sábado, 19 de dezembro de 2009

Palácio de Vecchio - Florença

O Palazzo Vecchio (Palácio Velho) é um palácio em Florença, localizado na Praça da Senhoria (Piazza della Signoria) da capital toscana. Atualmente é a sede do município florentino e no seu interior acolhe um museu que expõe, entre outras, obras de Agnolo Bronzino, Michelangelo Buonarroti e Giorgio Vasari. Chamado inicialmente de Palazzo della Signoria (Palácio da Senhoria), nome do organismo principal da República Florentina, assumiu ao longo dos séculos nomes diversos: de Palazzo dei Priori (Palácio dos Priores) a Palazzo Ducale (Palácio Ducal), segundo os vários ordenamentos governamentais instaurados na cidade. O nome Vecchio é adoptado em 1565, quando a Corte do Grão-Duque Cosme I se transferiu para o "novo" Palazzo Pitti.

O edifício foi gradualmente ampliado em direcção a este, vindo a ocupar uma extensão isolada e aumentando o inicial paralelepípedo do século XIII até este quadruplicar as suas dimensões, com uma planta que recorda um trapézio do qual a fachada é somente o lado mais curto. Sobre a fachada principal rusticada encontra-se a Torre de Arnolfo (Torre di Arnolfo), um dos emblemas da cidade.


História
No final do século XIII, as autoridades da cidade de Florença decidiram construir um palácio de modo a assegurar uma eficaz proteção aos magistrados naqueles tempos turbolentos e, ao mesmo tempo, celebrar a sua importância. O desenho do palácio é atribuído a Arnolfo di Cambio, arquitecto do Duomo e da Basílica da Santa Cruz, o qual começou a construí-lo em 1299. O edifício, chamado na época de Palazzo dei Priori (Palácio dos Priores), foi construído sobre as ruínas do Palazzo dei Fanti (Palácio dos Fanti) e do Palazzo dell'Esecutore di Giustizia (Palácio do Executor de Justiça), antes pertencente à família dos Uberti, caçada em 1266.

Incorporou a antiga torre da família Vacca, utilizando-a como parte baixa da torre existente na fachada. Esta é a razão pela qual a torre retangular de 94 m não é o centro do edifício. Depois da morte de Arnolfo, em 1302, o palácio foi terminado por outros dois artistas, em 1314. A partir de então passou a ser a sede da Signoria, ou do conselho chefiado pelos Priores (entre os quais Dante Alighieri, em 1300), e do Gonfaloneiro de Justiça, uma via intermédia entre um prefeito e um chefe de governo, com um cargo que, no entanto, durava um período de tempo muito breve.

O palácio atual é fruto de outras construções e ampliações sucessivas, entre o século XIII e o século XVI. O Duque de Atenas, Gualtieri di Brienne, iniciou a primeira modificação no período compreendido entre 1342 e 1343, aumentando-o em direção à Via della Ninna e dando-lhe o aspecto de uma fortaleza. Outras modificações importantes ocorreram entre 1440 e 1460 a mando de Cosme de Médici, com a introdução das decorações em estilo renascentista na Sala dei Dugento e no primeiro pátio de Michelozzo. O Salone dei Cinquecento (Salão dos Quinhentos) foi construído em 1494, durante a República de Savonarola.

Entre 1540 e 1550 o palácio serviu de residência a Cosme de Médici, alargada a parte posterior do palácio para assegurar as necessidades da Corte Ducal. O palácio duplicou. A última ampliação remonta aos finais do século XVI, dando-lhe o aspecto que apresenta até à atualidade.

O nome foi mudado oficialmente quando Cosme se instalou no Palazzo Pitti, em 1565, e chamou à residência precedente Palazzo Vecchio, enquanto a Piazza della Signoria mantinha o seu nome. Vasari construíu, então, um passadiço elevado, o Corridoio Vasariano (Corredor Vasariano), o qual liga, até aos dias de hoje, o Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti, atravessando o Arno sobre a Ponte Vecchio. Cosme I, por outro lado, instalou a administração governamental e os magistrados na adjacente Galleria degli Uffizi.

O palácio ganhou nova importância ao ser sede do governo nacional, no período compreendido entre 1865 e 1871, quando Florença se tornou capital do Reino da Itália. Embora grande parte do Palazzo Vecchio seja, atualmente, um museu, ainda se mantém como símbolo do governo local, sendo, de fato, sede da Comuna de Florença e do Conselho Comunal.


Exterior
A fachada principal dá uma impressão de solidez, para o que contribui o acabamento externo, rustico, em "pietraforte". É dividida em três andares principais com cornijas a marcar a separação entre cada um deles, as quais sublinham duas filas de janelas geminadas neogóticas em mármore, com arcos trilobados, acrescentados no século XVIII em substituição das originais.

