sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Capela Sistina

A Capela Sistina é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, sua decoração em afrescos, foi pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Raphael, Bernini e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

A virada do Quattrocento para o Cinquecento foi um dos momentos mais marcantes para a História da arte ocidental. A Itália, com epicentro em Florença, deu ao mundo uma tal gama de geniais artistas que parece milagrosa. "Não há como explicar a existência do gênio. É preferível apreciá-lo", diz Gombrich, tentando entender por que tantos grandes mestres nasceram no mesmo período.

A Capela Sistina é um dos locais mais propícios para aquilatar a dimensão desta explosão criativa. Para a sua feitura concorreram os maiores nomes de que dispunha a Itália no momento.

Sisto IV, como parte da política que empreendia para o restabelecimento do prestígio e fortalecimento do papado, convocou a Roma os maiores artistas da Itália. Florença era o centro de excelência até então. De lá e da Úmbria vieram os maiores nomes, fato que deslocaria para Roma a capitalidade cultural, que atingiria o zênite algumas décadas depois, com a eleição de Júlio II para ocupar a Cátedra de São Pedro. Para a história da cultura o significado do projeto e construção da Sistina é imenso, juntamente com as demais obras encomendadas por Sisto IV. Não somente porque marca o deslocamento da capitalidade cultural para Roma, mas por se tratar do ciclo pictórico de maior relevo da Itália no final do século XV, "constituindo além disso um documento inapreciável para observar as virtudes e os limites da pintura do Quattrocento".

Com exceção de Ghirlandaio, os pintores que nela assinalaram seus talentos avançam com a sua obra o século seguinte e os gênios que mudaram os rumos da pintura no período estão todos estreitamente relacionados com eles:
  • Ghirlandaio fora mestre de Michelangelo;
  • Rafael aprendiz de Perugino; e
  • no atelier de Verrocchio passaram: Leonardo, Perugino e Botticelli.

Mais que um liame entre o Quattrocento e o Cinquecento, esta geração de artistas "representa um ponto final, a constatação de uma crise. Algo que ficará manifesto pelo fato de que tanto Leonardo como Michelangelo construírem em boa medida suas respectivas linguagens sobre a negação da deles".


Arquitetura e decoração
Baccio Pontelli foi o autor do projeto arquitetônico para a construção da capela. Este florentino era um dos responsáveis pela reformulação e revitalização urbanística que Sisto IV efetuava em Roma, tendo realizado dezenas de obras públicas. No projeto, construído com a supervisão de Giovannino de Dolci entre 1473 e 1484, emprestaram seus dons: Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Rosselli, Signorelli, Pinturicchio, Piero di Cosimo, Bartolomeo della Gatta, Rafael e outros. Coroando este festival, alguns anos depois, um dos maiores gênios artísticos de todos os tempos: Michelangelo Buonarroti.

As dimensões do projeto de Baccio Pontelli tiveram como inspiração as descrições contidas no Antigo Testamento relativas ao Templo de Salomão. A sua forma:
  • retangular,
  • 40,93 m de longitude,
  • 13,41 m e largura e
  • 20,70 m de altura.

Os numerosos artistas vestiram o seu interior, esculpindo e pintando as suas paredes, transformando-a em um estupendo e célebre lugar conhecido em todo o mundo pelas maravilhosas obras de arte que encerra. Uma finíssima transenna de mármore, em que trabalharam Mino de Fiesole, Giovanni Dálmata e Andréa Bregno, divide a capela em duas partes desiguais. Os mesmos artistas levaram a cabo a construção do coro.

Internamente, as paredes, divididas por cornijas horizontais, apresentam 3 níveis:
  1. o primeiro nível, junto ao chão em mármore - que, em alguns setores, apresenta o característico marchetado cosmatesco - simula refinadas tapeçarias. No lado direito, próximo à transenna está o coro;
  2. o intermediário é onde figuram os afrescos narrando os episódios da vida de Cristo e de Moisés. A cronologia inicia-se a partir da parede do altar, onde se encontravam, antes da feitura do Juízo Final de Michelangelo, as primeiras cenas e um retábulo de Perugino representando a Virgem da Assunção, a quem foi dedicada a capela;
  3. o nível mais alto, onde estão as pilastras que sustentam os pendentes do teto. Acima da cornija estão situadas as lunettes, entre as quais foram alocadas as imagens dos primeiros papas.


Afrescos inspirados em cenas do Velho e do Novo Testamento decoram as paredes laterais, assim como o teto.

Precisamente, na parede esquerda, a partir do altar, estão as cenas do Velho Testamento:
1 – Moisés a caminho do Egito e a circuncisão de seus filhos, obra de Pinturicchio;
2 – Cenas da Vida de Moisés, de Botticelli;
3 – Passagem do Mar Vermelho, de Cosimo Rosselli;
4 – Moisés no Monte Sinai e a Adoração do Bezerro de Ouro, de Rosselli;
5 – A Punição de Korah, Natan e Abiram, de Botticelli;
6 – A Morte de Moisés, de Lucas Signorelli.

Na parte direita, também a partir do altar, as cenas do Novo Testamento:
1 – O Batismo de Jesus, de Pinturicchio;
2 – Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, de Botticelli;
3 – Vocação dos Apóstolos, de Ghirlandaio;
4 – Sermão da Montanha, de Rosselli,
5 – A Entrega das Chaves a São Pedro, de Perugino;
6 – A Última Ceia, de Rosselli.

Entre as janelas, seis de cada lado, figuram 24 retratos de papas, pintados por Botticelli, Ghirlandaio e Fra Diamante. Na abóbada estão os famosos afrescos de Michelangelo, pintados entre 1508 e 1512. O mesmo artista realizaria entre os anos de 1535 e 1541, na parede do altar, o Juízo Final. Rafael realizou uma série de tapeçarias que, em ocasiões especiais, vestem as paredes.


– As cenas de Botticelli
Botticelli, o talentoso discípulo de Filippino Lippi, exercia seu ofício em Florença. Chamado a Roma por Sisto IV para a decoração da capela, ali executou entre 1481 e 1482 alguns afrescos:
  • A Punição de Korah, Dathan e Abiram;
  • Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso;
  • Cenas da Vida de Moisés .
Cenas da Vida de Moisés, afresco medindo 348 cm x 558 cm, é a obra mais complexa. Botticelli teve que se empenhar para entrelaçar os diversos episódios que ali figuram numa narrativa bem articulada. O quadro tem certas irregularidades. É mais apreciado em virtude de detalhes isolados do que pelo conjunto. Os episódios estão narrados no Livro do Êxodo, capítulos II, III e XIII.

A Punição de Korah, medindo 348,5 cm x 570 cm, é a representação da narrativa contida no Livro dos Números, capítulo XVI, onde Korah, subleva 250.000 hebreus contra a autoridade de Moisés e de seu irmão Aarão.

Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, medindo 345,5 cm x 555 cm, ilustra as 3 tentações de Cristo no deserto e a cura do leproso narradas no Evangelho de Mateus, capítulos IV e VIII. No centro do quadro vê-se o edifício do Hospital do Santo Espírito mandado construir por Sisto IV.


– O Teto da Capela Sistina (Michelangelo)
Na realização desta grandiloquente obra concorreram amor e ódio. Michelangelo teria feito este trabalho contrariado, convencido que era mais um escultor que um pintor. Encarregado pelo Papa Júlio II, sobrinho de Sisto IV, de pintar o teto da capela, julgou ser um conluio de seus rivais para desviá-lo da obra para a qual havia sido chamado a Roma: o mausoléu do Papa. Mas dedicou-se à tarefa e o fez com tanta mestria que praticamente ofuscou as obras primas de seus antecessores na empresa. Os afrescos no teto da Capela Sistina são, de fato, um dos maiores tesouros artísticos da humanidade.

É difícil acreditar que tenha sido obra de um só homem, pois dispensara os assistentes que havia contratado inicialmente, insatisfeito com a produção destes, e que o mesmo ainda encontraria forças para retornar ao local, duas décadas depois, e pintar na parede do altar, sacrificando, inclusive, alguns afrescos de Perugino, o Juízo Final, entre 1535 e 1541, já sob o pontificado de Paulo III.

A superfície da abóbada foi dividida em áreas concebendo-se arquitetonicamente o trabalho de maneira que resultasse numa articulação do espaço entremeado por pilares. Nas áreas triangulares alocou as figuras de profetas e sibilas; nas retangulares, os episódios do Gênesis. Para entender estas últimas deve-se atentar para as que tocam a parede do fundo:
  • Deus separando a Luz das Trevas;
  • Deus criando o Sol e a Lua;
  • Deus separando a terra das águas;
  • A Criação de Adão;
  • A Criação de Eva;
  • O Pecado Original e a Expulsão do Paraíso;
  • O Sacrifício de Noé;
  • O Dilúvio Universal;
  • Noé Embriagado.
Assim como ocorre com parte da obra de Leonardo da Vinci, Benjamin Blech e Roy Doliner sugerem no seu livro Segredos da Capela Sistina que Michelangelo teria usado de criptografia para inscrever mensagens atacando o papado. O artista teria usado seus conhecimentos dos textos judaicos e cabalísticos, antagônicos à doutrina cristã estabelecida, para transmitir em sua pintura aquilo em que verdadeiramente acreditava.


– O Juízo Final (Michelangelo)
A parede do altar foi destinada a conservar a maior pintura na qual Michelangelo dedicou, desde 1534, todo seu engenho e força: o Juízo Final. O afresco ocupa inteiramente a parede atrás do altar. Para sua execução, duas janelas foram fechadas e algumas pinturas da época de Sisto IV apagadas: os primeiros retratos de papas; a primeira cena da vida de Cristo e a primeira da vida de Moisés. Uma imagem da Virgem da Assunção de Perugino, e os afrescos das duas lunettes, onde o próprio Michelangelo havia pintado os ancestrais de Cristo.

