quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Isabel II da Espanha




Isabel II de Espanha (Maria Isabel Luísa) nasceu em Madrid a 10 de outubro de 1830 e morreu em Paris a 9 de abril de 1904. Filha mais velha e sucessora de Fernando VII (rei da Espanha) e da sua quarta esposa, a sua sobrinha, Maria Cristina de Bourbon. Reinou de 1833-1868.







Vida
Rainha da Espanha foi coroada em 2 de outubro de 1833 e proclamada Rainha em 24 de outubro de 1833. Reinou até 1868, quando foi forçada a abdicar ou deposta em 30 de setembro de 1868 e se exilou em Paris, França, onde abdicou da coroa em 25 de junho de 1870.

Foi declarada maior em 1843 aos 13 anos. Seu tio o infante Carlos Maria de Bourbon, conde de Molina, não aceitou a sua subida ao trono, invocando a antiga lei sálica, pelo que reclamou o trono, iniciando a pretensão chamada carlista à coroa. Lançou o «Manifiesto de la gobernadora al país» em 4 de outubro de 1833, obra do político moderado Cea Bermúdez que deu início a nova etapa ministerial:
  • para atrair o apoio da Inglaterra, que pretendia dirigir o mundo liberal;
  • atrair também o apoio da França, onde reinava Luís Filipe, rei constitucional, que reconheceram Isabel II ;
  • Portugal e o reino das Duas Sicílias apoiaram Don Carlos;
  • o papa Gregório XVI, e as potências centro-européias e a Rússia, guardaram reserva
O Ministério Cea Bermúdez caiu porque no interior do país o Manifesto não agradou; subiu Francisco Martínez de la Rosa que tentou satisfazer as exigências dos políticos liberais.

Em 22 de abril de 1834 assinou-se o Tratado da Quádrupla Aliança:
  1. Espanha,
  2. Portugal,
  3. Inglaterra e
  4. França.

A Espanha foi ajudada pela França e por Portugal na 1ª guerra carlista contra o conde de Molina, Don Carlos (1833-1840) em que triunfaram os liberais no Convênio de Vergara, apesar da continuação da luta por Cabrera. Grande anarquia imperava, pedia-se a supressão dos conventos, e o chefe de Governo Juan Álvarez Mendizábal (de setembro de 1835 a maio de 1836) atendeu. Em 1836 subiram ao poder os moderados.

Uma das características do reinado de Isabel II seriam os numerosos golpes militares. Houve sete anos somente de guerra carlista. A Rainha-mãe (regente até 1849 por disposição testamentária do pai, assessorada por Conselho de Governo integrado por um cardeal, nobres, militares e magistrados) renunciou 1840 em favor de Baldomero Espartero.

Declarada maior pelas Cortes em novembro de 1843 aos 13 anos, Isabel II jurou a Constituição de 1837 que havia substituído a Constituição de Cádiz de 1812, que ficou em vigor até 1845. O primeiro Governo Narváez durou de maio de 1844 a fevereiro de 1846. O eterno problema da sucessão perturbou a vida e o governo da Rainha.

A escolha do marido foi influenciada pelas potências européias. O candidato do rei francês Luís Filipe era um de seus muitos filhos; o de Leopoldo I da Bélgica, um sobrinho Coburgo. Isabel foi forçada ao pior candidato seu primo, o Infante Francisco de Assis. Houve enorme desgosto das Cortes, mas o casamento foi apoiado pela França, que ainda propôs que a Infante Luísa Fernanda simultaneamente casasse com o Príncipe Antônio de Bourbon-Orleans, Duque de Montpensier, quinto filho do rei Luís Filipe. A Áustria se inclinava por um filho do Infante D. Carlos, conde de Molina. A Inglaterra queria um Saxe-Coburgo, a Rainha mãe queria o Duque de Cádiz ou seu irmão caçula Henrique, Duque de Sevilha. Foi infelizmente descartado o Conde de Montemolín, segundo pretendente carlista ao trono, o que teria terminado o problema do carlismo. O marido de Isabel se mostrou mais interessado em suas próprias roupas rendadas do que na esposa. Corriam versos em Madri: "Isabelona, tan frescachona, y don Paquito, tan mariquito…"