A parte antiga é coroada por um alpendre saliente sustentado por mísulas em arcos e marcado por uma merlatura do tipo guelfo (com o topo quadrado), enquanto a da torre é do tipo gibelina ("em cauda de andorinha"). Alguns destes arcos possuem buracos, os quais podiam ser utilizados para derramar óleo fervente ou pedras sobre os eventuais invasores.

– arengário e entrada
O estrado realçado frente ao palácio é o chamado arengário, uma zona que toma o nome da "balaustrada" que, em tempos, o cingia e que foi eliminada durante os restauros oitocentistas de Giuseppe Del Rosso. Deste lugar, os priores assistiam às cerimônias citadinas ocorridas na praça. No final do século XV foi decorado com esculturas que, se não foram substituídas por cópias ou ligeiramente deslocadas, ainda se podem admirar. As mais antigas são o Marzocco (1418-1420) e a Judite e Oloferne (1455-1460), ambas as obras criadas por Donatello, as quais foram substituídas por cópias devido à sua preciosidade (o Marzocco está conservado no Bargello, a Judite dentro do palácio). A segunda escultura, em bronze, é proveniente do Palazzo Medici Riccardi, onde ornamentava uma fonte do jardim, tendo sido deslocada para a Piazza della Signoria depois da chamada "segunda caçada dos Médici", simbolizando a derrota da tirania por parte do povo.

O David de Michelangelo marcou a entrada do palácio entre 1504, ano da sua conclusão, e 1873, quando foi deslocada para a Galeria da Academia. No seu lugar encontra-se uma cópia desde 1910, ladeada por Hércules e Caco de Baccio Bandinelli, escultor que foi muito criticado pelo seu "atrevimento" em aproximar uma obra sua à obra prima de Michelangelo. Diante do conjunto do portal encontram-se as duas extremidades marmóreas (termini marmorei), a masculina de Vincenzo de Rossi e a feminina de Baccio Bandinelli, as quais retomam uma tipologia da estatuária clássica.

Sobre o portal principal assenta o frontispício decorativo em mármore, datado de 1528. Ao centro, flanqueado por dois leões, encontra-se o Monograma de Cristo, circundado pela frase "Rex Regum et Dominus Dominantium" (Jesus Cristo, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores). Esta inscrição remonta ao tempo de Cosme I e substitui a inscrição precedente inspirada em Savonarola. De fato, esta última declarava Cristo como soberano de Florença, tendo o monge intenção de dar a entender que ninguém poderia ousar "deslocar" Cristo e tomar o comando da cidade. Cosme I fê-la substituir sutilmente, dando-lhe outro sentido, indicando Cristo como Rei, sim, mas Rei dos Reis e Senhor dos Senhores.

– os brasões sobre a fachada
Por baixo dos arcos do alpendre foi pintada, em 1353, uma série de brasões, os quais simbolizam alguns aspectos particulares da República Florentina e ainda hoje retratam, em certo sentido, a situação política do século XIV.

A série de 9 brasões repete-se duas vezes sobre a fachada e dois deles são, ainda, repetidos uma terceira vez do lado direito.

  1. O primeiro que se encontra a partir da esquerda é a cruz encarnada em campo branco, que representa a insígnia do povo florentino e assinala a "res publica" em florença.
  2. Seguidamente, encontra-se o lírio florentino encarnado em campo branco, atual símbolo citadino, adotato pelos guelfos na época da caçada dos gibelinos, em 1266, anulando o brasão gibelino, pintado pouco antes, representado por um lírio branco (como se encontram numerosos nos campos de Florença) em campo encarnado.
  3. O brasão seguinte é repartido verticalmente entre o branco e o encarnado, representando o laço entre Fiesole (cujo brasão é um campo branco) e Florença (cujo antigo brasão era um campo encarnado), que os florentinos sempre recordaram como uma relação de mãe/filha.
  4. O quarto brasão apresenta as chaves de ouro em campo encarnado e simboliza a fidelidade para com o papado.
  5. O quinto brasão é a Libertas de ouro em campo azul, símbolo dos priores das artes e mote da liberdade e independência citadina.
  6. O símbolo que se segue, a águia encarnada em campo branco que "agarra" um dragão verde, é o brasão do partido guelfo. A cidade guelfa era caracterizada, na Idade Média, por um brasão branco/encarnado (Florença, Lucca, Pisa, etc.), enquanto que a gibelina apresentava, geralmente, como cores o branco e o negro (Siena e Arezzo).
  7. Depois do lírio branco em campo encarnado, antigo símbolo gibelino da cidade, encontramos o brasão do Rei de França, os três lírios dourados em campo azul, de Carlos de Valois, o qual decretou a vitória dos guelfos negros sobre os brancos, em 1302.
  8. O último brasão, partido em faixas negro/ouro e lírios dourados em campo azul, pertence a Roberto de Anjou.

No lado esquerdo, sobre os arcos, encontram-se, também, algumas figuras zoomorfas em bronze. Estas esculturas, em "pietra serena", são cabeças de leão e outras.

