domingo, 22 de agosto de 2010

Casa Tudor



A Casa de Tudor foi uma dinastia de monarcas britânicos que reinou na Inglaterra entre o fim da Guerra das Rosas de 1485 e 1603. A família Tudor se origina no século XII, com Ednyfed Fychan de Tregarnedd (1179-1246). O primogênito de seus 12 filhos, Gorowny, teve um filho, Tudur Hem, conhecido posteriormente como o velho, que viveu de 1245 a 1311. Dele descendem os Tudor.





No início do século XV viveu Owain ou Owen Tudor (1400-1461), filho de Maredudd ou Meredith Tudor, que se casou com Catarina de Valois, princesa de França, viúva de Henrique V de Inglaterra. Da união nasceu Edmundo Tudor, Conde de Richmond, que casou com Margarida Beaufort, neta de João de Gant, sendo pais do rei Henrique VII de Inglaterra. As pretensões de Henrique VII à coroa baseavam-se no fato de ser trineto do rei Eduardo III, embora por duvidosas vias feminina e ilegítima. Para cimentar a sua posição, o primeiro soberano Tudor decidiu casar com a princesa Isabel, herdeira da Casa de York.

A Casa de Tudor governou Inglaterra num período relativativamente pacífico, depois da sucessão de guerras:
  • Guerra com a Escócia,
  • Guerra dos Cem Anos e
  • Guerra das Rosas.
A economia e o comércio prosperaram apesar dos conflitos internos que marcaram o período, resultantes do repúdio da autoridade papal da Igreja Católica Romana e da fundação da Igreja da Inglaterra chefiada pelo próprio rei. Era o início dos movimentos protestantes na Europa. Por altura do fim do reinado de Elisabete I, a última monarca Tudor, a Inglaterra era uma das potências europeias.

Os Tudor foram sucedidos pela Casa de Stuart, a dinastia reinante de monarcas escoceses, depois de Elisabete I morrer em 1603 sem descendência direta. A partir de então e até aos dias de hoje, Inglaterra e Escócia formam uma união pessoal.



principais membros da casa de Tudor

  1. Henrique VII de Inglaterra (1457-1509) r. 1485-1509
  2. Henrique VIII de Inglaterra (1491-1547) r. 1509-1547
  3. Eduardo VI de Inglaterra (1537-1553) r. 1547-1553 – não casou, sem descendência
  4. Maria I de Inglaterra (1516-1558) r. 1553-1558 – casou com Filipe II de Espanha, sem descendência
  5. Elisabete I de Inglaterra (1533-1603) r. 1558-1603 – não casou, sem descendência, nomeia Jaime Stuart como sucessor (filho de sua prima Maria Stuart da Escócia)
  6. Artur Tudor, Príncipe de Gales (1486-1502) – casou com Catarina de Aragão, sem descendência
  7. Margarida Tudor (1489-1541), casou com Jaime IV Stuart, rei da Escócia
  8. Jaime V Stuart (1512-1542), casou com Maria de Guise
  9. Maria Stuart, rainha da Escócia (1542-1587) – executada
  10. Jaime VI da Escócia também Jaime I de Inglaterra (1566-1625) – Casa de Stuart
  11. Maria Tudor (1496-1533), casou com Charles Brandon, Duque de Suffolk
  12. Frances Brandon (1517-1559), casou com Henry Grey, Duque de Suffolk
  13. Joana Grey (1537-1554), rainha de Inglaterra por nove dias em 1553 – executada





Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Museu Nacional - Rio de Janeiro

Ao longo do tempo, o Paço de São Cristóvão, que abriga hoje o Museu Nacional, sofreu diversas transformações, como a ampliação do palácio feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu em um período de longa duração, tornando este edifício testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.

O objetivo das alterações arquitetônicas era o palácio ser solidificado como lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado, visando reforçar a construção do Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em especial com segmentos da nobreza brasileira, que acompanharam e apoiaram o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco privilegiado a sua residência.