A grandiosidade da personalidade do grande mestre se revela aqui, com toda sua potência, devido sobretudo à concepção e a força de realização da obra. Michelangelo expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda esperam Caronte e Minos. A ressurreição dos mortos e os anjos tocando trombetas completam a composição.


Restauracão
No último quartel do século XX, obras empreendidas no teto da Capela Sistina no intuito de recuperar o brilho original do tempo de Michelangelo foram motivo de inúmeras controvérsias.

Restaurações vinham sendo feitas ao longo dos anos, e desde a década de 1960 já se trabalhava nos afrescos mais antigos. O projeto mais audacioso, a cargo do restaurador Gianluigi Colalucci, iniciou-se em 1979 com a limpeza da parede do altar: o Juízo Final, de Michelangelo. Durante este período a capela esteve fechada ao público que visita o Museu do Vaticano (cerca de 3.000.000 pessoas por ano) só voltando a ser reaberta em 8 de abril de 1994.




Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Carlos V, imperador do Sacro Império Romano


Carlos de Habsburgo (Gante, 24 de fevereiro de 1500 — Cáceres, 21 de setembro de 1558) foi Rei de Espanha (Carlos I) e Imperador do Sacro Império Romano (Carlos V). Arquiduque de Áustria, Duque de Milão e da Duque de Suábia, conde de Flandres, Rei de Nápoles e Sicília como Carlos IV de 1516 a 1555, Príncipe dos Países Baixos de 1516 até abdicar em outubro de 1555 no palácio dos duques de Brabante. Abdicou em 1556 e passou o governo a seu filho, Filipe II, exceto o Império e suas terras austríacas, que entregou ao irmão Fernando.




Família
Era filho de Joana "a Louca" e de Filipe "o Belo". Neto de Maximiliano I da Germânia ou de Habsburgo e de sua esposa Maria de Borgonha por via paterna e dos Reis Católicos por via materna. Duque da Borgonha em 1506, aos seis anos. Com a subida ao trono do primogênito de Filipe e Joana surgia na Espanha e na Alemanha a dinastia dos Áustrias. Carlos conseguiu unificar em sua pessoa o conjunto dos territórios da Coroa de Castela (herança de sua avó a rainha Isabel I), da Coroa de Aragão (herança do avô Fernando II) e as terras vindas por herança paterna (os Países Baixos, o Franco Condado) e do avô paterno (Áustria, Estíria, Tirol).

Irmãos:
  1. Catarina d´Áustria ou Habsburgo (filha póstuma, nascida em Torquemada 14 de janeiro de 1507 e morta em Lisboa em 12 de dezembro de 1578), casou-se em 1525 com o rei D. João III de Portugal, filho de D. Manuel I o Venturoso e de Maria de Castela, sua tia.
  2. Ferdinando ou Fernando I de Habsburgo ou Áustria (Alcalá de Henares, 10 de março de 1503 — Viena, 27 de julho de 1564) Rei dos romanos de 1531 a 1558, Rei da Boêmia e Hungria em 1526, Imperador germânico de 1558 a 1564 quando abdicou em favor dele. Educado na Espanha. Maximiliano, seu avô paterno, lhe obteve a sucessão dupla da Boêmia e Hungria.
  3. Isabel de Habsburgo nascida em 18 de julho de 1501 em Bruxelas e morta em Gante em 1526, casou em 1514 com Cristiano II rei da Dinamarca.
  4. Maria de Habsburgo ou da Hungria nasceu em 1505 e morreu em 1558. Foi regente dos Países Baixos. Casou em 1522 com Luís II Jagellon, Rei da Hungria e da Boêmia. Quando Margarida da Áustria morreu, em 1 de dezembro de 1530, Maria foi nomeada governadora das terras borgonhesas, os futuros Países Baixos.
  5. a irmã primogênita foi D. Leonor de Áustria ou de Habsburgo, nascida em Lovaína, no Brabante, em 15 de novembro de 1498 e morta em 25 de fevereiro de 1558 em Taraveruella, nos arredores de Badajoz. Arquiduquesa da Áustria, foi Rainha de Portugal e Rainha da França.


Primeiros anos
Nasceu em Gante, onde sua mãe estava acompanhando o marido, governador dos Países Baixos como primogênito do imperador Maximiliano I e de Maria da Borgonha. Durante muitos anos foi chamado Carlos de Gante. Espanhol pela mãe, alemão pelo avô, borgonhês pelo pai e pela avó Maria, filha de Carlos o Temerário, duque da Borgonha.

Morto seu pai em 1506, incorporou os Países Baixos e o Franco Condado, feudos do Império.
Passou a infância e a adolescência em terras da Borgonha (Flandres, atual Bélgica e Holanda). Estiveram encarregados de sua educação Margarida de Áustria, sua tia, a regente em seu nome, e o cardeal Adriano de Utrecht, humanista e professor de teologia em Lovaína, mais tarde Papa Adriano VI. Em 1515, foi declarado maior de idade, encarregando-se do governo de Flandres. Morto seu avô Maximiliano, em 1516, incorporou os territórios austríacos dos Habsburgos: a Alta e Baixa Áustria, ducados da Estíria, Carniola e Caríntia, condado do Tirol, landgraviato da Alta Alsácia.

Rei
Na Espanha, seu avô Fernando II de Aragão continuava como regente da filha Joana de Castela até morrer em 23 de janeiro de 1516. Em detrimento de sua mãe, Joana, encerrada num castelo, Carlos passou a possuir os reinos de Castela, Aragão, Nápoles e Sicília e as enormes colônias americanas. Assim, uma série de heranças , preparadas pela política matrimonial do avô Maximiliano, reuniu em Carlos um império imenso em que se dizia que o sol jamais se punha. A 30 de Maio de 1516, ao falecer o seu avô materno Fernando II de Aragão e com o apoio economico dos banqueiros da família Fugger (conhecidos em Espanha como os Fúcares), foi proclamado rei de Espanha em Madrid. Graças à recente descoberta do Novo Mundo, por Cristóvão Colombo, muito em breve a Espanha seria senhora de um imenso império transatlântico.

Carlos foi para a Espanha aos 17 anos, em setembro de 1517, sem falar espanhol, com seu grupo de conselheiros flamengos, que cedo se indispuseram com os espanhóis. Em 1518, foi formalmente reconhecido Rei, como a mãe, pelas cortes de Castela e depois de Aragão. Em 1519, Carlos I jurou como conde de Barcelona (título que implicava ser rei dos reinos da confederação catalã-aragonesa). Durante sua estada em Espanha, seu avô Maximiliano I morreu e herdou as terras dos Habsburgos.

Tornou a Espanha no centro de seus domínios, e partiu para lá em 1522. Afastado da Alemanha e de seus estados herdados dos Habsburgo, reservando para si próprio a Espanha e a política geral do Império como um todo, deu suas possessões austríacas a seu irmão Fernando em 1522, tornando-o também seu representante na chefia do governo imperial. Governou a Espanha como governara os Países Baixos, ambos compostos originalmente de vários Estados independentes, gradualmente unidos sob um só soberano, amarrados a seus antigos interesses, leis, costumes.

Imperador do Sacro Império Romano Germânico
Morto seu avô Maximiliano I de Áustria, obteve os territórios austríacos dos Habsburgo e foi eleito imperador do Sacro Império Romano-Germânico como Carlos V, 1519. O título tinha reminiscências do Império Romano, de Carlos Magno e dos imperadores medievais e impunha a missão divina de guardar a paz e a justiça na cristandade e defendê-la do infiel: o infiel era, naquela época, o Império Otomano e o Islão. Não foi eleição fácil, pois tinha como rival Francisco I de França, contava com oposição do Papa Leão X, e havia a corrupção dos eleitores. Foi eleito, a despeito de Roma e da França, em 28 de junho de 1519.

O Papa Leão X não lhe pôs dificuldades, e com isso preparou a base para seu império universal. Durante sua estada de alguns meses nos Países Baixos, depois de voltar da Espanha, e ao chegar na Alemanha em 1520, tinha tomadas as rédeas do Governo. Estava na Alemanha para fazer valer a sua proclamação de imperador. Ficaria ausente da Espanha até 1522. Como fazia seu avô Maximiliano, viajou constantemente durante seu reinado, sem passar muito tempo na Espanha.
A cristandade estava ameaçada internamente por divisões políticas e religiosas. Lutero combatia a Igreja de Roma, os turcos avançavam sobre os Bálcãs e o Mediterrâneo.



Eleito Imperador, foi visitar na Inglaterra Henrique VIII e sua rainha, sua tia Catarina de Aragão. Fez-se sagrar imperador em Aquisgrão em 23 de outubro de 1520. O movimento de Lutero se espalhara pela Alemanha e o legado papal na Corte imperial pedia sua supressão. Chegou a um esquema intitulado o Reichsregiment — para decidir como os gastos seriam cobertos, como os Estados forneceriam assistência militar ao Imperador na guerra. Em abril de 1521, Lutero foi convocado à Dieta e não se retratou. No dia seguinte Carlos o recebeu nos Estados e expressou sua opinião de modo enfático. Em 8 de maio de 1521, preparou o banimento de Lutero, efetivo no dia seguinte.





