um rei que conduziria o povo alemão por caminhos ideais, e por acaso as composições de Wagner simplesmente vieram ao encontro dessa visão num momento crítico e com enorme impacto. O próprio Wagner apelidou o rei de Parsifal "meu filho no Espírito Santo", simples e sábio, chamado pelo destino para suceder à monarquia do Graal.

Depois da súbita morte de seu pai em 1864, o jovem e imaturo príncipe teve a oportunidade de converter sua visão em realidade. Luís era muito alto e irradiava enorme encanto. Tinha abundantes cabelos crespos, regularmente grandes, que usava longos, talvez para cobrir suas orelhas muito grandes, traços de um bigode e olhos extraordinariamente expressivos.
"Ele era mentalmente bem-dotado no mais alto grau, mas os conteúdos de sua mente estavam armazenados de maneira totalmente desorganizada. Fiquei impressionado pela maneira como volta e meia, exatamente quando sua expressão e conduta geral pareciam mostrar contentamento, ele se retesava de repente e – olhando à sua volta com uma expressão séria, até severa – revelava algo de sombrio em si mesmo que contrastava por completo com o encanto juvenil de um instante antes. Eu pensava comigo mesmo: 'Se duas naturezas diferentes estão germinando neste rapaz', como me pareceu desde minhas primeiras conversas com ele, 'queira Deus que a boa seja vitoriosa'. " (Ministro da Justiça Eduard von Bomhard de Luis II)
Casamento
O casamento de Luís logo se tornou uma matéria de urgência. O rei apreciava a companhia feminina, principalmente e especialmente a imperatriz da Áustria Elisabete (Sissi), que a via como a reencarnação de sua heroína Maria Antonieta. Luís anunciou seu noivado com Sophie, irmã da imperatriz Elisabete.

Quanto mais se aproximava o casamento mais temia o passo planejado. Escreveu para noiva, dizendo que o amor que sentia por ela não era o amor necessário para uma união matrimonial. A família da noiva ficou escandalizada. E Luís apenas anotou em seu diário: "Livrei-me de Sophie... Agora volto a viver após o torturante pesadelo." A verdadeira natureza de Luís era homossexual. Seus amigos íntimos eram rapazes e o principal deles foi por muitos anos o príncipe Paul von Thurn und Taxis.

Reinado
Apesar dos eventos dramáticos que estavam rondando a Alemanha, Luís era indiferente nessa época ao futuro da Alemanha, basicamente indiferente à política, embora algumas circunstâncias exigissem sua participação.

Na Guerra de Sete Semanas entre a Prússia e a Áustria, os bávaros lutaram ao lado dos austríacos e sofreram revés nas mãos dos prussianos. Luís obcecado por idéias de cavalaria medieval, pela guerra moderna, teve tão pouco entusiasmo, que chegou a pensar em abdicar em favor do irmão Otto. Quatro anos depois, a Baviera estava novamente em guerra, dessa vez os prussianos contra os franceses. Com relutância, como se ao preço de um subsídio, o rei aceitou o império que resultou na proclamação do rei prussiano Guilherme I como imperador alemão em Versalhes.

Assim Luís, passou a viver cada vez mais num mundo criado por ele mesmo, empenhado em patrocinar Wagner e o teatro e em construir palácios decorativos que, embora não tenham todos sido concluídos, permaneceram como seu legado mais substancial para a posteridade. E na raiz de sua vida fantasiosa, estavam as lendas medievais encarnadas nas óperas de Wagner.

Luís era cruelmente intolerante com quem lhe parecia feio, e só tinha olhos para rapazes e moças bonitos. Mesmo as relações de Wagner com o rei não foram livres de atrito, por mais forte que fosse o vínculo entre eles, porque o compositor era capaz de ser trapaceiro e desonesto, ao passo que Luís era exigente e temperamental.

