terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O baile da Ilha Fiscal

A Ilha Fiscal foi primeiramente denominada Ilha dos Ratos. O nome se referia ao grande número de ratos que teriam vindo fugidos das cobras da Ilha das Cobras. Havia, numa outra versão, umas pedras cinzentas espalhadas pela ilha que se assemelhavam a ratos, à distância.

O castelo da Ilha foi projetado pelo engenheiro Adopho José Del Vecchio, para o Ministério da Fazenda que pretendia ter ali um posto aduaneiro. Del Vecchio, que era diretor de obras do ministério, elaborou um projeto em estilo néo-gótico com inspiração nos castelos do século XIV, em Auvergne, na França. O projeto foi agraciado com a Medalha de Ouro na exposição da Escola Imperial de Belas, e foi elogiado pelo Imperador “como um delicado estojo, digno de uma brilhante jóia”, referindo-se a sua privilegiada localização e a beleza da Baía da Guanabara.

A construção foi executada com extrema qualidade e os profissionais que trabalharam, cada um em seu ofício, merecem destaque : o trabalho em cantaria é de AntonioTeixeira Ruiz, Moreira de Carvalho se encarregou dos mosaicos do piso do torreão, um trabalho primoroso feito com diversos tipos de madeira. Os vitrais foram importados da Inglaterra, o relógio da torre é de Krussman e Cia., os aparelhos elétricos da Seon Rode. A pintura decorativa na parede é de Frederico Steckel e as agulhas fundidas foram feitas por Manuel Joaquim Moreira e Cia. (fig. vitral de D. Pedro II)

  • O prédio da Ilha Fiscal foi inaugurada no início de 1889 pelo imperador.
Na revolta da Armada em 1893 a Ilha Fiscal foi bastante danificada por projéteis que atingiram suas paredes, além de danificarem os vitrais e os móveis. Depois de alguns anos o prédio foi passado do Ministério da Fazenda para o Ministério da Marinha, numa troca efetuada em 1913.


O Baile
O famoso baile da Ilha Fiscal, foi um evento em homenagem à tripulação do couraçado chileno Almirante Cochrane, para cerca de 5 000 convidados. Com essa recepção, o Império reforçava os laços de amizade com o Chile, bem como tentava reerguer o prestígio da Monarquia, bastante abalado pela propaganda republicana.

A maior festa até então realizada no Brasil ocorreu pouco após a inauguração da ilha. Falou-se muito da música (valsa e polca), e do cardápio (uma imensa quantidade de garrafas de vinho e comidas exóticas) dessa festa. O comportamento dos participantes foi largamente explorado (a imprensa da época - sec. XIX – noticiou que peças íntimas foram encontradas na ilha depois da festa), curiosidades que ainda atraem historiadores hoje. O luxo e as extravagâncias com que se apresentaram os convidados geraram todo tipo de comentários.

Ocorreu no dia 9 de novembro de 1889. Inicialmente marcado para o dia 19 de outubro, foi adiado por ocasião da morte do rei Luís I de Portugal (1861-1889), sobrinho de Pedro II do Brasil.

A ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas, vasos franceses e flores brasileiras. Na parte de trás do palacete foram montadas duas mesas, em formato de ferradura, onde foi servido um jantar para quinhentos convidados, sendo 250 em cada uma. Entre as iguarias, servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, foram consumidos:
  • 800 kg de camarão
  • 1.300 frangos
  • 500 perus
  • 64 faisões
  • 1.200 latas de aspargos
  • 20.000 sanduíches
  • 14.000 sorvetes
  • 2.900 pratos de doces
  • 10.000 litros de cerveja
  • 304 caixas de vinhos, champagne e bebidas diversas
Uma banda, instalada a bordo do "Almirante Cochrane", o navio homenageado, tocou valsas e polcas madrugada adentro.

curiosidades
  1. um fato irônico, até hoje não confirmado, ocorreu logo após a chegada da família real, às 10 h da noite: conta-se que D. Pedro II, ao entrar no salão do baile, desequilibrou-se e levou um tombo. Ao recompor-se, exclamou – O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!
  2. outro acontecimento curioso ocorreu no término da festa. Às 5 h da manhã, após a saída dos convidados, os trabalhos de limpeza revelaram alguns artigos inusitados espalhados pelo chão: além de copos quebrados e garrafas espalhadas, foram recolhidas condecorações perdidas e até peças de roupas íntimas femininas. O fato pode, entretanto, ser fictício, foi relatado na coluna humorística Foguetes, do periódico carioca "O Paiz", no dia 12 de novembro.


República
A república foi proclamada seis dias depois do baile, e o imperador embarcou no mesmo Cais Pharoux de onde partiam os ferry-boats para levar os convidados para o baile. Vale observar que o cais Pharoux, no centro do Rio, hoje é conhecido como Praça Quinze, onde recentemente recuperaram-se as escadarias utilizadas para o embarque para a Ilha .


Hoje
Em 2001 o espaço passou por intensos trabalhos de restauração, coordenados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A partir das obras, foi recuperado o esplendor das pinturas decorativas do teto, das paredes e do piso de parquê do torreão. Também a parte externa do edifício voltou a exibir sua cor original. De quinta à domingo, tours guiados permitem explorar cada canto da construção, uma das preferidas de D. Pedro II. Entre os atrativos, os salões que abrigam exposições temporárias e permanentes que revelam a história da Ilha e da Marinha, a coleção de vitrais e os trabalhos em cantaria - colunas, arcos, florões e símbolos imperiais.


Origem: Riotur e Wikipédia

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Imperador Tito

Nasceu em Roma aos 30 de dezembro de 39, filho primogênito do imperador romano Vespasiano e de Domitila 'a Maior'. Tinha dois irmãos: Domitila 'a Menor' e Domiciano. Reinou entre 79 a 81. Faleceu em 13 de setembro de 81, sofrendo de febre. Foi sucedido por seu irmão Domiciano.

Casado duas vezes, com Arrecina Tertúlia, falecida em 65 e pela segunda vez com Márcia Funila de família aristocrática. Teve um romance com Berenice, princesa judia, irmã do rei Herodes Agripa II.

Alcançou renome como militar, sob as ordens de seu pai. Serviu na Judeia durante o conflito conhecido como a "Primeira Rebelião Judaica" (67-70). Recaiu para Tito a responsabilidade de acabar com os judeus sediciosos. Destruiu Jerusalém em 70, o templo judaico demolido em um incêndio. A sua vitória foi comemorada com a construção do 'Arco de Tito' no Fórum Romano.

Governou com grande popularidade após a morte de seu pai (23.06.79), é considerado como um bom imperador, por Suetônio e outros historiadores.


Reinado
  • programa de construção de edifícios públicos
  • finalizou o anfiteatro Flávio, conhecido hoje como Coliseu
  • foi popular por sua generosidade
O seu curto reinado foi marcado por tragédias:
  • erupção do vulcão Vesúvio que destruiu as cidades de Pompéia e Herculano (24.08.79)
  • Roma foi consumida por um incêndio em 80





Origem: Wikipédia

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Avis




A Dinastia de Avis, ou Dinastia Joanina, foi a 2ª dinastia a reinar em Portugal, entre 1385 e 1581/1582. Teve início no final da crise de 1383-1385, quando o Mestre da Ordem de Avis, D. João, filho natural de el-rei D. Pedro I, foi aclamado Rei nas Cortes de Coimbra.
A Crise de 1383-1385 foi um período de guerra civil e anarquia da História de Portugal, também conhecido como Interregno, uma vez que não existia rei no poder (embora houvesse uma rainha de direito em Beatriz de Portugal). A crise começou com a morte do rei Fernando de Portugal sem herdeiros masculinos.





A Casa de Avis
Antes disto, e possibilitando isto, dera-se a derrota do partido favorável à rainha destronada, D. Beatriz, mulher de João I de Castela, definitivamente vencido na batalha de Aljubarrota em 14 de agosto de 1385. A Casa de Avis, sucessora familiar da anterior dinastia afonsina, reinou no Continente português entre 1385 e 1581, quando D. Antônio é vencido no Continente português, na batalha de Alcântara, e destronado, sendo aclamado em seu lugar o estrangeiro Filipe I nas Cortes de Tomar. Mas reina ainda nas Ilhas até 1582, com a queda de Angra do Heroísmo, quando a Ilha Terceira e as restantes ilhas açorianas se rendem à armada invasora do Marquês de Santa Cruz.

A Dinastia de Avis é sucedida pela união pessoal entre as coroas de Portugal e de todos os demais reinos de Filipe II, que deu início à Dinastia de Habsburgo, ou Dinastia Filipina, ou Dinastia de Áustria.

A única filha do rei D. Fernando I de Portugal, sua sucessora, D. Beatriz, casara com o rei de Castela, pondo-se assim termo a uma série de guerras contra aquele reino, que haviam enfraquecido a economia de seu país. D. Fernando morreu alguns meses depois deste casamento.

D. Leonor Teles, a viúva de D. Fernando, nunca fora bem vista pelo povo e pela nobreza, que a não podia respeitar por ser ela já casada quando o rei, tomado de paixão, a roubou a seu marido, João Lourenço da Cunha. Mas, sob o reinado de sua filha D. Beatriz, residindo no estrangeiro, cabia a ela governar o reino como regente até que um filho de D. Beatriz completasse 14 anos, e viesse reinar pessoalmente em Portugal, conforme estipulado no Tratado de Salvaterra, contrato de casamento da princesa portuguesa, entre as coroas de Portugal e de Castela.

Isso desencadeou revoltas populares: as populações recusavam-se a aceitar a aclamação de uma rainha que era mulher de um rei estrangeiro (Castela), embora não por tal fato poder vir a dar origem à união dos dois países e em consequência a perda de independência de Portugal, mas sim por ódio à Rainha-Regente, considerada pessoa imoral, a quem não reconheciam por rainha porque era bígama e de maus costumes.

Os povos de Lisboa e outras partes do Reino, juntos com boa parte da nobreza, pediram então a D. João, mestre da Ordem de Avis, (filho natural legitimado do rei Pedro I, que aceitasse lutar contra D. Beatriz e o seu marido João de Castela, sendo o aclamado Regente.

Fugida a rainha D. Leonor Teles de Menezes de Lisboa, destituída da regência, viu-se obrigada a solicitar ao genro, o rei de Castela (chamado João I) para vir eliminar a revolução, e reinar pessoalmente em Portugal junto com D. Beatriz. Dirigiu-se o soberano castelhano para Lisboa, à testa de grande exército, cercando a cidade por terra, e também pelo rio, com a sua armada.

