terça-feira, 3 de novembro de 2009

Constantino I, o grande

Constantino I, Constantino Magno ou Constantino, o Grande (em latim Flavius Valerius Constantinus; Naissus, 272 - 22 de maio de 337), foi proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de julho de 306 e governou uma porção crescente do Império Romano até à sua morte.

Nascido em Naissus, na Mésia (atual Niš na Sérvia), filho de Constâncio Cloro (ou Constâncio I Cloro) e da filha de um casal de donos de uma albergaria na Bitínia, Helena de Constantinopla, Constantino teve uma boa educação - especialmente por ser filho de uma mulher de língua grega e haver vivido no Oriente grego, o que facilitou-lhe o acesso à cultura bilingue própria da elite romana - e serviu no tribunal de Diocleciano depois do seu pai ter sido nomeado um dos dois Césares, na altura um imperador júnior, na Tetrarquia em 293. Embora sua condição junto a Diocleciano fosse em parte a de um refém, Constantino serviu nas campanhas do César Galério e de Diocleciano contra os Sassânidas e os sármatas. Quando da abdicação conjunta de Diocleciano e Maximiano em 305, Constâncio seria proclamado Augusto (imperador senior), mas Constantino seria descartado como César em proveito de Flávio Severo (também conhecido modernamente como Severo II, título que jamais usou, para não ser confundido com o grande imperador do século anterior, Septímio Severo).

Pouco antes da morte de seu pai, em 25 de julho de 306, Constantino conseguiu a permissão de Galério para reunir-se a ele no Ocidente, chegando a fazer uma campanha juntamente com Constâncio Cloro contra os pictos, estando junto do leito de morte do seu pai em Eburacum (atual York) na Britânia, o que lhe permitiu impor o princípio da hereditariedade em seu proveito, proclamando-se César e sendo reconhecido como tal por Galério, então feito Augusto do Oriente. Desde o início de seu reinado, Constantino tinha o controle da Britânia,nGália, Germânia e Hispânia, com sua capital em Trier, cidade que fez embelezar e fortificar.

Nos dezoito anos seguintes combateu uma série de batalhas e guerras que o fizeram o governador supremo do Império Romano. Como Maximiano desejava retomar sua posição de Augusto, da qual havia-se afastado a contragosto junto com Diocleciano, Constantino recebeu-o na sua corte e aliou-se a ele por um casamento em 307 com a filha de sete anos de Maximiano, Fausta, o que lhe permitiu ser reconhecido tacitamente como Augusto em 308 por Galério, numa conferência dos tetrarcas em Carnuntum (atual Petronell-Carnuntum na Áustria). Em 309, no entanto, Constantino enfrentaria seu sogro, que tentava recuperar abertamente o poder, capturando-o em Marselha e fazendo assassiná-lo; em 310, Constantino seria formamente reconhecido como Augusto por Galério. Severo havendo sido entrementes eliminado, em 307, por Maxêncio, filho de Maximiano que havia-se proclamado imperador em Roma, Constantino deveria acabar por enfrentrar seu cunhado para conseguir o domínio completo do Ocidente romano. Após uma série de mediações fracassadas e lutas confusas, Constantino, após apoiar o usurpador africano Lúcio Domício Alexandre, cortando o suprimento de trigo de Roma, de 308 a 309, desceu em 312 até a Itália para eliminar Maxêncio.

Essas guerras civis constantes e prolongadas fizeram de Constantino, antes de mais nada, um reformador militar, que, para aumentar o número de tropas a sua disposição imediata, constituiu o cortejo militar do imperador (comitatus) num corpo de tropas de elite autosuficiente - um verdadeiro exército de campanha - principalmente pelo recrutamento de grande número de germanos que se apresentavam ao exército romano nos termos de diversos tratados de paz, a começar pelo chefe dos alamanos Chrocus, que teve um papel decisivo na aclamação de Constantino como Augusto.

Religião
O fato de Constantino ser um imperador de legitimidade duvidosa foi algo que sempre influiu nas suas preocupações religiosas e ideológicas: enquanto esteve diretamente ligado a Maximiano, ele apresentou-se como o protegido de Hércules, deus que havia sido apresentado como padroeiro de Maximiano na primeira Tetrarquia; ao romper com seu sogro e eliminá-lo, Constantino passou a colocar-se sob a proteção da divindade padroeira dos imperadores-soldados do século anterior, Deus Sol Invicto, ao mesmo tempo que fez circular uma ficção genealógica (um panegírico da época, para disfarçar a óbvia invenção, falava, dirigindo-se retoricamente ao próprio Constantino, que se tratava de fato "ignorado pela multidão, mas perfeitamente conhecido pelos que te amam") pala qual ele seria o descendente do imperador Cláudio II - ou Cláudio Gótico - conhecido pelas suas grandes vitórias militares, por haver restabelecido a disciplina no exército romano, e por ter estimulado o culto ao Sol.

Constantino acabou, no entanto, por entrar na História como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na seqüência da sua vitória sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvio, em 28 de outubro de 312, perto de Roma, que ele mais tarde atribuiu ao Deus cristão. Segundo a tradição, na noite anterior à batalha sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim:

In hoc signo vinces” — "Sob este símbolo vencerás"

De manhã, um pouco antes da batalha, mandou que pintassem uma cruz nos escudos dos soldados e conseguiu um vitória esmagadora sobre o inimigo. Esta narrativa tradicional não é hoje considerada um fato histórico, tratando-se antes da fusão de duas narrativas de fatos diversos encontrados na biografia de Constantino pelo bispo Eusébio de Cesaréia.

No entanto, é certo que Constantino era atraído, enquanto homem de estado, pela religiosidade e pelas práticas piedosas - ainda que se tratasse da piedade ritual do paganismo: o Senado Romano, ao erguer em honra a Constantino o seu arco do triunfo, o Arco de Constantino, fez inscrever sobre este que sua vitória devia-se à "inspiração da Divindade" (instinctu divinitatis mentis), o que certamente ia de encontro às idéias do próprio imperador. Até um período muito tardio de seu reinado, Constantino não abandonou claramente sua adoração com relação ao deus imperial Sol, que manteve como símbolo principal em suas moedas até 315.


Cristograma de Constantino
Só após 317 é que ele passou a adotar clara e principalmente lemas e símbolos cristãos, como o "chi-rô", emblema que combinava as duas primeiras letras gregas do nome de Cristo ("X" e "P" superpostos). No entanto, já quando da sua entrada solene em Roma em 312, Constantino recusou-se a subir ao Capitólio para oferecer culto a Júpiter, atitude que repetiria nas suas duas outras visitas solenes à antiga capital para a comemoração dos jubileus do seu reinado, em 315 e 326.

