segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quinta da Boa Vista

presente de um comerciante de escravos, palácio virou a sede da realeza


Quando chegou ao Rio, D. João instalou-se na Casa dos Governadores (atual Paço Imperial, na Praça XV) mas ela logo se mostrou acanhada demais para abrigar a família real, a corte e seu séquito de empregados. À beira do cais, no centro da cidade, o local vivia cercado de curiosos, ruidoso, malcheiroso e lamacento, acolhendo os detritos que escorriam das montanhas quando das fortes chuvas. Logo D. João mudou-se para um palácio em São Cristovão, 5 km a oeste do centro, presenteado por Elias Antônio Lopes, um rico português, negociantes de escravos. Foi na Real Quinta da Boa Vista, ou Paço de São Cristovão, que se criou D. Pedro I e nasceu D. Pedro II.

O Paço da Cidade ainda foi a sede oficial e palco de acontecimentos como o Dia do Fico, a coroação e sagração dos dois imperadores, a abertura das Assembléias Legislativas, os cortejos imperiais e a assinatura da Lei Áurea. Mas aos poucos, D. Pedro II transformou a Quinta da Boa Vista em sede do poder, ali mantendo seu gabinete de trabalho, a biblioteca, o gabinete de botânica e o museu iniciado por sua mãe, a imperatriz Leopoldina. O palácio passou por várias reformas:
  • uniformizado esteticamente por Araújo Porto-Alegre (1845)
  • decorado com grande luxo por Mário Bragaldi (1857-1861) e
  • ganhou em 1872 um belo parque, que abria aos domingos para o público.
Já era, a esta altura, importante palco da vida política, social e cultural do país.

Hoje Museu Nacional é um monumento à memória da monarquia no Brasil



Fonte: 'a construção do Brasil' - nossa História 2006

Leia Mais…

sábado, 14 de agosto de 2010

Machu Picchu

A cidade histórica de Machu Picchu localiza-se na Cordilheira dos Andes, no Peru, 2400 m de altitude, no vale do rio Urubamba. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras maiores, com pouco espaço entre as rochas.

Construída pelos incas no século XV, antes da chegada dos europeus ao continente americano. É formada por um conjunto de construções de pedras em ruínas: casas, templos, aquedutos, praças edegraus (terraços em que os incas praticavam agricultura).

Mostra o grau de desenvolvimento de conhecimentos urbano, arquitetônico e tecnológico da civilização inca. Em função de sua localização de difícil acesso, foi apelidada de "a cidade perdida". Encontrada pelo professor e antropólogo norte-americano Hiran Bingham, em 1911. Construída numa região alta, pois os incas acreditavam que assim estariam mais próximos dos deuses.



Em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. É considerada Patrimônio Mundial da Unesco.

O Peru é o berço da civilização Inca, cujas marcas estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínas de Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberante de Inca. É um dos pontos de turismo cultural mais visitados do Peru.


Fonte: suapesquisa.com e Wikipédia

Leia Mais…

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Imperador Frederico Barbarossa


Frederico I da Germânia (Waiblingen ou Ravensburg, 1122 – Cilícia, 1190) – também conhecido por Frederico Barba-roxa, Frederico Barbarossa ou Frederico Barbaruiva – foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1152-1190), rei da Itália (1155-1190). Pertencia à poderosa família dos Hohenstaufen (Staufen). O nome "Barbaroxa", popularizou-se apesar de seu evidente despropósito, pois o significado original é "barba vermelha", devido à longa barba ruiva que ele usava.




Sucedeu ao seu pai Frederico II da Suábia no ducado da Suábia, quando este faleceu em 1147. À morte do seu tio, o imperador Conrado III, foi eleito rei da Alemanha em Frankfurt, no ano de 1152.

