quarta-feira, 28 de julho de 2010

Castelo de Praga

O Castelo de Praga está localizado em Praga, capital e maior cidade da República Checa e encontra-se na Colina Hradcany, local onde foi fundada a cidade, que domina a capital na margem esquerda (oriental) de Vltava. O castelo é uma das construções mais importantes da cidade. Foi fundado no século IX e atualmente serve como a residência presidencial, antigamente habitado pelos reis da Boêmia. Em seu interior encontra-se a Catedral de S. Vito, Torre da Pólvora, Palácio Real do Castelo de Praga, Torre Dalibor, Convento de São Jorge, Palácio Lobkowicz e a Viela Dourada. Ocupa uma área superior a 72,5 mil m². Por causa disso é considerado, conforme o Guinness World Records Book, o maior castelo do mundo.


História
Antigamente, era uma fortificação que dominava a região, de onde se permitia controlar todas as embarcações que passavam pelo rio. Foi moradia de vários reis na antiguidade. A partir de 1918 residência oficial de alguns Presidentes de República.

Em 850 foi construído na Colina de Hrad, perto do Rio Moldava moradia para a Família Premyslid (Premyslidas). No início, uma simples estrutura de madeira, barro e pedras rodeada por um fosso e com o tempo, foi ampliada, assim como os habitantes à sua volta. A história da Família Premyslid está totalmente ligada à do castelo. Esta família foi quem fundou a dinastia real que durante séculos iria estar à frente dos eventos relacionados à história do castelo e da própria cidade de Praga. Uma princesa da tribo Cech, no monte Vysehrad, futura Princesa Libuse, a jovem se casou com o lavrador e lenhador Premysl, e fundou a dinastia dos Premyslidas.

Uma cidade formava-se na base da colina onde encontrava-se o castelo de Praga e se tornou um centro político. O castelo da influente Família Premyslid era o núcleo da região. Como governantes e religiosos andavam sempre juntos, o bispado de Praga também estava localizado junto aos terrenos do castelo, assim como o primeiro convento da Boêmia - nome do território onde, à época, estava situada a Republica Tcheca.

Em 932, um dos nomes mais importantes na história do castelo é o do Príncipe Boleslav II. Ao subir ao trono herdou um império poderoso da Europa central, que incluía:
  • Boêmia,
  • Moravia,
  • Silésia,
  • Polônia, e
  • Eslováquia.

Estes mesmos territórios, logicamente, continuam existindo, mas diversos tiveram seus nomes mudados ao longo dos séculos, devido às inúmeras guerras e tratados políticos. Com o casamento da Princesa da Boêmia Doubravka Boleslav e o Príncipe Polaco Mesek I, a Casa de Premyslidas ficou ainda mais forte, o que levou seu domínio a ter grande poderio, e transformou Praga numa das cidades mais influentes da Europa. Nesta época, o castelo já cobria uma área de seis hectares, totalmente cercada por muralhas e guarnecida por torres em intervalos regulares.

Em 1135 , o Príncipe Sobeslav levou a cabo uma importante reconstrução convertendo-o numa fortaleza românica cujas muralhas e torres de vigilância protegiam a Catedral de S. Vito, a Basílica, o Convento de São Jorge, a Residência do bispo e o Palácio Real.

Em 1157, uma enchente destruiu a ponte de madeira que cruzava o Vltava sendo substituída por uma de pedra, ao que se deu o nome de Judite, em honra à esposa do Duque Vladislav, primeiro rei da Boêmia. Neste tempo o bairro do outro lado do rio, denominado Staré Mestoou cidade Velha, se havia convertido num importante centro comercial internacional que fez de Praga a principal cidade da Boêmia com uma vila muito numerosa.

Uma das partes mais importantes do castelo, construída no século XI, foi a Basílica de S. Vito, cuja pedra fundamental foi assentada em 1344, pelo Rei Carlos IV, ele também assegurou a coesão da expansão da cidade, uma estrada real ligando o Castelo à Staré Mesto, à Cidade Velha, que há muito emergira da planície ribeirinha, e a Vyšehrad, matriz da nação, homenagem e respeito profundo do imperador por sua mãe, ali sepultada, a colina tornada ponto obrigatório de passagem para os vianjantes chegados do sul, a generosidade de dimensões da ponte gótica de Peter Parlér, o construtor, reunindo as duas margens do Vltava depois que as águas turbulentas da corrente destruíram e arrastaram a velha ponte românica do século XII.