A burguesia da próspera cidade de Lisboa, assim como muitos da nobreza, entre muitos partidários apenas por ódio a D. Leonor Teles e ao seu amante galego, o conde Andeiro, apunhalado durante a revolução pelo novo Regente, aderiram facilmente à causa do Mestre de Avis. Foi a burguesia de Lisboa, mais rica, logo seguida por outras terras, quem financiou o esforço militar da revolução. Mas parte do clero e das primeiras figuras da nobreza portuguesas, por dever de fidelidade feudal, apoiavam ainda a sua rainha D. Beatriz.

Entretanto, um pequeno exército português, chefiado por D. Nuno Álvares Pereira (que apoiava o Mestre de Avis) vence os castelhanos. E o aparecimento da peste nas tropas sitiantes de Lisboa obrigou o rei de Castela a se retirar para o seu próprio reino.

Após algum tempo, outro exército luso-castelhano, por D. Beatriz e seu marido, invadiu novamente Portugal, acontecendo, em Aljubarrota (1385) uma batalha decisiva e perigosa, as tropas portuguesas, em número muito inferior, e chefiadas pelo futuro rei D. João I e por D. Nuno Álvares Pereira, seu condestável, conseguiram notável vitória, aonde caíram os pesados cavaleiros castelhanos, e pelo emprego sistemático das ágeis lanças pela primeira vez na Península.

A paz definitiva com Castela só veio a ser assinada em 1411. Para assinalar o acontecimento, D. João I mandou iniciar, no local, a construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, conhecido por Mosteiro da Batalha, aonde jazem os príncipes da nova dinastia de Avis, em capela-panteão construída para esse fim.

Reis da dinastia Avis
  1. D. João I (r. 1385 - 1433, depois do Interregno que destronou a rainha D. Beatriz) – filho natural de D. Pedro I e meio-irmão do Rei D. Fernando I de Portugal
  2. D. Duarte (r. 1433 - 1438) – filho de D. João I.
  3. D. Afonso V (r. 1438 - 1481) – filho de D. Duarte.
  4. D. João II (r. 1481 - 1495) – filho de D. Afonso V.
  5. D. Manuel I (r. 1495 - 1521) – primo de D. João II.
  6. D. João III (r. 1521 - 1557) – filho de D. Manuel I.
  7. D. Sebastião I (r. 1557 - 1578) – filho de D. João, Príncipe de Portugal
  8. D. Henrique (r. 1578 - 1580) – tio-avô de D. Sebastião.
  9. D. António (r. 1580 - 1581) – sobrinho de D. Henrique, filho do casamento secreto do Infante D. Luís com Violante Gomes.


– A suposta dinastia de "Avis Beja"
Há algumas dezenas de anos atrás, o historiador A. H. de Oliveira-Marques categorizou, num dos seus mapas genealógicos inseridos na obra em dois volumes História de Portugal, a sucessão de D. João I até D. Manuel no primeiro desses mapas, intitulado Dinastia de Avis; e no mapa subsequente deu a descendência familiar de D. Manuel I até D. Antônio, chamando a esse mapa genealógico, por mera facilidade de identificação e leitura, de "Avis-Beja".

Este fato inofensivo e banal veio a ser posteriormente permeado com outras leituras de influência genealógica estrangeira, ocasionando a generalização até hoje, entre pessoas menos bem informadas, da crença de que teria havido duas dinastias, a de Avis, e a de "Avis-Beja", pelo simples fato de D. Manuel I ser primo direito (filhos de irmãos varões, e netos do mesmo avô paterno) de D. João II. Tal fato se deveria a ser D. Manuel Duque de Beja ao herdar a coroa, segundo essa crença: que ignora o fato de que D. Manuel era Infante de Portugal por nascimento, o seu primeiro título, e só por esse era tratado evidentemente até subir ao trono, sendo o ducado de Beja, entre muitos outros senhorios que deteve, apenas um apanágio para sua sustentação. Nem as dinastias podem evidentemente mudar quando a sucessão se dá entre pessoas legitimamente pertencentes à mesma família (o que não fora o caso de D. João I, por ter nascido filho natural, e ter retirado os direitos da herdeira legítima, D. Beatriz).

Acresce que se por este critério improcedente se desmembrasse a simplicidade das quatro dinastias tradicionais portuguesas, sempre que não sucedeu na Coroa filho, ou neto direto do monarca anterior, vários outros casos haveria em que teria de ser o mesmo processo aplicado:

  • Dinastia de Bolonha, depois de subir ao trono o reinante Conde de Bolonha, D. Afonso III,
  • Dinastia do Crato, depois de aclamado rei em Santarém o antigo Prior do Crato,
  • Dinastia de Aviz-Inquisição, ou Dinastia de Avis-Évora, depois de suceder o cardeal-rei D. Henrique, que era tio avô do soberano anterior, D. Sebastião, e Arcebispo de Évora à data da sua acessão.

Pois em Portugal até 1834 tanto um ducado como um bispado eram casas com direitos patrimoniais de idêntica natureza senhorial.


Fonte: Wikipédia

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Sicília - Itália

O Reino da Sicília (em italiano Regno di Sicilia, em latim Regnum Siciliae) foi um Estado que existiu de 1130 a 1816, ocupando o território da atual região italiana da Sicília e alguns territórios do sul da península Itálica. Seu território abrangia toda a ilha da Sicília, o sul da Itália e, até 1530, as ilhas de Malta e Gozo. Foi fundado por Rogério II da Sicília em 1130. Por várias vezes, as terras da península foram governadas separadamente da ilha da Sicília. Frequentemente o reino foi governo por outros monarcas, tais como os reis de Aragão ou da Espanha ou os soberanos do Sacro Império Romano-Germânico. Desde a morte de seu fundador, Rogério II da Sicília, em 1154, as fronteiras ficaram praticamente as mesmas por 700 anos.

Algumas vezes chamado de Reino da Apúlia e Sicília, até 1282 quando a parte continental foi separada da ilha e passou a ser conhecida como Reino de Nápoles. Depois de 1302 era, chamado de "Reino de Trinacria". Na primeira metade do século XI, a Sicília era parte do Império Bizantino.


Reino normando da Sicília
Na seqüência das invasões normandas, Roberto o Guiscardo conquistou a cidade de Reggio di Calabria, onde ele confirmou o título de duque de Calábria. Os Altavillas assim puderam rapidamente dedicar-se à Sicília. Rogério Bosso de Altavilla, irmão de Roberto, no comando de um grupo de cavaleiros, em 1061, desembarcou em Messina e invadiu a ilha (então sob domínio árabe), conseguindo em 1072 chegar a Palermo, que foi escolhida capital. Enquanto Boemundo I de Antioquia, filho da primeira esposa de Roberto, se tornava no fim de 1088 soberano incontestável do Principado de Taranto, Rogério I junto ao filho Rogério II, consolidavam seu domínio sobre a Sicília.

Com a morte de Guilherme, duque da Apúlia, em 1127, o Ducado de Apúlia e o Condado de Sicília foram unidos sob o governo de Rogério II da Sicília. Rogério tinha o apoio do antipapa Anacleto II, que o coroou "rei da Sicília" de "duque da Apúlia e da Calábria", na catedral de Palermo, no Natal de 1130. Rogério passou a maior parte da década que iniciou-se com sua coroação e terminou com o grande Assise de Ariano combatendo um invasor após o outro e sufocando rebeliões de seus vassalos. Em 1139, o tratado de Mignano garantiu a Rogério o reconhecimento de seu reinado pelo papa legítimo. Ao mesmo tempo, a poderosa esquadra de Rogério atacou o Império Bizantino e fez da Sicília o poder marítimo dominante no Mediterrâneo por quase um século.

O filho e sucessor de Rogério, Guilherme, o Mau, tem seu apelido devido à sua pouca popularidade com os cronista, que apoiavam as revoltas dos barões inimigos de Guilherme. Seu reinado terminou em paz, mas seu filho Guilherme II da Sicília era menor de idade. Até o período final de regência, em 1172, o reino esteve em rebeliões que quase derrubaram a família real, embora o reinado de Guilherme II seja lembrado como quase duas décadas de contínua paz e prosperidade. Sua morte sem herdeiros em 1189 iniciou um período de caos.Tancredo de Lecce tomou o trono, mas teve que enfrentar a revolta de seus primos distantes Rogério de Andria e a invasão de Henrique II, Sacro Imperador Romano-Germânico, em nome de sua mulher Constança da Sicília, filha de Rogério II. Constância e Henrique acabaram vencendo e, em 1194, o reino caiu sob domínio da dinastia Hohenstaufen. Através de Constância, o sangue dos Altavilla foi passado a Frederico II, Sacro Imperador Romano-Germânico.


Reino dos Hohenstaufen (1185-1266)
A dominação pela dinastia suábia dos Hohenstaufen na Sicília teve início com um matrimônio de Estado entre Henrique VI, filho do imperador Frederico Barbarossa, e Constança de Altavilla, filha de Rogério II da Sicília. Em 1194, com a morte de Guilherme III, a ilha foi conquistada pela soberano germânico, passando a integrar o Sacro Império. Tinha assim início a dinastia suábia na Sicília que com Frederico II, filho de Constança, atingiu seu máximo esplendor.

Frederico II, uma criança que se tornaria também Sacro Imperador Romano-Germânico em 1197, afetou profundamente o futuro imediato da Sicília. Em um país tão acostumado a uma forte autoridade central, a pouca idade do rei causou um sério vácuo de poder. Seu tio, Filipe da Suábia, tratou de assegurar a herança de Frederico, indicando Markward von Anweiler, margrave de Ancona, como regente em 1198. Enquanto isso, o papa Inocêncio III reafirmou a autoridade papal sobre a Sicília, mas reconheceu os direitos de Frederico. O papa viu a autoridade da Igreja Católica decrescer na década seguinte e ficou inseguro sobre o lado a apoiar em muitas disputas.


O reinado Angevino e Aragonês
O conflito entre os Hohenstaufen e o papado levou à conquista da Sicília , em 1266, por Carlos I, da casa de Anjou, começando o domínio angevino. Em 1282, a oposição aos domínios e taxas francesas da casa de Anjou provocou as Vésperas Sicilianas. A ilha da Sicília se proclamou independente e elegeu como rei Pedro III, o Grande, rei de Aragão. A paz dividiu o Reino da Sicília em duas partes, mas ambas conservaram o nome de Reino da Sicília.

  1. A ilha da Sicília, chamada de Reino da Sicília além do Farol ou Reino de Trinacria foi dada a Frederico III da Sicília, e Itália meridional, mas ambas conservaram oficialmente o nome de Reino da Sicília.
  2. A Itália meridional, que conservou o nome de Reino da Sicília, mas é chamado pelos historiadores atuais de Reino de Nápoles continuou sob o controle da dinastia francesa com Carlos II.