Moradia do imperador era dividida em três pavimentos:
  • o primeiro era destinado a serviços gerais e primeiras recepções;
  • o segundo era um pavimento mais ornamentado que tinha como função receber os visitantes; e
  • o terceiro era constituído de dormitórios e demais áreas da família.

Museu Nacional hoje dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim distribuídas:
  • 63 salas do primeiro pavimento,
  • 36 no segundo e
  • 23 no terceiro.
Após as reformas de adaptação do palácio ocorridas em 1910, muitas salas foram modificadas. Esse processo de transformação ocorre até os dias de hoje.

Infelizmente não se tem atualmente uma perspectiva detalhada do uso de todos os ambientes deste edifício à época do Império.



O Quarto do Imperador
O quarto de D. Pedro II foi constituído com uma concepção moderna da necessidade do soberano ter seu espaço próprio como lugar privativo. Até o século XIX, ainda não havia uma grande preocupação com a questão da privacidade: era normal os reis serem visto sem as vestes pelos seus serviçais. Portanto, podemos considerar o conceito dos aposentos do segundo imperador do Brasil como algo novo.

Os aposentos ficavam no terceiro pavimento, onde, hoje em dia, estão localizadas as seções administrativas da direção, sendo que o do monarca estava exatamente no mesmo local onde atualmente funciona a diretoria do Museu Nacional. (Foto: Vista parcial da ambientação do gabinete da direção do Museu Nacional até o ano de 2001)



Biblioteca Particular de Sua Majestade Imperial
Também no terceiro pavimento, encontrava-se a “Biblioteca Particular de sua Majestade Imperial”, um dos lugares preferidos do imperador. Para fortalecer a imagem de erudito, a preocupação com a aquisição de livros tornou-se algo constante em sua vida.

A Biblioteca de D. Pedro II foi iniciada com as obras da Real Bibliotheca Portuguesa trazidas para o Brasil por D. João VI, desenvolvida por sua mãe, Dona Leopoldina, e ampliada pelo próprio e por Thereza Cristina. Inclusive, os livros faziam parte obrigatória de algumas de suas imagens fotográficas ou em pinturas para compor a imagem do monarca-cidadão, associado à cultura e às ciências.

No período entre 1938 e 1989, a Biblioteca do Museu Nacional utilizou o mesmo espaço que no passado foi utilizado para abrigar a Biblioteca Imperial. Ainda hoje encontramos a gravação em vidro da palavra “Sala de Leitura” em um ponto do terceiro andar, como o único vestígio da utilização desse ambiente como o lugar da guarda dos livros tanto do imperador quanto da instituição científica. (Foto: Destaque da gravação em vidro - Sala de Leitura)


O Museu Nacional reúne os maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público, (cerca de três mil atualmente) são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.




Fonte: Museu Nacional - Rio de Janeiro - Brasil

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quinta da Boa Vista

presente de um comerciante de escravos, palácio virou a sede da realeza


Quando chegou ao Rio, D. João instalou-se na Casa dos Governadores (atual Paço Imperial, na Praça XV) mas ela logo se mostrou acanhada demais para abrigar a família real, a corte e seu séquito de empregados. À beira do cais, no centro da cidade, o local vivia cercado de curiosos, ruidoso, malcheiroso e lamacento, acolhendo os detritos que escorriam das montanhas quando das fortes chuvas. Logo D. João mudou-se para um palácio em São Cristovão, 5 km a oeste do centro, presenteado por Elias Antônio Lopes, um rico português, negociantes de escravos. Foi na Real Quinta da Boa Vista, ou Paço de São Cristovão, que se criou D. Pedro I e nasceu D. Pedro II.

