sábado, 21 de março de 2009

Maria Antonieta da França





Maria Antônia Josefina Joana nasce em 2 novembro de 1755, 15ª filha de Maria Teresa, a Grande e de Francisco de Lorena, soberanos do Sacro Império Romano Germânico. Recebe o primeiro nome Maria como todas as arquiduquesas austríacas.







É levada para a ala do Palácio Hofburgo reservado aos filhos do casal imperial. Juntou-se a seus irmãos e irmãs:
  • Joana com quase 5 anos
  • Josefina com 4 anos
  • Carolina de 2 anos
  • Ferdinando 1 ano
Os irmãos mais velhos residiam em outro pavimento:
  • a frágil Maria Anna de 17 anos
  • José de 14 anos
  • Maria Cristina nascida em 1742
  • Elisabete nascida em 1743
  • Carlos José
  • Amália
  • Leopoldo
Numa época em que a mortalidade infantil dizimava todas as famílias, o casal imperial era uma exceção, havia perdido só 3 filhos na primeira infância. E ainda teria em 1756, Maximiliano Francisco, futuro arcebispo de Colônia.

Prometida a Luis Augusto, futuro Luis XVI da França, o casamento foi acertado e pousou para um quadro que seria enviado à França para ser conhecida pela família real. Em abril de 1769, o pastelista Ducreux que veio direto de Paris e teve dificuldade em reproduzir o resplendor de sua pele transparente que brilhava à luminosidade. Rosto oval, grandes olhos azuis, boca pequena e levemente desdenhosa, cabelo empoado erguido em ondas e preso com pérolas, a adolescente parece já saber quem é e o que lhe é devido. Sua expressão ainda infantil e a suavidade que emana de seu corpo franzino pedem clemência. Ela pousou com o objetivo de projetar uma imagem e não como era na realidade.

A data da cerimônia foi marcada para 16 de maio de 1770. Antônia teria 14 anos e meio e o dauphin não teria comemorado o seu 16º aniversário.

O noivo – Luís Augusto, neto de Luís XV rei da França, herdeiro do trono francês. Simples e de nenhuma sensibilidade. De boa estatura, havia crescido muito rapidamente e sua aparência não era imponente, não era corpulento e seu andar oscilante. Rosto de traços regulares, olhos azuis suaves e míopes. Voz sumida e nasal e seu riso gutural. Triste, tímido, cheio de sentimentos de inferioridade. Sem ter o amor dos pais, que haviam preferido o irmão mais velho, que falecera com 10 anos de idade, Luís Augusto acreditava ser indigno de seu destino real, como se estivesse usurpando o lugar do irmão.

A partida de Viena – em 21 de abril de 1770 Antônia, agora Marie Antoinette, a dauphine, partiu para a França em uma carruagem que parecia uma caixa de jóias. A viagem seria longa. Em 6 de maio a princesa dormiu pela última vez em solo alemão, em um pavilhão construído e projetado para assemelhar-se a um pequeno castelo. Antes de recolher-se ao quarto despediu-se de todas as pessoas que a haviam acompanhado. Despiu os trajes de viagem e envergou um vestido protocolar de tecido dourado. A princesa não foi obrigada a desnudar-se em público, como afirmaram alguns historiadores. Emocionada Maria Antonieta foi conduzida a um salão para uma majestosa poltrona colocada sob um dossel, enquanto os discursos de boas vindas se sucediam. Para comemorar sua chegada, as mais belas tapeçarias pendiam das sacadas, orquestras tocavam, cascatas de vinho corriam pelas ruas. Era de fato para qualquer pessoa esquecer a fadiga de dias de viagem. Por toda a parte as pessoas exultavam e aclamavam a jovem princesa.

O encontro – se deu e o príncipe intimidado deu um beijinho no rosto daquela desconhecida que em três dias estaria dormindo no mesmo leito que ele. Na carruagem real entre os dois soberanos, Maria Antonieta se expressava com facilidade e sorria desinibida, Luís XV ficou encantado com sua neta austríaca e sentiu grande afeição por ela.

O jovem casal vivia separado, como dois parentes bem-humorados que tivessem gostos diferentes. Eles se sentiam muito só. Luís por necessidade de afeto e Maria Antonieta por sentir saudades de seu lar.

Rainha
Luís XV faleceu em 10 de maio de 1774, e Luís Augusto torna-se Luís XVI, ao lado de sua rainha Maria Antonieta.

Enquanto Maria Antonieta saboreava as delícias de seu novo poder – o rei acabava de presenteá-la com o Petit Trianon, a casa de prazeres de proporções perfeitas que havia sido construída para Madame Pompadour, mas ela morrera antes que o prédio ficasse pronto e Luis XV a inaugurou com Madame du Barry – seu marido afundava em profunda perplexidade. Sua insolente juventude, seu visível desprezo pela etiqueta já haviam provocado dúvidas sobre sua conduta futura. Convencida de que por ser a rainha seus caprichos deveriam prevalecer sobre quaisquer outras considerações, Maria Antonieta recusava-se a ver os perigos que a cercavam. Adotou uma atitude de criança mimada sem perceber que seus inimigos estavam à espreita e sem dúvida aproveitariam os erros que ela cometesse. Era propensa a estado de depressão e melancolia. Tinha saudades da terra natal.