A sua adoção do cristianismo pode também ser resultado de influência familiar. Helena, com grande probabilidade, havia nascido cristã e demonstrou grande piedade no fim da sua vida, quando realizou uma peregrinação à Terra Santa, localizou em Jerusalem uma cruz que foi tida como a Vera Cruz e ordenou a construção da Igreja do Santo Sepulcro, substituindo o templo a Afrodite que havia sido instalado no local - tido como o do sepultamento de Cristo - pelo imperador Adriano.

Mas apesar de seu batismo, há dúvidas se realmente ele se tornou cristão. A Enciclopédia Católica diz:
  • "Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos."

E a Enciclopédia Hídria observa:
  • "Constantino nunca se tornou cristão".
No dia anterior ao da sua morte, Constantino fizera um sacrifício a Zeus, e até o último dia usou o título pagão de Sumo Pontífice. E, de fato, Constantino, até o dia da sua morte, não havendo sido batizado, não participou de qualquer ato litúrgico, como a missa ou a eucaristia. No entanto, era uma prática comum na época retardar o batismo, que era suposto oferecer a absolvição a todos os pecados anteriores - e Constantino, por força do seu ofício de imperador, pode ter percebido que suas oportunidades de pecar eram grandes e não desejou "desperdiçar" a eficácia absolutória do batismo antes de haver chegado ao fim da vida.

Qualquer que tenha sido a fé individual de Constantino, o fato é que ele educou seus filhos no cristianismo, associou a sua dinastia a esta religião, e deu-lhe uma presença institucional no Estado romano (a partir de Constantino, o tribunal do bispo local, a episcopalis audientia, podia ser escolhida pelas partes de um processo como tribunal arbitral em lugar do tribunal da cidade). E quanto às suas profissões de fé pública, num édito do início de seu reinado, em que garantia liberdade religiosa, ele tratava os pagãos com desdém, declarando que lhes era concedido celebrar "os ritos de uma velha superstição".

Esta associação da casa imperial ao Cristianismo criou uma situação equívoca, já que o cristianismo tornou-se a religião "pessoal" dos imperadores, que, no entanto, ainda deveriam regular o exercício do paganismo - o que, para um cristão, significava transigir com a idolatria. O paganismo retinha ainda grande força política - especialmente entre as elites educadas do Ocidente do Império - situação que só seria resolvida por um imperador posterior, Graciano, que renunciaria ao cargo de Sumo Pontífice em 379 - sendo assassinado quatro anos depois por um usurpador, Máximo. Somente após a eliminação de Máximo e de outro usurpador pagão, Eugênio, por Teodósio I é que o cristianismo tornar-se-ia a única religião legal (395).

O imperador romano Constantino influenciou em grande parte na inclusão na igreja cristã de dogmas baseados em tradições. Uma das mais conhecidas foi o Édito de Constantino, promulgado em 321, que determinou oficialmente o domingo como dia de repouso, com exceção dos lavradores- medida tomada por Constantino utlizando-se da sua prerrogativa de, como Sumo Pontífice, de fixar o calendário das festas religiosas, dos dias fastos e nefastos (o trabalho sendo proibido durantes estes últimos). Note-se que o domingo foi escolhido como dia de repouso, não apenas em função da tradição sabática judaico-cristã, como também por ser o "dia do Sol" - uma reminiscência do culto de Sol Invictus.

Constantino legalizou e apoiou fortemente a cristandade por volta do tempo em que se tornou imperador, com o Édito de Milão, mas também não tornou o paganismo ilegal ou fez do cristianismo a religião estatal única. Na sua posição de Pontifex maximus - cargo tradicionalmente ocupado por todos os imperadores romanos, e que tinha a ver com a regulação de toda e qualquer prática religiosa no Império. O Imperador reafirmara o que já era do direito circunscricional da Igreja Romana - ou seja, que as igrejas cristãs locais, no que diz respeito a sua organização administrativa - inclusive quanto a eleição dos bispos - deveriam reportar-se à igreja de Roma, a capital.

A sua vitória em 312 sobre Maxêncio resultou na ascensão ao título de Augusto Ocidental, ou soberano da totalidade da metade ocidental do império, reconhecida pelo pagão Licínio, único Augusto do Oriente após a eliminação de Maximino Daia. A vitória de Constantino teve uma conseqüência militar imediata: Constantino aboliu definitivamente a Guarda Pretoriana, que havia sustentado Maxêncio e, com ele, os interesses políticos da aristocracia italiana, substituindo-a por um corpo de tropas de elite ligadas à pessoa do Imperador, as scholae palatinae, que, a partir daí, seriam o núcleo do sistema militar romano, enquanto os velhos corpos de tropa territoriais eram negligenciados. As scholae eram principalmente regimentos de cavalaria, que serviam como uma força-tarefa ligada à pessoa do Imperador, e seu principal objetivo era garantir uma capacidade de ação imediata em caso de guerra civil ou externa; quanto às forças de defesa territorial, os limitanei, estas acabaram reduzindo-se a uma mera força policial de fronteira, entrando em declínio imediato da sua capacidade combativa. O objetivo destas reformas militares era principalmente político, colocando a quase totalidade das forças militares móveis à disposição imediata do Imperador - com a exceção de certas unidades territoriais que eram equiparadas às forças móveis e chamadas pseudocomitatenses - concentradas em áreas urbanas onde pudessem ser mantidas abastecidas dos suprimentos que eram agora a maior parte do soldo militar (os pagamentos em dinheiro tornando-se recompensas esporádicas pagas quando da ascensão ou dos jubileus de ascensão do imperador ao trono).

Quando Licínio expulsou os funcionários cristãos da sua corte, Constantino encontrou um pretexto para enfrentar seu colega e, tendo negada permissão para entrar no Império do Oriente durante uma campanha contra os sármatas, fez disto a razão para derrotar e eliminar Licínio em 324, quando tornou-se imperador único.

