O Castelo de Guimarães localiza-se na freguesia de Oliveira do Castelo, cidade e Concelho de Guimarães, no Distrito de Braga, em Portugal. Em posição dominante, sobranceiro ao Campo de São Mamede, este monumento encontra-se ligado à fundação do Condado Portucalense e às lutas da independência de Portugal, sendo designado popularmente como berço da nacionalidade. Classificado como Monumento Nacional, em 2007 foi eleito informalmente como uma das Sete maravilhas de Portugal.Marcado pelos episódios que deram origem a Nação Portuguesa, o Castelo de Guimarães terá assistido também ao nascimento do primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
A primeira estrutura militar construída em Vimaranes, (Guimarães) data provavelmente do século X, mandada edificar por Mumadona Dias, que herdara do seu marido o governo das terras de Portucale. Esta estrutura defensiva tinha como finalidade a segurança da população em caso de ataque e a defesa do mosteiro que Mumadona, também ali mandou edificar.
Este mosteiro viria a ser alvo de muitas doações de Mumadona, nomeadamente terras, gados, rendas, objetos de culto e livros religiosos e também o próprio castelo, que na época não devia ser mais do que uma estrutura simples.
Estas terras são doadas, por volta do ano de 1100, pelo rei Afonso VI de Leão, a D. Henrique de Borgonha, pelos serviços prestados na luta contra os árabes, formando o Condado Portucalense. O conde D. Henrique e sua esposa, D. Teresa de Leão, instalam-se em Vimaranes, supondo-se que terão erguido um novo castelo, nomeadamente a torre de menagem e melhorado as estruturas defensivas à sua volta, passando a ser a sua residência. Neste castelo terá nascido D. Afonso Henriques, nele resistiu, já na sua luta pela independência, ao ataque das forças do rei Afonso VII, de Leão, em 1127, e no campo de S. Mamede, nas imediações da fortaleza, derrotou, no ano seguinte, as forças de D. Teresa, sua mãe.
O castelo manteve a sua importância ao longo de vários séculos de disputas entre Portugal e Castela. Já no reinado de D. João I, em 1389, após mais um confronto com Castela, são executadas obras de reforço defensivo da cidade, que passou a designar-se Guimarães.
Com os progressos militares, as muralhas e os castelos perdem importância e no século XVI, o castelo de Guimarães funcionava como prisão, função que um grupo de vimaranenses, em 1836, usou como justificativa para pedirem a sua demolição, o que não seria aceito. Já no reinado de D. Luís, em 1881, o castelo é classificado como Monumento Histórico de Primeira Classe. Atualmente está classificado como Monumento Nacional.
Origem: guiadacidade e Wikipédia
domingo, 6 de setembro de 2009
Castelo de Guimarães – Braga, Portugal
sábado, 5 de setembro de 2009
O santo padroeiro do Brasil império
– São Pedro de Alcântara, o principal padroeiro do Brasil –
Logo após a Independência, Dom Pedro I entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa, embora Dom Pedro I, já tivesse feito a consagração do Brasil à Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, em sua vinda de São Paulo para o Rio, logo após o 7 de Setembro. Solicitou ao Papa que fizesse de São Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil, tendo o Papa concordado.