Isabel II afinal rodeou-se de grande quantidade de companheiros masculinos, decidida a que de qualquer modo haveria um herdeiro. Já com poucos dias de casados se haviam separado ostensivamente. A Rainha se dedicou a favoritos que preenchiam o vazio:
  1. o primeiro deve ter sido o belo general Serrano, feito depois Capitão Geral de Granada para o afastar da corte, depois de embolsar milhões do pecúlio privado da rainha;
  2. o atraente cantor José Mirall;
  3. um extravagante músico italiano, Temístocles Solera;
  4. o marquês de Bedmar, enviado depois de dois filhos natimortos como embaixador em São Petersburgo com a condecoração do Tosão de Ouro;
  5. o capitão José María Ruiz de Araña;
  6. O pai de Alfonso XII, segundo todos os cronistas, foi o jovem militar do Corpo de Engenheiros, Enrique Puigmoltó;
  7. o ribombante Miguel Tenorio de Castilla, rico e culto andaluz que seria o pai de seus filhos Pilar, Paz, Eulalia e Francisco;
  8. Tirso Obregón, tenor;
  9. em 1867, o próprio sobrinho do autoritário general Narváez, Carlos Marfori, de quem mais se falou, posto que aparecia em público com a Rainha: era governador de Madri, intendente do palácio, Ministro do Ultramar.
Tinha havido outros da guarda real que seguiam turno, segundo o capricho da Rainha. Com tudo isso, é óbvio que perdeu a popularidade. Em contraste, Luísa Fernanda e Montpensier produziam muito felizes grande quantidade de filhos.

Montpensier tinha intenções quanto ao trono, conspirava sem cessar para colocar nele a esposa. Por se meter em assuntos de Estado, terminou exilado várias vezes durante o instável reinado de Isabel. A rainha, após quatro décadas, foi afinal deposta pelo povo em 1868. A Revolução militar republicana de 17 de setembro de 1868 que os espanhóis chamaram La Gloriosa até pensara na Infanta Luísa para a coroa mas a Espanha se cansara da sorte instável do reino, de ter um monarca incapaz de restaurar a glória nacional. A vida de casada da Rainha era um desastre, alguns membros da família a combatiam abertamente. O seu foi um reino perturbado por intrigas, rumores de escândalos, perturbações civis, grande instabilidade política.

A família real foi exilada do país basco, onde veraneava, e depois para a França no final de setembro de 1868, protegidos por Eugênia de Montijo. Em Paris, radicaram-se Isabel II e seus filhos. Na atual Avenida Kleber número 19 ela comprou no mesmo ano a mansão que batizou "Palácio de Castela", antigo hotel particular do colecionador Basilewski, pagando cerca de dois milhões de francos. Ali se ergue o Hotel Majestic, comprado pelo Estado em 1939.

Renunciou ao trono em Paris em 25 de junho de 1870 em favor do filho, o príncipe das Astúrias. Durante sete anos a Espanha havia tentado achar um sucessor para os Bourbons afastados. Poucos príncipes europeus se arriscaram. No final, os próprios políticos que a exilaram foram vê-la em Paris. Isabel II não podia obter restauração, mas seu único filho parecia a escolha adequada. Entre 1870 -1873 quem reinou na Espanha foi Amadeu I, filho do rei da Itália, que foi forçado a abdicar. Em 1874 o Príncipe das Astúrias recebeu a oferta do trono vago da mãe, ao qual ascenderia como Afonso XII em 1875. Pela segunda vez em sete décadas os Bourbons eram restaurados.

Isabel, pouco popular na Espanha, continuou na França. Vivia em Paris com sua corte e seu favorito Marfori, antigo Ministro da Marinha, dando esplêndidas festas (nas quais se viu até o xá da Pérsia) e recebendo discretamente o marido, que pensionava. Viveu no final da vida com um sevilhano casado, José Ramiro de la Puente, capitão de artilharia, adido à embaixada espanhola. Quem geria a casa e sua vida era um belo judeu de origem húngara, José Haltmann.

Casamento
Foi casada no salão do trono do Palácio Real de Madrid em 10 de outubro de 1864 com seu primo o Infante Francisco de Assis de Bourbon, batizado Francisco de Assis Maria Fernando de Bourbon e Bourbon, Duque de Cádiz, que tinha 22 anos e era homossexual, nascera em Aranjuez em 13 de maio de 1822 e morreria em 16 de abril de 1902 em sua casa no campo, em Epinay-sur-Seine, na França.