Era seu desejo restaurar as glórias do Império Romano, motivo pelo qual decidiu consolidar a posição imperial tanto na Germânia como na Península Itálica. Inicialmente pretendeu pacificar o país para depois se concentrar na dominação germânica na Itália, para onde o imperador empreendeu numerosas expedições a fim de cumprir os seus objetivos.

A pedido do Papa Adriano IV, foi para a Itália com o propósito de conquistar Roma, então em poder de Arnaldo da Brescia, que foi vencido e capturado. Frederico I foi proclamado, em Pavia, rei da Itália pelo papa em 1155. Desde o começo de seu reinado desafiou a autoridade papal e lutou para estabelecer o domínio germânico na Europa ocidental.

Suas campanhas na Itália tiveram a oposição dos papas e das cidades italianas que tentou subjugar. Em 1159 apoiou a nomeação de um antipapa, Vítor IV, em oposição ao papa legítimo, Alexandre III, e três anos depois destruiu Milão. Constituíram-se então entre as cidades do papado a Liga Lombarda e a de Verona, com o propósito de defender-se contra o imperador.

Frederico lutou contra a Liga Lombarda, mas as cidades italianas aliaram-se ao Papa Alexandre III e em 1176 derrotaram o invasor em Legnano. Após a derrota de Legnano, Frederico I foi obrigado a reconhecer o papa Alexandre III as pretensões das vilas lombardas aliadas ao papado, além de assinar a paz de Veneza. Fracassaram assim suas tentativas de apoderar-se do norte da Itália, embora continuasse ameaçando os Estados Pontifícios nos domínios de Toscana, Espoleto e Ancona.

Fez da Polônia um Estado tributário do império, elevou a Boêmia à categoria de reino e transformou o margraviato da Áustria em ducado independente com caráter hereditário. Tratou também de consolidar sua autoridade dentro da Alemanha, opondo-se ao poderio crescente dos príncipes de seu império.




Depois de ter abdicado em favor de seu filho mais velho, Frederico empreendeu uma cruzada no Oriente após a tomada de Jerusalém por Saladino (3ª Cruzada). Morreu em 10 de junho de 1190, afogado na Cilícia (Armênia), quando atravessava um dos rios da Anatólia.





Família
Filho de Frederico II da Suábia, duque da Suábia e de Judite de Baiern. Casou por duas vezes:
  • em 1147 com Adelaide de Vohburg (1125 -?) de quem não teve filhos
  • em 1156 com Beatriz I de Borgonha (1145 -1184), filha de Reinaldo III da Borgonha e de Ágata da Lorena, de quem teve os filhos:

  1. Frederico V da Suábia, duque da Suábia (16 de julho de 1164)
  2. Henrique VI de Hohenstaufen (1165 - 1197), Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, casou com Constança de Hauteville, princesa da Sicilia.
  3. Conrad de Hohenstaufen, duque da Suábia, (1172), casou com Berengária de Castela, infanta de Castela e mais tarde Rainha de Castela.
  4. Otão I da Borgonha (1175), conde palatino da Borgonha, casou com Margarida de Blois.
  5. Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstauten, duque da Suábia, (1176-1208) casou com Irene Angelina (1180-1208), Rainha de Constantinopla, filha de Isaac II Ângelo (1156-1204) e de Margarida Maria de Monteferrat.
  6. Beatriz de Hohenstaufen, casou com Guilherme II de Thiers, conde de Châlon
  7. Inês de Hohenstaufen


Fonte: Wikipédia

Leia Mais…

O Brasil aclama seu imperador


"Pedro se o Brasil se separar, antes que seja para ti, que hás de me respeitar, que para algum desses aventureiros."

A frase de D. João VI ao deixar o Brasil refletia o anseio de uma monarquia dual, e o reconhecimento da Independência previa um mesmo monarca para as duas Coroas. Em carta ao pai, a 22 de setembro de 1822, D. Pedro escrevia:

"Jazemos por muito tempo nas trevas, hoje vemos a luz. Triunfa e triunfará a Independência brasílica, ou a morte nos há de custar".