"Desde que Sua Majestade Real e Imperial recebeu, sob o nome de Pedro I, ... a missão de governar e dirigir este povo ... esteve convencido ... e se persuadiu de que não poderia reger e administrar os negócios desta Nação, sem que antes se interessasse em ter um Padroeiro celestial que, por sua intercessão junto de Deus, lhe assegurasse os meios de bem agir, de bem dirigir e de bem administrar. Não foi necessária longa reflexão. Já pela devoção especial que ele tinha por São Pedro de Alcântara ... já por trazer, como imperador, o próprio nome do santo, ele decidiu escolhê-lo como padroeiro principal de todo o Império ... (e) suplica a S.S. o Papa Leão XII que se digne com sua benevolência apostólica, confirmar a escolha". Isso foi feito a 31 de maio de 1826. (do livro "São Pedro de Alcântara, Patrono do Brasil", de Frei Estefânio José Piat, O.F.M.- Editora Vozes, Petrópolis, 1962)
Com a proclamação da República, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e a religião. Porém, seu nome ainda continuou, por muito anos a ser lembrado nos missais mais tradicionais. E foi num destes missais, mais tradicionais, que se encontra a oração transcrita a seguir, a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil, conforme consta no índice do missal citado ("Adoremus - Manual de Orações e Exercícios Piedosos" - Por Dom Frei Eduardo, O.F.M. - XX Edição Bahia - Tipografia de São Francisco - 1942)
Em nossos dias, somente o nome de Nossa Senhora Aparecida é lembrado na qualidade de padroeira do Brasil, embora até aí se faça sentir a influência republicana, já que não há empenho em se divulgar que a coroa de ouro de N.S. Aparecida foi ofertada pela Princesa Isabel (Manual do Devoto de Nossa Senhora Aparecida, pág.12, item "Coroação").
– Oração a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil (pág.284 do missal citado)
Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião. De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério. Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Conseguí-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram. Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja.
São Pedro de Alcântara - Data festiva: 19 de outubro (tradicional) - mas alguns registros hagiográficos indicam o dia 20 de outubro. Pedro Gavarito nasceu em Alcântara, Espanha, em 1499. Caracterizava-se pela extrema simplicidade, andava sempre descalço e realizava constantes jejuns e exercícios rigorosos. Foi o grande orientador de Santa Teresa D'Ávila. Além disso, era freqüentemente procurado pelos reis Carlos V, da Espanha e Dom João III, de Portugal. É considerado o padroeiro da família real portuguesa e da família imperial brasileira.
Fonte: Brasil Imperial
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Margarida I da Dinamarca

Margarida I (1353 - 28 de outubro de 1412) nasceu no Castelo Vordingborg, filha de Valdemar IV da Dinamarca. Casou aos 10 anos, com o rei Haakon VI da Noruega, o mais novo e o único filho sobrevivente de Magnus VII da Noruega e II da Suécia. Rainha da Noruega, Dinamarca e posteriormente regente da Suécia, fundadora da chamada «União de Kalmar» que unificou todos os reinos escandinavos num único país.
A Dinamarca não tinha a tradição de permitir às mulheres reinarem e por isso quando seu filho morreu, ela foi rebatizada de "Senhora do Reino da Dinamarca". Teve o seu próprio tratamento de "Rainha da Dinamarca", durante o ano de 1375. Normalmente Margarida era referida como "Margarida, pela graça de Deus, filha de Valdemar da Dinamarca" e "Legítima herdeira da Dinamarca" quando se refere à sua posição na Dinamarca. Outros simplesmente referem-na como a "Senhora Rainha". O Papa Bonifácio IX escreveu para ela como "Rainha da Dinamarca" ou "Rainha da Dinamarca, Noruega e Suécia".
No que se refere à Noruega, ela era conhecida como Rainha (rainha-consorte, então rainha viúva) e regente. Na Suécia, ela era Rainha viúva e Regente geral. Quando ela casou com Haakon, em 1363, ele foi ainda co-rei da Suécia. Margarida, apesar de ser deposta, nunca abandonou o título. Quando os suecos expulsaram Alberto I da Suécia, em 1389, em teoria, Margarida simplesmente retomou a sua posição original.
