sábado, 7 de fevereiro de 2009

D. Maria I de Portugal

Dona Maria I (Lisboa, 17 de Dezembro de 1734 — Rio de Janeiro, 20 de Março de 1816) foi rainha de Portugal de 24 de Março de1777 a 20 de Março de 1816. Enterrada na Basílica da Estrela, em Lisboa, para onde foi transladada. Batizada infanta Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, foi Rainha de Portugal entre 1777 e 1816, sucedendo ao seu pai, o rei José I. D. Maria foi ainda Princesa do Brasil, Princesa da Beira e Duquesa de Bragança. Ficou conhecida pelos cognomes de A Piedosa ou a A Pia, devido à sua extrema devoção religiosa - demonstrada, por exemplo, quando mandou construir a Basílica da Estrela em Lisboa - e finalmente, como Dona Maria, a Louca, devido à doença mental manifestada com veemência nos últimos 24 anos de vida, depois da morte do seu filho primogênito, que ela havia se recusado a vacinar contra a varíola, por motivos religiosos.



Casamento
A continuidade dinástica da casa de Bragança ficou assegurada com o seu casamento com o tio Pedro de Bragança. O casamento foi realizado no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, em Lisboa, a 6 de julho de 1760. Ele subiu ao trono como Pedro III e juntos reinaram.

Reinado
Foi a primeira rainha em Portugal a exercer o poder efetivo. Seu primeiro ato como rainha, iniciando um período que ficou conhecido como a Viradeira, foi a demissão e exílio da corte do Marquês de Pombal, a quem nunca perdoara a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távoras. Rainha amante da paz, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos ao Terror da Revolução Francesa (1789). Era no entanto dada a melancolia e fervor religioso e de natureza tão impressionável que quando ladrões entraram em uma igreja e espalharam hóstias pelo chão, decretou nove dias de luto, adiou os negócios públicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa. A 5 de janeiro de 1785 promulgou um alvará impondo pesadas restrições à atividade industrial no Brasil.

Regência do filho
Mentalmente instável, desde 10 de fevereiro de 1792 foi obrigada a aceitar que o filho tomasse conta dos assuntos de Estado. Obcecada com as penas eternas que o pai estaria sofrendo no inferno, por ter permitido a Pombal perseguir os jesuítas, o via como "um monte de carvão calcinado". Em 1799, sua instabilidade mental se agravou com os lutos pelo seu marido D. Pedro III (1786) e seu filho, o príncipe herdeiro José, Duque de Bragança, Príncipe da Beira, Príncipe do Brasil, morto aos 26 anos (1788), a marcha da Revolução Francesa, e execução do Rei Luís XVI de França na guilhotina e o filho e herdeiro João assumiu a regência : D. João VI de Portugal.

Transferência para o Brasil
A idéia de que a Família Real Portuguesa fugiu para o Brasil é derrubada pelo fato de, na época, o território brasileiro pertencer a Portugal. O que realmente ocorreu foi a tranferência da sede da Corte para outra parte do Reino. Em 1801, o primeiro-ministro de Espanha, Manuel Godoy apoiado por Napoleão invadiu Portugal por breves meses e, no subsequente Tratado de Badajoz, Olivença passou para a coroa de Espanha. Portugal continuou a fazer frente a França e, ao recusar-se a cumprir o Bloqueio naval às Ilhas Britânicas, foi invadido pela coligação franco-espanhola liderada pelo Marechal Junot. A família real tranferiu-se para o Brasil a 13 de Novembro de 1807 e Junot foi nomeado governador de Portugal. A 1 de Agosto de 1808, o Duque de Wellington desembarcou em Portugal e iniciou-se a Guerra Peninsular. Entre 1809 e 1810, o exército luso-britânico lutou contra as forças invasoras de Napoleão, nomeadamente na batalha das Linhas de Torres. Quando Napoleão foi derrotado em 1815, Maria e a família real encontravam-se ainda no Brasil. Segundo consta, a rainha teve de embarcar à força. Muito religiosa, acreditava que estava indo para o próprio Inferno. Dos membros da realeza, porém, foi a que se manteve mais calma, chegando a declarar: Não corram tanto, vão pensar que estamos a fugir.

– Proclamada Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 16 de dezembro de 1815.