Ao mesmo tempo, enfatizava o respeito ao pai:

"Se vossa majestade cá estivesse seria respeitado e então veria que o povo brasileiro, sabendo prezar sua liberdade e independência, se empenha em respeitar a autoridade real. (...) Sou de Vossa Majestade, com todo o respeito, filho que muito o ama e súdito que muito o venera".

O líder maçom Gonçalves Ledo, numa sessão extraordinária do Grande Oriente do Brasil, lançou a ideia de organizar uma solenidade que marcasse a ruptura total com Portugal. Foi a aclamação de D. Pedro I, "pela graça dos povos e de Deus", no 24º aniversário do imperador.

Outro marco da consolidação do Império brasileiro seria a coroação de D. Pedro I. Ao escolher a data, ele enfatizou a continuidade da Casa de Bragança: a cerimônia ocorreu em 1º de dezembro, aniversário da revolução de 1640, que rompeu o domínio espanhol sobre Portugal e restaurou a independência lusa. A coroação mereceu um adereço emblemático do Império brasileiro, o pano de boca pintado por Jean-Baptiste Debret sob a orientação de José Bonifácio, celebrando a Constituição, a natureza pródiga e a mistura das raças num único povo e reforçando a ideia de construção de uma nova nação pela imagem dos elementos que a compunham.


Fonte: 'a construção do Brasil' nossa história - 2006

Leia Mais…

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Imperatriz Eugênia da França



Eugênia de Montijo (Maria Eugênia Ignacia Augutina Polafox y Kirck Patrick De Guzman), nasceu em Granada a 5 de maio de 1826 e morreu em Madrid a 11 de julho de 1920. Foi marquesa de Ardales, marquesa de Moya, a 19ª Condessa de Teba, condessa de Montijo, e como esposa de Napoleão III, imperador dos franceses, foi imperatriz.


Filha mais jovem do conde Cioprian Polafox Portucarrero 8º conde de Montijo e de Maria Manuela Kirck Patrick de Closbourn e De Grevigné. Após a morte do pai em 1839, e o casamento de sua irmã mais velha a Duquesa Maria Francisca Portocerrero Kirck Patrick 12ª Duquesa de Peñaranda em 14 de fevereiro de 1848 com o Duque Jaime Fritzjames-Stuars Ventimiglia Huescar Olivares 15° Duque de Alba, passou juntamente com sua mãe a residir em Paris, onde passou a frequentar as festas da alta sociedade, passando a ser cortejada pelo então presidente Carlos Luis Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III de França.

Conta-se que Eugênia era possuidora de uma beleza extraordinária, e que seus cabelos muito longos eram de um castanho incomum conhecido como castanho-ticiano. Educada no convento de Sacre Coeur em Paris. Um dia em uma conversa mais intima ao pé do ouvido Napoleão III perguntou-lhe:
qual é o caminho mais curto para seus aposentos,
e ela respondeu-lhe:
pela capela meu senhor, pela capela.


Imperatriz da França
Casaram-se em Paris no dia 19 de janeiro de 1853, e Eugênia ousou em ser uma das primeiras noivas a casar-se de branco - seguindo o exemplo da rainha Vitória, da Inglaterra - em uma época em que as noivas se casavam de azul, verde e até de vermelho:
"O branco começou a ser utilizado apenas em 1840, quando a Rainha Vitória casou-se com o Príncipe Alberto de Saxe. Nessa época era a cor azul que simbolizava pureza, enquanto o branco era símbolo de riqueza. Como a cor branca não era geralmente escolhida para o vestido de noiva, a Rainha Vitória surpreendeu a todos e lançou a tendência – que logo foi copiada por mulheres de todo continente europeu e americano."






Nasceu em Paris no dia 16 de março de 1856 seu único filho o Príncipe-Imperial Napoleão Eugênio, que viria a falecer tragicamente na África do Sul em 1º de junho de 1879 em confronto com uma tribo zulu.