- a torre de Arnolfo
A torre do Palazzo Vecchio foi construída cerca de 1310, quando o corpo do palácio estava quase terminado. Colocada sobre a fachada, apoia-se somente em parte na alvenaria de sustentação, apresentando o lado frontal construído completamente em falso, saliente em relação à estrutura de apoio, com uma solução arquitetônica ao mesmo tempo audaciosa e esteticamente agradável.

Com uma altura de cerca de 94 m, a torre ergue-se sobre uma casa-torre pré-existente, a qual pertencia aos Foraboschi ou, segundo outras fontes, aos Della Vacca, pelo que não está centrada em relação à fachada, mas deslocada em direção ao lado sul. O corpo da torre, em adição às escadas, apresenta um pequeno vão, denominado de Alberghetto (Albergue), dentro do qual foram mantidos prisioneiros, entre outros, Cosme o Velho no regresso do exílio (1433) e Girolamo Savonarola antes de ser enforcado e queimado em praça pública, no dia 23 de maio de 1498.

O alpendre da cela campanária é sustentado por mísulas com arcos ogivais, sobre os quais assenta uma construção com arcos apoiada em quatro maciças colunas em alvenaria coroadas por capitéis com folhas. Na cela estão instalaos três sinos:
  1. A Martinella, que chama os florentinos a reunir;
  2. O sino do meio-dia;
  3. O sino dos dobrados (o maior).
Em torno de uma das colunas pode ver a escada em caracol que permite subir à cobertura. No topo encontra-se uma bandeirola (mais de 2 m de altura) em forma de Marzocco, a qual está coroada pelo lírio florentino. Trata-se de uma cópia, podendo a original ser admirada em toda a sua grandeza no segundo pátio do palácio.

Olhando para as mísulas que sustêm o balcão do alto da torre, tem-se a estranha sensação de que os cantos estão apoiados, somente, em pequenas pirâmidaes invertidas: é uma curiosa ilusão óptica causada pela margem das sombras.

O grande relógio foi originalmente construído pelo florentino Nicolò Bernardo, mas substituído em 1667 por um outro realizado por Giorgio Lederle di Augusta e montado por Vincenzo Viviani, o qual se mantém funcionante até à atualidade.

– a porta da alfândega
A porta do lado norte, vizinha da Via dei Gondi (Rua dos Gondi), carrega sobre o portal, além dos brasões esculpidos de Florença e do Povo, a representação de uma porta encrustada em mármores polícromos, o brasão da Alfândega. Caminho aos escritórios da Alfândega, a qual tinha os seus armazéns nos subterrâneos do palácio, e que ainda atualmente dá nome ao chamado Cortile della Dogana (Pátio da Alfândega).


Pátios
– primeiro
O primeiro pátio, ao qual se acede pelo portão principal da Piazza della Signoria, foi projetado em 1453 por Michelozzo. Em 1565, por ocasião das bodas entre Francisco I de Médici, filho de Cosme I, e Joana de Áustria, irmã do imperador Maximiliano II, o pátio foi transformado e decorado em estilo maneirista, segundo projeto de Giorgio Vasari. Nas lunetas, em volta de todo o pátio, foram reproduzidas as insígnias da igreja e das congregações das arte e dos ofícios da cidade, enquanto nos enquadramentos inferiores estão pintadas, em honra da própria Joana de Áustria, as Vistas de cidades do império dos Habsburgo. A abóbada foi enriquecida com decorações em estilo grotesco.

Ao centro, em substituição do antigo poço, foi erguida uma fonte em pórfiro, sobre a qual foi colocada uma estátua de broze mais antiga, o Putto con delfino, de Andrea del Verrocchio (1476), a qual foi transferida em 1959 para o Terrazzo di Giunone, no segundo andar do palácio, sendo substituída no pátio por uma cópia. Esta pequena estátua estava situada, inicialmente, no jardim da Villa Medicea di Careggi. A água que a alimenta, jorrando das narinas do golfinho, chega dos Jardins do Bóboli graças a um antigo sistema hídrico de condutas. No nicho situado frente à fonte está instalado Sansone e il Filisteo (Sansão e o Filisteu), de Pierino da Vinci. As colunas estão ricamente decoradas, com caneladuras alternadas com outras partes trabalhadas em estuques dourados.

No flanco esquerdo do pátio, uma porta conduz à antiga Sala de Armas (Sala d'Arme), em tempos utilizada como depósito de armas e munições. Hoje em dia, esta sala é usada para mostras temporárias e eventos especiais.

– segundo
O segundo pátio, também conhecido como Pátio da Alfândega (Cortile della Dogana), possui pilastras maciças construídas, em 1494, para sustentar o Salão dos Quinhentos (Salone dei Cinquecento) no segundo andar. Toma o nome dos escritórios da alfândega, os quais funcionaram ali até à época de Leopoldo II de Toscana (1844).

