sábado, 30 de maio de 2009

História da Toscana


A Toscana tornou-se uma identidade política, quando já o era geográfica e culturalmente, a partir do século XV, quando Florença iniciou a sua expansão com a aquisição de Pisa em 1405, Livorno em 1421, e Siena em 1555. Habitada pelos etruscos, ligou-se definitivamente a Roma em finais do século IV a.C. O seu nome Toscana, provém de "Tusci", ou tuscos, nome que se aplica também aos etruscos. Pela sua posição geográfica certamente viveu de muito perto as convulsões que agitaram a República Romana, depois o Império Romano e ainda os reinos dos bárbaros.






Os francos ocuparam a região em 774, sob a posse dos Condes de Lucca (mais tarde marqueses da Toscana), influentes na vida política da península itálica, até interferiam nas eleições papais. Terminaram a sua dinastia com a Condessa Matilde, que legou o território em testamento aos Estados Pontifícios. O Império Germânico, negou a validade do testamento.

Pouco a pouco a Toscana passa para os Médici de Florença, que chegam ao poder em 1421, afastados duas vezes (1495 a 1512 e de 1527 a 1530). O Ducado de Florença foi criado por Carlos V em 1531. Nasce o Grão Ducado da Toscana, e em 1569 os membros da família Médici recebem o título de grão duques da Toscana por decisão do papa Pio V. O último da família Médici no poder foi Gian Gastone (1723-1737), com sua morte sem herdeiros. O Grão Ducado passa para a família de Lorena, dada a Francisco Estevão de Lorena (Francisco II da Toscana) casado com Maria Teresa da Áustria. Em 1745 a casa dos Habsburgo-Lorena passa a ser a casa de Áustria, eleitos para tomarem posse do Sacro Império Romano Germânico em 1747.

Os franceses ocuparam a região em 1799, o povo expulsou os estrangeiros. Em 1801, Napoleão integrou-a ao Reino da Etrúria, sendo concedida a Luis de Bourbon, descendente do último duque de Parma.

Em 1807 a Toscana é integrada ao Império Francês. Em 1809 Napoleão nomeou como grã duquesa sua irmã Elisa Baciocchi, afastada em setembro de 1814, com o regresso de Fernando III, que restaurou o Grão Ducado, de novo às mãos dos Habsburgo. Em 1847 o Ducado de Lucca foi anexado ao Grão Ducado da Toscana. Em 1859 o povo toscano rebelou-se e obrigou Fernando IV, pedir asilo em Viena. Em 1860 o Grão Ducado foi assimilado pelo Reino da Itália, após um plebiscito.


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Etruscosaglomerado de povos que viveram na atual Itália, na região ao sul do rio Arno e ao norte do Tibre, denominada Etrúria, mais ou menos equivalente a atual Toscana, com partes da Úmbria e do Lácio. Desconhece quando se instalaram nessa região, mas provavelmente entre os anos 1200-700 a.C.

Heródoto acreditava que os Etruscos eram originários da Ásia Menor, mas outros historiadores posteriores consideram-nos italianos.
  • Língua – um alfabeto semelhante ao grego, mas ainda não foi decifrado
  • Religião – diferente tanto da grega como da romana
– Composta pelas cidades:

Volterra,
Fiesole,
Arezzo,
Cortona,
Perugia,
Todi,
Chiusi,
Orvieto,
Veio,
Tarquínia






Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C , eram etruscos.
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Origem: Wikipédia

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Luis XIV da França



Luis XIV (5 de setembro de 1638 - 1 de setembro de 1715) filho de Luís XIII e de Ana da Áustria, subiu ao trono em 1643, aos quatro anos de idade e reinou por 72 anos, até sua morte em 1715. Ungido em 1654, casou em 1660 com Maria Teresa, filha do rei Filipe IV da Espanha.

O maior monarca absolutista da França. Famosa frase: "O Estado sou eu". Escolhe para emblema o sol – astro que dá vida a qualquer coisa, mas é também o símbolo da ordem e da regularidade. Ele reinou como um sol sobre a corte, sobre os cortesãos e sobre a França. O 'deus sol'.





Coroação e sagração de Luís ocorreram em 1654, na Catedral de Reims, como de costume, cujo arcebispo detinha o direito de coroar o novo rei. A cerimônia incluía um juramento prestado pelo rei, prometendo conservar os privilégios de seus súditos. Pergunta-se à congregação se aceitava ou não Luís como rei. Seguiam-se a benção dos emblemas reais, entre os quais: 
  • "espada de Carlos Magno", 
  • esporas e 
  • o anel "a aliança com que o dito Senhor esposa o Reino"
A seguir vem o momento da sagração, o corpo do rei é ungido com o crisma – santo óleo da âmbula sagrada, um frasco que se dizia ter sido trazido do paraíso por uma pomba quando Clóvis, o primeiro rei cristão da França, foi batizado por São Rémy. O bispo coloca o cetro na mão direita do rei, na esquerda põe a "mão da justiça" e na cabeça a "coroa de Carlos Magno". Segue-se a homenagem da alta nobreza do reino e a revoada de um bando de pássaros no ar.

Mazarin foi a figura de proa no governo entre 1643 a 1661. Deu a Luís sua educação política. Foi também um eminente protetor das artes, grande amante de ópera. Após a morte do cardeal Mazarin, em março de 1661, Luís declarou sua intenção de governar sem primeiro-ministro. Queria exercer "poder absoluto", não significa que governasse sem orientação ou auxílio, entre seus auxiliares, a figura mais importante foi Colbert, que estivera a serviço de Mazarin.

Os mais importantes projetos artísticos da década foram, a reconstrução do Louvre e de Versalhes. 
  1. O Louvre – era um palácio medieval reconstruído no estilo renascentista durante o reinado de Francisco I. Era um palácio acanhado demais para as demais necessidades de uma corte do século XVII, e o incêndio que destruiu parte dele em 1662 pôs sua reconstrução como ponto prioritário na agenda. 
  2. Versalhes – o rei tinha voltado sua atenção para ele, que se resumia a um pequeno castelo construído para Luis XIII em 1624. Um lugar perfeito para Luis encontrar com sua amante, Mlle de La Vallière em relativa privacidade.

Guerras 
Após a ofensiva diplomática dos anos 1662-1664. Suas primeiras guerras foram bem-sucedidas:
  • Guerra da Devolução 1667-1668 – travada para impor aos Países Baixos espanhóis o domínio que Luis arrogava depois da morte, em 1665, de Filipe IV, pai de sua esposa. Luis comandou pessoalmente suas tropas. A partir dessas vitórias, o rei passou a ser chamado de "Luis, o Grande"
  • Guerra Holandesa 1672-1678 – foi a insolência dos holandeses que provocou o rei, quando se aliaram aos inimigos da França, oprimiram os católicos, competiram com o comércio francês. Luís decidiu punir os holandeses e assumiu pessoalmente o comando da campanha.
Corte
Os atos de levantar de manhã e ir para cama  de noite foram transformados nas cerimônias do lever e do coucher – sendo a primeira dividida em duas etapas: o petit lever, menos formal e o grand lever, mais formal. As refeições do rei também foram ritualizadas, o grand couvert ou o petit couvert. Era uma honra ser autorizado a ver o rei comer, honra maior receber uma palavra sua durante a refeição, honra suprema ser convidado a servi-lo ou a comer com ele.

Era uma ofensa dar as costas ao retrato do rei, entrar em seu quarto de dormir vazio sem fazer genuflexão ou conservar o chapéu na sala em que a mesa estava posta para o seu jantar.

A imagem de Luís
Havia incômodas discrepâncias entre a imagem oficial do rei e a realidade cotidiana tal como percebida por seus contenporâneos, mesmo simpatizantes. Luís não era um homem alto, media cerca de 1.65 m, era camuflada de vários modos. Peruca e saltos altos ajudavam a tornar Luís mais imponente. A peruca disfarçava de que o rei perdera cabelo durante uma doença, lançou essa moda que prolongou-se por 150 anos.

Amantes – Luis XIV teve três amantes em título: Louise de La Vallière, Madame de Montespan e Madame de Maintenon (que foi secretamente esposa do rei após a morte da rainha. O casamento aconteceu em 9 ou 10 de Outubro de 1683, na presença de Père de La Chaise que deu a bênção nupicial).


*Amantes e favoritas*
  1. Louise Françoise de La Baume Le Blanc, duquesa de La Vallière e de Vaujours
  2. Françoise-Athénaïs de Rochechouart de Mortemart, Marquesa de Montespan
  3. Bonne de Pons, Marquise d'Heudicourt
  4. Françoise d'Aubigné, Marquesa de Maintenon, viúva do poeta Scarron. Após a morte da rainha o rei desposou-a
  5. Marie Mancini, sobrinha do cardeal Mazarin
  6. Olympe Mancini, Condessa de Soissons, Sobrinha do cardeal Mazarin
  7. Hortense Mancini, sobrinha do cardeal Mazarin
  8. Louise de Nesles, Condessa de Mailly
  9. Lucie de La Motte-Argencourt
  10. Isabelle de Ludres
  11. Anne Julie de Rohan-Chabot, princesa de Soubise
  12. Mademoiselle de Thianges
  13. Lydie de Rochefort-Théobon
  14. Marie Angélique de Scoraille de Roussille, Marquesa e depois Duquesa de Fontanges
  15. Henriqueta Ana Stuart, sua cunhada e Duquesa de Orleáns
  16. Claude de Vin des Œillets, Mademoiselle des Œillets
  17. Catherine Charlotte de Gramont, Princesa de Mônaco

Descendência
• Luís, o grande delfim de França (1 de Novembro de 1661 - 14 de Abril de 1711) casou com Maria Ana da Baviera, Princesa da Baviera(17 de Novembro de 1660 - 20 de Abril de 1690) no ano de 1680.
• Ana Isabel de França, Princesa de França (18 de Novembro de 1662 – 30 de dezembro de 1662)
• Maria Ana de França, Princesa de França (16 de novembro de 1664 – 23 de dezembro de 1664)
• Maria Teresa de França, Princesa de França(2 de janeiro de 1667 - 1 de março de 1672)
• Felipe Carlos de França, Duque de Anjou (5 de agosto de 1668 - 10 de julho de 1671)
• Luís Francisco de Bourbon,Duque de Anjou (14 de junho de 1672 – 4 de novembro de 1672)

Sucedido por seu bisneto, Luís XV – neto de seu filho Luís o grande delfim.