Descendência

  1. Isabel (1851-1931)
  2. Maria Cristina (1854)
  3. Afonso XII (1857-1885)
  4. Maria da Conceição (1859-1861)
  5. Maria de Pilar (1861-1879)
  6. Maria da Paz (1862-1946)
  7. Francisco (1863)
  8. Maria Eulália (1864-1958)


Origem: Wikipédia

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Petra na Jordânia

Petra (do grego "petrus", pedra; árabe: البتراء, al-Bitrā) é um importante enclave arqueológico na Jordânia, situado na bacia entre as montanhas que formam o leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba.

Em 7 de julho de 2007 foi considerada, numa cerimônia realizada em Lisboa, Portugal, uma das novas «7 maravilhas do mundo».

A região onde se encontra Petra foi ocupada por volta do ano 1200 aC pela tribo dos Edomitas, recebendo o nome de Edom. A região sofreu numerosas incursões por parte das tribos israelitas, mas permaneceu sob domínio edomita até à anexação pelo império persa. Importante rota comercial entre a Península Arábica e Damasco (Síria) durante o século VI aC, Edom foi colonizada pelos Nabateus (uma das tribos árabes), o que forçou os Edomitas a mudarem-se para o sul da Palestina.

Fundação
O ano 312 aC é apontado como data do estabelecimento dos Nabateus no enclave de Petra e da nomeação desta como sua capital. Durante o período de influência helenística dos Selêucidas e dos Ptolomaicos, Petra e a região floresceram material e culturalmente, graças ao aumento das trocas comerciais pela fundação de novas cidades: Rabbath 'Ammon (a moderna Amã) e Gerasa (atualmete Jerash).

Devido aos conflitos entre Selêucidas e Ptolomaicos, os Nabateus ganharam o controle das rotas de comércio entre a Arábia e a Síria. Sob domínio nabateu, Petra converteu-se no eixo do comércio de especiarias, servindo de ponto de encontro entre as caravanas provenientes de Aqaba e as de cidades de Damasco e Palmira. O estilo arquitetônico dos Nabateus, de influência greco-romana e oriental, revela a sua natureza ativa e cosmopolita. Este povo acreditava que Petra se encontrava sob a protecção do deus dhû Sharâ (Dusares, em grego).

Época Romana
Entre os anos 64 e 63 aC, os territórios nabateus foram conquistados pelo general Pompeu e anexados ao Império Romano, na sua campanha para reconquistar as cidades tomadas pelos Hebreus. Após a vitória, Roma concedeu relativa autonomia a Petra e aos Nabateus, sendo as suas únicas obrigações o pagamento de impostos e a defesa das fronteiras das tribos do deserto. Em 106 dC, Trajano retirou-lhes este estatuto, convertendo Petra e Nabateia em províncias sob o controlo direto de Roma (Arábia Petrae). Adriano, seu sucessor, rebatizou-a de Hadriana Petrae, em honra de si próprio.

Época Bizantina
Em 380 dC, o cristianismo converteu-se na religião oficial do Império Romano, o que teve as suas repercussões na região de Petra. Em 395, Constantino fundou o Império Bizantino, com capital em Constatinopla (atual Istambul).

Petra continuou a prosperar sob o seu domínio até o ano em que um terramoto destruiu quase metade da cidade. Contudo a cidade não morreu: após este acontecimento muitos dos edifícios "antigos" foram derrubados e reutilizados para a construção de novos, em particular igrejas e edifícios públicos.

Em 551, um segundo terramoto (mais grave que o anterior) destruiu a cidade quase por completo. Petra não conseguiu se recuperar desta catástrofe, pois a mudança nas rotas comerciais diminuíram o interesse neste enclave.

Redescoberta de Petra
As ruínas de Petra foram objeto de curiosidade a partir da Idade Média, atraíndo visitantes como o sultão Baybars do Egito, no princípio do século XIII. O primeiro europeu a descobrir as ruínas de Petra foi Johann Ludwig Burckhardt (1812), tendo o primeiro estudo arqueológico científico sido empreendido por Ernst Brünnow e Alfred von Domaszewski, publicado na sua obra 'Die Provincia Arabia' (1904).

Petra nos dias de hoje
  • A 6 de dezembro de 1985, foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
  • Em 2004, o governo jordano estabeleceu um contrato com uma empresa inglesa para construir uma auto-estrada que levasse a Petra tanto estudiosos como turistas.