Apesar de a Igreja ter prosperado sob o auspício de Constantino, ela própria decaiu no primeiro de muitos cismas públicos. Constantino, após ter unificado o mundo romano, convocou o concílio de Niceia, grande centro urbano da parte oriental do Império, em 325, um ano depois da queda de Licínio, a fim de unificar a Igreja cristã pois com as divergências desta, o seu trono poderia estar ameaçado pela falta de unidade espiritual entre os romanos. Duas questões principais foram discutidas no concílio de Nicéia:
  1. a questão da Heresia Ariana que dizia que Cristo não era divino mas o mais perfeito das criaturas,
  2. a data da Páscoa pois até então não havia um consenso sobre isto.
Constantino só foi batizado e cristianizado no final da vida. Constantino poderá ter favorecido o lado perdedor da questão ariana, uma vez que ele foi batizado por um bispo supostamente ariano, Eusébio de Nicomedia (que não deve ser confundido com o biógrafo do imperador, Eusébio de Cesaréia). A inclinação que Constantino e seu filho e sucessor na condição de Augusto único, Constâncio II, demonstraram pelo Arianismo, é bastante explicável, na medida em que ambos tentaram apresentar a figura do Imperador como um análogo do Cristo ariano: uma emanação divina, reflexo terreno do Verbo. A tempestuosa relação de Constantino com a Igreja da época dá conta dos limites da sua atuação no estabelecimento da Ortodoxia: pouco antes de sua morte, em 335, ele mandou exilar, na capital imperial de Trier, o patriarca de Alexandria – Atanásio, campeão da ortodoxia, por suas violentas atitudes antiarianas, e apesar do fato de que Atanásio continuou a ser perseguido pelos sucessores de Constantino, o abertamente ariano Constâncio II e o pagão Juliano, foi a sua visão teológica que acabou por prevalecer.

Fundação de Constantinopla
Visando resolver definitivamente o problema logístico da distância entre a capital e as principais frentes militares da época, sem recorrer ao expediente de uma residência imperial "interina", Constantino reconstruiu a antiga cidade grega de Bizâncio, que dedicou em 11 de maio de 330 chamando-a de Nova Roma, dotando-a de um Senado e instituições cívicas (14 regiões, um Forum, distribuições de trigo, um Prefeito Urbano) semelhantes aos da antiga Roma. Tratava-se, no entanto, de uma cidade puramente cristã, dominada pela Igreja dos Santos Apóstolos, junto a qual encontrava-se o mausoléu onde Constantino seria sepultado. Os templos pagãos de Bizâncio foram nela preservados, mas neles foram proibidos os sacrifícios e o culto das imagens dos deuses.

Após a morte de Constantino, Bizâncio foi renomeada Constantinopla, tendo-se gradualmente tornado a capital permanente do império. A fundação de Constantinopla foi complementada pelo tratado (foedus) realizado entre Constantino e seus descendentes com os godos, que, a partir de 332, passaram a defender a fronteira do Danúbio e fornecer homens ao exército romano, em troca de abastecimentos. A mudança da capital imperial enfraqueceu a influência do papado de Roma e fortaleceu a influência do Bispo de Constantinopla sobre o Oriente, um dos eventos notáveis que provocariam futuramente o Grande Cisma do Oriente.

Sucessão
Um ano depois do Primeiro Concílio de Niceia, em (326), durante uma viagem solene a Roma para a comemoração dos seus 20 anos de reinado, Constantino mandou matar seu próprio filho e sucessor designado Crispo, um general competente que provavelmente foi suspeito de intrigar para derrubar o pai. Pouco depois, sufocaria sua segunda mulher Fausta num banho sobreaquecido, provavelmente por suspeitar que ela tivesse intrigado contra Crispus, seu enteado. Mandou também estrangular o cunhado Licínio, que havia se rendido a ele em troca da vida e chicotear até à morte o seu filho (e sobrinho do próprio Constantino). Foi sucedido por seus três filhos com Fausta:
  1. Constantino II,
  2. Constante e
  3. Constâncio II,
os quais dividiram entre si a administração do Império até que, depois de uma série de lutas confusas, Constâncio II emergiu como Augusto único.

Apreciações póstumas
Constantino foi uma figura controversa já na sua época: o último imperador pagão, seu sobrinho Juliano, dizia que ele era atraído pelo dinheiro e que buscou acima de tudo, enriquecer a si e seus partidários - traço este (de saber enriquecer seus amigos) que também foi reconhecido pelo historiador Eutrópio e pelo próprio Eusébio de Cesaréia. O historiador pagão Zósimo criticou severamente suas reformas militares. Mas como primeiro imperador cristão, Constantino foi reverenciado durante toda a Idade Média, seja pela Cristandade Oriental, que o tinha como fundador do Império Bizantino - e a Igreja Ortodoxa acabou por canonizá-lo - seja pela Ocidental, que, sem atribuir-lhe o status de santo, considerava haver ele criado os Estados Papais, territórios doados ao Papa pela chamada Doação de Constantino. Só com o Iluminismo seu legado começou a ser pesadamente criticado, e o historiador inglês Edward Gibbon, no seu livro clássico sobre a "A história do declínio e queda do império romano" o caracteriza como um general romano de velha cepa a quem o poder absoluto (por extensão, o Cristianismo) havia convertido num déspota oriental. Com a secularização da sociedade moderna, a apreciação de Constantino em função exclusivamente das suas reformas religiosas perdeu acuidade - e ele passou a ser analisado em termos da sua própria época, como um dos fundadores, juntamente com Diocleciano, do Baixo-Império (ou Dominato), do qual ele estabeleceu as estruturas políticas e sociais básicas.


Origem: Wikipédia

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Casa d' Orleães


Duque d' Orleães é um dos mais importantes títulos da nobiliarquia francesa, remontando pelo menos ao século XIV. Era sempre atribuído a príncipes da família real francesa. Freqüentemente na história da França, o duque d' Orleães teve importante papel político. Os Orleães subiram ao trono com Luís XII (século XV) e Luís Filipe I (século XIX). Os descendentes constituem os pretendentes orleanistas do trono francês, sendo o título ostentado por diversos membros da Casa d' Orleães, e é utilizado pelo primogênito do conde de Paris.




Por muitos séculos a Casa d' Orleães foi uma das mais importantes famílias nobres da França, sendo o duque d' Orleães tradicionalmente bem próximo ao rei.

Após A Revolução de julho de 1830, a Casa d' Orleães se tornou a casa reinante na medida em que o monarca Carlos Bourbon (Carlos X rei da França) fora substituído por Luís Filipe I, filho de Luís Filipe José, duque d' Orleães. Luís Filipe instituiu uma monarquia constitucional, e foi cognominado Rei dos franceses. Seu reinado durou até a Revolução francesa de 1848, quando abdicou ao trono e refugiou-se em Inglaterra. Mesmo após sua abdicação, muitas facções orleanistas permaneceram ativas, apoiando o retorno da Casa d' Orleães ao poder, caso volte a monarquia na França.


– Duques d' Orleães, primeira criação (1344)
  1. Filipe de Valois (1336–1376), filho de Filipe VI de França.

– Duques d' Orleães, segunda criação (1392)
  1. Luís I de Valois (1372–1407), filho de Carlos V de França.
  2. Carlos I de Valois (1391–1464).
  3. Luís II de Valois (1462–1515), sendo posteriormente coroado como Luís XII em 1498.

– Duques d' Orleães, terceira criação (1540)
  1. Carlos II de Valois (1522–1545), filho de Francisco I de França.