O filho de Carlos IV, Wenceslau IV, deu continuidade à obra do pai, e aumentou e fortificou ainda mais o castelo. Nesta época o castelo já podia ser considerado quase como uma cidade dentro de Praga, composta pelos setores dos aposentos reais, áreas religiosas e conjuntos militares. Além disso, dentro de suas muralhas trabalhavam diversos artesãos e comerciantes.

Em 1257, nasce um terceiro bairro, a "cidade nova", construída aos pés do Castelo de Praga e que hoje em dia se denomina Malá Stranaou Parte Pequena. Esta parte cresceu ao redor da Malostranské námestí, praça formada sobre as últimas terraplanes do castelo, e nela se instalaram vários mercados, lojas e casas de marinheiros, cervejeiros, advogados, médicos e burgueses ricos. Foi construída também uma prefeitura perto da primeira Igreja de São Nicolás (1283), e o Mosteiro Agostinho de Santo Tomás, na rua Letenská. No século XIV se levantaram nesta zona o convento e a Igreja Carmelitas de Santa Maria Madalena, na atual Karmelitská.

Em 1483, durante a dinastia dos Jagellons, outras obras são feitas, como a construção das famosas Torre de Pólvora, Torre Branca e Torre Daliborka. Mesmo assim, elas não evitam a chegada de anos negros. A segunda metade do século XV vê a chegada das chamadas Guerras Hussitas, que trazem desgraças e destruição. O castelo sofre diversos danos durante os combates. Como conseqüência, permanece desocupado durante décadas, e grande parte de suas edificações e muralhas são destruídas.

Apenas com o reinado de Vladislav Jagellonský, o castelo de Praga volta a conhecer dias melhores. O soberano promove grandes reformas e acréscimos à construção original. É deste período a construção do famoso Salão Vladislav, aposento medindo 62 x 16 m, e que passa a ser a peça mais importante do castelo. Também é construída, uma magnífica cúpula sob o salão, que viria a ser a primeira do território da Boêmia dotada de elementos arquitetônicos renascentistas.

No castelo de Praga eram coroados todos os reis do país, sendo que a cerimônia ocorria na Catedral de S. Vito. De acordo com uma publicação de 1723, para a coroação de Carlos VI foi preparado um banquete com:

564 faisões,
708 perdizes,
800 frangos,
560 pombos,
46 carneiros,
40 ovelhas,
50 gansos,
120 perus,
130 patos,
70 galinhas e
108 lebres.








Anos mais tarde, já sob o domínio dos Habsburg da Áustria, o castelo entra em novo período. A Imperatriz Maria Theresa contrata o Arquiteto Vienense Niccolo Pacassi, para, a partir de 1753, reconstruir tudo. É adotado um estilo renascentista, seguindo a nova moda de Viena. Em compensação, como Praga agora está dominada pelo império austríaco dos Habsburg, o castelo é esvaziado de seus tesouros e obras de arte que são enviados para Viena. Apenas em 1918, com o fim do império dos Habsburg e a fundação da nação Tcheco Eslovaca, o castelo de Praga volta a sediar a sede do governo. São reiniciadas as obras de restauração, com especial atenção à Catedral de S. Vito, o prédio mais importante de todo o conjunto.


Atualmente

Hoje em dia, a visão do castelo de Praga é um pouco diferente do aspecto que tradicionalmente encontramos em outros castelos. Todo o conjunto é dominado pelas imensas torres da Catedral de S. Vito. Estas torres elevam-se também sobre todos outros prédios da cidade.

O castelo de Praga, na verdade uma pequena cidade, tem vários pontos abertos à visitação. O núcleo inicial do castelo é uma visita muito interessante, pois na verdade é formado por três castelos independentes, sobrepostos. Cada camada foi construída numa época diferente. Infelizmente não resta muito das camadas mais antigas, mas ainda assim, o que pode ser visto ilustra bem a história e o estilo de sua época.

A Catedral de S. Vito e Catedral de Venceslau é o ponto dominante do conjunto, e consiste na própria representação do estado Tcheco. Sua construção levou quase 600 anos. Nela, até 1836, eram coroados os reis do país. Também na catedral, reis, príncipes, imperadores e (futuros) santos eram cremados, onde seus restos mortais estão até hoje. Também na catedral estão guardadas as jóias da coroa, e suas paredes cobertas por 1300 pedras preciosas.