Sucessão
Margarida forneceria aos três reinos um rei que era para ser um parente de todas as três dinastias, embora na Noruega, foi especificado que ela continuaria a reinar ao lado do novo rei. Em 1389, ela proclamou seu sobrinho-neto, Eric da Pomerânia (neto de Henrique de Mecklenburg), rei da Noruega. Eric era filho da única neta sobrevivente de Valdemar IV da Dinamarca e também um descendente de Magnus III da Suécia e Haakon V da Noruega (por parte do avô mterno). Em 1396 foi prestada homenagem a ele na Dinamarca e na Suécia da mesma forma, Margarida reservaria para si o cargo de regente durante a sua menoridade. Para solidificar os reinos unidos ainda mais estreitamente, Margarida convocou um congresso de três Conselhos do Reino de Kalmar em junho de 1397; e no Domingo da Trindade, em 17 de Junho, Eric foi solenemente coroado rei da Dinamarca, Noruega e Suécia. O ato proposto de união dividiu os três conselhos, mas a ação real que contém os termos da união nunca passaram da fase de um projeto não ratificados. Margarida insistiu em que cada país deve manter a posse exclusiva das suas próprias leis e costumes, e ser administrada por seus próprios dignitários, como tendência, na sua opinião para impedir a fusão completa da Escandinávia. Poucos anos depois da União de Kalmar, Eric, com 8 anos, foi declarado rei e foi prestada homenagem a ele em todos os seus três reinos. Mas durante a sua vida Margarida foi a verdadeira governante da Escandinávia.
MorteMargarida faleceu subitamente a bordo de seu navio em Flensburg, em 28 de outubro de 1412. Seu sarcófago feito pelo escultor Lübeck Johannes Junge (1423) fica atrás do altar-mor da Catedral de Roskilde, perto de Copenhaga. Ela deixou a propriedade para a catedral, na condição de se celebrar regularmente missas à sua alma. A Reforma (1536) interropeu este ritual, no entanto, nesse dia um sino especial toca duas vezes em homenagem à Rainha. (ao lado sarcófago da rainha)
Fonte: Wikipédia
sábado, 29 de agosto de 2009
Momumento do Ipiranga
Situado às margens do córrego do Ipiranga, afluente do Rio Tamanduateí, em cujas margens o Príncipe Regente D. Pedro, depois Imperador do Brasil, deu o grito da Independência, em 7 de setembro de 1.822. O significado da palavra 'Ipiranga' tem divergências entre os estudiosos:
- "água roxa",
- "rio vermelho",
- "leito desigual e empinado"
Em 1912, o Presidente do Estado, Conselheiro Francisco de Paula Rodrigues Alves, autorizou o Governo a erigir um monumento no Ipiranga, cujo objetivo era perpetuar a proclamação da Independência Nacional. Em 1917 foi aberta a concorrência. As maquetes de arquitetos brasileiros e estrangeiros foram expostas nas salas do Palácio das Indústrias (atual Prefeitura Municipal). O concurso encerrou-se em 1920 e entre os finalistas estavam os projetos de Etzel-Contratti Brizzolara e Rollo foi escolhido pelo povo, artistas, críticos e jornalistas. Entretanto, o Governo nomeou uma comissão, composta de empreiteiros, vereadores, engenheiros e funcionários públicos, que escolheram o projeto Ettore Ximenez. Segundo noticiário da época, tal projeto tinha sido encomendado pelo Czar Nicolau II, mas não se concretizara, devido a revolução de 1917.
O Monumento, finalmente, foi concluído em 1926, passando a simbolizar a marca da nossa Independência. Em sua cripta está instalada a Capela Imperial, onde repousam os restos mortais de SS. MM. D. Pedro I (falecido em Portugal) e de suas duas esposas:
- D. Leopoldina Habsburgo
- D. Amélia de Leuchtenberg
Fonte: trabalho elaborado pelo Prof. Dr. Lincoln Etchebéhere Júnior para o Movimento Cívico em Defesa do Monumento do Ipiranga e do Parque da Independência. Universidade São Marcos Abril, 1997 e Wikipédia
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Paço Imperial, Rio de Janeiro - Brasil
1743-1763
Casa dos Governadores
O prédio que viria a ser o Paço Imperial foi ocupado pela primeira vez, em 1743, pelo Governador Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela, que havia ordenado ao engenheiro militar José Fernandes Alpoim a construção de uma nova Casa dos Governadores para sediar o governo das capitanias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Alpoim aproveitou os edifícios preexistentes no local, a Casa da Moeda e o Armazém Del Rey, acrescentando dois pisos novos que resultaram em uma sóbria construção em alvenaria caiada de branco, com molduras nas janelas em pedra de cantaria e vários pátios por onde se fazia a circulação. Na entrada principal, uma bela portada de mármore de lioz dava acesso ao piso superior. De aspecto imponente em relação às edificações vizinhas, em pouco tempo, o prédio converteu-se em centro da política local e regional, bem como do comércio. Até 1808, a Casa da Moeda e o Real Armazém continuaram a funcionar no andar térreo.