Duques d'Orleães da Casa de Valois-Angoulême:
  1. Luís III de Valois (1549–1550), filho de Henrique II de França.
  2. Carlos Maximiliano de Valois (1550–1574), filho de Henrique II de França, sendo posteriormente coroado como Carlos IX em 1560.
  3. Henrique de Valois (1551–1589), filho de Henrique II de França, sendo posteriormente coroado como Henrique III em 1574; criou o título duque d'Anjou em 1566.

Duques d' Orleães da Casa de Bourbon:

– Duques d' Orleães, quarta criação (1607)
  1. Luís Nicolau Henrique de França (1607–1611), filho de Henrique IV de França.

– Duques d' Orleães, quinta criação (1626)
  1. Gastão João Batista d' Orleães (1608–1660), filho de Henrique IV de França, anteriormente tendo sido duque d'Anjou.

– Duques d' Orleães da Casa d' Orleães, sexta criação (1661)
  1. Filipe I d' Orleães (1640–1701), filho de Luís XIII de França.
  2. Filipe II d' Orleães (1674–1723), filho do anterior.
  3. Luís d' Orleães (1703–1752).
  4. Luís Filipe I d' Orleães (1725–1785).
  5. Luís Filipe José d' Orleães (1747–1793), cognominado Philippe Égalité.
  6. Luís Filipe II d' Orleães (1773-1850), sendo posteriormente coroado como Luís Filipe I em 1830.
  7. Fernando Filipe d' Orleães (1810–1842), filho do anterior.
  8. Luís Filipe Roberto d' Orleães (1869–1926) filho mais velho de Luís Filipe, conde de Paris
  9. Francisco Gastão Miguel Maria d' Orleães (1935–1960) segundo filho de Henrique, conde de Paris.
  10. Jacques Jean Jaroslaw Marie d'Orléans (1941) quarto filho de Henrique, conde de Paris.


Origem: Wikipédia

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sábado, 17 de outubro de 2009

Museu Hermitage, S. Petersburgo – Rússia

Complexo principal, edifícios do Hermitage ao longo do rio Neva. Da esquerda para direita: O Teatro, a ponte sobre o Canal de Inverno, o Grande Hermitage, o Pequeno Hermitage e o Palácio de Inverno


O museu Hermitage localiza-se às margens do rio Neva, em São Petersburgo, na Rússia.
Fundado em 1764, tem como prédio principal o Palácio de Inverno, antiga residência dos czares russos, que foi projetada por Francesco Bartolomeo Rastrelli.

A disposição básica do museu ocupa 365 salas no complexo de prédios da instituição, que inclui 10 edifícios, 7 deles monumentos da cultura russa dos séculos XVIII e XIX. Desse total, 6 fazem parte do complexo principal do museu, que abriga exposições e recebe visitantes.

O museu é herdeiro da coleção de pinturas holandesas e flamengas da Imperatriz Catarina, a Grande. Seu acervo foi ampliado ao longo de dois séculos e meio e é composto por mais de 3 milhões de itens, que representam o desenvolvimento da cultura e da arte no mundo, desde a Idade da Pedra até o século XX.

  1. a maior coleção do museu é a de medalhas, brasões e insígnias, composta por cerca de 1,1 milhão de peças
  2. a ala de monumentos arqueológicos é a próxima em tamanho, com 734 mil objetos
  3. as pinturas são mais de 16 mil
  4. as esculturas mais de 12 mil peças
A coleção compreende peças da Antiguidade Clássica, Europa Ocidental, Rússia e outros países do Oriente.

O Hermitage também possui salas de exibição em Amsterdã, na Holanda, em Ferrara, na Itália, e em Londres, no Reino Unido.


______________O Museu________________
Em 1852, o primeiro museu da Rússia abriu suas portas para os visitantes no edifício Novo Hermitage. A tradição de colecionar peças de arte, que começou com Catarina, a Grande, tornou-se assunto do Estado.

Leo von Klenze, arquiteto responsável pelo projeto do Museu Hermitage, caracterizou o estilo do prédio como austero, mas de aparência monumental. O edifício é adornado com estátuas e baixos-relevos que aludem a artistas, arquitetos e escultores do passado. A larga fachada é repleta de motivos renascentistas e barrocos. O piso inferior foi projetado para abrigar as coleções de arte antiga, as esculturas modernas, desenhos, gravuras e a biblioteca. O piso superior foi designado para exibir as pinturas.

No acabamento das galerias, a arquitetura é clássica. Colunas de mármore e granito, paredes revestidas com estuque imitando mármore e grandes murais ornamentais. A escada principal, com sua colunata, cria um sentimento de grandeza nos visitantes.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas invadiram a Rússia e as ordens de Hitler sobre São Petersburgo diziam que a cidade deveria ser banida da face da Terra e que não havia interesse em preservar nenhuma parcela de sua população. As obras do Hermitage foram preservadas por seus funcionários, que evacuaram cerca de 1,2 milhão de obras e transportaram as que eram grandes demais para serem evacuadas para o subsolo, protegendo-as com sacos de areia. Os funcionários passaram a morar no museu junto com suas famílias, artistas e intelectuais. O prédio sofreu danos consideráveis, mas o acervo foi preservado.


______________As Obras________________
Uma grande quantidade de pinturas, aquarelas, gravuras e desenhos da época do último czar russo, Nicolau II, podem ser vistas no museu, inclusive objetos que pertenceram ao czar e à sua família.

A morte precoce de Alexander III, pai de Nicolau II, foi um baque para a família imperial. O acontecimento foi ilustrado em uma série de 11 aquarelas produzidas pelo artista húngaro Mikhai Zichy.

Posteriormente, o jovem Imperador casou-se com a Princesa Alice, de Hesse-Darmstadt e o evento teve a sua importância retratada pela obra do pintor dinamarquês Laurits Tuxen.

A coroação de Nicolau II também foi tema de várias obras que retrataram o jovem rei recebendo sua coroa no Kremlin, fortaleza que sedia o governo russo. Todas as camadas da sociedade celebraram o evento e compraram objetos para imortalizá-lo, como ícones de prata, porcelana e objetos de pedra produzidos pelas manufaturas imperiais ou medalhas com o retrato de Nicolau II e da princesa Alice.

A arte sacra também está representada no Museu Hermitage. A religião católica ortodoxa foi central na cultura russa. Todos os membros da família real eram muito religiosos e os aposentos reais eram adornados com muitos ícones, crucifixos e evangelhos que, depois da Revolução Socialista de 1917, passaram a fazer parte do acervo da instituição.