Havia na Baviera uma onda crescente de críticas as extravagâncias de Wagner, uma irritação agravada pelas intervenções pouco sutis do compositor na política bávara. Entristecido, Luís ordenou a Wagner que partisse de Munique para a Suíça. Em novembro de 1880 quando os bávaros celebraram os setecentos anos do governo Wittelsbach, Wagner foi a Munique para assistir a uma apresentação privada de Lohengrin. Foi a última vez que o rei e o compositor se viram, pois Luís não foi a estréia de Parzival em 1882, por estar doente; só assistiu à ópera em 1884, quando o próprio Wagner já estava morto.

Os Castelos
Depois de construir o castelo Neuschwanstein , Luís planejou construir um outro palácio real, diferente em função da aparência, o Linderhof, este deveria ser em homenagem a seu grande herói Luís XIV da França, a quem ele procurava imitar como patrono das artes; às vezes, copiava também suas roupas e maneira de andar, conversava em francês com convidados imaginários. Linderhof foi um palácio pequeno, revestido de pedra branca, estilo barroco e cheio de fantasias decorativas, colorido e encantador. O mais suntuoso de todos os castelos foi Herrenchiemsee, situado na ilha de Herren, foi inspirado pelos palácio de Luís XIV, construção horizontal de grande beleza moldada em Versalhes. Sua galeria de espelhos chegava a suplantar a original, com mais 27 m de comprimento.

Reformou e construiu outros edifícios, todos exóticos e simbólicos. Falkenstein teria sido o mais espetacular, como Neuschwanstein, uma fábula gótica, uma majestosa estrutura de pináculos e torres, à maneira da Disneylândia, situada no topo de uma montanha a sobranceira ao mundo, um tributo ao reino da fantasia que o rei passou a viver cada vez mais.

Fim do reinado
Cada vez mais ele foi se furtando ao olhar público e se restringindo a um mundo privado e cada vez mais se tornava um animal noturno. Seu comportamento excêntrico estava chegando ao limiar da insanidade. Parecia haver dois Luises:
  1. encantador e sociável, ativo e até politicamente sensato, preocupado com o bem estar de seu povo;
  2. sonhador, rabugento, desatencioso e retraído, cada vez mais mergulhado num mundo de fantasia – e esse dominava cada vez mais.
Seu herdeiro, o irmão Otto, estava louco havia vários anos, era preciso de uma regência, assim foi escolhido o tio Leopoldo de 65 anos, que deixou-se convencer, com alguma relutância a assumir esse papel.

Morte
Em 12 de junho de 1886 às 18.45h, o rei e o médico partiram para uma caminhada às margens do lago. Quando às 20hs não havia retornado um grupo de busca saiu a procura e por voltas 22h, foram encontrados nas águas rasas da beira do lago, o paletó e o sobretudo do rei; seu guarda-chuva estava próximo. O corpo do rei foi encontrado na água, de bruços, seu relógio estava parado às 18.45h. O médico estava a alguns passos de distância, flutuando na água barrenta da borda do lago.

Assim o corpo do rei foi sepultado em 19 de junho de 1886, na cripta de St. Michael; mais tarde, um vaso contendo seu coração foi depositado junto com as outras relíquias de sua antiga família na Capela Votiva de Alt-Otting.

Luís II, não seria o último rei da longa linhagem Wittelsbach, pois ironicamente, foi sucedido por Otto, seu irmão louco havia tanto tempo, que continuou sendo o soberano, pelo menos nominalmente até 1913, quando foi destronado pelo primo Luís III, o último monarca bávaro. Sob muitos aspectos, Luís II foi sem dúvida o mais trágico e talvez o mais criativo membro de sua antiga família.



Castelos da Baviera

Hohenschawangau

Herrenchiemsee

Linderhof

Neuschwanstein

ruínas de Falkenstein

residência de Monique




Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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sábado, 20 de junho de 2009

Museu do Ipiranga – São Paulo

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo, conhecido como Museu do Ipiranga, é um museu brasileiro localizado na cidade de São Paulo, sendo parte do conjunto arquitetônico do Parque da Independência.