Abdicação
em 16 de janeiro de 1556, transferiu para o filho a coroa da Espanha, suas colônias, terras na península Itálica e nos Países Baixos. No Sacro Império, Carlos pediu aos eleitores para aceitarem sua abdicação, e eleger Fernando como seu sucessor, o que foi feito em 28 de fevereiro de 1558. Carlos V deixou ao irmão as propriedades dos Áustria na Alemanha.
Mesmo assim, permaneceu preso a questões políticas e só em setembro de 1556, com suas duas irmãs (Leonor de Áustria e Maria da Hungria) viajou para a Espanha. Mesmo em seu retiro, ao lado do mosteiro em Yuste, chegavam-lhe mensageiros com despachos, embora não mais tomasse parte ativa no governo.


Casamento e descendência
Desde 1504, comprometido com a filha de Luís XII de França , Cláudia de França, que mais tarde terminaria casada com Francisco I de Valois.

– casou com sua prima a Infanta Isabel de Portugal (1503-1539), filha de D. Manuel I.
De Isabel de Portugal (1503-1539), filha de Manuel I, nasceram sete filhos:
  1. Filipe II de Espanha (21 de maio de 1527-1598)
  2. Maria de Habsburgo ou Maria da Hungria (Madri, junho de 1528 - fevereiro de 1603). Foi imperatriz do Sacro Império Romano e Rainha da Boêmia, da Hungria e da Croácia pois casou em 13 de setembro de 1548 com Maxmiliano II de Habsburgo (1527-1576), seu primo, filho de seu tio Fernando I e de Ana Jagellon da Boêmia e Hungria.
  3. Isabel (nascida e morta em 1529)
  4. Fernando, nascido e morto em 1530.
  5. Joana de Habsburgo (Madri, junho de 1537 - setembro de 1573) casada em 11 de janeiro de 1552 em Toro com o infante João de Portugal quarto filho de D. João III e de D. Catarina da Áustria, pais do rei D. Sebastião) "o desejado".
  6. João, nascido e morto em 1538
  7. Fernando, nascido e morto em 1539.
– teve sete filhos ilegítimos:
  1. João de Áustria. Batizado Jerônimo, nasceu em Ratisbona, em 24 de fevereiro de 1547 e morreu de peste ou tifo em Bourges, na vizinhança de Namur, Flandres, em 1 de outubro de 1578.
  2. Isabel (20 de agosto de 1518 - depois de 1538), filha de sua madrasta Germana de Foix, viúva de seu avô Fernando II de Aragão. Educada pelo Inquisidor Josep Corretger, em Perpignan, morreu pouco depois da mãe e segundo o confessor de ambas, foi envenenada por ordem de Carlos V.
  3. Margarida de Parma, de Espanha ou de Áustria, filha de uma flamenga de Oudenarde, chamada Margarida ou Joana.
  4. Joana de Áustria (1522-1524), filha de uma jovem dama de aristocracia, pertencente aos círculos do Conde de Nassau. Foi transferida com a mãe para o convento de Madrigal de las Altas Torres.
  5. Tadea (nasceu em 1522), filha de Ursolina della Pena, de Perugia, que se achava em Bruxelas com o marido. O imperador a viu em Roma, em 1536, ao retornar da campanha em Túnis. A mãe morreu, e Tadea teve que conviver com irmãos violentos. Casou sem consultar o pai, e escreveu-lhe em 1562 solicitando reconhecimento. Passou o resto da vida no retiro de um convento.
  6. Joana, filha de uma dama cujo nome permaneceu no anonimato. Viveu sempre reclusa no convento de las Angustias em Madrid e morreu aos oito anos.
  7. Joana de Áustria, filha de Diana de Talanga, senhora de Sorrento. Casada com o Príncipe de Butera, morreu em 1650.



Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Independência ou Morte!

7 de setembro de 1822

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rainha Cristina da Suécia


A rainha Cristina I da Suécia nasceu em Estocolmo a 8 de dezembro de 1626 e faleceu em Roma a 19 de abril de 1689. Monarca da Suécia de 1632 a 1654. Era filha de Gustavo II Adolfo e de Maria Eleonora de Brandemburgo-Hohenzollern. Foi protetora das artes e mecenas de artistas escandinavos. Abdicou do trono sueco para converter-se ao catolicismo, enquanto os monarcas de seu país deveriam ser forçosamente protestantes. Deixou seu país e morreu em Roma aos 63 anos de idade.




Rainha reinante
Em sua autobiografia, em 1681, Cristina escreveu: "Em minha opinião, as mulheres nunca devem reinar." Ela escreveu isto apesar de ter governado a Suécia por mais de uma década, com uma boa dose de sucesso.

O Conselho Nacional sugeriu que Cristina participasse do governo, quando ela tinha 16 anos, mas ela pediu para esperar até que ela tivesse 18 anos, como seu pai havia esperado até então. Em 1644, ela assumiu o trono. Sua primeira missão importante foi à conclusão da Paz com a Dinamarca. Fez tanto sucesso que, a Dinamarca entregou as ilhas de Gotland e Ösel (hoje Saaremaa em Estónia) a Suécia, a Noruega perdeu os distritos de Jämtland e Härjedalen , que até hoje se mantém com a Suécia.

O Chanceler Oxenstierna logo descobriu que Cristina tinha visões políticas diferentes das suas. Para o Congresso da Paz na Alemanha, em 1645, ele enviou seu filho Johan Oxenstierna, apresentando a visão de que seria melhor para o interesse da Suécia, se a Guerra dos Trinta Anos continuasse. Cristina, no entanto, queria a paz a qualquer custo e enviou seu próprio delegado, Johan Adler Salvius. Pouco antes da celebração do acordo de paz, ela admitiu Sálvio para o Conselho Nacional, contra a vontade do chanceler Oxenstierna e para espanto geral, pois Cristina queria a oposição à atual aristocracia.

Ela sabia que era esperado dela, proporcionar um herdeiro para o trono sueco. Seu primo Carlos era apaixonado por ela, e eles ficaram noivos em segredo, antes de ele deixar em 1642, a Suécia para fazer o serviço militar por três anos na Alemanha. Cristina revela em sua autobiografia que sentia “uma aversão intransponível para o casamento”.

Em 26 de fevereiro de 1649, Cristina tornou público sua decisão de não se casar, mas queria seu primo Carlos – filho da Princesa Catarina da Suécia, filha do Rei Carlos IX da Suécia – como herdeiro ao trono. A nobreza se opôs a isso, outros três estados: clero, burgueses e camponeses, aceitaram.

A Coroação aconteceu em outubro de 1650. Cristina foi para o castelo de Jacobsdal, hoje conhecido como Ulriksdal, onde entrou em um carro desenhado com coroação preto de veludo bordada em ouro, puxado por seis cavalos brancos.

Legado
Seu legado à Suécia foi desastroso: após a abdicação, as mulheres foram excluídas da linha de sucessão - lei revogada somente em 1980, para admitir a princesa Victória como sucessora do atual rei Carlos Gustavo.

Mistério
Surgiram rumores sobre pretendentes, mas o objeto de seus suspiros era a Duquesa Ebba Sparre, ”bed fellow” e dama da Corte. Na gélida Suécia no século 17, dos candelabros e das sombras, era comum que pessoas do mesmo sexo compartilhassem a cama, apenas para se manterem aquecidas e confortáveis, mas a atração física de Cristina por Ebba ficou evidente nas cartas de amor que lhe escreveu.

Em 19 de abril de 1689, Cristina morreu em Roma aos 62 anos, após pequena enfermidade. Contrariando seu desejo, o Papa Inocêncio XII mandou realizar uma elaboradíssima cerimônia, com cortejo de cardeais, clérigos e noviços até a Basílica de São Pedro, onde está sua sepultura. (foto)

Segundo a biógrafa Linda Rapp, o embaixador português Antonio Pimentel foi um de seus inúmeros amores masculinos e femininos. As especulações sobre a sexualidade de Cristina ainda estão bem presentes desde o dia em que, ao nascer, foi confundida com um menino. Existe a possibilidade de ela ter sido hermafrodita. Em 1965, o corpo foi exumado e examinado. O esqueleto parecia ser de uma mulher, mas o tempo e a retirada das vísceras e de alguns órgãos internos prejudicaram as análises de laboratório.

Linda Rapp acha que Cristina permanece um “mistério, na morte como na vida.”

Fonte: Wikipédia e Textos de Thereza Pires

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Museu do Vasa

O Museu do Vasa (Vasa Museet) é um museu histórico temático localizado em Estocolmo, na Suécia. O Vasa foi um navio de guerra sueco, do início do século XVII, afundado quando deixava o porto em sua primeira viagem, o que causou uma comoção nacional à época. Atualmente é o museu mais visitado dos países escandinavos, com uma média de 800.000 pessoas por ano.



O Vasa
Construído por determinação do Rei Gustavo Adolfo da Suécia, com o desafio de se constituir no mais potente navio de guerra de seu tempo, os seus três mastros principais elevavam-se a mais de 50 m de altura, suportando uma dezena de velas. Estava equipado com 64 peças de artilharia de diversos calibres, magnificamente decorado com esculturas entalhadas em madeira. A sua tripulação era de 400 homens.

No dia 10 de agosto de 1628, poucos minutos após ter soltado ferros para a sua viagem inaugural, completamente carregado, uma rajada de vento fez o navio inclinar para esquerda, deixando entrar água pelas portas de arma inferiores, causando o seu naufrágio ainda no porto, um acidente que envergonhou o país.

O achado arqueológico submarino
Trezentos e trinta e três anos mais tarde, na década de 1950, o navio foi encontrado imerso no lodo do fundo do porto, que teve a virtude de conservar relativamente intacta a estrutura da embarcação.

Iniciou-se assim um dos mais importantes trabalhos de resgate e restauração do nosso tempo, apresentado ao público em um museu histórico temático, onde os visitantes podem observar os diversos aspectos construtivos e de resgate, limpeza, preservação e restauração da embarcação, assim como aspectos da vida cotidiana da Suécia no início do século XVII.