As fotos: 1• Cézanne – Maçãs, peras e uvas, 1879; 2• Van Gogh – Barcos em Saintes Marie, 1853; 3• Rembrandt – Saskia como Flora, 1634; 4• Canova – Eros e Psiquê, 1808



Origem: grandesmuseus.folha.com.br e Wikipédia

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D. Maria II rainha de Portugal

D. Maria II de Portugal ( Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga); nasceu no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1819 e morreu em Lisboa, 15 de novembro de 1853. Filha do imperador D. Pedro I (Pedro IV de Portugal) e da imperatriz Leopoldina de Habsburgo. "A Educadora" ou "A Boa Mãe", chamada por virtude da aprimorada educação que dispensou ao seus muitos filhos. A princesa era loira, de pele muito fina, olhos azuis como a mãe austríaca. Foi a 31ª Rainha de Portugal e dos Algarves quando da abdicação do pai de 1826 a 1828 e de 1834 a 1853.



Reinado
D. Maria II era Rainha de Portugal depois da abdicação de seu pai, Pedro I (D. Pedro IV de Portugal) em 1826. Deixou o Rio de Janeiro a 5 de julho de 1828, sob o título de Duquesa do Porto, sendo reconhecidos os seus direitos à coroa de Portugal por algumas potências europeias.

D. Miguel de Bragança, seu tio, chegara a Lisboa a 9 de fevereiro de 1828 e desembarcara no dia 22, recebendo das mãos de D. Isabel Maria a regência, e ratificando a 26 o juramento que prestara à Carta Constitucional perante as cortes que a infanta havia convocado. Não tardou a mudar de resolução. A 13 de março dissolveu as cortes, convocando em 3 de maio o conselho dos três Estados para decidir a quem pertencia a coroa, segundo a antiga forma das cortes do país, quando se tratava de graves pontos de direito.

O conselho reuniu-se a 21 de junho e a 25, proclamando D. Miguel rei absoluto, em precipitada resolução, em vista do ato de reconhecimento do herdeiro da coroa prestado pela regência e real câmara dos pares, instituída pela Carta Constitucional, acerca da sucessão da Casa de Bragança nas duas coroas de Portugal e Brasil, e particularmente na de Portugal, já indicada nas conferências realizadas em Londres em agosto de 1823.

Reconhece a Independência do Brasil, onde a tal respeito foi apresentado na conferência de 9 de agosto o seguinte Artigo Secreto: «Como por causa da aceitação da renúncia pessoal do imperador do Brasil, D. Pedro, à Coroa de Portugal, as Cortes de Portugal devem determinar qual dos filhos do imperador será chamado à sucessão daquela coroa por morte do presente rei: entende-se que as ditas Cortes podem chamar à sucessão o filho mais velho do dito imperador do Brasil, ou a filha mais velha, na falta de descendência masculina.» (Lido em Biker, Supplemento).

D. Pedro, depois de proclamado Rei de Portugal, resolveu abdicar a coroa portuguesa para a filha D. Maria da Glória em 3 de maio, tendo em 29 de abril outorgado aos portugueses uma constituição livre, a Carta Constitucional. A abdicação era condicional:
  • a princesa casaria com seu tio Dom Miguel, e enquanto se não realizasse o consórcio, e o novo regime não dominasse em Portugal, continuaria a regência de Dona Isabel Maria em nome de D. Pedro IV.

A 31 de julho de 1826 foi jurada a Constituição em Portugal. D. Miguel, em Viena, também a jurou em 4 de outubro, pronto a obedecer às vontades do irmão D. Pedro, e efetuou, por procuração, seus esponsais com a sobrinha perante a corte de Viena, a 29 de outubro. Foi dispensado o impedimento de consanguinidade por breve do papa Leão XII, estando a rainha representada no ato, em virtude do alvará que para tal fim fora conferido em 28 de abril de 1826, pelo barão de Vila Seca, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do Império do Brasil junto à corte do imperador Francisco I, como participado às cortes pela infanta regente.

Em vista do procedimento do infante D. Miguel no ato de jurar a Carta Constitucional, quando tempos depois, no meio da agitação dos partidos que se gladiavam, dos tumultos e das revoltas, D. Isabel Maria adoeceu, D. Pedro não hesitou em nomear, em nome da rainha D. Maria II, D. Miguel seu lugar-tenente e regente do reino, por decreto de 3 de setembro de 1827, resolvendo enviar a filha para Viena a completar a educação na corte de seu avô.

O reinado foi interrompido pelo levantamento absolutista liderado por seu tio, noivo e regente D. Miguel I, que se proclamou rei de Portugal a 23 de junho de 1828. Começaram então as Guerras Liberais que se prolongam até 1834, ano em que Maria foi reposta no trono e D. Miguel exilado para a Alemanha.

O Marquês de Barbacena, chegando a Gibraltar com a princesa em 3 de setembro de 1828, teve conhecimento por um emissário do que se passava em Portugal. Teve a perspicácia de compreender que D. Miguel viera de Viena resolvido a pôr-se à frente do movimento absolutista, sendo assim perigoso a jovem rainha ir para Viena, e partiu para Londres, onde chegou a 7 de outubro. A política inglesa nada favorecia seus intuitos. O gabinete de lorde Wellington patrocinava abertamente D. Miguel, de sorte que o asilo que o Marquês procurara não era seguro.

O golpe de Estado de D. Miguel não passara sem protestos. As revoltas foram sufocadas. Deu-se então a batalha de 11 de agosto na vila da Praia, em que os miguelistas foram derrotados. A jovem rainha voltava para o Brasil. Na verdade, a situação de D. Maria II na corte inglesa, ao lado do ministério no poder, tornava-se embaraçosa e humilhante. A rainha saiu de Londres para ir encontrar com sua futura madrasta, D. Amélia de Leuchtenberg. Partiram juntas em 30 de agosto de 1829 para o Rio, chegando a 16 de outubro.

Em 1831, D. Pedro I abdicou (7 de abril) a coroa do Brasil em nome do seu filho D. Pedro II, irmão de D. Maria II, e veio para a Europa com a filha e a segunda mulher, sustentar os direitos da filha à coroa de Portugal. Tomou o título de Duque de Bragança, e de Regente em seu nome.

D. Pedro desembarcava em França, sendo acolhido com simpatia pelo novo governo e por Luís Filipe I. O governo de D. Miguel desacatara as imunidades dos súbditos franceses, não satisfizera de pronto as reclamações do governo francês, que mandara uma esquadra comandada pelo almirante Roussin forçar a barra de Lisboa e impor humilhantes condições de paz.

D. Pedro deixou a filha em Paris para acabar a sua educação, entregue à madrasta, com bons mestres, e partiu para os Açores à frente duma expedição organizada na ilha de Belle-Isle, reunindo seus partidários. Chegando aos Açores a 3 de março de 1832, formou novo ministério, juntou pequeno exército, cujo comando entregou ao Conde de Vila Flor, meteu-o a bordo duma esquadra que entregou ao oficial inglês Sartorius, e partiu para Portugal continental. Seguiu-se o cerco do Porto e uma série de combates. Porto e Lisboa, as principais cidades, estavam no poder dos liberais. D. Pedro veio para Lisboa, e mandou vir sua filha de Paris.

