sábado, 28 de agosto de 2010

Guilhermina a rainha holandesa

Guilhermina Helena Paulina Maria de Orange-Nassau; nasceu em 31 de agosto de 1880 e faleceu em 28 de novembro de 1962. Foi rainha dos Países Baixos entre 1890 e 1948 e Rainha Mãe (mas com o título de Princesa) de 1948 a 1962. Guilhermina, filha e sucessora de Guilherme III, reinou os Países Baixos por mais tempo que qualquer outro monarca neerlandês. Seu reinado acompanhou muitos pontos cruciais e decisivos na história neerlandesa e do mundo: a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Grande Depressão de 1933, bem como o declínio dos Países Baixos como um grande império colonial. Ela teve um papel importante durante a Segunda Guerra, dando inspiração à resistência neerlandesa e sendo uma proeminente líder do governo neerlandês no exílio.


Família
Guilhermina era a única filha do rei Guilherme III dos Países Baixos e de sua segunda esposa, a Princesa Ema de Waldeck e Pyrmont. Sua infância foi caracterizada por uma relação próxima e íntima com seus pais, especialmente com seu pai, que já tinha 63 anos quando ela nasceu.

Guilherme III teve três filhos de seu primeiro casamento com a Rainha Sofia, dos quais apenas dois atingiram a fase adulta. Havia, portanto, poucas chances para Guilhermina ascender o trono. No entanto, os dois morreram antes do rei, fazendo de Guilhermina, aos seis anos, a princesa herdeira da coroa neerlandesa.

Quando seu pai faleceu em 23 de novembro de 1890, Guilhermina ascendeu ao trono com apenas 10 anos de idade e reinou sob a regência de sua mãe até 31 de agosto de 1898, quando completou 18 anos. O grão-ducado de Luxemburgo conseguiu sua independência depois de sua ascensão, pois lá estava estabelecida a lei sálica, e elegeu o duque Adolfo de Nassau-Weilburg, um primo distante de Guilhermina, como seu novo grão-duque.

No dia 7 de fevereiro de 1901, Guilhermina casou com o duque Henrique Vladimir Alberto Ernesto de Mecklenburg-Schwerin. Embora o casamento não tenha tido em essência amor, Guilhermina inicialmente tinha afeição por Henrique. Contudo, seu marido sofria por causa de seu papel como príncipe consorte, declarando que era entediante não ser nada mais do que ornamentação, sempre forçado a andar um passo atrás de sua esposa. Ele não tinha poder nos Países Baixos, e Guilhermina certificou-se disso. Rumores de que o príncipe Henrique havia tido vários filhos ilegítimos contribuíram para a crise do casamento, que, ao longo do tempo, foi ficando mais infeliz. A união só acabou com a morte do príncipe, em 3 de julho de 1934.

Depois de um período de oito anos sem filhos, Guilhermina deu luz a uma menina em 30 de abril de 1909, batizada como Juliana Ema Luísa Guilhermina de Orange-Nassau. Eles não voltaram a ter mais filhos. Em 6 de setembro de 1948, Juliana sucedeu a Guilhermina no trono neerlandês.

Reinado
Diplomática e cuidadosa ao operar com limitações que o povo neerlandês e seus representantes eleitos esperavam, a resoluta Guilherminha tornou-se uma personalidade forte que falava e agia de acordo com seus pensamentos. Essas qualidades mostraram-se mesmo no início de seu reinado, quando, aos 20 anos, a rainha mandou um navio de guerra à África do Sul para libertar Paul Kruger, o presidente de Transvaal. Por isso, Guilhermina ganhou estatura internacional e o respeito e admiração de pessoas em todo o mundo. A rainha tinha um frio desgosto pela Grã-Bretanha, a qual havia juntado Transvaal e o Estado Livre de Orange na Segunda Guerra dos Bôeres. Os bôeres eram descendentes dos colonos neerlandeses, a quem Guilhermina se sentia muito ligada.

A rainha Guilhermina também tinha um agudo entendimento a respeito de negócios, e seus investimentos fariam dela uma das mulheres mais ricas no mundo e a primeira mulher a acumular uma riqueza de um bilhão de dólares. Seus investimentos estendiam-se dos Estados Unidos até reservatórios de petróleo nas Índias. A Família Real Neerlandesa ainda tem a reputação de ser a maior acionista da Royal Dutch Shell.