Veja : Vasamuseet


Fonte: Wikipédia

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domingo, 5 de setembro de 2010

Sevilha - Espanha

Sevilha é uma cidade espanhola situada a sudoeste da Península Ibérica e a capital da província homônima, na Comunidade Autônoma da Andaluzia, é a quarta maior cidade espanhola (703.206 habitantes) e a quarta maior área metropolitana por número de habitantes (1 493 416 na área metropolitana, de um total de 1 900 224 na província - dados de 2009).



História
  • A época tartésica
Não há certeza, porém pensa-se que foi fundada pelos tartessos, concretamente os turdetanos, cerca do século XIII aC, com o nome de "Hispal". Depois foi ocupada pelos fenícios e cartagineses.

  • A época romana
As tropas romanas entram no ano 206 aC, comandadas pelo general Escípio, derrotam os cartagineses, que habitavam e defendiam a região, e convertem-se nos seus sucessores no sul peninsular. O general não tinha confiança na cidade pelo carácter agressivo e violento dos cartagineses, e decidiu fundar uma cidade num local próximo e ao mesmo tempo afastado para evitar beligerâncias, e é assim que nasce Itálica, atualmente em ruínas. Os romanos latinizaram o nome da cidade e chamaram-lhe Híspalis. Durante este período foi um dos conventos jurídicos da Bética, o Hispalense.

  • A época visigoda
Em 426 foi tomada pelos vândalos com Gunderico como dirigente, um século depois foram substituídos pelos visigodos, e com Recaredo alcançou Sevilha o máximo apogeu da época. Depois da invasão muçulmana a Espanha, Sevilha converteu-se junto com Córdoba numa das cidades mais importantes do ocidente europeu.

  • A época moura
Em 712 Musa, acompanhado pelo seu filho Abd al-Aziz ibn Musa e com um exército de 18.000 homens, cruzou o estreito e procedeu à conquista do resto do território visigodo. Ocupou Medina-Sidonia, Carmona e Sevilha e, seguidamente, atacou Mérida que após um ano de sitiada a conquistou. A cidade passou a ser território mouro. Desde Mérida, Musa, dirigiu-se a Toledo. Foram os mouros que lhe deram o nome de Ishbiliya (árabe أشبيليّة) que derivou depois em Shbiya para terminar no nome atual. Nesta época a sua riqueza cultural cresceu enormemente pela cultura árabe, em tanto que tinha dependência do Califado de Córdoba convertendo-se na mais importante de Al-Andalus. Foi capital dum dos reinos de taifas mais poderosos desde 1023 até 1091 governado pela família dos abádidas. Na época almóada construíram-se a Giralda, o Alcázar e a Igreja de São Marcos. Entre finais do século XI e até meados do século XII assentaram-se os almorávides na cidade, uma época muito boa para os negócios e a arquitetura. Os cristãos reconquistaram a cidade em 1248 durante o reinado de Fernando III de Castela.

  • A baixa Idade Média
Depois da reconquista uma nova cultura tomou a cidade, os judeus, vinham desde todos os lugares, principalmente de Toledo e com certeza os que um século anterior tinham sido fugidos do rio Betis a Tejo, alguns dos mais influentes foram beneficiados com o reparto da cidade. Nunca foram bem vistos, pela sua destreza econômica e pela rivalidade que tinham com alguns clérigos. Entre os anos 1354 e 1391 a alfama foi continuamente assaltada e saqueada. A partir de então a falsa conversão de alguns praticantes de outras religiões, permitem-se atos inquisitivos na cidade, e é assim como celebrou-se o primeiro auto de fé em Sevilha a 6 de fevereiro de 1483, no que foram queimadas vivas seis pessoas. Um decreto de 1483 anunciou que começava-se a expulsar da região andaluza em geral os judeus que não foram batizados, em 1492 foram desterrados os judeus de todo o país.

  • O descobrimento das Américas
O descobrimento do Novo Mundo em 1492 foi muito significativo para a cidade, que se converteria no primeiro porto de saída europeu até a América. Sevilha era em finais do século XVI um dos principais portos castelhanos no comércio com a Inglaterra, Flandres e Génova fundamentalmente.

Os reis fundaram a "Casa de Contratación" (atualmente é o Arquivo de Indias), desde Sevilha dirigia-se e contratavam as viagens, controlando as riquezas que entravam da América, e era o principal porto de ligação. Nesta época teve uma grande expansão urbana superando os 100.000 habitantes, convertendo-se na maior cidade da Espanha. Mesmo assim converteu-se numa metrópole com consulados de todos os países da Europa, e comerciantes vindos de todo o continente que ficavam estabelecidos em Sevilha para realizar as suas empresas. Isto foi o que converteu a cidade num centro multicultural, com um forte florescimento das artes, em especial da arquitetura, escultura, pintura e literatura, jogando um papel importante no Século de Ouro espanhol. Nesse século terminaram as obras de construção da Sé, e outros edifícios novos como a Casa Pilatos, o Palácio de las Dueñas, e a Colegiata do Salvador. Também, como Sevilha era porto de América, foi residência de geógrafos e cartógrafos, como Américo Vespucio que faleceu nesta cidade a 22 de fevereiro de 1512.

  • O século XVII
A partir do século XVII e século XVIII a sorte de Sevilha começa a mudar, a principal causa é que a Casa da Contratação, passou a ser controlada desde o porto de Cádiz com o que a cidade tinha rivalidade. Também sofreu a crise econômica que afetou toda a Europa além das habituais inundações e outras calamidades como foi a epidemia com a que foi atingida em 1649, com mais de 60.000 mortos, aproximadamente 46% da população existente, passando Sevilha de 130.000 para 70.000 habitantes. Nem tudo foram desgraças para a cidade, já que foi o início de uma boa época para as artes em todas as manifestações. Sevilha, empolgada pelo espírito contra-reformista transformou-se numa cidade convento. Em 1671 havia 45 mosteiros de frades e 28 de freiras. Franciscanos, dominicanos, agostinhos e jesuítas instalaram-se nela.
  • O século XVIII
A invasão francesa também afetou Sevilha. Foi o Marechal Víctor com as suas tropas acompanhado do rei José Napoleão (José I), quem ocupou a cidade, sem disparar um único tiro, desde 1 de fevereiro de 1810 até 27 de agosto de 1812 quando tiveram de retirar devido aos contra-ataques desferidos pelas tropas anglo-espanholas.
  • O século XIX
Durante o século XIX chegou o comboio. Para a sua construção foi necessário derrubar as milenárias muralhas que circundavam a cidade, que, assim, começou a expandir-se.
  • O século XX
A Guerra Civil Espanhola também afetou à capital andaluza (onde o general Gonzalo Queipo de Llano se apoderou do comando da 2ª Divisão Orgânica), quando caiu nas mãos dos sublevados ao mesmo tempo que Cádis, Granada e Córdoba. Foi também sede da "Exposição Iberoamericana" em 1929 e da Exposição Mundial de 1992. Da primeira, o monumento mais destacado que permanece é a Praça de Espanha. Da Expo'92, permanecem parte das instalações que foram reconvertidas no parque tecnológico mais importante da Andaluzia, o parque temático "Isla Mágica" e a monumental ponte do Alamillo sobre o rio Guadalquivir do arquiteto Santiago Calatrava. Destaca-se na atualidade a realização das obras do Metro de Sevilha.


Clima
O clima de Sevilha é mediterrânico, com influências continentais. A temperatura media anual é de 18,6 °C, o que faz desta cidade uma das mais quentes de Europa. Os invernos são suaves. Janeiro é o mês mais frio, com médias entre 5,2 °C e 15,9 °C e os verões são muito quentes. Julho possui as médias mais altas, entre 19,4 °C e 35,3 °C e todos os anos superam-se os 40° em varias ocasiões. As temperaturas extremas registadas na estação meteorológica do Aeroporto de Sevilha foram de -5,5 °C, em 12 de fevereiro de 1956 e 46,6 °C, em 23 de julho de 1995. Há um recorde não homologado pelo Instituto Nacional de Meteorología que é de 47,2 °C em 1 de agosto de 2003. As precipitações são de 534 mm por ano, concentradas de outubro a abril. Dezembro é o mês mais chuvoso, com 95 mm. Há 52 dias de chuva por ano, 2.898 horas de sol e 4 dias de leve possibilidade de gelo.


Festas Populares
  1. A principal festa de Sevilha é a Semana Santa, na qual 59 irmandades desfilam pelas suas ruas, saindo dos diversos templos até à "Carrera Oficial" (percurso oficial obrigatório para todas), que começa na Campana e finaliza ao sair da Catedral, onde se realiza a estação de penitência. Um terço da população participa nas confrarias como irmãos da luz, "costaleros" ou membros de uma banda.
  2. A "Feria de Abril", festa de carácter folclórico que reúne cada ano milhares de pessoas vindas de toda Espanha no recinto "ferial". São típicas as "casetas" (barracas com forma de tendas) onde as pessoas se reúnem para cantar e dançar sevilhanas e flamenco. Durante a semana de "feria" realizam-se uma série de touradas de fama nacional, na conhecida praça de touros de Sevilha "La Maestranza".







Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Castelo de Het Loo

Het Loo é um palácio dos Países Baixos localizado nas proximidades de Apeldoorn. A antiga residência Real começou a ser construída em 1684 para Guilherme III de Orange, e para a sua consorte, Maria II de Inglaterra, os quais se tornaram Rei e Rainha da Inglaterra em 1689. Durante mais de três séculos, Het Loo serviu de residência de Verão à Casa de Orange, cujos membros se tornaram na Família Real holandesa.