A Alfândega florentina acolhia as mercadorias provenientes do exterior do Grão-ducado e retinha-as em depósito até que o destinatário as importasse ("sdoganasse") pagando a respectiva taxa. Depois da cheia do arno ocorrida no dia 3 de novembro de 1844, as mercadorias ficaram gravemente alagadas, pelo que se deslocaram estes escritórios para o Casino Mediceo di San Marco, na Via Cavour, antes de ali seram instalados os gabinetes do Tribunal de Apelação.

No pátio, atualmente, encontra-se a bilheteira do museu e o bookshop. Entre o primeiro e o segundo pátio encontra-se uma imponente e monumental escadaria de Vasari, a qual conduz ao Salão dos Quinhentos.

– terceiro
O terceiro pátio, chamado de Pátio Novo (Cortile nuovo), foi efetuado como conclusão da ampliação em direção à Via dei Gondi e à Via dei Leoni. Aqui encontram-se, sobretudo, gabinetes comunais e a escadaria do Sindaco e da Junta.


Interior - Museu
– primeiro andar
  • Salão dos Quinhentos
  • Estúdio de Francisco I
  • Apartamentos monumentais


– segundo andar
Uma escadaria monumental, projetada por Vasari, conduz ao segundo andar. Este piso contém o Apartamento dos Elementos (Quartiere degli Elementi), uma zona privada de Cosme I dedicada aos elementos Ar, Água, Terra e Fogo, e o Apartamento de Leonor (Quartiere di Eleonora), em tempos habitado por Leonor de Toledo.
  • Apartamentos dos Elementos
  • Apartamento de Leonor
  • Sala da Audiência
  • Capela da Signoria
  • Sala dos Lírios
  • Sala dos Mapas geográficos ou do Guarda-roupa
  • Velha Chancelaria
  • Saleta
  • Estúdio


– outros ambientes
Existe um alpendre que serve de coroação ao bloco central do palácio, imediatamente abaixo da torre. Em algumas das salas deste andar (um terço) encontra-se um dos mais prestigiados laboratórios de restauro, especializado em tapeçarias. O mezzanino entre o primeiro e o segundo andar foi criado por Michelozzo, no século XV, rebaixando o teto de algumas salas do primeiro andar. Nestas salas habitou Maria Salviati, a mãe de Cosme I, e alguns jovens príncipes. Atualmente acolhe a Coleção Loeser (Collezione Loeser), doada a Florença pelo crítico de arte americano Charles Loeser.


Curiosidades
1. No ângulo direito da fachada está sumariamente esculpido um perfil: não se conhece a sua origem, mas a tradição popular indica Michelangelo como autor, o qual desejou imortalizar um condenado à morte, esculpindo um retrato instantâneo e trabalhando absolutamente voltado de costas, ou um seu devedor que o atormentava particularmente. Só uma coisa é certa, não era qualquer um que podia esculpir impunemente no palácio mais importante da cidade, pelo que o autor deve ter sido alguém sobre o qual o corpo da guarda podia fechar os olhos.

2. Na Sala de Hécules está guardada uma Nossa Senhora renascentista chamada popularmente de "Nossa Senhora do Ufo" (Madonna dell'Ufo) devido a um objecto voador não identificado pintado no céu sobre o fundo. Trata-se de algo cinzento que emite raios dourados e é observado por duas figuras ao fundo. É uma das fontes iconográficas antigas mais citadas no campo da ufologia.









Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O reino da Sardenha



O Reino de Sardenha foi um estado que existiu na ilha de Sardenha de 1297 a 1861. Teve início formalmente em Roma – na antiga Basílica de São Pedro – em 4 de abril de 1297, quando o papa Bonifácio VIII, para resolver a disputa entre os condes de Anjou e a coroa de Aragão, investiu o rei de Aragão como jus invadendi sobre a Sardenha e a Córsega. O Reino da Sardenha e Córsega foi o precursor do Reino de Itália.




Em 4 de abril de 1297 nasce um Estado verdadeiro e próprio, com um território bem definido, com um povo, e um vínculo jurídico, mas ainda "imperfeito", porque não dotado de suprema autonomia, ou da faculdade de estipular autonomamente tratados internacionais. O reino de Sardenha fazia parte do variado complexo de Estados que formavam a Coroa de Aragão e, de 1479 em diante, a Coroa de Espanha. Torna-se unitário somente em 1420, quando os aragoneses, derrotado definitivamente o Judicato de Arborea, último a capitular, incorporaram seu território.

Mas foi somente com os Savóia, em 1720, que o Estado torna-se soberano e "perfeito" e foi também ampliado territorialmente com Estados hereditários dessa dinastia:
  1. o Ducado de Sabóia,
  2. o Principado de Piemonte com os ducados de Aosta e de Monferrato,
  3. a Senhoria de Vercelli,
  4. o Condado de Nice e de Asti,
  5. a Marca de Saluzzo e
  6. parte do Ducado de Milão.
Com estas anexações, o Reino torna-se um Estado "composto", formado da união de mais Estados, unidos sob a coroa do rei da Sardenha.