Curiosidades:
  • Petra é famosa principalmente pelos seus monumentos escavados na rocha, que apresentam fachadas de tipo helenístico (como o célebre El Khazneh).
  • Peritos no domínio da hidráulica, os Nabateus dotaram a cidade de um enorme sistema de túneis e de câmaras de água.
  • Um teatro, construído à imagem dos modelos greco-romanos, dispunha de capacidade para 4000 espectadores.



– Algumas imagens da cidade de Petra:








Origem: Wikipédia e fotos de uma email recebido

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domingo, 15 de novembro de 2009

Dia 15 de novembro?


Hoje é dia da Proclamação da República no Brasil, sou monarquista, não comemoro esse dia.

Viva a monarquia pelo mundo!!

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Palácio Nacional de Queluz

O Palácio Real de Queluz (também chamado de Palácio Nacional) é um palácio do século XVIII localizado na cidade de Queluz no concelho de Sintra, distrito de Lisboa. Um dos últimos grandes edifícios em estilo rococó erguidos na Europa, o palácio foi construído como um recanto de verão para D. Pedro de Bragança, que viria a ser mais tarde marido e rei consorte de sua sobrinha, a rainha D. Maria I de Portugal.

Serviu como um lugar de encarceramento para a rainha Maria I enquanto sua loucura continuou a piorar após a morte de D. Pedro em 1786. Após o incêndio que atingiu o Palácio da Ajuda em 1794, o Palácio de Queluz tornou-se a residência oficial do príncipe regente português, o futuro D. João VI, e de sua família. Permaneceu assim até a fuga da família real para o Brasil em 1807, devido à invasão francesa em Portugal.

A construção teve inicio em 1747, tendo como arquiteto Mateus Vicente de Oliveira. Apesar de ser muito menor, é chamado frequentemente de "o Versalhes português". A partir de 1826, o palácio deixou de ser o predileto pelos soberanos portugueses. Em 1908, tornou-se propriedade do Estado. Após um grave incêndio em 1934, o qual destruiu o seu interior, o Palácio foi extensivamente restaurado e, hoje, está aberto ao público como um ponto turístico.

Uma das alas do Palácio de Queluz – o Pavilhão de Dona Maria – construído entre 1785 e 1792, é hoje um quarto de hóspedes exclusivo para chefes de Estado estrangeiros em visita a Portugal.

  • Foi classificado como Monumento Nacional em 1910.


História
Deve-se a D. Pedro III a iniciativa da construção, no século XVII. As obras começaram em 1755. O teatro real deste palácio, veio a ser inaugurado em 17 de dezembro de 1778 (1º aniversário da coroação da Rainha).

Destaca-se, para além do valor arquitetônico e patrimonial, a beleza dos jardins e a larga extensão de mata que o cerca.


Foi residência real e hoje tem vocação turístico-cultural. Os traços arquitetônicos salientam os estilos: 1. barroco, 2. rococó e 3. neoclássico. O palácio se organiza genericamente em L, enquadrando os jardins por meio de várias alas.



  1. Do lado externo, o palácio abre 2 braços curvos.
  2. No lado dos jardins, é visível a articulação das várias fachadas de aparato, nomeadamente a que enquadra o Jardim de Netuno ou Jardim Grande.
  3. No piso térreo, merece destaque o corpo central de 2 andares, firmado por portas e janelas de sacada.
  4. A fachada de cerimônia virada ao Jardim dos Azereiros ou Jardim de Malta, é constituída por 3 corpos.
  5. O desnível entre os jardins e o parque perde relevo perante a sequência de terraços e galeria porticada por pares de colunas toscanas, rematada por uma monumental escadaria.
  6. No interior, a organização dos compartimentos processa-se em linha.
  7. A decoração de algumas salas é digna de realce, sendo constituída por pinturas e afrescos (Sala das Açafatas), revestimento a espelhos, estuque e talha dourada (Toucador da Rainha, Sala do Trono), parquet de madeiras exóticas (Sala D. Quixote) ou azulejos (Corredor das Mangas).
  8. Os jardins são ornamentados por estátuas.