História
A arquitetura barroca holandesa de Het Loo toma providências para minimizar a grande extensão da sua construção, tão enfática no Château de Versailles, de forma a apresentar-se, apenas, como a elegante residência de um cavalheiro. Na sua carreira militar e diplomática, Guilherme de Orange foi o oponente europeu de Luís XIV de França, o comandante das forças combinadas contra o poder absoluto do Catolicismo Romano.

Het Loo não foi concebido como um mero palácio, mas sim como um refúgio, ou "casa de recreio". Todavia, está situado entre "entre pátio e jardim" como o Château de Versailles e os seus imitadores, e até mesmo como muitas casas particulares de Paris.

O pátio de honra, com pavimento seco e coberto de gravilha, levemente escondido da estrada por um gradeamento em ferro forjado, é domesticado por um tradicional relvado bordejado por buxos, o doce toque de uma cruz num círculo que se deseja encontrar num jardim burguês. Os volumes do palácio são ritmicamente quebrados na sua aglomeração. Estes desenvolvem-se simetricamente, expressando os papéis subordinados dos seus usos e ocupantes, ao ponto de os anexos finais, nos planos de Marot, se estenderem ao longo do caminho público, como uma estrada bem feita e deliciosamente regular.


Jardins
O "Grande Jardim" fica privadamente nas traseiras. Este Jardim Barroco holandês, quando chamado de Versailles da Holanda deixa em evidência mais diferenças que semelhanças com o modelo francês, embora ainda se mantenha na fórmula barroca geral estabelecida por André Le Nôtre:
  • perfeita simetria, esquema axial com passeios irradiantes cobertos de gravilha, parterres com fontes, tanques e estátuas.


O jardim principal, com conservadores canteiros retangulares em vez de outros com formas mais elaboradas, é um espaço fechado por passeios elevados, tal como um jardim renascentista, pregueado nos bosques para divertimento privado. Não é o jardim de um Rei, mas de um stathouder (governantes dos países baixos durante a ocupação espanhola). No seu extremo, uma sombreada passadeira de árvores esconde a vista central. As laranjeiras colocadas em caixas de madeira e abrigadas, durante o inverno, numa orangerie, um elemento presente em todos os jardins da época, têm um duplo significado para a Casa de Orange.

Fora do jardim existem algumas alamedas lineares, para permitir a perseguição da caça em carruagem ou, simplesmente, pelo aparato proporcionado por uma avenida deste gênero. O patrono dos jardins do Rei-Sol era Apolo. Pedro o Grande optou por Sansão saltando das garras do leão heráldico da Suécia. Guilherme III de Orange escolheu Hércules.

No século XVIII, o jardim barroco de Guilherme III foi varrido para dar lugar a um parque paisagístico ao gosto inglês.


Atualidade
Em 1960, a Rainha Guilhermina declarou que quando morresse o palácio iria para a posse do Estado. Isso aconteceu em 1962, quando Guilhermina morreu no interior do próprio palácio. Depois de um cuidado restauro, o palácio acolhe, atualmente, um museu nacional e biblioteca dedicados à Casa de Orange-Nassau na história dos Países Baixos. Het Loo também abriga o Museum van de Kanselarij der Nederlandse Orden (Museu da Chanceleria das Ordens de Cavalaria Neerlandesas). Livros e outro material relacionado com decorações e medalhas formam uma seção separada da biblioteca.

Os jardins perdidos de Het Loo foram totalmente restaurados a partir de 1970, a tempo de celebrar o tricentenário do palácio, em 1984. Os seus novos trabalhos de tijolo, rede e ornamentos encontram-se tão em bruto como devem ter estado em 1684, devendo amadurecer e suavizar com o passar do tempo.





Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cristiano I, rei da Dinamarca


Cristiano I (fevereiro de 1426 — 21 de maio de 1481), rei da Dinamarca entre 1448 a 1481, da Noruega de 1450 a 1481, e da Suécia entre 1457 a 1464. Foi o primeiro rei da Dinastia de Oldemburgo.


– Casou-se 26 de outubro de 1450 com Dorotéia de Brandenburgo.






Vida
Cristiano I nasceu em fevereiro de 1426 em Oldemburgo, (Alemanha), filho do conde Teodorico de Oldemburgo e de Hedvig de Holstein. Quando seu pai faleceu em 1440, Cristiano herdou o título de conde de Oldemburgo e Delmenhorst. Por esse mesmo tempo foi nomeado por seu tio Adolfo VIII de Holstein qual seu sucessor para ocupar o condado de Holstein. A morte de Cristóvão da Baviera em 1448, o trono da Dinamarca ficou vago, pois não havia herdeiros. O conselho real procurou por o poder em mãos do senhor mais poderosos do reino, neste caso Adolfo VIII de Holstein. Mas Adolfo foi contrário a idéia e recomendou seu sobrinho Cristiano para ocupar tão alto cargo. Cristiano era descendente de Erik V da Dinamarca.

Cristiano foi eleito pelo conselho em 1 de setembro de 1448 e em 28 de outubro de 1449 tomou posse em Copenhague. No mesmo dia de sua coroação se comprometeu em matrimonio com Doreteia de Brandemburgo, a jovem viúva de Cristóvão. As núpcias se celebraram em 26 de outubro de 1450.

Após o falecimento de Cristóvão da Baviera, a União de Kalmar havia se desintegrado, principalmente pelos pensamentos nacionalistas dos suécos, que elegeram Carlos Knutsson como novo rei da Suécia. Em Noruega, o trono estava vago e o país havia se dividido em duas facções políticas. A facção predominante elegeu Cristiano como novo rei. Mas em 20 de outubro de 1449, Carlos da Suécia foi coroado pelo arcebispo de Trondheim. Para solucionar o problema, se convocou um congresso em Halmstad. Por meio desse congresso, Cristiano reconheceu os direitos de Carlos como rei da Suécia, sob condição de que este deveria renunciar a Noruega. Também se acordou que o rei que vivesse por mais tempo governaria os três reinos nórdicos.


Rei da União Kalmar
Em 1451 formou-se uma sangrenta guerra entre Dinamarca e Suécia por motivo da possessão de Gotland. Em 1457, Carlos foi derrubado na Suécia, e os regentes Jons Bengtsson e Erik Axelsson, partidários da União de Kalmar, chamaram a Cristiano para que ocupasse o trono sueco. O monarca chegou a Suécia esse mesmo ano, em 29 de junho de 1457 foi coroado em Uppsala como rei da Suécia, seu filho João foi nomeado herdeiro.

Em 1459 morreram Adolph Count VIII do Holstein, sem nunca deixar crianças. Cristiano foi eleito, em seguida, na cidade de Ribe como o novo Duque e Conde de Schleswig e Holstein, 2 de março de 1460. Em 5 de março enviou ao rei os privilégios de Schleswing e Holstein, de onde se comprometia a comportar-se unicamente como herdeiro de ambas as regiões e não como rei da Dinamarca. Ao mesmo tempo concedeu aos habitantes de Schleswig e Holstein o direito de ter uma espécie de governo provincial independente da Dinamarca e o direito de eleger. As regiões também permaneceriam unidas.


Perda da Suécia
Cristiano temia perder seu domínio na Suécia e entrar em conflito em Holstein. Cristiano, por problemas financeiros, passa a cobrar mais impostos, o que irrita os habitantes da Suécia. Então se produz uma revolta em 1463. A rebelião se tornou ampla em 1464 e regressa o rei Carlos VIII para ocupar o trono. Cristiano liberta a Jons Bengtsson na Dinamarca, este regressa a Suécia e consegue depor por sua vez a Carlos. Depois da morte de Carlos em 1470, Cristiano tenta se unir a Suécia à força, mas foi derrotado em 10 de outubro de 1471 por Sten Sture el Viejo.

Cristiano se tornou dependente da Liga Hanseática, e teve que conceder a ela maiores privilégios comerciais na Dinamarca e Noruega. Por outro lado teve que aceitar a ajuda econômica de Schleswig e Holstein, com interesses muito altos. Em 1469 casou a sua irmã Margarida com o rei Jacobo III da Escócia e teve que ceder ao rei escocês as ilhas Órcadas e as Shetland, que pertenciam a Noruega. A última ação de Cristiano foi colocar os ducados de Schleswig e Holstein nas mãos de Doroteia, que era melhor administradora que ele. Cristiano morreu em Copenhague em 21 de maio de 1481.


Descendentes
  1. Olavo (1450-1451).
  2. Canuto (1451-1455).
  3. João II da Dinamarca (1455-1513), rei da Dinamarca, Noruega e Suécia.
  4. Margarida (1456-1486), casada com Jaime III da Escócia.
  5. Frederico I (1471-1533), rei da Dinamarca e Noruega.



Fonte: Wikipédia

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sábado, 28 de agosto de 2010

Guilhermina a rainha holandesa

Guilhermina Helena Paulina Maria de Orange-Nassau; nasceu em 31 de agosto de 1880 e faleceu em 28 de novembro de 1962. Foi rainha dos Países Baixos entre 1890 e 1948 e Rainha Mãe (mas com o título de Princesa) de 1948 a 1962. Guilhermina, filha e sucessora de Guilherme III, reinou os Países Baixos por mais tempo que qualquer outro monarca neerlandês. Seu reinado acompanhou muitos pontos cruciais e decisivos na história neerlandesa e do mundo: a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Grande Depressão de 1933, bem como o declínio dos Países Baixos como um grande império colonial. Ela teve um papel importante durante a Segunda Guerra, dando inspiração à resistência neerlandesa e sendo uma proeminente líder do governo neerlandês no exílio.