Durante o reinado de seu marido foi regente do Império:
  • em 1859 durante as campanhas de Napoleão III na Itália,
  • em 1865 durante a visita do Imperador a Argélia.

Era admiradora da Rainha Maria Antonieta e profunda estudiosa e interessada de sua vida e defensora da política e dos direitos temporais do Papa.

– Existe uma historinha, que explica o surgimento da crinolina e demonstra a ligação desta com a indústria:
a imperatriz, que detestava o desconforto produzido pelas 9 anáguas engomadas que eram usadas para armar as saias na corte, decidiu substituí-las. Havia uma fábrica de espetos, em processo de falência, chamada Peugeot. Um belo dia de julho de 1854 a fábrica recebeu a ilustre visita da imperatriz que lhes trouxe um desenho seu de uma espécie de gaiola feita de finíssimos aros de arame de aço e que, desde então, tornaria a indumentária feminina muito mais leve e mais arejada, a crinolina.


Em 1858, o inglês Charles Frederick Worth abriu um ateliê na Rue de la Paix, em Paris, e convidou clientes como a imperatriz Eugênia, para ver seus vestidos em modelos de carne e osso, uma novidade. Com isso, inventou tanto os desfiles de moda como a alta-costura.

A Peugeot foi salva da falência (após 1870 ela passou a produzir guarda-chuvas, depois bicicletas até chegar aos automóveis), a França tornou-se líder mundial no universo da moda e o nome da bela Eugênia passou a estar associado, para todo o sempre, às “maisons” de alta costura.

A historinha, muito interessante, é sempre veiculada por pessoas ligadas à moda. De qualquer forma, mesmo que a imperatriz Eugênia não estivesse ligada diretamente à invenção das crinolinas, o certo é que ela foi a principal difusora e propagandista deste modismo.

Tal como a imperatriz Teresa Cristina do Brasil, chamada, não sem motivos, a Imperatriz arqueóloga, Eugênia também se encantou com os vestígios da antiguidade, especialmente egípcios.

Desvendar o passado importava menos do que fazê-lo instrumento do espanto dos patrocinadores das pesquisas, dos leitores de jornal e dos clientes de antiguidades contrabandeadas do inventário dos achados dessa rapinagem oficializada através de alvarás e permissões compradas nas ante-salas das autoridades orientais - muçulmanas - para as quais o mundo antigo não passava de uma idade de ignorância pagã, brutal, no meio do ouro... Na posse dos alvarás, os europeus se lançavam à disputa das ruínas alheias - enquanto não existiam sábios locais, no Egito, bem preparados para o estudo e a preservação do passado da região.(...)


Tal frase pode parecer injusta com um Auguste Mariette, por exemplo, se trouxermos à lembrança o episódio da Imperatriz Eugênia, que se encantou com a coleção egípcia levada para a exposição internacional de Paris, em 1867, por ordem do Paxá Said. Maravilhada, ela pediu toda a coleção ao Paxá... e este encaminhou o pedido a Mariette, que deu um jeito de nunca atender aos rogos da encantadora imperatriz dos franceses.

Na inauguração do canal de Suez em 17 de novembro de 1869 estava no iate Aigle juntamente com Lesseps no cortejo de inauguração do canal.


Exílio, velhice e morte
Após a queda do 2º Império foi juntamente com o marido para o exílio na Inglaterra e quando este morreu em Chislehurst, Kent no dia 9 de novembro de 1873, passou a residir em Biarritz onde nos tempos de imperatriz costumava passar o verão e após no Palácio de Liria e no de Dueñas em Sevilha.