  • O Teatro Nacional D. Maria II, no Rossio (zona central de Lisboa), tem o seu nome por ter sido inaugurado no dia de aniversário da rainha.



Casamento
Com dispensa papal, por procuração, em 29 de outubro de 1826 casou-se com seu tio, o Infante D. Miguel (1802-66). O casamento foi dissolvido ou anulado em 1 de dezembro de 1834.

Casou em Munique por procuração em 5 de novembro de 1834 e em pessoa em Lisboa em 26 de janeiro de 1835 com o príncipe D. Augusto de Beauharnais. Batizado Augusto Carlos Eugênio Napoleão de Beauharnais, nascera em Milão 9 de dezembro de 1810 e morreria em 8 de março de 1835 de difteria, no Paço Real das Necessidades, em Lisboa. Segundo duque de Leuchtenberg, Príncipe de Eichstadt, feito Príncipe de Portugal pelo casamento, 1° Duque de Santa Cruz no Brasil, feito em 5 de novembro de 1829 por seu sogro e cunhado D. Pedro I. Era filho de Eugênio de Beauharnais e da princesa Augusta da Baviera, e irmão mais velho da imperatriz D. Amélia, madrasta de Maria II.


O sobrinho do rei Leopoldo I dos belgas: o Príncipe D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, baptizado Fernando Augusto Francisco Antônio de Saxe-Coburgo-Gotha, nascido em Viena em 29 de outubro de 1816 e falecido em Lisboa a 15 de dezembro de 1885 no Paço Real das Necessidades, estando sepultado em mosteiro de São Vicente de Fora. Casamento em Lisboa em pessoa na Sé patriarcal em 8 de abril de 1836. Rei Consorte como Fernando II em 16 de setembro de 1837, após o nascimento de um filho varão. Regente do reino durante a menoridade do filho Pedro V e depois até a chegada a Portugal do filho Luís I. Tiveram 12 filhos. D. Maria tinha sido muito avisada pelos médicos dos riscos de ter um filho por ano, ao que terá respondido:
– Se tiver que morrer, morro no meu posto.
Foi o que sucedeu, morre vítima do seu 11º parto (príncipe Eugênio) em 1853.

  • Jaz no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.



Descendência
– De D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota:
  1. Pedro V, rei de Portugal (1837-1861) – sucedeu a mãe
  2. Luís I, rei de Portugal (1838-1889) – sucedeu o irmão
  3. Maria (1840)
  4. João, Duque de Beja (1842-1861)
  5. Maria Ana (1843-1884) casou com o rei Jorge I da Saxônia
  6. Antônia (1845-1913), casou com o príncipe Leopoldo de Hohenzollern-Sigmaringen
  7. Fernando (1846-1861)
  8. Augusto, Duque de Coimbra (1847-1889)
  9. Leopoldo (1849)
  10. Maria da Glória (1851)
  11. Eugênio (1853)


Origem: Wikipédia

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O arquipélago de Malta

A República de Malta é um pequeno país europeu, composto por um arquipélago de cinco ilhas muito próximas, situadas a 93 km ao sul da ilha da Sicília, a sudoeste da Itália, e a 290 km ao norte da Líbia, na África. O arquipélago maltês está encravado no centro do Mediterrâneo. As terras mais próximas são todas sicilianas (italianas).


– a grande ilha da Sicília a norte,
– as ilhas Pelágias a oeste e
– a ilha de Pantelleria a noroeste.

Capital: situada na ilha de Malta - é La Valetta
As cinco ilhas do arquipélago maltês são: Malta, Gozo, Comino e duas ilhotas desabitadas Cominotto e Filfla
Superfície total: 316 km²
População estimada: 400 214 habitantes (agosto 2006)

  • Malta passou a fazer parte da UE a partir de 2004


História:
Malta está habitada desde cerca de 5200 aC, durante o Neolítico. Os primeiros achados arqueológicos datam aproximadamente de 3800 aC . Existiu nas ilhas uma civilização pré-histórica significativa antes da chegada dos fenícios, que batizaram a ilha principal de Malat, o que significa "refúgio seguro". Os agricultores neolíticos viveram sobretudo em cavernas e produziram uma cerâmica similar à encontrada na Sicília. Entre 2400 e 2000 aC, desenvolveu-se um elaborado culto aos mortos, possivelmente influenciado pelas culturas das ilhas Cíclades e de Micenas (idade do bronze). Essa cultura foi destruída por uma invasão, provavelmente vinda do sul da Itália.

Por volta do ano 1000 aC, as ilhas eram uma colônia fenícia. Em 736 aC, foram ocupadas pelos gregos e posteriormente passaram a ser domínio dos cartagineses (400 aC) e depois dos romanos (218 aC), quando recebeu o nome Melita. Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã, São Paulo naufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão de seus habitantes. A partir desta data, os malteses aderiram ao Cristianismo e permanecem-lhe fiéis até hoje.

Com a divisão do Império Romano em 395 dC, a zona leste da ilha foi cedida ao domínio de Constantinopla (Império do Oriente). O Império Bizantino controlou-a até 870, quando foi conquistada pelos árabes muçulmanos, que influenciaram seu idioma e cultura. Após a conquista árabe, Malta foi convertida ao islamismo. A influência árabe pode ser encontrada na «moderna língua maltesa» uma língua fortemente romanizada que originalmente deriva do árabe vernacular.

Em 1090, o conde Rogério (ou Roger) da Sicília conquistou Malta e submeteu-a às suas leis até ao século XVI. Foi nesta época que foi criada a nobreza maltesa. Esta ainda permanece hoje em dia, e há 32 títulos que ainda são usados, sendo o mais antigo: Barões de Djar il Bniet e Buqana. Após a conquista pelos normandos da Sicília, Malta voltou a ser cristã. Depois de ser anexada ao reino da Sicília, Malta foi recuperada por forças muçulmanas. Em 1245, Federico II de Hohenstaufen expulsou os árabes e em 1266 as ilhas, junto com a Sicília, passaram ao domínio de Carlos I de Anjou, que as cedeu em 1283 a Pedro III de Aragão.

Em mãos dos espanhóis de Aragão e Castela, foi submetida então à Espanha. Em 1518, sob o império de Carlos V, foi concedida aos cavaleiros de Rodes. Em 1530, as ilhas foram cedidas pela Espanha à Ordem Hospitalar de São João de Jerusalém - uma ordem religiosa e militar pertencente à Igreja Católica - que tinham sido expulsos de Rodes pelo Império Otomano. Esta ordem monástica militante, hoje conhecida como "Ordem de Malta", foi sitiada pelos turcos otomanos em 1565, após o que acrescentaram as fortificações, especialmente na nova cidade de Valetta. Os Cavaleiros de São João de Jerusalém governaram as ilhas até o século XIX.

