segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dinastia Wettin e Casa Saxe Coburgo Gota


A Dinastia Wettin de duques, condes, príncipes-eleitores e reis alemães, governou a área do atual estado alemão da Saxônia durante mais de 800 anos, dominando também, durante alguns anos, a Polônia. Membros da Casa de Wettin subiram aos tronos da Grã-Bretanha, Portugal, Bulgária, Polônia, Saxônia e Bélgica. Apenas as linhas dinásticas britânica e belga retêm os tronos atualmente.

A família Wettin começa a aparecer ao serem elevados a margraves de Meissen ou Mísnia em 1089. A família progrediu e se tornou cada vez mais importante na Idade Média, feitos landgraves da Turíngia em 1263, e duques da Saxônia em 1423 com dignidade de eleitores do Sacro Império Romano.

A família se dividiu em dois ramos governantes em 1485 quando os filhos de Frederico II, Eleitor de Saxe concluiram que os 20 anos de reinado conjunto não tinham dado certo.
  • o filho mais velho Ernesto, Eleitor de Saxe recebeu o título e os poderes de Príncipe-eleitor e estabeleceu sua sede de governo em Wittenberg, e
  • seu irmão caçula Alberto de Saxe, Duque de Saxe governou suas terras tendo como sede Dresden.
A Saxônia se dividiu assim em Saxe Eleitoral (sobretudo a Turíngia, governada pelos Wettin «ernestinos», e Saxe Ducal, principalmente no território da moderna Saxônia, governada pelos Wettins «albertinos».

Os Wettins Ernestinos e Albertinos
As diferenças entre os dois ramos se marcaram logo:

Os Albertinos – mantiveram a maior parte da integridade territorial da Saxônia, preservando-a como poder importante na região, usando pequenos feudos de apanágio para seus ramos caçula, os quais, um pouco surpreendentemente, não sobreviviam muitas gerações. No final o ramo albertino passou a deter como um só país 3/4 do patrimônio da casa de Wettin original. Governou como Eleitores de Saxe (1547-1806), como reis da Polônia (1697-1763) e Saxônia (1806-1918), e chefiou o Ducado de Varsóvia, com apoio francês de (1807 a 1814) depois que a invasão pela Russia impediu sua subida ao trono hereditário segundo a Constituição polonesa de 1791. Nas guerras de Napoleão, o ramo albertino perdeu cerca de 40% de suas terras em benefício da Prússia.

Os Ernestinos – subdividiram repetidamente suas terras, criando como que um tremendo tabuleiro de xadrez de pequenos condados e ducados na Turíngia. Adicionalmente, na década de 1540, quase metade das terras do ramo ernestino foram parar às mãos do ramo albertino pelas ações do imperador Carlos V, lutando contra súditos protestantes rebeldes. No final, os ernestinos mantiveram aproximadamente 1/4 apenas, a Turíngia do sul e quantidade de pequenos principados.

A Casa de Saxe-Coburgo-Gota
O ramo primogênito ou ernestino perdeu o eleitorado para o ramo albertino em 1547, mas manteve suas terras na Turíngia, dividindo a área em numerosos pequenos Estados. Uma das Casas ernestinas que resultaram, a de Saxe-Coburgo-Gota, contribuiu para fornecer reis à Bélgica (a partir de 1831) e à Bulgária (de 1908 a 1946), assim como dar reis consortes às Rainhas de Portugal e da Grã-Bretanha. Na verdade, a palavra Wettin, tida como palavra alemã medieval, nunca foi usada na Grã-Bretanha.

Embora o nome da família real britânica tenha sido Saxe-Coburgo e Gota, os descendentes masculinos da Rainha Vitória e do Príncipe Alberto criaram suas próprias Casas, assim sendo seu sobrenome pessoal, mudou para Windsor por decreto do rei Jorge V em 1917. Como resultado do casamento da Rainha Elizabeth II com o Príncipe Filipe, duque de Edinburgh, o trono passará para sua Casa, originalmente a Oldenburgo, embora provavelmente continuem a usar o nome Windsor como Mountbatten-Windsor segundo ordenou a Rainha Elizabeth no ano de 1960. Mountbatten é a anglicização de Battenberg, título da mãe do Príncipe Filipe, a Princesa Alice de Battenberg.

Em 1836 nasce em Portugal, da união matrimonial da Rainha D. Maria II de Portugal, da Casa de Bragança, com o Príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, da Casa de Wettin, a Casa de Bragança-Wettin (nome adotado para o último ramo dinástico dos monarcas da Casa Real de Portugal).

– As descendências:
  • Bélgica por meio dos descendentes de Leopoldo I da Bélgica
  • Reino Unido por meio dos descendentes de Alberto de Saxe-Coburgo-Gota; Jorge V do Reino Unido mudou o nome de Saxe-Coburgo-Gota para Windsor em 1917, temendo a onda de germanofobia causada pela Grande Guerra
  • Fernando, primo de Leopoldo de Bélgica, casou-se com Maria II de Portugal, e seus descendentes continuaram a reinar em Portugal até ao golpe republicano de 1910
  • Fernando I da Bulgária, tornou-se príncipe e czar, e seus descendentes continuaram a reinar até 1946.
O atual chefe da Casa Búlgara, o antigo rei Simeão II, atende pelo nome Simeon Sakskoburggotski, e em 24 de julho de 2001 tornou-se primeiro-ministro da Bulgária. Foi a primeira vez na História da Europa que um antigo monarca retornou ao poder via eleição democrática.

Em 1826, um ramo mais jovem dos Saxe-Coburgo-Gota herdou o principado húngaro de Koháry, convertendo-o ao Catolicismo. Os príncipes de Koháry eram extremamente ricos e hoje se encontram entre os magnatas da Hungria. Casaram-se morganicamente com uma princesa brasileira, uma arqueduquesa da Áustria, uma princesa francesa, outra da Bélgica e uma da Saxônia. O Ducado de Saxe-Coburgo-Gota consiste na linhagem masculina descendente de Joaquim Ernesto de Saxe-Coburgo-Saalfeld.

Fonte: Wikipédia

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(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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