segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Palácio de Versalhes


O Palácio de Versalhes (em francês Château de Versailles) é um château real localizado na cidade de Versalhes, uma aldeia rural à época de sua construção, mas atualmente um subúrbio de Paris. Desde 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família Real ser forçada a voltar à capital em 1789, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França.





A primeira menção à aldeia de Versalhes encontra-se num documento datado de 1038, a “Charte de l'abbaye Saint-Père de Chartres” (Carta de Direitos da Abadia de Saint-Père de Chartres). Entre os signatários da Carta encontra-se um Hugo de Versalhes, a partir do nome da aldeia. Durante este periodo, a aldeia de Versalhes, centrada num pequeno castelo e igreja, e a área envolvente eram controladas por um senhor local. A localização da aldeia, na estrada de Paris para Dreux e para a Normandia, trouxe-lhe alguma prosperidade, mas devido à Peste Negra e à Guerra dos Cem Anos, esta seria largamente destruída e a sua população severamente diminuída.

Em 1575, Albert de Gondi, um Florentino, comprou o senhorio. Gondi havia chegado a França com Catarina de Medici e a sua família tornou-se influente na Assembléia dos Estados Gerais francesa. Nas primeiras décadas do século XVII, Gondi convidou Luís XIII para várias caçadas na floresta de Versalhes. Em 1624, depois desta introdução inicial à área, Luís XIII ordenou a construção de um castelo de caça, a estrutura foi construída em pedra e tijolo com um telhado de ardósia. Oito anos depois, em 1632, Luís XIII conseguiu a escritura e posse de Versalhes, e começou a fazer ampliações ao palácio.

Em 1660, de acordo com os poderes reais dos conselheiros que governaram a França durante a menoridade de Luís XIV, foi procurado um local próximo de Paris mas suficientemente afastado dos tumultos e doenças da cidade apinhada. Resolveu assentar no pavilhão de caça de Versalhes, e ao longo das décadas seguintes expandiu-o até torná-lo no maior palácio do mundo. Versalhes é famoso não só pelo edifício, mas como símbolo da Monarquia absoluta, a qual Luís XIV sustentou.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes possui:
  • 2.000 janelas
  • 700 quartos
  • 1.250 lareiras
  • 700 hectares de parque
É um dos pontos turísticos mais visitados de França, recebe em média oito milhões de turistas por ano. Construído pelo rei Luís XIV, o Rei Sol, a partir de 1664, foi por mais de um século modelo de residência real na Europa, e por muitas vezes foi copiado.Transformado no que era o pavilhão de caça de Luís XIII, no mais opulento palácio da Europa, reuniu centenas de trabalhadores e começou a construir um novo edifício ao lado do já existente. Foram assim realizadas sucessivas ampliações, apartamentos reais, cozinhas e estábulos, que formaram o Pátio Real. Em 1678, construiu-se:
  • o Laranjal
  • o Grande Trianon
  • as alas Norte e Sul do Palácio
  • a Capela
  • a Galeria de Espelhos (onde foi ratificado, em 1919, o Tratado de Versalhes) – trata-se de uma sala com 73m de comprimento, 12,30m de altura e iluminada por dezessete janelas que têm a sua frente, espelhos que refletem a vista dos jardins.

Em 1837 o castelo foi transformado em museu de história. O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhadas. Como o parque é grande, um trem envidraçado faz um passeio entre os monumentos.

– Algumas alterações:
  1. alterações no palácio e jardins em ordem a acomodar os 600 hóspedes convidados para a festa Plaisirs de l’Île enchantée, de 1664
  2. começou a assumir muita da sua aparência atual, modificação mais importante foi o do pavilhão de caça de Luís XIII. O envolvimento, frequentemente referido como palácio novo para distingui-lo da estrutura antiga de Luís XIII — rodeava o pavilhão de caça por norte, oeste e sul. A nova estrutura providenciava novos alojamentos para o Rei e para membros da sua família. Tanto o grand appartement du roi como o grand appartement de la reine formavam um conjunto de sete salas enfileiradas. Cada sala era dedicada a um dos "Corpos Celestes", personificados pelas divindades Greco-Romanas apropriadas. A decoração das salas, descrevia as “heróicas ações do Rei” e eram representadas em forma alegórica pelas ações de figuras históricas do passado (Alexandre, o Grande; Augustus; Cyrus, etc.).
  3. em adição à Galeria do Espelhos, desenhou as alas norte e sul (as quais eram usadas pela nobreza e pelos Príncipes do Sangue, respectivamente), e o Laranjal. Como símbolo da nova proeminência da França como uma Superpotência europeia, Luís XIV instalou oficialmente a Corte em Versalhes em Maio de 1682.
  4. última campanha de construções em Versalhes, a quarta Campanha de Construção (1701-1710) concentrou-se quase exclusivamente na construção da Capela Real. Também fizeram algumas modificações no Petit Appartement du Roy, nomeadamente a construção do Salon de l’Oeil de Boeuf e do quarto do Rei. Com a conclusão da capela em 1710, virtualmente, toda a construção em Versalhes cessou; a construção não seria retomada em Versalhes até cerca de 20 anos depois, já durante o reinado de Luís XV.
Na quarta campanha de construção de Luís XIV, a quinta capela do Palácio de Versalhes é uma obra-prima. Com inicio em 1689, a construção foi suspensa devido à Guerra da Liga de Augsburg; e retomou a construção em 1699. Dedicada a São Luís, a capela foi consagrada em 1710. O chão da capela é embutido com mármores multi-coloridos e nos degraus que levam ao altar está o monograma coroado de Luís XIV, com "L"s entrelaçados. Foram cantados Te Deums para celebrar vitórias militares e o nascimento de filhos dos Reis; também foram celebrados casamentos na capela, tal como o casamento do delfim — mais tarde Luís XVI — com Maria Antonieta em 1770. Atualmente a capela, a qual foi re-consagrada, serve como local de concertos de câmara.

Desde a época de Luís XIV, o Palácio de Versalhes queria, um teatro permanente. Antes da construção de L’Opéra, foram construidos teatros temporários tanto nos jardins como no palácio. De qualquer forma, em 1740, Luís XV ordenou constituísse um teatro permanente no extremo norte. O projecto requereu trinta anos para ficar completo. As obras de construção da Ópera começaram em 1765 e ficaram completas em 1770; à época representava o mais refinado exemplo em desenho de teatro, tendo 712 lugares, era o maior teatro da Europa naquele tempo, e atualmente permanece como um dos poucos teatros sobreviventes do século XVIII. A inauguração do teatro foi no dia 16 de Maio de 1770 em celebração do casamento do delfim — o futuro Luís XVI — com Maria Antonieta.

Quando a família Real deixou Versalhes, em Outubro de 1789, o palácio e a Opéra foram fechados. Enquanto que o palácio viu alguma atividade no tempo de Napoleão Bonaparte (redecoração de partes dos apartamentos da rainha para a Imperatriz Marie-Louise), a Opéra não reabriu antes de 1837, quando Luís Filipe redecorou o teatro. O período entre 1952 e 1957 testemunhou importantes obras de restauro da Opéra que foi recuperada para o seu estado em 1770. A Opéra reabriu oficialmente no dia 9 de Abril de 1957. Dede o seu restauro, a Opéra tem sido utilizada em funções de Estado, tal como palco de uma variedade de eventos musicais.

Foi nesta ópera que Maria Antonieta quebrou as tradições da Corte ao aplaudir os atores. De inicio foi olhada com estranheza, mas esta ação particular foi seguida por todos os espectadores em Versalhes.




Fonte: Wikipédia

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(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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