As Guerras mundiais
Apesar dos Países Baixos terem se mantido neutros perante a Primeira Guerra Mundial, grandes investimentos germânicos na economia neerlandesa combinados com uma parceria de trocas de mercadorias forçaram o Reino Unido a bloquear os portos neerlandeses numa tentativa de enfraquecer o Império Alemão.

Entre as Guerras, durante os anos 20 e os 30, os Países Baixos se tornaram uma proeminente potência industrial. Engenheiros recuperaram e aproveitaram vastos montantes de terra que estiveram abaixo da água, construindo um sistema de barrangens. Em 1934, seu marido e sua mãe, a Rainha Ema, faleceram. A crise econômica dos anos 30 também foi um período no qual o poder pessoal de Guilhermina alcançou seu zênite. Sob os bem-sucedidos governos do primeiro-ministro Hendrikus Colijn, um leal monarquista, Guilhermina ficou bastante próxima das questões de Estado. No dia 7 de janeiro de 1937, Guilhermina arranjou o casamento entre sua filha Juliana e o príncipe alemão Bernardo de Lippe-Biesterfeld, garantindo a lista sucessão do trono dos Países Baixos. Bernardo perdeu a maioria de suas posses depois da Grande Guerra, e acreditava-se que ele era um ajudante do regime nazista, mas não há nenhuma evidência disso. Popular, Guilhermina respeitou a Constituição, deixando os partidos governarem.

Na Segunda Guerra Mundial, em 10 de maio de 1940, a Alemanha Nazi invadiu os Países Baixos, e a rainha e sua família foram para o Reino Unido três dias depois. Guilhermina queria, na verdade, permanecer no país: ela planejava ir à província sulista Zelândia com suas tropas para coordenar resistência através da cidade de Breskens e continuaria lá até que reforços chegassem, assim como Alberto I da Bélgica havia feito durante a Primeira Guerra Mundial. Ela estava a bordo de um cruzeiro britânico em A Haia que a levaria até lá; no entanto, enquanto estava a bordo, o capitão lhe informou que havia esquecido de fazer contato com a costa neerlandesa e que, como Zelândia estava sob forte ataque da Luftwaffe, era perigoso ir. Guilhermina então tomou a decisão de ir para a Londres, planejando retornar o mais cedo possível. Com o fim da guerra, Guilhermina decidiu não voltar para o palácio, mas mudar-se para uma mansão em A Haia, onde viveu por oito meses, e viajou pelo país para motivar as pessoas, às vezes usando uma bicicleta ao invés de carro. No entanto, em 1947, enquanto o país se recuperava dos prejuízos, uma revolta nas Índias Orientais Holandesas representou uma situação crítica para a elite econômica neerlandesa e para a Rainha. Sua perda de popularidade e saída forçada das Índias, sob pressão internacional, levaram-na a abdicar.

Últimos anos
Em 4 de setembro de 1948, depois de um «reinado de cinqüenta e oito anos e quinze dias» Guilhermina abdicou em favor de sua filha, Juliana. Ela foi, a partir daquele dia, estilizada como Sua Alteza Real Princesa Guilhermina dos Países Baixos. Depois de seu reinado, a influência da monarquia neerlandesa começou a cair, mas o amor do povo pela família real continuou. Guilhermina então retirou-se para o Palácio Het Loo, fazendo poucas aparições públicas até a catastrófica inundação de 1953. Mais uma vez, ela viajou por todo o país para encorajar e para motivar o povo neerlandês. Durante seus últimos anos, ela escreveu sua biografia, intitulada Eenzaam, maar niet alleen ("Solitária, Mas Não Sozinha"). A rainha Guilhermina morreu em 28 de novembro de 1962, aos 82 anos da idade, e seu corpo foi enterrado na cripta da família real Nieuwe Kerk, em Delft, no dia 8 de dezembro do mesmo ano.