Saindo da catedral e caminhando na direção oposta ao portão de entrada, chega-se à Zlata Ulicka, outro ponto do castelo que merece ser visitado. Nesta rua estavam localizadas as casas dos artesãos e militares que guardavam o castelo. Foi construída no século XVI, e até hoje sua aparência é exatamente a mesma daquela época. No conjunto de prédios que formam o castelo está situado também o gabinete do presidente da República Tcheca, em local não aberto à visitação pública. Outros pontos interessantes do castelo são a Basílica de São Jorge, o monastério de São Jorge, Galeria do castelo, Torre Daliborka, Torre de Pólvora, Palácio Lobkovic e os jardins do palácio.


Fonte: Wikipédia

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domingo, 25 de julho de 2010

Imperador Carlos IV de Praga


Carlos IV do Luxemburgo (Praga, 1316 - 1378), filho de João I do Luxemburgo e neto do imperador Henrique VII. Com a morte do seu pai em 1346 torna-se rei da Boêmia e no mesmo ano torna-se rei dos romanos com o apoio do papa Clemente VI. Em 1355 torna-se imperador de Roma. No ano de 1356 fixa a constituição do Sacro Império Romano-Germânico. Criou em Praga a primeira universidade da Europa Central.





Nasceu em 14 de maio de 1316, morreu em 20 de novembro de 1378. Casado por quatro vezes:
  1. Branca Margarida de Valois
  2. Ana de Baviera
  3. Ana de Swidnica
  4. Isabel de Pomerania

Membro da Casa de Luxemburgo, filho do conde João I de Luxemburgo e de Isabel de Boêmia (filha do rei Wenceslao II e irmã de Wenceslao III). Foi rei dos romanos (entre 1344 e 1378) e imperador do Sacro Império Romano Germânico (entre 1355 e 1378). Através de sua herança paterna também se converteu em rei de Boêmia (entre 1346 e 1378), e conde de Luxemburgo (entre 1346 e 1353). Foi chamado Wenceslao, mas depois de sua confirmação mudou-se o nome por Carlos.

Foi eleito rei de romanos com a oposição do imperador Luis IV ao ter sido declarado deposto pelo papa João XXII pela política que manteve em relação com Itália e o próprio papado. Dois anos depois (em 1346 sucedeu a seu pai no trono de Boêmia e no condado de Luxemburgo), prestou seu apoio ao papa Clemente VI. Em 1348 fundou a Universidade de Praga. Em 1355 foi coroado como rei dos lombardos e, em Roma, como imperador. Em 1356, através da promulgação da Bula de Ouro, ficaram estabelecidos os requisitos e passos necessários para atingir a eleição como imperador do Sacro Império.

Sucedeu-lhe como monarca de Boêmia e Luxemburgo seu filho Wenceslao, que também foi designado rei da Alemanha ou dos romanos.


Família
Carlos casou-se quatro vezes.

Branca Margarita de Valois (1316-1348), filha de Carlos de Valois (1270-1325). Desta união nasceram duas filhas:
  1. Margarita de Boêmia (1335-1349), casada com Luis I de Hungria.
  2. Catalina de Boêmia (19 de agosto de 1342 – 26 de abril de 1395), quem contraiu casamento, primeiro com Rodolfo IV, duque da Áustria e depois com Otto V, duque de Baviera.
Ana de Baviera (1329-1353), filha de Rodolfo II Conde Palatino do Rhin.

  1. Wenceslas, que morreu jovem.
Ana de Swidnica (1339-1362, filha de Enrique II, duque de Swidnica e Catalina de Anjou), com quem teve dois filhos:

  1. Wenceslao de Luxemburgo (1361-1419), sucessor de Carlos como rei de Bohemia, e
  2. Isabel de Bohemia (1358-1373), quem se casou com Alberto III da Áustria.
Isabel de Pomerania (1347-1393), filha do Boguslaw V, duque de Pomerania e Isabel da Polónia. De sua união nasceram seis filhos:

  1. Ana de Boêmia (1366-1394), casou com Ricardo II rei da Inglaterra
  2. Segismundo de Luxemburgo (1368-1437), imperador, rei de Hungria e Boêmia e Margrave de Brandenburgo
  3. João de Luxemburgo (1370: † 1396)
  4. Carlos de Luxemburgo (1372: † 1373)
  5. Margarita de Luxemburgo (1373: † 1410), casou com João III, Margrave de Nuremberg
  6. Enrique de Luxemburgo (1377: † 1378).