A coroação – enquanto o marido meditava sobre o significado e os compromissos que ela representava para um monarca cristão, Maria Antonieta via essa grandiosa cerimônia como a oportunidade para ser aclamada e admirada. Desde o século XVI, nenhuma soberana comparecera a essa solenidade, pois os três reis anteriores: Luís XIII, Luís XIV e Luís XV, haviam ascendido ao trono ainda tão jovens que nem tinham casado. A coroação foi em 11 de junho de 1775 em Reims, como de costume.

O herdeiro – Luís XVI havia compartilhado regularmente o leito de sua esposa, mas suas relações não haviam sido coroadas de sucesso, só em meados de abril de 1778, Maria Antonieta ficou grávida.

Para as rainhas de França, o parto era um cerimonial bárbaro e uma horrível provação: davam à luz em público, pois era de primordial importância que não pairasse dúvidas sobre a legitimidade da criança. O recém-nascido tinha que ser visto ainda ligado à mãe pelo cordão umbilical. Em 19 de dezembro de 1778 nasce uma menina, Maria Teresa e o título de madame royale. Maria Antonieta chorou muito quando lhe disseram o sexo da criança.

Mês de fevereiro começava, e Maria Antonieta estava grávida de novo. Em 22 de outubro de 1781, nasce o tão esperado dauphin. Foi batizado com o nome de Luís José Xavier. Criança fraca que sofreu de febres constantes, morre em 4 de junho de 1789.

Em 27 de março de 1785 nasce Luís Carlos, futuro Luís XVII. E em 9 de julho de 1786, nasce Sofia Helena Beatriz, que viveria somente 9 meses.

O começo da queda – na madrugada de 14 de julho de 1789, depois de grande confusão durante dias, a população ainda percorria as ruas. Os soldados tomaram partido dos insurgentes. A multidão sem controle , tomou 12 canhões e todas as 40 mil armas guardadas no porão do depósito de armas. Os parisienses estavam armados, precisavam de munição, invadiram a Bastilha, onde se dizia encontrariam a munição. Versalhes ficou em silêncio, a corte estava assustada, com as notícias de Paris. Em Versalhes e Paris só se falava em complô e conspirações. Em 5 de outubro de 1789, o povo de Paris, marchava sobre Versalhes!
  • primeiro uma procissão de mulheres, sob o comando de um dos conquistadores da Bastilha, as mulheres queriam protestar contra o desemprego e o alto custo do pão
  • a população inteira que marchava contra a monarquia gritando ameaças à rainha
O povo os obrigou a partir para Paris. Luís XVI, Maria Antonieta, os filhos, madame Elisabete e madame Tourzel entraram na mesma carruagem, a caminho da capital. Foram levados ao castelo de Tulherias, onde ocupariam um pequeno apartamento. Luís XVI já não era mais "rei da França pela graça de Deus", como seus predecessores, e sim "rei do povo francês pela graça de Deus e pela lei constitucional do Estado". Mas agora era prisioneiro do povo.

A Fuga – mais decidida do que nunca a deixar a prisão das Tulherias, Maria Antonieta prosseguia ativamente em seus preparativos para a fuga, marcada para 20 de junho 1791. Chegando o dia, nada no comportamento do rei e da rainha faria com que alguém suspeitasse de que haveria uma fuga. Todos de roupas simples partiram para a grande aventura. Farsen havia executado um golpe de mestre – a fuga da família real através de Paris. Mas dias depois, reconhecidos, caminharam todos de novo à Paris com a mesma carruagem, que já tinha sido sua esperança de liberdade. Veio a prisão, as humilhações, as mortes.

A morte – Luís XVI morreu em 20 de janeiro de 1793. Maria Antonieta foi decapitada em 16 de outubro de 1793. Elisabete, a irmã do rei, foi guilhotinada em 10 de maio de 1794. A jovem Maria Teresa, continuou na prisão, e durante um ano não viu uma única pessoa. Em dezembro de 1795, França e Áustria negociaram uma troca de prisioneiros, ela foi libertada e levada para Viena. Oficialmente, segundo um registro de sua morte, o pequeno Luís XVII faleceu em 8 de junho de 1795. Muitas lendas surgiram sobre a morte do pequeno rei.

Hoje, a última rainha da França já não é considerada uma das grandes criminosas da história. Ao contrário, suscita interesse e compaixão. Após sua morte no cadafalso, entrou para o mundo da lenda e se tornou figura mítica.


Origem: 'Maria Antonieta, a última rainha da França' de Evelyne Lever.