Origem: 'A Fabricação do Rei' de Peter Burke   e   Wikipédia

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

D. Leopoldina do Brasil





Arquiduquesa D'Áustria
Princesa Real Consorte de Portugal Brasil e Algraves (1817-1822)
Imperatriz Consorte do Brasil (1822-1826)
Rainha Consorte de Portugal (1826)







Infância e Adolescência
Em Viena na Áustria, no Palácio de Schünbrunn, em 22 de janeiro de 1797, nascia a Arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena, sexta filha do segundo casamento de Francisco I, Imperador da Áustria, e II da Alemanha (1768-1835) com Maria Teresa de Bourbon-Sicília (1772-1807). Seus pais eram primos-irmãos, ambos eram netos de Maria Teresa, a Grande (1717-1780), uma das maiores estadistas do século XVIII.

Sua educação foi primorosa. Normalmente, não se exigia muito das princesas, bastava ensinar-lhes a costurar e bordar, além, de boas maneiras e algumas aulas de piano. Mas não na casa dos Habsburgos. Ali, as mulheres tinham um nível cultural altíssimo, influenciado pelo Iluminismo. Desde pequena, Leopoldina foi submetida a um programa intensivo de aulas diárias, adquirindo conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de aprender idiomas estrangeiros, incluindo o francês, o italiano, o alemão e o latim. Aos dez anos ficou órfã de mãe.

Um ano depois seu pai se casaria novamente com aquela que Leopoldina descreveria como a pessoa mais importante de sua vida, Maria Ludovica. Prima de Francisco I, como ele, neta de Maria Teresa a Grande. Superava a defunta imperatriz em cultura e brilho intelectual, pois tivera uma educação esmerada. Musa e amiga pessoal do poeta Goethe, ela foi responsável pela formação intelectual da enteada, desenvolvendo na jovem o gosto pela literatura, a natureza e a música de Haydin e Beethoven. Não tinha filhos próprios, adotava de bom grado os da antecessora, e esses a chamavam de “querida mamãe”.

A morte da madrasta abalou Leopoldina em 1816. À tia Amélia, irmã de sua mãe, Leopoldina escreveu: “(...) devo-lhe tudo que sou, ela demonstrou-me em todas as ocasiões um amor e bondade verdadeiramente tão tocantes que deveria ser acusada da mais negra ingratidão, caso o meu coração fosse capaz de esquecê-la”. E o próprio Johann Wolfgang Von Goethe confessava em 1821: “Ainda não me refiz da morte da defunta imperatriz; é como se a gente desse pela falta de uma estrela principal que se acostumara a rever agradavelmente todas as noites” (OBERACKER, 1973 : 22)

Casamento
Em 1805, a família teve que fugir de Viena derrotada por Napoleão, que ocupou o Palácio de Schünbrunn. Para selar a paz com seu maior inimigo, Francisco I teve que casar a filha Maria Luísa (1791-1874), irmã predileta de Leopoldina, com Napoleão Bonaparte (1768-1835). Outra irmã, Maria Clementina (1798-1881), também deixou seu país para desposar seu tio Leopoldo das Duas Sicílias.

Naquela época, portanto, o casamento entre as casas reais era uma espécie de tratado de relações exteriores e tinha interesses dinásticos, políticos e econômicos para os países. Foi pensando numa boa aliança política que D. João, que tinha saído de Portugal também por causa de Napoleão e instalara sua Corte do Rio de Janeiro, desejava casar seu herdeiro com uma arquiduquesa de uma das famílias imperiais mais tradicionais, ricas e poderosas da Europa e nada mais indicado que a Casa da Áustria. A Arquiduquesa escolhida foi D. Leopoldina. O Marquês de Marialva foi enviado a Viena para negociar o casamento e trazer Leopoldina, então com 20 anos, para o Brasil.

Depois de uma longa negociação, D. Leopoldina casou-se em Viena, por procuração, com o então Príncipe D. Pedro de Orleans e Bragança, que foi representado pelo Arquiduque Carlos, irmão do Imperador da Áustria. Ela recebeu um medalhão com a imagem de Pedro, preso a um colar de diamantes de primeira água, e achou o noivo lindo. Em carta à irmã Maria Luísa, chegou a compará-lo a Adonis, confessando que já tinha olhado para a imagem mais de mil vezes.

No início de 1817, D. Leopoldina chegava ao Brasil com sua Corte, formada de médicos, zoólogos, botânicos e músicos. A cidade foi toda ornamentada para receber a Princesa com grandes festas. A bordo da galeota real, ela conheceu D. Pedro, por quem já era apaixonada.

D. Leopoldina não era sedentária, gostava intensamente da natureza e de andar a cavalo, caçando ou colecionar plantas, minerais, insetos e animais. Usava a túnica e calças, chapéu de homem de feltro ou palha, botas altas com esporas de tipo mineiro. Seduzida pelo moço a quem não faltavam encantos, pôde depressa fechar os olhos para não ver alguns dos seus mais graves defeitos de educação e de caráter, que só mais tarde a fariam penar ( SOUSA, 1972 : 78 ).

Encontrou na corte uma situação adversa à de Viena. Para quem fora criada no Palácio de Schünbrunn, São Cristóvão onde passou a morar, era um castelo de horrores, uma construção árida, cercada por lamaçal, montes de esterco e brigas entre alforriados e escravos. A vida do ponto de vista moral era solta. Havia pouco lugar para distrações e divertimentos alegres e ingênuos aos quais a arquiduquesa estava tão acostumada na casa paterna.

Em uma série de cartas enviadas a seus parentes na Europa, Leopoldina fazia observações sobre a família real e a corte de um modo geral: “A minha sogra sempre respeitarei como mãe de meu esposo, a sua conduta, porém, é vergonhosa e desgraçadamente já se percebem as conseqüências tristes nas suas filhas mais novas que têm uma educação péssima e sabem aos dez anos de idade tanto como as outras que são casadas” (OBERACKER, 1973 : 132).

Espantava a princesa com a situação de seu marido que, já casado, ainda recebia bofetadas da mãe. Se surpreendia também com a linguagem da corte portuguesa que era rude, lacônica e solta. D. Pedro, a mãe D. Carlota, o irmão D. Miguel e outros não hesitavam em servir-se publicamente dos mais baixos termos da “ralé”.

Já em relação ao sogro, D. João, apreciavam-se reciprocamente, por parentesco de alma e de inclinações. Brincando, teria dito certa vez que, se tivesse tido a escolha entre o rei e seu filho, não teria vacilado. Em carta a seu pai elogiou a D. João: “Amo e estimo o meu sogro como a um segundo pai, e acho que ele se parece muito com o Senhor, caríssimo papai, no que toca à bondade de coração e ao amor ao seu povo” (OBERACKER, 1973 : 132).

Os elogios também iam para sua cunhada Maria Teresa de Bragança, filha predileta de D. João. Esta princesa era a pessoa mais simpática e ilustrada da família real; levava uma vida moralmente impecável e tinha pendores que aproximavam de D. Leopoldina. “ Minha cunhada Maria Teresa é uma verdadeira amiga e eu gosto muito dela. Sua amizade e confiança para comigo me lembram a minha situação feliz na minha cara pátria”( IBIDEM).

Aos poucos D. Pedro se revelou um homem habituado a executar suas vontades, sujeitando a esposa a certos aborrecimentos, ela sempre, teve conhecimento das infidelidades do esposo, principalmente de sua relação com Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos. As relações com D. João eram amistosas, mas o mesmo não acontecia com a sogra, D. Carlota Joaquina, descrita por ela como uma mulher violenta. Mas apesar dos infortúnios o casal desfrutava momentos de prazer, com suas constantes cavalgadas e compartilhando o gosto de ambos pela música.

Do marido, como tal, a futura Imperatriz teve logo muitos motivos de queixar-se, a crônica a propósito é farta e muito bem conhecida. Apesar de tudo amava-o verdadeiramente e dedicadamente. Tudo soube suportar com discrição admirável. Do Imperador teve sete filhos, dois dos quais viu morrer infantes. De todos foi mãe extraordinariamente carinhosa e dedicada.