Descendência
  1. José – Duque de Bragança e príncipe do Brasil (1761-1788), casou com a tia, a infanta Maria Benedita de Bragança.
  2. João de Bragança – natimorto no Palácio de Nossa Senhora d'Ajuda, Lisboa, 20 de outubro de 1762.
  3. Dom João Francisco de Paula Domingos António Carlos Cipriano de Bragança – nascido em Lisboa a 16 de setembro e morto em Lisboa a 10 de outubro de 1763.
  4. D. João Maria José Francisco Xavier de Paula Luis António Domingos Rafael de Bragança – (futuro João VI) casado com D. Carlota Joaquina infanta da Espanha, filha do rei Carlos IV
  5. Mariana Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas Gabriela de Bragança – nascida no Palácio de Queluz a 15 de Dezembro de 1768, morta no Escorial em 2 de Novembro de 1788. Casou-se com Gabriel António, infante de Espanha, filho de Carlos III.
  6. Maria Clementina Francisca Xavier de Paula Ana Josefa Antónia Domingas Feliciana Joana Michaela Julia de Bragança – nascida em Queluz em 9 de junho de 1774 e morta em Lisboa em 27 de junho de 1776.
  7. Maria Isabel de Bragança – nascida em Queluz 12 de dezembro de 1776 e morta em Lisboa em 14 de janeiro de 1777.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Família Habsburgo

A única família a reinar na Áustria (1273 - 1916). Dinastia Habsburgo ou Casa da Áustria. O nome vem de um castelo Habichtsburg "castelo do falcão", morada oficial construída em 1020 na Suíça. Foram imperadores do Sacro Império Romano Germânico pela 1º vez com Rodolfo I (o fundador) em 1273. A partir de 1438 só os Habsburgos ficaram no poder do Sacro Império, com uma pequena interrupção de 1740 a 1745. Quando o Sacro Império terminou em 1806, foram imperadores da Áustria e Hungria, o Império Austro-Hungaro. (Figura ao lado do Castelo hoje)

Imperador Francisco José I casado com Elisabete da Baviera (Sissi), primos por parte de mãe, romance retratado em cinema. Seu reinado foi pontuado por conflitos e mortes em família:


1867 – seu irmão Maximiliano imperador do México, foi executado
1889 – suicídio do filho Rodolfo (herdeiro)
1898 – assassinato de sua esposa Sissi por um anarquista em Genebra
1914 – assassinato do seu sobrinho e herdeiro Francisco Ferdinando



  • o último imperador Habsburgo na Áustria foi Carlos I que reinou de 1916 a 1918

A 1ª Guerra Mundial se deu ao fato do herdeiro do trono da Áustria – Francisco Ferdinando ser assassinado, junto com sua esposa Sofia por um extremista, Gavrilo Princip da Sérvia. Não houve autorização para os policiais austríacos participarem das investigações e começou o conflito. A Alemanha ficou do lado da Áustria e a Rússia, a França e a Grã Bretanha se aliaram a Sérvia, e mais tarde também entraram EUA, Portugal e Romênia.

(Origem: Wikipédia e minhas anotações)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pelos olhos de uma palestina



Para conhecer um pouco o outro lado.
Muito se fala da divisão da Palestina, do lado israelense, mas dificilmente se vê o lado palestino. Criou-se uma ilusão, após a Segunda Guerra Mundial, que quem só sofre são os judeus, e isso ficou fortemente marcado em filmes, reportagens, livros e pouco se mostra o outro lado, o que aconteceu depois. O lado palestino depois da divisão. Hollywood mostra a tortura dos judeus, seus sofrimentos em variados filmes, mas nunca vimos uma grande produção, mostrando como foi o sofrimento dos palestinos na divisão e invasão de seu país. No livro 'Em busca de Fátima' de Ghada Karmi, a autora conta a saga de sua vida após a invasão e divisão da Palestina.



– Algumas informações que estão no livro:

"Um Ziyad" mãe de Ziyad
"Abu Ziyad" pai de Ziyad

inglês, árabe e hebraíco eram as três línguas oficiais da Palestina, como decreto pelo governo britânico

os sobrenomes árabes muitas vezes derivam do local de origem

antes da divisão havia a distinção social dividida em três setores mais importantes:
- os camponeses (fellahin)
- as famílias rurais proprietárias de terras
- pessoal das cidades

A Palestina era acima de tudo um país agrícola e mal tinha uma única indústria até o século XX

Tradições e Costumes:
- vidreiros de Hebron
- tecelões de Majdal
- ceramistas de todos os vilarejos
- música, a dança folclórica 'a dabka'
- bordado tradicional; todos criados pela população rural

Os camponeses tradicionalmente usavam um tipo de calças largas; as mulheres usavam cafetãs, com corpete bordado, panos bordados descem até as saias em linhas paralelas e contornam as costas para formar um grande retângulo colorido, amarrado na cintura. Cada região tinha seu risco de bordado particular e suas cores. As pessoas podiam num relance ver se um vestido era de Jerusalém, de Belém ou de Gaza. Em outros lugares usavam simples vestidos escuros bordados. (Foto: Herodium onde se localiza a Tumba de Herodes)

Istiqbal é uma reunião só de mulheres, à tarde, quando os homens estavam fora, com doces e salgados, a conversa era toda sobre suas casa, filhos e maridos. Trocavam novidades, fofocavam e desabafavam. As mulheres se enfeitavam só para incitar a inveja ou a aprovação das outras. Em algumas reuniões se dançava e cantava.