A chamada Quinta de Queluz – que anteriormente pertenceu ao marquês de Castelo Rodrigo, passou para posse real em 1654 e foi incorporada na Casa do Infantado. O palácio começou a ser construído em 1747. Daí até finais do século XVIII o edifício ganhou os contornos que apresenta hoje, nomeadamente com o marcado revestimento azulejar e a construção de sumtuosos jardins. No jardim chegou a existir uma pequena praça de touros, que viria a desaparecer.

A primeira fase de construção do jardim terminou em 1786. Oito anos depois, o palácio tornou-se oficialmente residência oficial da Família Real Portuguesa. Nele nasceu D. Pedro IV de Portugal (ou D. Pedro I do Brasil), em 12 de outubro de 1798. Quando da partida dos reis para o Brasil, em 1807, grande parte do recheio do palácio foi despojado. Em 24 de setembro de 1834, já como rei de Portugal (Pedro IV), Pedro I do Brasil viria a falecer no mesmo quarto em que nascera. A partir desta data entrou em declínio, até que em 1908 o rei D. Manuel II o cedia à Fazenda Nacional.

No ano de 1934 seria este palácio vítima de um violento incêndio que o destruiria parcialmente, entrando novamente em fase descendente. A 19 de dezembro de 2001 reabriu ao público a Sala de Música com um recital de Christiano Holtz, no restaurado Pianoforte Muzio Clementi, pertencente à coleção de instrumentos musicais do Palácio de Queluz.

Origem: Wikipédia



Doado ao Estado em 1908, abriu como Museu de Artes Decorativas em 1940, exibindo atualmente em ambientes de época coleções de mobiliário, pintura, cerâmica, ourivesaria, escultura e tapeçaria, provenientes na sua maioria da Casa Real. Desde 1957, o Palácio de Queluz é também Residência Oficial de Chefes de Estado. Instituto dos Museus e da Conservação - Palácio Nacional de Queluz

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sábado, 14 de novembro de 2009

D. Amélia Leuchtenberg, imperatriz do Brasil




Dona Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Beauharnais (Milão, 31 de julho de 1812 — Lisboa, 26 de janeiro de 1876), princesa de Leuchtenberg, foi a segunda consorte de D. Pedro I, imperador do Brasil.







Infância e juventude
D. Amélia foi a 4ª filha do general Eugênio de Beauharnais, 1° duque de Leuchtenberg e sua esposa, a princesa Augusta da Baviera. Seu pai era filho de Josefina de Beauharnais e seu primeiro marido, o visconde Alexandre de Beauharnais, bem como filho adotivo de Napoleão Bonaparte, que o fez vice-rei da Itália. Sua mãe era filha do rei Maximiliano I José da Baviera e de sua primeira consorte, a princesa Augusta Guilhermina de Hesse-Darmstadt. Entre os irmãos de Amélia estavam Josefina de Leuchtenberg, rainha consorte de Óscar I da Suécia, e Augusto de Beauharnais, príncipe consorte de D. Maria II de Portugal (enteada de Amélia). Napoleão III foi seu primo-irmão. Amélia de Leuchtenberg passou a sua infância e parte de sua juventude em Munique. Ela foi oficialmente apresentada à corte da Baviera no Natal de 1828, aos 16 anos.

Casamento
Após a morte de sua primeira esposa, a arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina, em dezembro de 1826, D. Pedro I do Brasil mandou buscar na Europa uma segunda esposa.

A convenção matrimonial de 30 de maio de 1829 foi ratificada em 30 de junho, em Munique, pela mãe e tutora da noiva, a duquesa de Leuchtenberg. Em 30 de julho daquele ano, foi confirmado, no Brasil, o tratado do casamento de Sua Majestade e Amélia de Leuchtenberg. A cerimônia do casamento foi realizada em Munique, a 2 de agosto daquele ano, na capela do palácio de Leuchtenberg, e o noivo foi representado pelo marquês de Barbacena. Amélia tinha apenas 17 anos e seu novo marido, trinta anos.

O marquês de Barbacena teve grande dificuldade em achar uma noiva, pois a fama do imperador não era boa na Europa, em parte por causa de Domitília de Castro e Canto Melo, sua polêmica amante.