Interessada em novidades tecnológicas, quis conhecer pessoalmente o dirigível de Alberto Santos Dumont, embora vivesse reclusa em sua velhice:

"Uma senhora altiva e cheia de dignidade desejou conhecer o dirigível de Santos Dumont: a Imperatriz Eugênia de Montijo, viúva de Napoleão III, em cuja fronte "luziu o diadema de safiras e diamantes que resplandeceu nas cabeças de Josefina de Beauharnais e de Maria Luíza da Áustria." A ex-soberana dos franceses, da qual ainda podemos admirar a formosura na tela de Winterhalter mulher de "fisionomia e espáduas de rara perfeição", que tinha os pés e as mãos "de uma andaluza de puro sangue", havia se transformado numa "sombra dolorida e silenciosa". Ela vivia num retiro absoluto, completamente afastada da sociedade, sobretudo depois do desaparecimento de seu filho, o príncipe Eugênio Luís, herdeiro do trono, que em 1879 foi morto na África do Sul, durante a guerra dos ingleses contra os zulus. Ninguém conseguia vê-la, Eugênia evitava jornalistas e fotógrafos, (...)portanto foi com desvanecimento que Alberto recebeu, no dia 23 de janeiro a visita desta grande dama (...)Eugênia, trajada de preto, chegou ao hangar numa carruagem fechada (...) achava-se com quase oitenta anos, mas o rosto exibia os vestígios da impressionante beleza que fascinara o filho de Hortênsia de Beauharnais."



Faleceu durante uma visita a Madrid no dia 11 de junho de 1920, aos 94 anos, e foi sepultada na Cripta Imperial ao lado do filho e do marido.



Fonte: Wikipédia

Leia Mais…

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

D. Carlos I – rei de Portugal



D. Carlos I de Portugal (Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo-Gotha) nasceu no Palácio da Ajuda, Lisboa, 28 de setembro de 1863 e faleceu no Terreiro do Paço, Lisboa, 1 de fevereiro de 1908, foi o penúltimo Rei de Portugal.

Filho do rei Luís I de Portugal e da princesa Maria Pia de Sabóia, tendo subido ao trono em 1889. Foi cognominado 'O Diplomata' – devido às múltiplas visitas que fez a Madrid, Paris e Londres, retribuídas com as visitas a Lisboa dos reis Afonso XIII de Espanha, Eduardo VII do Reino Unido, do Kaiser Guilherme II da Alemanha e do presidente da República Francesa Émile Loubet, 'O Martirizado' e 'O Mártir' – em virtude de ter morrido assassinado, ou 'O Oceanógrafo' – pela sua paixão pela oceanografia, partilhada com o pai e com o príncipe de Mônaco.

Infância
D. Carlos nasceu na qualidade de príncipe herdeiro da coroa, pelo que recebeu desde cedo os títulos oficiais de Príncipe Real de Portugal e Duque de Bragança. Na verdade o seu nascimento significou um verdadeiro alívio para a sucessão dinástica constitucional portuguesa (depois da morte de três filhos varões de D. Maria II), afastando-se assim as pretensões do ramo miguelista. O Príncipe recebeu desde muito cedo a cuidada educação reservada aos sucessores reais, incluindo o estudo de várias línguas estrangeiras. Ainda jovem viajou por várias cortes europeias (Inglaterra, Alemanha, Áustria, etc.). Foi numa dessas deslocações que conheceu a princesa francesa Amélia de Orleães, filha primogênita do Conde de Paris (pretendente ao trono de França). Após um curto noivado veio a desposar a princesa, em Lisboa, na Igreja de São Domingos, em 22 de maio de 1886.

Crise
D. Carlos subiu ao trono em 19 de outubro de 1889, por morte de seu pai. Sua aclamação como Rei de Portugal ocorreu em 28 de dezembro de 1889 e teve a presença de D. Pedro II, Imperador do Brasil, exilado desde o dia 6 do mesmo mês.

