Os reis medievais ingleses eram homens de personalidades diferentes, criados na tradição cristã, com sua autoridade limitada pelas responsabilidades que o costume impunha e pelos juramentos que faziam quando eram coroados.
Houve quatro reis muito menos bem sucedidos, cujos reinados foram perturbados por guerra civil e terminaram em desastre:
Dos quatro, os três últimos foram privados de seus tronos e assassinados. Ricardo II e Henrique IV ascenderam ao trono quando menores de idade. João e Eduardo II se tornaram reis quando eram jovens adultos. Todos tinham um problema de personalidade.
João – visto como o pior dos reis medievais ingleses, tirânico, imoral e injusto. Seu reinado foi cheio de perturbações: crescente insatisfação entre os barões, hostilidade do grande príncipe francês, Filipe Augusto. Em seu reinado o papa colocou a Inglaterra sob interdição eclesiástica, proibindo todos os cultos e cerimônias religiosas até que João cedesse e lhe prestasse vassalagem. Um ato que muitos consideraram humilhante. Perdeu as insígnias reais e adoeceu gravemente, falecendo em 18 de outubro de 1216.
Sua personalidade deve ser compreendida à luz de sua ancestralidade e criação. Ele veio de uma longa linhagem de príncipes competentes, mas desequilibrados, os condes de Anjou. O pai de João, Henrique II, rei da Inglaterra e por meio de um casamento com Alienor da Aquitânia, duque de Aquitânia. A família angevina, os Plantagenetas, conhecidos como a "prole do demônio", conta uma lenda de um ancestral, conde de Anjou. Henrique II pai de João, um homem de grande competência e implacável determinação, agitado e dado a violentas explosões de raiva. Sua mãe Alienor de Aquitânia, uma mulher imperiosa e turbulenta. João foi o caçula, mimado preferia o luxo da corte às artes marciais, imaturo no comportamento e na aparência.A mãe o desprezava e o pai o protegia e as vezes o desamparava. Temperamental e egocêntrico, foi tanto vítima quanto o autor dos problemas que iriam finalmente esmagá-lo.
João Sem Terra, viveu numa era brutal, suavizada pela prece e pela santidade, mas marcada pela mutilação e banhada em sangue. Tinha ataque de fúria e sua crueldade excessiva, faziam pensar que era louco. A raiva lhe contorcia o semblante. Foi excessivamente cruel. O seu desequilíbrio mental, se revela de maneira mais convincente em seu senso de insegurança, que motivava o seu tratamento cruel e vingativo que dispensava aos inimigos e na inveja e desconfiança com quem tendia a tratar, tanto amigos quanto adversários. A inimizade de dois dos homens mais poderosos da época, Filipe Augusto da França e o papa Inocêncio III, acabou se confrontando com uma situação que escapava a seu controle. João foi mais azarado do que louco.
Eduardo II – neto de João Sem Terra, se tornou rei da Inglaterra em 1307. Seu reinado foi uma tragédia pessoal. Embora sua personalidade tivesse traços anormais e parecesse inadequada para um rei, Eduardo não foi louco. Como no caso de tantos outros príncipes, sua personalidade foi moldada por sua criação. Filho de Eduardo I, que o nomeou príncipe de Gales em 1301. Sua mãe, Eleonora de Castela morreu quando ele tinha 13 anos.
Se transformou num homem forte e bonito, apreciador da equitação e mais culto que a maioria dos grandes senhores da corte. Suas recreações pareciam cada vez menos as esperada de um cavaleiro, muito menos de um príncipe real:
Houve quatro reis muito menos bem sucedidos, cujos reinados foram perturbados por guerra civil e terminaram em desastre:
- João Sem Terra
- Eduardo II
- Ricardo II
- Henrique IV
Dos quatro, os três últimos foram privados de seus tronos e assassinados. Ricardo II e Henrique IV ascenderam ao trono quando menores de idade. João e Eduardo II se tornaram reis quando eram jovens adultos. Todos tinham um problema de personalidade.
- João foi qualificado de possuído e enlouquecido por feitiçaria e bruxaria.
- Eduardo II considerado perverso e não louco.
- Ricardo II um esquizofrênico.
- Henrique IV sofreu um grave colapso nervoso entre 1454 e 1456.