O Paço da Cidade ainda foi a sede oficial e palco de acontecimentos como o Dia do Fico, a coroação e sagração dos dois imperadores, a abertura das Assembléias Legislativas, os cortejos imperiais e a assinatura da Lei Áurea. Mas aos poucos, D. Pedro II transformou a Quinta da Boa Vista em sede do poder, ali mantendo seu gabinete de trabalho, a biblioteca, o gabinete de botânica e o museu iniciado por sua mãe, a imperatriz Leopoldina. O palácio passou por várias reformas:
  • uniformizado esteticamente por Araújo Porto-Alegre (1845)
  • decorado com grande luxo por Mário Bragaldi (1857-1861) e
  • ganhou em 1872 um belo parque, que abria aos domingos para o público.
Já era, a esta altura, importante palco da vida política, social e cultural do país.

Hoje Museu Nacional é um monumento à memória da monarquia no Brasil



Fonte: 'a construção do Brasil' - nossa História 2006

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sábado, 14 de agosto de 2010

Machu Picchu

A cidade histórica de Machu Picchu localiza-se na Cordilheira dos Andes, no Peru, 2400 m de altitude, no vale do rio Urubamba. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras maiores, com pouco espaço entre as rochas.

Construída pelos incas no século XV, antes da chegada dos europeus ao continente americano. É formada por um conjunto de construções de pedras em ruínas: casas, templos, aquedutos, praças edegraus (terraços em que os incas praticavam agricultura).

Mostra o grau de desenvolvimento de conhecimentos urbano, arquitetônico e tecnológico da civilização inca. Em função de sua localização de difícil acesso, foi apelidada de "a cidade perdida". Encontrada pelo professor e antropólogo norte-americano Hiran Bingham, em 1911. Construída numa região alta, pois os incas acreditavam que assim estariam mais próximos dos deuses.



Em 2007, foi eleita como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. É considerada Patrimônio Mundial da Unesco.

O Peru é o berço da civilização Inca, cujas marcas estão espalhadas pelo país, representadas nas sagradas ruínas de Machu Picchu, nos templos grandiosos e na natureza exuberante de Inca. É um dos pontos de turismo cultural mais visitados do Peru.


Fonte: suapesquisa.com e Wikipédia

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Imperador Frederico Barbarossa


Frederico I da Germânia (Waiblingen ou Ravensburg, 1122 – Cilícia, 1190) – também conhecido por Frederico Barba-roxa, Frederico Barbarossa ou Frederico Barbaruiva – foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico (1152-1190), rei da Itália (1155-1190). Pertencia à poderosa família dos Hohenstaufen (Staufen). O nome "Barbaroxa", popularizou-se apesar de seu evidente despropósito, pois o significado original é "barba vermelha", devido à longa barba ruiva que ele usava.




Sucedeu ao seu pai Frederico II da Suábia no ducado da Suábia, quando este faleceu em 1147. À morte do seu tio, o imperador Conrado III, foi eleito rei da Alemanha em Frankfurt, no ano de 1152.

Era seu desejo restaurar as glórias do Império Romano, motivo pelo qual decidiu consolidar a posição imperial tanto na Germânia como na Península Itálica. Inicialmente pretendeu pacificar o país para depois se concentrar na dominação germânica na Itália, para onde o imperador empreendeu numerosas expedições a fim de cumprir os seus objetivos.

A pedido do Papa Adriano IV, foi para a Itália com o propósito de conquistar Roma, então em poder de Arnaldo da Brescia, que foi vencido e capturado. Frederico I foi proclamado, em Pavia, rei da Itália pelo papa em 1155. Desde o começo de seu reinado desafiou a autoridade papal e lutou para estabelecer o domínio germânico na Europa ocidental.

Suas campanhas na Itália tiveram a oposição dos papas e das cidades italianas que tentou subjugar. Em 1159 apoiou a nomeação de um antipapa, Vítor IV, em oposição ao papa legítimo, Alexandre III, e três anos depois destruiu Milão. Constituíram-se então entre as cidades do papado a Liga Lombarda e a de Verona, com o propósito de defender-se contra o imperador.