1763-1808
Palácio dos Vice-Reis
Com a transferência da sede do Governo Geral de Salvador, Bahia, para o Rio de Janeiro, o prédio ficou conhecido como Palácio dos Vice-Reis. Foram 7 os vice-reis no Rio de Janeiro. Nesse período, várias obras e intervenções foram realizadas no Largo do Paço, como a construção do cais de cantaria lavrada com escadas para o mar e a instalação do chafariz que abasteceria os navios e as moradias no entorno, obra do Mestre Valentim que permanece até hoje na Praça XV. A cidade expandiu seus limites e consolidou como espaço hegemônico a região em torno do Paço que passaria, nos anos seguintes, por grandes reformas.
1808-1822
Paço Real
Ante a ameaça da invasão de Portugal por Napoleão Bonaparte, o Príncipe Regente, D. João de Bragança, futuro D. João VI, não relutou em deixar Lisboa com a mãe incapacitada mental, a Rainha D. Maria I, e estabelecer-se no Brasil.
A Família Real portuguesa, a Corte e muitos dos vassalos que quiseram acompanhá-la embarcaram para o Brasil, com destino à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 36 navios com cerca de 12.000 a 15.000 pessoas, sob proteção de um esquadrão britânico.
Em 22 de janeiro de 1808, a frota ancorava em Salvador. Em março, D. João transferiu-se para o Rio de Janeiro, transformando a cidade em sede da monarquia. O Paço tornou-se residência da Família Real, recebendo a denominação de Paço Real e passou a ser elemento relevante no contexto do poder estabelecido.
A chegada da Corte provocou uma grande transformação na cidade. No Paço, várias modificações foram realizadas.
- os cômodos voltados para o mar e para a praça constituiriam a parte nobre do prédio,
- a Sala do Trono, onde ocorreriam as audiências reais,
- no corpo da frente e no centro da fachada voltada para a praça, alojaram-se os membros da Família Real
- construiu um passadiço, agregando o Paço ao Convento do Carmo e à casa da Câmara e Cadeia, para facilitar a movimentação dos acomodados nesses espaços,
- as celas do convento foram transformadas em aposentos para a Rainha D. Maria I e suas damas,
- a antiga capela do convento foi transformada em Capela Real,
- em 1817, foi erguido um terceiro pavimento na fachada voltada para o mar, dando ao prédio o aspecto palaciano, local destinado aos aposentos reais
Apesar das reformas, o palácio ainda era considerado desconfortável para a Família Real, que se transferiu para a Quinta da Boa Vista. O Paço permaneceu como sede do governo, local dos despachos e recepções oficiais, de grandes cerimônias e festejos como a coroação de Dom João VI (6 de fevereiro de 1818) e a chegada de D. Leopoldina para o casamento com o príncipe D. Pedro (5 de novembro de 1817).
1822-1890
Paço Imperial
Com a declaração da independência do Brasil, o Paço Real transformou-se em Paço Imperial. O prédio foi pintado de amarelo, cor do Império, e as janelas ganharam balcões de ferro dourados.
O Paço Imperial, de 1822 a 1890, foi palco de todos os eventos políticos, religiosos, econômicos e o local de onde se governava o país. Manteve sua importância na cidade, pela nobreza e imponência de sua arquitetura - casa-sede do governo imperial - cenário de acontecimentos históricos como a aclamação de dois imperadores, D. Pedro I e D. Pedro II, o Dia do Fico (9 de janeiro de 1822) e a assinatura da Lei Áurea, pela Princesa Isabel, que aboliu a escravatura no Brasil (13 de maio de 1888).
1890-1982
Sede do Departamento de Correios e Telégrafos
Após a Proclamação da República, o Paço perde sua posição de palácio, ligado ao poder monárquico, e passa a sediar o Departamento de Correios e Telégrafos.