O Tratado de Londres estabeleu, entre outras coisas, que Vitor Amadeu II, Duque de Sabóia cedesse o Reino da Sicília à Áustria em troca da Sardenha. Para atender o Tratado de Londres, foi assinado em Haia, em 8 de agosto de 1720 o acordo que sancionava a passagem do Reino de Sardenha aos Savóia. O título real foi, para a família Savóia, a realização de um objetivo antiquíssimo, perseguido com constância e tenacidade através dos séculos. Daquela data em diante, todos os Estados pertencentes à Casa de Savóia formariam o Reino de Sardenha ou "Reino sardo":

  • a administração estatal utilizaria o adjetivo "sardo", onde necessário, para todos os atos do Reino e a cidadania dos súditos seria a "sarda", até quando foi substituída pelo termo "italiana", em 1861.

Em 29 de novembro de 1847, os sardos, espontaneamente, renunciaram à sua antiga autonomia política, aceitando em 3 de dezembro de 1847, a fusão com os outros Estados do continente. Daquele momento em diante, o Reino, de "composto" torna-se novamente "unitário", com um só povo, um só território e um único poder público. Com a fusão, deixou de existir o Parlamento Sardo.

Em 4 de março de 1848, Carlos Alberto da Sardenha, do palácio real de Turim, promulgou o "Estatuto Fundamental do Reino" através do qual o poder legislativo era exercido pelo rei e pelas duas câmaras:
  1. o senado – composta de pessoas nominadas vitaliciamente pelo soberano, e
  2. a eletiva – formada de deputados eleitos no colégio eleitoral.


Em 17 de março de 1861, com a unificação italiana (faltavam ainda Roma e Veneza), com a lei 4671 de 17 de março de 1861, o rei Vítor Emanuel II proclamava o Reino de Itália, assumindo por si e por seus sucessores, o título de rei de Itália.

Segundo os estudiosos constitucionalistas – não existiu a constituição ex-novo de uma entidade política estatal:
  • o apelativo de reino de Itália foi somente o novo nome assumido pelo Estado Sardo para adequar-se à nova situação criada com as anexações de 1859 e de 1860 e o atual Estado italiano não é outro que o antigo Reino de Sardenha.



Fonte: Wikipédia

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domingo, 13 de dezembro de 2009

Constança da Sicília



Constança da Sicília, conhecida também como Constança de Altavilla, nasceu em 2 de novembro de 1154 e faleceu em 27 de novembro de 1198. Filha póstuma do rei Rogério II da Sicília. Rainha da Sicília e Imperatriz (como mulher de Henrique VI da Germânia) do Sacro Império Romano-Germânico. Foi mãe de Frederico II da Germânia. (imagem ao lado de Henrique VI e Constança)





Com sua morte terminou na Sicília a dinastia dos Altavilla e iniciou-se a dos Hohenstaufen de seu marido Henrique VI.

Constança foi sepultada na Catedral de Palermo. Dante Alighieri a homenageou na Divina Comédia, Paraíso, canto 3, versos 109 a 120. (Fonte: Wikipédia)


Sepulcro na catedral de Palermo




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sábado, 12 de dezembro de 2009

Família Bernadotte

A Casa de Bernadotte, a atual casa real do reino da Suécia, tem reinado desde 1818. Entre 1818 e 1905, foi também a casa real do reino da Noruega.

História
Após a Guerra Finlandesa em 1809, a Suécia sofreu a perda traumática da Finlândia, que tinha constituído a metade oriental do reino sueco por séculos. A agonia e o ressentimento dirigidos ao rei Gustavo IV Adolfo precipitaram um golpe de Estado: o tio de Gustavo Adolfo, Carlos XIII, que não tinha filhos, substituiu-o. Isso foi meramente uma solução temporária, pois, em 1810, o Riksdag elegeu o príncipe dinamarquês Cristiano Augusto de Augustenborg como herdeiro ao trono. Como príncipe herdeiro, ele tomou o nome de Carlos Augusto; entretanto, veio a falecer mais tarde no mesmo ano.

Como Napoleão I da França era o imperador dos franceses e governava, direta ou indiretamente, sobre grande parte da Europa Continental, através de uma rede de reinos satélites chefiados por seus irmãos, o parlamento sueco resolveu eleger um rei que Napoleão aceitasse. Em 21 de agosto de 1810, o Riksdag elegeu Jean-Baptiste Bernadotte, marechal da França, como herdeiro aparente do trono.

Bernadotte, nascido na cidade de Pau, na província de Béarn, França, foi elevado a general durante os tumultuosos anos da Revolução Francesa. Em 1798, ele desposou Désirée Clary, cuja irmã era casada com José Bonaparte, o irmão mais velho de Napoleão. Em 1804, Napoleão promoveu-o a marechal da França, concedendo-lhe mais tarde o título de "Príncipe de Pontecorvo", uma cidade no sul da Itália.