Curiosidade
Antes da explosão da Primeira Guerra Mundial, uma jovem rainha Guilhermina visitou o Imperador Guilherme II da Alemanha, que ostentou-se à Guilhermina dizendo que os Países Baixos eram um pequenino país: "Meus guardas são de sete pés de altura, e os seus são apenas ombros perto deles". Guilhermina sorriu educadamente e respondeu: "Certamente, Sua Majestade, seus guardas são de sete pés de altura. Mas quando abrimos nossos diques, a água é de dez pés de profundidade!".


Fonte: Wikipédia

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Palazzo Strozzi

O Palácio Strozzi, na zona central de Florença, é um dos mais notáveis edifícios da fase inicial da Renascença italiana. De tamanho imponente (foi necessário destruir 15 edifícios para construí-lo), encontra-se entre as Via Strozzi e Plaza Strozzi, e a Via Tornabuoni, com grandiosos portais que fazem de entrada, todos idênticos, em cada um dos três lados que não se encontram encostados a outros edifícios.


Autêntica obra prima da arquitetura civil florentina do Renascimento, foi construído, entre 1489 e 1538, para a família Strozzi, uma das mais importantes linhagens patrícias florentinas, tradicionalmente hostil à facção dos Médici, que o manteve na sua posse até 1907, ano em que foi legado ao Estado italiano. O projeto do edifício é do arquiteto Benedetto da Maiano, que o projetou por encomenda de Filippo Strozzi.

  • Alberga hoje galerias de arte, um arquivo e outros serviços culturais.



História
A família Strozzi havia-se exilado de Florença, em 1434, devio à sua opocição aos Médici, mas graças à fortuna acumulada como banqueiro em Nápoles, Filippo Strozzi pode voltar à cidade em 1466, decidido a esmagar os seus rivais. Esta ideia tornou-se numa verdadeira obsessão e durante anos comprou e demoliu edifícios em volta da sua residência para dispor do terreno necessário para edificar o maior palácio alguma vez visto em Florença.

Giuliano da Sangallo fez um modelo do Palazzo Strozzi em madeira entre 1489 e 1490 (atualmente no Bargello) mas Giorgio Vasari entregou o projeto a Benedetto da Maiano, o arquiteto preferido de Lourenço o Magnífico. Com tanto dinheiro à disposição, nenhum aspecto do projeto foi deixado ao acaso, tendo-se chegado, a chamar astrônomos para decidir qual era o dia mais propício para colocar a primeira pedra. Os trabalhos começaram em 1489, mas dois anos depois falecia Filippo Strozzi. Os seus herdeiros prosseguiram, embora com dificuldades, a dispendiosa construção do sonho de Filippo.

À morte de Benedetto da Maiano, quando o edifício em obras havia chegado ao segundo piso, os trabalhos foram confiados a Simone del Pollaiolo, chamado Il Cronaca, o qual realizou a coroação da fachada e o pátio porticado. Del Pollaiolo manteve-se como encarregado da obra até ao dia 31 de outubro de 1504, como atestam documentos da época.

Depois de várias interrupções causadas pela oscilante situação econômica da família, o palácio foi terminado em 1538 por Baccio d'Agnolo, que cuidou também dos espaços interiores e dos móveis, mas deixou a cornija incompleta num dos lados, tendo permanecido assim até hoje. O edifício foi confiscado pelo Grão-Duque Cosme I de Médici no mesmo ano, sendo devolvido aos Strozzi trinta anos depois.

Em 1638, Guerardo Silvani realizou a capela do primeiro andar e, em 1662, ampliou a escadaria sobra a Via Tornabuoni. Foi somente em 1864 que se agregou o longo da Via Tornabuoni o chamado "banco de rua" (panca di via), executado por Giuseppe Poggi sob encomenda do Príncipe Ferdinando Strozzi. Nesta ocasião também se reabriu o portão da Plaza Strozzi e o pátio foi unido ao nível da rua com uma rampa, para permitir que as carroças acedessem ao coração do palácio. Entre 1886 e 1889 foram restauradas as fachadas, o que aconteceria novamente no início do século XX.


Arquitetura
O palácio representa o exemplo mais perfeito do ideal de edifício senhorial do Renascimento.
Foi voluntariamente construído num tamanho superior ao do Palazzo Medici, do qual copiou a forma cúbica desenvolvida sobre três andares em volta dum pátio central, e a parede revestida com a típica pietraforte florentina inclinada para o alto. À altura da rua abrem-se janelas retangulares, enquanto que nos pisos superiores se podem encontrar duas séries de elegantes janelas bíforas sobre cornijas dentadas.