A essas virtudes, era possível acrescentar um senso político extremamente aguçado, uma notável capacidade de pressentir o momento da ação, e sugeri-la ao marido. Vinha esse senso marcado por um acentuado amor, que desde logo desenvolveu, pela terra e pela gente do Brasil


Maternidade
Em nove anos de casamento ficaria D. Leopoldina grávida nove vezes: dois abortos e sete filhos: 
  1. Maria da Glória (1819-1853) (Maria II, rainha de Portugal), casada respectivamente com os príncipes Augusto de Leuchtenberg e Fernando de Saxe-Goburgo-Ghota; 
  2. Miguel (1820, falecido logo após o nascimento); 
  3. João Carlos (1821-1822); 
  4. Januária (1822-1897), casada com o príncipe Luís de Bourbon das Duas Sicílias, Conde de Áquila ; 
  5. Paula Mariana(1823-1833); 
  6. Francisca Carolina (1824-1898), casada com o príncipe Francisco de Orleans da França, Príncipe de Joinville; 
  7. Pedro de Alcântara (1825-1891) (Pedro II Imperador do Brasil), casado com Teresa Cristina de Bourbon, princesa das Duas Sicílias. 

Sobre seu primeiro parto escreveu a seu pai em 20-04-1819: “Apesar de meu parto durar menos de seis horas, ainda estou, 15 dias depois, muito ferida, pois a cabeça de minha criança era muito grande(...), além disso a cadeira em que dei à luz era muito ruim e as minhas mãos ainda estão esfoladas pelos esforços(...)”. Queixava-se também dos médicos. “Acho que aqui é quase preferível a gente livrar-se da carga no mato à maneira dos animais selvagens” ( OBERACKER, 1973). D. Januária nascera com a princesa em pé, pendurada ao pescoço do marido. O último parto, o de D. Pedro, foi o mais difícil, durou mais de seis horas.

D. Leopoldina preocupava-se com o futuro dos filhos criados em ambiente tão sórdido, Maria da Glória, por exemplo, “brigava com o pai à mesa por uma coxa de galinha. Chicoteava escravos até sangrar, e, ainda tomava banho num dos corredores do palácio, sob as vistas de todos” (Graham, 1956 : 104).

D. Pedro teve sua arte própria para dar nome aos filhos. A mais velha lembrava a Virgem de sua devoção, Nossa Senhora da Glória. Miguel, seu irmão mais novo. João Carlos unira o nome do avô D. João VI e bisavô materno D. Carlos IV. Januária invocava a província do Rio de Janeiro. Paula Mariana evocava as cidades provincianas que se distinguiram pela sua adesão e lealdade para com o príncipe regente( São Paulo e Mariana). D. Pedro era ele mesmo, em segunda edição. Só que o filho em quase nada se pareceu com o pai

Emancipação política
Dona Leopoldina teve um papel decisivo na nossa independência. Em agosto de 1822 os brasileiros já estavam cientes que Portugal pretendia chamar D. Pedro de volta, rebaixando o Brasil, de Reino Unido para voltar a ser uma simples colônia.

Embora o príncipe regente não alcançasse grande popularidade entre os brasileiros, não tardaram a surgir manifestações de descontentamento aos primeiros sinais de tentativa de recolonização por parte de Portugal, com a transferência de importantes setores da administração para Lisboa.

A ida de D. Pedro marcaria uma grande ruptura entre o Brasil e Portugal, ocasionando um retrocesso na autonomia brasileira. Com a mulher, D. Pedro informava-se de muitas coisas da Europa da qual tinha noções vagas e incertas. D. Leopoldina, além da perfeita visão política, tinha a coragem necessária para assumir o patrocínio da causa. Não padece dúvida, que a princesa real era, na oportunidade, a pessoa que mais podia influir no ânimo do príncipe para que renunciasse à idéia do retorno a Portugal. As suas sugestões, sempre aferidas pela renúncia, costumavam ser acatadas pelo esposo, sempre mais impulsionado pelo estusiasmo do que pelo resultado do raciocínio ponderado.

Após amplas manifestações de apoio à permanência do regente, D. Pedro anuncia sua decisão, marcando a data histórica do "Dia do Fico", em 9 de janeiro de 1822. "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". Reunido em frente ao Paço Municipal, o povo saudou a decisão do príncipe. Em 1º de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento.

Com a eminência uma guerra civil que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, D. Pedro passou o poder à Dona Leopoldina no dia 13 de Agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar São Paulo. Neste ínterim, a Princesa Regente recebeu notícias que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil e, sem tempo para aguardar a chegada de D. Pedro, Leopoldina, aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores José Bonifácio e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de Setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o Decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal. José Bonifácio convocou o oficial de sua confiança, Paulo Bregaro, para levar a sua carta e a de Leopoldina para D. Pedro em São Paulo. Bregaro encontrou-se com o Príncipe e a sua comitiva nas margens do riacho Ipiranga no dia 7. Ao ler as cartas sobre os acontecidos no Rio, D. Pedro, referendando a medida tomada pela Princesa Regente, proclamou a Independência do Brasil.

Enquanto se aguardava o retorno de D. Pedro ao Rio, a Princesa Leopoldina, já como a primeira governante interina do Brasil Independente, idealizou a Bandeira do Brasil: Com o verde da família Bragança e o amarelo ouro da família Habsburg.

A Princesa Leopoldina assinou o Decreto da Independência, separando o Brasil de Portugal em 2 de setembro de 1822, mas temendo uma repercussão negativa, por ela ser austríaca, José Bonifácio aconselhou-a a deixar o anúncio do decreto assinado a cargo de D. Pedro, este proclamou em 7 de setembro de 1822 o Decreto da Independência assinada pela Princesa Regente.

Leopoldina dedicou seu trabalho à construção do Império do Brasil, depois da Coroação de D. Pedro, o casal visitava repartições públicas, inspecionava a alfândega e hospitais. No final de 1822, Domitila fixou residência no Rio de Janeiro e Leopoldina foi obrigada a conviver com a amante de seu marido como sua primeira-dama, o que naturalmente não deve ter sido muito fácil para a Imperatriz e desgastou o relacionamento do casal.

Os últimos anos
Os últimos dias de sua vida ficaram obscuros, mas se tem conhecimento de que ela grávida, sofrera algum tipo de agressão do marido, que estava de viagem para o sul do Brasil e adoeceu em seguida, tendo perdido a criança, fato que fez seu estado de saúde se agravar.

Leopoldina tinha uma consciência de que, com a independência proclamada, dificilmente voltaria a pisar o solo europeu, pois a consolidação do império exigia sua presença aqui. “Deus, quão contente seria sentir a nossa querida neve e o ar fresco”. Essa renúncia foi a condição necessária para o gozo de sua vitória política e, ao mesmo tempo, o início de sua tragédia pessoal.

Na viagem a São Paulo, em 1822, D. Pedro conhece sua futura amante Domitila de Castro, depois agraciada com o título de Marquesa de Santos. À medida que aumentava a paixão do monarca pela cortesã, crescia na mesma proporção seu desprezo pela imperatriz.

Muito querida por seus súditos, Leopoldina ganhou logo a solidariedade das camadas populares. Ela começava a sofrer as mais insultantes humilhações. Uma delas foi a descarada nomeação de Domitila para a função de primeira dama da imperatriz, obrigando-a a conviver com sua rival sob o mesmo teto do Palácio de São Cristóvão (LOPES, 1998 : 88).

Cada vez mais deprimida, angustiada e grávida pela nona vez, Leopoldina acabou abortando. Se o aborto foi provocado por uma agressão verbal do imperador, se por agressão física, como circulou na cidade, não se sabe. O fato ocorreu após uma violenta discussão provocada pela recusa da esposa em comparecer a uma cerimônia de beija-mão, acompanhada apenas pela amante do imperador, o que eqüivalia a uma aceitação pública do relacionamento escuso.

D. Pedro ausentou-se por mais de um mês do palácio. Num rompante, escreveu a ele que decidisse entre as duas, ou "me dará licença de me retirar para junto de meu pai", ou seja, voltar à Áustria. Não teve tempo. Cada vez mais triste e doente, caiu entrevada ao leito. Em sua longa agonia, em meio a febres, delírios e solidão, ainda teve forças para ditar uma carta à irmã Maria Luísa, pedindo amparo aos filhos. "(...)chegado no último ponto de minha vida no meio dos maiores sofrimentos (...) ouvi o grito de uma vítima que de vós reclama não vingança, mas piedade e socorro do fraternal afeto para os inocentes filhos que órfãos vão ficar, em poder de si mesmos, minha adorada mana(...) por amor de um monstro sedutor me vejo reduzida ao estado da maior escravidão e totalmente esquecida do meu adorado Pedro” (RANGEL, 1928 : 207).

Morte
Morria D. Leopoldina sem rever “o adorado Pedro”. Estava este no Sul e lá recebeu a comunicação de que enviuvara. Tomou-o um pranto nervoso, talvez pelo remorso de ter feito sofrer aquela que tanto o amou.

Sua morte causou grande comoção perante a população do Rio de Janeiro. Disse o francês Jacques Arago: “Não me cansava de admirar os encantos dessa inditosa princesa”, e o seu conterrâneo Ferdnand Dénis a denominava “a mais pura, a mais excelente das mulheres” (OBERACKER,1985 : 156). Os mais sinceros eram os pobres e humildes que a soberana tinha sempre protegido quanto pudera. Os pobres negros andaram pelas ruas por muitos dias gritando. “Quem tomará partido dos negros? Nossa mãe se foi!” Segundo o relato de um velho escravo africano que trabalhava na Quinta da Boa Vista a respeito de Leopoldina: “Era muito boa, quando passava por nós, cativos, parava e dizia-nos palavras confortadoras. Seu marido era um moço arrogante, andava sempre com um chicotinho de cabo de prata, com o qual e por qualquer coisa batia nos outros” (SANTOS, 1927 : 8).

