domingo, 11 de abril de 2010

Margarida Tudor, rainha da Escócia

Margarida Tudor (28 de novembro de 1489 – 18 de outubro de 1541), filha de Henrique VII da Inglaterra e de Isabel de York, foi uma figura notável na história da Escócia e da Inglaterra do século XVI. Ela nasceu em novembro de 1489, no Palácio de Westminster, em Londres.


Ao completar 7 anos de idade, o seu pai, Henrique VII, organizou o seu casamento com o príncipe da Escócia, Jaime. Isto daria uma certa segurança à Inglaterra. Contudo, houve objeções, alguns nobres ingleses temiam que os Stewarts invadissem a Inglaterra, que o rei inglês tratou de rebatê-las.

Em 1502, foi firmado o Tratado de Paz Perpétua entre a Inglaterra e a Escócia. Para que o tratado fosse cumprido, a princesa inglesa e o príncipe escocês deveriam casar, como firmado numa das cláusulas. Nesse mesmo dia, um tratado de casamento foi concluído, e foi o sinal mais visível - e garantia - da paz. O casamento foi então completado por procuração, por isso Margarida foi considerada como Rainha dos Escoceses.

Rainha
O tratado de 1502, longe de ser perpétuo, apenas sobreviveu até morte de Henrique VII da Inglaterra, em 1509. O seu sucessor, o jovem e agressivo Henrique VIII, diferente da ação prudente e diplomática do seu pai, logo caminhou para uma guerra com a França, velho aliado da Escócia. Em 1513, James invadiu a Inglaterra para honrar o seu compromisso para com a Aliança Francesa. Margarida tinha se oposto à guerra.

O Parlamento reuniu-se em Stirling, e Margarida foi honrada com o cargo de regente. Uma mulher raramente teve uma posição de poder supremo, e Margarida era a irmã de um rei inimigo. Em Julho de 1514, ela conseguiu conciliar as partes, e na Escócia - juntamente com a França - concluiu a paz com a Inglaterra nesse mesmo mês. Mas na sua busca de aliados políticos entre a nobreza rebelde escocesa, ela tomou um passo fatal, permitindo que o bom senso e a prudência fossem anuladas pela emoção e magnetismo. Na busca de aliados, Margarida virou mais e mais poderosa. Ela esteve particularmente apaixonada por Aribaldo Douglas, Visconde de Angus. Margarida e Douglas casaram-se secretamente na igreja paroquial de Kinnoull, perto de Perth, em 6 de Agosto. Em setembro, o Conselho Privado decidiu que ela havia perdido os seus direitos para a supervisão de seus filhos.

Margarida manteve uma atitude de dama inglesa, e com ela desejando um melhor entendimento entre a terra do seu nascimento e a sua família adotiva. Mas ela rapidamente veio a compreender como traiçoeira a política escocesa poderia ser, e que a sobrevivência dependia da capacidade de alcançar um equilíbrio entre os interesses concorrentes. Em 1524, a regente foi finalmente retirada do poder num simples mas eficaz golpe de Estado. Mas com a ajuda de poderosos, Margarida trouxe Jaime, com doze anos de idade. Foi uma jogada ousada e popular. Em agosto, o Parlamento declarou o fim da regência, e Jaime tomou os seus poderes. Na prática, ele iria continuar a ser regido por outros, pela sua mãe acima de tudo. Em novembro, o Parlamento formalmente a reconheceu como a principal conselheira para o rei.


A morte
Margarida morreu de um grave acidente vascular cerebral no Castelo de Metheven, em Perth, em 18 de outubro de 1541 e foi enterrada no Priorado dos Cartuxos de S. João, em Perth (demolida durante a Reforma, 1559).

Casamentos e descendências

Margarida Tudor casou-se três vezes, sendo que duas com membros da Casa de Stewart:

– Com Jaime IV rei da Escócia (8 de agosto de 1503 - 9 de setembro de 1513), teve seis filhos:
  1. Jaime (21 de fevereiro de 1507 - 27 de fevereiro de 1508), duque de Rothesay;
  2. uma filha (15 de julho de 1508), princesa da Escócia;
  3. Artur (20 de outubro de 1509 - 14 de julho de 1510), duque de Albany e de Rothesay;
  4. Jaime V, (10 de abril de 1512 - 14 de dezembro de 1542), rei de Escócia;
  5. uma filha (novembro de 1512), princesa da Escócia;
  6. Alexandre (30 de abril de 1514 - 18 de dezembro de 1515), duque de Ross.


– Com Arquibaldo Douglas, conde de Angus (4 de agosto de 1514 - 11 de março de 1527), teve uma filha:
  1. Margarida Douglas (8 de outubro de 1515 - 9 de março de 1578), condessa de Lennox.


– Com Henrique Stewart, lorde Methven (3 de março de 1528 - 18 de outubro de 1541), teve uma filha:
  1. Dorotéia Stewart, considerada ter morrido jovem.