"noiva" em árabe é uma palavra usada para denotar uma coisa de grande beleza.

Pratos tradicionais:
- falafel e hoummos
eram fáceis de fazer, custavam pouco e eram geralmente comidos como lanches. O judeus que vieram para Palestina no final dos anos 1920, pobres e famintos, aprenderam a fazer falafel, que era barato e nutritivo. Anos depois em Israel o falafel e o hoummos e outras receitas eram vistos como autênticos pratos israelenses.

Haganah é o exército judeu clandestino na Palestina, que supostamente ilegal, era de fato, oficiosamente reconhecido pelas autoridades e visto pelos palestinos como nada menos que um ramo do exército britânico. Os ingleses os treinaram, armaram e pagaram, dizia o povo. Tinha também outras forças como o Irgun Zvei Leumi e o Lehi (mais conhecido como Gangue Stern), estas últimas duas organizações eram conhecidas na Palestina como terroristas e foram responsáveis por uma espetacular campanha de violência contra qualquer um que atrapalhasse os seus objetivos, inclusive ações contra os ingleses. O termo 'terrorismo' hoje virtualmente sinônimo de árabes, especialmente muçulmanos, originou-se para designar os grupos judeus na Palestina.

Não era segredo que o exército britânico e os ingleses que trabalhavam na polícia palestina eram em geral pró-palestinos, enquanto o governo e seus funcionários eram pró-sionistas. (informações retiradas do Livro 'Em busca de Fátima')

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Mônaco e os Grimaldi

Em 1297 os Grimaldi, família exilada de origem genovesa, situou-se em uma fortaleza (hoje o palácio principesco), em um grande rochedo e deu origem ao Principado de Mônaco.Francisco Grimaldi tomou posse da fortaleza em 08 de janeiro de 1297, mas o primeiro soberano foi seu primo Rainieri I (senhor de Cagnes) e passaram a ser senhores de Mônaco. Em 1604, príncipes de Mônaco com Honorato II.



– Ficaram sob o controle genovês:
• 1031 a 1331
• 1357 a 1395
• 1395 a 1397
• 1402 a 1419

– anexado pela França de 1793 a 1814 por Napoleão Bonaparte

Hoje
língua Oficial: francês, mas também se fala o dialeto monegasco, italiano e inglês
capital: Mônaco Ville
área: 185 km2
população: 34.044 habitantes
independência: 1297
moeda: euro
religião: predominante católica, anglicanos, judeus e protestantes
príncipe atual: Alberto II nascido em 1958 e reina desde 2005

– Mônaco está dividido em dez bairros ou quarteirões :

Monaco-Ville
Monte Carlo
Saint Roman
Larvotto
Saint Michel

La Condamine
La Colle
Les Révoires
Moneghetti
Fontvieille



Castelo de Mônaco

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Roma

Na Eneida, de Virgílio, Enéias filho da deusa Vênus, foge de Tróia derrotada , com o pai Anquise e o filho Ascânio, enquanto a mulher Creúsa, filha do rei Príamo, morre no incêndio da cidade. Enquanto Enéias se dirige à Itália , uma tempestade atinge o navio, por desejo de Juno, e o obriga a aportar em Cartago, onde foi recebido por Dido, rainha da cidade. Num banquete em sua homenagem, começa a contar as suas aventuras: a queda de Tróia, o estratagema do cavalo e a fuga com seu pai e seu filho. Ao fim de sua narrativa, Dido estava apaixonada por Enéias, porque Vênus havia substituído o filho de Enéias por Cupido, que acertou Dido com uma de suas flechas. Dido pede a Enéias que permaneça com ela e reine em Cartago. Enéia e seus companheiros, depois de ficarem um ano em Cartago por ordem de Júpiter, partiram para o Lácio. Dido, vendo ao longe os navios de Enéias, maldiz a estirpe troiana e se suicida.