Poucos meses após a proclamação da Independência, em 7 de setembro de 1822, surgiu a primeira proposta, seguida de inúmeras outras de erigir um monumento à Independência do Brasil no próprio local onde ela havia sido proclamada: às margens do riacho do Ipiranga. Por falta de verbas e de entendimentos quanto ao tipo de monumento a ser erigido, é somente após 68 anos da proclamação que a idéia se concretiza, com a inauguração do edifício-monumento, em 1890.



Em 1884 é contratado, como arquiteto, o engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi. O estilo arquitetônico adotado – o eclético – estava em curso na Europa e viria marcar, a partir do final do século XIX, a transformação arquitetônica de São Paulo. Bezzi utilizou, de forma simplificada, o modelo de palácio renascentista para projetar o monumento.

Projeto
O projeto inicial previa um retângulo alongado e dois braços laterais, partindo da fachada principal, voltada para a cidade, na forma de um E. Abandonadas as alas, por razões de economia, restou o retângulo pontuado por trás com corpos salientes. O essencial do edifício se desenvolve:
  • em 2 andares,
  • um 3º nas torres,
  • além do subsolo, desaterrado posteriormente.
No térreo há o Saguão de Entrada, onde estão dispostas 24 colunas. Dali parte a Escadaria Central que, em dois lances, e após um patamar, desemboca no Salão Nobre. Tanto no térreo quanto no 2º andar, corredores laterais servem a uma sequência de salas. O edifício tem 123m de comprimento e 16m de profundidade. O corredor superior é aberto, em forma de loggia (arcos).

Chama atenção a presença abundante de elementos decorativos arquitetônicos, como ornatos sobrepostos, entablamentos completos, palmetas, nichos, brasões e até mesmo a imitação, ao longo das paredes em alvenaria de tijolos do térreo, de revestimento externo em arquitetura de pedra.

Durante o período de sua construção (1885-90), várias características já faziam deste edifício referência excepcional naquela pequena cidade de São Paulo, com apenas 70.000 habitantes: o modelo de palácio, a decoração neo-renascentista, o grande porte e o fato de ser um volume isolado no espaço, visível de todos os lados.

Construção
A monumentalidade do edifício demandou soluções originais no encaminhamento dos trabalhos: a mão-de-obra contratada era, muito provavelmente, italiana, visto não existirem, em São Paulo, nessa época, trabalhadores familiarizados com execução de ornatos. A técnica do tijolo também constituía uma novidade; em São Paulo ainda predominavam as construções em taipa, de dois tipos – a taipa de pilão e a taipa de mão, conforme a maneira de socar o barro. Mas havia já olarias na região de São Caetano, próxima do Ipiranga, de onde vieram os tijolos do edifício. A distância dificultava em muito o transporte dos materiais construtivos. Para minimizar esses problemas, foi criada a estação de trens do Ipiranga, na linha S. Paulo Railway, nas proximidades do Rio Tamanduateí. A partir dali os materiais subiam as colinas, provavelmente em carretas. Em 1890, as obras foram dadas por encerradas, embora houvesse ainda razoável soma de tarefas por completar, como a implantação dos jardins. A inauguração foi celebrada no dia 15 de novembro 1890, no primeiro aniversário da República.

Jardins
Os primeiros jardins em torno do edifício, formados entre 1908 e 1909, foram projetados pelo paisagista belga Arsenius Puttemans e reproduzem concepções paisagísticas inspiradas nos jardins barrocos franceses, como os de Versailles. Em 1922, esses jardins foram ampliados em 1500 m2, passando a atingir o início da Av. D.Pedro I e na década de 30, sofreram novas intervenções, com o rebaixamento da área em frente à fachada principal.