No Brasil
Amélia chegou ao Rio de Janeiro em 16 de outubro de 1829, na fragata Imperatriz, vinda de Ostende, na Bélgica. Acompanhavam-na a bordo o marquês de Barbacena e a pequena dona Maria da Glória. A futura Maria II de Portugal. O casal recebeu as bençãos nupciais na capela imperial no dia seguinte. Amélia vinha acompanhada pelo irmão mais velho, de 19 anos, Augusto de Beauharnais, 2.° duque de Leuchtenberg, que foi condecorado pelo imperador, em 5 de novembro de 1829, com o titulo de duque de Santa Cruz. Mais tarde, Augusto casaria-se com Maria da Glória, tornando-se seu primeiro marido.

Encantado com a beleza da segunda esposa, D. Pedro I criou, para homenageá-la e para comemorar a ocasião, a Imperial Ordem da Rosa. No decreto de criação da ordem, também assinado por José Clemente Pereira, secretário de Estado dos Negócios do Império, diz Dom Pedro I:
"Querendo perpetuar a memória de meu faustíssimo consórcio com a princesa Amélia de Leuchtenberg e Eichstaedt por uma instituição útil que, assinalando esta época feliz, conserve-a em glória na lembrança da posteridade".

Ao chegar ao palácio de São Cristóvão, percebendo a falta de protocolo que reinava, Amélia impôs à corte como língua oficial o francês e o protocolo de uma corte européia. Pedro I tentou trazer para junto de si, no palácio, a duquesa de Goiás, a filha bastarda que teve com a marquesa de Santos, mas Amélia recusou-se a tê-la no palácio.

Volta à Europa
Após a abdicação de D. Pedro I ao trono do Brasil, em 7 de abril de 1831, D. Amélia seguiu com o marido de navio para a Europa. Encontrava-se grávida de 3 meses. Na França, D. Amélia estabeleceu residência em Paris, com a sua enteada, a rainha - sem trono - de Portugal, D. Maria da Glória, e com D. Isabel Maria, a duquesa de Goiás, que acabaria adotando por filha. No dia 30 de novembro de 1831, a imperatriz deu à luz a princesa Maria Amélia de Bragança. Enquanto isso, Dom Pedro I empreendia uma encarniçada luta contra o seu irmão, Miguel I, pelo trono português, em nome de sua filha, Maria da Glória. Quando, vitorioso, conseguiu retomar o trono para a sua filha, que voltou a reinar como D. Maria II. Assim, Amélia foi residir com o marido no Palácio de Queluz, em Lisboa.

Viúva
Com o falecimento de D. Pedro I, em 24 de setembro de 1834, D. Amélia dedicou-se a obras de caridade e ao cuidado de sua única filha, Maria Amélia. Por volta de 1850, após o falecimento de Pedro V de Portugal, seu enteado-neto, Dona Amélia retornou para a Baviera com sua filha. Essa última, vindo a contrair tuberculose, fez com que ambas se mudassem para Funchal, na Ilha da Madeira. Todavia, Maria Amélia não resistiu e faleceu, aos 22 anos de idade, em 4 de fevereiro de 1853. Após a morte da filha, voltou a residir em Lisboa, onde morreu em 26 de janeiro de 1876, aos 64 anos.

  • Seus restos mortais jazem na Cripta Imperial do Monumento à Independência do Brasil, no bairro do Ipiranha em São Paulo, trasladados para o Brasil, em 1982.


Descendência:
– com D. Pedro I do Brasil:
  1. Dona Maria Amélia de Bragança (1831 – 1853)


Origem: Wikipédia

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domingo, 8 de novembro de 2009

A loucura dos reis – Jorge III, o louco

Jorge III do Reino Unido (nome de batismo: George William Frederick; 4 de junho de 1738 – 29 de janeiro de 1820), da Casa de Hanôver, foi Rei da Grã-Bretanha de 1760 até 1801. A partir do Ato de União de 1800, Jorge III passou a ser Rei do Reino Unido. Jorge III recebeu o cognome de o Louco devido à instabilidade mental causada pela doença crônica que sofria (porfíria). Era filho de Frederico, Príncipe de Gales e da princesa Augusta de Saxe-Gota, e sucedeu ao avô Jorge II. No reinado de Jorge III deu-se a independência dos Estados Unidos da América, até então 13 colônias britânicas.



No 60 anos de reinado de Jorge III, houve curtos períodos em que o equilíbrio de sua mente ficou evidentemente perturbado:
  • entre meados de outubro de 1788 e março de 1789;
  • fevereiro-maio de 1801;
  • fevereiro-junho de 1804 e
  • outubro de 1810;
daí em diante caiu num estado de aparente demência senil para qual é possível que sua perturbação mental anterior o tivesse predisposto.