Depois de várias peregrinações no Mediterrâneo, Enéias aporta no Lácio, como havia sido dito por sua mãe, que depois de uma previsão lhe havia dito que fundaria uma cidade na pátria de Dardano (seu antepassado que segundo a lenda era o fundador de Tróia). No Lácio, Enéias foi amavelmente acolhido pelo rei Latino, que o apresenta à sua filha Lavínia. Enéias se apaixona perdidamente por ela mas vem a saber que latino já a havia prometido a Turno, rei dos rutulianos. O pai de Lavínia sabe da intenção de Enéias, mas temendo uma vingança por parte de Turno se opõe ao seu desejo. A disputa pela mão da jovem torna-se uma verdadeira guerra, da qual participam as várias populações itálicas. Enéias alia-se com algumas populações gregas provenientes de Argos e estabelecidas na cidade de Pallante, sobre o monte Palatino, reino do árcade Evandro e seu filho Pallente. A guerra é sangrenta (logo Pallante morre atingido por Turno] e, para evitar mais vítimas, a disputa entre Enéias e Turno deverá resolver-se em um combate entre os dois comandantes e pretendentes. Enéias mata Turno, casa-se com Lavínia e funda a cidade de Lavínio (a atual Pratica di Mare).

– Rômulo e Remo
Depois de trinta anos, Ascânio funda uma nova cidade, Alba Longa, sobre a qual reinaram seus descendentes. Muito tempo depois o filho e legítimo herdeiro do rei Proca de Alba Longa, Numitor, foi deposto pelo irmão Amúlio, que obriga a princesa Réia Sílvia a tornar-se Vestal (sacerdotisa virgem, consagrada à deusa Vesta), e a fazer voto de castidade. Porém o Deus Marte se enamora da jovem que engravida e tem dois gêmeos Rômulo e Remo. O rei Amúlio ordena que os gêmeos sejam mortos, mas o servo encarregado da tarefa não tem coragem de fazê-lo e os abandona na corrente do rio Tibre. A cesta com os gêmeos vai por fim para nas margens do rio em Velabro, entre os montes Palatino e Capitolino, onde foram encontrados e cuidados por uma loba (provavemente uma prostituta, chamada na época de lupa, da qual se encontram traços na palavra lupanar). Depois o pator Fáustulo os encontra e, com sua mulher, Aca Larência os cria como filhos. Uma vez adultos e conhecida sua origem, Rômulo e Remo retornam a Alba Longa, matam Amúlio e repõem no trono seu avô Numitor.
Rômulo e Remo obtêm então permissão para fundar uma nova cidade, no local onde haviam crescido. Rômulo queria chamá-la Roma e edificá-la sobre o Palatino, enquanto Remo a quer batizá-la Remora e fundá-la sobre o Aventino. É o próprio Tito Lívio quem se refere às duas mais críveis versões dos fatos:

"Como eram gêmeos e o respeito à progenitura não podia funcionar como critério eletivo, cabia aos que protegiam aqueles lugares indicar, através dos auspícios, quem seria escolhido para dar o nome à nova cidade e reinar depois da fundação. Assim, para interpretar os auspícios, Rômulo escolhe o Palatino e Remo escolhe o Aventino. O primeiro presságio teria cabido a Remo. Do momento que Rômulo estava afastado quando o presságio fora anunciado, os respectivos grupos haviam proclamado como rei um e outro ao mesmo tempo. Uns sustentavam que tinham direito ao poder com base à prioridade no tempo, outros com base no número de pássaros vistos. Nasceu assim uma discussão e da raivosa luta de palavras se passou ao sangue: Remo, golpeado na cabeça, cai por terra. É mais notável a versão segundo a qual Remo, para surpreender o irmão, teria escalado os muros recém construídos (provavelmente o Pomério), e Rômulo com raiva teria ameaçado com estas palavras: ‘Assim, de agora em diante, morra quem escalar os meus muros’. Deste modo, Rômulo se apossou sozinho do poder e a cidade fundada tomou o nome do fundador." Lívio

Assim a cidade foi fundada sobre o Palatino e Rômulo tornou-se o primeiro Rei de Roma.

– A data da fundação de Roma
Durante a República Romana, muitas datas foram atribuídas à fundação da cidade, no intervalo entre 758 a.C. e 728 a.C.. Finalmente, no Império Romano, a data sugerida por Marco Terêncio Varrão (116 a.C. - 27 a.C.) foi considerada a oficial, mas no Fasti Capitolini o ano é 752 a.C.. Embora o ano varie, todas as versões concordam que o dia é 21 de abril, dia do festival de Pales, deusa do pastoreio. O calendário romano ab urbe condita, porém, começa com a data de Varrão (753 a.C.)