Família
Guilhermina era a única filha do rei Guilherme III dos Países Baixos e de sua segunda esposa, a Princesa Ema de Waldeck e Pyrmont. Sua infância foi caracterizada por uma relação próxima e íntima com seus pais, especialmente com seu pai, que já tinha 63 anos quando ela nasceu.

Guilherme III teve três filhos de seu primeiro casamento com a Rainha Sofia, dos quais apenas dois atingiram a fase adulta. Havia, portanto, poucas chances para Guilhermina ascender o trono. No entanto, os dois morreram antes do rei, fazendo de Guilhermina, aos seis anos, a princesa herdeira da coroa neerlandesa.

Quando seu pai faleceu em 23 de novembro de 1890, Guilhermina ascendeu ao trono com apenas 10 anos de idade e reinou sob a regência de sua mãe até 31 de agosto de 1898, quando completou 18 anos. O grão-ducado de Luxemburgo conseguiu sua independência depois de sua ascensão, pois lá estava estabelecida a lei sálica, e elegeu o duque Adolfo de Nassau-Weilburg, um primo distante de Guilhermina, como seu novo grão-duque.

No dia 7 de fevereiro de 1901, Guilhermina casou com o duque Henrique Vladimir Alberto Ernesto de Mecklenburg-Schwerin. Embora o casamento não tenha tido em essência amor, Guilhermina inicialmente tinha afeição por Henrique. Contudo, seu marido sofria por causa de seu papel como príncipe consorte, declarando que era entediante não ser nada mais do que ornamentação, sempre forçado a andar um passo atrás de sua esposa. Ele não tinha poder nos Países Baixos, e Guilhermina certificou-se disso. Rumores de que o príncipe Henrique havia tido vários filhos ilegítimos contribuíram para a crise do casamento, que, ao longo do tempo, foi ficando mais infeliz. A união só acabou com a morte do príncipe, em 3 de julho de 1934.

Depois de um período de oito anos sem filhos, Guilhermina deu luz a uma menina em 30 de abril de 1909, batizada como Juliana Ema Luísa Guilhermina de Orange-Nassau. Eles não voltaram a ter mais filhos. Em 6 de setembro de 1948, Juliana sucedeu a Guilhermina no trono neerlandês.

Reinado
Diplomática e cuidadosa ao operar com limitações que o povo neerlandês e seus representantes eleitos esperavam, a resoluta Guilherminha tornou-se uma personalidade forte que falava e agia de acordo com seus pensamentos. Essas qualidades mostraram-se mesmo no início de seu reinado, quando, aos 20 anos, a rainha mandou um navio de guerra à África do Sul para libertar Paul Kruger, o presidente de Transvaal. Por isso, Guilhermina ganhou estatura internacional e o respeito e admiração de pessoas em todo o mundo. A rainha tinha um frio desgosto pela Grã-Bretanha, a qual havia juntado Transvaal e o Estado Livre de Orange na Segunda Guerra dos Bôeres. Os bôeres eram descendentes dos colonos neerlandeses, a quem Guilhermina se sentia muito ligada.

A rainha Guilhermina também tinha um agudo entendimento a respeito de negócios, e seus investimentos fariam dela uma das mulheres mais ricas no mundo e a primeira mulher a acumular uma riqueza de um bilhão de dólares. Seus investimentos estendiam-se dos Estados Unidos até reservatórios de petróleo nas Índias. A Família Real Neerlandesa ainda tem a reputação de ser a maior acionista da Royal Dutch Shell.

As Guerras mundiais
Apesar dos Países Baixos terem se mantido neutros perante a Primeira Guerra Mundial, grandes investimentos germânicos na economia neerlandesa combinados com uma parceria de trocas de mercadorias forçaram o Reino Unido a bloquear os portos neerlandeses numa tentativa de enfraquecer o Império Alemão.

Entre as Guerras, durante os anos 20 e os 30, os Países Baixos se tornaram uma proeminente potência industrial. Engenheiros recuperaram e aproveitaram vastos montantes de terra que estiveram abaixo da água, construindo um sistema de barrangens. Em 1934, seu marido e sua mãe, a Rainha Ema, faleceram. A crise econômica dos anos 30 também foi um período no qual o poder pessoal de Guilhermina alcançou seu zênite. Sob os bem-sucedidos governos do primeiro-ministro Hendrikus Colijn, um leal monarquista, Guilhermina ficou bastante próxima das questões de Estado. No dia 7 de janeiro de 1937, Guilhermina arranjou o casamento entre sua filha Juliana e o príncipe alemão Bernardo de Lippe-Biesterfeld, garantindo a lista sucessão do trono dos Países Baixos. Bernardo perdeu a maioria de suas posses depois da Grande Guerra, e acreditava-se que ele era um ajudante do regime nazista, mas não há nenhuma evidência disso. Popular, Guilhermina respeitou a Constituição, deixando os partidos governarem.

Na Segunda Guerra Mundial, em 10 de maio de 1940, a Alemanha Nazi invadiu os Países Baixos, e a rainha e sua família foram para o Reino Unido três dias depois. Guilhermina queria, na verdade, permanecer no país: ela planejava ir à província sulista Zelândia com suas tropas para coordenar resistência através da cidade de Breskens e continuaria lá até que reforços chegassem, assim como Alberto I da Bélgica havia feito durante a Primeira Guerra Mundial. Ela estava a bordo de um cruzeiro britânico em A Haia que a levaria até lá; no entanto, enquanto estava a bordo, o capitão lhe informou que havia esquecido de fazer contato com a costa neerlandesa e que, como Zelândia estava sob forte ataque da Luftwaffe, era perigoso ir. Guilhermina então tomou a decisão de ir para a Londres, planejando retornar o mais cedo possível. Com o fim da guerra, Guilhermina decidiu não voltar para o palácio, mas mudar-se para uma mansão em A Haia, onde viveu por oito meses, e viajou pelo país para motivar as pessoas, às vezes usando uma bicicleta ao invés de carro. No entanto, em 1947, enquanto o país se recuperava dos prejuízos, uma revolta nas Índias Orientais Holandesas representou uma situação crítica para a elite econômica neerlandesa e para a Rainha. Sua perda de popularidade e saída forçada das Índias, sob pressão internacional, levaram-na a abdicar.

Últimos anos
Em 4 de setembro de 1948, depois de um «reinado de cinqüenta e oito anos e quinze dias» Guilhermina abdicou em favor de sua filha, Juliana. Ela foi, a partir daquele dia, estilizada como Sua Alteza Real Princesa Guilhermina dos Países Baixos. Depois de seu reinado, a influência da monarquia neerlandesa começou a cair, mas o amor do povo pela família real continuou. Guilhermina então retirou-se para o Palácio Het Loo, fazendo poucas aparições públicas até a catastrófica inundação de 1953. Mais uma vez, ela viajou por todo o país para encorajar e para motivar o povo neerlandês. Durante seus últimos anos, ela escreveu sua biografia, intitulada Eenzaam, maar niet alleen ("Solitária, Mas Não Sozinha"). A rainha Guilhermina morreu em 28 de novembro de 1962, aos 82 anos da idade, e seu corpo foi enterrado na cripta da família real Nieuwe Kerk, em Delft, no dia 8 de dezembro do mesmo ano.

Curiosidade
Antes da explosão da Primeira Guerra Mundial, uma jovem rainha Guilhermina visitou o Imperador Guilherme II da Alemanha, que ostentou-se à Guilhermina dizendo que os Países Baixos eram um pequenino país: "Meus guardas são de sete pés de altura, e os seus são apenas ombros perto deles". Guilhermina sorriu educadamente e respondeu: "Certamente, Sua Majestade, seus guardas são de sete pés de altura. Mas quando abrimos nossos diques, a água é de dez pés de profundidade!".


Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Palazzo Strozzi

O Palácio Strozzi, na zona central de Florença, é um dos mais notáveis edifícios da fase inicial da Renascença italiana. De tamanho imponente (foi necessário destruir 15 edifícios para construí-lo), encontra-se entre as Via Strozzi e Plaza Strozzi, e a Via Tornabuoni, com grandiosos portais que fazem de entrada, todos idênticos, em cada um dos três lados que não se encontram encostados a outros edifícios.


Autêntica obra prima da arquitetura civil florentina do Renascimento, foi construído, entre 1489 e 1538, para a família Strozzi, uma das mais importantes linhagens patrícias florentinas, tradicionalmente hostil à facção dos Médici, que o manteve na sua posse até 1907, ano em que foi legado ao Estado italiano. O projeto do edifício é do arquiteto Benedetto da Maiano, que o projetou por encomenda de Filippo Strozzi.

  • Alberga hoje galerias de arte, um arquivo e outros serviços culturais.



História
A família Strozzi havia-se exilado de Florença, em 1434, devio à sua opocição aos Médici, mas graças à fortuna acumulada como banqueiro em Nápoles, Filippo Strozzi pode voltar à cidade em 1466, decidido a esmagar os seus rivais. Esta ideia tornou-se numa verdadeira obsessão e durante anos comprou e demoliu edifícios em volta da sua residência para dispor do terreno necessário para edificar o maior palácio alguma vez visto em Florença.

Giuliano da Sangallo fez um modelo do Palazzo Strozzi em madeira entre 1489 e 1490 (atualmente no Bargello) mas Giorgio Vasari entregou o projeto a Benedetto da Maiano, o arquiteto preferido de Lourenço o Magnífico. Com tanto dinheiro à disposição, nenhum aspecto do projeto foi deixado ao acaso, tendo-se chegado, a chamar astrônomos para decidir qual era o dia mais propício para colocar a primeira pedra. Os trabalhos começaram em 1489, mas dois anos depois falecia Filippo Strozzi. Os seus herdeiros prosseguiram, embora com dificuldades, a dispendiosa construção do sonho de Filippo.