– Universidade Carolina

Universitas Carolina, era constituída por quatro faculdades, como era comum nas grandes instituições medievais de ensino:
  1. Artes Liberais,
  2. Medicina,
  3. Direito e
  4. Teologia.

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sábado, 24 de julho de 2010

Ponte Carlos – Praga

A Ponte Carlos é a ponte mais velha de Praga, e atravessa o rio Moldava da Cidade Velha até a Cidade Pequena. É a segunda ponte mais antiga existente na República Tcheca. Sua construção começou em 1357 a pedido do rei Carlos IV, e foi finalizada nos princípios do século XV. Sendo ela a única forma de atravessar o rio, a Ponte Carlos se transformou na via de comunicação mais importante entre a Cidade Velha, o Castelo de Praga e as zonas adjacentes até 1841. Originalmente, esta via de comunicação foi chamada de Ponte de Pedra e Ponte de Praga, mas leva sua denominação atual desde 1870.


Estrutura
A ponte têm uma longitude de 516 metros, e sua largura é quase 10 metros, se encontra apoiada em 16 arcos. Está protegida por 3 torres distribuídas entre seus dois lados, duas delas em Malá Strana e as restantes na Cidade Velha. A torre localizada no lado da Cidade Velha é considerada por muitos como uma das construções mais impressionantes da arquitetura gótica no mundo. A ponte está decorada por 30 estátuas situadas em ambos os lados.

A maioria das estátuas foram realizadas entre 1683 e 1714 e são em estilo barroco, representam vários santos e patronos venerados naquela época. Entre os artistas que decoraram a ponte com suas obras se encontravam os mais proeminentes da Bohemia: Matthias Braun, Jan Brokoff e seus filhos Michael Joseph Brokoff e Ferdinand Maxmilian Brokoff, entre outros.

Entre as esculturas mais notáveis, se encontram as de São Luthgard, o Calvário e a de São João Nepomuceno. Acredita-se que passando a mão na estátua dá sorte, porisso do dourado da parte inferior. Também conhecida como a estátua do cavalheiro Bruncvík.

A partir de 1965, todas as estátuas foram sendo substituídas com réplicas, sendo exibidas as obras originais no Museu Nacional.




Fonte: Wikipédia

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Provença-Alpes-Costa Azul


Provença-Alpes-Costa Azul (em francês Provence-Alpes-Côte d'Azur) é uma das 26 regiões administrativas da França. Constantemente chamada de PACA, nome originado por suas iniciais. Situada na região sul da França, faz limite com a Itália ao leste, com a região de Ródano-Alpes ao norte, com a região Languedoc-Roussillon ao oeste e banhada pelo mar Mediterrâneo ao sul. A região é dividida em seis departamentos e sua prefeitura se situa na cidade de Marselha.




História
A região é formada por seis departamentos, que eram as províncias da Provença e do Delfinado (Dauphiné) durante o Antigo Regime. Uma parte de Vaucluse é resultado da anexação do condado durante o período revolucionário e a maior parte dos Alpes-marítimos da incorporação do condado de Nice a França durante o segundo império.

– Provence
Seu litoral foi colonizado inicialmente pelos gregos e fenícios. Com a invasão romana, recebeu o nome de Provintia Romana fazendo parte da Galia Transalpina. Foi dominada sucessivamente por vários povos germânicos como os ostrogodos, os burgundios e os francos. No ano de 879 a área foi incorporada ao reino de Provence, as vezes chamada Borgonha Cisjurana e no século X ao reino de Arles.

No início do século XII foi submetida a jurisdição dos condes de Barcelona e durante o governo de Pedro II (1177-1213) se viu afetada pela Cruzada promovida pelo papa Inocêncio III contra os albigenses (Catarismo).

Posteriormente perdeu toda autonomia, ficando submetida a Casa de Anjou que governou o território desde 1245 até 1482 , quando a região caiu ao domínio do rei Luis XI da França, sendo anexada em 1486.

Durante a revolução francesa foi dividida em três departamentos: Bocas do Ródano, Var e Alpes Marítimos.

– Condado de Nice
Era uma divisão adminstrativa do Condado de Savoia criado em 1388 e anexado a França em 1860 e hoje faz parte do departamento Alpes-Maritimes.