– O nome de Roma
O nome da cidade é geralmente considerado com referência a Rômulo, mas há outras hipóteses.
  • Alguns sugeriram uma palavra etrusca "rhome", com o significado de "duro", cognata com a palavra grega "ρώμη, rhōmē'’, força, vigor.
  • Outros se referem à Mitologia Romana, onde supõe-se que se refere ao filho de Enéias ou Evandro.
  • O estudioso basco Manuel de Larramendi pensa que a origem é a palavra basca "orma" (basco moderna "horma" = muro).
  • Roma é também Urbs, e este nome, que (no Latim tardio geralmente significa qualquer cidade) veio de urvus, uma vala cavada por uma enxada - neste caso aquela cavada por Rômulo para marcar os limites da cidade.
– No monte Capitolino, na noite de 21 de abril todo ano, um sino especial chamado Patarina toca do Campidoglio para comemorar a fundação de Roma. naquela ocasião, o famoso canhão do Janículo permanece silencioso, o único dia do ano em que ele não soa. –
(fonte: Wikipédia)

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Palácio de Versalhes


O Palácio de Versalhes (em francês Château de Versailles) é um château real localizado na cidade de Versalhes, uma aldeia rural à época de sua construção, mas atualmente um subúrbio de Paris. Desde 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família Real ser forçada a voltar à capital em 1789, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França.





A primeira menção à aldeia de Versalhes encontra-se num documento datado de 1038, a “Charte de l'abbaye Saint-Père de Chartres” (Carta de Direitos da Abadia de Saint-Père de Chartres). Entre os signatários da Carta encontra-se um Hugo de Versalhes, a partir do nome da aldeia. Durante este periodo, a aldeia de Versalhes, centrada num pequeno castelo e igreja, e a área envolvente eram controladas por um senhor local. A localização da aldeia, na estrada de Paris para Dreux e para a Normandia, trouxe-lhe alguma prosperidade, mas devido à Peste Negra e à Guerra dos Cem Anos, esta seria largamente destruída e a sua população severamente diminuída.

Em 1575, Albert de Gondi, um Florentino, comprou o senhorio. Gondi havia chegado a França com Catarina de Medici e a sua família tornou-se influente na Assembléia dos Estados Gerais francesa. Nas primeiras décadas do século XVII, Gondi convidou Luís XIII para várias caçadas na floresta de Versalhes. Em 1624, depois desta introdução inicial à área, Luís XIII ordenou a construção de um castelo de caça, a estrutura foi construída em pedra e tijolo com um telhado de ardósia. Oito anos depois, em 1632, Luís XIII conseguiu a escritura e posse de Versalhes, e começou a fazer ampliações ao palácio.

Em 1660, de acordo com os poderes reais dos conselheiros que governaram a França durante a menoridade de Luís XIV, foi procurado um local próximo de Paris mas suficientemente afastado dos tumultos e doenças da cidade apinhada. Resolveu assentar no pavilhão de caça de Versalhes, e ao longo das décadas seguintes expandiu-o até torná-lo no maior palácio do mundo. Versalhes é famoso não só pelo edifício, mas como símbolo da Monarquia absoluta, a qual Luís XIV sustentou.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes possui:
  • 2.000 janelas
  • 700 quartos
  • 1.250 lareiras
  • 700 hectares de parque
É um dos pontos turísticos mais visitados de França, recebe em média oito milhões de turistas por ano. Construído pelo rei Luís XIV, o Rei Sol, a partir de 1664, foi por mais de um século modelo de residência real na Europa, e por muitas vezes foi copiado.Transformado no que era o pavilhão de caça de Luís XIII, no mais opulento palácio da Europa, reuniu centenas de trabalhadores e começou a construir um novo edifício ao lado do já existente. Foram assim realizadas sucessivas ampliações, apartamentos reais, cozinhas e estábulos, que formaram o Pátio Real. Em 1678, construiu-se:
  • o Laranjal
  • o Grande Trianon
  • as alas Norte e Sul do Palácio
  • a Capela
  • a Galeria de Espelhos (onde foi ratificado, em 1919, o Tratado de Versalhes) – trata-se de uma sala com 73m de comprimento, 12,30m de altura e iluminada por dezessete janelas que têm a sua frente, espelhos que refletem a vista dos jardins.

Em 1837 o castelo foi transformado em museu de história. O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhadas. Como o parque é grande, um trem envidraçado faz um passeio entre os monumentos.