Frederico lutou contra a Liga Lombarda, mas as cidades italianas aliaram-se ao Papa Alexandre III e em 1176 derrotaram o invasor em Legnano. Após a derrota de Legnano, Frederico I foi obrigado a reconhecer o papa Alexandre III as pretensões das vilas lombardas aliadas ao papado, além de assinar a paz de Veneza. Fracassaram assim suas tentativas de apoderar-se do norte da Itália, embora continuasse ameaçando os Estados Pontifícios nos domínios de Toscana, Espoleto e Ancona.

Fez da Polônia um Estado tributário do império, elevou a Boêmia à categoria de reino e transformou o margraviato da Áustria em ducado independente com caráter hereditário. Tratou também de consolidar sua autoridade dentro da Alemanha, opondo-se ao poderio crescente dos príncipes de seu império.




Depois de ter abdicado em favor de seu filho mais velho, Frederico empreendeu uma cruzada no Oriente após a tomada de Jerusalém por Saladino (3ª Cruzada). Morreu em 10 de junho de 1190, afogado na Cilícia (Armênia), quando atravessava um dos rios da Anatólia.





Família
Filho de Frederico II da Suábia, duque da Suábia e de Judite de Baiern. Casou por duas vezes:
  • em 1147 com Adelaide de Vohburg (1125 -?) de quem não teve filhos
  • em 1156 com Beatriz I de Borgonha (1145 -1184), filha de Reinaldo III da Borgonha e de Ágata da Lorena, de quem teve os filhos:

  1. Frederico V da Suábia, duque da Suábia (16 de julho de 1164)
  2. Henrique VI de Hohenstaufen (1165 - 1197), Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, casou com Constança de Hauteville, princesa da Sicilia.
  3. Conrad de Hohenstaufen, duque da Suábia, (1172), casou com Berengária de Castela, infanta de Castela e mais tarde Rainha de Castela.
  4. Otão I da Borgonha (1175), conde palatino da Borgonha, casou com Margarida de Blois.
  5. Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstauten, duque da Suábia, (1176-1208) casou com Irene Angelina (1180-1208), Rainha de Constantinopla, filha de Isaac II Ângelo (1156-1204) e de Margarida Maria de Monteferrat.
  6. Beatriz de Hohenstaufen, casou com Guilherme II de Thiers, conde de Châlon
  7. Inês de Hohenstaufen


Fonte: Wikipédia

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O Brasil aclama seu imperador


"Pedro se o Brasil se separar, antes que seja para ti, que hás de me respeitar, que para algum desses aventureiros."

A frase de D. João VI ao deixar o Brasil refletia o anseio de uma monarquia dual, e o reconhecimento da Independência previa um mesmo monarca para as duas Coroas. Em carta ao pai, a 22 de setembro de 1822, D. Pedro escrevia:

"Jazemos por muito tempo nas trevas, hoje vemos a luz. Triunfa e triunfará a Independência brasílica, ou a morte nos há de custar".

Ao mesmo tempo, enfatizava o respeito ao pai:

"Se vossa majestade cá estivesse seria respeitado e então veria que o povo brasileiro, sabendo prezar sua liberdade e independência, se empenha em respeitar a autoridade real. (...) Sou de Vossa Majestade, com todo o respeito, filho que muito o ama e súdito que muito o venera".

O líder maçom Gonçalves Ledo, numa sessão extraordinária do Grande Oriente do Brasil, lançou a ideia de organizar uma solenidade que marcasse a ruptura total com Portugal. Foi a aclamação de D. Pedro I, "pela graça dos povos e de Deus", no 24º aniversário do imperador.

Outro marco da consolidação do Império brasileiro seria a coroação de D. Pedro I. Ao escolher a data, ele enfatizou a continuidade da Casa de Bragança: a cerimônia ocorreu em 1º de dezembro, aniversário da revolução de 1640, que rompeu o domínio espanhol sobre Portugal e restaurou a independência lusa. A coroação mereceu um adereço emblemático do Império brasileiro, o pano de boca pintado por Jean-Baptiste Debret sob a orientação de José Bonifácio, celebrando a Constituição, a natureza pródiga e a mistura das raças num único povo e reforçando a ideia de construção de uma nova nação pela imagem dos elementos que a compunham.