Fonte: Wikipédia

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domingo, 4 de abril de 2010

Paulo I, imperador da Rússia




Paulo Petrovich Romanov (Paulo I da Rússia), filho de Pedro III da Rússia e Catarina, a Grande (Sofia Frederica de Anhalt-Zerbst-Dornburg). Nasceu em 1 de outubro de 1754 e seu reinado durou de 6 de novembro de 1796 a 23 de março de 1801 – data de sua morte.






Reinado
O curto reinado de Paulo I resumiu-se a dois pontos:
  1. alteração da lei de sucessão e
  2. inversão das políticas instauradas por sua mãe


– Leis Paulinas
Temendo que no testamento da sua mãe, ela o tivesse excluído do trono para entregar diretamente ao sei filho Alexandre, Paulo modificou profundamente as leis de sucessão. As principais mudanças foram a exclusão de mulheres do trono exceto no caso de a linha masculina ser completamente extinta. Além disso era obrigatório que o sucessor fosse o filho primogênito, sendo impossível exclui-lo em favor do mais novo. Os casamentos também foram alterados. Os membros da família imperial passaram a ser obrigados a casar com outro membro de uma casa reinante ou a enfrentar o exílio e abdicação de títulos.

– Inversão de Políticas
Quando Paulo chegou ao trono, iniciou uma autentica inquisição contra tudo o que era francês, sendo esse um país e cultura que a sua mãe amava incondicionalmente. Pessoas foram exiladas apenas por usarem roupas de estilo parisiense ou ler livros franceses. Também mandou o exército russo estacionado na Prússia segundo o desejo de Catarina, a Grande, regressar a casa e voltou a enterrar o seu pai, o czar Pedro III como se Catarina não tivesse sido uma governante legítima.


Família
– Casamentos
Natália Alexeievna (Guilhermina Luísa de Hesse-Darmstadt)
Guilhermina visitou a Rússia pela primeira vez em 1773 a convite da Imperatriz Catarina, a Grande que andava à procura de uma esposa para o seu filho. Guilhermina foi acompanhada das suas duas irmãs e da mãe, uma vez que a Czarina não conhecia nenhuma e não sabia quem haveria de escolher.

Paulo reparou imediatamente em Guilhermina e os dois ficaram noivos, casando-se em outubro do mesmo ano.

Ela era vivaz, alegre e desinibida, agitando a corte russa. A principio a Imperatriz gostava dela, mas esse sentimento alterou-se rapidamente quando Guilhermina começou a ir contra todas as suas decisões. Paulo gostava muito dela, mas ela não era perdida de amores pelo marido. Poucos meses depois iniciou um romance com o melhor amigo dele, o general Andrey Razumovsky. Guilhermina acabaria por morrer ao dar à luz um filho que nunca se soube ser de Paulo ou Andrei.

Maria Feodorovna (Sofia Doroteia de Württemberg)
A união entre Paulo e Maria foi arranjada novamente pela mãe dele. Maria teve uma educação excelente, mas era de raciocínio lento e não muito inteligente. Mesmo assim Paulo ficou encantado com ela e os dois eram extremamente apaixonados e dedicados, principalmente durante os primeiros anos de casamento.

Paulo tinha uma personalidade difícil, mas Maria compreendia, ajudando o marido a lidar com ocasiões públicas. Juntos teriam 10 filhos, assegurando assim a linha de sucessão russa até à Revolução em 1917.

Eventualmente Paulo, tal como todos os homens da época, arranjou uma amante. Maria ficou extremamente desiludida com o marido e os dois afastaram-se até aos últimos anos da vida dele.

Após o assassinato de Paulo, Maria tentou reclamar o título de Imperatriz, tal como a sua sogra tinha feito, mas foi rapidamente impedida pelo filho.