– Algumas alterações:
  1. alterações no palácio e jardins em ordem a acomodar os 600 hóspedes convidados para a festa Plaisirs de l’Île enchantée, de 1664
  2. começou a assumir muita da sua aparência atual, modificação mais importante foi o do pavilhão de caça de Luís XIII. O envolvimento, frequentemente referido como palácio novo para distingui-lo da estrutura antiga de Luís XIII — rodeava o pavilhão de caça por norte, oeste e sul. A nova estrutura providenciava novos alojamentos para o Rei e para membros da sua família. Tanto o grand appartement du roi como o grand appartement de la reine formavam um conjunto de sete salas enfileiradas. Cada sala era dedicada a um dos "Corpos Celestes", personificados pelas divindades Greco-Romanas apropriadas. A decoração das salas, descrevia as “heróicas ações do Rei” e eram representadas em forma alegórica pelas ações de figuras históricas do passado (Alexandre, o Grande; Augustus; Cyrus, etc.).
  3. em adição à Galeria do Espelhos, desenhou as alas norte e sul (as quais eram usadas pela nobreza e pelos Príncipes do Sangue, respectivamente), e o Laranjal. Como símbolo da nova proeminência da França como uma Superpotência europeia, Luís XIV instalou oficialmente a Corte em Versalhes em Maio de 1682.
  4. última campanha de construções em Versalhes, a quarta Campanha de Construção (1701-1710) concentrou-se quase exclusivamente na construção da Capela Real. Também fizeram algumas modificações no Petit Appartement du Roy, nomeadamente a construção do Salon de l’Oeil de Boeuf e do quarto do Rei. Com a conclusão da capela em 1710, virtualmente, toda a construção em Versalhes cessou; a construção não seria retomada em Versalhes até cerca de 20 anos depois, já durante o reinado de Luís XV.
Na quarta campanha de construção de Luís XIV, a quinta capela do Palácio de Versalhes é uma obra-prima. Com inicio em 1689, a construção foi suspensa devido à Guerra da Liga de Augsburg; e retomou a construção em 1699. Dedicada a São Luís, a capela foi consagrada em 1710. O chão da capela é embutido com mármores multi-coloridos e nos degraus que levam ao altar está o monograma coroado de Luís XIV, com "L"s entrelaçados. Foram cantados Te Deums para celebrar vitórias militares e o nascimento de filhos dos Reis; também foram celebrados casamentos na capela, tal como o casamento do delfim — mais tarde Luís XVI — com Maria Antonieta em 1770. Atualmente a capela, a qual foi re-consagrada, serve como local de concertos de câmara.

Desde a época de Luís XIV, o Palácio de Versalhes queria, um teatro permanente. Antes da construção de L’Opéra, foram construidos teatros temporários tanto nos jardins como no palácio. De qualquer forma, em 1740, Luís XV ordenou constituísse um teatro permanente no extremo norte. O projecto requereu trinta anos para ficar completo. As obras de construção da Ópera começaram em 1765 e ficaram completas em 1770; à época representava o mais refinado exemplo em desenho de teatro, tendo 712 lugares, era o maior teatro da Europa naquele tempo, e atualmente permanece como um dos poucos teatros sobreviventes do século XVIII. A inauguração do teatro foi no dia 16 de Maio de 1770 em celebração do casamento do delfim — o futuro Luís XVI — com Maria Antonieta.

Quando a família Real deixou Versalhes, em Outubro de 1789, o palácio e a Opéra foram fechados. Enquanto que o palácio viu alguma atividade no tempo de Napoleão Bonaparte (redecoração de partes dos apartamentos da rainha para a Imperatriz Marie-Louise), a Opéra não reabriu antes de 1837, quando Luís Filipe redecorou o teatro. O período entre 1952 e 1957 testemunhou importantes obras de restauro da Opéra que foi recuperada para o seu estado em 1770. A Opéra reabriu oficialmente no dia 9 de Abril de 1957. Dede o seu restauro, a Opéra tem sido utilizada em funções de Estado, tal como palco de uma variedade de eventos musicais.

Foi nesta ópera que Maria Antonieta quebrou as tradições da Corte ao aplaudir os atores. De inicio foi olhada com estranheza, mas esta ação particular foi seguida por todos os espectadores em Versalhes.




Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Diamante Sancy


Talvez tenha vindo da Índia, é um puro diamante branco e transparente, peso estimado no século XV de 106 quilates, propriedade do rei indiano, encontrado perto de Golconda, mas sua lapidação é desconhecida, chegou a europa no final do século XIV, o maior diamante branco da cristandade por bem mais que 200 anos. A palavra diamante, do grego adamas, significa invencível.