Como príncipe herdeiro da Suécia, ele assumiu o nome de Carlos João e agiu oficialmente como regente para o restante do reinado de Carlos XIII, assegurando uma união pessoal forçada entre a Suécia e a Noruega na Campanha contra a Noruega de 1814. Jean-Baptiste Bernadotte reinou como rei Carlos XIV da Suécia e Carlos III João da Noruega de 5 de fevereiro de 1818 até a sua morte, em 8 de março de 1844.

A Casa de Bernadotte reinou nos dois países até a dissolução da união entre a Noruega e a Suécia em 1905. O príncipe Carlos da Dinamarca, um neto do rei Carlos XV, foi então eleito o novo rei da Noruega.

Reis da Suécia
  • 1818-1844 : Carlos XIV João
  • 1844-1859 : Óscar I
  • 1859-1872 : Carlos XV
  • 1872-1907 : Óscar II
  • 1907-1950 : Gustavo V
  • 1950-1973 : Gustavo VI Adolfo
  • 1973-presente : Carlos XVI Gustavo

Reis da Noruega
  • 1818-1844 : Carlos III
  • 1844-1859 : Óscar I
  • 1859-1872 : Carlos IV
  • 1872-1905 : Óscar II


Origem: Wikipédia

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Imperador chinês – Pu Yi

Pu Yi ou Pu-Yi, em chinês, 溥儀 [pǔyí], também chamado Aising-Gioro , Aixinjueluo Puyi ou Henry Aisin Gioro Pu Yi (Pequim, 7 de fevereiro de 1906 - Pequim, 17 de outubro de 1967) foi o 12º imperador da dinastina Qing, e último imperador (末代皇帝) da China, de 1908 a 1912, quando foi forçado a abdicar.

Subiu ao trono com os títulos imperiais de Hsüan-t'ung (ou Xuantong) e K’ang-te. Foi escolhido e coroado em 2 de dezembro de 1908, com a idade de dois anos, como sucessor da imperatriz Kuang-hsü (ou Guangxu), sua tia, e reinou por quatro anos. Teve como preceptor, o escocês Reginald Fleming Johnston.

Após o movimento revolucionário dirigido por Sun Yat-sen, foi proclamada a República em 12 de fevereiro de 1912. No entanto, foi permitido a Pu Yi continuar morando na Cidade Proibida, a sede imperial, onde manteve algumas de suas prerrogativas, inclusive o título de imperador.

Em julho de 1917, com a tentativa de restauração da monarquia pelo general Chang Hsün, durante a presidência de Li Yüan-hung, Pu Yi foi novamente colocado no trono, onde permaneceu nominalmente por doze dias.

Em 1924, quando as tropas do Kuomintang ocuparam Pequim, Pu Yi se refugiou na embaixada do Japão, primeiramente em Pequim e depois em Tientsin. Quando os japoneses invadiram a China setentrional, ocupando a Manchúria, em 1931, e mudando o nome da região para Manchukuo, Pu Yi ocupou o trono de 1°. de março de 1934 a 1945, tornando-se imperador-fantoche dos japoneses e o último descendente da dinastia Manchu ou Qing 1934.

Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a Manchúria foi devolvida aos chineses. Pu Yi foi capturado pelos soviéticos, em 1945, e deportado com toda a sua família para a Sibéria. Liberado em 1949 foi entregue aos comunistas chineses, que o internaram no "campo de reeducação para criminosos de guerra" de Fushun, até o fim dos anos 1950.

Liberado, instalou-se em Pequim, por autorização do Presidente Mao. A partir de 1959, passa a trabalhar como jardineiro no jardim botânico da cidade. Posteriormente atuou como bibliotecário da "Conferência Consultiva Política do Povo Chinês". A partir de 1964, tornou-se membro dessa instituição.

Escreveu uma autobiografia A primeira metade de minha vida, traduzido em inglês como 'From Emperor to Citizen'. Casado várias vezes (com duas imperatrizes e três concubinas), morreu em 1967 de um câncer renal, sem deixar descendentes.




Origem: Wikipédia

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Loucura dos reis – loucura hispânica

Sexta feira santa de 1555, palácio de Tordesilhas, Joana (figura ao lado com Filipe Habsburgo) agonizava, a rainha de Castela, que passara 46 anos encerrada num cômodo, como louca. Cerca de 13 anos depois seu jovem bisneto – D. Carlos – estaria também agonizando, num castelo em que fora confinado por ordens de seu pai Filipe II. O castelo de Arévalo, onde Carlos ficara detido era o mesmo que a avó da própria rainha Joana (a 2ª mulher do rei João II de Castela, passara sua longa viuvez, como uma louca demente). Nesses episódios estão enraizados, simbolicamente, os distúrbios nervosos e psicóticos, que afligiriam tantos membros da família real espanhola nos séculos que se seguiram.