Em 1798, Napoleão Bonaparte invadiu e tomou Malta, e a Grã-Bretanha aí se instalou desde 1800, quando o comandante francês, o general Claude-Henri Belgrand de Vaubois, se rendeu. Os britânicos instalaram uma base estratégica na região que teve importância vital durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1814, como parte do Tratado de Paris, Malta tornou-se oficialmente parte do Império Britânico como colônia e passou a ser usada como porto de escala e quartel-geral da frota até meados da década de 1930. Desempenhou um papel importante durante a Segunda Guerra Mundial devido à sua proximidade às linhas de navegação do Eixo e a coragem do seu povo, que resistiu ao assédio de alemães e italianos, levou à atribuição da George Cross, que hoje pode ser vista na bandeira do país.

O arquipélago passou a ser autonomamente governado em 1947. Em 1955 Dom Mintoff (Dominic Mintoff), líder do Partido Trabalhista de Malta (PTM), tornou-se no primeiro-ministro. Em 1956 o PTM propôs uma nova integração no Reino Unido, proposta que viria a ser aceita em referendo, mas com a oposição do Partido Conservador, liderado por Giorgio Borg Olivier.
  • Em 1959 revogaram a autonomia, mas voltaram a restaurá-la em 1962. Em 21 de setembro de 1964, Malta se tornou totalmente independente e se converteu em membro das Nações Unidas.

Aderiu à Commonwealth e celebrou uma aliança com o Reino Unido de ajuda econômica e militar. Segundo a constituição de 1964, Malta manteve como soberano a rainha Elizabeth II, e um governador-geral exercia autoridade executiva em seu nome.

De 1964 a 1971 foi governada pelo Partido Nacionalista. Adotou, em 13 de dezembro de 1974, o regime republicano dentro da Commonwealth, com o Presidente como chefe de estado.

Embora Malta seja inteiramente independente desde 1964, os serviços britânicos permaneceram no país e mantiveram um controle total sobre os portos, aeroporto, correios, rádio e televisão. Em 1979, Malta rompeu a aliança com o Reino Unido e os britânicos evacuaram sua base militar, pondo fim a 179 anos de presença na ilha. Isso aconteceu depois de o governo britânico se ter recusado a pagar uma renda mais elevada, o que era pretendido pelo governo maltês do tempo (trabalhista), para permitir que as forças britânicas permanecessem no país. Nesse momento Malta ficou livre de bases militares estrangeiras pela primeira vez na história. Este acontecimento é hoje celebrado como o "Dia da Liberdade".

Em 1971, o Partido Trabalhista regressou ao poder. Desenvolveu uma política de amizade com a China e com a Líbia. A década de 1970 caracterizou-se pelo enfraquecimento das relações com o Ocidente e pela aproximação com os regimes comunistas. A política de aproximação com os regimes comunistas sofreu mudança substancial em 1985, com o estabelecimento de um acordo com a Comunidade Econômica Europeia. Em 1987, o Partido Nacionalista, mais voltado para o Ocidente e com uma política de aproximação à União Europeia, venceu as eleições para a Câmara de Representantes, pondo fim a 16 anos de domínio do Partido Trabalhista. Em Outubro de 1990, o país solicitou formalmente a adesão à União Europeia. A política governamental continuou a ser de liberalização, e foram realizadas diversas reformas de ordem econômica, com vistas a tornar o país um membro da União Europeia.

Geografia:
Malta tem um clima mediterrâneo, com invernos amenos (temperatura média de janeiro +12°C), verões quentes e secos (temperatura média de agosto +26°C), e chuvas de 510 mm em média. Cerca de 40% da terra é cultivada, principalmente com trigo, batata, tomate e vinhas. O turismo é uma das principais fontes de renda.


População:
A população de Malta está estimada em 419 285 pessoas (est. 2008) que são, na sua grande maioria, habitantes das áreas urbanas. Etnicamente, 95% são naturais de Malta e os restantes são ingleses ou descendentes de italianos, além de alguns italianos e espanhóis. Malta é um dos países com maior densidade populacional do mundo, com cerca de 1 265 habitantes por quilometro quadrado. As línguas oficiais são o inglês e o maltês.



Origem: Wikipédia

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O castelo de Fontainebleau

– Triunfo da harmonia e da medida francesa –


Fontainebleau foi construído por reis da Casa de Valois e foi habitado pelos Bourbons. Depois foi conspurcado pelos Bonapartes.

A fachada lateral de Fontainebleau dá uma certa idéia do castelo. Ela é luminosa. O teto não é inteiramente horizontal, mas de vez em quando é interrompido por altos corpos de edifícios. A fachada tem uma sucessão de janelas com painéis.

Na fachada principal de Fontainebleau vê-se o gosto pela harmonia e pela medida francês. Há uma harmonia extraordinária entre o primeiro e o segundo andar. As mansardas do segundo andar fazem arco para o andar térreo. O inefável, a proporção está em tudo.

Há uma variedade que ainda lembra o variado gótico. O fer-à-cheval é a escadaria mais famosa do mundo. Ela é chamada de ferradura, porque a parte central corresponde vagamente ao esquema de uma ferradura. Há um movimento extraordinário da escadaria. Ela se desenvolve, fecha-se, abre-se numa reta, volta atrás um pouco, abre-se mais de novo, e depois repentinamente muda de direção. Enquanto isso, o corrimão de um lado faz movimentos que não são análogos, mas que são de uma agradável proporção com o movimento do outro lado. Há uma elegância de vai-e-vem.

Embaixo há uma porta de entrada que não é a porta nobre. O andar térreo não era nunca o andar nobre. O andar nobre era sempre o primeiro. Ali está a porta nobre e o busto de um personagem que se quis glorificar. O princípio monárquico e o aristocrático estão fortemente representados com a maior distinção.

História
O velho castelo que se erguia neste local já era usado no final do século XII pelo Rei Luis VII, para quem Thomas Becket consagrou a capela. Fontainebleau foi uma das residências favoritas de Filipe II e de Luis IX. O criador do atual edifício foi Francisco I, para quem o arquiteto Gilles le Breton erigiu a maior parte das construções do Cour Ovale (Pátio Oval), incluindo a Porte Dorée, a sua entrada Sul. Este rei também convidou para França, Sebastiano Serlio e Leonardo da Vinci. A Galeria de Francisco I, com os seus afrescos feitos em estuque por Rosso Fiorentino, foi construida entre 1522 e 1540, sendo a primeira grande galeria decorada construída na França. De um modo geral, em Fontainebleau o Renascimento foi introduzido na França. A Salle des Fêtes, no reinado de Henrique II, foi decorada pelos pintores Maneiristas italianos, Francesco Primaticcio e Niccollo dell Abbate. A "Ninfa de Fontainebleau", de Benvenuto Cellini, encomendada para o palácio, está no Louvre.