– Filhos

  1. Alexandre I da Rússia – sucessor do império
  2. Constantino Pavlovich Romanov – Nascido em 1779, Constantino, tal como o seu irmão mais velho, foi enviado ainda em bebê para o palácio da avó para ser criado por ela. Catarina II preparou-o para ser o Imperador daquilo que ela pretendia ser o Império Bizantino restaurado, no entanto Constantino nunca chegaria ao trono, tendo-o recusado em favor do irmão Nicolau após a morte de Alexandre. Em 1796, com apenas 16 anos, casou-se com a Princesa Juliana de Saxe-Coburgo-Saalfield, uma tia da Rainha Vitória. Casou-se depois com a polaca Joanna Grudzińska, mas nunca teve filhos. Politicamente o papel mais influente de Constantino foi como Governador da Polônia. Reinando-a com punho de ferro, perseguiu ferozmente os revolucionários que procuravam a independência do reino e ganhou uma impopularidade sem precedentes, acabando por ser expulso pelo próprio irmão.
  3. Alexandra Pavlovna Romanova – Nasceu em 1783 e era considerada a mais bonita e inteligente das Princesas europeias da sua época. Casou-se em 1799 com o Arquiduque José da Áustria, seguindo o plano do seu pai para melhorar as relações entre os dois países. Infelizmente a união durou pouco. Em 1801, quando Alexandra tinha 17 anos, o parto do seu primeiro filho correu mal e nem ela, nem a criança resistiram, acabando por morrer mais tarde nesse dia.
  4. Elena Pavlovna Romanova – Nascida em 1784, Elena recebeu a alcunha de "Helena de Tróia" da sua avó devido à sua beleza. Casou-se a três meses de completar 15 anos com o Grão-duque Luís Frederico de Mecklenburg-Schwerin de quem teve dois filhos. Acabaria por morrer subitamente em 1803, depois de ficar gravemente doente dias antes. Tinha 18 anos.
  5. Maria Pavlovna Romanova – Nascida em 1786, Maria era considerada a menos bonita das suas irmãs. Era uma grande entusiasta pelas artes, sendo uma grande pianista e pintora. Em 1804 casou-se com o Grão-duque Carlos Frederico de Saxe-Weimar-Eisenach e tornou-se uma figura extremamente popular no seu Grão-ducado alemão, sendo a primeira a estimular a sua capital, Weimar, a tornar-se num centro artístico. Teve dois filhos e duas filhas. Um delas, Augusta, seria a primeira Imperatriz da Alemanha após o seu casamento com o Kaiser Guilherme I.
  6. Catarina Pavlovna Romanova – Nasceu em 1788 e foi desde sempre muito próxima do seu irmão mais velho, o futuro Czar Alexandre I, ao ponto de alguns questionarem se os dois não estariam envolvidos num caso de incesto que nunca foi confirmado. Durante as Invasões Francesas, Napoleão pediu a mão dela em casamento ao irmão com o objetivo de unir os reinos francês e russo, mas foi recusado. Catarina acabaria por se casar primeiro em 1809 com o Duque Pedro de Oldenburgo de quem teve dois filhos e, após a morte dele, casou-se novamente em 1816 com o Rei Guilherme I de Württemberg de quem teve duas filhas. Uma delas, Sofia, que se tornaria Rainha Consorte da Holanda após o seu casamento com o Rei Guilherme III.
  7. Ana Pavlovna Romanova – Nascida em 1795, seria Rainha Consorte da Holanda após o seu casamento com o Rei Guilherme II. Juntos teriam cinco filhos.
  8. Nicolau I da Rússia – imperador da Rússia
  9. Miguel Pavlovich Romanov – O filho mais novo nasceu em 1798. Era pouco sensível e obcecado com a vida militar, herdando muitas características da personalidade neurótica do pai. Casou-se em 1824 com a sua prima em segundo grau, a Princesa Carlota de Württemberg, que mudou o nome para Elena Pavlovna ao juntar-se à Igreja Ortodoxa, o casal teve cinco filhas. Nenhuma delas passou dos 21 anos, tendo apenas duas chegado à idade adulta.


Curiosidade
Existe a possibilidade de que o pai biológico de Paulo I não fosse o Czar Pedro III, mas sim o amante da sua mãe, Serge Saltykov. Embora muitos defendam esta possibilidade, existem fatores de que isto não passa de um rumor, uma vez que Paulo era bastante parecido fisicamente com Pedro III. Os rumores podem ter surgido devido ao fato de Catarina, a Grande, odiar o seu filho e preferir excluí-lo do trono em favor do seu neto Alexandre.

Causa de Morte
Paulo foi violentamente assassinado a pontapé no seu quarto do Castelo de São Miguel por um grupo de nobres. A razão para o seu assassinato podem prender-se com o fato de ele ter descoberto e parado vários esquemas de corrupção no tesouro russo por parte destes nobres, mas o mais provável é que tudo tenha acontecido para que o seu filho subisse diretamente para o trono. Há quem acredite que Alexandre I esteve envolvido diretamente no assassinato, mas outros defendem que ele queria apenas pressionar o pai para abdicar.





Fonte: Os Romanov

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domingo, 7 de março de 2010

Museu Nacional de Belas-Artes da Suécia



O Museu Nacional de Belas-Artes (Nationalmuseum) é um dos mais importantes museus de arte da Suécia. Localizado em Estocolmo, a capital do país, este museu alberga impressionantes coleções de arte europeia.





As coleções do Museu Nacional começaram a ser formadas no século XVI pelo rei Gustav Vasa no Castelo Gripsholm e em outras residências reais, sendo ampliadas por doações, aquisições e espólios de guerra quando a Suécia era uma potência militar no século XVII. Parte da coleção, especialmente pinturas renascentistas, foi levada para Roma quando a Rainha Cristina abdicou e fixou residência na Itália. Outras perdas significativas aconteceram em 1697, quando um incêndio destruiu parte do Castelo Tre Kronor.

Ao longo do tempo dois patronos foram especialmente importantes para a construção do notável acervo de arte que hoje é preservado no Museu Nacional: Carl Gustaf Tessin, embaixador da Suécia na França na década de 1740, que adquiriu numerosa coleção de grande qualidade, e o Rei Gustavo III, que além de ser um grande colecionador ordenou a doação das suas obras privadas ao estado após sua morte, que formaram o primeiro Museu Real em 1792.