Fonte: 'a construção do Brasil' nossa história - 2006

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Imperatriz Eugênia da França



Eugênia de Montijo (Maria Eugênia Ignacia Augutina Polafox y Kirck Patrick De Guzman), nasceu em Granada a 5 de maio de 1826 e morreu em Madrid a 11 de julho de 1920. Foi marquesa de Ardales, marquesa de Moya, a 19ª Condessa de Teba, condessa de Montijo, e como esposa de Napoleão III, imperador dos franceses, foi imperatriz.


Filha mais jovem do conde Cioprian Polafox Portucarrero 8º conde de Montijo e de Maria Manuela Kirck Patrick de Closbourn e De Grevigné. Após a morte do pai em 1839, e o casamento de sua irmã mais velha a Duquesa Maria Francisca Portocerrero Kirck Patrick 12ª Duquesa de Peñaranda em 14 de fevereiro de 1848 com o Duque Jaime Fritzjames-Stuars Ventimiglia Huescar Olivares 15° Duque de Alba, passou juntamente com sua mãe a residir em Paris, onde passou a frequentar as festas da alta sociedade, passando a ser cortejada pelo então presidente Carlos Luis Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III de França.

Conta-se que Eugênia era possuidora de uma beleza extraordinária, e que seus cabelos muito longos eram de um castanho incomum conhecido como castanho-ticiano. Educada no convento de Sacre Coeur em Paris. Um dia em uma conversa mais intima ao pé do ouvido Napoleão III perguntou-lhe:
qual é o caminho mais curto para seus aposentos,
e ela respondeu-lhe:
pela capela meu senhor, pela capela.


Imperatriz da França
Casaram-se em Paris no dia 19 de janeiro de 1853, e Eugênia ousou em ser uma das primeiras noivas a casar-se de branco - seguindo o exemplo da rainha Vitória, da Inglaterra - em uma época em que as noivas se casavam de azul, verde e até de vermelho:
"O branco começou a ser utilizado apenas em 1840, quando a Rainha Vitória casou-se com o Príncipe Alberto de Saxe. Nessa época era a cor azul que simbolizava pureza, enquanto o branco era símbolo de riqueza. Como a cor branca não era geralmente escolhida para o vestido de noiva, a Rainha Vitória surpreendeu a todos e lançou a tendência – que logo foi copiada por mulheres de todo continente europeu e americano."






Nasceu em Paris no dia 16 de março de 1856 seu único filho o Príncipe-Imperial Napoleão Eugênio, que viria a falecer tragicamente na África do Sul em 1º de junho de 1879 em confronto com uma tribo zulu.










Durante o reinado de seu marido foi regente do Império:
  • em 1859 durante as campanhas de Napoleão III na Itália,
  • em 1865 durante a visita do Imperador a Argélia.

Era admiradora da Rainha Maria Antonieta e profunda estudiosa e interessada de sua vida e defensora da política e dos direitos temporais do Papa.

– Existe uma historinha, que explica o surgimento da crinolina e demonstra a ligação desta com a indústria:
a imperatriz, que detestava o desconforto produzido pelas 9 anáguas engomadas que eram usadas para armar as saias na corte, decidiu substituí-las. Havia uma fábrica de espetos, em processo de falência, chamada Peugeot. Um belo dia de julho de 1854 a fábrica recebeu a ilustre visita da imperatriz que lhes trouxe um desenho seu de uma espécie de gaiola feita de finíssimos aros de arame de aço e que, desde então, tornaria a indumentária feminina muito mais leve e mais arejada, a crinolina.


Em 1858, o inglês Charles Frederick Worth abriu um ateliê na Rue de la Paix, em Paris, e convidou clientes como a imperatriz Eugênia, para ver seus vestidos em modelos de carne e osso, uma novidade. Com isso, inventou tanto os desfiles de moda como a alta-costura.