Em cada um dos três lados que dão para a rua, abrem-se três portais com arcadas, de solene classicismo. Em torno do palácio corre um rodapé contínuo, e o edifício está coroado por uma imponente cornija apoiada sobre uma faixa lisa, a qual se interrompe na Via Strozzi.

No exterior encontram-se os porta-archotes e porta-bandeiras, e as argolas de ferro forjado para os cavalos, o melhor exemplo desta forma artística e obra prima de Niccolò Grosso, chamado Il Caparra, o mais famoso ferreiro de Florença ativo no século XV, mencionado também por Vasari em Le Vite. São particularmente notáveis as obras das esquinas: porta-archotes com forma de dragões e esfínges, e as lucernas com a forma de templo com pontas, parecendo assemelhar-se a cebolas, que antigamente davam nome à Plaza Strozzi.


Atualidade
O palácio manteve-se como propriedade da família Strozzi até 1937, quando foi adquirido pelo Instituto Nacional de Seguros (Istituto Nazionale delle Assicurazioni), restaurado, e posteriormente cedido ao Estado Italiano em 1999. Atualmente é sede de dois importantes institutos:
  1. O Gabinete Vieusseux, nascido da associação literária e científica de Gian Pietro Vieusseux, fundada em 1819. Esta associação foi frequentada, entre outras personalidades, por Stendhal. Conserva também uma importante biblioteca, e publica mensalmente a Nuova Antologia, desde os anos 80 a publicação é cuidada pela Fundação Giovanni Spadolini.
  2. O Instituto Nacional de Estudos sobre o Renascimento
O primeiro andar acolhe, anualmente, importantes mostras de arte contemporânea.




A Plaza Strozzi foi usada durante todo o Reanascimento como lugar de venda de alimentos, uma ocupação que deixava diariamente muitos dejetos e que não agradava aos Strozzi. Uma placa colocada em 1762 pelos "Otto di Balia e di Guardia" (os precursores do corpo da polícia municipal) na esquina da praça proíbe o comércio de melancias, fruta e sucata, sob pena de severas multas.






pátio do Palácio



Fonte: Wikipédia

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Família Strozzi


Os Strozzi eram uma das mais antigas e importantes famílias patrícias da cidade de Florença, apenas ultrapassada em poder pelos Medici. A notoriedade da família remonta ao século XIII, tendo ao longo dos séculos seguintes desempenhado um papel determinante em muitos dos acontecimentos da Toscana. Entre os seus membros contam-se diversas personagens importantes no mundo da política, das artes e da economia.





Origem
A partir do século XIII a família foi progressivamente adquirindo riqueza, essencialmente através dos negócios bancários, consolidando-se no século XIV e passando a ter um papel de crescente importância nos negócios públicos de Florença.

Através de sucessivas alianças e rivalidades com os Medici, a outra poderosa família da cidade, os Strozzi ganharam grande notoriedade, liderando durante o século XVI a oposição ao crescente poder. Essa situação custou a diversos membros da família o banimento e o assassinato. Alguns aliaram-se aos franceses nas lutas do Piemonte e Toscania, acabando por assumir grande relevo na França, com destaque para Piero Strozzi, que foi marechal da França e seu filho Filippo Strozzi, que comandou a guarda real francesa e foi coronel general do exército da França.

Nos séculos XV e XVI os Strozzi interessaram-se sobremaneira pelas artes, sendo dos maiores e mais ricos mecenas de Florença, para além de alguns dos seus membros terem sido notáveis poetas, escritores e pintores. Através de casamentos e alianças sucessivas, os Strozzi adquiriram, entre outros, os títulos de príncipe de Forano e duque de Bagnolo.

O Palazzo Strozzi, que até 1907 pertenceu à família, foi deixado em legado ao estado italiano, sendo um dos mais notáveis edifícios de Florença.