D. Carlos foi um homem considerado pelos contemporâneos como bastante inteligente mas dado a extravagâncias. O seu reinado foi caracterizado por constantes crises políticas e consequente insatisfação popular. Logo no início do seu governo, o Reino Unido apresentou a Portugal o Ultimato britânico de 1890, que intimava a Portugal a desocupar os territórios compreendidos entre Angola e Moçambique num curto espaço de tempo, caso contrário seria declarada a guerra entre os dois países. Como Portugal se encontrava na bancarrota, tal movimentação foi impossível e assim se perderam importantes áreas.

Apesar da grave crise que D. Carlos enfrentou no início do seu reinado face à Inglaterra, então a maior potência mundial, o rei soube inverter a situação e, graças ao seu notável talento diplomático conseguiu colocar Portugal no centro da diplomacia europeia da primeira década do século XX. Para isso contribuiu também o fato de D. Carlos ser aparentado com as principais casas reinantes europeias. Deslocou-se inúmeras vezes ao estrangeiro, representando inclusivamente Portugal nas exéquias da rainha Vitória, em 1901. Uma prova do seu sucesso foi o fato da primeira visita que Eduardo VII do Reino Unido fez ao estrangeiro (como monarca) ter sido a Portugal, onde foi recebido com toda a pompa em 1903. Nos anos seguintes, D. Carlos recebeu em Lisboa as visitas de Afonso XIII, o jovem monarca espanhol, da Rainha Alexandra (esposa de Eduardo VII), de Guilherme II da Alemanha e, em 1905, do Presidente da República Francesa, Émile Loubet. Todas estas visitas deram algum colorido à corte de Lisboa, porém a visita do Presidente francês seria marcada por entusiastas manifestações dos republicanos. D. Carlos e D.Amélia visitaram também, nesses anos de ouro da diplomacia portuguesa Espanha, França e Inglaterra, onde foram entusiasticamente recebidos em 1904. Em 1908, estava ainda prevista uma memorável visita ao Brasil (para comemorar o centenário da abertura dos portos brasileiros), e que não veio a acontecer devido aos trágicos acontecimentos desse ano.

Reinado
Durante todo o reinado de D. Carlos, o país encontrou-se de braços com crises políticas e econômicas, que se estenderam ao ultramar. Essas crises decorriam do envelhecimento do sistema conhecido como Rotativismo, pelo qual os dois principais partidos, o Partido Regenerador e o Partido Progressista, se alternavam no poder.

A falta dos líderes carismáticos das décadas anteriores também pode ter tido influência no desagregar dos partidos tradicionais. Em 1901, dá-se a primeira cisão, com a formação do Partido Regenerador Liberal, liderado por João Franco, a partir de um número de deputados do Partido Regenerador. Para agravar a situação, dá-se em 1905 uma segunda dissidência, desta vez a partir do Partido Progressista, quando José Maria Alpoim entra em ruptura com o seu partido e funda a Dissidência Progressista. Ao contrário do movimento de João Franco, esta nova cisão parece ter sido motivada apenas pelas ambições pessoais do seu líder, e a dissidência progressista vai acabar por juntar-se a movimentos conspirativos com o Partido Republicano.

Regicídio
Como era habitual no início de cada ano, D. Carlos partiu com toda a família para Vila Viçosa, a morada ancestral dos Bragança e o seu palácio preferido. Aí reuniu pela última vez os seus amigos íntimos (raramente levava convidados oficiais para a vila alentejana), promovendo as suas célebres caçadas. É nesta altura que tem lugar a tentativa de golpe de Estado, que é descoberta por pronta ação do governo, baseado na inconfidência de um conjurado, que tentou aliciar um polícial seu conhecido, com o resultado de que este foi dar parte do sucedido aos seus superiores.

João Franco decidiu ir mais longe e preparou um decreto prevendo o exílio para o estrangeiro ou a expulsão para as colônias, sem julgamento, de indivíduos que fossem pronunciados em tribunal por atentado á ordem pública, o que se aplicaria aos revoltosos republicanos. O rei assinou o decreto ainda em Vila Viçosa, e conta-se que, ao assiná-lo, declarou: "Assino a minha sentença de morte, mas os senhores assim o quiseram."