D. Leopoldina, sem dúvida, perdera o coração do marido infiel, conquistara, todavia, em compensação o coração de um povo inteiro.

Morreu no dia 11 de dezembro de 1826, longe de seu país e de seu marido. Quando os sinos das igrejas e os canhões das fortalezas anunciaram sua morte, a população em massa foi prestar sua homenagem a Imperatriz, que era extremamente bem quista, foi decretado luto de três dias na Cidade. A Imperatriz foi enterrada no Convento da Ajuda no Rio de Janeiro. Quando o convento foi demolido, em 1911, os restos foram transladados para o Convento de Santo Antônio, também no Rio de Janeiro, onde foi construído um mausoléu para ela e alguns membros da Família Imperial. Em 1954, foram transferidos definitivamente para um sarcófago de granito verde ornado de ouro, na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.

D. Leopoldina, primeira Imperatriz do Brasil, que no Brasil acrescentou ao seu nome o Maria, em homenagem aos Braganças, foi uma figura sempre esquecida pela maior parte dos historiadores que quase não fazem menção a sua participação no momento de emancipação política brasileira. Mulher de educação esmerada, à frente de seu tempo, de fino trato com as pessoas fizeram dessa mulher uma das personagens mais queridas do Brasil no início do século XIX.

Fonte: Os Impérios; Klepsidra; 'Dama dos Trópicos' - de: Moreira Gonçalves, Gilmar; Museu Nacional

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Catarina I da Rússia

Catarina I (Jēkabpils, 1684 — São Petersburgo, 1727) foi imperatriz da Rússia entre 1725 e 1727. Nascida Marta Elena Skavronskaja, era uma serva nascida no território da atual Letônia. Foi amante e posteriormente segunda esposa de Pedro I, o Grande. Depois da morte do marido, foi proclamada governante com o apoio do predileto de seu marido, Menshikov, e dos regimentos de guarda.

Em 1703, quando Pedro, o Grande fundou São Petersburgo e para lá mudou a corte, tornou-se sua amante, casando em segredo em 1707, depois de se converter à fé ortodoxa e tomar o nome de Catarina Alekséievna. Quando casaram tinham já 7 filhos, nenhum dos quais sobreviveu até à idade adulta, no total foram onze filhos dos quais sobreviveram Ana (1707) e Isabel (1709). Enquanto se construía a cidade, viveram numa cabana onde ela cozinhava e ele cuidava do jardim. A sua correspondência mostra que o casal sempre manteve grande cumplicidade, e ela cuidava do czar pessoalmente durante os seus ataques. Diz-se que só discutiram uma vez, devido à execução por corrupção do secretário de Catarina.


Em 1711 acompanhou o czar na Campanha de Prut, contra a Turquia, e conta-se que salvou a vida de Pedro quando estava rodeado por um exército muito superior, sugerindo-lhe que se rendesse e utilizando as suas jóias e as das suas damas para subornar o Grão-Vizir. Pedro I premiou-a casando com ela, desta vez oficialmente, na Catedral de Santo Isaac. Deu a Catarina o título de Imperatriz, sendo a primeira mulher a ter este título:
  • até então as esposas do czares eram conhecidas como suas consortes
Em 1724, foi nomeada co-regente.

Durante o reinado de Pedro I foi efetuada uma profunda reforma do Exército: que permitiu a pessoas sem título nobiliárquico a possibilidade de aceder ao corpo de oficiais, acabando assim com o monopólio da nobreza nesses cargos, e nomeando-os também para cargos públicos, baseando-se na competência. Assim, ao morrer o rei em 1725 designado-a sucessora, teve que fazer frente:
  • à oposição do clero e
  • dos boiardos,
que estavam contra as reformas realizadas,
  • e à do povo que apoiava os direitos do príncipe Pedro, filho do já falecido czarevich Alexei Petrovich (filho de Pedro I com Eudóxia).
A nobreza nova do círculo de Pedro I, com Menshikov à cabeça, e os seus colaboradores burgueses apoiaram-na, e a guarda proclamou-a Imperatriz. Foi o início de uma época da história da Rússia caracterizada por contínuos golpes de Estado e pelo governo de favoritos.
Menshikov tornou-se o efetivo chefe do governo, trabalhando através do recém-estabelecido Conselho Privado, mas caiu do poder com a morte de Catarina. Sua filha Isabel tornou-se imperatriz em 1741 até 1762, dando início à época de despotismo esclarecido do Império Russo.

Fonte: Wikipédia

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Veneza




Veneza (em italiano: Venezia, em vêneto Venezsia) é uma cidade e comuna italiana da região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos.




Com:
  1. 266 181 habitantes,
  2. a comuna de Veneza estende-se por uma área de 412 km2, incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza,
  3. densidade populacional de 646 hab/km2

A cidade foi formada num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático. Tornou-se uma potência comercial a partir do século X, no qual sua frota já era uma das maiores da Europa. Foi uma das cidades mais importantes da Europa, com uma história rica e complexa e um império de influência mundial comandado pelos doges – os líderes da cidade. Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como:
  • Negroponto e
  • Dyrrhachium (atual Durrës),
assim como ilhas inteiras:
  • Creta,
  • Rodes,
  • Cefalônia e
  • Zante
O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo.

O patrono da cidade é São Marcos (festa em 25 de abril). A festa do povo do Vêneto é celebrada em 25 de março, data da fundação da cidade. É classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se:
  • a Basílica de São Marcos,
  • a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588 segundo projeto de Antonio da Ponte, a Ca' d'Oro
  • e numerosas igrejas e museus.
Nesta cidade nasceram os Papas Gregório XII, Eugênio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X, além de numerosos artistas e arquitectos como Antonio Vivarini (1440-1480), Antonio da Ponte (1512-1595), Tintoretto (1518-1594) e Canaletto (1697-1768). No campo da música, foi aqui que nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).


1ª foto: gôndolas – 2ª foto: Ponte dos Suspiros – 3ª foto: Ponte de Rialto

Origens
Embora não haja nenhum registro histórico que lide diretamente com as origens de Veneza, os elementos disponíveis fizeram com que vários historiadores concordassem com a teoria de que a população original de Veneza era formada por refugiados de cidades romanas como Pádua, Aquiléia, Altino e Concórdia (moderna Portogruaro), que fugiam das sucessivas invasões germânicas e hunas à Península Itálica no século V. Mais tarde, algumas fontes históricas romanas revelaram a existência de pescadores nas ilhas da lagoa de Veneza. Eles são referidos como incola lacunae (habitantes da lagoa).

Começando em 166-168, os Quados e os Marcomanos destruíram a atual Oderzo. As defesas romanas foram derrubadas no início do século V pelos Visigodos e, cerca de 50 anos depois, pelos hunos liderados por Átila. A mais duradoura invasão foi a dos lombardos em 568. A leste, o Império Bizantino estava estabelecendo domínios na região do atual Vêneto e as principais entidades administrativas e religiosas do império na Península Itálica foram transferidas para este domínio. Foram construídos novos portos nos domínios, incluindo Malamocco e Torcello na lagoa de Veneza. O domínio bizantino na Itália Central e Setentrional posteriormente foi eliminado em grande medida pela conquista do Exarcado de Ravenna em 715 por Astolfo. Durante este período, a sede local do governo bizantino (a residência do "duque-doux", depois chamado de doge), foi situada em Malamocco. Em 775-776, a sede do bispado de Olivolo (Helipolis) foi criada. Durante o reinado do doge Agnello Participazio (811-827), a sede ducal foi movida de Malomocco para a ilha protegida de Rialto (de "rivoalto", isto é, costa alta).

Na Alta Idade Média, Veneza expandiu-se graças ao controlo do comércio com o Oriente e aos benefícios que daí vinham, expandindo-se pelo mar Adriático. O apogeu de Veneza alcançou o zauge na primeira metade do século XV, quando os venezianos começaram a expandir-se pela Itália oriental, como resposta ao ameaçador avanço de Gian Galeazzo Visconti, duque de Milão.
Veneza soube aproveitar todas as mudanças que ocorreram no mundo ocidental:
  • Aliou-se com os francos contra os longobardos.
  • Aliou-se com o Império Bizantino contra os normandos.
  • Foi benevolente e tolerante com o Islã, de tal modo que ao estar o Império Bizantino em guerra com os árabes este não podia comerciar sem grandes riscos, e foi nessa ocasião que os navios venezianos partiram para Alexandria, Beirute e Jaffa, monopolizando aquele comércio.
A queda de Constantinopla em 1453 marcou o princípio da decadência. A descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama (1498) e a descoberta da América por Cristóvão Colombo (1492) deslocaram as rotas de comércio e Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os turcos otomanos. Em 1797, foi invadida pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Com a assinatura do tratado de Campofórmio, dividiu-se o seu território entre França e Império Habsburgo. Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As "muralhas" de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.


O Carnaval de Veneza é uma festa carnavalesca que dura dez dias e em que os participantes costumam usar trajes típicos do século XVIII e máscaras. Nesses dias há em geral um acréscimo na já normal grande afluência de turistas à cidade. Interrompido em 1797, foi somente retomado na década de 1980.