Membros mais famosos da família
Entre os membros mais notáveis da família Strozzi contam-se:
  1. Tommaso Strozzi, líder dos ciompi (trabalhadores têxteis) durante o Levantamento dos Ciompi de 1378.
  2. Palla Strozzi (* 1372, † 8 de maio de 1462), político e humanista que fomentou o estudo dos clássicos gregos em Florença e Pádua. Estudou com Manuel Chrysolaras (1355-1415) e fundou, no convento da Santa Trinità, a primeira biblioteca pública de Florença, e uma das primeiras do mundo ocidental.
  3. Zanobi Strozzi, aprendiz com Fra Angelico (1395-1455).
  4. Matteo Strozzi, casado com Alessandra Macinghi (1406-1471), uma escritora conhecida. Na sua juventude teve como preceptor Tommaso Parentucelli (eleito Papa com o nome de Nicolau V). Do casamento nasceu, Filippo Strozzi – conhecido por il Vecchio, o Velho (1428-1491).


Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Imperatriz Maria Teresa da Áustria



Maria Teresa da Sicília, mãe da imperatriz D. Leopoldina do Brasil, e segunda esposa do imperador Francisco, tinha um temperamento oposto ao seu reservado esposo. O casamento da princesa impulsiva com o imperador um tanto inseguro e lacônico transcorreu em felicidade. O equilíbrio e a personalidade alegre da princesa criaram uma atmosfera informal, no âmbito da qual tanto Francisco quanto seus filhos conheceram uma vida familiar harmoniosa.



Passavam os dias alternadamente no castelo Hofburg em Viena, no palácio imperial de Schonbrunn e por vezes no palácio Hetzendorf. O palácio de Laxenburg, como residência de verão, e o parque circundante eram centrais para a imperatriz e seus filhos. Ali ela mandou erigir o castelo de Franzenburg em estilo gótico moderno, e fez construir um labirinto e um teatro ao ar livre, onde encenou numerosas comédias e outras peças menores junto com os filhos.

A imperatriz falava geralmente em italiano e francês; seu alemão era sofrível. Suas ocupações preferidas eram: pintura e música. Beethoven lhe dedicou seu Septeto em mi bemol maior e Haydn, sua Theresienmesse (Missa para Teresa).

Colocada em fuga pelo avanço das tropas de Napoleão, o estado de saúde da imperatriz agravou-se quando dos deslocamentos pela Morávia e Silésia. Várias complicações acometeram sua última gravidez, adoeceu de pleurite tuberculosa e veio a sofrer um aborto em 6 de abril de 1807, falecendo no dia 13.







Descendência
  1. Maria Luisa (1791-1847)
  2. Ferdinando I (1793-1875)
  3. Carolina (1794-1795)
  4. Leopoldina (1797-1826)
  5. Maria Clementina (1798-1881)
  6. José Francisco (1802-1878)
  7. Maria Ana (1804-1858)
  8. João (1805-1809)
  9. Amália (1807)



Fonte: do livro 'Cartas de uma imperatriz' - D. Leopoldina

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domingo, 22 de agosto de 2010

Maria Luisa, imperatriz da França



Maria Luísa de Áustria ou Maria Luísa da França; Maria Luísa Leopoldina Francisca Teresa Josefa Lucia. Viena, 12 de dezembro de 1791 - Parma, 17 de dezembro de 1847, foi a segunda esposa e consorte de Napoleão I de França. Filha do imperador Francisco I e de Maria Teresa da Sicília, casou-se com Napoleão, que não tivera de Josefina um herdeiro para seu trono e se tornou Imperatriz dos franceses e Rainha da Itália.




Do casamento, realizado em Viena por procuração em 11 de março de 1810 e em pessoa em St. Cloud o civil e no Louvre o religioso, em 2 de abril de 1810, nasceu apenas o filho Napoleão II. Era irmã de D. Maria Leopoldina de Áustria (1797-1826), que se casaria com D. Pedro I imperador do Brasil.

Quando Napoleão foi exilado para a ilha de Elba, Maria Luísa e o filho mudaram-se para a Áustria mas Maria Luísa conservou o título de Imperatriz dos Franceses. Forçada a se afastar do filho, tornou-se Duquesa de Parma, Piacenza e Guastalla e duquesa de Lucca de 1814 a 1847. Deixou o filho em Viena e se mudou para Parma com seu ajudante de ordens, o general conde Adão Adalberto de Neipperg, do qual teve vários filhos, casando-se com ele em Parma secretamente, em 1821 ou 1822, depois da morte de Napoleão. Ao enviuvar de Neipperg em 1829, ainda se casou em terceiras núpcias de novo secretamente com Carlos Renato, conde de Bombelles, de família italiana estabelecida na França desde o século XVI e na Áustria desde o século XVIII.


