sábado, 29 de agosto de 2009

Momumento do Ipiranga


O Monumento do Ipiranga ou Monumento à Independência do Brasil, é um monumento situado no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo, Brasil. Feito em homenagem a independência do Brasil, o monumento, de autoria do italiano Ettore Ximenes, teve sua construção iniciada em 1884 e concluída em 1926.

Situado às margens do córrego do Ipiranga, afluente do Rio Tamanduateí, em cujas margens o Príncipe Regente D. Pedro, depois Imperador do Brasil, deu o grito da Independência, em 7 de setembro de 1.822. O significado da palavra 'Ipiranga' tem divergências entre os estudiosos:
  • "água roxa",
  • "rio vermelho",
  • "leito desigual e empinado"

Em 1912, o Presidente do Estado, Conselheiro Francisco de Paula Rodrigues Alves, autorizou o Governo a erigir um monumento no Ipiranga, cujo objetivo era perpetuar a proclamação da Independência Nacional. Em 1917 foi aberta a concorrência. As maquetes de arquitetos brasileiros e estrangeiros foram expostas nas salas do Palácio das Indústrias (atual Prefeitura Municipal). O concurso encerrou-se em 1920 e entre os finalistas estavam os projetos de Etzel-Contratti Brizzolara e Rollo foi escolhido pelo povo, artistas, críticos e jornalistas. Entretanto, o Governo nomeou uma comissão, composta de empreiteiros, vereadores, engenheiros e funcionários públicos, que escolheram o projeto Ettore Ximenez. Segundo noticiário da época, tal projeto tinha sido encomendado pelo Czar Nicolau II, mas não se concretizara, devido a revolução de 1917.

O Monumento, finalmente, foi concluído em 1926, passando a simbolizar a marca da nossa Independência. Em sua cripta está instalada a Capela Imperial, onde repousam os restos mortais de SS. MM. D. Pedro I (falecido em Portugal) e de suas duas esposas:
  • D. Leopoldina Habsburgo
  • D. Amélia de Leuchtenberg
Com o Monumento da Independência completou-se o conjunto arquitetônico do Parque do Ipiranga.

Fonte: trabalho elaborado pelo Prof. Dr. Lincoln Etchebéhere Júnior para o Movimento Cívico em Defesa do Monumento do Ipiranga e do Parque da Independência. Universidade São Marcos Abril, 1997 e Wikipédia

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Paço Imperial, Rio de Janeiro - Brasil

A origem do prédio remonta ao final do século XVII, 1699, quando a Casa da Moeda foi construída para fundir o ouro proveniente das Minas Gerais, na proximidade do mar, com a vantagem de facilitar os transportes marítimos. Em planta datada de 1713, o Armazém Del Rey já aparece com essa denominação, remetendo ao local onde eram guardadas armas e munições reais. Mais tarde, como Palácio dos Vice-Reis, foi usado como cocheira para cavalos e carruagens.


1743-1763
Casa dos Governadores
O prédio que viria a ser o Paço Imperial foi ocupado pela primeira vez, em 1743, pelo Governador Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela, que havia ordenado ao engenheiro militar José Fernandes Alpoim a construção de uma nova Casa dos Governadores para sediar o governo das capitanias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Alpoim aproveitou os edifícios preexistentes no local, a Casa da Moeda e o Armazém Del Rey, acrescentando dois pisos novos que resultaram em uma sóbria construção em alvenaria caiada de branco, com molduras nas janelas em pedra de cantaria e vários pátios por onde se fazia a circulação. Na entrada principal, uma bela portada de mármore de lioz dava acesso ao piso superior. De aspecto imponente em relação às edificações vizinhas, em pouco tempo, o prédio converteu-se em centro da política local e regional, bem como do comércio. Até 1808, a Casa da Moeda e o Real Armazém continuaram a funcionar no andar térreo.


1763-1808
Palácio dos Vice-Reis
Com a transferência da sede do Governo Geral de Salvador, Bahia, para o Rio de Janeiro, o prédio ficou conhecido como Palácio dos Vice-Reis. Foram 7 os vice-reis no Rio de Janeiro. Nesse período, várias obras e intervenções foram realizadas no Largo do Paço, como a construção do cais de cantaria lavrada com escadas para o mar e a instalação do chafariz que abasteceria os navios e as moradias no entorno, obra do Mestre Valentim que permanece até hoje na Praça XV. A cidade expandiu seus limites e consolidou como espaço hegemônico a região em torno do Paço que passaria, nos anos seguintes, por grandes reformas.


1808-1822
Paço Real
Ante a ameaça da invasão de Portugal por Napoleão Bonaparte, o Príncipe Regente, D. João de Bragança, futuro D. João VI, não relutou em deixar Lisboa com a mãe incapacitada mental, a Rainha D. Maria I, e estabelecer-se no Brasil.