Fonte: Wikipédia

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os doges de Veneza

O Doge (do latim dux, "chefe") era o dirigente máximo da República de Veneza. Era o primeiro magistrado da república veneziana. Os seus atributos simbólicos eram ainda reminiscências do Império Bizantino. Os venezianos procuraram sempre limitar o poder dos doges, através, por exemplo, do promissio ducalisuma carta de princípios e promessas que deviam jurar na data de entrada em funções. O texto foi fixado em 1172, quando foi eleito Enrico Dandolo; foi alvo de alterações em 1192 e 1229. A partir deste último ano, a eleição do doge ficou submetida ao exame do Celhos dos Cinco Correctores. A partir de 1501, a promissio foi lida todos os anos ao doge em funções. Em 1646, a dogeza (a mulher do doge) foi proibida à coroação. Durante o século XVII, os membros da família do doge estavam proibidos na magistratura e embaixadas venezianas.


O primeiro título de doge em Veneza foi dado no século IX como dux Veneciarum – chefe dos Venezianos, título que se manteve durante toda a existência do cargo. Do século IX ao século XII, os doges juntaram ao título os de:


  • dux Croatorum – chefe dos Croatas
  • dux Dalmatinorum – chefes dos Dálmatas
  • totius Istriæ dominator – soberano de toda a Ístria
  • dominator Marchiæ – soberano das Marcas




Traduzindo assim o domínio veneziano no mar Adriático. Em 1095, o epitáfio do doge Vitale Faliero de' Doni proclamava-o rex et corrector legum – rei e promulgador das leis. Enrico Dandolo, no fim do século XII, intitulava-se dominator quarte et dimidie partis totius Imperii Romanie – soberano de um quarto e meio de todo o Império Romano. O título prolongou-se até 1356 e foi abandonado por Giovanni Delfino. Com a invasão de Napoleão Bonaparte, o último doge Ludovioco Manin abdicou em 12 de maio 1797.





Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Joana I de Castela – "a louca"



Terceira filha dos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Nasceu a 6 de novembro de 1479 na cidade de Toledo e morreu em 11 de abril de 1555 em Tordesilhas, com 75 anos. Considerada muito bela e inteligente, recebeu uma esmerada educação, própria a uma infanta, baseada na obediência, aprendizagem de governo, requisitos na instrução de um príncipe. Foi uma boa aluna no comportamento religioso, urbanidade, boas maneiras e comportamentos próprios da corte, sem esquecer as artes, como a dança e a música, equitação e o conhecimento das línguas românicas da Península Ibérica, além do francês e do latim.




Casamento
Como era costume na Europa da época, seus pais Isabel e Fernando negociaram os casamentos de todos os seus filhos de modo a assegurar objetivos diplomáticos e estratégicos. Conscientes das aptidões de Joana e do seu possível desempenho em outra corte, bem como da necessidade de reforçar os laços com o Sacro Imperador Romano-Germânico, Maximiliano I da Germânia, ofereceram Joana ao seu filho, Filipe, arquiduque da Áustria, duque da Borgonha, Brabante, Limburgo e Luxemburgo, conde da Flandres, Habsburgo, Hainaut, Holanda, Zelândia, Tirol e Artois, e senhor de Amberes e Malinas entre outras cidades.

Joana despediu-se da mãe e irmãos, e iniciou a viagem para a longínqua e desconhecida terra flamenca, lar do futuro esposo, Flandres. Filipe encontrava-se na Alemanha e não foi receber a sua noiva, devido à oposição dos conselheiros francófilos, que tencionavam convencer Maximiliano da inconveniência de uma aliança com Castela, e das virtudes de uma aliança com a França. O ambiente da corte no qual Joana se encontrou era radicalmente oposto ao que viveu na sua Castela natal. Por um lado, a sóbria, religiosa e familiar corte castelhana contrastava com a festiva, desinibida e individualista corte borgonho-flamenca.

Vida conjugal
Apesar de os futuros esposos não se conhecerem, houve bom entendimento entre eles e conta-se que se apaixonaram à primeira vista. A cerimônia foi realizada em Lille, Flandres, a 21 de Outubro de 1496. O casamento não impediu Filipe de ter aventuras amorosas com outras damas, o que fez nascer em Joana ciúmes patológicos. Falava-se de violentos confrontos do casal e que Joana chegara mesmo a agredir uma dama com um pente, suspeitando ser esta uma das amantes do marido.

  • Em 24 de Novembro de 1498, na cidade de Lovaina, nos arredores de Bruxelas, nascia a primogênita, Leonor, assim batizada em honra de Leonor de Portugal, avó paterna de Filipe, que teria enlouquecido de desgosto pela morte do marido.
  • Joana vigiava constantemente o seu esposo. Apesar do avançado estado de gestação da sua segunda gravidez, da qual nasceria Carlos a 24 de Fevereiro de 1500, assistiu a uma festa no palácio de Gante. No mesmo dia nasceu o seu filho, segundo se diz, nos lavabos do palácio.
  • No ano seguinte, a 18 de Julho de 1501, em Bruxelas, nascia a sua terceira filha, chamada Isabel em honra de Isabel de Portugal, rainha de Castela, sua avó materna.

O Trono
Joana foi elevada ao trono por mortes na família:
– em 1497 morreu seu irmão João, príncipe das Astúrias;
– o filho deste morreu quando nasceu;
– em 1498 morreu sua irmã Isabel de Aragão e Castela, Rainha de Portugal, casada com o rei D. Manuel I de Portugal;
– em 1500 morreu o filho desta, o príncipe Miguel da Paz, Príncipe de Portugal e das Astúrias.

Joana e Filipe se tornaram herdeiros em 1502, e em dezembro, Filipe voltou para as terras de Flandres, o que parece ter agravado o estado mental de Joana. Já demonstrando debilidade mental, foi inicialmente detida pela mãe em Castela. Mas em março de 1504 Joana saiu de Medina del Campo para Flandres.

Sua mãe Isabel morreu em 25 de novembro de 1504. Joana foi proclamada rainha de Castela em 26 de novembro e reconhecida pelas Cortes de Toro em 11 de Janeiro de 1505. O testamento encarregava Fernando II de Aragão da administração e governo do seu reino de Castela; a rainha proibia a concessão de cargos castelhanos a estrangeiros e determinava ainda que, caso Joana manifestasse sintomas de desequilíbrio, o reino devia ser regido por seu pai.

Viúva
Fernando acabou por renunciar ao poder de Castela para evitar um confronto armado. A 27 de junho de 1506, reconhecendo a alienação mental da filha, assinou o Tratado de Villafáfila, renunciando aos seus direitos e retirando-se para Aragão. As Cortes de 9 de Julho proclamaram Joana como rainha de Castela, Filipe como rei consorte e o filho Carlos como herdeiro. Filipe isolou Joana e governou, reorganizando cargos e ofícios, concedendo privilégios aos nobres castelhanos e flamengos, deteria a coroa até 25 de setembro do mesmo ano, quando morreu repentinamente, em circunstâncias suspeitas. A peste açoitava o país. Suspeitou-se de envenenamento. Foi uma febre intensa que o matou. Fernando II de Aragão recuperou o poder.

Conta-se que Joana fez embalsamar o corpo do marido, vestiu o cadáver com grande pompa e o levou consigo, encabeçando o cortejo fúnebre, viajando sempre à noite. Durante oito frios meses por terras castelhanas, a rainha Joana não se separara por um momento do caixão, acompanhada por um grande número de pessoas, entre as quais religiosos, nobres, damas de companhia, soldados e diversos criados. Na cidade de Torquemada, a 14 de janeiro de 1507, dá à luz o sexto filho, póstumo, do seu marido, uma menina batizada com o nome de Catarina. A demência da rainha agravava-se. Não queria trocar de roupa nem lavar-se. Por fim, Fernando II de Aragão, segundo a última vontade de Isabel I de Castela, decidiu encerrá-la, com a pequena Catarina, em Tordesilhas, em fevereiro de 1509. Com a morte de Fernando II, Carlos I de Espanha tomou o poder. Catarina saiu da companhia da mãe para se casar com João III de Portugal, mas Joana viveu lá durante 46 anos, sem sair do seu palácio. A literatura romântica fez dela a figura enlouquecida por ciúmes, herdara da avó a esquizofrenia que recairia em D. Carlos, seu neto.

Sepultada na igreja de Santa Clara, seu corpo foi transladado em 1574 para a Capela Real de Granada, junto ao marido, sendo o Castelo de Tordesilhas, onde morreu, demolido em 1771.

Descendência:
  1. Leonor de Áustria (Brabante Flamengo, 24 de novembro de 1498 - Talavera, 18 de fevereiro de 1558) – terceira esposa de Manuel I de Portugal o Venturoso. Enviuvou em 1521, casando com o rei da França Francisco I de Valois.
  2. Carlos de Gante (23 de fevereiro de 1500 - 1558) – rei Carlos I da Espanha e imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.
  3. Isabel de Habsburgo (Bruxelas, 1501 - Gante, 1525) – casada em 1514 com Cristiano II da Dinamarca.
  4. Fernando I de Habsburgo ou Áustria (1503 - 1564) – imperador do Sacro Império Romano-Germânico, rei da Boémia e da Hungria.
  5. Maria de Habsburgo ou da Hungria (1505-1558) – regente dos Países Baixos, casada em 1522 com Luís II da Hungria e da Boémia. Depois da morte de sua tia Margarida de Áustria em 1530 foi nomeada governadora geral das terras borgonhesas, os futuros Países Baixos.
  6. Catarina de Áustria ou de Habsburgo (Torquemada, 14 de janeiro de 1507 - Lisboa, 12 de fevereiro de 1578) – casou em 1525 com o rei D. João III
Fonte: Wikipédia

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domingo, 24 de maio de 2009

A loucura dos reis – Ivan e Pedro


No século XVI, a Rússia apenas começava a assumir seu lugar como grande potência na história europeia. Para os ocidentais, os russos continuavam sendo um povo misterioso e semibárbaro. A Rússia estava à margem da civilização ocidental. O temperamento eslavo parecia particularmente propenso a emoções extremas de amor e ódio, piedade e terror, temas que atravessaram a música dos grandes compositores eslavos e despertaram o gênio dos romancistas russos. Pródigas e excêntricas qualidades pessoais são exibidas por dois dos maiores soberanos russos, os czares:
  • Ivan IV – o terrível
  • Pedro – o grande
Houve traços que beiravam a genialidade em suas políticas, em sua determinação e no controle férreo que exerceram sobre seu povo. Sua genialidade, contudo foi prejudicada, se não por verdadeira loucura, ao menos por uma falta de equilíbrio mental. Ivan e Pedro foram separados por um século, mas o governo de ambos fundou-se num apelo semelhante ao terror e à tortura.