Descendência

  1. Napoleão II (1811 – 1832), em 1818 feito duque de Reichstadt.
  2. Albertina di Montenuovo (Parma, 1.º de maio de 1817 – Castel di Fontanellato, 1867)
  3. Filha (1821 – 1822)
  4. Guilherme Alberto (Salagrande, Parma, 8 de agosto de 1819 – Viena, 6 de abril de 1895), conde de Montenuovo, feito pelo Imperador Francisco José I em 20 de agosto de 1864 Fürst von Montenuovo.



Fonte: Wikipédia

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Casa Tudor



A Casa de Tudor foi uma dinastia de monarcas britânicos que reinou na Inglaterra entre o fim da Guerra das Rosas de 1485 e 1603. A família Tudor se origina no século XII, com Ednyfed Fychan de Tregarnedd (1179-1246). O primogênito de seus 12 filhos, Gorowny, teve um filho, Tudur Hem, conhecido posteriormente como o velho, que viveu de 1245 a 1311. Dele descendem os Tudor.





No início do século XV viveu Owain ou Owen Tudor (1400-1461), filho de Maredudd ou Meredith Tudor, que se casou com Catarina de Valois, princesa de França, viúva de Henrique V de Inglaterra. Da união nasceu Edmundo Tudor, Conde de Richmond, que casou com Margarida Beaufort, neta de João de Gant, sendo pais do rei Henrique VII de Inglaterra. As pretensões de Henrique VII à coroa baseavam-se no fato de ser trineto do rei Eduardo III, embora por duvidosas vias feminina e ilegítima. Para cimentar a sua posição, o primeiro soberano Tudor decidiu casar com a princesa Isabel, herdeira da Casa de York.

A Casa de Tudor governou Inglaterra num período relativativamente pacífico, depois da sucessão de guerras:
  • Guerra com a Escócia,
  • Guerra dos Cem Anos e
  • Guerra das Rosas.
A economia e o comércio prosperaram apesar dos conflitos internos que marcaram o período, resultantes do repúdio da autoridade papal da Igreja Católica Romana e da fundação da Igreja da Inglaterra chefiada pelo próprio rei. Era o início dos movimentos protestantes na Europa. Por altura do fim do reinado de Elisabete I, a última monarca Tudor, a Inglaterra era uma das potências europeias.

Os Tudor foram sucedidos pela Casa de Stuart, a dinastia reinante de monarcas escoceses, depois de Elisabete I morrer em 1603 sem descendência direta. A partir de então e até aos dias de hoje, Inglaterra e Escócia formam uma união pessoal.



principais membros da casa de Tudor

  1. Henrique VII de Inglaterra (1457-1509) r. 1485-1509
  2. Henrique VIII de Inglaterra (1491-1547) r. 1509-1547
  3. Eduardo VI de Inglaterra (1537-1553) r. 1547-1553 – não casou, sem descendência
  4. Maria I de Inglaterra (1516-1558) r. 1553-1558 – casou com Filipe II de Espanha, sem descendência
  5. Elisabete I de Inglaterra (1533-1603) r. 1558-1603 – não casou, sem descendência, nomeia Jaime Stuart como sucessor (filho de sua prima Maria Stuart da Escócia)
  6. Artur Tudor, Príncipe de Gales (1486-1502) – casou com Catarina de Aragão, sem descendência
  7. Margarida Tudor (1489-1541), casou com Jaime IV Stuart, rei da Escócia
  8. Jaime V Stuart (1512-1542), casou com Maria de Guise
  9. Maria Stuart, rainha da Escócia (1542-1587) – executada
  10. Jaime VI da Escócia também Jaime I de Inglaterra (1566-1625) – Casa de Stuart
  11. Maria Tudor (1496-1533), casou com Charles Brandon, Duque de Suffolk
  12. Frances Brandon (1517-1559), casou com Henry Grey, Duque de Suffolk
  13. Joana Grey (1537-1554), rainha de Inglaterra por nove dias em 1553 – executada





Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Museu Nacional - Rio de Janeiro

Ao longo do tempo, o Paço de São Cristóvão, que abriga hoje o Museu Nacional, sofreu diversas transformações, como a ampliação do palácio feita por D. Pedro II a partir de 1850. Lá ele viveu em um período de longa duração, tornando este edifício testemunha de diversos momentos importantes na História do Brasil.