A 1 de fevereiro de 1908, a família real regressou a Lisboa depois de uma temporada no Palácio Ducal de Vila Viçosa. Viajaram de comboio até ao Barreiro, onde apanharam um vapor para o Terreiro do Paço. Esperavam-nos o governo e vários dignatários da corte. Após os cumprimentos, a família real subiu para uma carruagem aberta em direção ao Palácio das Necessidades. A carruagem com a família real atravessou o Terreiro do Paço, onde foi atingida por disparos vindos da multidão que se juntara para saudar o rei. D. Carlos I, que morreu imediatamente, após ter sido alvejado. O herdeiro D. Luís Filipe foi ferido mortalmente e o infante D. Manuel ferido num braço. Os autores do atentado foram Alfredo Costa e Manuel Buíça, e foram considerados à época os únicos, embora a historiografia recente reconheça que faziam parte de um grupo. Os assassinos foram mortos no local por membros da guarda real e reconhecidos posteriormente como membros do movimento republicano.

A morte de D. Carlos e do Príncipe indignaram toda a Europa, especialmente a Inglaterra, onde o rei Eduardo VII lamentou veementemente a impunidade dos chefes do atentado. Esta impunidade ficou a dever-se á queda de João Franco, responsabilizado pelo ódio ao Rei e, mais justamente, pela falta de proteção policial, e pelo rápido retorno ao poder dos partidos tradicionais, tal como o monarca havia previsto na carta ao príncipe do Mônaco. D. Carlos não desconhecia os riscos que corria, mas também não achava que podia fugir deles, como ficou patente no seu desabafo ao seu ajudante de campo, tenente-coronel José Lobo de Vasconcelos, alguns meses antes:
«Tu julgas que eu ignoro o perigo em que ando? No estado de excitação em que se acham os ânimos, qualquer dia matam-me à esquina de uma rua. Mas, que queres tu que eu faça? Se me metesse em casa, se não saísse, provocaria um grande descalabro. Seria a bancarrota. E que ideia fariam de mim os estrangeiros, se vissem o rei impedido de sair? Seria o descrédito. Eu, fazendo o que faço, mostro que há sossego no País e que têm respeito pela minha pessoa. Cumpro o meu dever. Os outros que cumpram o seu.»

E de fato, morreu no cumprimento do seu dever, e com ele morreu o que seria talvez última tentativa séria de reforma do sistema parlamentar monárquico.

Cientista
D. Carlos era um apreciador das tecnologias que começavam a surgir no princípio do século XX. Instalou luz elétrica no Palácio das Necessidades e fez planos para a eletrificação das ruas de Lisboa. Embora fossem medidas sensatas, contribuíram para a sua impopularidade visto que o povo as encarou como extravagâncias desnecessárias. Foi ainda um amante da fotografia e autor do espólio fotográfico da Família Real. Foi ainda um pintor de talento, com preferências por aguarelas de pássaros que assinava simplesmente como "Carlos Fernando". Esta escolha de tema refletia outra das suas paixões, a ornitologia (parte da Zoologia que se ocupa das aves). Recebeu prêmios em vários certames internacionais e realizou ensaios notáveis na área de cerâmica.

Era um apaixonado pela oceanografia, tendo adquirido um iate, o Amélia, especificamente para se dedicar a campanhas oceanográficas. Estabeleceu uma profunda amizade com Alberto I, Príncipe do Mônaco, igualmente um apaixonado pela oceanografia e as coisas do mar. Desta relação nasceu o Aquário Vasco da Gama, que pretendia em Portugal desempenhar papel semelhante ao Museu Oceanográfico do Mônaco. Alguns trabalhos oceanográficos realizados por D. Carlos, ou por ele patrocinados, foram pioneiros na oceanografia mundial. Honrando esta faceta do monarca, a Armada Portuguesa opera atualmente um navio oceanográfico com o nome de D. Carlos I.