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sábado, 14 de março de 2009

Atenas

Atenas (em grego Αθήνα, transl. Athína) é a capital da Grécia e também a capital da Ática. Além de ser uma cidade moderna, também é famosa por ter sido poderosa Cidade-Estado e um centro de cultura muito importante nos tempos antigos. Em grego antigo, Atenas era chamada Αθήναι (Athénai), em homenagem à deusa grega Atena. No século XIX, este nome foi retomado formalmente como nome da cidade, mas desde o abandono oficial do grego katharévussa, em 1976, a forma popular Αθήνα tornou-se o nome oficial da cidade. (figura ao lado o Templo de Helefesto)

Atenas foi a principal cidade da Grécia Antiga durante o grande período da civilização grega, primeiro milênio a.C., durante a "Idade do Ouro" ( 500 a.C. até 300 a.C.) ela era o principal centro cultural e intelectual do Ocidente, e foi nas idéias e práticas da Antiga Atenas onde surgiu o que chamamos hoje de "civilização ocidental" . Após seus dias de grandiosidade, continuou a ser uma cidade próspera e um centro de estudos até o período tardio do Império Romano.


  • Entre o século XIII e XV foi combatida pelos bizantinos e cavaleiros do Império Latino. Em 1458, caiu em poder do Império Otomano e a população começou a diminuir e as condições pioraram quando o Império Otomano declinou. Partes da cidade (incluindo muitos de seus edifícios) foram destruídos no século XVII, XVIII e XIX, por diferentes facções que tentaram controlar a cidade.
  • Ficou virtualmente inabitada na época em que se tornou a capital do recentemente estabelecido Reino da Grécia, em 1833. Durante as próximas décadas foi reconstruída e se transformou em uma cidade moderna. A última grande expansão ocorreu na década de 1920, quando os subúrbios foram criados para acomodar os refugiados gregos da Ásia Menor. 
  • Durante a Segunda Guerra Mundial foi ocupada pela Alemanha nazista. Depois da guerra começou a crescer novamente. 
  • A Grécia entrou para a União Europeia em 1981, trazendo novos investimentos para Atenas, acompanhados de problemas de congestionamento e poluição do ar. 
  • O antigo local da cidade era centrado na colina rochosa da Acrópole. Em tempos antigos, o porto do Pireu era uma cidade à parte, sendo hoje, parte da grande Atenas.

Atenas é um dos maiores centros mundiais para a pesquisa arqueológica, uma vez que possui inúmeros sítios localizados no próprio centro urbano da cidade. Dentre eles se destaca:
  1. a Acrópole, o antigo centro sagrado da cidade, célebre em todo o mundo tanto por sua relevância histórica como pelas ruínas de edifícios clássicos importantes como o Partenon e o Erecteion. 
  2. Museu Arqueológico Nacional, o Museu da Acrópole de Atenas, o Museu Benaki e o Museu Bizantino e Cristão. 
  3. as igrejas ortodoxas são uma atração à parte, com diversas espalhadas pela cidade, algumas muito antigas e com uma decoração interna luxuosa, com destaque para a Catedral, a igreja de Omorfoklissia e a de Panaghia Kapnikarea.


1ª foto: Erecteion; 2ª foto: Igreja ortodoxa Kapnikarea; 3ª foto: Odeon de Herodes Ático

Fonte: Wikipédia

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sexta-feira, 6 de março de 2009

O Museu Egípcio do Cairo

A maior coleção de peças do Egito faraônico encontra-se exposta no Museu Egípcio do Cairo. Visitar as suas salas provoca uma sensação de nostalgia não só dos tempos faraônicos, mas também da época em que viajantes românticos começavam a ver o resultado das primeiras escavações.




A praça de el Tahrir, centro nevrálgico da vida do Cairo atual, é limitada ao norte por um palácio do final do século XIX que, desde 1902, aloja o Museu Egípcio. Esta instituição é o auge dos esforços de Auguste Mariette (1821-1881) para criar um museu que complementasse a função desempenhada pelo Serviço de Antiguidades, fundado sob os auspícios de Said Baja, vice-rei do Egito. Esta tentativa de preservar as antiguidades iniciara-se em 1858, quando se criou um museu no bairro de Bulak. Em 1891, foi transferido dali para Gisé, até que, no princípio do século XX, ficou definitivamente instalado na praça de el-Tahrir. Até a Revolução Egípcia de 1952, a direção do museu esteve a cargo de europeus, destacando-se a gestão de Gaston Gaspero. As peças do museu não se limitam às 6000 expostas, pois grande quantidade encontra-se alojada em salas para estudo. A ação centralizadora da direção do museu, atualmente a cargo de especialistas egípcios, teve como resultado um contínuo aumento do acervo.

A exposição de peças no Museu Egípcio está classificada por seções e segue, como uma espinha dorsal, uma ordem cronológica. No piso inferior, exibem-se os objetos mais significativos do início da época faraônica até o final da época romana. O primeiro piso tem, como seções principais, a sala dedicada ao Tesouro de Tutancâmon e a coleção de múmias de faraós. Ao lado dessa seção, no mesmo piso, são expostos sarcófagos de reis e sacerdotes, diversos objetos de uso doméstico e uma coleção de elementos relativos a ciências naturais.