O objetivo das alterações arquitetônicas era o palácio ser solidificado como lugar que emana o poder imperial durante o Segundo Reinado, visando reforçar a construção do Estado Nação. Para isso, D. Pedro II contou com seus súditos, em especial com segmentos da nobreza brasileira, que acompanharam e apoiaram o monarca nos usos dos símbolos e rituais de fortalecimento do poder monárquico. Para desempenhar essas ações, utilizou como palco privilegiado a sua residência.

Moradia do imperador era dividida em três pavimentos:
  • o primeiro era destinado a serviços gerais e primeiras recepções;
  • o segundo era um pavimento mais ornamentado que tinha como função receber os visitantes; e
  • o terceiro era constituído de dormitórios e demais áreas da família.

Museu Nacional hoje dispõe de uma área útil de 13.616,79 m² distribuída pelos seus três pavimentos, contendo um total de 122 salas, assim distribuídas:
  • 63 salas do primeiro pavimento,
  • 36 no segundo e
  • 23 no terceiro.
Após as reformas de adaptação do palácio ocorridas em 1910, muitas salas foram modificadas. Esse processo de transformação ocorre até os dias de hoje.

Infelizmente não se tem atualmente uma perspectiva detalhada do uso de todos os ambientes deste edifício à época do Império.



O Quarto do Imperador
O quarto de D. Pedro II foi constituído com uma concepção moderna da necessidade do soberano ter seu espaço próprio como lugar privativo. Até o século XIX, ainda não havia uma grande preocupação com a questão da privacidade: era normal os reis serem visto sem as vestes pelos seus serviçais. Portanto, podemos considerar o conceito dos aposentos do segundo imperador do Brasil como algo novo.

Os aposentos ficavam no terceiro pavimento, onde, hoje em dia, estão localizadas as seções administrativas da direção, sendo que o do monarca estava exatamente no mesmo local onde atualmente funciona a diretoria do Museu Nacional. (Foto: Vista parcial da ambientação do gabinete da direção do Museu Nacional até o ano de 2001)



Biblioteca Particular de Sua Majestade Imperial
Também no terceiro pavimento, encontrava-se a “Biblioteca Particular de sua Majestade Imperial”, um dos lugares preferidos do imperador. Para fortalecer a imagem de erudito, a preocupação com a aquisição de livros tornou-se algo constante em sua vida.

A Biblioteca de D. Pedro II foi iniciada com as obras da Real Bibliotheca Portuguesa trazidas para o Brasil por D. João VI, desenvolvida por sua mãe, Dona Leopoldina, e ampliada pelo próprio e por Thereza Cristina. Inclusive, os livros faziam parte obrigatória de algumas de suas imagens fotográficas ou em pinturas para compor a imagem do monarca-cidadão, associado à cultura e às ciências.

No período entre 1938 e 1989, a Biblioteca do Museu Nacional utilizou o mesmo espaço que no passado foi utilizado para abrigar a Biblioteca Imperial. Ainda hoje encontramos a gravação em vidro da palavra “Sala de Leitura” em um ponto do terceiro andar, como o único vestígio da utilização desse ambiente como o lugar da guarda dos livros tanto do imperador quanto da instituição científica. (Foto: Destaque da gravação em vidro - Sala de Leitura)


O Museu Nacional reúne os maiores acervos científicos da América Latina, laboratórios de pesquisa e cursos de pós-graduação. As peças que compõem as exposições abertas ao público, (cerca de três mil atualmente) são parte dos 20 milhões de itens das coleções científicas conservadas e estudadas pelos Departamentos de Antropologia, Botânica, Entomologia, Invertebrados, Vertebrados, Geologia e Paleontologia.




Fonte: Museu Nacional - Rio de Janeiro - Brasil

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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