A Família Real portuguesa, a Corte e muitos dos vassalos que quiseram acompanhá-la embarcaram para o Brasil, com destino à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 36 navios com cerca de 12.000 a 15.000 pessoas, sob proteção de um esquadrão britânico.
Em 22 de janeiro de 1808, a frota ancorava em Salvador. Em março, D. João transferiu-se para o Rio de Janeiro, transformando a cidade em sede da monarquia. O Paço tornou-se residência da Família Real, recebendo a denominação de Paço Real e passou a ser elemento relevante no contexto do poder estabelecido.

A chegada da Corte provocou uma grande transformação na cidade. No Paço, várias modificações foram realizadas.
  • os cômodos voltados para o mar e para a praça constituiriam a parte nobre do prédio,
  • a Sala do Trono, onde ocorreriam as audiências reais,
  • no corpo da frente e no centro da fachada voltada para a praça, alojaram-se os membros da Família Real
  • construiu um passadiço, agregando o Paço ao Convento do Carmo e à casa da Câmara e Cadeia, para facilitar a movimentação dos acomodados nesses espaços,
  • as celas do convento foram transformadas em aposentos para a Rainha D. Maria I e suas damas,
  • a antiga capela do convento foi transformada em Capela Real,
  • em 1817, foi erguido um terceiro pavimento na fachada voltada para o mar, dando ao prédio o aspecto palaciano, local destinado aos aposentos reais

Apesar das reformas, o palácio ainda era considerado desconfortável para a Família Real, que se transferiu para a Quinta da Boa Vista. O Paço permaneceu como sede do governo, local dos despachos e recepções oficiais, de grandes cerimônias e festejos como a coroação de Dom João VI (6 de fevereiro de 1818) e a chegada de D. Leopoldina para o casamento com o príncipe D. Pedro (5 de novembro de 1817).


1822-1890
Paço Imperial
Com a declaração da independência do Brasil, o Paço Real transformou-se em Paço Imperial. O prédio foi pintado de amarelo, cor do Império, e as janelas ganharam balcões de ferro dourados.

O Paço Imperial, de 1822 a 1890, foi palco de todos os eventos políticos, religiosos, econômicos e o local de onde se governava o país. Manteve sua importância na cidade, pela nobreza e imponência de sua arquitetura - casa-sede do governo imperial - cenário de acontecimentos históricos como a aclamação de dois imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, o Dia do Fico (9 de janeiro de 1822) e a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, que aboliu a escravatura no Brasil (13 de maio de 1888).


1890-1982
Sede do Departamento de Correios e Telégrafos
Após a Proclamação da República, o Paço perde sua posição de palácio, ligado ao poder monárquico, e passa a sediar o Departamento de Correios e Telégrafos.

Nas décadas de 20 e 30, o prédio passou por diversas reformas para acolher a repartição. Um prédio de três pavimentos foi construído no interior do pátio maior, o 3° pavimento é ampliado por todo o perímetro da construção, as platibandas foram retiradas e um frontão de estilo neocolonial é erguido na fachada principal. Em 1938, o prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e, em 1982, iniciaram-se os trabalhos de restauração.


1985
Paço Imperial – Centro Cultural do IPHAN
Desde 1985, o Paço Imperial é um centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN do Ministério da Cultura. A restauração do prédio foi orientada pela perspectiva de reabilitar e valorizar as marcas deixadas pelas diferentes fases históricas e suas sucessivas intervenções.

Seus espaços estão perfeitamente adequados a diversos projetos de exposições, atendendo às condições exigidas pelas normas internacionais de conservação de obras de arte. A linha de atuação adotada encontra uma metáfora concreta na restauração, feita entre 1982 e 1985, que mescla elementos originais do prédio com outros contemporâneos.

Como centro cultural, possui, além do circuito de exposições, espaços permanentemente abertos a eventos culturais, como:
  1. teatro,
  2. concertos musicais,
  3. seminários,
  4. conferências e
  5. debates relacionados às temáticas das exposições realizadas.

O Paço Imperial tornou-se referência no panorama cultural do Rio de Janeiro e inaugurou um novo ciclo na Praça XV e suas imediações, onde foram surgindo outros centros multiculturais que atraem um público de cerca de três milhões de pessoas por ano em programações que envolvem desde grandes exposições de arte nacionais e internacionais, eventos musicais e literários, peças de teatro, espetáculos de dança, filmes, cursos e seminários.




Origem: Paço Imperial

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domingo, 23 de agosto de 2009

Portão de Brandenburgo

O Portão de Brandenburgo ou Porta de Brandenburgo (em alemão: "Brandenburger Tor"), símbolo da cidade de Berlim, capital e maior cidade da Alemanha. É o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim. Constitui na terminação monumental da "Unter den Linden" (uma das principais avenidas da cidade), que dá acesso à residência real. Sua construção foi ordenada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II.