Ivan, o Terrível – tinha 3 anos quando sucedeu ao pai como grão-duque de Moscóvia, em 1533. Sua mãe, a grã duquesa viúva Elena, foi uma regente arbitrária e impopular até morrer em 1538, provavelmente envenenada. Seguiu-se uma luta pelo poder no Estado entre duas famílias principescas rivais: os Belskis e os Shuiskis, estes últimos venceram. Os poderosos baiardos* russos trataram o jovem príncipe como um brinquedo. Carente de comida e de roupas, tratado com desonra, Ivan sofreu humilhações que criaram em sua mente uma cicatriz profunda que o tempo nunca obliterou por completo. Sentia evidente prazer em provocar dor. Mas era um menino inteligente, lia muito e era fascinado pelas crônicas da história da Rússia.

Foi coroado em janeiro de 1547, numa esplendorosa cerimônia na catedral de Uspenski, em Moscou. A medida que amadureceu, adquiriu forte consciência de seu destino semidivino, estimulado pelos ensinamentos da Igreja. Quis conquistar a boa vontade de seus súditos num sentido mais amplo, então:
  • iniciou reformas muito necessárias
  • fez contatos com o Ocidente
  • estimulou contatos com a Inglaterra
  • fez ganhos territoriais – anexou Kazan e Astracã
  • empurrou as fronteiras do grão ducado para o sul e o leste
Ivan teve forte afeição por sua primeira mulher, Anastácia Romanova Zakarin, filha de uma antiga família boiarda.

Ivan exibia todos os sinais de estar se tornando um soberano não apenas capaz, mas bem atento aos interesses de seu povo. Em 1553, ele caiu gravemente doente e passou algum tempo desenganado, pode ter sido um ataque de encefalite ou mesmo um mal de natureza sifilítica. Ivan começou a se preocupar com a segurança da sucessão de seu filho bebê. Depois da doença, o caráter do czar parece ter sofrido uma constante deteriorização e as vezes chegava às raias da loucura, mais especialmente, após a morte de sua primeira esposa Anastácia, em 1560.

Um avanço no seu desequilíbrio mental ocorreu em 1564-65, por causa da crescente desconfiança que sentia de seus próprios cortesãos, Ivan deixou Moscou e refugiou-se no Mosteiro de Alexandrovskaia Slobeda, nas profundezas de uma floresta escura, 179 km a nordeste da cidade. Tinha 35 anos, mas parecia um velho:
  • face enrugada, quase calvo e exibia uma barba rala e fina, em seus ataques de fúria, tendia a arrancar o próprio cabelo

Casamentos – a vida conjugal havia se tornado instável e tempestuosa, revelando seu egocentrismo e seu temperamento maníaco. Depois de Anastácia, casou-se com:
  1. Maria – uma beldade circassiana, filha do príncipe Temric, que morreu em 1º de setembro de 1569
  2. Marta Sobakin – casamento em 28 out 1571, filha de um negociante de Novgorod, mas morreu duas semanas mais tarde, antes mesmo que o casamento se consumasse
  3. Ana Alexeevna – cansou-se dela e a despachou para um mosteiro
  4. Ana Vassilchikura – logo desapereceu
  5. Vasilissa Melentievna – tomou um amante e este foi empalado por ordem do czar sob a janela de sua mulher, que depois foi enviada a força para um convento
  6. Maria Dolgurikaia – quando Ivan descobriu que ela não era mais virgem, em seu horror e ira mandou que a afogassem no dia seguinte
  7. Maria Feodrovna – última mulher
Ivan ficou viciado em mercúrio depois de sua doença, que era mantido burbulhando num caldeirão em seu quarto para seu consumo. Na exumação de seu corpo, tempos depois, mostrou que foi vítima de envenenamento por mercúrio. Em 1581, deu bengaladas na esposa do filho que estava grávida, que sofreu um aborto, quando o filho protestou, Ivan investiu contra ele desferindo-lhe um golpe fatal. Ficou abalado com a morte de seu filho e herdeiro, pela qual ele próprio fora responsável e começou a vagar pelos corredores do palácio, procurando em vão pelo herdeiro.

Em 1584, adoeceu gravemente. Em 19 de março de 1584 morreu, o filho que o sucedeu, czar Fiodor I, foi um príncipe piedoso, apelidado de "o Sineiro" por causa de seu amor aos serviços religiosos, mas parece que tinha um intelecto fraco e era mentalmente retardado.


Pedro, o Grande – alguns dos excessos de sua personalidade são explicáveis até certo ponto à luz de suas experiências infantis. Foi 14º filho do czar Alexis, filho único de sua 2ª esposa, Natália. Nasceu no Kremlin dia 30 maio 1672. Tinha 4 anos quando o pai morreu. Imediatamente a Rússia mergulhou em 12 anos de desgoverno e numa luta de poder entre os boiardos* que apoiavam uma outra das esposas do falecido czar. Pedro e sua mãe várias vezes tiveram que se esconder, para preservar sua vida. As humilhações que passou na infância ficaram para sempre gravadas em sua mente. Finalmente houve uma revolução palaciana que lhe permitiu relegar a meia irmã aos duvidosos confortos de um convento, enquanto seu meio irmão Ivan V, que nunca passara de uma nulidade, morreu em 1696. Pedro assume o governo:
  • restaura a nação
  • transforma a Rússia em potência
  • cria uma nova capital em São Petersburgo
  • constrói uma frota
  • treina um exército
  • remodela a burocracia
  • torna a Igreja subserviente à sua vontade

Tinha cerca de 2.10m de altura e era um homem assombrosamente forte. Gostava de se fazer dentista amador, grande apreciador de trabalhos braçais, um artesão e um sapateiro habilidoso. Andava tão depressa que seus companheiros tinham dificuldade de acompanhá-lo. Aprendeu alemão e holandês sozinho.

Pedro foi inegavelmente uma figura heróica, foi o homem que rompeu os grilhões do passado, com ele a Rússia pertenceu à Europa e ao Ocidente. Desafiou os baiardos*, ainda feudais e introduziu idéias e costumes ocidentais modernos na ainda tradicional Moscóvia. Reestruturou o Estado. Homem de enorme gênio criativo, porém traços extravagantes, sintomáticos, se não de loucura, pelo menos de profundo distúrbio psicológico. Religiosidade convencional, atribuía seu sucesso na guerra, à benevolência de Deus. As sombras escuras da mente de Pedro talvez se refletissem sobretudo na violência e na crueldade com que tratava seus adversários. O modo como tratou seu filho e herdeiro Alexis, sob alguns aspectos compreensível, revelou seu caráter psicopático. Alexis filho de seu casamento com Eudóxia, era uma decepção para Pedro, não tinha talento, nem gosto por atividades militares. Com medo do pai Alexis fugiu, mas foi convencido de retornar. Foi preso e levado a julgamento, morto por consequência de 40 golpes de cnute que recebeu.

Pedro tinha medo de dormir sozinho e se não tivesse uma mulher, punha um ordenança ao seu lado. Acabou tomando como companheira permanente uma criada alemã, Catarina que acabaria sendo coroada czarina. Catarina conseguia acalmá-lo, deitando sua cabeça em seu colo até que ele adormecesse. Houve muitas sugestões de sua doença:
  1. convulsões epiléticas
  2. encefalite causando disfunção cerebral
  3. desequilíbrio mental por causa do avanço da sífilis
  4. experiências traumáticas da infância
  5. prolongado abuso de álcool, também afeta a saúde e a conduta
A saúde geral de Pedro estava debilitando. Bem cedo na manhã de 28 janeiro de 1725, morreu de uma dolorosa enfermidade da bexiga e de cirrose hepática. Depois de Pedro os soberanos da Rússia seriam em sua maioria, homens e mulheres de caráter e de alguma habilidade.