– Seguiram-se então mais de cinco séculos de governo dos príncipes aragoneses e reis espanhóis.

  • A Sicília foi governada como um reino independente por parentes dos reis de Aragão até 1409 e portanto como parte da coroa de Aragão,
  • O Reino de Nápoles foi governado pelos angevinos,
até que as duas coroas foram forçosamente reunidas, sob o nome de Reino das Duas Sicílias, por Afonso V de Aragão, cujo sítio de Nápoles terminou com êxito em 26 de fevereiro de 1443.

Porém em 1458, após o governo de Afonso o reino foi novamente dividido:
  • Nápoles ficou com seu filho Fernando I de Nápoles, que reinou de 1458 a 1494, e
  • Aragão e Sicíliapara com o irmão de Afonso, João II de Aragão.

De 1494 a 1503 os sucessivos reis de França Carlos VIII e Luís XII, que eram herdeiros dos angevinos, tentaram conquistar Nápoles mas falharam, e o reinou foi unido a Aragão.
Quando em 1492 os reis católicos, Fernando II (rei da Sicília desde 1468) e Isabel, ordenaram a expulsão ou a conversão dos judeus na Espanha, e a Sicília teve de fazer o mesmo. Fernando II, o Católico, recuperou em 1504 o reino de Nápoles sob os auspícios da coroa espanhola. Os títulos foram usados pelos reis de Aragão até 1516, seguidos pelos reis de Espanha até 1707. Os Sacro Imperadores Romanos usaram o título de 1707 até 1735, e então Nápoles foi atacada pelo duque Calos de Parma, que tornou-se Carlos III de Nápoles e Sicília. Seus descendentes reinaram até a unificação da Itália, em 1861. De 1816 a 1861, os reinos foram uinficados com Reino das Duas Sicílias.

Com o Tratado de Utrecht (1713), a Sicília separou-se novamente de Nápoles.


A casa de Savóia, os Habsburgos e os Bourbons
Tendo pertencido à casa de Savóia (1714), passou ao controle dos Habsburgos (1720) e, em seguida, foi novamente incorporada ao Reino das Duas Sicílias, já então governado pelos Bourbons (1738). Em 1799 , o exército revolucionário francês derrotou Fernando II, rei das Duas Sicílias, e conquistou o Reino de Nápoles. Sete anos depois, Napoleão Bonaparte impôs seu irmão José Bonaparte (José I) no trono napolitano, no qual permaneceu por um breve período.


O fim do Reino da Sicília e a união ao Reino de Itália

Em 1816, as coroas do Reino da Sicília e do reino de Nápoles foram unidas e passaram a ser referidas como Reino das Duas Sicílias, sob os Bourbons.

Em 1861, durante a unificação italiana, após ser ocupada pelas tropas do nacionalista italiano Giuseppe Garibaldi, a Sicília reconheceu Vítor Emanuel II como rei e incorporou-se ao novo Reino da Itália. Francisco II das Duas Sicílias foi o último monarca da Sicília.

Após a Segunda Guerra Mundial, e mediante a Constituição de 1948, a Sicília recebeu um estatuto de autonomia, convertendo-se numa região autônoma da Itália, com amplos poderes de autogoverno.


Fonte: Wikipédia

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Torre de Pisa

A Torre Inclinada de Pisa (em italiano: Torre pendente di Pisa), ou Torre de Pisa, é um campanário da catedral da cidade italiana de Pisa. Está situada atrás da Catedral, e é a terceira mais antiga estrutura na Praça da Catedral de Pisa (Campo dei Miracoli), depois da Catedral e do Batistério.

Embora destinado a ficar na vertical, a torre começou a inclinar-se para o sudeste, logo após o início da construção, em 1173, devido a uma fundação mal colocada e ao substrato solto que permitiu a fundação mudar de direção. A torre atualmente se inclina para o sudoeste. A altura da torre é de 55.86 m, do solo ao lado menor é de 56,70 m na parte mais alta do lado. A largura das paredes na base, mede 4,09 m e 2,48 m no topo. Seu peso é estimado em 14.500 toneladas. A torre tem 296 ou 294 degraus; do sétimo andar, tem dois degraus a menos, da face norte das escadas. Antes do trabalho de restauração realizado entre 1990 e 2001, a torre inclinou-se em um ângulo de 5,5 graus, mas a torre agora inclina-se em cerca de 3,99 graus. Isto significa que, o topo da torre é de 3,9m de onde ela estaria, se a torre estivesse perfeitamente na vertical.

Construção
A Torre de Pisa foi uma obra de arte, realizada em três fases ao longo de um período de cerca de 177 anos. A construção do primeiro andar do campanário de mármore branco, começou no dia 9 de agosto de 1173, um período de sucesso militar e prosperidade. Este primeiro andar, é uma arcada "cega" articulada por colunas clássicas embutido com capitéis coríntios.

A torre começou a inclinar-se após a construção após a progressão de contrução para o terceiro andar em 1178. Isto deveu-se a uma mera fundação de 3 m, situado no subsolo, fraco e instável, um projeto que falhou desde o início. A construção foi posteriormente paralisada por quase um século, porque os pisanos estavam continuamente envolvido em batalhas com Gênova, Lucca e Florença. Este tempo, permitiu para o solo subjacente a ajustar-se. Em 1198, os relógios foram temporariamente colocados no terceiro andar da construção inacabada.

Em 1272, a construção é reiniciada por Giovanni di Simone, arquiteto do Camposanto. Em um esforço para compensar a inclinação, os engenheiros construíram andares com um lado mais alto do que o outro. Isso fez a torre começar a inclinar-se em outra direção. A construção foi interrompida novamente em 1284, quando os pisanos foram derrotados pelos genoveses, na Batalha de Meloria.

O sétimo andar foi concluído em 1319. A sino-câmara acabou por não ser adicionada até meados de 1372 e foi construída por Tommaso di Andrea Pisano, que conseguiu, por sua vez, harmonizar os elementos góticos da sino-câmara, com o estilo românico da torre. Há sete sinos, um para cada nota da escala musical importante. A maior delas, foi instalada em 1655.
Depois de uma fase de reforço estrutural (entre 1990-2001), a torre está atualmente em fase de recuperação gradual da superfície, a fim de reparar os danos visuais, principalmente, à corrosão e escurecimento. Estes são, particularmente, os pontos mais fortes devido à idade da torre e à sua particular exposição ao vento e à chuva (erosão).

– cronologia
  • Em 5 de janeiro de 1172, Donna Berta di Bernardo, uma viúva e residente da casa de dell'Opera di Santa Maria, dispos de 60 soldi ou "moedas de sessenta" para o Opera Campanilis petrarum Sancte Marie. Esse dinheiro deveria ser usado para a compra de algumas pedras que ainda formam a base da torre sineira, nos dia de hoje.
  • Em 9 de agosto de 1173, as fundações da Torre foram estabelecidas.
  • Quase 4 séculos mais tarde, Giorgio Vasari escreveu: "Guglielmo, de acordo com o que está ser dito, em [este] ano 1174, com o escultor Bonanno, as bases do campanário da catedral de Pisa foram estabelecidas."
  • É possível que Gerardo Di Gerardo tenha sido outro construtor. O seu nome aparece como um testemunho da herança acima de Berta di Bernardo como "Mestre Gerardo" e, como um trabalhador, cujo nome era Gerardo.
  • Um construtor mais provável, é Diotisalvi, por causa do período de construção da estrutura e afinidades com outros edifícios em Pisa. Porém, ele geralmente assinava seus trabalhos, e não há nenhuma assinatura do mesmo no campanário.
  • Giovanni di Simone, foi fortemente, envolvido no trabalho de conclusão da torre, sob a direção de Giovanni Pisano, que na época, era o Mestre de obras do Opera di Santa Maria Maggiore. Ele poderia ser o mesmo Giovanni Pisano que completaram o campanário.
  • Giorgio Vasari indica que, Tommaso di Andrea Pisano, foi o criador do campanário entre 1360 e 1370.
  • Em 27 de dezembro de 1233 o trabalhador Benenato, filho de Gerardo Bottici, supervisionou a continuação da construção do campanário.
  • Em 23 de fevereiro de 1260 Guido Speziale, filho de Giovanni, um trabalhador na catedral de Santa Maria Maior, foi eleito para supervisionar a construção da Torre.
  • Em 12 de abril de 1264, o construtor Mestre Giovanni di Simone e mais 23 trabalhadores, foram para as montanhas perto de Pisa, para cortar mármore. As pedras foram dadas a cortar a Rainaldo Speziale, trabalhador de São Francisco.

A História após a construção
Galileo Galilei, é dito por deixar cair duas balas de canhão de massas diferentes, a partir da torre para demonstrar que a sua velocidade da descida foi independente da sua massa. Este, é considerado um conto apócrifo, a sua única fonte sendo, porém, o secretário de Galileu.

Durante Segunda Guerra Mundial, os Aliados descobriram que os nazistas estavam usando a torre como um posto de observação. Brevemente, a torre seria confiada ao sargento do Exército dos Estados Unidos, com o destino da torre e sua decisão de não recorrer a um ataque de artilharia, salvou assim a torre da destruição.

Em 27 de fevereiro de 1964, o governo da Itália solicitou ajuda para impedir a derrubada da torre. Foi, no entanto, consideradas importantes para manter a inclinação atual, devido ao papel vital que este elemento desempenhou na promoção do turismo de Pisa. Uma multinacional força-tarefa, seguido por engenheiros, matemáticos e historiadores, foi proposto e reuniram-se nas ilhas dos Açores, a fim de discutir os métodos de estabilização. Verificou-se que a inclinação foi aumentando em combinação com as bases mais macias, no lado inferior. Vários métodos foram propostos para estabilizar a torre, incluindo a adição de 800 toneladas de contrapesos.

Em 1987, a torre foi declarada como parte da Piazza del Duomo e Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com a catedral vizinha, batistério e o cemitério.

Em 7 de janeiro de 1990, após mais de duas décadas de trabalho, a torre foi fechada ao público. Enquanto a torre foi fechada, os sinos foram removidos para aliviar o peso, e os cabos estavam apertados em torno do terceiro nível e ancorado várias centenas de metros de distância. Apartamentos e casas no caminho da torre estiverem desocupados por segurança. A solução final para evitar o colapso da torre, foi endireitar ligeiramente, a torre para um ângulo mais seguro, removendo 38 m cubicos abaixo do solo. A torre foi esticada até 18 polegadas (45 cm), retornando para a posição exata que ocupava em 1838. Após uma década de reconstrução corretiva e esforços de estabilização, a torre foi reaberta ao público em 15 de dezembro de 2001, e foi declarado estável por pelo menos mais 300 anos.