A Peugeot foi salva da falência (após 1870 ela passou a produzir guarda-chuvas, depois bicicletas até chegar aos automóveis), a França tornou-se líder mundial no universo da moda e o nome da bela Eugênia passou a estar associado, para todo o sempre, às “maisons” de alta costura.

A historinha, muito interessante, é sempre veiculada por pessoas ligadas à moda. De qualquer forma, mesmo que a imperatriz Eugênia não estivesse ligada diretamente à invenção das crinolinas, o certo é que ela foi a principal difusora e propagandista deste modismo.

Tal como a imperatriz Teresa Cristina do Brasil, chamada, não sem motivos, a Imperatriz arqueóloga, Eugênia também se encantou com os vestígios da antiguidade, especialmente egípcios.

Desvendar o passado importava menos do que fazê-lo instrumento do espanto dos patrocinadores das pesquisas, dos leitores de jornal e dos clientes de antiguidades contrabandeadas do inventário dos achados dessa rapinagem oficializada através de alvarás e permissões compradas nas ante-salas das autoridades orientais - muçulmanas - para as quais o mundo antigo não passava de uma idade de ignorância pagã, brutal, no meio do ouro... Na posse dos alvarás, os europeus se lançavam à disputa das ruínas alheias - enquanto não existiam sábios locais, no Egito, bem preparados para o estudo e a preservação do passado da região.(...)


Tal frase pode parecer injusta com um Auguste Mariette, por exemplo, se trouxermos à lembrança o episódio da Imperatriz Eugênia, que se encantou com a coleção egípcia levada para a exposição internacional de Paris, em 1867, por ordem do Paxá Said. Maravilhada, ela pediu toda a coleção ao Paxá... e este encaminhou o pedido a Mariette, que deu um jeito de nunca atender aos rogos da encantadora imperatriz dos franceses.

Na inauguração do canal de Suez em 17 de novembro de 1869 estava no iate Aigle juntamente com Lesseps no cortejo de inauguração do canal.


Exílio, velhice e morte
Após a queda do 2º Império foi juntamente com o marido para o exílio na Inglaterra e quando este morreu em Chislehurst, Kent no dia 9 de novembro de 1873, passou a residir em Biarritz onde nos tempos de imperatriz costumava passar o verão e após no Palácio de Liria e no de Dueñas em Sevilha.

Interessada em novidades tecnológicas, quis conhecer pessoalmente o dirigível de Alberto Santos Dumont, embora vivesse reclusa em sua velhice:

"Uma senhora altiva e cheia de dignidade desejou conhecer o dirigível de Santos Dumont: a Imperatriz Eugênia de Montijo, viúva de Napoleão III, em cuja fronte "luziu o diadema de safiras e diamantes que resplandeceu nas cabeças de Josefina de Beauharnais e de Maria Luíza da Áustria." A ex-soberana dos franceses, da qual ainda podemos admirar a formosura na tela de Winterhalter mulher de "fisionomia e espáduas de rara perfeição", que tinha os pés e as mãos "de uma andaluza de puro sangue", havia se transformado numa "sombra dolorida e silenciosa". Ela vivia num retiro absoluto, completamente afastada da sociedade, sobretudo depois do desaparecimento de seu filho, o príncipe Eugênio Luís, herdeiro do trono, que em 1879 foi morto na África do Sul, durante a guerra dos ingleses contra os zulus. Ninguém conseguia vê-la, Eugênia evitava jornalistas e fotógrafos, (...)portanto foi com desvanecimento que Alberto recebeu, no dia 23 de janeiro a visita desta grande dama (...)Eugênia, trajada de preto, chegou ao hangar numa carruagem fechada (...) achava-se com quase oitenta anos, mas o rosto exibia os vestígios da impressionante beleza que fascinara o filho de Hortênsia de Beauharnais."



Faleceu durante uma visita a Madrid no dia 11 de junho de 1920, aos 94 anos, e foi sepultada na Cripta Imperial ao lado do filho e do marido.



Fonte: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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