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* Boiardo era o título atribuído aos membros da aristocracia russa do século X ao século XVII. Na Rússia feudal, eles constituíam a classe mais alta e detinham poder político através da Duma boiarda. Para além de extensas propriedades que detinham, eram os legisladores principais do Principado de Kiev. Mesmo depois de Moscovo passar a ser o centro de decisão, com a centralização de poder para o papel do Grande Duque de Moscóvia, a sua influência ainda perdurou. A Duma boiarda que inicialmente contava com cerca de 30 membros, foi-se progressivamente expandindo, tendo mesmo chegado a contar com cerca de 100 membros já no século XVII. Foi contudo abolida por Pedro, o Grande, em 1711.
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Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Vitória I da Inglaterra


Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha de 1837 a 1901 e imperatriz da Índia de 1876 a 1901. Nascida no palácio de Kensington - Londres em 24 de maio de 1819, morreu em casa em Osborne, na ilha de Wight em 22 de janeiro de 1901. Seu governo marcou um período da história dos britânicos conhecida como "Era Vitoriana". Última representante da casa de Hanôver, era a filha única de Eduardo, duque de Kent, 4º filho de George III e de Vitória Maria Louisa of Saxe-Coburg, irmã do rei Leopoldo, da Bélgica. Seu tio Jorge IV foi quem sugeriu o nome de Alexandrina Vitória em homenagem ao Czar da Rússia Alexandre II. Órfã do pai ainda bebê de oito meses de idade, e com a morte dos tios paternos, tornou-se herdeira do trono.




Aos 18 anos e 27 dias sucedeu a seu tio Guilherme IV (1837) com o nome de Vitória I, em momento de enorme desprestígio da monarquia. Nomeou então como primeiro-ministro o Lord Melbourne, a quem conhecia e admirava desde sua infância e tornou-se seu grande e particular conselheiro, que renunciou em 1939 e saiu de cena para a entrada no poder como primeiro ministro, Robert Peel renunciando também e Melbourne volta ao poder.

Francis Albert Augustus Charles Emmanuel, o Príncipe Albert Saxe-Coburg (1819 - 1861), seu primo, com quem se casou (1840) e teve nove filhos, foi uma figura dominante em sua vida. Vitória sofreu um atentado enquanto estava dirigindo sua carruagem em Londres, e mais outras seis tentativas de assassinato novamente aconteceram contra a Rainha. Após a morte do esposo (1861), vítima de febre tifóide, um duro golpe para a rainha, passou grande parte de seu tempo nas residências reais de Balmoral, na Escócia, e Osborne, na ilha de Wight, desinteressando-se temporariamente dos assuntos do governo.

Politicamente apoiou:
  • a legislação de reforma do sistema eleitoral (1867),
  • aceitou a contragosto a secularização da Igreja Anglicana da Irlanda,
  • trabalhou pela vitória eleitoral de Disraeli contra Gladstone (1874), dando-lhe total apoio ao segundo gabinete de Disraeli, durante o qual o imperialismo britânico chegou ao apogeu.

Profundamente conservadora, adepta incondicional da noção do direito divino dos reis, antidemocrática e avessa às inovações tecnológicas. Seu senso de dever, honestidade e simplicidade, seus conceitos de dignidade, autoridade e respeito à família, marcaram um período da história dos britânicos conhecida como "Era Vitoriana". Seu exemplo de vida austera e formal, segundo rígidos princípios religiosos e éticos, influiu no terreno da moral e dos costumes e foram seguidos pela classe média do reino, servindo para restaurar a dignidade e popularidade da coroa britânica e devolver o respeito a monarquia, cujo prestígio fora enfraquecido pelos excessos de seus antecessores.

Ao longo de seu reinado o Império Britânico expandiu-se e floresceram:
  • as letras,
  • ciências,
  • artes,
  • a indústria e
  • o comércio
Em resumo, a Revolução Industrial, no século XVIII, tornara o Reino Unido a maior potência econômica do planeta, mas o país tinha perdido suas colônias na América do Norte, que proclamaram sua independência em 1776. Porém, durante o longo reinado dessa rainha (1837-1901), o Império Britânico conquistou territórios na África e na Ásia. Na "Era Vitoriana", o Reino Unido também experimentou mudanças sociais que muito beneficiaram seus cidadãos. Sob o governo conservador de Benjamim Disraeli e do liberal William Gladstone, o país aprovou relevantes leis sociais, reconheceu os sindicatos e ampliou a participação política dos cidadãos.

Descendência real direta:

Vitória, Princesa Real (21 nov 1840 - 5 ago 1901)
Rei Eduardo VII (9 nov 1841 - 6 maio 1910)
Alice Saxe-Coburg (25 abril 1843 - 14 dez 1878)
Alfred Saxe-Coburg, Duque de Edinburgh (6 ago 1844 - 30 julho 1900)
Helena Saxe-Coburg (25 maio 1846 - 9 junho 1923)
Louise Saxe-Coburg (18 abril 1848 - 3 dez 1939)
Arthur Saxe-Coburg, Duque de Connaught (1 maio 1850 - 16 jan 1942)
Leopold Saxe-Coburg, Duque de Albany (7 abril 1853 - 28 março 1884)
Beatrice Saxe-Coburg (14 abril 1857 - 26 out 1944)

Origem: dec.ufcg.edu.br/biografias

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Países Baixos




– Orange-Nassau
A Casa de Orange-Nassau (em neerlandês Oranje-Nassau) desempenhou um papel central na vida política dos Países Baixos desde Guilherme I de Orange (também cognominado de "Guilherme, o Taciturno" e "Pai da Pátria"), que liderou a revolta neerlandesa contra a jurisdição espanhola.






Os Nassau saíram do que hoje é a Suíça. Teriam-se estabelecido na região do médio Reno, na segunda metade do século VIII. Pretendeu-se também que o ancestral fundador seria um nobre romano que acompanhava Júlio César na Campanha da Gália. Condes de Laurenburg em 1093, no século XII chamados Condes de Nassau. Os condes de Laurenburg, tinham castelo na ribeira do Lahn, vizinhanças de Limburgo. No século XII construíram outra cidade, Nassau, na margem esquerda do rio. Os Lauremburg foram transferidos para a jurisdição de Trèves, que lhes concedeu a posse do novo castelo onde se instalaram doravante os chefes da família.

Henrique II (1180 ou 1190-1254) apelidado o Rico, co-Conde de Nassau 1198-1239, Conde de Nassau-Wiesbaden 1239-1249, quando abdicou, mandou construir o Castelo de Dillenburgo, à beira do rio Dill, hoje em Hessen, na atual Alemanha. Dillenburgo se tornou a sede da dinastia. Ali nasceriam o mais ilustre deles: Guilherme o Silencioso, ou o Taciturno, e o Nassau brasileiro. Casou em 1221 com Matilde da Guéldria (morta em 1288) filha de Oto II, Conde da Guéldria e de Zutphen. Dividiu as terras entre os filhos. Seus descendentes separaram em: 
  1. ramo walramiano, que herdou as terras ao sul do Lahn, em dezembro de 1255, fundou a linha Nassau-Weilburgo (de onde sairá Adolfo de Nassau, eleito no século XIII Imperador contra um candidato Habsburgo) 
  2. ramo otoniano, que herdou a área ao norte do Lahn, inclusive Siegen e Dillenburgo, Oto I de Nassau fundou a Linha Nassau-Dillenburgo 
No final da Guerra dos Oitenta Anos – 1568 a 1648, foi a guerra de secessão na qual o território englobando o que é hoje os Países Baixos se tornou um país independente frente à Espanha. Veio à independência, apesar dos Países Baixos terem optado pelo regime republicano, o comando do país continuou nas mãos dos Orange-Nassau, cargo que no século XVIII tornou hereditário para a Casa de Orange-Nassau até serem derrubados pela onda revolucionária que varreu a Europa após a Revolução Francesa. Com a restauração em 1813 o Príncipe Guilherme VI de Orange-Nassau tornou-se Príncipe Soberano dos Países Baixos e, em 1815, Rei do Reino Unido dos Países Baixos.

  • Guilherme I dos Países Baixos  (r. 1815-1840)
  • Guilherme II dos Países Baixos  (r. 1840-1849)
  • Guilherme III dos Países Baixos (r. 1849-1890)
  • Guilhermina dos Países Baixos  (r. 1890-1948) abdicou
  • Juliana dos Países Baixos  (r. 1948-1980) abdicou, 
  • Beatriz dos Países Baixos  (r. 1980 - presente)


– Nassau
A Dinastia Nassau ou Casa de Nassau é uma dinastia aristocrática diversificados na Europa. É nomeado e associado com o Castelo Nassau, localizado nos dias atuais em Nassau, Renânia-Palatinado, Alemanha. Os senhores de Nassau foram originalmente intitulados Conde de Nassau, em seguida, elevada à categoria principesca. No final do Sacro Império Romano, eles próprios proclamaram-se Duque de Nassau. Todos os reis holandeses desde 1890 e do Grão Ducado de Luxemburgo desde 1912, são descendentes da linha feminina da Dinastia Nassau. Segundo a tradição alemã, o nome da família é passada só na linha de sucessão masculina, portanto, a partir desta perspectiva,  a Casa teria sido extinta. No entanto a aristocracia holandesa e a de Luxemburgo, não consideram a assembléia extinta.


O Castelo Laurenburg –  localizado a alguns quilômetros rio acima a partir de Nassau, Renânia-Palatinado, Alemanha, foi a primeira sede, fundado em torno de 1100 pelo Conde Dudo-Henry de Laurenburg, fundador da dinastia. Sua família provavelmente descendente da Câmara dos Lordes do Lipporn. Robert I foi a primeira pessoa a chamar-se Conde de Nassau, mas o título não foi confirmado até 1159, cinco anos após a morte de Robert, seu filho Robert Walram I (1154-1198) foi a primeira pessoa a ser legalmente titulado Conde de Nassau. A cronologia dos Condes de Laurenburg não é certa.