Museu Egípcio do Cairo

O Edifício onde foi instalado o Museu foi projetado pelo arquiteto francês Marcel Dourgnon e inaugurado em 1902. O jardim que rodeia a construção tem muitas estátuas e fragmentos arquitetônicos de diferentes regiões do Egito. Em homenagem ao seu precursor, o túmulo de Mariette está no jardim e sobre ele ergue-se a sua estátua em bronze.

fonte: Egitomania-fascículos 2001

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terça-feira, 3 de março de 2009

Prússia e a família Hohenzollern

Hohenzollern – Família originária do sul da Alemanha, seu nome vem do castelo Zollen. Governaram Nuremberga da Francônia e Swabia. Sua importância começa com o título de eleitor do Sacro Império Romano Germânico em 1415, depois da aquisição de Brandenburgo pelo seu primeiro eleitor: Frederico I (marquês). figura do Castelo de Zollen hoje




– reinaram no ducado da Prússia de 1525 a 1701 e no reino da Prússia de 1701 a 1918
– reinaram no Império Alemão de 1871 a 1918
– foram destronados no fim da 1ª Guerra Mundial
– foram condes, príncipes, bispos, rainhas de Portugal e reis da Romênia
– há vários ramos da família
  • o escudo da camisa de futebol da Alemanha tem uma águia, símbolo da República Federativa Alemã desde 1949, homenagem ao emblema da Família Hohenzollern


Cronologia
1226 – Conrado da Mazóvia convidou a Ordem de Cavaleiros Teutônicos (instalados na Transilvânia) a conquistar as tribos prussianas nas suas fronteiras, os cavaleiros, então criaram um Estado semi independente que se chamou Prússia

1446 – por motivos de derrotas em batalhas, foram obrigados a reconhecer a soberania polonesa

1525 – o grão mestre da ordem dos Cavaleiros converteu-se ao protestantismo

1577 – Jorge Frederico Brandenburgo é convidado a administrar o ducado da Prússia, dependência da Polônia até 1660

1618 – João Sigismundo Brandenburgo (eleitor) da família Hohenzollern, herdou o ducado

1660 – o território da Prússia foi adquirido da Polônia por Frederico Guilherme Hohenzollern

1662 – reconhecida sua soberania

1701 – Frederico III com permissão de Leopoldo I (Sacro Império Romano Germânico), usa o título de 'rei' da Prússia, forma-se um grande exército, só atrás da Rússia e França, com participação dos huguenotes (protestantes)

1871 – A Prússia rodeada por pequenos reinos, centenas de principados e ducados germânicos, Guilherme I, resolve unificá-los auxiliado por Bismarck. Para virar um estado soberano sob a liderança da Prússia – a fundação do Império Alemão.


Prússia
O nome deriva de antigos prussianos, povo báltico, parente dos lituanos. A Prússia Ducal foi um feudo, a Prússia Oriental foi controlada pela Ordem Teutônica e vassala dos poloneses até 1660. A Prússia Real foi uma província polonesa e a Prússia Ocidental integrou a Polônia até 1772. A maioria dos prussianos de língua alemã considerou-se germânico, professando as virtudes prussianas:
  • organização perfeita
  • sacríficio
  • o Estado de direito
  • obediência à autoridade
  • militarismo
A Prússia expandiu-se e dominou o norte da Alemanha em 1867 – Confederação da Alemanha do Norte – que se transformou em 1871 no Império Alemão. Foi a maior unidade territorial e administrativa do Império Alemão, da República Weimar e do 3º Reich, desde 1871 a 1945.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Museu Imperial de Petrópolis - Brasil

O Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial, é um museu histórico-temático, localizado no centro histórico da cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, instalado no antigo Palácio de Verão de Dom Pedro II.

As origens do palácio remontam à passagem do Imperador Dom Pedro I pela região da serra fluminense, a caminho das Minas Gerais. Hospedando-se na fazenda do Padre Correia, encantado com a paisagem e clima ameno, fez uma oferta para comprá-la. Com a recusa do proprietário, o Imperador adquiriu um outro lote de terra, a Fazenda do Córrego Seco, onde pretendia levantar um palácio de verão, plano que não chegou a concretizar.

Herdando a fazenda, seu filho Dom Pedro II levou adiante a idéia paterna, construindo um palacete neoclássico entre 1845 e 1862, obras que estavam embutidas em um grande projeto urbanístico que envolvia a construção de toda uma cidade em seu entorno – Petrópolis, e previa ainda a colonização de toda a área, então quase desabitada. Com o advento da República, a propriedade, alugada pela Princesa Isabel, foi ocupada pelo Colégio Notre Dame de Sion, mais tarde dando lugar ao Colégio São Vicente de Paula. Um dos alunos do colégio, Alcindo de Azevedo Sodré, que mostrava grande interesse pela História, acalentou o sonho de ver o palácio transformado em museu, o que se realizou através de um decreto de Getúlio Vargas de 16 de março de1943, criando o Museu Imperial e indicando como seu primeiro diretor o mesmo Alcindo Sodré.

Grande parte da decoração interna ainda se preserva, como os pisos em pedras nobres, os estuques, candelabros e mobília, reconstituindo os ambientes originais de quando o palácio era habitado. A instituição é o museu mais visitado no país.