Em 1380, a duquesa Jeanne (conhecida como Rainha Jeanne) sem descententes adotou Louis d'Anjou, irmão do rei da França (Carlos V). O primo de Louis assassinou Jeanne e iniciou uma briga pela sua sucessão que terminaria com a vitória de Louis d'Anjou. Em 1388 foi feito um acordo entre o governador de Nice (Jean Grimaldi de Beuil) e o conde de Savoia (Amadeu VII) incorporou Nice à Savoia.

– Condado de Venaissin
Nome da região ao redor da cidade de Avinhão, hoje faz parte do atual departamento de Vaucluse.

– Delfinado
Sua atual capital é Grenoble. Seu último delfim, Humberto II, sem herdeiros vendeu sua província ao rei francês, Filipe VI, em 30 de março de 1349.



Demografia
Com uma superfície de 31 838 km² é a sétima região em extensão na França. Possui 4,5 milhões de habitantes sendo a terceira mais povoada onde a grande maioria da população se concentra no litoral junto ao mar mediterrâneo.

Possui seis departamentos:
  1. Alpes da Alta Provença
  2. Alpes Marítimos
  3. Bocas do Ródano
  4. Altos Alpes
  5. Var
  6. Vaucluse


– Relevo
Compreende zonas de altas montanhas, os Alpes se situam ao sudoeste. Seu pico mais alto é a montanha Barre des Écrins (4102 m). Destacam-se ainda a planície litorânea.

– Clima
Clima mediterrâneo influênciado por ventos do norte (o mistral).


Fonte: Wikipédia

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Carlota Joaquina


Filha primogênita do rei da Espanha Carlos IV e de sua esposa, D. Maria Luísa Teresa de Bourbon, Carlota Joaquina de Bourbon nasceu em Aranjuez, em 25 de abril de 1775. Com apenas dez anos, casou-se por procuração com o príncipe de Portugal D. João, em um acordo de aliança entre os dois países. Após a morte de seu irmão primogênito D. José, D. João tornou-se príncipe regente e depois rei de Portugal, com o nome de D. João VI.


Descrita por muitos da época como uma pessoa feia, Carlota possuía um temperamento forte e voluntarioso, o que dificultava a sua relação com outras pessoas. Extremamente ambiciosa, a princesa tentou logo dominar o seu marido, que não cedeu às suas vontades, e com isso ela acabou se afastando de sua presença.

Com a doença de D. Maria I, que se encontrava com problemas mentais, D. João se muda para o palácio de Mafra, onde governa o país como príncipe regente, enquanto sua esposa continua a viver no palácio de Queluz com a família real.

Carlota Joaquina foi mãe de nove filhos:
  1. Maria Teresa,
  2. Francisco Antonio Pio,
  3. Maria Isabel Francisca,
  4. Pedro de Alcântara Bragança (futuro imperador do Brasil),
  5. Maria Francisca de Assis,
  6. Isabel Maria,
  7. Miguel,
  8. Maria da Assunção,
  9. Ana de Jesus Maria.

Embora, até o último momento tenha tentado continuar em Portugal, com a invasão das tropas napoleônicas ao país, em 1807, foi obrigada a embarcar para o Brasil com o marido, os filhos e o restante da corte portuguesa. No Rio de Janeiro, preferiu sempre morar longe do marido, em locais bucólicos, como Botafogo. Os dois apenas se reuniam em algumas solenidades públicas.

Se estava mal-humorada, mandava chicotear transeuntes que não se ajoelhavam quando ela passava com seu cortejo. Como representava constante perigo a autoridade do príncipe, o regente conseguia espiões para vigiá-la e a princesa subornava outros tantos para estar sempre abastecida de informações do que ocorria no Palácio Real e na Quinta da Boa Vista.

Um dos mais conhecidos espiões foi Francisco Gomes da Silva, apelidado de Chalaça, que serviu várias vezes de espião entre o rei e a rainha e vice-versa. Além de avisá-lo sobre as possíveis conspirações da rainha, estes informantes também contavam ao regente sobre as aventuras amorosas de sua mulher, que possuía vários amantes.

Por diversas vezes, Carlota Joaquina tentou tomar o poder de seu marido. Em 1805, ainda em Portugal, o regente descobriu uma conspiração tramada por sua esposa que, com o apoio de nobres e eclesiásticos, planejava tirar D. João do poder, declarando-o incapaz.