– Orange
Príncipe de Orange é um título aristocrático originalmente francês, associado ao principado do mesmo nome, sedeado no vale do Ródano, no Sul de França. O príncipe de Orange era vassalo do Ducado da Borgonha e mais tarde do Sacro Império Romano-Germânico.
O último descendente dos príncipes de Orange da casa de Baux foi Renato de Chalôn, que foi sucedido pelo primo adolescente Guilherme IX, Conde de Nassau, que mais, conhecido como Guilherme o Taciturno, seria o grande impulsionador da independência dos Países Baixos.
A partir de então, o principado de Orange ficou associado à história dos Países Baixos, sendo um dos títulos da casa real neerlandesa.

Príncipes de Orange:

Casa de Baux (1171-1393)
Casa de Chalôn (1393-1544)
  • Renato de Châlon (1519-1530-1544)
Casa de Orange-Nassau (1544- até o presente)
  • Guilherme I, o Taciturno (1533-1544-1584)
  • Filipe-Guilherme de Nassau (1554-1584-1618)
  • Maurício de Nassau (1567-1618-1625) 
  • Frederico-Henrique de Nassau (1584-1625-1647) 
  • Guilherme II (1626-1647-1650)
  • Guilherme III, também Rei Guilherme III de Inglaterra (1650-1650-1702)
  • João Guilherme Friso (1687-1702-1711), descendente de Guilherme I por via feminina
  • Guilherme IV (1711-1711-1751)
  • Guilherme V (1748-1751-1806)
  • Guilherme VI (1772-1806-1815-1853)
Guilherme VI torna-se Guilherme I, Rei dos Países Baixos em 1815. A partir de então, Príncipe de Orange é o título do herdeiro da coroa
  • Guilherme II dos Países Baixos (Guilherme VII) (1792-1840-1849)
  • Guilherme III dos Países Baixos (Guilherme VIII) (1817-1849-1890)
  • Guilherme de Orange-Nassau ((Guilherme IX) (?-1849-1879)
  • Alexandre de Orange-Nassau (?-1879-1884) 
  • Guilherme Alexandre dos Países Baixos (1967-presente)
  • Herdeira Catarina Amália dos Países Baixos (n. 2003)
Origem: Wikipédia

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Museu do Vaticano

Os Museus Vaticanos constituem um conglomerado de renomadas instituições culturais da Santa Sé, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos Pontífices Romanos. Além destas instituições relativamente independentes entre si, das quais algumas possuem também sub-seções mais ou menos autônomas, os Museus Vaticanos supervisionam uma série de outros espaços dentro dos palácios da cidade do Vaticano, como galerias e capelas, que por si mesmos guardam alto interesse arquitetônico, histórico e artístico.


O acervo dos museus do Vaticano teve sua origem na coleção de esculturas reunida pelo
Papa Júlio II – que as organizou em um espaço especial chamado de Cortile Ottagono "Pátio Octogonal".

Clemente XIV e Pio VI – a coleção começou a receber um tratamento museológico.

Pio VII – expandiu a coleção de antiguidades clássicas formando o Museu Chiaramonti e a galeria Braccio Nuovo, além de enriquecer a seção de epígrafes, conservadas na Galeria Lapidaria.

Gregório XVI – fundou em 1837 o Museu Etrusco para receber achados nas escavações empreendidas de 1828 em diante, e em 1839 estabeleceu o Museu Egípcio, com peças provenientes de expedições no Egito e outras já conservadas nos Museus Capitolinos e no Vaticano.

Em 1844 foi criado o Museu Gregoriano Profano de Latrão, com uma seleta de peças romanas de caráter pagão que já não eram consideradas adequadas para permanecerem em exposição nos recintos do Vaticano. Foi ampliado em 1854 sob Pio IX com a ramificação do Museu Pio-Cristão, com esculturas, sarcófagos e outras obras de caráter cristão.

Pio X – estabeleceu em 1910 o Lapidário Hebreu, com inscrições de antigos cemitérios hebreus de Roma doadas pelo Marquês Pellegrini-Quarantotti.

João XXIII – reorganizou as coleções e as transferiu do Palácio de Latrão para o atual edifício dentro do Vaticano, inaugurado em 1970.

Pio XI – criou a Pinacoteca Vaticana um edifício especial, e em 1926 foi fundado o Museu Missionário-Etnológico. Em 1973 foi criada a Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea, sendo instalada nos Apartamentos Borgia. No mesmo ano foi organizado o Museu Histórico do Vaticano, com uma série de retratos papais expostos nos apartamentos papais de Latrão e uma seção de carruagens e automóveis.

Em 2000 foi inaugurada uma nova entrada para o complexo de museus, com instalações para vários serviços e onde são expostas obras de arte especialmente criadas para o ambiente.

No itinerário dos Museus Vaticanos estão incluídos os Palácios Vaticanos, onde se encontram outros espaços e coleções de grande importância como:
  • a Capela Sistina,
  • as Salas de Rafael,
  • a Galeria dos Mapas,
  • a Galeria das Tapeçarias,
  • a Galeria dos Candelabros e
  • os Apartamentos Borgia

Museu Pio-Clementino
Fundado em 1771 pelo Papa Clemente XIV, continha obras da Renascença e Antiguidade, a coleção foi ampliada por Pio VI para receber obras gregas e romanas. Atualmente compreende 54 salas de exposição.

Museu Chiaramonti
Recebeu este nome de seu fundador, Pio VII, membro da família Chiaramonti, que organizou a sua coleção de estátuas, frisos e sarcófagos no início do século XIX. Dentre suas mais de mil peças se encontra a famosa estátua Augusto de Prima Porta. Faz parte deste museu o Braccio Nuovo, com cópias de esculturas gregas e outras romanas, como uma cópia do Doríforo de Policleto, dois pavões de bronze dourado da era Adriana, uma representação antropomórfica do rio Nilo procedente do antigo Templo de Ísis junto ao Panteão. No piso foram instalados mosaicos. Outra seção é a Galeria Lapidaria, com mais de 3 mil inscrições e tabuletas, a maior em seu gênero em todo o mundo, mas é uma coleção fechada para o público e apenas estudiosos a ela têm acesso, através de uma autorização especial.

Museu Gregoriano Etrusco
Fundado por Gregório XVI em 1837 para receber peças encontradas em uma série de escavações desenvolvidas a partir de 1828 em antigas cidades da Etrúria que então faziam parte dos Estados Pontifícios. Em seu conjunto o acervo do museu mostra peças datando do século IX a.C. ao século I a.C., com cerâmicas, bronzes, objetos em ouro e prata. São 22 salas de exposição.

Museu Gregoriano Egípcio
Fundado por Gregório XVI em 1839, o museu é dedicado à preservação de um acervo de monumentos e artefatos do antigo Egito procedentes de escavações na própria Itália (provavelmente trazidos durante a era imperial) e coleções privadas adquiridas no século XIX. O museu ocupa 9 salas, um terraço e uma ala com peças da Mesopotâmia, Síria e Palestina.

Pinacoteca Vaticana
A idéia de uma galeria especial para o acervo de pinturas, aberta ao público, nasceu em 1817, após a queda de Napoleão, quando um grande número de obras-primas confiscadas pelo francês retornou ao Vaticano. Contudo, só foi inaugurada oficialmente em 27 de outubro de 1932 em um prédio especial, a pedido de Pio XI, resolvendo o antigo problema de exposição e armazenagem adequada da coleção de quase 500 peças reunidas pelo papado desde 1790. As obras ocupam 18 salas.

Museu Missionário-Etnológico
Fundado por Pio XI em 12 de novembro de 1926 . Até 1963 estava instalado em Latrão, sendo transferido para sua locação atual no Vaticano em 1973. O núcleo inicial da coleção - cerca de 40 mil peças - foi selecionado dentre mais de 100 mil propostas de doação oferecidas ao Papa, de missões de todo o mundo e das 400 dioceses representadas na grande mostra.

Museu Gregoriano Profano e Museu Pio-Cristão
O Museu Profano foi fundado em 1844 em Latrão com um acervo de estátuas, baixos-relevos e mosaicos da era romana. Em 1854 foi ampliado com a criação do Museu Pio-Cristão, com uma coleção de sarcófagos e estatuária paleo cristãos. Sob Pio X foi criado o Lapidário Hebreu, com uma pequena mas expressiva coleção de epígrafes e lápides de cemitérios hebreus de Roma. João XXIII transferiu as obras para sua localização atual dentro do Vaticano.

Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea
Instalada nos antigos aposentos privados do Papa Alexandre VI, conhecidos como os Apartamentos Borgia. Após sua morte o local foi abandonado e só foi reaberto ao público no século XIX. Hoje serve de sede da coleção de mais de 600 obras em escultura, pintura e gravura de mestres recentes.

Capela Sistina
É uma pequena capela do Palácio Apostólico, residência oficial do Papa. Foi erguida entre 1475 e 1483, durante o pontificado de Sisto IV. De arquitetura despretensiosa, a capela é, contudo, um relicário para um mundialmente famoso conjunto de afrescos, executados por Michelangelo no teto e na parede do altar, e mestres como Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Signorelli, Pinturicchio, Piero di Cosimo e outros mais nas paredes laterais, representando diversas cenas bíblicas. A cena do Juízo Final, de Michelangelo, é um dos maiores marcos da arte maneirista e de toda a pintura ocidental.

Salas de Rafael
São um grupo de quatro aposentos decorados entre 1508 e 1524 pelo grande pintor renascentista e seus auxiliares, a pedido do Papa Júlio II:
  1. Sala de Constantino
  2. Sala de Heliodoro
  3. Sala de Segnatura
  4. Sala do Fogo no Burgo





Fonte: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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