Acervo
O Museu Paulista conta com um acervo:
  • de mais de 125.000 unidades,
  • objetos,
  • iconografia e
  • documentação arquivística, do seiscentismo até meados do século XX
Eixo para a compreensão da sociedade brasileira, a partir do estudo de aspectos materiais da cultura, com especial concentração na História de São Paulo. Os acervos têm sido mobilizados para a análise de problemáticas pertinentes às três linhas de pesquisa a que o Museu se dedica: 1. Cotidiano e Sociedade; 2. Universo do Trabalho; 3. História do Imaginário.

É responsável por um grande acervo de objetos, mobiliário e obras de arte com relevância histórica, especialmente aquelas que possuem alguma relação com a Independência do Brasil e o período histórico correspondente. Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro de 1888 do artista Pedro Américo, "Independência ou Morte".


Um dos principais objetivos do museu é mostrar aos visitantes o protagonismo do povo paulista na História do Brasil.

O acervo do Museu Paulista tem sua origem em uma coleção particular reunida pelo coronel Joaquim Sertório, que em 1890, foi adquirida pelo Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que a doou, juntamente com objetos da coleção Pessanha, ao Governo do Estado. Em 1891, o presidente do Estado, Américo Brasiliense de Almeida Melo, deu a Albert Löfgren a incumbência de organizar esse acervo, designando-o diretor do recém-criado Museu do Estado.
As coleções, ao longo dos mais de cem anos do museu, sofreram uma série de modificações com o desmembramento de parte de seus acervos e incorporações. O acervo do museu se encontra tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.

A escadaria – tem um imenso valor simbólico ao povo paulista. A escadaria propriamente dita representa o Rio Tietê, que foi o ponto de partida dos Bandeirantes rumo ao interior do país. E no corrimão estão colocados esferas com águas dos rios desbravados pelos paulistas entre os séculos XVI e XVIII, como por exemplo o Rio Paraná, Rio Paranapanema, Rio Uruguai e o Rio Amazonas. Nas paredes do ambiente estão estátuas dos heróis bandeirantes, como Borba Gato e Anhangüera com as regiões por onde eles passaram mais notoriamente, que se localizam nos atuais estados desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas. Sendo precedida pelas duas estátuas maiores no salão principal dos dois principais bandeirantes, Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Paes. E ao centro representado D. Pedro I, como herói da Independência.


Junto as estátuas existem pinturas representando a participação paulista em diversos momentos da história brasileira, como o ciclo da caça ao índio, o ciclo do ouro e a conquista do amazonas. Acima existem nomes de cidades e seus respectivos fundadores paulistas pelo Brasil, como Brás Cubas e Santos. E no teto pinturas de paulistas importantes na história do país, como o patriarca da independência José Bonifácio.

A Biblioteca – instalada no dia 07.09.1895, a Biblioteca do Museu Paulista sofreu um primeiro desmembramento em 1938, quando parte de seu acervo foi transferido para o atual Museu de Zoologia. Em 1989, a USP unificou seus acervos de Arqueologia e Etnologia, resultando em novo desmembramento. Essa longa existência possibilitou a inclusão de obras preciosas em seu acervo. Adquiriu um perfil especializado na área de História, mais particularmente, no campo de estudos da Cultura Material. Como centro de apoio à pesquisa científica dentro de um museu histórico, contempla sobretudo as várias tipologias do acervo museológico - como Indumentária, Porcelanas, Fotografias, Pinturas, Mobiliário, Armas, Sociologia dos Objetos, Iconologia e Iconografia, Museologia, Conservação e Restauro, Educação em Museus, entre outros assuntos.

Em seu acervo, encontram-se:
  • 26.466 livros,
  • 2.300 títulos de periódicos,
  • 2.892 separatas,
tendo ainda como extensão a Biblioteca do Museu Republicano "Convenção de Itu", especializada no estudo da República Brasileira, entre 1889 e 1930.

Integra o o Sistema de Bibliotecas da USP (SIBI/USP) e o SIBINet, estando disponível pelo Dedalus - Banco de Dados Bibliográficos da USP.




Origem: MUSEU PAULISTA DA USP e Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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