À morte de Benedetto da Maiano, quando o edifício em obras havia chegado ao segundo piso, os trabalhos foram confiados a Simone del Pollaiolo, chamado Il Cronaca, o qual realizou a coroação da fachada e o pátio porticado. Del Pollaiolo manteve-se como encarregado da obra até ao dia 31 de outubro de 1504, como atestam documentos da época.

Depois de várias interrupções causadas pela oscilante situação econômica da família, o palácio foi terminado em 1538 por Baccio d'Agnolo, que cuidou também dos espaços interiores e dos móveis, mas deixou a cornija incompleta num dos lados, tendo permanecido assim até hoje. O edifício foi confiscado pelo Grão-Duque Cosme I de Médici no mesmo ano, sendo devolvido aos Strozzi trinta anos depois.

Em 1638, Guerardo Silvani realizou a capela do primeiro andar e, em 1662, ampliou a escadaria sobra a Via Tornabuoni. Foi somente em 1864 que se agregou o longo da Via Tornabuoni o chamado "banco de rua" (panca di via), executado por Giuseppe Poggi sob encomenda do Príncipe Ferdinando Strozzi. Nesta ocasião também se reabriu o portão da Plaza Strozzi e o pátio foi unido ao nível da rua com uma rampa, para permitir que as carroças acedessem ao coração do palácio. Entre 1886 e 1889 foram restauradas as fachadas, o que aconteceria novamente no início do século XX.


Arquitetura
O palácio representa o exemplo mais perfeito do ideal de edifício senhorial do Renascimento.
Foi voluntariamente construído num tamanho superior ao do Palazzo Medici, do qual copiou a forma cúbica desenvolvida sobre três andares em volta dum pátio central, e a parede revestida com a típica pietraforte florentina inclinada para o alto. À altura da rua abrem-se janelas retangulares, enquanto que nos pisos superiores se podem encontrar duas séries de elegantes janelas bíforas sobre cornijas dentadas.

Em cada um dos três lados que dão para a rua, abrem-se três portais com arcadas, de solene classicismo. Em torno do palácio corre um rodapé contínuo, e o edifício está coroado por uma imponente cornija apoiada sobre uma faixa lisa, a qual se interrompe na Via Strozzi.

No exterior encontram-se os porta-archotes e porta-bandeiras, e as argolas de ferro forjado para os cavalos, o melhor exemplo desta forma artística e obra prima de Niccolò Grosso, chamado Il Caparra, o mais famoso ferreiro de Florença ativo no século XV, mencionado também por Vasari em Le Vite. São particularmente notáveis as obras das esquinas: porta-archotes com forma de dragões e esfínges, e as lucernas com a forma de templo com pontas, parecendo assemelhar-se a cebolas, que antigamente davam nome à Plaza Strozzi.


Atualidade
O palácio manteve-se como propriedade da família Strozzi até 1937, quando foi adquirido pelo Instituto Nacional de Seguros (Istituto Nazionale delle Assicurazioni), restaurado, e posteriormente cedido ao Estado Italiano em 1999. Atualmente é sede de dois importantes institutos:
  1. O Gabinete Vieusseux, nascido da associação literária e científica de Gian Pietro Vieusseux, fundada em 1819. Esta associação foi frequentada, entre outras personalidades, por Stendhal. Conserva também uma importante biblioteca, e publica mensalmente a Nuova Antologia, desde os anos 80 a publicação é cuidada pela Fundação Giovanni Spadolini.
  2. O Instituto Nacional de Estudos sobre o Renascimento
O primeiro andar acolhe, anualmente, importantes mostras de arte contemporânea.




A Plaza Strozzi foi usada durante todo o Reanascimento como lugar de venda de alimentos, uma ocupação que deixava diariamente muitos dejetos e que não agradava aos Strozzi. Uma placa colocada em 1762 pelos "Otto di Balia e di Guardia" (os precursores do corpo da polícia municipal) na esquina da praça proíbe o comércio de melancias, fruta e sucata, sob pena de severas multas.






pátio do Palácio



Fonte: Wikipédia

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Família Strozzi


Os Strozzi eram uma das mais antigas e importantes famílias patrícias da cidade de Florença, apenas ultrapassada em poder pelos Medici. A notoriedade da família remonta ao século XIII, tendo ao longo dos séculos seguintes desempenhado um papel determinante em muitos dos acontecimentos da Toscana. Entre os seus membros contam-se diversas personagens importantes no mundo da política, das artes e da economia.





Origem
A partir do século XIII a família foi progressivamente adquirindo riqueza, essencialmente através dos negócios bancários, consolidando-se no século XIV e passando a ter um papel de crescente importância nos negócios públicos de Florença.

Através de sucessivas alianças e rivalidades com os Medici, a outra poderosa família da cidade, os Strozzi ganharam grande notoriedade, liderando durante o século XVI a oposição ao crescente poder. Essa situação custou a diversos membros da família o banimento e o assassinato. Alguns aliaram-se aos franceses nas lutas do Piemonte e Toscania, acabando por assumir grande relevo na França, com destaque para Piero Strozzi, que foi marechal da França e seu filho Filippo Strozzi, que comandou a guarda real francesa e foi coronel general do exército da França.

Nos séculos XV e XVI os Strozzi interessaram-se sobremaneira pelas artes, sendo dos maiores e mais ricos mecenas de Florença, para além de alguns dos seus membros terem sido notáveis poetas, escritores e pintores. Através de casamentos e alianças sucessivas, os Strozzi adquiriram, entre outros, os títulos de príncipe de Forano e duque de Bagnolo.

O Palazzo Strozzi, que até 1907 pertenceu à família, foi deixado em legado ao estado italiano, sendo um dos mais notáveis edifícios de Florença.


Membros mais famosos da família
Entre os membros mais notáveis da família Strozzi contam-se:
  1. Tommaso Strozzi, líder dos ciompi (trabalhadores têxteis) durante o Levantamento dos Ciompi de 1378.
  2. Palla Strozzi (* 1372, † 8 de maio de 1462), político e humanista que fomentou o estudo dos clássicos gregos em Florença e Pádua. Estudou com Manuel Chrysolaras (1355-1415) e fundou, no convento da Santa Trinità, a primeira biblioteca pública de Florença, e uma das primeiras do mundo ocidental.
  3. Zanobi Strozzi, aprendiz com Fra Angelico (1395-1455).
  4. Matteo Strozzi, casado com Alessandra Macinghi (1406-1471), uma escritora conhecida. Na sua juventude teve como preceptor Tommaso Parentucelli (eleito Papa com o nome de Nicolau V). Do casamento nasceu, Filippo Strozzi – conhecido por il Vecchio, o Velho (1428-1491).


Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Imperatriz Maria Teresa da Áustria



Maria Teresa da Sicília, mãe da imperatriz D. Leopoldina do Brasil, e segunda esposa do imperador Francisco, tinha um temperamento oposto ao seu reservado esposo. O casamento da princesa impulsiva com o imperador um tanto inseguro e lacônico transcorreu em felicidade. O equilíbrio e a personalidade alegre da princesa criaram uma atmosfera informal, no âmbito da qual tanto Francisco quanto seus filhos conheceram uma vida familiar harmoniosa.



Passavam os dias alternadamente no castelo Hofburg em Viena, no palácio imperial de Schonbrunn e por vezes no palácio Hetzendorf. O palácio de Laxenburg, como residência de verão, e o parque circundante eram centrais para a imperatriz e seus filhos. Ali ela mandou erigir o castelo de Franzenburg em estilo gótico moderno, e fez construir um labirinto e um teatro ao ar livre, onde encenou numerosas comédias e outras peças menores junto com os filhos.

A imperatriz falava geralmente em italiano e francês; seu alemão era sofrível. Suas ocupações preferidas eram: pintura e música. Beethoven lhe dedicou seu Septeto em mi bemol maior e Haydn, sua Theresienmesse (Missa para Teresa).

Colocada em fuga pelo avanço das tropas de Napoleão, o estado de saúde da imperatriz agravou-se quando dos deslocamentos pela Morávia e Silésia. Várias complicações acometeram sua última gravidez, adoeceu de pleurite tuberculosa e veio a sofrer um aborto em 6 de abril de 1807, falecendo no dia 13.







Descendência
  1. Maria Luisa (1791-1847)
  2. Ferdinando I (1793-1875)
  3. Carolina (1794-1795)
  4. Leopoldina (1797-1826)
  5. Maria Clementina (1798-1881)
  6. José Francisco (1802-1878)
  7. Maria Ana (1804-1858)
  8. João (1805-1809)
  9. Amália (1807)



Fonte: do livro 'Cartas de uma imperatriz' - D. Leopoldina

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domingo, 22 de agosto de 2010

Maria Luisa, imperatriz da França



Maria Luísa de Áustria ou Maria Luísa da França; Maria Luísa Leopoldina Francisca Teresa Josefa Lucia. Viena, 12 de dezembro de 1791 - Parma, 17 de dezembro de 1847, foi a segunda esposa e consorte de Napoleão I de França. Filha do imperador Francisco I e de Maria Teresa da Sicília, casou-se com Napoleão, que não tivera de Josefina um herdeiro para seu trono e se tornou Imperatriz dos franceses e Rainha da Itália.




Do casamento, realizado em Viena por procuração em 11 de março de 1810 e em pessoa em St. Cloud o civil e no Louvre o religioso, em 2 de abril de 1810, nasceu apenas o filho Napoleão II. Era irmã de D. Maria Leopoldina de Áustria (1797-1826), que se casaria com D. Pedro I imperador do Brasil.