  • Com a possível exceção de Henrique VIII, com sua personalidade aberrante, a casa real inglesa ficaria livre do desequilibrio mental até os aparentes ataques de insanidade de Jorge III.
  • Os reis Valois e Bourbons da França, afora a deprressão que afetou alguns dos príncipes Bourbons, estiveram livres da loucura.
  • O rei sueco Eric XIV experimentou um ataque de insanidade.
  • O equilíbrio dos czares Ivan, o Terrível e Pedro, o Grande, esteve em questão.
Mas foi na Espanha que os Habsburgos e seus descendentes Bourbons, se revelaram mais atingidos por doenças, de natureza mental ou física.

Joana de Castela
A 3ª filha de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, não era uma princesa Habsburgo, mas se casaria com um príncipe dessa família. Em 1495, o irmão mais velho de Joana, João – casou com Margarete, filha do sacro imperador romano Maximiliano I, e Joana, com 16 anos foi dada em casamento ao filho e herdeiro de Maximiliano – o arquiduque Habsburgo Filipe. A irmã mais velha de Joana, Isabel, casou com o rei português e teve um filho – Miguel. Mas todos morreram e Joana ficou assim na condição de herdeira do vasto império crescente espanhol. Enquanto seu marido, já soberano de Flandres e duque de Borgonha, era o provável sucessor do pai como imperador. A mais rica herança estava entre o casal.

Filipe era um belo rapaz de cabelos louros, mas sob muitos aspectos era trapaceiro, egoísta e namorador. Desde o início de seu casamento, Joana mostrou-se muito ciumenta. O estresse pessoal agravou com a morte de sua mãe, Isabel de Castela em 23 novembro de 1504, que fez dela, pelo menos nominalmente, rainha do reino de Castela. Seu pai Fernando de Aragão assumiria o governo em nome dela. A partir daí Joana passou a ser pressionada pelo marido (com seus próprios planos para o reino de Castela) e por seu pai (decidido a conservar seu poder sobre uma Espanha unida) e Joana assim mergulhou numa depressão que jamais conseguiria sair por completo. Em 25 de setembro de 1506, Filipe morre de varíola ou sarampo em Burgos, tenta levar o corpo do marido para ser enterrado na distante Granada, mas em Torquemada sente dores de parto e em 14 de janeiro de 1507 nasce Catarina. Quando retornou à Espanha foi encarcerada por seu pai no castelo de Tordesilhas, por 46 anos. Seu marido foi finalmente enterrado no claustro do mosteiro vizinho de Santa Clara. Quando Fernando de Aragão morreu, seus territórios ficaram para Carlos, filho de Joana com Filipe. Carlos V não via a mãe desde menino e numa visita ficou chocada com sua aparência e suas roupas e o local deprimente. Sugeriu que sua irmã Catarina (que se casa com o rei de Portugal João III), que desde seu nascimento vivia com a mãe, devia deixar o local, Joana ficou histérica.

D. Carlos
Em circunstâncias diferentes, mas por razões semelhantes, o bisneto de Joana – D. Carlos, também acabou se vendo privado dos poderes que como herdeiro legítimo do Império Espanhol, poderia ter esperado exercer. Mas a história de D. Carlos foi diferente, pois atraiu atenção tanto em seu próprio tempo quanto em gerações posteriores. Foi um ingrediente da leyenda negra, com que os inimigos de seu pai, Filipe II, procuraram denegrir sua reputação. Em apresentações de teatro da época, D. Carlos era mostrado como amigo do protestantismo liberal e desesperadamente apaixonado por sua bela e nobre madrasta – Elisabete de Valois.

A realidade da curta vida de D. Carlos pareceu sintetizar como os mais ricos e poderosos príncipes podem ser assediados pela tragédia pessoal com implicações políticas e públicas. Talvez D. Carlos nunca tenha sido completamente insano, mas é patente que sofreu de um severo distúrbio de personalidade desde o nascimento; este seria agravado por um acidente que lhe feriu a cabeça em 1562. A mãe e a avó foram princesas portuguesas, cuja família parece ter havido ocasionalmente um traço de loucura. Mais provavelmente, sua fragilidade mental teve origem orgânica. Sua mãe, Maria de Portugal, morreu 4 dias depois de seu nascimento. Teve pouco contato com o pai.

Carlos era uma criança difícil e temperamental. Demorou a falar e gaguejou muito até o início da vida adulta, tinha dificuldade em enunciar as palavras e distinguir as letras "r" e "l". Era voluntarioso, obstinado e avesso aos estudos. Não encontrava prazer nos estudos, nem nas armas, nem na equitação, nem nas coisas virtuosas, honestas e agradáveis, mas somente em fazer mal aos outros. Admirava seu avó Carlos V, imperador do sacro império romano.