______________Acervo______________________
O acervo do museu é constituído por peças ligadas à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos, obras de arte e objetos pessoais de integrantes da família imperial. Na coleção de pinturas destacam-se a Fala do Trono, de autoria de Pedro Américo, representando Dom Pedro II na abertura da Assembléia Geral, e o último retrato de Dom Pedro I, pintado por Simplício Rodrigues de Sá.

– Particularmente importantes são as jóias imperiais:
  • a coroa de Dom Pedro II, criada por Carlos Marin especialmente para a sagração e coroação do jovem imperador, então com 15 anos de idade;
  • a coroa de Dom Pedro I;
  • o cofre de bronze dourado e porcelana oferecido pelo Rei de França Luís Filipe I a seu filho Francisco Fernando de Orléans, Príncipe de Joinville, por ocasião de seu casamento com a Princesa Dona Francisca;
  • o colar de ouro, esmeraldas e rubis com insígnias do império que pertenceu à Imperatriz Dona Leopoldina;
  • o colar de ametistas da Marquesa de Santos, presente de Dom Pedro I.

– O acervo é distribuído nos seguintes espaços principais:
  1. Sala de Jantar – com rico conjunto de móveis assinados por F. Léger Jeanselme Père & Fils, e serviço de louças.
  2. Sala de Música – preservando instrumentos como um harpa dourada de fabricação Pleyel Wolff, um saltério do século XVIII fabricado no Rio de Janeiro e o pianoforte de fabricação inglesa Broadwood, que teria, segundo a tradição, pertencido a Dom Pedro I, e a espineta fabricada por Mathias Bosten em 1788, a única existente no mundo deste autor. Completa a sala mobiliário lavrado em jacarandá.
  3. Sala de Estado – a mais importante do palácio, onde Dom Pedro recebia os visitantes oficiais. O trono, originalmente no Palácio da Quinta da Boa Vista, veio só mais tarde para o Museu Imperial, junto com objetos de adorno como vasos, porcelanas de Sèvres, consoles e espelhos decorados.
  4. Gabinete de Dom Pedro II – onde o imperador passava a maior parte do dia em meio a instrumentos científicos e livros. Ali se preservam, entre outros objetos, sua luneta, o primeiro telefone do Brasil, que ele trouxe dos Estados Unidos, sua chaise-longue e diversos retratos pintados de familiares.
  5. Aposentos das Princesas – preservando os ambientes originais ocupados pelas princesas Dona Isabel e Dona Leopoldina, com mobília em estilo Dom José I.
  6. Sala de visitas da Imperatriz – onde Dona Teresa Cristina recebia suas amigas em caráter privado, para conversas e sessões de bordados, com mobília correspondente.

______________Biblioteca____________________
A rica biblioteca do Museu Imperial preserva um importante acervo bibliográfico com cerca de 50 mil volumes, especializados em História (principalmente do Brasil no período Imperial), história de Petrópolis e Artes em geral.

A seção de Obras Raras conta com itens preciosos como edições dos séculos XVI a XIX, periódicos, partituras, iluminuras, manuscritos, ex-libris, relatórios das Províncias e dos Ministérios e coleção de Leis do Império, totalizando cerca de 8 mil volumes. Destas peças diversas pertenceram à família imperial e trazem anotações manuscritas, encadernações luxuosas e ilustrações.

A seção de livros de viajantes estrangeiros que passaram pelo Brasil nos séculos XVIII e XIX também é importante, documentando diversos aspectos da vida social e da paisagem natural brasileira de então, com obras de Debret, Rugendas, Saint-Hilaire, Maria Graham, Henry Koster, Louis Agassiz, Charles Darwin, Spix e Martius.

______________Arquivo Histórico______________
O museu possui uma coleção de mais de 250 mil documentos originais que datam do século XIII e vão até o século XX. Especialmente interessante é a reunião de fotografias que documentam a história e a evolução dos aspectos urbanos e paisagísticos do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis.

– Diversas coleções privadas enriquecem esta seção, como:
  • de João Lustosa da Cunha Paranaguá, 2º Marquês de Paranaguá;
  • de Ambrósio Leitão da Cunha, Barão de Mamoré;
  • a Coleção Barral-Monteferrat, com a correspondência entre D. Pedro II e a Condessa de Barral;
  • o importante Arquivo da Casa Imperial Brasileira, e diversas outras.



Imagens





Fonte: Museu Imperial e Wikipédia

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Romênia-um produto latino desconhecido pelos brasileiros

A Roménia (português europeu) ou Romênia (português brasileiro) (em romeno: România) é um país da Europa Oriental, situada no Sul-Este da Europa Central, no norte da Península dos Balcâs, na bacia inferior do Danúbio, com saída para o Mar Negro, limitado a norte e a leste pela Ucrânia, a leste pela República da Moldávia e pelo mar Negro, a sul pela Bulgária e a oeste pela Sérvia e pela Hungria. A sua capital, e também maior metrópole, é a cidade de Bucareste.
A Romênia faz parte da União Européia desde 1º de janeiro de 2007. Seu território é o nono mais extenso da UE, e sua população a sétima maior. Também é membro da OTAN desde 29 de março de 2007. Além disso, compõe a União Latina, a Francofonia e a OSCE.