Como a Espanha, seu país natal, se encontrava em poder de Napoleão com toda a sua família prisioneira, Carlota concebeu um plano para governar as colônias espanholas, se transformando na rainha do Rio da Prata. O projeto fracassou, inclusive pela falta de interesse de D. João, que impediu que consumasse o golpe planejado.

Em 1816 foi aclamada rainha, após o falecimento de D. Maria I em 1816. Com a revolução do Porto, em 1820, voltou para a Europa com a família real. Já em terras lusitanas, manifestou-se contra ao regime constitucional e por isso teve a cidadania portuguesa cassada.

Confinada na Quinta do Ramalhão, conspirou para a volta do absolutismo e, com a morte do marido, estimulou o filho, D. Miguel, a se apoderar da coroa, que lhe seria tirada posteriormente por D. Pedro I do Brasil (D. Pedro IV de Portugal). D. Carlota Joaquina morreu em Lisboa, no palácio de Queluz, em 7 de janeiro de 1830.

Fonte: biografias.netsaber.com.br

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terça-feira, 20 de julho de 2010

Guilherme I da Inglaterra


Guilherme I nasceu na Normandia, cerca de 1027 e faleceu em 9 de setembro de 1087, "o Conquistador", foi Duque da Normandia (1035-1087) e Rei da Inglaterra (1066-1087), após o sucesso da Conquista Normanda. Guilherme era filho ilegítimo de Roberto I, Duque da Normandia e de Herleva, filha de um senhor local.


Guilherme sucedeu ao pai como Guilherme II da Normandia em 1035, com apenas sete anos. O ducado foi entregue a um grupo de regentes e Guilherme foi viver na corte de França, onde foi feito cavaleiro por Henrique I de França aos quinze anos. Pouco depois assumiu o governo da Normandia e teve de lidar com revoltas e tentativas de usurpação. Foi com a ajuda de Henrique de França que Guilherme assegurou definitivamente o seu ducado após a batalha de Val-ès-Dunes em 1047.

Em cerca de 1050, Guilherme casou com Mathilde de Flandres, filha do Conde Balduíno V.


Conquista
Em 5 de janeiro de 1066, o rei Eduardo "o Confessor" da Inglaterra morreu sem descendência ou parentes próximos. Eduardo vivera no exílio na corte normanda durante os primeiros vinte e cinco anos da sua vida e era bastante próximo do primo Guilherme. Baseado numa promessa feita por Eduardo e no parentesco com Ema da Normandia, Guilherme auto-proclamou-se rei da Inglaterra e sucessor de Eduardo. Os ingleses tinham outra opinião e elegeram como monarca Haroldo Godwinson, Conde de Wessex e de East Anglia. Apesar desta decisão, Guilherme resolve lutar pelos seus direitos e reúne um exército de cerca de 7000 homens que despacha para Inglaterra numa frota de 600 navios. O desembarque aconteceu a 28 de setembro na área de Pevensey (Sussex). O exército normando estabeleceu um acampamento fortificado perto de Hastings e esperou por uma resposta.

Haroldo II da Inglaterra encontrava-se no Norte do país, onde acabara de derrotar um exército invasor comandado por Haroldo III da Noruega e pelo seu próprio irmão Tostig Godwinson, que morreram na batalha. Ao saber das notícias da invasão normanda, Haroldo dirige-se para Sul em marcha forçada e consegue cobrir cerca de 400 quilômetros em apenas duas semanas. Os dois exércitos encontraram-se a 14 de outubro de 1066, na batalha de Hastings, onde o resultado foi uma vitória significativa dos normandos.

Guilherme deveu pelo menos parte do seu sucesso ao cansaço dos soldados ingleses e à morte de Haroldo II em batalha, que provocou a desordem e quebra de moral nas suas tropas. A batalha de Hastings encontra-se representada na tapeçaria de Bayeux. Os nobres anglo-saxões nomearam então Edgar Atheling como rei de Inglaterra, mas o rapaz de 12 anos não era um opositor à altura de Guilherme da Normandia e acabou por desistir das suas pretensões. Guilherme foi coroado rei de Inglaterra no dia de Natal de 1066 na Abadia de Westminster.