Quando Napoleão foi exilado para a ilha de Elba, Maria Luísa e o filho mudaram-se para a Áustria mas Maria Luísa conservou o título de Imperatriz dos Franceses. Forçada a se afastar do filho, tornou-se Duquesa de Parma, Piacenza e Guastalla e duquesa de Lucca de 1814 a 1847. Deixou o filho em Viena e se mudou para Parma com seu ajudante de ordens, o general conde Adão Adalberto de Neipperg, do qual teve vários filhos, casando-se com ele em Parma secretamente, em 1821 ou 1822, depois da morte de Napoleão. Ao enviuvar de Neipperg em 1829, ainda se casou em terceiras núpcias de novo secretamente com Carlos Renato, conde de Bombelles, de família italiana estabelecida na França desde o século XVI e na Áustria desde o século XVIII.


Descendência

  1. Napoleão II (1811 – 1832), em 1818 feito duque de Reichstadt.
  2. Albertina di Montenuovo (Parma, 1.º de maio de 1817 – Castel di Fontanellato, 1867)
  3. Filha (1821 – 1822)
  4. Guilherme Alberto (Salagrande, Parma, 8 de agosto de 1819 – Viena, 6 de abril de 1895), conde de Montenuovo, feito pelo Imperador Francisco José I em 20 de agosto de 1864 Fürst von Montenuovo.



Fonte: Wikipédia

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Casa Tudor



A Casa de Tudor foi uma dinastia de monarcas britânicos que reinou na Inglaterra entre o fim da Guerra das Rosas de 1485 e 1603. A família Tudor se origina no século XII, com Ednyfed Fychan de Tregarnedd (1179-1246). O primogênito de seus 12 filhos, Gorowny, teve um filho, Tudur Hem, conhecido posteriormente como o velho, que viveu de 1245 a 1311. Dele descendem os Tudor.





No início do século XV viveu Owain ou Owen Tudor (1400-1461), filho de Maredudd ou Meredith Tudor, que se casou com Catarina de Valois, princesa de França, viúva de Henrique V de Inglaterra. Da união nasceu Edmundo Tudor, Conde de Richmond, que casou com Margarida Beaufort, neta de João de Gant, sendo pais do rei Henrique VII de Inglaterra. As pretensões de Henrique VII à coroa baseavam-se no fato de ser trineto do rei Eduardo III, embora por duvidosas vias feminina e ilegítima. Para cimentar a sua posição, o primeiro soberano Tudor decidiu casar com a princesa Isabel, herdeira da Casa de York.

A Casa de Tudor governou Inglaterra num período relativativamente pacífico, depois da sucessão de guerras:
  • Guerra com a Escócia,
  • Guerra dos Cem Anos e
  • Guerra das Rosas.
A economia e o comércio prosperaram apesar dos conflitos internos que marcaram o período, resultantes do repúdio da autoridade papal da Igreja Católica Romana e da fundação da Igreja da Inglaterra chefiada pelo próprio rei. Era o início dos movimentos protestantes na Europa. Por altura do fim do reinado de Elisabete I, a última monarca Tudor, a Inglaterra era uma das potências europeias.

Os Tudor foram sucedidos pela Casa de Stuart, a dinastia reinante de monarcas escoceses, depois de Elisabete I morrer em 1603 sem descendência direta. A partir de então e até aos dias de hoje, Inglaterra e Escócia formam uma união pessoal.



principais membros da casa de Tudor

  1. Henrique VII de Inglaterra (1457-1509) r. 1485-1509
  2. Henrique VIII de Inglaterra (1491-1547) r. 1509-1547
  3. Eduardo VI de Inglaterra (1537-1553) r. 1547-1553 – não casou, sem descendência
  4. Maria I de Inglaterra (1516-1558) r. 1553-1558 – casou com Filipe II de Espanha, sem descendência
  5. Elisabete I de Inglaterra (1533-1603) r. 1558-1603 – não casou, sem descendência, nomeia Jaime Stuart como sucessor (filho de sua prima Maria Stuart da Escócia)
  6. Artur Tudor, Príncipe de Gales (1486-1502) – casou com Catarina de Aragão, sem descendência
  7. Margarida Tudor (1489-1541), casou com Jaime IV Stuart, rei da Escócia
  8. Jaime V Stuart (1512-1542), casou com Maria de Guise
  9. Maria Stuart, rainha da Escócia (1542-1587) – executada
  10. Jaime VI da Escócia também Jaime I de Inglaterra (1566-1625) – Casa de Stuart
  11. Maria Tudor (1496-1533), casou com Charles Brandon, Duque de Suffolk
  12. Frances Brandon (1517-1559), casou com Henry Grey, Duque de Suffolk
  13. Joana Grey (1537-1554), rainha de Inglaterra por nove dias em 1553 – executada





Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Museu Nacional - Rio de Janeiro

Ao longo do tempo, o Paço de São Cristóvão, que abriga hoje o Museu Nacional, sofreu diversas transformações, como a ampliação do palácio feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu em um período de longa duração, tornando este edifício testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.

O objetivo das alterações arquitetônicas era o palácio ser solidificado como lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado, visando reforçar a construção do Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em especial com segmentos da nobreza brasileira, que acompanharam e apoiaram o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco privilegiado a sua residência.

Moradia do imperador era dividida em três pavimentos:
  • o primeiro era destinado a serviços gerais e primeiras recepções;
  • o segundo era um pavimento mais ornamentado que tinha como função receber os visitantes; e
  • o terceiro era constituído de dormitórios e demais áreas da família.

Museu Nacional hoje dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim distribuídas:
  • 63 salas do primeiro pavimento,
  • 36 no segundo e
  • 23 no terceiro.
Após as reformas de adaptação do palácio ocorridas em 1910, muitas salas foram modificadas. Esse processo de transformação ocorre até os dias de hoje.

Infelizmente não se tem atualmente uma perspectiva detalhada do uso de todos os ambientes deste edifício à época do Império.



O Quarto do Imperador
O quarto de D. Pedro II foi constituído com uma concepção moderna da necessidade do soberano ter seu espaço próprio como lugar privativo. Até o século XIX, ainda não havia uma grande preocupação com a questão da privacidade: era normal os reis serem visto sem as vestes pelos seus serviçais. Portanto, podemos considerar o conceito dos aposentos do segundo imperador do Brasil como algo novo.

Os aposentos ficavam no terceiro pavimento, onde, hoje em dia, estão localizadas as seções administrativas da direção, sendo que o do monarca estava exatamente no mesmo local onde atualmente funciona a diretoria do Museu Nacional. (Foto: Vista parcial da ambientação do gabinete da direção do Museu Nacional até o ano de 2001)



Biblioteca Particular de Sua Majestade Imperial
Também no terceiro pavimento, encontrava-se a “Biblioteca Particular de sua Majestade Imperial”, um dos lugares preferidos do imperador. Para fortalecer a imagem de erudito, a preocupação com a aquisição de livros tornou-se algo constante em sua vida.

A Biblioteca de D. Pedro II foi iniciada com as obras da Real Bibliotheca Portuguesa trazidas para o Brasil por D. João VI, desenvolvida por sua mãe, Dona Leopoldina, e ampliada pelo próprio e por Thereza Cristina. Inclusive, os livros faziam parte obrigatória de algumas de suas imagens fotográficas ou em pinturas para compor a imagem do monarca-cidadão, associado à cultura e às ciências.

No período entre 1938 e 1989, a Biblioteca do Museu Nacional utilizou o mesmo espaço que no passado foi utilizado para abrigar a Biblioteca Imperial. Ainda hoje encontramos a gravação em vidro da palavra “Sala de Leitura” em um ponto do terceiro andar, como o único vestígio da utilização desse ambiente como o lugar da guarda dos livros tanto do imperador quanto da instituição científica. (Foto: Destaque da gravação em vidro - Sala de Leitura)


O Museu Nacional reúne os maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público, (cerca de três mil atualmente) são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.




Fonte: Museu Nacional - Rio de Janeiro - Brasil

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quinta da Boa Vista

presente de um comerciante de escravos, palácio virou a sede da realeza


Quando chegou ao Rio, D. João instalou-se na Casa dos Governadores (atual Paço Imperial, na Praça XV) mas ela logo se mostrou acanhada demais para abrigar a família real, a corte e seu séquito de empregados. À beira do cais, no centro da cidade, o local vivia cercado de curiosos, ruidoso, malcheiroso e lamacento, acolhendo os detritos que escorriam das montanhas quando das fortes chuvas. Logo D. João mudou-se para um palácio em São Cristovão, 5 km a oeste do centro, presenteado por Elias Antônio Lopes, um rico português, negociantes de escravos. Foi na Real Quinta da Boa Vista, ou Paço de São Cristovão, que se criou D. Pedro I e nasceu D. Pedro II.

O Paço da Cidade ainda foi a sede oficial e palco de acontecimentos como o Dia do Fico, a coroação e sagração dos dois imperadores, a abertura das Assembléias Legislativas, os cortejos imperiais e a assinatura da Lei Áurea. Mas aos poucos, D. Pedro II transformou a Quinta da Boa Vista em sede do poder, ali mantendo seu gabinete de trabalho, a biblioteca, o gabinete de botânica e o museu iniciado por sua mãe, a imperatriz Leopoldina. O palácio passou por várias reformas:
  • uniformizado esteticamente por Araújo Porto-Alegre (1845)
  • decorado com grande luxo por Mário Bragaldi (1857-1861) e
  • ganhou em 1872 um belo parque, que abria aos domingos para o público.
Já era, a esta altura, importante palco da vida política, social e cultural do país.

Hoje Museu Nacional é um monumento à memória da monarquia no Brasil



Fonte: 'a construção do Brasil' - nossa História 2006

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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