Em Maio de 2008, após a remoção de mais 70 mil toneladas métricas de terra, engenheiros anunciaram que, a torre tinha sido estabilizada de tal ordem, que tinha parado de se mover pela primeira vez em sua história. Eles declararam que, seria estável durante pelo menos 200 anos.

curiosidade: 2 igrejas alemãs têm desafiado o estatuto da Torre Pisa, como a maior edifício do mundo: a Torre Inclinada de Suurhusen, no século XV e a torre sineira do século XIV, nas proximidades da cidade de Bad Frankenhausen. O Guinness World Records mediu a Torre Pisa e a Torre de Suurhusen, encontrando um declive de 3,97 graus.

Panorâmica da catedral românica de Pisa com o batistério, o duomo, o Camposanto e o campanário em 1909


Fonte: Wikipédia

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Museu d'Orsay – Paris

O museu abriu ao público dia 9 dezembro 1986 – Paris, exibindo uma grande diversidade de obras da arte ocidental, criadas entre 1848 e 1914. No centro de Paris, às margens do rio Sena, margem oposta ao Jardim de Tulherias o museu foi instalado na antiga estação de trem d'Orsay, construída em 1900. O acervo foi formado com peças do Museu do Louvre, do Museu do Jeu de Paume e do Museu Nacional de Arte Moderna francês.

Em 1975, surgiu a ideia de criar um museu para a arte do século XIX e a estação estava ameaçada de ser destruída e substituída por um grande complexo de hotéis modernos. Ao invés disso, os franceses voltaram a se interessar por ela, e a construção foi preservada.

O Museu d'Orsay tem 57 mil m2, que em 2008 receberam a visita de mais de três milhões de pessoas. Em seus 22 anos de existência, o museu recebeu mais de 60 milhões de visitantes.

O acervo engloba obras de artistas nascidos entre 1820 e 1870, salvo algumas exceções como Matisse, que apesar de nascido em 1869, tem apenas uma pintura em exibição, "Luxúria, Calma e Volúpia", que marca a transição entre o Museu d'Orsay e o de Arte Moderna.

Com uma ala dedicada à fotografia, o Museu d'Orsay foi o primeiro dos museus de arte da França a ter uma galeria permanente dedicada ao tema, e foi considerado inovador pela iniciativa. O museu, que hoje é o grande detentor de obras dos impressionistas no país, no início era receoso em admitir obras tão revolucionárias em seu acervo quanto a "Olympia", de Manet. Mais tarde, a própria instituição passou a adquirir obras de Manet, Monet, Puvis de Chavannes e muitos outros.


Museu
Durante a Comuna de Paris, em 1848, toda a vizinhança do Louvre foi incendiada, e com ela o Palácio d'Orsay. Por 30 anos as ruínas permaneceram como lembrança dos horrores da guerra civil.

No final do século XIX, o governo cedeu o terreno das ruínas do Palácio para a construção de uma estação de trem, que facilitaria o transporte na cidade. O projeto era desafiador porque o terreno é vizinho do Louvre e do Palácio da Legião da Honra e a nova estação precisava se integrar com a elegante vizinhança.

Depois de pronta, a estação d'Orsay serviu a diferentes propósitos. Durante a Segunda Guerra Mundial foi:
  • centro postal para envio de pacotes para os prisioneiros de guerra
  • centro de passagem para os mesmos prisioneiros, que voltavam para casa depois da libertação da França
  • usada como set de filmagem de vários filmes, entre eles "O Julgamento", adaptação da obra de Franz Kafka feita por Orson Welles.

Com o tempo, a estação se tornou obsoleta. Depois da eletrificação das ferrovias, os trens ficaram compridos demais para ela. Atualmente, a abóbada de vidro da estação é a entrada do Museu d'Orsay. O projeto arquitetônico escolhido preservou ao máximo a estrutura original, dando ao Museu um caráter único entre os grandes museus do mundo, que costumam ser sediados em palácios de estilo neoclássico.

O acervo tem quadros importantes e coleções completas, como o legado de Caillebote. Amigo e colecionador dos impressionistas, Gustave Caillebote deixou 60 pinturas de Degas, Manet, Cézanne, Monet, Renoir, Sisley, Pissarro e Millet para o Museu do Luxemburgo, que depois foram incorporadas pelo Museu d'Orsay. A coleção, que atualmente tem um valor incalculável e seria cobiçada por qualquer museu, foi recebida sem entusiasmo pelos administradores da época.


Obras
Um dos quadros mais famosos do acervo do Museu d´Orsay é o "Almoço na Relva" de Manet. Rejeitado pelo júri do Salão de 1863, o quadro foi exposto no Salão dos Recusados, onde se tornou a principal atração, causando tanto riso quanto a indignação dos visitantes. A composição do quadro foi inspirada no "Concerto Campestre" de Ticiano, que está exposto no Louvre, e em "O Julgamento de Paris" , de Marcantonio Raimondi, que por sua vez foi feito a partir de um original de Rafael, que foi perdido.

A referência a uma obra clássica não faz com que a obra seja menos inovadora. A presença de uma mulher nua, entre homens vestidos com trajes da época, não é justificada nem pela mitologia grega, nem por alegorias anteriores. A cena foi considerada obscena e o tratamento que Manet deu à tela foi considerado tão inapropriado quanto seu tema.

Ele não realizou a transição tradicional entre o claro e o escuro, feita gradualmente. Manet preferiu contrastes brutos e excluiu do fundo da tela a noção de perspectiva e profundidade. Essas características são sinais da recusa do pintor em se sujeitar às convenções. Ele criou um estilo livre, que é considerado um ponto de partida para a arte moderna.

"O Baile do Moinho de la Galette" de Renoir, outra peça da coleção do Museu d'Orsay, também foi recebido com críticas negativas na época. O sentimento de dissolução das figuras e a temática inovadora, que trata da vida contemporânea em Paris, faz dessa tela uma das obras-primas do começo do Impressionismo e um dos quadros mais conhecidos de Renoir.





Fonte: grandesmuseus.folha.com.br

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Palácio de Vecchio - Florença

O Palazzo Vecchio (Palácio Velho) é um palácio em Florença, localizado na Praça da Senhoria (Piazza della Signoria) da capital toscana. Atualmente é a sede do município florentino e no seu interior acolhe um museu que expõe, entre outras, obras de Agnolo Bronzino, Michelangelo Buonarroti e Giorgio Vasari. Chamado inicialmente de Palazzo della Signoria (Palácio da Senhoria), nome do organismo principal da República Florentina, assumiu ao longo dos séculos nomes diversos: de Palazzo dei Priori (Palácio dos Priores) a Palazzo Ducale (Palácio Ducal), segundo os vários ordenamentos governamentais instaurados na cidade. O nome Vecchio é adoptado em 1565, quando a Corte do Grão-Duque Cosme I se transferiu para o "novo" Palazzo Pitti.

O edifício foi gradualmente ampliado em direcção a este, vindo a ocupar uma extensão isolada e aumentando o inicial paralelepípedo do século XIII até este quadruplicar as suas dimensões, com uma planta que recorda um trapézio do qual a fachada é somente o lado mais curto. Sobre a fachada principal rusticada encontra-se a Torre de Arnolfo (Torre di Arnolfo), um dos emblemas da cidade.


História
No final do século XIII, as autoridades da cidade de Florença decidiram construir um palácio de modo a assegurar uma eficaz proteção aos magistrados naqueles tempos turbolentos e, ao mesmo tempo, celebrar a sua importância. O desenho do palácio é atribuído a Arnolfo di Cambio, arquitecto do Duomo e da Basílica da Santa Cruz, o qual começou a construí-lo em 1299. O edifício, chamado na época de Palazzo dei Priori (Palácio dos Priores), foi construído sobre as ruínas do Palazzo dei Fanti (Palácio dos Fanti) e do Palazzo dell'Esecutore di Giustizia (Palácio do Executor de Justiça), antes pertencente à família dos Uberti, caçada em 1266.

Incorporou a antiga torre da família Vacca, utilizando-a como parte baixa da torre existente na fachada. Esta é a razão pela qual a torre retangular de 94 m não é o centro do edifício. Depois da morte de Arnolfo, em 1302, o palácio foi terminado por outros dois artistas, em 1314. A partir de então passou a ser a sede da Signoria, ou do conselho chefiado pelos Priores (entre os quais Dante Alighieri, em 1300), e do Gonfaloneiro de Justiça, uma via intermédia entre um prefeito e um chefe de governo, com um cargo que, no entanto, durava um período de tempo muito breve.

O palácio atual é fruto de outras construções e ampliações sucessivas, entre o século XIII e o século XVI. O Duque de Atenas, Gualtieri di Brienne, iniciou a primeira modificação no período compreendido entre 1342 e 1343, aumentando-o em direção à Via della Ninna e dando-lhe o aspecto de uma fortaleza. Outras modificações importantes ocorreram entre 1440 e 1460 a mando de Cosme de Médici, com a introdução das decorações em estilo renascentista na Sala dei Dugento e no primeiro pátio de Michelozzo. O Salone dei Cinquecento (Salão dos Quinhentos) foi construído em 1494, durante a República de Savonarola.

Entre 1540 e 1550 o palácio serviu de residência a Cosme de Médici, alargada a parte posterior do palácio para assegurar as necessidades da Corte Ducal. O palácio duplicou. A última ampliação remonta aos finais do século XVI, dando-lhe o aspecto que apresenta até à atualidade.

O nome foi mudado oficialmente quando Cosme se instalou no Palazzo Pitti, em 1565, e chamou à residência precedente Palazzo Vecchio, enquanto a Piazza della Signoria mantinha o seu nome. Vasari construíu, então, um passadiço elevado, o Corridoio Vasariano (Corredor Vasariano), o qual liga, até aos dias de hoje, o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, atravessando o Arno sobre a Ponte Vecchio. Cosme I, por outro lado, instalou a administração governamental e os magistrados na adjacente Galleria degli Uffizi.

O palácio ganhou nova importância ao ser sede do governo nacional, no período compreendido entre 1865 e 1871, quando Florença se tornou capital do Reino da Itália. Embora grande parte do Palazzo Vecchio seja, atualmente, um museu, ainda se mantém como símbolo do governo local, sendo, de fato, sede da Comuna de Florença e do Conselho Comunal.


Exterior
A fachada principal dá uma impressão de solidez, para o que contribui o acabamento externo, rustico, em "pietraforte". É dividida em três andares principais com cornijas a marcar a separação entre cada um deles, as quais sublinham duas filas de janelas geminadas neogóticas em mármore, com arcos trilobados, acrescentados no século XVIII em substituição das originais.