Nas décadas de 20 e 30, o prédio passou por diversas reformas para acolher a repartição. Um prédio de três pavimentos foi construído no interior do pátio maior, o 3° pavimento é ampliado por todo o perímetro da construção, as platibandas foram retiradas e um frontão de estilo neocolonial é erguido na fachada principal. Em 1938, o prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico e, em 1982, iniciaram-se os trabalhos de restauração.
1985
Paço Imperial – Centro Cultural do IPHAN
Desde 1985, o Paço Imperial é um centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN do Ministério da Cultura. A restauração do prédio foi orientada pela perspectiva de reabilitar e valorizar as marcas deixadas pelas diferentes fases históricas e suas sucessivas intervenções.
Seus espaços estão perfeitamente adequados a diversos projetos de exposições, atendendo às condições exigidas pelas normas internacionais de conservação de obras de arte. A linha de atuação adotada encontra uma metáfora concreta na restauração, feita entre 1982 e 1985, que mescla elementos originais do prédio com outros contemporâneos.
Como centro cultural, possui, além do circuito de exposições, espaços permanentemente abertos a eventos culturais, como:
- teatro,
- concertos musicais,
- seminários,
- conferências e
- debates relacionados às temáticas das exposições realizadas.
O Paço Imperial tornou-se referência no panorama cultural do Rio de Janeiro e inaugurou um novo ciclo na Praça XV e suas imediações, onde foram surgindo outros centros multiculturais que atraem um público de cerca de três milhões de pessoas por ano em programações que envolvem desde grandes exposições de arte nacionais e internacionais, eventos musicais e literários, peças de teatro, espetáculos de dança, filmes, cursos e seminários.

Origem: Paço Imperial
domingo, 23 de agosto de 2009
Portão de Brandenburgo
- quadriga – estátua da deusa grega Eirene ou Irene, deusa da paz, em uma biga puxada por 4 cavalos. Suas dimensões são de 26 m de altura, 11 m de profundidade e 65 m de largura. (visto de frente).
As portas de Brandenburgo foram construídas sobre outras portas. Uma década após o fim da Guerra dos Trinta Anos, a partir de 1658, Berlim começou a expandir-se como uma fortaleza, cercada por altos muros. Onde atualmente existem as portas foram construídas nessa época umas primeiras, para servir como uma das entradas para a cidade. Na segunda metade do século XVIII, a burguesia ganhava força e o rei da Prússia, Frederico Guilherme II, iniciou um plano de reestruturação da cidade, dando a ela mais esplendor. Esse projeto previa a construção de umas novas portas, mas o projeto sofreu constantes atrasos e somente em 1788 as antigas portas foram demolidas. As obras foram iniciadas no ano de 1789 e duraram até 1791. Quando foi aberto ao trânsito ainda faltavam as esculturas e a quadriga, sendo finalizada posteriormente.
- Entre as 6 colunas dóricas passavam 5 estradas em que apenas 2 (as mais extremas de cada lado) estavam abertas ao livre trânsito civil.
- A rua principal (do meio) apenas podia ser percorrida pela comitiva real.
- Não houve, no momento da inauguração, qualquer tipo de cerimônia nem nenhum tipo de solenidade.
- Foi aberto ao trânsito no dia 6 de agosto de 1791. As Portas de Brandenburgo davam ao rei acesso direto do palácio real até ao “Tiergarten”, seu jardim (na parte externa da cidade).
- A quadriga foi instalada em 1793, 2 anos após a abertura, mas permaneceu pouco tempo sob as portas.
- As tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadem Berlim, atravessando as portas de Brandenburgo em outubro de 1806.
- Em dezembro do mesmo ano, para simbolizar a dominação francesa, Bonaparte manda a quadriga para Paris.
- A quadriga retornou a Berlim em 1814 e segundo a vontade de Frederico Guilherme III, recebeu uma cruz de ferro e uma águia prussiana, e passou a significar a vitória (antes era um símbolo da paz).