Construção:
Construída no estilo neoclássico, possui 12 colunas dóricas de estilo grego. Sendo 6 de cada lado. Há 5 vãos centrais por onde passam 5 estradas. Sobre o arco está a:
  • quadriga – estátua da deusa grega Eirene ou Irene, deusa da paz, em uma biga puxada por 4 cavalos. Suas dimensões são de 26 m de altura, 11 m de profundidade e 65 m de largura. (visto de frente).
Originalmente a quadriga estava com sua frente voltada para a parte oeste de Berlim, de costas para a "Pariser Platz", mas os soviéticos fizeram a inversão, ficando sua face voltada para leste (que era a parte oriental de Berlim).

quadriga

As portas de Brandenburgo foram construídas sobre outras portas. Uma década após o fim da Guerra dos Trinta Anos, a partir de 1658, Berlim começou a expandir-se como uma fortaleza, cercada por altos muros. Onde atualmente existem as portas foram construídas nessa época umas primeiras, para servir como uma das entradas para a cidade. Na segunda metade do século XVIII, a burguesia ganhava força e o rei da Prússia, Frederico Guilherme II, iniciou um plano de reestruturação da cidade, dando a ela mais esplendor. Esse projeto previa a construção de umas novas portas, mas o projeto sofreu constantes atrasos e somente em 1788 as antigas portas foram demolidas. As obras foram iniciadas no ano de 1789 e duraram até 1791. Quando foi aberto ao trânsito ainda faltavam as esculturas e a quadriga, sendo finalizada posteriormente.


História:
  1. Entre as 6 colunas dóricas passavam 5 estradas em que apenas 2 (as mais extremas de cada lado) estavam abertas ao livre trânsito civil.
  2. A rua principal (do meio) apenas podia ser percorrida pela comitiva real.
  3. Não houve, no momento da inauguração, qualquer tipo de cerimônia nem nenhum tipo de solenidade.
  4. Foi aberto ao trânsito no dia 6 de agosto de 1791. As Portas de Brandenburgo davam ao rei acesso direto do palácio real até ao “Tiergarten”, seu jardim (na parte externa da cidade).
  5. A quadriga foi instalada em 1793, 2 anos após a abertura, mas permaneceu pouco tempo sob as portas.
  6. As tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadem Berlim, atravessando as portas de Brandenburgo em outubro de 1806.
  7. Em dezembro do mesmo ano, para simbolizar a dominação francesa, Bonaparte manda a quadriga para Paris.
  8. A quadriga retornou a Berlim em 1814 e segundo a vontade de Frederico Guilherme III, recebeu uma cruz de ferro e uma águia prussiana, e passou a significar a vitória (antes era um símbolo da paz).
  9. Em 1868, cai o velho muro de proteção da cidade, que circundava Berlim, e acrescentou-se às extremidades das portas 2 pequenos pavilhões sobre colunas, com a metade da altura das portas.
  10. Nos últimos dias da II Guerra Mundial tanto as portas como a quadriga foram danificadas.
  11. Berlim ficou dividida em 4 setores (estando as portas no setor soviético), e as portas de Brandenburgo retomaram a sua função original fazendo a divisão entre os setores leste e oeste, soviético e britânico (respectivamente).
  12. Inicialmente havia o livre tráfego através das portas.
  13. A quadriga foi retirada mais uma vez, em 1950, pelas autoridades soviéticas, e praticamente destruída.
  14. Portas e quadriga, foram reestruturadas em conjunto, ficando a reforma das portas sob a responsabilidade de Berlim oriental e a da quadriga para Berlim ocidental.
  15. Em julho de 1958 a reforma estava encerrada, a quadriga, que havia sido fundida em partes, foi remontada em 1 e 2 de agosto na praça "Pariser Platz" (do lado soviético).
  16. Na noite de 2 para 3 de agosto a quadriga foi levada para Marstall (do lado soviético).
  17. Na noite de 16 de setembro a águia e a cruz de ferro - tidas como símbolo do militarismo alemão - foram retiradas.
  18. Em 27 de setembro de 1958, a quadriga foi instalada no alto das portas de Brandenburgo, para ira do lado ocidental o monumento foi invertido. Os cavalos, que antes galopavam em direção a Berlim ocidental, foram postos de frente para a "Pariser Platz" (do lado soviético).
  19. As decisões unilaterais soviéticas sobre as portas chegaram ao fim em 14 de agosto de 1961, as portas foram isoladas e o muro de Berlim foi construído sem que as portas fizessem divisão entre os 2 setores.
  20. As portas ficaram completamente interrompidas para o tráfego de pedestres e automóveis por quase 30 anos, somente com a queda do Muro de Berlim, na noite de 9 para 10 de novembro de 1989, a sua reabertura foi repensada.
  21. Em 22 de dezembro as portas foram reutilizadas como divisão de fronteira, e em poucos meses o muro desapareceu por completo.





Hoje tanto a área quanto as portas estão reestruturados, e as portas unem o centro histórico da cidade ao “Tiergarten”, a sede do parlamento e a nova praça “Potsdamer Platz”. Os automóveis podem atravessar as portas desde 7 de março de 1998 no sentido de leste para oeste (na direção contrária é preciso contorná-las). A cruz de ferro e a águia prussiana foram reincorporadas à quadriga em 1991, mas os cavalos ainda galopam em direção a "Pariser Platz".