A parte antiga é coroada por um alpendre saliente sustentado por mísulas em arcos e marcado por uma merlatura do tipo guelfo (com o topo quadrado), enquanto a da torre é do tipo gibelina ("em cauda de andorinha"). Alguns destes arcos possuem buracos, os quais podiam ser utilizados para derramar óleo fervente ou pedras sobre os eventuais invasores.

– arengário e entrada
O estrado realçado frente ao palácio é o chamado arengário, uma zona que toma o nome da "balaustrada" que, em tempos, o cingia e que foi eliminada durante os restauros oitocentistas de Giuseppe Del Rosso. Deste lugar, os priores assistiam às cerimônias citadinas ocorridas na praça. No final do século XV foi decorado com esculturas que, se não foram substituídas por cópias ou ligeiramente deslocadas, ainda se podem admirar. As mais antigas são o Marzocco (1418-1420) e a Judite e Oloferne (1455-1460), ambas as obras criadas por Donatello, as quais foram substituídas por cópias devido à sua preciosidade (o Marzocco está conservado no Bargello, a Judite dentro do palácio). A segunda escultura, em bronze, é proveniente do Palazzo Medici Riccardi, onde ornamentava uma fonte do jardim, tendo sido deslocada para a Piazza della Signoria depois da chamada "segunda caçada dos Médici", simbolizando a derrota da tirania por parte do povo.

O David de Michelangelo marcou a entrada do palácio entre 1504, ano da sua conclusão, e 1873, quando foi deslocada para a Galeria da Academia. No seu lugar encontra-se uma cópia desde 1910, ladeada por Hércules e Caco de Baccio Bandinelli, escultor que foi muito criticado pelo seu "atrevimento" em aproximar uma obra sua à obra prima de Michelangelo. Diante do conjunto do portal encontram-se as duas extremidades marmóreas (termini marmorei), a masculina de Vincenzo de Rossi e a feminina de Baccio Bandinelli, as quais retomam uma tipologia da estatuária clássica.

Sobre o portal principal assenta o frontispício decorativo em mármore, datado de 1528. Ao centro, flanqueado por dois leões, encontra-se o Monograma de Cristo, circundado pela frase "Rex Regum et Dominus Dominantium" (Jesus Cristo, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores). Esta inscrição remonta ao tempo de Cosme I e substitui a inscrição precedente inspirada em Savonarola. De fato, esta última declarava Cristo como soberano de Florença, tendo o monge intenção de dar a entender que ninguém poderia ousar "deslocar" Cristo e tomar o comando da cidade. Cosme I fê-la substituir sutilmente, dando-lhe outro sentido, indicando Cristo como Rei, sim, mas Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

– os brasões sobre a fachada
Por baixo dos arcos do alpendre foi pintada, em 1353, uma série de brasões, os quais simbolizam alguns aspectos particulares da República Florentina e ainda hoje retratam, em certo sentido, a situação política do século XIV.

A série de 9 brasões repete-se duas vezes sobre a fachada e dois deles são, ainda, repetidos uma terceira vez do lado direito.

  1. O primeiro que se encontra a partir da esquerda é a cruz encarnada em campo branco, que representa a insígnia do povo florentino e assinala a "res publica" em florença.
  2. Seguidamente, encontra-se o lírio florentino encarnado em campo branco, atual símbolo citadino, adotato pelos guelfos na época da caçada dos gibelinos, em 1266, anulando o brasão gibelino, pintado pouco antes, representado por um lírio branco (como se encontram numerosos nos campos de Florença) em campo encarnado.
  3. O brasão seguinte é repartido verticalmente entre o branco e o encarnado, representando o laço entre Fiesole (cujo brasão é um campo branco) e Florença (cujo antigo brasão era um campo encarnado), que os florentinos sempre recordaram como uma relação de mãe/filha.
  4. O quarto brasão apresenta as chaves de ouro em campo encarnado e simboliza a fidelidade para com o papado.
  5. O quinto brasão é a Libertas de ouro em campo azul, símbolo dos priores das artes e mote da liberdade e independência citadina.
  6. O símbolo que se segue, a águia encarnada em campo branco que "agarra" um dragão verde, é o brasão do partido guelfo. A cidade guelfa era caracterizada, na Idade Média, por um brasão branco/encarnado (Florença, Lucca, Pisa, etc.), enquanto que a gibelina apresentava, geralmente, como cores o branco e o negro (Siena e Arezzo).
  7. Depois do lírio branco em campo encarnado, antigo símbolo gibelino da cidade, encontramos o brasão do Rei de França, os três lírios dourados em campo azul, de Carlos de Valois, o qual decretou a vitória dos guelfos negros sobre os brancos, em 1302.
  8. O último brasão, partido em faixas negro/ouro e lírios dourados em campo azul, pertence a Roberto de Anjou.

No lado esquerdo, sobre os arcos, encontram-se, também, algumas figuras zoomorfas em bronze. Estas esculturas, em "pietra serena", são cabeças de leão e outras.

- a torre de Arnolfo
A torre do Palazzo Vecchio foi construída cerca de 1310, quando o corpo do palácio estava quase terminado. Colocada sobre a fachada, apoia-se somente em parte na alvenaria de sustentação, apresentando o lado frontal construído completamente em falso, saliente em relação à estrutura de apoio, com uma solução arquitetônica ao mesmo tempo audaciosa e esteticamente agradável.

Com uma altura de cerca de 94 m, a torre ergue-se sobre uma casa-torre pré-existente, a qual pertencia aos Foraboschi ou, segundo outras fontes, aos Della Vacca, pelo que não está centrada em relação à fachada, mas deslocada em direção ao lado sul. O corpo da torre, em adição às escadas, apresenta um pequeno vão, denominado de Alberghetto (Albergue), dentro do qual foram mantidos prisioneiros, entre outros, Cosme o Velho no regresso do exílio (1433) e Girolamo Savonarola antes de ser enforcado e queimado em praça pública, no dia 23 de maio de 1498.

O alpendre da cela campanária é sustentado por mísulas com arcos ogivais, sobre os quais assenta uma construção com arcos apoiada em quatro maciças colunas em alvenaria coroadas por capitéis com folhas. Na cela estão instalaos três sinos:
  1. A Martinella, que chama os florentinos a reunir;
  2. O sino do meio-dia;
  3. O sino dos dobrados (o maior).
Em torno de uma das colunas pode ver a escada em caracol que permite subir à cobertura. No topo encontra-se uma bandeirola (mais de 2 m de altura) em forma de Marzocco, a qual está coroada pelo lírio florentino. Trata-se de uma cópia, podendo a original ser admirada em toda a sua grandeza no segundo pátio do palácio.

Olhando para as mísulas que sustêm o balcão do alto da torre, tem-se a estranha sensação de que os cantos estão apoiados, somente, em pequenas pirâmidaes invertidas: é uma curiosa ilusão óptica causada pela margem das sombras.

O grande relógio foi originalmente construído pelo florentino Nicolò Bernardo, mas substituído em 1667 por um outro realizado por Giorgio Lederle di Augusta e montado por Vincenzo Viviani, o qual se mantém funcionante até à atualidade.

– a porta da alfândega
A porta do lado norte, vizinha da Via dei Gondi (Rua dos Gondi), carrega sobre o portal, além dos brasões esculpidos de Florença e do Povo, a representação de uma porta encrustada em mármores polícromos, o brasão da Alfândega. Caminho aos escritórios da Alfândega, a qual tinha os seus armazéns nos subterrâneos do palácio, e que ainda atualmente dá nome ao chamado Cortile della Dogana (Pátio da Alfândega).


Pátios
– primeiro
O primeiro pátio, ao qual se acede pelo portão principal da Piazza della Signoria, foi projetado em 1453 por Michelozzo. Em 1565, por ocasião das bodas entre Francisco I de Médici, filho de Cosme I, e Joana de Áustria, irmã do imperador Maximiliano II, o pátio foi transformado e decorado em estilo maneirista, segundo projeto de Giorgio Vasari. Nas lunetas, em volta de todo o pátio, foram reproduzidas as insígnias da igreja e das congregações das arte e dos ofícios da cidade, enquanto nos enquadramentos inferiores estão pintadas, em honra da própria Joana de Áustria, as Vistas de cidades do império dos Habsburgo. A abóbada foi enriquecida com decorações em estilo grotesco.

Ao centro, em substituição do antigo poço, foi erguida uma fonte em pórfiro, sobre a qual foi colocada uma estátua de broze mais antiga, o Putto con delfino, de Andrea del Verrocchio (1476), a qual foi transferida em 1959 para o Terrazzo di Giunone, no segundo andar do palácio, sendo substituída no pátio por uma cópia. Esta pequena estátua estava situada, inicialmente, no jardim da Villa Medicea di Careggi. A água que a alimenta, jorrando das narinas do golfinho, chega dos Jardins do Bóboli graças a um antigo sistema hídrico de condutas. No nicho situado frente à fonte está instalado Sansone e il Filisteo (Sansão e o Filisteu), de Pierino da Vinci. As colunas estão ricamente decoradas, com caneladuras alternadas com outras partes trabalhadas em estuques dourados.

No flanco esquerdo do pátio, uma porta conduz à antiga Sala de Armas (Sala d'Arme), em tempos utilizada como depósito de armas e munições. Hoje em dia, esta sala é usada para mostras temporárias e eventos especiais.

– segundo
O segundo pátio, também conhecido como Pátio da Alfândega (Cortile della Dogana), possui pilastras maciças construídas, em 1494, para sustentar o Salão dos Quinhentos (Salone dei Cinquecento) no segundo andar. Toma o nome dos escritórios da alfândega, os quais funcionaram ali até à época de Leopoldo II de Toscana (1844).

A Alfândega florentina acolhia as mercadorias provenientes do exterior do Grão-ducado e retinha-as em depósito até que o destinatário as importasse ("sdoganasse") pagando a respectiva taxa. Depois da cheia do arno ocorrida no dia 3 de novembro de 1844, as mercadorias ficaram gravemente alagadas, pelo que se deslocaram estes escritórios para o Casino Mediceo di San Marco, na Via Cavour, antes de ali seram instalados os gabinetes do Tribunal de Apelação.

No pátio, atualmente, encontra-se a bilheteira do museu e o bookshop. Entre o primeiro e o segundo pátio encontra-se uma imponente e monumental escadaria de Vasari, a qual conduz ao Salão dos Quinhentos.