Quando as coleções passaram para um novo prédio em 1866, a sede atual, um edifício imponente com traços da arquitetura florentina e veneziana renascentista, o museu mudou sua denominação para Museu Nacional.

O museu, atualmente, conta com mais de um milhão de peças entre desenhos, esculturas, gravuras e pinturas, uma enorme e riquíssima coleção de porcelanas, com especial destaque para as porcelanas chinesas, e uma ótima coleção de arte moderna. Para além disso o Museu Nacional alberga uma boa biblioteca de arte.


Pinturas e Esculturas
Esta seção compreende mais de 16 mil obras, sendo de especial interesse a coleção de pintura, com itens de Perugino, Rembrandt, Tiepolo, Hals, La Tour, Chardin, Rubens, Goya, Renoir, Manet, Degas, Pissarro, Cézanne, e Gauguin, e autores suecos como Carl Larsson, Ernst Josephson, Carl Fredrik Hill e Anders Zorn, abrangendo um período que vai da Idade Média até a contemporânea. Merecem atenção as grandes coleções de ícones russos, de pinturas flamengas e de peças francesas do século XVIII, estas perfazendo uma das melhores coleções em seu gênero em todo o mundo.

Artes Aplicadas e Design
A coleção de artes aplicadas e design cobre um grande período, desde o século XIV até os dias de hoje, possuindo cerca de 30 mil objetos, dos quais um terço são cerâmicas, além de têxteis, vidros, metais, mobília, livros e outros tipos de obras. A seção de artes aplicadas não está em exposição, aguardando novos espaços que estão sendo preparados.

Gravuras e Desenhos
A maior seção do Museu Nacional é a de desenhos, com mais de 700 mil obras da Idade Média até c. 1900, com trabalhos de Rembrandt, Watteau, Manet, Johan Tobias Sergel, Carl Larsson, Carl Fredrik Hill, Ernst Josephson e inúmeros outros mestres, sendo uma das melhores coleções do mundo. Suas peças são exibidas em caráter temporário, em vista da fragilidade dos suportes e de sua grande sensibilidade à luz.

O núcleo da coleção são as cerca de 2 mil obras adquiridas por Carl Gustav Tessin durante sua permanência na França, adquirindo finas criações dos melhores artistas de sua época, como Watteau e Boucher, além de trabalhos mais antigos de Rafael, Rubens e Rembrandt. Este departamento também preserva uma rica coleção de projetos e desenhos de arquitetura que datam desde o Renascimento até o início do século XX.

Na seção de gravuras, com mais de 10 mil peças, destacam-se as obras italianas e francesas dos séculos XVI a XVIII.


– Coleções dos castelos reais
Além das obras preservadas em sua sede principal, o Museu Nacional administra a maior parte das obras de arte espalhadas por 18 residências reais, entre castelos e mansões, erguidas pelos antigos monarcas suecos. As coleções mais importantes estão nos seguintes palácios:
  • Castelo Gripsholm, construído por Gustav Vasa em 1537 como uma fortaleza, embora desde o início fosse inadequado para esta função e afortunadamente nunca teve de ser submetido à prova do fogo inimigo. Reformado várias vezes nos séculos seguintes, hoje abriga a maior das coleções do Museu Nacional fora de sua sede, a Galeria Nacional de Retratos, com cerca de 4 mil pinturas.
  • Museu De Vries, anexo ao Palácio Drottningholm, com a maior reunião de obras em todo o mundo do notável escultor maneirista Adriaen de Vries, que chegaram à Suécia como resultado do saque de Praga pelas tropas suecas na Guerra dos Trinta Anos. Originalmente as esculturas adornavam os jardins do palácio, mas atualmente estão preservadas no museu, e réplicas foram instaladas em seu lugar.
  • Palácio Drottningholm é uma atração por si mesmo, com diversos apartamentos estatais com rica decoração abertos à visita.
  • Palácio Rosesberg, projetado por Gustaf af Sillén em 1797, ainda preserva suas decorações originais em excelente estado, contando com uma rica coleção de tapeçarias entre suas atrações principais.
  • Palácio Real de Estocolmo, com a coleção de antiguidades e esculturas de Gustavo III.
  • Mansão Leufsta, com importante biblioteca do século XVIII.
  • Palácio Ulriksdal, Castelo Läckö, Palácio Strömsholm, Castelo Vadstena e Mansão Nynäs, todos com ambientes originais decorados com muitas obras de arte.
  • Museu de Porcelana de Gustavsberg, incorporado ao Museu Nacional em 2000, com grande número de peças coletadas nos últimos 175 anos, doadas pela KF (União Cooperativa Sueca e Sociedade de Atacadistas), sob administração conjunta do Museu Nacional e a municipalidade de Värmdö.






Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Museu Arqueológico Nacional Atenas

O Museu Arqueológico Nacional é o maior museu da Grécia e um dos maiores do mundo.
Em suas galerias, mais de 20 mil itens são expostos, oferecendo ao visitante um panorama do desenvolvimento da civilização grega, desde o começo da Pré-História até o fim Antiguidade.