* Hoje as portas que um dia separam Berlim e que foram atravessadas em desfile por tropas napoleônicas, revolucionárias , e nazistas, é o símbolo da prosperidade e unificação alemã *

Origem: Wikipédia

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Heráldica


A heráldica refere-se simultaneamente à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos. As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita, a qual é dada numa linguagem própria – a linguagem heráldica.





Brasonar – é o ato de desenhar um brasão. Para termos a certeza de que os heraldistas, após a leitura das descrições, estão a brasonar corretamente, criando brasões precisos e semelhantes entre si, a arte de brasonar segue uma série de regras mais ou menos estritas.

Regras
  1. primeira coisa que é descrita num escudo é o esmalte (cor) do campo (fundo);
  2. a posição e esmaltes das diferentes figuras (objetos) existentes no escudo;
  3. cargas são descritas de cima para baixo, e da direita (dextra) para a esquerda (sinistra). A dextra (do latim dextra, -æ, «direita») refere-se ao lado esquerdo do escudo, e a sinistra (do latim sinistra, -æ, «esquerda») ao lado direito, tal como é visto pelo observador. A razão porque isto sucede prende-se com o fato de a descrição se referir ao ponto de vista do portador do escudo, e não do seu observador.

Escudo
Embora a palavra escudo seja comumente utilizada para se referir ao brasão de armas no seu todo, na realidade, o escudo é apenas um dos elementos que compõem um brasão de armas. Numa descrição completa, o escudo pode ser acompanhado por outros elementos, como suportes, coronéis, listéis com motes (ou lemas). Muitos escudos apresentam por vezes duas formas distintas: uma complexa, e outra simplificada, reduzida ao escudo propriamente dito (o que sucede por vezes quando há pouco espaço para inserir o brasão de armas maior). Inúmeros países apresentam assim as chamadas armas maiores e armas menores.





Origem: Wikipédia

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

O fim da monarquia no Brasil


No dia 15 de novembro de 1889, no paço da Cidade o aspecto da praça à beira do cais Pharoux era o mesmo de dias normais. Nas docas embarcações erguiam seus mastros. O Arco de Teles dava a passagem para o mercado de peixe. O Hotel Machado abria as janelas para a rua do Mercado, apinhada de gente. Funcionários públicos entravam e saiam da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas ao lado da igreja de São José.




Tendo chegado à capital por volta das 13hs, D. Pedro II e D. Teresa Cristina tomaram sua carruagem puxada por 6 cavalos e rumaram direto para o paço da Cidade. Isabel e o marido foram juntar-se a eles. Foram recebidos com as honras habituais pela guarda do palácio: toque de corneta, rufos de tambor, continência. Em poucas horas, uma multidão reunia-se inquieta à volta do prédio. Gente de todo tipo se misturava, da ralé aos grandes do Império. Dentro do palácio, D. Pedro II parecia manter a maior serenidade. Parecia não estar compenetrado da gravidade dos fatos. Foi indagado pelo almirante chileno Bannen se queria que lhe colocasse a disposição o encouraçado Almirante Cochrane para fugir ou resistir. D. Pedro respondeu:
  • " Isto é fogo de palha, eu conheço meus patrícios ".
Os brasileiros eram assim mesmo. Acreditava sinceramente, que no dia seguinte estaria tudo terminado.



A conspiração
Uma vasta conspiração militar organizada com ramificações nas Províncias. Tramada por oficiais e insuflada por um grupo de ideólogos explorando o descontentamento que lavrara no Exército a propósito de certas medidas imprudentes do governo. Não foi difícil contaminar o ânimo de Deodoro, militar valoroso, mas também vaidoso, induzindo-o a afrontar o ministro, e se preciso a própria monarquia que o general acusava de inimiga da classe militar.

No meio da tarde, um piquete de cavalaria, com 40 praças, cercou o palácio. O comandante se apresentou, dizendo-se "as ordens" de Sua Majestade por ordem de Deodoro da Fonseca. D. Pedro reagiu na hora, não reconhecia no velho marechal qualidade para dar tal ordens. Julgava necessário dissolver os grupos revoltosos. Acostumado a centralizar as decisões do gabinete, D. Pedro falou: "Eu não aceito a demissão". O genro, conde d'Eu, explicou-lhe que Ouro Preto e os demais estavam presos. "Ouro Preto virá falar comigo!", retrucou, olímpico o imperador. E o ministro Ouro Preto foi liberado por Deodoro a fim de ir ao palácio conferenciar com D. Pedro, sob condição de voltar ao quartel. Correu a notícia, que por sua sugestão o imperador teria indicado Silveira Martins para construir um novo conselho. Ministro aos 44 anos, ex presidente de província, o colosso gaúcho, barba branca e pele muito vermelha, chamava atenção por suas ideias e não tinha boas relações com Deodoro.