– terceiro
O terceiro pátio, chamado de Pátio Novo (Cortile nuovo), foi efetuado como conclusão da ampliação em direção à Via dei Gondi e à Via dei Leoni. Aqui encontram-se, sobretudo, gabinetes comunais e a escadaria do Sindaco e da Junta.


Interior - Museu
– primeiro andar
  • Salão dos Quinhentos
  • Estúdio de Francisco I
  • Apartamentos monumentais


– segundo andar
Uma escadaria monumental, projetada por Vasari, conduz ao segundo andar. Este piso contém o Apartamento dos Elementos (Quartiere degli Elementi), uma zona privada de Cosme I dedicada aos elementos Ar, Água, Terra e Fogo, e o Apartamento de Leonor (Quartiere di Eleonora), em tempos habitado por Leonor de Toledo.
  • Apartamentos dos Elementos
  • Apartamento de Leonor
  • Sala da Audiência
  • Capela da Signoria
  • Sala dos Lírios
  • Sala dos Mapas geográficos ou do Guarda-roupa
  • Velha Chancelaria
  • Saleta
  • Estúdio


– outros ambientes
Existe um alpendre que serve de coroação ao bloco central do palácio, imediatamente abaixo da torre. Em algumas das salas deste andar (um terço) encontra-se um dos mais prestigiados laboratórios de restauro, especializado em tapeçarias. O mezzanino entre o primeiro e o segundo andar foi criado por Michelozzo, no século XV, rebaixando o teto de algumas salas do primeiro andar. Nestas salas habitou Maria Salviati, a mãe de Cosme I, e alguns jovens príncipes. Atualmente acolhe a Coleção Loeser (Collezione Loeser), doada a Florença pelo crítico de arte americano Charles Loeser.


Curiosidades
1. No ângulo direito da fachada está sumariamente esculpido um perfil: não se conhece a sua origem, mas a tradição popular indica Michelangelo como autor, o qual desejou imortalizar um condenado à morte, esculpindo um retrato instantâneo e trabalhando absolutamente voltado de costas, ou um seu devedor que o atormentava particularmente. Só uma coisa é certa, não era qualquer um que podia esculpir impunemente no palácio mais importante da cidade, pelo que o autor deve ter sido alguém sobre o qual o corpo da guarda podia fechar os olhos.

2. Na Sala de Hécules está guardada uma Nossa Senhora renascentista chamada popularmente de "Nossa Senhora do Ufo" (Madonna dell'Ufo) devido a um objecto voador não identificado pintado no céu sobre o fundo. Trata-se de algo cinzento que emite raios dourados e é observado por duas figuras ao fundo. É uma das fontes iconográficas antigas mais citadas no campo da ufologia.









Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O reino da Sardenha



O Reino de Sardenha foi um estado que existiu na ilha de Sardenha de 1297 a 1861. Teve início formalmente em Roma – na antiga Basílica de São Pedro – em 4 de abril de 1297, quando o papa Bonifácio VIII, para resolver a disputa entre os condes de Anjou e a coroa de Aragão, investiu o rei de Aragão como jus invadendi sobre a Sardenha e a Córsega. O Reino da Sardenha e Córsega foi o precursor do Reino de Itália.




Em 4 de abril de 1297 nasce um Estado verdadeiro e próprio, com um território bem definido, com um povo, e um vínculo jurídico, mas ainda "imperfeito", porque não dotado de suprema autonomia, ou da faculdade de estipular autonomamente tratados internacionais. O reino de Sardenha fazia parte do variado complexo de Estados que formavam a Coroa de Aragão e, de 1479 em diante, a Coroa de Espanha. Torna-se unitário somente em 1420, quando os aragoneses, derrotado definitivamente o Judicato de Arborea, último a capitular, incorporaram seu território.

Mas foi somente com os Savóia, em 1720, que o Estado torna-se soberano e "perfeito" e foi também ampliado territorialmente com Estados hereditários dessa dinastia:
  1. o Ducado de Sabóia,
  2. o Principado de Piemonte com os ducados de Aosta e de Monferrato,
  3. a Senhoria de Vercelli,
  4. o Condado de Nice e de Asti,
  5. a Marca de Saluzzo e
  6. parte do Ducado de Milão.
Com estas anexações, o Reino torna-se um Estado "composto", formado da união de mais Estados, unidos sob a coroa do rei da Sardenha.


O Tratado de Londres estabeleu, entre outras coisas, que Vitor Amadeu II, Duque de Sabóia cedesse o Reino da Sicília à Áustria em troca da Sardenha. Para atender o Tratado de Londres, foi assinado em Haia, em 8 de agosto de 1720 o acordo que sancionava a passagem do Reino de Sardenha aos Savóia. O título real foi, para a família Savóia, a realização de um objetivo antiquíssimo, perseguido com constância e tenacidade através dos séculos. Daquela data em diante, todos os Estados pertencentes à Casa de Savóia formariam o Reino de Sardenha ou "Reino sardo":

  • a administração estatal utilizaria o adjetivo "sardo", onde necessário, para todos os atos do Reino e a cidadania dos súditos seria a "sarda", até quando foi substituída pelo termo "italiana", em 1861.

Em 29 de novembro de 1847, os sardos, espontaneamente, renunciaram à sua antiga autonomia política, aceitando em 3 de dezembro de 1847, a fusão com os outros Estados do continente. Daquele momento em diante, o Reino, de "composto" torna-se novamente "unitário", com um só povo, um só território e um único poder público. Com a fusão, deixou de existir o Parlamento Sardo.

Em 4 de março de 1848, Carlos Alberto da Sardenha, do palácio real de Turim, promulgou o "Estatuto Fundamental do Reino" através do qual o poder legislativo era exercido pelo rei e pelas duas câmaras:
  1. o senado – composta de pessoas nominadas vitaliciamente pelo soberano, e
  2. a eletiva – formada de deputados eleitos no colégio eleitoral.


Em 17 de março de 1861, com a unificação italiana (faltavam ainda Roma e Veneza), com a lei 4671 de 17 de março de 1861, o rei Vítor Emanuel II proclamava o Reino de Itália, assumindo por si e por seus sucessores, o título de rei de Itália.

Segundo os estudiosos constitucionalistas – não existiu a constituição ex-novo de uma entidade política estatal:
  • o apelativo de reino de Itália foi somente o novo nome assumido pelo Estado Sardo para adequar-se à nova situação criada com as anexações de 1859 e de 1860 e o atual Estado italiano não é outro que o antigo Reino de Sardenha.



Fonte: Wikipédia

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Constança da Sicília



Constança da Sicília, conhecida também como Constança de Altavilla, nasceu em 2 de novembro de 1154 e faleceu em 27 de novembro de 1198. Filha póstuma do rei Rogério II da Sicília. Rainha da Sicília e Imperatriz (como mulher de Henrique VI da Germânia) do Sacro Império Romano-Germânico. Foi mãe de Frederico II da Germânia. (imagem ao lado de Henrique VI e Constança)





Com sua morte terminou na Sicília a dinastia dos Altavilla e iniciou-se a dos Hohenstaufen de seu marido Henrique VI.

Constança foi sepultada na Catedral de Palermo. Dante Alighieri a homenageou na Divina Comédia, Paraíso, canto 3, versos 109 a 120. (Fonte: Wikipédia)


Sepulcro na catedral de Palermo




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sábado, 12 de dezembro de 2009

Família Bernadotte

A Casa de Bernadotte, a atual casa real do reino da Suécia, tem reinado desde 1818. Entre 1818 e 1905, foi também a casa real do reino da Noruega.

História
Após a Guerra Finlandesa em 1809, a Suécia sofreu a perda traumática da Finlândia, que tinha constituído a metade oriental do reino sueco por séculos. A agonia e o ressentimento dirigidos ao rei Gustavo IV Adolfo precipitaram um golpe de Estado: o tio de Gustavo Adolfo, Carlos XIII, que não tinha filhos, substituiu-o. Isso foi meramente uma solução temporária, pois, em 1810, o Riksdag elegeu o príncipe dinamarquês Cristiano Augusto de Augustenborg como herdeiro ao trono. Como príncipe herdeiro, ele tomou o nome de Carlos Augusto; entretanto, veio a falecer mais tarde no mesmo ano.

Como Napoleão I da França era o imperador dos franceses e governava, direta ou indiretamente, sobre grande parte da Europa Continental, através de uma rede de reinos satélites chefiados por seus irmãos, o parlamento sueco resolveu eleger um rei que Napoleão aceitasse. Em 21 de agosto de 1810, o Riksdag elegeu Jean-Baptiste Bernadotte, marechal da França, como herdeiro aparente do trono.

Bernadotte, nascido na cidade de Pau, na província de Béarn, França, foi elevado a general durante os tumultuosos anos da Revolução Francesa. Em 1798, ele desposou Désirée Clary, cuja irmã era casada com José Bonaparte, o irmão mais velho de Napoleão. Em 1804, Napoleão promoveu-o a marechal da França, concedendo-lhe mais tarde o título de "Príncipe de Pontecorvo", uma cidade no sul da Itália.

Como príncipe herdeiro da Suécia, ele assumiu o nome de Carlos João e agiu oficialmente como regente para o restante do reinado de Carlos XIII, assegurando uma união pessoal forçada entre a Suécia e a Noruega na Campanha contra a Noruega de 1814. Jean-Baptiste Bernadotte reinou como rei Carlos XIV da Suécia e Carlos III João da Noruega de 5 de fevereiro de 1818 até a sua morte, em 8 de março de 1844.

A Casa de Bernadotte reinou nos dois países até a dissolução da união entre a Noruega e a Suécia em 1905. O príncipe Carlos da Dinamarca, um neto do rei Carlos XV, foi então eleito o novo rei da Noruega.

Reis da Suécia
  • 1818-1844 : Carlos XIV João
  • 1844-1859 : Óscar I
  • 1859-1872 : Carlos XV
  • 1872-1907 : Óscar II
  • 1907-1950 : Gustavo V
  • 1950-1973 : Gustavo VI Adolfo
  • 1973-presente : Carlos XVI Gustavo

Reis da Noruega
  • 1818-1844 : Carlos III
  • 1844-1859 : Óscar I
  • 1859-1872 : Carlos IV
  • 1872-1905 : Óscar II


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Imperador chinês – Pu Yi

Pu Yi ou Pu-Yi, em chinês, 溥儀 [pǔyí], também chamado Aising-Gioro , Aixinjueluo Puyi ou Henry Aisin Gioro Pu Yi (Pequim, 7 de fevereiro de 1906 - Pequim, 17 de outubro de 1967) foi o 12º imperador da dinastina Qing, e último imperador (末代皇帝) da China, de 1908 a 1912, quando foi forçado a abdicar.