O primeiro proprietário europeu, Gean Galeazzo di Visconti, duque de Milão. O segundo foi como dote de casamento para Luis de Orleans (irmão do rei francês Carlos VI), em 1387, casado com Valentina di Visconti, filha de Gean Galeazzo di Visconti. Felipe de Borgonha tio de Luis Valois de Orleans, muito poderoso, casado com Margarida de Flandres, foi um dos regentes do rei francês CarlosVI. João "sem medo" filho de Felipe mandou assassinar o primo, Duque de Orleans, que entrou em combate com o filho do duque, Carlos. João venceu, e ficou com o diamante. Logo após passando para o lado dos reis ingleses, foi assassinado, quando os Valois voltaram ao poder na França. O diamante passou para as mãos de Felipe (filho de João), que também se aliou aos reis da Inglaterra, e o Sancy mudou de mãos novamente indo para Carlos (filho de Felipe), inimigo de Luis XI da França. Carlos travou uma batalha com os suíços, perdeu a vida e seus tesouros, e o diamante Sancy ficou sumido por 14 anos.

Em 1491 aparece vendido para a família Hertenstein, intermediários. Foi divido e vendido em dois pedaços:
  1. Grand Sancy – com 54 quilates, foi vendido a D. Manuel rei de Portugal(**), ficando mais de 70 anos na Casa dos Avis, que terminou com D. Antônio, sobrinho do rei D. Manuel; que vendeu para restaurar o reinado de Portugal, então em mãos espanholas.
  2. Beau Sancy – com 36 quilates, aparece por volta de 1585 com o rei francês Henrique III, em uma foto, emprestado de Harlay (novo dono), sendo dono já em 1560 dos dois pedaços do Sancy, vendido a Maria de Medici(*).

(*)Nicolas Harlay de Sancy, senhor de Sancy, futuro ministro das Finanças do rei francês Henrique IV, vende Beau Sancy: menos conhecido do que o diamante Sancy, ou Grande Sancy, que se encontra no Museu do Louvre, o Belo Sancy – também chamado de Pequeno Sancy –  é uma gema excepcional, por sua história, o diamante apareceu em registros, pela primeira vez, em 1595, em 1604 ele é finalmente comprado pela rainha Maria de Medici, nova esposa do rei francês Henrique VI, por uma soma de 25.000 escudos de ouro, apesar de ter sido estimado pelo dobro deste valor. A rainha o porta na sua coroa. Em 1642, após a morte de Maria de Medici, suas jóias são postas à venda e o Belo Sancy é comprado por Frederico-Henrique de Orange Nassau, príncipe holandês. Em 1702, a gema passa, por herança, a Frederico II de Hohenzollern, primeiro rei da Prússia. O diamante, qualificado de "belo" em razão da perfeição de sua lapidação, faz parte até hoje da família Hohenzollern , na Alemanha. 

O Grand Sancy foi vendido para Jaime I rei da Inglaterra, 1604. Quando Jaime morreu, o Sancy foi colocado na coroa da esposa – Henriqueta Maria Bourbon, filha de Maria de Medici – do novo rei da Inglaterra Carlos I (filho de Jaime I). O Grand Sancy foi penhorado na Holanda, quando a Inglaterra passou por apuros financeiros. Mas Carlos resgatou todas as jóias inglesas em 1636, mas devido uma revolta em Londres, Henriqueta teve que fugir, levando para Holanda o Grand Sancy, e o Espelho de Portugal. Em 1642 Henriqueta novamente usou os diamantes como garantia para emprestar dinheiro em Amsterdã, para ajudar Carlos I, na Inglaterra. Mas de nada adiantou, Carlos I foi decapitado em 1649, seus quatro filhos ficaram presos em Londres. O Príncipe de Gales (futuro Carlos II), conseguiu fugir para a França, onde ela já lá estava. A Inglaterra mergulhou em 11 anos de parlamento sob o ditatorial Cromwell. O diamante foi perseguido por décadas por Elizabeth I rainha da Inglaterra.

O Cardeal Mazarin, ministro de confiança de Luis XIV da França, colecionador de artes e jóias do mundo todo, queria o Grand Sancy de Henriqueta, mas ela preferiu vender a outro, que era só um atravessador, e o Grand Sancy foi para as mãos do Cardeal Mazarin em 1657. Carlos II voltou para Inglaterra como rei em 1660. Mazarin morreu em 1661, e deixou 18 diamantes, os maiores e mais belos da europa, para a coroa da França e foram chamados 'os 18 mazarins', o primeiro era o Grand Sancy, o terceiro era o Espelho de Portugal.

Em 1690-1700 apareceu um novo diamante, que superou o Sancy. Pesava 410 quilates em estado bruto, depois de lapidado em Londres tinha 140,64 – considerado o mais perfeitamente lapidado de todos os diamantes históricos, sendo agora o maior diamante branco da cristandade: o diamante Pitt, nome de seu proprietário Thomas Pitt (1653-1726). Foi vendido ao regente de Luis XV (Felipe Orleans), em 17112, mudando de "Pitt" par a "Regente".