A Princesa Isabel lutava para não entregar os pontos e o imperador resistia a enxergar a realidade. O imperador ia se mostrando, ensimesmado, secreto e inabordável. Era um homem de seu tempo, romântico. Ser romântico era algo mais do que ter uma estética e uma filosofia. Era também, um modo de morrer, como extinguir-se politicamente. Quanta decepção em saber que Deodoro era o centro dos acontecimentos. Abatido o monarca se deixou levar por um fatalismo pessimista. Achava-se desgostoso diante da ingratidão do velho marechal, antes um interlocutor. Condecorara-o meses antes com uma das mais altas comendas do Império, a 'Ordem da Rosa'. Cansado o soberano se fechava em sofrimento e perguntas. Talvez uma repetição; repetição infeliz do que acontecera a seu pai quando da renúncia ao trono brasileiro. Como o pai, ele também se sentia desertado e atraiçoado. Isabel ficou chocada ao saber que José do Patrocínio, abolicionista com quem mantinha as melhores relações dirigia-se à Câmara Municipal à frente de populares, decidido a proclamar a República. E também chocados com a notícia que Deodoro secundado por Boacayuva, assinara a moção redigida por Benjamim Constant, lida ao povo : "Estava extinta a monarquia no Brasil!".

O adeus
Na noite de 15 de novembro para 16, tudo desmoronou. Não apenas o regime. A família também. Seus membros se digladiavam numa guerra interna. Irrompia a luta de gerações. Fora do paço, um Governo Provisório se estabelecera e o movimento militar iniciado contra um ministério terminara com a derrubada da monarquia. Mas não só: a república atingira membros da família imperial em cheio. Nunca mais seriam os mesmos. O golpe roubara-lhes o sorriso, o olhar e a alma.

Alta noite, enviou-se uma carta a Deodoro. A ideia da família imperial era convencer o chefe revolucionário a voltar atrás. Às 11 horas um major serviu de pombo correio. Às 2 da madrugada, ele voltou com a resposta verbal do velho marechal…
a República é um fato consumado.
Não aceitava propostas, nem cedia coisa alguma. E Deodoro também disse que o culpado de tudo era o conde d'Eu, opressor do Exército.

Passados os discursos e a volta das tropas aos quartéis, o novo governo que derrubara o poder com facilidade e sem derramamento de sangue tinha um problema: desembaraçar-se da família imperial. Tendo a simpatia de alguns republicanos, como Bocayuva, Constant e Deodoro, os Bragança não contaram com a simpatia de Rui Barbosa, que achava que a família imperial não podia coexistir com a República. Era perigoso demais. Como fazer se ninguém tinha coragem de enfrentar o imperador?


Na tarde do dia 16 de novembro, no salão da Damas, interior do paço, uma comissão composta pelo major Frederico Sólon, comandante das tropas que cercavam o paço, e dois oficiais de baixa patente se apresentou. Portavam a terrível mensagem de banimento do país(*). Invocando o "voto nacional", Deodoro ordenava à família imperial que deixasse o território em 24 horas. O imperador se dirigiu a um canto do salão e o barão de Loreto que o acompanhava leu em voz alta o texto intimidante da mensagem. Ao se inteirar do conteúdo, o velho monarca exclamou:
  • "Eu parto e parto já!"
A imperatriz e a filha desabaram em choro. Ficava combinado que a família imperial embarcaria no dia seguinte, às 17 h. O imperador escreveu, trêmulo, apesar de sua fisionomia serena, a resposta aos golpistas:

Após haver tomado conhecimento da carta que me foi remetida a 16 de novembro, às 3 h da tarde, resolvi me inclinar diante das circunstâncias e partir amanhã para a Europa com toda a minha família. Aqui deixo esse país que me é tanto afeiçoado e ao qual me esforcei de dar provas de minha solicitude e de meu devotamento por quase meio século, guardarei sempre o sentimento de benevolência para o Brasil e farei votos para sua prosperidade. D. Pedro d'Alcantâra.

Às 17 h e 45 min de domingo, dia 17 de novembro, se desenrolou a etapa mais melancólica do drama. A família imperial deixou o paço. Tal como seu pai, que quando partiu para o cais de embarque foi acompanhado pelos gritos de desespero de suas negras de serviço, também o imperador viu chorar seus escravos. A diferença é que seu pai embarcara magoado. D. Pedro II trazia os olhos fixos, frios e irônicos.