Sua personalidade deve ser compreendida à luz de sua ancestralidade e criação. Ele veio de uma longa linhagem de príncipes competentes, mas desequilibrados, os condes de Anjou. O pai de João, Henrique II, rei da Inglaterra e por meio de um casamento com Alienor da Aquitânia, duque de Aquitânia. A família angevina, os Plantagenetas, conhecidos como a "prole do demônio", conta uma lenda de um ancestral, conde de Anjou. Henrique II pai de João, um homem de grande competência e implacável determinação, agitado e dado a violentas explosões de raiva. Sua mãe Alienor de Aquitânia, uma mulher imperiosa e turbulenta. João foi o caçula, mimado preferia o luxo da corte às artes marciais, imaturo no comportamento e na aparência.A mãe o desprezava e o pai o protegia e as vezes o desamparava. Temperamental e egocêntrico, foi tanto vítima quanto o autor dos problemas que iriam finalmente esmagá-lo.
João Sem Terra, viveu numa era brutal, suavizada pela prece e pela santidade, mas marcada pela mutilação e banhada em sangue. Tinha ataque de fúria e sua crueldade excessiva, faziam pensar que era louco. A raiva lhe contorcia o semblante. Foi excessivamente cruel. O seu desequilíbrio mental, se revela de maneira mais convincente em seu senso de insegurança, que motivava o seu tratamento cruel e vingativo que dispensava aos inimigos e na inveja e desconfiança com quem tendia a tratar, tanto amigos quanto adversários. A inimizade de dois dos homens mais poderosos da época, Filipe Augusto da França e o papa Inocêncio III, acabou se confrontando com uma situação que escapava a seu controle. João foi mais azarado do que louco.

Se transformou num homem forte e bonito, apreciador da equitação e mais culto que a maioria dos grandes senhores da corte. Suas recreações pareciam cada vez menos as esperada de um cavaleiro, muito menos de um príncipe real:
- passeios de barco
- natação
- ocupações servis, plantar e cavar
Ao que parece ele encontrava mais satisfação na companhia de jovens e robustos operários do que na de cavaleiros da corte. O que pareceu ainda mais inadequado e chocante foi a obsessiva afeição de Eduardo por um jovem fidalgo rural da corte, Gaveston. Por razões de conveniência, os dois casaram. Gaveston casou com a sobrinha do rei, Margaret de Clare e teve uma filha. Eduardo casou com a filha de 12 anos do rei da Franca, Isabel e tiveram 2 filhos e 2 filhas. Seu favorito foi morto e Eduardo nunca se esqueceu nem perdoou os condes que haviam acossado Gaveston até a morte. Sua afeição pelo favorito, a única constante de sua vida, condicionaria tudo o que aconteceria aos 15 anos que ainda lhe restavam. Dali em diante haveria "ódio perpétuo... entre o rei e os condes".
Sei reinado foi mais estável e mais forte nos últimos anos do que no começo. Recobrou seus poderes reais, através de Hugh Despenser e de seu filho. Decidiu consolidar sua posição reforçando o tesouro real por meio de medidas fiscais extorsivas e do confisco de propriedades de barões de lealdade duvidosa. O descontentamento era geral, o ressentimento crescente. Henrique e Despenser foram aprisionados. Hugh foi morto e provavelmente o rei tenha tido um assassinato brutal.
Eduardo II foi enterrado na abadia de St. Peter, em Gloucester, onde seu túmulo se tornou o centro de um pequeno culto. Seu coração foi removido, posto em uma urna de prata e enterrado com sua rainha na igreja franciscana de Newgate em Londres. Quando ela morreu 20 anos depois em 1358, ela foi enterrada com seu vestido de noiva.

Tinha 11 anos quando se tornou rei. Seu avô, Eduardo III foi um grande príncipe guerreiro. Seu pai, o Príncipe Negro morrera um ano antes de sua acessão, tinha notável reputação como cavaleiro e soldado, mas Ricardo era um rapaz com interesses mais estéticos do que militares. Formou-se em sua mente uma concepção semimística do direito divino a que ele se aferrou até o fim. Era tão egocêntrico que chegava a ser narcisista. Em seus retratos parece bonito e elegante, com quase 1.80 m de altura e uma vasta cabeleira loira. Tomava banho regularmente, um hábito inusitado em seu tempo, e foi o «inventor do lenço de bolso». O rei mais culto de sua linhagem. Ardoroso e sensível, ardiloso e calculista; era propenso a ataques de irritação, mas era generoso com os amigos. Amava a mãe e tornou-se intensamente devotado à sua mulher, Ana da Boêmia. Havia um elemento bissexual em sua personalidade. Teve um amigo íntimo a quem concedeu grande poder.
Ricardo desapareceu nas sombras, recolhendo-se finalmente no castelo de Pontefract, onde seu carcereiro o matou de fome. Morreu antes de fevereiro de 1400 e foi levado para o sepultamento de honra em Westminster, tinha apenas 34 anos. Parece mais provável que tenha sofrido de uma depressão moderada ou aguda, que por vezes tocava as raias da insanidade maníaco-depressivo.
Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green