O nome Romênia vem de Roma ou do Império Romano (Oriental) e enfatiza as origens do país como província do Império Romano. Na Antiguidade Tardia, o Império Romano era frequentemente chamado de Romania em latim. Alguns historiadores afirmam que o Império Bizantino medieval deveria ser chamado propriamente de Romania, mas isso não foi aceito. O nome "Romania" também é usado para o grupo de terras europeias onde apareceram as línguas românicas.

Reino da Romênia
O título de Rei dos Romenos (em romeno, Regele Românilor), e não "Rei da Romênia" (em romeno, Regele României) era o título oficial do monarca da Romênia entre 1881 e 1947, quando foi proclamada a república no país.
A Romênia adquiriu sua independência em 1859, com a unificação da Valáquia e da Moldávia, então duas suseranias (estados) vassalas ao Império Otomano. Entre 1862 e 1881, o país era chamado de Principado da Romênia, e os soberanos usavam o título de príncipe (em romeno, Domnitor). O primeiro príncipe foi Alexandre João Cuza (em romeno,Alexandru Ioan Cuza), que acabou deposto pelos próprios romenos (por votação no parlamento) em 1866. O parlamento então convidou um príncipe alemão da dinastia Hohenzollern para ocupar o trono: Karl von Hohenzollern-Sigmaringen, que se tornou o Rei Carlos I (em romeno, Carol I).
Com o reconhecimento da independência do país do Império Otomano em 1878 no Congresso de Berlim, o Principado tornou-se um Reino e, em 1881, o príncipe adotou o título de Rei Carlos I da Romênia.

Lista dos monarcas da Romênia
Príncipes (Domnitor) da Romênia
Alexandre João Cuza - (1859-1866)
Carlos I (1866-1881)
Reis (rege) da Romênia
Carlos I (1881-1914)
Fernando (1914-1927)
Miguel (1927-1930) (sob regência)
Carlos II (1930-1940)
Miguel (1940-1947)


Superfície do país: 238.391 km2, ocupando o 13º. lugar na Europa..
O mapa da Romênia é bem semelhante ao mapa do Estado do Paraná.
Distribuição do relevo é muito harmoniosa: 31% montanhas, 36% colinas, 33% campos.
População: 21.680.976 habitantes, com uma densidade de 95,7 habitantes/km2, 55% população urbana.
Estrutura da população: 89,4% romenos, 10,6 % minorias étnicas (hungaros, alemães, ciganos, búlgaros, turcos judeus).
Religião predominante é ortodoxa ( 86,8% de população), mas existem também romano-católicos (4,7%), Reformados (3,2%) grego-católicos (1%).
Capital: Bucareste com uma população de 2.016.000 habitantes.
Língua oficial: romeno – a representante mais oriental da família das línguas românicas - subfamília itálica, procedente do latim falado na antigüidade nas províncias romanas da Dácia e Moesia. Línguas estrangeiras usuais: Inglês, Francês, Alemão.
Organização de estado: República, com um parlamento bicameral, eleito por uma legislatura de 4 anos.
Moeda: leu (plural lei) 1$=28.000 lei
Dia Nacional: 1 de Dezembro (a comemoração da União de todos os romenos num único Estado em 1918).
Produto Interno Bruto (1997): 30 bilhões $, e por habitantes 1.230 $. Peso de setor privado no PIB – 58%.
Número de empregados: 5.123.200, e de desempregados 881.435 (8,8% da população). Reformados 5.609.000.


  • História da Romênia
Na primeira metade do 1º. milênio a.c., no espaço carpato-danubiano-pôntico afirmam-se as tribos dos geto-dacios como ramo distinto dos Trácios, espaço povoado por elas se chamava Dácia. No período 70-44 a.c. as tribos dácios foram unidas sob o rei Burebista. O reino Dácio conhece máxima florescência no tempo do rei Decebal (87-106), quando o Império Romano, chegou ao apogeu com o imperador Trajano, que precisou de duas guerras duras (101-102 e 105-106) para o submeter e transformar a maior parte da Dácia em província romana.
O processo intenso de romanização, marcado pela assimilação definitiva do latim pelos Dácios autóctones, faz dos habitantes desse espaço, no primeiro milênio da nossa era o mais oriental dos povos românicos da Europa.
Os romenos que por seu nome (do lat. romanos), e por nome do país, Romania, conservaram a memória do cunho de Roma.
A Romênia é uma ilha latina num mar eslavo.

Entre os séculos IV a XIII o território romeno foi percorrido por ondas sucessivas de populações migratórias.
Na Idade Média os romenos, cristão ortodoxos, viveram separados em três principados: o País Romeno ( Valaquia), Moldávia e Transilvania, e tiveram como vizinhos grandes Impérios: Otomano, Habsburgo e Russo.
Em 1859, conseguiram se unir (Valaquia e Moldávia), e o novo Estado tomou o nome de Romênia.
Em 1877 a Romênia conquistou a independência e se transformou em reino em 1881.