O embarque
No portão principal, havia apenas uma carruagem com escolta militar. Nela entraram os dois velhos monarcas e Isabel e Pedro Augusto. As demais pessoas, inclusive o genro, seguiram a carruagem a pé, silenciosamente. No momento de entrar na lanchinha que os levaria ao navio, enquanto o conde d'Eu apressava o embarque, D. Pedro, revistas embaixo do braço, repetia:
  • "Para que tanta pressa, não vamos fugindo!"
Havia amargura no semblante de todos. Foi um embarque noturno, incerto e furtivo, Para o que assistiram, era escandaloso ver um homem que governara por meio século, banido como um degredado. Nada levava consigo, além da família. Uma família em pedaços. Todos reunidos no tombadilho diminuto do Parnaíba, aguardaram o nascer do sol. Pelas dez da manhã, os filhos de Isabel chegaram de Petrópolis e foram imediatamente embarcados. "Em tudo notamos receio e atrapalhação", registrou Isabel. Ao meio dia levantaram ferros em direção à Ilha Grande. Das janelas dos camarotes do tombadilho, cada membro da família imperial acariciava, já com saudade, a paisagem. Às 18 h, o Alagoas ancorava na enseada do Abrãao, lado a lado com a canhoneira. O translado mais uma vez se fez à noite. O encouraçado Riachuelo ia escoltar o Alagoas, evitando que este acostasse em busca de reforços. Uma última refeição foi servida em águas territoriais brasileiras. Falou-se na ingratidão do país. Recolheram-se, cada qual com suas emoções. Às 5 h do dia 18, o Alagoas comboiado pelo Riachuelo, levantou ferros, indo em direção norte, passou diante da ilha Rasa e por trás do Pão de Açúcar, e ao meio dia já estava em Cabo Frio. "Está cumprido o mais doloroso de nossos deveres" , teria dito Benjamim Constant.





(*) o documento dizia, em síntese: ‘Os sentimentos democráticos da Nação, há muito preparados, despertaram agora. Obedecendo, pois às exigências do voto nacional, com todo o respeito à dignidade das funções públicas que acabais de exercer, somos forçados a notificar-vos de que o Governo Provisório espera de vosso patriotismo o sacrifício de deixardes o território brasileiro, com a vossa família, no mais breve prazo possível’. Vinte e quatro horas para deixar o Brasil. E – acrescente-se – para sempre.

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Banimento da Família Imperial

Decreto nº. 78-A (21 dez. 1889)

Bane do território nacional o Sr. D. Pedro de Alcântara e sua família e revoga o Decreto no 2, de 16 de novembro de 1889, e estabelece outras providências.

O Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, Chefe do Governo Provisório, constituído pelo Exército e Armada, em nome da Nação,

Considerando:

Que o Sr. D. Pedro de Alcântara, depois de aceitar e agradecer aqui o subsídio de cinco mil contos para a ajuda de custo do seu estabelecimento na Europa, ao receber das mãos do general, que lho apresentou, o decreto onde se consigna essa medida, muda agora de deliberação, declarando recusar semelhante liberalidade;

Que, repelindo esse ato do Governo republicano, o Sr. D. Pedro de Alcântara pretende, ao mesmo tempo, continuar a perceber a dotação anual sua e de sua família em virtude do direito que presume substituir-lhe por força da lei;

Que essa destinação envolve a negação evidente da legitimidade do movimento nacional e encerra reivindicações incompatíveis hoje com a vontade do País, expressa em todas as suas antigas províncias, hoje Estados, e com os interesses do povo brasileiro, agora indissoluvelmente ligados à estabilidade do regime republicano;

Que a cessação do direito da antiga família imperial à lista civil é conseqüência imediata da revolução nacional, que a depôs, abolindo a monarquia;

Que o procedimento do Governo Provisório, mantendo, a despeito disso, essas vantagens ao príncipe decaído, era simplesmente uma providência de benignidade republicana, destinada a atestar os intuitos pacíficos e conciliadores do nosso regime, ao mesmo tempo em que uma homenagem retrospectiva à dignidade que o ex-Imperador ocupara como chefe do Estado;

Que a atitude presentemente assumida pelo Sr. D. Pedro de Alcântara nesse assunto, pressupondo a sobrevivência de direitos extintos pela revolução, contém o pensamento de desautorizá-la, aninha veleidades inconciliáveis com a situação republicana;

Que, conseguintemente, cessaram as razões de ordem política, em que se inspirara o Governo Provisório, proporcionando ao Sr. D. Pedro de Alcântara o subsídio de cinco mil contos, e respeitando temporariamente a sua dotação,

Decreta:

Art. 1o É banido do território brasileiro o Sr. D. Pedro de Alcântara e, com ele, sua família.

Art. 2o Fica-lhes vedado possuir imóveis no Brasil, devendo liquidar no prazo de dois anos os bens dessa espécie, que aqui possuem.

Art. 3o É revogado o Decreto no 2, de 16 de novembro de 1889, que concedeu ao Sr. D. Pedro de Alcântara cinco mil contos de ajuda de custo para o seu estabelecimento no estrangeiro.

Art. 4o Considera-se extinta, a contar de 15 desse mês, a dotação do Sr. D. Pedro de Alcântara e sua família.

Art. 5o Revogam-se as disposições em contrário.