Carlos era físicamente pouco atraente, era deformado: tinha uma cabeça anormalmente grande, um ombro mais alto que o outro, as pernas finas e compridas, uma ligeiramente maior que a outra, a mão direita aparentemente murcha, a pele pálida e baixo. Tinha um apetite devorador. Quando as pessoas lhe davam menos atenção do que julgava merecer, mandava chicoteá-las ou surrava-as com vara.

As histórias do mau comportamento de Carlos eram lendárias e, mesmo que sua veracidade seja por vezes duvidosa, são suficientes para demonstrar sua irascibilidade patológica. Entre os documentos encontrados após sua morte, estava um papel, escrito com sua letra – "Lista de meus amigos": a rainha Elisabete "que sempre foi boa pra mim"; e D. Juan da Áustria (seu tio, o belo e atraente filho ilegítimo do imperador D. Carlos V). Outra lista intitulada "Lista de meus inimigos": "o rei, meu pai; Ruis Gomes de Silva; a princesa de Eboli; o duque de Alva."

Em 18 de janeiro de 1568, depois que D. Carlos foi se deitar, Filipe acompanhado por alguns de seus nobres, entrou nos aposentos de Carlos, carregando pregos e martelos, abriram a porta sem dificuldade e agarraram os braços do príncipe. Os auxiliares selaram as janelas, as armas retiradas, assim como todos os papéis . Carlos foi confinado na torre do castelo de Arévolo, onde Isabel de Portugal, a avó louca da sua própria avó Joana, passara os anos de seu declínio, e teve como guardião o filho do brutal carcereiro da avó.

D. Carlos permanecia vivo, às vezes lúcido, às vezes ensandecido. Era mantido em rigoroso confinamento, não permitindo sair do quarto, nem se mostrar nas janelas. Os relatos da morte de D. Carlos variam. Fisicamente fraco e com febre morreu na aurora do dia 24 de julho de 1568, lúcido. Filipe decretou luto geral de 9 dias e 1 ano de luto na corte. A madrasta de Carlos, Elisabete de Valois, pareceu mais triste que Filipe e disse: "Asseguro-lhe de que não me sinto menos infeliz do que se ele fosse meu próprio filho."



Por mais trágicas que tenham sido a vida e a morte de D. Carlos, seu pai talvez tivesse razão ao supor que, se houvesse vivido, a tragédia para a Espanha teria sido ainda maior.


Origem: A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Armênia

A Arménia (português europeu) ou Armênia (português brasileiro) (em arménio Հայաստան, transl. Hayastan, ou Հայք, Hayq), denominada oficialmente de República da Armênia, é um país localizado numa região montanhosa na Eurásia, entre o mar Negro e o mar Cáspio, no sul do Cáucaso. Faz fronteira com a Turquia a oeste, Geórgia ao norte, Azerbaijão a leste, e com o Irã e com o enclave de Nakhchivan (pertencente ao Azerbaijão) ao sul. Apesar de geograficamente estar inteiramente localizada na Ásia, a Arménia possui extensas relações sociopolíticas e culturais com a Europa. Foi a menor das repúblicas da extinta União Soviética.


A Armênia configura-se num estado unitário, multipartidário, democrático, com uma antiga herança histórica e cultural. Historicamente foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião de Estado em 301. A Armênia é constitucionalmente um estado secular, tendo a fé cristã uma grande identificação com o povo. O país é uma democracia emergente. Entre 1915 e 1923 sofreu o que os historiadores consideram o primeiro genocídio do século XX, perpetrado pelo Império Otomano e negado até hoje pela República da Turquia. As mortes são estimadas em 1,5 milhão de armênios e a deportação de milhões de outros, fazendo com que a Armênia tenha uma diáspora gigantesca pelo mundo, de descendentes que fugindo das perseguições, tomaram o rumo de países como França, EUA, Argentina, Brasil, Líbano e muitos outros.

O nome é tradicionalmente derivado de Hayk(Հայկ), o lendário patriarca dos armênios e trineto de Noé, que segundo Moisés de Khoren foi quem defendeu seu povo do rei babilônio Bel e estabeleceu seu povo na região das montanhas do Ararat. Porém, a mais remota origem do nome é incerta. É povoada desde os tempos pré-históricos e era o suposto local do Jardim do Éden bíblico, localiza no planalto ao entorno da montanha bíblica do Ararat. Segundo a tradição judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio. A Armênia é a principal herdeira do lendário país Aratta (Ararat), mencionado em inscrições sumérias. Na Idade do Bronze, muitos Estados floresceram na área da Grande Armênia (ou "Armênia histórica"), incluindo o Império Hitita (o mais poderoso). Erevan, a moderna capital da República da Armênia, foi fundada em 782 aC pelo rei urartiano Argishti I.

Hoje

População : 3.229.900 hab. (estimado em 2007)
Área : 29.800 Km2
Capital : Erevan
Língua oficial : armênio
Moeda : Dram




fonte: Wikipédia – mapa: armenia.brasil.nom.br

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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