Depois da primeira querra mundial sob o rei Ferdinant I, em 1 de Dezembro de 1918, se unirão ao pais a Bassarábia, Bucovina e Transilvania. A união nacional foi paga com mais de 800.000 mortos, feridos e desaparecidos durante a guerra.
Os dois decênios de florescimento econômico, político e cultural da Grande Romênia foram cruelmente interrompidos pelo desencadeamento da segunda guerra mundial.
Em 1940 a Romênia perdeu pelas amputações territoriais, um terço do seu território e da sua população.
Em 1945, depois de 4 anos de querra que resultaram na perda de 750.000 vidas, as tradições de quase um século, foram brutalmente cortadas, igual nos outros Estado do leste europeu, pela ocupação das tropas soviéticas e a instauração, à força, do regime comunista.

Em 1965 chegou ao poder Nicolae Ceausescu que instaurou uma ditadura tremenda, de um âmbito nunca igualado na história da Romênia.
A Romênia tornou-se cada vez mais isolada do resto do mundo nos anos "80".
A revolta popular de dezembro de 1989, derrubando o regime ditatorial, abriu a perspectiva de restauração da democracia, o regresso à econômia livre de mercado e a reintegração da Romênia no espaço político e cultural europeu do que fora separada decênios inteiros pela Cortina de Ferro.

  • A vida política da Romênia de hoje
A Romênia, conforme a Constituição de 1991 é um Estado nacional, soberano, e independente, unitário e indivisível, cuja forma de governo é a república.

A Romênia é um Estado de direito, democrático e social, em que a dignidade humana, os direitos e as liberdades cívicas, o livre desenvolvimento da personalidade humana, a justiça e o pluralismo político são valores supremos, garantidos pela Constituição, que também estipula a separação das três autoridades – legislativa, executiva e judicial.

O Presidente da Romênia é eleito por voto universal para 5 anos, podendo ser reeleito só uma vez. Presidente atual Traian Basescu, eleito em 20.12.2004.
Ele designa um candidato a função de primeiro-ministro e nomeia o governo em base do voto de confiança outorgado pelo Parlamento.

  • Relações internacionais e comércio exterior
A Romênia tem relações diplomáticas com 176 Estados, é membro da ONU e de muitas outras organizações internacionais.
A opção firme da Romênia pós-comunista foi de integrar as estruturas euro-atlanticas e européias (OTAN e U.E.), decisão apoiada tanto pelas forças políticas, como pela população. A Romênia tornou-se membro do Conselho da Europa em 1993, membro associado da U.E. em 1995.

O relacionamento com o Brasil, pais irmão latino, tem mais de 100 anos.
Foi em 1880 que e primeiro mensageiro diplomático romeno, o coronel Voinescu chegou no Brasil, como enviado extraordinário em missão especial, junto ao imperador Pedro II, que expressou "os sentimentos inalteráveis de simpatia que animam o soberano, o governo e a nação romena, em face do Império do Brasil".
Em resposta, dom Pedro II manifestou muita simpatia pela Romênia e destacou que "o desenvolvimento do Estado romeno é necessário ao equilíbrio europeu e oferece uma garantia de progresso e prosperidade para o Oriente".


A população romena tem o costume de freqüentar feiras em vez de ir às lojas. Essas feiras são geralmente artesanais. A Roménia é um país com um grande número de castelos, sendo alguns constituídos de madeira e muito bem conservados ao longo dos séculos. Esses castelos atraem muitos turistas durante todo o ano. O castelo mais visitado é o famoso Castelo de Bran onde, segundo a tradição, viveu o Conde Drácula.
Fonte:Wikipédia e Consulado Geral da Romênia no Rio de Janeiro

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Taj Mahal

O Taj Mahal (em hindi ताज महल, persa تاج محل) é um mausoléu situado em Agra, uma cidade da Índia.

A História de amor

Como todas as histórias, esta também começa da mesma maneira...Era uma vez um príncipe chamado Kurram que se enamorou por uma princesa aos 15 anos de idade. Reza a história que se cruzaram acidentalmente mas seus destinos ficaram unidos para todo o sempre. Após uma espera de 5 anos, durante os quais não se puderam ver uma única vez, a cerimônia do casamento teve lugar do ano de 1612, na qual o imperador a rebatizou de Mumtaz Mahal ou "A eleita do palácio". O Príncipe, foi coroado em 1628 com o nome Shah Jahan, "O Rei do mundo" e governou em paz.

Quis o destino que Mumtaz não fosse rainha por muito tempo. Ao dar à luz o 14º filho de Shah Jahan, morreu aos aos 39 anos em 1631. O Imperador ficou tremendamente desgostoso e inconsolável e, segundo crônicas posteriores, toda a corte chorou a morte da rainha durante 2 anos. Durante esse período, não houve musica, festas ou celebrações de espécie alguma em todo o reino.

O Palácio

Shah Jahan ordenou então que fosse construído um monumento sem igual, para que o mundo jamais pudesse esquecer. Não se sabe ao certo quem foi o arquiteto, mas reuniram-se em Agra as maiores riquezas do mundo. O mármore fino e branco das pedreiras locais, Jade e cristal da China, Turquesa do Tibet, Lapis Lazulis do Afeganistão, Ágatas do Yemen, Safiras do Ceilão, Ametistas da Pérsia, Corais da Arábia Saudita, Quartzo dos Himalaias, Ambar do Oceano Índico.