Sala das Sessões do Governo Provisório dos Estados Unidos do Brasil, 21 de dezembro de 1889; 1o da República. - MANUEL DEODORO DA FONSECA - Quintino Bocaiúva - Rui Barbosa - Benjamim Constant.
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Origem: texto do livro 'O príncipe maldito' de Mary Del PrioreDocumentos e fotos: internete.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A loucura dos reis – famílias felizes III




O Prudente, Luís XI nasceu no palácio episcopal de Bourges em 3 de julho de 1423 e morreu em 30 de agosto de 1483. Foi rei da França entre 1461 e 1483. Filho de Carlos VII de França e Maria de Anjou e desde cedo se rebelou contra a autoridade paterna.






___Vida_____________________________________________
Aos 3 anos, foi encerrado no castelo de Loches, onde permaneceu até os 10 anos de idade. Aos 11 anos, seu pai permitiu que ele fosse viver em Amboise com a mãe. Tinha um gosto pronunciado pela fé e pelos estudos, apesar de cair por vezes em conflito com a Igreja. Em 1436, seu pai determinou um casamento com Margarida da Escócia, união estratégica que o desagradou. Sua aversão ao pai cresceu. Aos 17 anos, Luís integrou revolta da nobreza contra o pai mas, derrotados, tiveram que se submeter e Luís foi mandado para o Dauphiné. Luís continuou a conspirar contra seu pai, desposou Carlota, filha do Duque de Savóia, e procurou refúgio junto ao Duque da Borgonha, rival da Coroa francesa. Luís XI estava no castelo de Genappe, propriedade do Duque da Borgonha, quando recebeu a notícia da morte do pai.

Luís pode ter herdado alguns distúrbios nervosos do pai, apesar de sua competência como rei e sucesso com que restaurou a autoridade da coroa.

As exéquias de Carlos VII foram celebradas no dia 8 de agosto de 1461, e Luís XI não compareceu. Coroado rei, dispensou os conselheiros do pai, e colocou sua própria gente.
  • passou a taxar os nobres,
  • aumentou os impostos,
  • dispensou os coletores do Papa, e
  • controlou as questões eclesiásticas.
Luís XI, não era um homem muito inteligente; era astuto, habilidoso e supersticioso, adorava andar por seu reino, e era pouco inclinado a levar uma vida de Corte. Fisicamente, era maldotado, sofrendo de uma doença de pele que o fazia temer ser leproso. A excentricidade de seu caráter, valeu o título de "aranha universal". Sua pouca disposição para se vestir como rei ou desfrutar os luxos da realeza, seus acessos de mal humor sugerem que talvez fosse vítima de uma neurose branda, que pode ter herdado do pai e do avô. Há alguma possibilidade de que os genes de Carlos VI expliquem algumas das idiossincrasias pessoais do filho e do neto.

___Casamento e descendência_______________________
Carlota deu 7 filhos a Luís, mas passava pouco tempo com ele, e permanecia sozinha em Amboise ou Tours. Luís XI teve uma amante: Marguerite de Sassenage, que lhe deu vários filhos. Sua esposa se acomodou dentro dessa situação, preferindo ignorar as infidelidades.

– casou em Tours em 24 de junho de 1436 com Margarida Stuart da Escócia (1418-1444), filha de Jaime I:
  • sem filhos desse casamento

– casou pela segunda vez em Chambery 14 de fevereiro de 1457 com Carlota (1445-1483), filha de Luís, Duque da Savóia e teve:
  1. Joaquim (1459)
  2. Luís (1467)
  3. Carlos VIII (1470-1498 ) – rei em 1483, rei de Nápoles em 1495
  4. Francisco (1472-1473 ), Duque de Berry
  5. Luísa (1460)
  6. Ana de França (1462-1522) – casada em 1474 com o senhor de Beaujeu; depois com Pedro II, duque de Bourbon em 1488, regente na menoridade do irmão Carlos VIII. Os contemporâneos a admiravam e a chamavam Madame la Grande.
  7. Santa Joana de Valois ou Santa Joana de França (1464-1505) – canonizada em 1950, duquesa de Berry em 1498, casou em 1476 com Luís de Orleans, futuro Luís XII, que a repudiou em 1498. Fundadora da Ordem das Anunciadas.

– de Phélisé Regnard, viúva de Jean Pie, teve:
  1. Guyotte, Bâtarde de France, casada com Charles du Sillon

– da Marguerite de Sassenage teve:
  1. Guyette de Valois, morta em 11 de março de 1502, legitimada
  2. Joana de Valois (1447-1519) Senhora Mirabeau – legitimada 25 de fevereiro de 1466, casada em 1466 com Luís Almirante de Bourbon, filho de Carlos I Duque de Bourbon, deste casal descenderá mais tarde Diane de Poitiers
  3. Maria de Valois (1451-1470) – legitimada em 1467, casada em 1467 com Aymar de Poitiers, senhor de Saint-Vallier
  4. Isabel de Valois – casada com Louis de Saint-Priest

Fonte: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green e Wikipédia

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A loucura dos reis – famílias felizes II

Teria uma herança genética da doença de Carlos VI se revelado em seu filho, Carlos VII, ou em seu neto Luís XI?