Seu propósito original era garantir a segurança dos objetos encontrados nas escavações ao redor de Atenas, no século XIX, mas gradualmente ele se tornou uma importante instituição cultural e seu acervo foi enriquecido por objetos vindos de todo o país. O museu tem sede em um imponente prédio de estilo neoclássico, construído no final do século XIX. O espaço de exibição tem 8000 m2 e cinco grandes coleções permanentes.

Todos os anos, o museu recebe milhares de visitantes. Além de expor seus próprios tesouros, organiza exposições temporárias e empresta objetos para exibições na Grécia e no exterior. Também funciona como centro de pesquisa para cientistas e estudantes de todo mundo e participa de programas especiais de educação, com destaque para a visita guiada para pessoas com problema de audição.

O Museu Arqueológico Nacional possui um rico acervo de fotografias e uma biblioteca com muitas publicações raras, além de laboratórios de conservação preparados para lidar com metal, cerâmica, pedra e materiais orgânicos.

Como centro de pesquisa e estudos, o museu tem como propósito estudar e ensinar arqueologia, propagar o conhecimento arqueológico e cultivar a admiração pelas belas artes.

O Museu
O primeiro museu arqueológico grego foi criado em 1829. Quando a capital da Grécia foi transferida de Náuplia para Atenas, em 1834. Vários projetos foram propostos por arquitetos gregos e estrangeiros que trabalhavam na reconstrução de Atenas. A cidade teve vários de seus prédios destruídos durante a decadência do Império Otomano, que dominou a Grécia a partir de 1458 e entrou em declínio no século XIX, deixando de existir em 1922.

A transferência de antiguidades para o museu, ainda em construção, começou em 1874, e quando ele foi inaugurado em 1889, os mais importantes achados arqueológicos da Grécia faziam parte do seu acervo.

As coleções permanentes são divididas em:
  • Pré-História,
  • Esculturas,
  • Vasos e Objetos Menores,
  • Metalurgia e Egito e Oriente Próximo, única coleção do tipo na Grécia.

As esculturas mostram o desenvolvimento da técnica e do estilo grego. A coleção é composta por obras-primas únicas. É raro ver um original das esculturas gregas, boa parte das peças que vemos são réplicas das originais, geralmente feitas de mármore, que foram copiadas em bronze pelos romanos.

Já a coleção pré-histórica inclui obras realizadas desde o sexto milênio aC até 1050 aC (períodos Neolítico, Cicládico e Micênico) e achados pré-históricos da Ilha de Thera.

A coleção de cerâmica e objetos menores inclui a bela Coleção Stathatos, formada por 970 itens de joalheria da Idade do Bronze até a período Pós- Bizantino.


As obras
Belas estátuas, como o "Efebo de Maratona" , o "Diadoumenos" e o "Zeus de Artemision" são destaques do acervo do Museu Arqueológico Nacional.

No entanto, o maior destaque é a "Atenas de Varvakeion". A obra é uma cópia romana, em mármore, do original feito de ouro e marfim que adornava o Parthenon de Atenas, santuário mais famoso da deusa guerreira, símbolo de sabedoria, protetora das artes e dos heróis. Representada como uma jovem de beleza austera, armada de capacete, couraça e escudo, a deusa Atenas tem a seus pés uma espada e uma serpente. A víbora pertencia à cabeça da Medusa e foi oferecida à deusa Atenas pelo herói Perseu, que matou o monstro que transformava em pedra quem o olhasse nos olhos.

O original do Parthenon foi esculpido por Fídias, um dos mais talentosos escultores gregos. A estátua tinha 11 m e ao seu lado erguiam-se imponentes colunas dóricas. À sua frente, um enorme espelho d'água cobria o chão até a entrada. Duas janelas laterais e a porta eram as fontes de luz do templo, que era embelezado pelo reflexo do sol na água.

A cópia pertencente ao museu foi realizada em 438 aC e tem 1,05 m. Mesmo sendo bem menor do que a original, a cópia permite aos visitantes imaginar a beleza dos templos gregos, que hoje estão em ruínas e tiveram muitas de suas estátuas e adornos removidos.




Fonte: Grandes Museus - Folha de São Paulo

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Cartago - Tunísisa, África



Cartago é uma antiga cidade, originariamente uma colônia fenícia no norte da África, situada a leste do lago de Túnis, perto do centro de Túnis, na Tunísia. Foi uma potência na Antiguidade, disputando com Roma o controle do mar Mediterrâneo. Dessa disputa originaram-se as três Guerras Púnicas, após as quais Cartago foi destruída. A antiga capital púnica é hoje um bairro de Túnis e uma estação arqueológica e turística importante, tendo sido classificado patrimônio mundial pela UNESCO em 1979.