Outra campanha de extensas construções foi levada a cabo por Henrique II e Catarina de Médici. Ao Fontainebleau de Francisco I e Henrique II, Henrique IV adicionou o pátio que carrega o seu nome, e ainda o Cour des Princes, com a adjacente Galerie de Diane de Poitiers e a Galerie des Cerfs, usada como biblioteca. Uma "segunda escola de decoradores de Fontainebleau", menos ambiciosa e original que a primeira, esteve envolvida nestes projetos adicionais. Henrique IV perfurou o parque florestal com um canal de 1200 m (onde se pode pescar atualmente) e ordenou a plantação de pinheiros, olmeiros e árvores de fruta.

Três séculos depois o palácio entrou em decadência; durante a Revolução Francesa muito do mobiliário original foi vendido, no decurso das vendas revolucionárias do conteúdo de todos os palácios reais, concebidas como uma forma de conseguir dinheiro para a nação e assegurar que os Bourbons não poderiam voltar aos seus confortos. Uma década depois o Imperador Napoleão Bonaparte, começou a transformar o Château de Fontainebleau num símbolo da sua grandeza, como uma alternativa ao vazio Palácio de Versailles, com as suas conotações Bourbon. Em Fontainebleau, Napoleão:
  1. assinou a sua abdicação, com o Tratado de Fontainebleau,
  2. despediu-se da sua Velha Guarda e foi para o exílio, em 1814.
Com modificações à estrutura do palácio, incluindo a entrada de cantaria suficientemente larga para a sua carruagem, Napoleão ajudou a fazer do palácio o local que os visitantes conhecem atualmente. Fontainebleau foi o cenário da Corte do Segundo Império, do seu sobrinho Napoleão III.

Filipe IV, Henrique III e Luís XIII nasceram neste palácio, e o primeiro destes reis também morreu aqui. Hóspedes Reais dos Reis Bourbon foram instalados em Fontainebleau:
  • Pedro I da Rússia,
  • Cristiano VII da Dinamarca
– na época de Napoleão:
  • o Papa Pio VII — em 1804 quando veio consagrar Napoleão como Imperador, e entre 1812 e 1814, quando foi seu prisioneiro.
Atualmente, parte do palácio alberga as "Écoles d'Art Américaines", uma escola de arte, arquitetura e música para estudantes dos EUA. Preservado nos campos está o jeu de paume (quadra de tênis real) de Henrique IV. É a maior quadra de tênis deste gênero no mundo, e uma das poucas de propriedade pública.

Em 1981, o Château de Fontainebleau foi classificado Património Mundial pela UNESCO.

Fonte: Wikipédia e Castelos medievais

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sábado, 10 de outubro de 2009

Rebeldia Real



Seu sangue é de um azul cristalino. Por parte de pai descende de Luís Felipe, o último rei dos franceses. Pelo lado materno é Orléans e Bragança, bisneta da princesa Isabel e tataraneta de D. Pedro II, imperador do Brasil. Diane é a 4ª mulher dos 11 filhos dos condes de Paris, Henri e Isabelle, que teriam sido reis da França caso a monarquia não tivesse caido.




Vida
Nasceu há 69 anos – 24 de março de 1940, em Petrópolis, um dos muitos exílios de sua família, banida da França pelos republicanos em 1886. Embora sua passagem pelo Brasil tenha sido breve, nunca esqueceu o português e costuma visitar o país, hóspede de amigos que colecionou na vida.

Diane nunca foi uma princesa como as outras, entre Marrocos, Brasil, Espanha e Portugal, onde morou com o clã na famosa Quinta do Anjinho, foi marcada pela relação distante e conturbada com o rígido pai, que passava boa parte do tempo sonhando com a restauração monárquica. A mãe submissa ao dever dinástico e a um catolicismo inabalável, calava-se ante os desmandos do marido. Desde cedo, os irmãos se dividiram entre os que se opunham e os que se subjugavam à tirania paterna. Ela se encaixa definitivamente no primeiro grupo. Tida como "selvagem" e "respondona", sempre dizendo e fazendo o que lhe vinha à cabeça. Desde cedo conhecida como a "princesa rebelde".

Sensibilidade de uma mulher apaixonada pela vida de modo geral e pelas artes em particular. Aos 14 anos iniciou-se na pintura em seda, madeira, vidro, serigrafias. Por tudo isso e sua independência, chamou a atenção em 1960 de Carl, duque de Wurttemberg (01 de agosto de 1936), então herdeiro (hoje chefe) de uma das casas reais mais poderosas da Alemanha e de toda a Europa. Em 2010 celebram bodas de ouro, tiveram 6 filhos:
  1. Frederico – 01.06.1961
  2. Matilde – 11.07.1962
  3. Everaldo – 20.06.1963
  4. Felipe – 01.11.1964
  5. Michel – 01.12.1965
  6. Fleur – 04.11.1977

e muitos netos.

Em seu castelo alemão de Altshausen, encontra-se um dos cofres mais cobiçados por colecionadores de peças únicas e de valor histórico – em mais de 1200 anos, os Wurttemberg nunca se desfizeram de uma joia sequer do acervo, que inclui, uma parure de 15 cm de largura que pertenceu à princesa Olga da Rússia, além de incríveis exemplares de art déco e da art nouveau. Pedras brasileiras também são paixão da duquesa.

No dia a dia Diane é vista de avental, em seus ateliês de Paris, Palma de Mallorca ou Altshausen. Nos anos 70 produzia 80 telas por ano, experimentando novos materiais. Depois disso descobriu uma nova paixão, a escultura em metal e bronze. A crítica especializada caiu de amores por sua arte, e a renda obtida com a venda de suas criações é toda revertida para obras de caridade, sobretudo as que se dedicam a crianças carentes.

Nos anos 90, ela e seus irmãos travaram uma batalha contra o pai que se desfazia do patrimônio da família, em vendas "ocultas". Ainda hoje, depois da morte do conde de Paris em 1999, os herdeiros tentam reaver as relíquias.

De dois em dois anos, a duquesa abre o parque de seu castelo para expor trabalho de jovens artistas. "Devem ter lhe contado que sou extravagante e talvez até um pouco louca. É que mulheres originais dão medo", disse numa entrevista nos anos 90. Por isso mesmo são fascinantes.

Origem: Vogue H. Stern

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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