- Em 1868, cai o velho muro de proteção da cidade, que circundava Berlim, e acrescentou-se às extremidades das portas 2 pequenos pavilhões sobre colunas, com a metade da altura das portas.
- Nos últimos dias da II Guerra Mundial tanto as portas como a quadriga foram danificadas.
- Berlim ficou dividida em 4 setores (estando as portas no setor soviético), e as portas de Brandenburgo retomaram a sua função original fazendo a divisão entre os setores leste e oeste, soviético e britânico (respectivamente).
- Inicialmente havia o livre tráfego através das portas.
- A quadriga foi retirada mais uma vez, em 1950, pelas autoridades soviéticas, e praticamente destruída.
- Portas e quadriga, foram reestruturadas em conjunto, ficando a reforma das portas sob a responsabilidade de Berlim oriental e a da quadriga para Berlim ocidental.
- Em julho de 1958 a reforma estava encerrada, a quadriga, que havia sido fundida em partes, foi remontada em 1 e 2 de agosto na praça "Pariser Platz" (do lado soviético).
- Na noite de 2 para 3 de agosto a quadriga foi levada para Marstall (do lado soviético).
- Na noite de 16 de setembro a águia e a cruz de ferro - tidas como símbolo do militarismo alemão - foram retiradas.
- Em 27 de setembro de 1958, a quadriga foi instalada no alto das portas de Brandenburgo, para ira do lado ocidental o monumento foi invertido. Os cavalos, que antes galopavam em direção a Berlim ocidental, foram postos de frente para a "Pariser Platz" (do lado soviético).
- As decisões unilaterais soviéticas sobre as portas chegaram ao fim em 14 de agosto de 1961, as portas foram isoladas e o muro de Berlim foi construído sem que as portas fizessem divisão entre os 2 setores.
- As portas ficaram completamente interrompidas para o tráfego de pedestres e automóveis por quase 30 anos, somente com a queda do Muro de Berlim, na noite de 9 para 10 de novembro de 1989, a sua reabertura foi repensada.
- Em 22 de dezembro as portas foram reutilizadas como divisão de fronteira, e em poucos meses o muro desapareceu por completo.
* Hoje as portas que um dia separam Berlim e que foram atravessadas em desfile por tropas napoleônicas, revolucionárias , e nazistas, é o símbolo da prosperidade e unificação alemã *
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Heráldica

A heráldica refere-se simultaneamente à ciência e à arte de descrever os brasões de armas ou escudos. As origens da heráldica remontam aos tempos em que era imperativo distinguir os participantes das batalhas e dos torneios, assim como descrever os serviços por eles prestados e que eram pintados nos seus escudos. No entanto, é importante notar que um brasão de armas é definido não visualmente, mas antes pela sua descrição escrita, a qual é dada numa linguagem própria – a linguagem heráldica.
- primeira coisa que é descrita num escudo é o esmalte (cor) do campo (fundo);
- a posição e esmaltes das diferentes figuras (objetos) existentes no escudo;
- cargas são descritas de cima para baixo, e da direita (dextra) para a esquerda (sinistra). A dextra (do latim dextra, -æ, «direita») refere-se ao lado esquerdo do escudo, e a sinistra (do latim sinistra, -æ, «esquerda») ao lado direito, tal como é visto pelo observador. A razão porque isto sucede prende-se com o fato de a descrição se referir ao ponto de vista do portador do escudo, e não do seu observador.
Embora a palavra escudo seja comumente utilizada para se referir ao brasão de armas no seu todo, na realidade, o escudo é apenas um dos elementos que compõem um brasão de armas. Numa descrição completa, o escudo pode ser acompanhado por outros elementos, como suportes, coronéis, listéis com motes (ou lemas). Muitos escudos apresentam por vezes duas formas distintas: uma complexa, e outra simplificada, reduzida ao escudo propriamente dito (o que sucede por vezes quando há pouco espaço para inserir o brasão de armas maior). Inúmeros países apresentam assim as chamadas armas maiores e armas menores.
Benção
"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)