História
Cidade da costa da África do Norte, numa península próxima da qual se encontra hoje a cidade de Túnis. Foi fundada por colonizadores fenícios de Tiro (antes da data tradicional de 814 aC). Cartago tornou-se, dentro de pouco tempo, a capital de uma república marítima muito poderosa, que substituiu Tiro no Ocidente, criou colônias na Sicília, na Sardenha, na Espanha, enviou navegadores ao Atlântico Norte e sustentou contra Roma, sua rival, as longas guerras conhecidas pelo nome de guerras púnicas (264-146 aC). Possuía também uma potente marinha de guerra.

Entre os séculos V e III aC envolveu-se em frequentes hostilidades com a Grécia e a Sicília. Foi com a Sicília que Cartago teve seu primeiro choque com Roma, e as três Guerras Púnicas acabaram com a destruição da cidade em 146 aC. A meio caminho entre estas duas cidades (e capitais de império) encontra-se a Sicília. O controle desta ilha foi determinante no decorrer das Guerras Púnicas porque a Sicília era o "celeiro" do mundo antigo.

– Primeira Guerra Púnica
Cartago tem forte controle marítimo no Mediterrâneo, tendo controle também da Sicília. Roma começa um embate para tomá-la, e sofre derrotas marítimas enormes. Apesar disso, os romanos conseguem descobrir o sistema usado por Cartago na produção de navios, usando de engenharia reversa nos navios cartaginenses capturados. Assim, Roma consegue remontar rapidamente sua esquadra e começa a virar o jogo contra Cartago. No final da Primeira Guerra Púnica, Roma detém o controle do Mediterrâneo e da Sicília.

– Segunda Guerra Púnica
A Segunda Guerra Púnica é resultado do revanchismo cartaginense contra os tributos impostos pela derrota na Primeira Guerra Púnica, contra os esforços de Roma para tomar suas novas colônias na Espanha e simplesmente por puro ódio a Roma. Surge um grande general chamado Aníbal, com ódio a Roma criado e desenvolvido desde criança por seu pai. Aníbal acredita ser capaz de derrotar o grande império com um exército de elefantes partindo do sul da Espanha, passando pelos Pirineus até atingir a península Itálica, algo que os italianos achariam impossível de ser realizado com boas razões.

Considerando o caráter extremante difícil e arriscado da missão de Aníbal, ele foi relativamente bem sucedido ao atacar a Itália, causando enormes estragos e quase fazendo Roma capitular. Mas os Romanos souberam contra-atacar, criando um cerco a Aníbal para acabar com suas provisões ao mesmo tempo que fizeram um ataque direto a Cartago enquanto eram atacados pelo mesmo. Aníbal foi obrigado a recuar e voltar para defender seu país. Apesar dos esforços de Aníbal, teve de pedir a paz aos romanos, comandados por Cipião, o Africano, ao fim da segunda guerra púnica.

– Terceira guerra púnica
Sendo derrotado mais uma vez, Cartago foi extorquida até os ossos por Roma, que lhe impôs uma dívida que, imaginavam os Romanos, levaria uns 50 anos para ser paga. Cartago, reconstruída novamente e com sua aptidão ao comércio, pagou tal dívida em 10 anos, o que deixou os romanos enfurecidos, e invejosos de seu sucesso comercial. Começou então o trabalho dentro do Senado romano pela destruição total de Cartago, a ganância dos senadores por suas riquezas foi decisiva em seu destino, mas os romanos precisavam de uma desculpa, que veio depois que Roma impôs condições extorsivas e inaceitáveis a Cartago, visando justamente enfraquecê-la e desprepará-la para uma guerra inevitável. A guerra então aconteceu e Cartago foi facilmente vencida.

O Fim do Império Cartaginense
As duas primeiras guerras com Roma reduziram em muito o tamanho do antigo império cartaginense, restando apenas áreas adjacentes à cidade de Cartago, que nunca foi forte militarmente, e ficou ainda menos depois dessas guerras. Governada por comerciantes, sem um exército poderoso, Cartago valia-se de mercenários que se insurgiram contra os cartagineses, minando suas defesas - certamente uma das causas para a derrota face aos romanos. Cartago estava agora totalmente à mercê da vontade de Roma. Foi destruída ao fim da terceira guerra púnica por Cipião Emiliano (146 aC). A cidade foi arrasada até aos seus alicerces e o chão foi salgado (colocado sal) para que nada nele crescesse. Esta atitude extrema deveu-se ao fato de Cartago ter sido a única potência que podia concorrer pelo domínio do Mediterrâneo ocidental. Roma e Cartago estavam sensivelmente colocadas no eixo central deste mar, num tempo que não comportava concorrência. A luta entre Roma e Cartago era exclusivista.

Cartago como parte do Império Romano
Refundada por César e Augusto como colônia romana (século I aC), novamente adquiriu grande prosperidade e sua população cresceu a ponto de se tornar a quarta maior cidade do Império Romano, com uma população estimada de meio milhão de habitantes. Tornou-se a verdadeira capital da África romana e da África cristã.

O vândalo Genserico ocupou a cidade em 439 e estabeleceu ali sua capital, mas em 533-534 Belisário expulsou os vândalos e a partir de então, até sua captura e destruição pelos árabes em 697, a cidade permaneceu como parte do Império Bizantino e entrou em decadência.