D. Carlos foi também um excelente agricultor, tendo tornado rentáveis as seculares propriedades da Casa de Bragança (patrimônio familiar destinado a herança dos herdeiros da Coroa), produzindo vinho, azeite, cortiça, entre outros produtos, tendo também organizado e incentivado a preservação dos prestigiados cavalos de Alter.

Enterrado no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa, ao lado do filho que com ele foi assassinado. As urnas com tampas transparentes ficaram aí depositadas durante 25 anos. Só em 1933 é que uma comissão privada abriu uma subscrição nacional que levou á inauguração de dois belos túmulos, concebidos pelo arquiteto Raul Lino, junto dos quais está uma figura feminina, representando "A Dor", esculpida por Francisco Franco, conjunto esse que ainda hoje pode ser visto.

Descendência
De sua esposa D. Amélia de Orleães, Princesa de França (1865-1951):
  1. D. Luís Filipe, Príncipe Real (1887-1908)
  2. D. Maria Ana de Bragança, Infanta de Portugal (1888)
  3. D. Manuel II, Rei de Portugal (1889-1932)
  • uma filha bastarda: Maria Pia de Bragança (1907-1995).



Fonte: Wikipédia

Leia Mais…

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Verona, Itália

Verona é uma comuna italiana da região do Vêneto, província de Verona, com cerca de 256.110 habitantes. Estende-se por uma área de 206,63 km2, tendo uma densidade populacional de 1182 hab/km2. Faz fronteira com Bussolengo, Buttapietra, Castel d'Azzano, Grezzana, Mezzane di Sotto, Negrar, Pescantina, Roverè Veronese, San Giovanni Lupatoto, San Martino Buon Albergo, San Mauro di Saline, San Pietro in Cariano, Sommacampagna, Sona, Tregnago, Villafranca di Verona. É banhada pelo rio Adige e dista uns 30 km do Lago de Garda.


História
A cidade de Verona, ao que parece foi fundada pelos Celtas. Mais tarde, foi uma colônia romana em 89, com o nome de Augusta. Foi capital de ducados durante a Reino Lombardo. Em 145 foi uma colônia de monges Benedetinos. Chegou a ostentar a supremacia artística de toda a Itália, sendo sede de uma escola pictórica onde se destacou Paolo Veronese. Verona foi palco para a célebre matança de franceses conhecida com o nome de Páscoas Veronesas. Foi incorporada ao Reino da Itália, em 1866, com a Terceira Guerra da Independência Italiana.

A cidade foi declarada patrimonio da humanidade pela UNESCO por causa da sua estrutura urbana e arquitetura: Verona é um maravilhoso exemplo de cidade que se desenvolveu progressivamente e sem interrupçoes durante dois mil anos , integrando elementos artisticos de altissima qualidade dos diversos periodos que se seguiram, representa também , em um modo excepcional o conceito de uma cidade fortificada em etapas determinantes da historia europeia.


Monumentos
Possui vários monumentos, como:
  • Anfiteatro romano (foto ao lado)
  • Catedral gótica (séc X)
  • Igreja românica de São Zeno
  • Vários palácios, como o Palazzo del Consiglio
  • Castel Vecchio
  • Ponte Scaligero (1354)



Curiosidades
Verona é um dos locais onde se passa a história da peça Romeu e Julieta escrita por William Shakespeare. No centro da cidade existe uma vila onde, pelo que conta a história, Julieta morava. Este é um grande marco da cidade, que recebe a fama de cidade dos namorados, atraindo centenas de turistas. Passa-se também parte da história de William Shakespeare "A Megera Domada". (foto ao lado do balcão de Julieta)



Fonte: Wikipédia

Leia Mais…

Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
© 2008 Templates e Acessórios por Elke di Barros