Subiu ao trono com os títulos imperiais de Hsüan-t'ung (ou Xuantong) e K’ang-te. Foi escolhido e coroado em 2 de dezembro de 1908, com a idade de dois anos, como sucessor da imperatriz Kuang-hsü (ou Guangxu), sua tia, e reinou por quatro anos. Teve como preceptor, o escocês Reginald Fleming Johnston.

Após o movimento revolucionário dirigido por Sun Yat-sen, foi proclamada a República em 12 de fevereiro de 1912. No entanto, foi permitido a Pu Yi continuar morando na Cidade Proibida, a sede imperial, onde manteve algumas de suas prerrogativas, inclusive o título de imperador.

Em julho de 1917, com a tentativa de restauração da monarquia pelo general Chang Hsün, durante a presidência de Li Yüan-hung, Pu Yi foi novamente colocado no trono, onde permaneceu nominalmente por doze dias.

Em 1924, quando as tropas do Kuomintang ocuparam Pequim, Pu Yi se refugiou na embaixada do Japão, primeiramente em Pequim e depois em Tientsin. Quando os japoneses invadiram a China setentrional, ocupando a Manchúria, em 1931, e mudando o nome da região para Manchukuo, Pu Yi ocupou o trono de 1°. de março de 1934 a 1945, tornando-se imperador-fantoche dos japoneses e o último descendente da dinastia Manchu ou Qing 1934.

Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a Manchúria foi devolvida aos chineses. Pu Yi foi capturado pelos soviéticos, em 1945, e deportado com toda a sua família para a Sibéria. Liberado em 1949 foi entregue aos comunistas chineses, que o internaram no "campo de reeducação para criminosos de guerra" de Fushun, até o fim dos anos 1950.

Liberado, instalou-se em Pequim, por autorização do Presidente Mao. A partir de 1959, passa a trabalhar como jardineiro no jardim botânico da cidade. Posteriormente atuou como bibliotecário da "Conferência Consultiva Política do Povo Chinês". A partir de 1964, tornou-se membro dessa instituição.

Escreveu uma autobiografia A primeira metade de minha vida, traduzido em inglês como 'From Emperor to Citizen'. Casado várias vezes (com duas imperatrizes e três concubinas), morreu em 1967 de um câncer renal, sem deixar descendentes.




Origem: Wikipédia

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Loucura dos reis – loucura hispânica

Sexta feira santa de 1555, palácio de Tordesilhas, Joana (figura ao lado com Filipe Habsburgo) agonizava, a rainha de Castela, que passara 46 anos encerrada num cômodo, como louca. Cerca de 13 anos depois seu jovem bisneto – D. Carlos – estaria também agonizando, num castelo em que fora confinado por ordens de seu pai Filipe II. O castelo de Arévalo, onde Carlos ficara detido era o mesmo que a avó da própria rainha Joana (a 2ª mulher do rei João II de Castela, passara sua longa viuvez, como uma louca demente). Nesses episódios estão enraizados, simbolicamente, os distúrbios nervosos e psicóticos, que afligiriam tantos membros da família real espanhola nos séculos que se seguiram.

  • Com a possível exceção de Henrique VIII, com sua personalidade aberrante, a casa real inglesa ficaria livre do desequilibrio mental até os aparentes ataques de insanidade de Jorge III.
  • Os reis Valois e Bourbons da França, afora a deprressão que afetou alguns dos príncipes Bourbons, estiveram livres da loucura.
  • O rei sueco Eric XIV experimentou um ataque de insanidade.
  • O equilíbrio dos czares Ivan, o Terrível e Pedro, o Grande, esteve em questão.
Mas foi na Espanha que os Habsburgos e seus descendentes Bourbons, se revelaram mais atingidos por doenças, de natureza mental ou física.

Joana de Castela
A 3ª filha de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, não era uma princesa Habsburgo, mas se casaria com um príncipe dessa família. Em 1495, o irmão mais velho de Joana, João – casou com Margarete, filha do sacro imperador romano Maximiliano I, e Joana, com 16 anos foi dada em casamento ao filho e herdeiro de Maximiliano – o arquiduque Habsburgo Filipe. A irmã mais velha de Joana, Isabel, casou com o rei português e teve um filho – Miguel. Mas todos morreram e Joana ficou assim na condição de herdeira do vasto império crescente espanhol. Enquanto seu marido, já soberano de Flandres e duque de Borgonha, era o provável sucessor do pai como imperador. A mais rica herança estava entre o casal.

Filipe era um belo rapaz de cabelos louros, mas sob muitos aspectos era trapaceiro, egoísta e namorador. Desde o início de seu casamento, Joana mostrou-se muito ciumenta. O estresse pessoal agravou com a morte de sua mãe, Isabel de Castela em 23 novembro de 1504, que fez dela, pelo menos nominalmente, rainha do reino de Castela. Seu pai Fernando de Aragão assumiria o governo em nome dela. A partir daí Joana passou a ser pressionada pelo marido (com seus próprios planos para o reino de Castela) e por seu pai (decidido a conservar seu poder sobre uma Espanha unida) e Joana assim mergulhou numa depressão que jamais conseguiria sair por completo. Em 25 de setembro de 1506, Filipe morre de varíola ou sarampo em Burgos, tenta levar o corpo do marido para ser enterrado na distante Granada, mas em Torquemada sente dores de parto e em 14 de janeiro de 1507 nasce Catarina. Quando retornou à Espanha foi encarcerada por seu pai no castelo de Tordesilhas, por 46 anos. Seu marido foi finalmente enterrado no claustro do mosteiro vizinho de Santa Clara. Quando Fernando de Aragão morreu, seus territórios ficaram para Carlos, filho de Joana com Filipe. Carlos V não via a mãe desde menino e numa visita ficou chocada com sua aparência e suas roupas e o local deprimente. Sugeriu que sua irmã Catarina (que se casa com o rei de Portugal João III), que desde seu nascimento vivia com a mãe, devia deixar o local, Joana ficou histérica.

D. Carlos
Em circunstâncias diferentes, mas por razões semelhantes, o bisneto de Joana – D. Carlos, também acabou se vendo privado dos poderes que como herdeiro legítimo do Império Espanhol, poderia ter esperado exercer. Mas a história de D. Carlos foi diferente, pois atraiu atenção tanto em seu próprio tempo quanto em gerações posteriores. Foi um ingrediente da leyenda negra, com que os inimigos de seu pai, Filipe II, procuraram denegrir sua reputação. Em apresentações de teatro da época, D. Carlos era mostrado como amigo do protestantismo liberal e desesperadamente apaixonado por sua bela e nobre madrasta – Elisabete de Valois.

A realidade da curta vida de D. Carlos pareceu sintetizar como os mais ricos e poderosos príncipes podem ser assediados pela tragédia pessoal com implicações políticas e públicas. Talvez D. Carlos nunca tenha sido completamente insano, mas é patente que sofreu de um severo distúrbio de personalidade desde o nascimento; este seria agravado por um acidente que lhe feriu a cabeça em 1562. A mãe e a avó foram princesas portuguesas, cuja família parece ter havido ocasionalmente um traço de loucura. Mais provavelmente, sua fragilidade mental teve origem orgânica. Sua mãe, Maria de Portugal, morreu 4 dias depois de seu nascimento. Teve pouco contato com o pai.

Carlos era uma criança difícil e temperamental. Demorou a falar e gaguejou muito até o início da vida adulta, tinha dificuldade em enunciar as palavras e distinguir as letras "r" e "l". Era voluntarioso, obstinado e avesso aos estudos. Não encontrava prazer nos estudos, nem nas armas, nem na equitação, nem nas coisas virtuosas, honestas e agradáveis, mas somente em fazer mal aos outros. Admirava seu avó Carlos V, imperador do sacro império romano.

Carlos era físicamente pouco atraente, era deformado: tinha uma cabeça anormalmente grande, um ombro mais alto que o outro, as pernas finas e compridas, uma ligeiramente maior que a outra, a mão direita aparentemente murcha, a pele pálida e baixo. Tinha um apetite devorador. Quando as pessoas lhe davam menos atenção do que julgava merecer, mandava chicoteá-las ou surrava-as com vara.

As histórias do mau comportamento de Carlos eram lendárias e, mesmo que sua veracidade seja por vezes duvidosa, são suficientes para demonstrar sua irascibilidade patológica. Entre os documentos encontrados após sua morte, estava um papel, escrito com sua letra – "Lista de meus amigos": a rainha Elisabete "que sempre foi boa pra mim"; e D. Juan da Áustria (seu tio, o belo e atraente filho ilegítimo do imperador D. Carlos V). Outra lista intitulada "Lista de meus inimigos": "o rei, meu pai; Ruis Gomes de Silva; a princesa de Eboli; o duque de Alva."

Em 18 de janeiro de 1568, depois que D. Carlos foi se deitar, Filipe acompanhado por alguns de seus nobres, entrou nos aposentos de Carlos, carregando pregos e martelos, abriram a porta sem dificuldade e agarraram os braços do príncipe. Os auxiliares selaram as janelas, as armas retiradas, assim como todos os papéis . Carlos foi confinado na torre do castelo de Arévolo, onde Isabel de Portugal, a avó louca da sua própria avó Joana, passara os anos de seu declínio, e teve como guardião o filho do brutal carcereiro da avó.

D. Carlos permanecia vivo, às vezes lúcido, às vezes ensandecido. Era mantido em rigoroso confinamento, não permitindo sair do quarto, nem se mostrar nas janelas. Os relatos da morte de D. Carlos variam. Fisicamente fraco e com febre morreu na aurora do dia 24 de julho de 1568, lúcido. Filipe decretou luto geral de 9 dias e 1 ano de luto na corte. A madrasta de Carlos, Elisabete de Valois, pareceu mais triste que Filipe e disse: "Asseguro-lhe de que não me sinto menos infeliz do que se ele fosse meu próprio filho."



Por mais trágicas que tenham sido a vida e a morte de D. Carlos, seu pai talvez tivesse razão ao supor que, se houvesse vivido, a tragédia para a Espanha teria sido ainda maior.


Origem: A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Armênia

A Arménia (português europeu) ou Armênia (português brasileiro) (em arménio Հայաստան, transl. Hayastan, ou Հայք, Hayq), denominada oficialmente de República da Armênia, é um país localizado numa região montanhosa na Eurásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio, no sul do Cáucaso. Faz fronteira com a Turquia a oeste, Geórgia ao norte, Azerbaijão a leste, e com o Irã e com o enclave de Nakhchivan (pertencente ao Azerbaijão) ao sul. Apesar de geograficamente estar inteiramente localizada na Ásia, a Arménia possui extensas relações sociopolíticas e culturais com a Europa. Foi a menor das repúblicas da extinta União Soviética.