Comércio
Entre os produtos do artesanato fenício, os mais famosos eram, talvez, os tecidos tingidos cor púrpura. Os fenícios tinham alcançado uma notável habilidade na arte do tingimento e os tecidos eram apreciados a ponto de se tornarem sinal de riqueza e requinte. Os fenícios usavam tecidos de lã ou linho, e os tingiam a partir de um pigmento obtido de moluscos chamados de múrices ou murex, encontrados nas águas rasas das costas do Mediterrâneo. O processo era muito complicado e demorado, e por isso o preço desses tecidos era elevado.

Arquitetura e Urbanismo
Dada a grande destruição provocada pelos romanos após a Terceira Guerra Púnica tornou-se praticamente impossível reconstituir com exatidão a cidade de Cartago. Sabe-se que era protegida no lado da península que a unia ao continente por uma tríplice fortificação:
  1. uma vala guarnecida por altos postos de observação e um parapeito, ou primeira muralha,
  2. uma segunda muralha e
  3. uma terceira muralha, que abrigava grande quantidade de tropas, inclusive elefantes de guerra e cavalaria.


Do lado em que esta chegava ao mar ficava provavelmente a maior fortaleza da cidade. Além disto, a cidade seria talvez totalmente cercada por outras duas grandes muralhas, circulando toda a extensão da península. Dividia-se em três partes:
  1. a byrsa, uma acrópole onde ficavam o tesouro, o arquivo público e a estátua do deus Ba'al Hammon;
  2. uma área urbana residencial onde ficavam os templos e a praça de julgamentos;
  3. um distrito aparentemente agrícola e separado do resto por outra muralha, chamado Megara, um grande cemitério separava a byrsa do restante da área urbana e cemitérios menores existiam entre esta última e as muralhas.

Suas construções eram, ao que parece, de estilo pobre e feitas de materiais baratos, com grandes influências egípcias e gregas. Suas casas não teriam janelas, exceto para pátios internos.

Divindades
Baal Hammon era o principal deus fenício adorado na colônia de Cartago, geralmente identificado pelos gregos como Cronos e pelos romanos como Saturno. Baal significa "senhor", entretanto, o significado de Hammon é incerto, sendo possível sua origem no Amón (ou Ammón), "o oculto", símbolo do poder criador e "Pai de todos os ventos" na mitología egípcia.
Em seu nome se faziam sacrifícios humanos, "Moloc", como oferenda religiosa. Durante algum tempo associou-se controvérsia a este respeito: os restos humanos encontrados haviam sido atribuídos a restos procedentes de crianças mortas por causas naturais ou a produtos de abortos humanos.

Soberanos
– Anexado a Roma, 146 aC
  • Asdrúbal II ? (-146 aC)
  • Asdrúbal Barca (221-207 aC)
  • Aníbal Barca (221-183 aC)
  • Sofonisba (221-203 aC)
  • Asdrúbal (228-221 aC)
  • Amílcar Barca (250-228 aC)
  • Hanno, o grande (250 aC)
  • Mago (440 aC)
  • Dido ? (814- aC)




Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Catedral de São Basílio


A Catedral de São Basílio (em russo Собор Василия Блаженного), é uma catedral localizada na Praça Vermelha da cidade de Moscou, Rússia. É conhecida mundialmente por suas características cúpulas em forma de bulbo.






História
Pertencente a Igreja Ortodoxa Russa, teve sua construção ordenada pelo Czar Ivan 'o Terrível' para comemorar a conquista do Cantão de Kazan, que realizou entre 1555 à 1561. Depois da construção ser terminada, mandou arrancar os olhos do arquiteto para que não pudesse construir outra coisa igual. Em 1588 o Czar Fiodor Ivanovich ordenou que agregasse uma nova capela no lado este da construção, sobre a tumba de São Basílio o Bendito, santo pelo qual foi chamada popularmente a catedral.

São Basílio se encontra no extremo sudeste da Praça Vermelha, justamente na frente da Torre Spasskaya de Kremlin. São 9 pequenas capelas construídas.


No jardim em frente a igreja tem um estátua de bronze, erguida em honra a Dmitry Pozharsky e Kuzma Minin, que reuniram voluntários para o exército que lutou contra os invasores poloneses durante o período conhecido como Tempos de Dificuldades.

O conceito inicial era construir um grupo de capelas, cada uma dedicada a um dos santos em cujo o dia o Czar ganhou uma batalha, a construção de uma torre central unifica estes espaços em uma só catedral.


Fonte: Wikipédia

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Imperatrizes do Japão




Entre os anos 592 e 770, o Japão foi governado sete vezes por seis imperatrizes 1. Suiko, 2. Saimei ou Kogyoku, 3. Jitô, 4. Gemmei, 5. Gensho e 6. Koken, em um total de 89 anos, um período fascinante.