Reinado
A aceitação do normando como rei não foi universal e ocorreram diversas revoltas, principalmente em Gales e no Norte de Inglaterra. Entre 1066 e 1072, o reinado de Guilherme foi dedicado sobretudo à pacificação do seu novo reino, que sofreu ainda diversas tentativas de invasão por parte dos Vikings noruegueses e dinamarqueses. Edgar Atheling foi um dos responsáveis pela desordem na Inglaterra ao fugir do seu exílio na Normandia para fomentar a revolta na zona de York. Recapturado em 1074, foi perdoado por Guilherme I, que o enviou de novo para a Normandia.

Como rei, Guilherme fez importantes reformas:
  • administrativas na área do direito civil e da economia
  • fortificou muitas cidades
  • construiu a Torre de Londres
  • ordenou a compilação de um livro sobre as capacidades produtivas do país, que incluía uma forma simplificada de censo populacional.


Guilherme morreu com 60 anos perto de Ruão na França, em decorrência de ferimentos sofridos numa queda de cavalo durante um confronto militar.


Descendência
  1. Roberto II, Duque da Normandia (~1054-1134)
  2. Alice (1055-~1065)
  3. Cecília (~1056-1126), Abadessa do Convento de Caen
  4. Guilherme II, Rei de Inglaterra (1056 - 1100),
  5. Ricardo (1057-~1081)
  6. Adela (~1062 - 1138), casou com Estevão, Conde de Blois
  7. Ágata (~1064-~1080)
  8. Constança (~1066-1090), casou com Alan IV, Duque da Bretanha, foi envenenada pelos criados
  9. Matilde
  10. Henrique I, Rei de Inglaterra (1068-1135)






Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Casa de Windsor



A Casa de Windsor ou Dinastia Windsor é uma casa real do norte da Europa, descendente da Casa de Saxe-Coburgo-Gota, sendo a dinastia atualmente no poder do Reino Unido e dos países da Commonwealth. Seu atual soberano é a Rainha Elizabeth II. Passou a ter a denominação atual no ano de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, ocasião em que um sentimento anti-germânico no povo fez com que a Família Real Britânica trocasse todos os seus títulos e sobrenomes alemães para versões inglesas.


O nome alemão veio com o casamento da rainha Vitória com o príncipe Alberto, filho do duque Ernesto I de Saxe-Coburgo-Gota, em fevereiro de 1840. Saxe-Coburgo-Gota, no entanto, não era o sobrenome pessoal do príncipe consorte, mas o sobrenome dinástico da sua família - seu sobrenome era von Wettin. Sendo assim, o nome von Wettin foi transformado em Windsor, que se tornou também o nome da família real através de uma Ordem ao Conselho do rei Jorge V.

A Ordem ao Conselho referia-se apenas aos descendentes da rainha Vitória, e não necessariamente às descendentes. Em abril de 1952, dois meses depois da sua subida ao trono, a rainha Elizabeth II pôs fim à confusão com o nome dinástico quando declarou ao seu conselho particular a sua ...

"vontade e satisfação de que eu e meus filhos sejamos chamados e conhecidos como membros da Casa e Família de Windsor, e que meus descendentes que se casem e seus respectivos descendentes carreguem o nome Windsor."

Mais tarde, no dia 8 de fevereiro de 1960, a rainha emitiu outra Ordem ao Conselho, confirmando que ela e seus quatro filhos seriam conhecidos como Dinastia, Casa e Família de Windsor e que ela e outros descendentes da linhagem masculina (exceto aqueles que possuíam o título de príncipe ou princesa e eram conhecidos como "Sua Alteza Real") seriam conhecidos pelo nome de Mountbatten-Windsor.

Qualquer futuro monarca do Reino Unido pode trocar o nome dinástico se assim quiser. Qualquer Ordem ao Conselho pode revogar os promulgados por Jorge V e Elizabeth II. Se o príncipe de Gales, por exemplo, subir ao trono ele pode mudar a sua casa real para Mountbatten em homenagem ao seu pai, príncipe Filipe, duque de Edimburgo, e ao seu tio-avô, Louis Mountbatten, 1° conde de Mountbatten de Burma.


Monarcas da Casa de Windsor
  • Jorge V – de 6 maio 1910 a 20 janeiro 1936
  • Eduardo VIII – de 20 janeiro 1936 a 11 dezembro 1936
  • Jorge VI – de 11 dezembro 1936 a 6 fevereiro 1952
  • Elisabete II – de 6 fevereiro 1952


Fonte: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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