Por meio de uma manipulação política astuta e uma onda de patriotismo associada com a estranha e enigmática figura de Joana d'Arc, meio mística, meio patriota, "possivelmente um homem em trajes de mulher", e com a ajuda da deserção do duque de Borgonha da aliança inglesa, o poder inglês na França desmoronou pouco a pouco, permitindo a Carlos VII recobrar sua autoridade e reconstruir sua administração.

Nasceu em Paris 22 fevereiro 1403 e faleceu no castelo de Mehun-sur-Yèvre em 22 julho 1461. Rei da França em 1429 sagrado em Reims, com a ajuda de Joana d'Arc. Filho de Carlos VI e Isabel da Baviera, seus irmãos mais velhos faleceram antes do pai, deixando-lhe o título de delfim (herdeiro do trono francês). Casado com Maria de Anjou, filha de Luís II de Anjou, rei de Nápoles.

Embora Carlos tenha sido um rei bem sucedido sob muitos aspectos, havia nas complexidades de sua personalidade alguns indícios de que talvez tivesse herdado algo da fragilidade nervosa do pai. Seu biógrafo do século XIX, Fresne de Beaucourt, disse que ele era "muitos homens num só". "Os olhos pequenos e empapuçados de roedor, o nariz comprido e bulboso, os lábios grossos e sensuais e o colorido doentio, não permitem que o retratado seja incluído entre os mais belos tipos de fisionomia real". (assim descreve Malcom Vale, seu retrato no Louvre).

Seu caráter parece ter sido reflexo de sua aparência:
  • homem pouco atraente, incoerente, volúvel, irresponsável, desconfiado, ressentido e sensual.

Carlos VII temia tentativas de assassinato, por ter crescido em uma corte traiçoeira e violenta. Jamais esqueceu do assassinato do duque de Borgonha na ponte de Montereau. No final de 1450, estava doente, sintomas secundários de uma doença venérea, provavelmente sífilis. Sua amante famosa foi Agnes Sorel, morta em 1450, e outra amante, Antoinette de Maignelay (1430- 1461) dame de Villequier.


Carlos havia sido deserdado pelo pai Carlos VI, em 1421. Sua relações com seu filho e herdeiro Luís XI, foram extremamente tensas. Vencedor final da Guerra dos Cem Anos, Carlos VII morre 8 anos mais tarde, em 22 de julho de 1461, aos 58 anos, amargurado por enfrentar a rebeldia do próprio filho Luís. Impaciente por governar, arriscando a unidade tão caramente conquistada, o filho levanta os vassalos contra o rei e se alia ao rival, de novo um duque da Borgonha - desta vez Filipe o Bom.


Descendência:

casou em 18 de dezembro de 1422 com Maria de Anjou (1404-1463 na abadia de Chateliers no Poitou), filha de Luís II de Anjou, rei de Nápoles, e de Iolanda de Aragão.
  1. Luís XI – nasceu em Bourges 1423 morreu em 1483, rei em 1461.
  2. João – nasceu em 1426
  3. Jaime – nasceu em 1426
  4. Carlos – nasceu em 1446-1472 morreu evenenado, Duque de Berry 1461; da Normandia 1465; da Aquitânia 1469. Sem descendência.
  5. Radegonde – nasceu em 1425 e morreu em 1444
  6. Catarina – nasceu em 1428 morreu em 1446. Casada em St. Omer em 1440 e com Carlos da Borgonha (morto em 1477), Duque da Borgonha.
  7. Iolanda– nasceu em 1434 morreu em 1478. Casada em 1452 com Amadeu IX (morto em 1488), Duque de Savóia.
  8. Joana – nasceu em 1435 morreu em 1482. Casada em 1447 com João II (morto em 1488) Duque de Bourbon.
  9. Filipe – nasceu em 1436
  10. Margarida – nasceu em 1437 morreu em 1438
  11. Joana – nasceu em 1438 morreu em 1446
  12. Maria – nasceu em 1438 morreu em 1439
  13. Maria – nasceu em 1441
  14. Madalena – nasceu em 1443 morreu em 1495. Casada em St. Jean d’Angely em 1461 com Gastão de Foix (morto em 1470), conde de Foix, príncipe de Viena.

de Agnes Sorel:
  1. Carlota de Valois – nasceu em 1434 morreu em 31 de maio de 1477, assassinada pelo marido.
  2. Maria Margarida de Valois – nasceu em 1443 morreu em 1473, Senhora de Royan. Casada em Vendôme em 1458 com Olivier de Coëtivy (morto em 1480), Conde de Taillebourg, senescal da Aquitânia.
  3. Joana de Valois – nasceu em 1448 morreu em 1467. Intitulada também bâtarde de France. Casou em 1461 com Antoine de Bueil (morto em 1506), Conde de Sancerre.
  4. uma filha – nasceu em 1449 morreu em fevereiro de 1450

Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green e Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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