Imperatriz Suiko
A primeira imperatriz, nasceu em 554, e era filha do imperador Kinmei, do clã Soga. Depois da morte do imperador Shushun provocada por um assassino enviado pelo próprio clã da futura imperatriz, Suiko tornou-se o 33º regente e a primeira mulher a ocupar tal cargo, sendo uma representante muito forte na dinastia Yamato – que criou muitas leis, tais como a Constituição de 17 artigos, e enviou diversas missões à China para aumentar o prestígio japonês. Morreu com 74 anos.

Imperatriz Kogyoku
Catorze anos mais tarde, a imperatriz Kogyoku tornou-se regente e abdicou do cargo três anos mais tarde para que seu irmão, o imperador Kotoku, assumisse. Dez anos depois, com a morte de Kotoku, a imperatriz voltou ao trono, agora sob o nome Saimei, permanecendo até sua morte em 661. Foi a primeira a ocupar tal cargo duas vezes (como 35º e 37º regente). Era neta do imperador Bidatsu e nasceu como princesa Takara. Foi casada com o imperador Jomei e teve três filhos: Naka-no-Oe (imperador Tenji), Oama (imperador Temmu) e princesa Hashihito.

Imperatriz Jitô
Filha do imperador Tenji, 41º regente subiu ao trono em 687, após a morte de seu marido, o imperador Temmu, que era também seu tio, a fim de assegurar a eventual sucessão de seu neto, o imperador Mommu. Depois de dez anos, abdicou em favor de Mommu, mas se manteve no poder mesmo reclusa em um templo, tendência essa que persistiu na política japonesa.

Imperatriz Gemei
Foi imperatriz em 707. Em 710, mudou a capital para Nara, inaugurando uma nova era, além de ordenar a redação das narrativas históricas conhecidas como Kojiki.

Imperatriz Genshô ou Yoro
Foi o 44º regente imperial do Japão e provou ser uma governante de raro talento. Seu nome era princesa Hidaka. Era irmã mais velha do imperador Mommu e filha do príncipe Kusakabe e de sua esposa e antiga imperatriz Gemmei, conseqüentemente neta do imperador Temmu e da imperatriz Jitô por parte de pai e neta do imperador Tenji por parte de mãe. Ela criou a primeira moeda de cobre e pediu que os calígrafos escrevessem sobre as tradições antigas, a fim de que essas não fossem perdidas. Em seu governo, a edição do Nihonshoki, o primeiro livro de história japonês, foi finalizada em 720. A organização do sistema de leis foi mantida até sua morte. Mais tarde, esses códigos e leis foram editados e utilizados por Fujiwara-no-Nakamaro e publicados como Yoro Ritsuryo, datado de 718. O sistema de taxação que tinha sido introduzido pela imperatriz Jitô no século VII começou a falhar. Para compensar a diminuição no rendimento dos impostos, com a iniciativa do príncipe Nagaya, o “Ato de Possessão em Três Gerações” foi editado em 723. Com este ele, as pessoas teriam terras para cultivo por até três gerações, no máximo. Na quarta geração, o direito de posse desapareceria, e o campo voltaria ao governo. Este ato tinha como finalidade motivar novos cultivos, mas seu uso durou cerca de 20 anos. Em 724, ela abdicou em favor de Shomu. Jitô não se casou e não teve filhos.

Imperatriz Shotoku
A regente Koken, conhecida também como Shotoku foi a última imperatriz, que governou o Japão até o século XVII, ocupando duas vezes o trono (749-758 e 764-770). Houve um número considerável de mulheres antes de Koken, mas o poder conquistado pelo monge budista Dokyo durante seu segundo reinado fez com que o Conselho dos Ministros impossibilitasse a sucessão feminina ao poder depois disso. Koken era a filha do imperador Shomu e subiu ao trono em agosto de 749, como imperatriz Koken, quando seu pai abdicou. Nove anos depois, abdicou em favor do príncipe Oi, que governou como imperador Junnin. Em 761, tentou sua reclusão para ficar com Dokyo, suspeito amante, declarando guerra ao ministro favorito de Junnin, o poderoso Oshikatsu. Em 764, o conflito virou uma guerra civil: Oshikatsu foi morto e Junnin deposto. Koken voltou ao trono como imperatriz Shotoku. Embora Dokyo tenha conquistado o controle virtual do governo, sua tentativa de transformar-se em imperador com a morte de Koken resultou em seu banimento da capital.

Imperatriz Meisho
Em 1629, Meisho tornou-se imperatriz após seu pai, o imperador Go-Mizunô abdicar depois de um grave incidente. Por conta disso, transformou-se na primeira mulher a ocupar o trono desde a imperatriz Shotoku, que morreu em 770.

Imperatriz Go-Sakuramachi
Foi a 117º regente do Japão e a última imperatriz que governou até abdicar em favor de seu neto, o imperador Go-Momozono. Seu nome era Toshiko, e seu título original era Isa-no-miya e depois Ake-no-miya. Go-Sakuramachi pode perder seu posto de última mulher regente do Japão, assim que a decisão da Dieta (Câmara dos Deputados japonês) for tomada.


Origem: Cultura Tradicional Japonesa

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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