Com a Revolução Francesa, o povo sem controle, invadiu o Louvre, onde as jóias da coroa estavam guardadas. Mas entre 8 e 15 de setembro de 1792, muitas jóias foram resgatadas, mas o Grand Sancy, o Regente, o Azul francês, não foram encontrados.
  • o Regente foi recuperado em dezembro de 1793  
  • o Grand Sancy em 1794. 
Foram postos em exposição até 1796.

O Espelho de Portugal foi vendido ao sultão da Sublime Porta em 1795. O Regente enviado ao Barão Von Treskon, que tinha fornecido cavalos, armas, como penhor. O banqueiro Vanlenberghen quitou a dívida com o Barão e ficou com o Regente. O Grand Sancy foi dado como garantia na compra de cavalos espanhóis para o Marquês de Iranda, 1796, cavalos esses que foram colocados em batalha por Napoleão Bonaparte, que em 9 de novembro de 1799 pôs fim a Revolução Francesa com um golpe de Estado. Napoleão quitou a dívida com Vanlenberghen e resgatou o Regente. Quis resgatar o Grand Sancy mas estava com Maria Luiza da Espanha. Antes da invasão de Napoleão , Maria Luiza tinha dado o diamante a seu amante Godoy protegê-lo. Não se sabe como o Grand Sancy foi parar nas mãos de José Bonaparte, depois que assumiu o reino da Espanha. O Grand Sancy passou para as mãos de Nikolai Demidoff em janeiro de 1828, este que foi vizinho de José Bonifácio em Florença, que após sua morte doou a coroa russa, pois era um espião rico do czar. Em 1836, aparece como dote no casamento de Paulo filho do czar, para sua esposa finlandesa, que vende ao joalheiro Garrard & Co. que vende em 1865 para Sir Jamsetjee Jejeebhoy de Bombay, assim após séculos, o Grand Sancy volta a seu país de origem. Em 1906 por motivos ignorados vende o diamante para Willian Waldorf Astor bisneto de John Jacob Astor, o primeiro milionário dos EUA. No casamento de seu filho presenteou sua nora Nancy Astor, que foi política famosa. Viveram na Inglaterra e depois de sua morte em 1964 deu o Grand Sancy para seu filho de 15 anos, Willian, que se tornou o 4º visconde Astor, família que vivia como reis na Inglaterra, ou em férias nos EUA. 




Em 1967 o visconde Astor emprestou o Grand Sancy para uma amostra no Louvre, com tanto sucesso, que foi comprado pelo museu e hoje é apresentado do lado do Regente e do Hortensia, perto de uma réplica da coroa de Luis XV, com cópias do Sancy e do Regente.





(**) Em 1495 o diamante foi adquirido por D. Manuel I, o Venturoso, rei de Portugal, o soberano mais rico da Europa do seu tempo e vértice da modernidade e dos novos mundos. E em Portugal o diamante permaneceu durante o resto da dinastia de Aviz. Num retrato datado de 1553, D. Joana de Habsburgo, irmã de Filipe II de Espanha, mãe de D. Sebastião, ostenta no toucado a cruz das princesas de Portugal e um pendente central onde a pedra do meio poderá ser, o diamante de Sancy. Passado um quarto de século, a 4 de Agosto de 1578, dá-se a catástrofe da batalha de Alcácer Quibir. Morre D. Sebastião com 24 anos, o Desejado, sem descendência. Sucede-se o governo breve do tio-avô, o cardeal-rei D. Henrique. D. Antônio, prior do Crato - filho bastardo do infante D. Luís, duque de Beja, irmão de D. João III – apoiado pelo povo e por alguma nobreza, foi aclamado rei de Portugal, mas abandona Lisboa a seguir à batalha de Alcântara, em 1580. Vence Filipe II que assim conquistou a coroa de Portugal que durante 60 anos ficará nas mãos dos Habsburgos de Espanha. D. Antônio estabelece governo no exílio, onde empenhou e depois vendeu o diamante a Nicholas de Sancy, embaixador da França na Turquia, no reinado de Henrique III, o último rei da dinastia dos Valois. 
Existe na Torre do Tombo uma carta de Sebastiani Pardin dirigida a D. Antônio, datada de 1588, onde se dá conta dos termos finais da transação de um diamante com as armas do rei de Portugal. Assim, o diamante era um símbolo maior de Portugal e da casa de Aviz – admite-se que constitua o corpo central da jóia com a cruz de Cristo que D. Sebastião transporta: por debaixo da cruz vê-se que está um diamante em forma de pera.


Origem: 'O Diamante Maldito' de Susan Ronald

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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