Surge assim o Taj Mahal. O seu nome é uma variação curta de Mumtaz Mahal.. o nome da mulher cuja a memória preserva. O nome "Taj", é de origem Persa, que significa Coroa. "Mahal" é arábico e significa lugar. Devidamente enquadrado num jardim simétrico, tipicamente muçulmano, dividido em quadrados iguais cruzado por um canal ladeado de ciprestes onde se reflecte a sua imagem mais imponente. Por dentro, o mausoléu é também impressionante e deslumbrante. Na penumbra, a câmara mortuária está rodeada por finas paredes de mármore incrustado com pedras preciosas que forma uma cortina de milhares de cores. A sonoridade do interior, amplo e elevado é triste e misterioso, como um eco que soa e ressoa sem nunca se deter.

Sobre o edifício surge uma cúpula esplendorosa, que é a coroa do Taj Mahal. Esta é rodeada por quatro cúpulas mais pequenas, e nos extremos da plataforma sobressaem quatro torres que foram construídas com uma pequena inclinação, para que em caso de desabamento, nunca caiam sobre o edifício principal.

Os arabescos exteriores são desenhos muçulmanos de pedras semi preciosas incrustadas no mármore branco, segundo uma técnica Italiana utilizada pelos artesãos hindus. Estas incrustações eram feitas com tamanha precisão que as juntas somente se distinguem à lupa. Uma flor de apenas sete centímetros quadrados, pode ter até 60 incrustações distintas. O rendilhado das janelas foi trabalhado a partir de blocos de mármore maciço.

Diz-se que o imperador Shah Jahan queria construir também o seu próprio mausoléu. Este seria do outro lado do rio. Muito mais deslumbrante, muito mais caro, todo em mármore preto, que seria posteriormente unido com o Taj Mahal através de uma ponte de ouro. Tal empreendimento nunca chegou a ser levado a cabo. Após perder o poder, o imperador foi encarcerado no seu palácio e passou o resto dos seus dias observando pela janela, dos seus alojamentos, a sua grande obra até à morte. O Taj Mahal foi, por fim, o refúgio eterno de Shah Jahan e Mumtaz Mahal. Posteriormente, o imperador foi sepultado ao lado da sua esposa, sendo esta a única quebra na perfeita simetria de todo o complexo do Taj Mahal.

Após quase quatro séculos, milhões de visitantes continuam a reter a sua aura romântica... o Taj Mahal, será para todo o sempre um lágrima solitária no tempo.

"O Taj Mahal parece a encarnação de todas as coisas puras, de todas as coisas sagradas e de todas as coisas infelizes. Este é o mistério do edifício." (Rudyard Kipling)


Depois da história de amor...

A pouco tempo do término da obra em 1657, Shah Jahan adoeceu gravemente e o seu filho Shah Shuja declarou-se imperador em Bengala, enquanto Murad, com o apoio do seu irmão Aurangzeb, fazia o mesmo em Gujarat. Quando Shah Jahan, caído doente no seu leito, se rendeu aos ataques dos seus filhos, Aurangzeb permitiu-lhe continuar a viver exilado no forte de Agra. Depois da sua morte em 1666, Aurangzeb sepultou-o no mausoléu ao lado da esposa.

Em finais do século XIX vários sectores do Taj Mahal estavam muito deteriorados por falta de manutenção e durante a época da rebelião hindu, em 1857, foi arrestado por soldados britânicos e oficiais do governo, que lhes arrancavam as pedrasembutidas nas paredes e o lápis-lazúli dos seus muros. Em 1908 completou-se a restauração ordenada pelo vice-rei britânico, Lord Curzon, que também incluiu o grande candelabro da câmara interior segundo o modelo de um similar que se encontrava numa mesquita no Cairo. Curzon ordenou a remodelação dos jardins ao estilo inglês que ainda hoje se conservam.

Durante o século XX melhorou o cuidado com o monumento. Em 1942 o governo construiu um andaime gigantesco cobrindo acúpula, prevendo um ataque aéreo da Luftwaffe e, posteriormente, da força aérea japonesa. Esta protecção voltou a erguer-se durante as guerras indo-paquistanesas, de 1965 a 1971. As ameaças mais recentes provêm da poluição ambiental nas ribeirasdo rio Yamuna e da chuva ácida causada pela refinaria de Mathura. Ambos os problemas são objecto de vários recursos ante a Corte Suprema da Justiça da Índia.

Em 1993, foi eleito como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, e é hoje um importante destino turístico. Recentemente, alguns sectores sunitas reclamaram para si a propriedade do edifício, baseando-se de que se trata do mausoléu de uma mulher desposada por um membro deste culto islâmico. O governo indiano rejeitou a reclamação considerando-a mal-fundamentada, já que o Taj Mahal é propriedade de toda a nação indiana.



fonte: blog.uncovering.org/ e Wikipédia, a enciclopédia livre.
fotos: imagens google.

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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