A Armênia configura-se num estado unitário, multipartidário, democrático, com uma antiga herança histórica e cultural. Historicamente foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião de Estado em 301. A Armênia é constitucionalmente um estado secular, tendo a fé cristã uma grande identificação com o povo. O país é uma democracia emergente. Entre 1915 e 1923 sofreu o que os historiadores consideram o primeiro genocídio do século XX, perpetrado pelo Império Otomano e negado até hoje pela República da Turquia. As mortes são estimadas em 1,5 milhão de armênios e a deportação de milhões de outros, fazendo com que a Armênia tenha uma diáspora gigantesca pelo mundo, de descendentes que fugindo das perseguições, tomaram o rumo de países como França, EUA, Argentina, Brasil, Líbano e muitos outros.

O nome é tradicionalmente derivado de Hayk(Հայկ), o lendário patriarca dos armênios e trineto de Noé, que segundo Moisés de Khoren foi quem defendeu seu povo do rei babilônio Bel e estabeleceu seu povo na região das montanhas do Ararat. Porém, a mais remota origem do nome é incerta. É povoada desde os tempos pré-históricos e era o suposto local do Jardim do Éden bíblico, localiza no planalto ao entorno da montanha bíblica do Ararat. Segundo a tradição judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio. A Armênia é a principal herdeira do lendário país Aratta (Ararat), mencionado em inscrições sumérias. Na Idade do Bronze, muitos Estados floresceram na área da Grande Armênia (ou "Armênia histórica"), incluindo o Império Hitita (o mais poderoso). Erevan, a moderna capital da República da Armênia, foi fundada em 782 aC pelo rei urartiano Argishti I.

Hoje

População : 3.229.900 hab. (estimado em 2007)
Área : 29.800 Km2
Capital : Erevan
Língua oficial : armênio
Moeda : Dram




fonte: Wikipédia – mapa: armenia.brasil.nom.br

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Coliseu - Roma


1. O Coliseu foi construído durante o Império Romano, entre os anos 70 e 80 da nossa era, durante os governos dos imperadores Vespasiano e Domiciano.

2. Localiza-se em Roma (capital da Itália).

3. Era utilizado como palco de lutas de gladiadores, espetáculos com feras e até batalhas navais, pois possuía um sistema que transformava a arena num grande lago.

4. Em sua construção foi usado mármore, ladrilho, tufo e pedra travertina.

5. Tinha capacidade para receber até 90.000 espectadores.

6. Foi danificado por um terremoto no começo do século V e restaurado posteriormente. No século XIII, foi usado como fortaleza militar. Entre os séculos XV e XVI foi alvo de saqueadores, que levaram boa parte dos materiais valiosos da construção.

7. Em 2007, foi eleito como uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo.

8. É um dos pontos turísticos mais visitados da Itália.

História
O Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, deve seu nome à expressão latina Colosseum (ou Coliseus, no latim tardio), devido à estátua colossal de Nero, que ficava perto a edificação. Localizado no centro de Roma, é uma exceção de entre os anfiteatros pelo seu volume e relevo arquitetônico. Originalmente capaz de albergar perto de 50 000 pessoas, e com 48 m de altura, era usado para variados espetáculos. Construído a leste do fórum romano, demorou entre 8 a 10 anos para ser terminado.

Foi utilizado durante aproximadamente 500 anos, tendo sido o último registro efetuado no século VI da nossa era, bastante depois da queda de Roma em 476. O edifício deixou de ser usado para entretenimento no começo da era medieval, mas foi mais tarde usado como habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão.

Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e pilhagens, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano, sendo um dos melhores exemplos da sua arquitetura. Atualmente é uma das maiores atrações turísticas em Roma e em 7 de julho de 2007 foi eleito umas das "Sete maravilhas do mundo moderno". Além disso, o Coliseu ainda tem ligações com a igreja, com o Papa a liderar a procissão da Via Sacra até ao Coliseu todas as Sextas-feiras Santas.

Utilizações do Coliseu
O Coliseu de Roma foi construído entre os anos 70 a 90. Iniciado por «Flávio Vespasiano» de 68 a 79, mais tarde foi inaugurado por «Tito» por volta de 79 a 81 mas ainda inacabado. Finalmente foi concluido por «Domiciano», filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 81 a 96.

Era um local onde seriam exibidos toda uma série de espectáculos, inseridos nos vários tipos de jogos realizados na cidade. Os combates entre gladiadores, chamados muneras, eram sempre pagos por pessoas individuais em busca de prestígio e poder em vez do estado. A arena (87,5 m por 55 m) possuía um piso de madeira, normalmente coberto de areia para absorver o sangue dos combates (certa vez foi colocada água na representação de uma batalha naval), sob o qual existia um nível subterrâneo com celas e jaulas que tinham acessos diretos para a arena. Alguns detalhes dessa construção, como a cobertura removível que poupava os espectadores do sol, são bastante interessantes, e mostram o refinamento atingido pelos construtores romanos. Formado por cinco anéis concêntricos de arcos e abóbadas, o Coliseu representa bem o avanço introduzido pelos romanos à engenharia de estruturas. Esses arcos são de concreto (de cimento natural) revestidos por alvenaria. Na verdade, a alvenaria era construída simultaneamente e já servia de forma para a concretagem. Outro tipo de espetáculos era a caça de animais, ou venatio, onde eram utilizados animais selvagens importados de África. Os animais mais utilizados eram os grandes felinos como leões, leopardos e panteras, mas animais como rinocerontes, hipopótamos, elefantes, girafas, crocodilos e avestruzes eram também utilizados. As caçadas, tal como as representações de batalhas famosas, eram efetuadas em elaborados cenários onde constavam árvores e edifícios amovíveis. Estas últimas eram por vezes representadas numa escala gigante; Trajano celebrou a sua vitória em Dácia no ano 107 com concursos envolvendo 11 000 animais e 10 000 gladiadores no decorrer de 123 dias.

Segundo o documentário produzido pelo canal televisivo fechado, History Channel, o Coliseu também era utilizado para a realização de naumaquias, ou batalhas navais. O coliseu era inundado por dutos subterrâneos alimentados pelos aquedutos que traziam água de longe. Passada esta fase, foi construída uma estrutura, que é a que podemos ver hoje nas ruínas do Coliseu, com altura de um prédio de dois andares, onde no passado se concentravam os gladiadores, feras e todo o pessoal que organizava os duelos que ocorreriam na arena que era como um grande palco, feito de madeira, e se chama arena, que em italiano significa areia, porque era jogada areia sob a estrutura de madeira para esconder as imperfeições. Os animais podiam ser inseridos nos duelos a qualquer momento por um esquema de elevadores que surgiam em alguns pontos da arena.

Acredita-se que o Coliseu foi construído onde, outrora, foi o lago do Palácio Dourado de Nero. O imperador Vespasiano escolheu o local da construção para que o mal causado por Nero fosse esquecido por uma construção gloriosa.

Sylvae, ou recreações de cenas naturais eram também realizadas no Coliseu. Pintores, técnicos e arquitetos construiriam simulações de florestas com árvores e arbustos reais plantados no chão da arena. Animais seriam então introduzidos para dar vida à simulação. Esses cenários podiam servir só para agrado do público ou como pano de fundo para caçadas ou dramas representando episódios da mitologia romana, tão autênticos quanto possível, ao ponto de pessoas condenadas fazerem o papel de heróis onde eram mortos de maneiras horríveis mas mitologicamente autênticas, como mutilados por animais ou queimados vivos.

Embora o Coliseu tenha funcionado até ao século VI da nossa Era, foram proibidos os jogos com mortes humanas desde o ano de 404, sendo apenas massacrados animais como elefantes, panteras ou leões.

Influência
Era sobretudo um enorme instrumento de propaganda e difusão da filosofia de toda uma civilização, e tal como era já profetizado pelo monge e historiador inglês Beda na sua obra do século VII "De temporibus liber":

"Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma ruirá e quando Roma cair, o mundo cairá".

A construção
Foi iniciada por Tito Flávio Vespasiano, nos anos 70 da nossa era, e por ele inaugurado em 80, embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício, inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores, constando de três andares. No reinado de Alexandre Severo e Gordiano III, é ampliado com um quarto andar, podendo suster então cerca de 90 000 espectadores. A grandiosidade deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flávios.

Jogos inaugurais
Tiveram lugar no ano 80, sob o mandato de Tito, para celebrar a finalização da construção. Depois do curto reinado de Tito começar com vários meses de desastres, incluindo a erupção do Vesúvio, um incêndio em Roma e um surto de "peste", o mesmo imperador inaugurou o edifício com uns jogos pródigos que duraram mais de cem dias, talvez para tentar apaziguar o público romano e os deuses. Nesses jogos de cem dias terão ocorrido combates de gladiadores, "venationes", lutas de animais, execuções, batalhas navais, caçadas e outros divertimentos numa escala sem precedentes.

Arquitetura e dimensão social
O Coliseu, não se encontrava inserido numa zona de encosta, enterrado, tal como normalmente sucede com a generalidade dos teatros e anfiteatros romanos, possuía um “anel” artificial de rocha à sua volta, para garantir sustentação e, ao mesmo tempo, esta substrutura serve como ornamento ao edifício e como condicionador da entrada dos espectadores. Possuía três pisos, sendo mais tarde adicionado um outro. É construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A sua planta elíptica mede dois eixos que se estendem aproximadamente de 190 m por 155 m. A fachada – compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jónicas e coríntias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.

Os assentos – eram em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada – dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium – para as classes altas; as maeniana – setor destinado à classe média; e os portici ou pórticos – construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. O pulvinar – a tribuna imperial, encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espectáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passagem de madeira, para o caso de algum acidente. Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro.

O Fim do Império
O monumento permaneceu como sede principal dos espetáculos da cidade romana até ao período do imperador Honorius, no século V. Danificado por um terremoto no começo do mesmo século, foi alvo de uma extensiva restauração na época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transformou-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.

Os Cristãos e o Coliseu
Os relatos romanos referem-se a cristãos sendo martirizados em locais de Roma descritos pouco pormenorizadamente (no anfiteatro, na arena...), quando Roma tinha numerosos anfiteatros e arenas. Apesar de muito provavelmente o Coliseu não ter sido utilizado para martírios, o Papa Bento XIV consagrou-o no século XVII à Paixão de Cristo e declarou-o lugar sagrado. Os trabalhos de consolidação e restauração parcial do monumento, já há muito em ruínas, foram feitos sobretudo pelos pontífices Gregório XVI e Pio IX, no século XIX.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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