Ainda que Jorge III tivesse fundamentalmente uma índole nervosa, há poucos indícios de que tenha sido vítima de fragilidade mental durante os primeiros 28 anos de seu reinado. O início de sua vida não revelou nunhuma debilidade física ou mental, embora já em 1758, dois anos antes de sua subida ao trono, lorde Waldegrave tenha feito um comentário sobre sua personalidade neurótica:
"uma espécie de infelicidade em seu temperamento... sempre que está insatisfeito... torna-se mal-humorado e silencioso, e se recolhe em seu gabinete, não para apaziguar sua mente pelo estudo ou pela contemplação, mas sobretudo para se entregar ao melancólico desfrute de seu mau humor. Mesmo depois que o acesso termina, sintomas negativos podem retornar frequentemente".


Depois de coroado, Jorge teve alguns curtos períodos de doença. Em 1762, teve resfriados estranhos. Três anos depois, em 1765, sofreu de uma doença semelhante. Vinte e três anos depois, teve a mesma doença: um forte resfriado, febre e rouquidão. Nesse intervalo, revelou-se um dos mais conscienciosos monarcas britânicos. Ocorreram 2 grandes guerras: Guerra dos Sete Anos com a França e a Guerra da Independência Americana. Teve problemas em encontrar um primeiro-ministro confiável e competente que seria resolvido só em 1784 com o jovem William Pitt.

O rei teve na rainha Carlota uma esposa afetuosa e solícita, mas seus filhos, especialmente Jorge, príncipe de Gales, haveriam de lhe causar ansiedade em razão de sua extravagância e dissipação.

O dr. Willis submeteu o rei a um regime severo, que envolveu o uso de camisa-de-força e de uma cadeira especial para a contenção do paciente, que o rei chamava de de sua "cadeira da coroação". Ocasionalmente mandava amarrar seu paciente ao leito. A recuperação do rei foi motivo de grandes celebrações em toda a nação em 1789. Os antigos sintomas reapareceram em 1801, e os Willis foram chamados de volta, mas em 1804 já estava melhor. Em 1810 sua filha predileta, Amelie, ficou doente e morreu. Depois de sua acessão ao trono em 25 de outubro de 1810, a doença voltou. Viveu em um outro mundo solitário pelo resto de sua vida. A regência tornou-se permanente. A rainha Carlota, morreu em novembro de 1818. Jorge morreu em 29 de janeiro de 1820.


Descendência:
Jorge III casou em 8 de setembro de 1761 com a princesa alemã Sofia Carlota de Mecklenburg-Strelitz. O casal teve os seguintes filhos:
  1. Jorge IV do Reino Unido, Rei de Inglaterra (12 de agosto de 1762 - 26 de junho de 1830) casou com Carolina de Brunswick-Wolfenbüttel; sucedeu ao pai.
  2. Frederico, Duque de York (16 de agosto de 1763 - 5 de janeiro de1827) casou com Frederica, Princesa da Prússia.
  3. Guilherme IV do Reino Unido (21 de agosto de 1765 - 20 de junho de 1837) casou com Adelaide de Saxe-Meiningen; sucedeu ao seu irmão.
  4. Carlota, Princesa Real (29 de setembro de1766 - 6 de outubro de 1828) casou com Frederico, Rei de Württemberg.
  5. Eduardo Augusto, Duque de Kent e Strathearn (2 de novembro de 1767 - 23 de janeiro de 1820) casou com a Princesa Vitória de Saxe-Coburg-Saalfeld; pai da Rainha Vitória
  6. Augusta Sofia (8 de novembro de 1768 - 22 de setembro de 1840)
  7. Isabel (22 de maio de 1770 - 10 de janeiro de 1840) casou com Frederico, Landgrave de Hesse-Homburg.
  8. Ernesto Augusto I de Hanôver, Rei de Hanôver (5 de junho de 1771 - 18 de novembro de 1851) casou com a Princesa Frederica de Mecklenburg-Strelitz.
  9. Augusto Frederico, Duque de Sussex (27 de janeiro de 1773 - 21 de abril de 1843) casou primeiro com Lady Augusta Murray, de quem teve filhos; após a anulação deste casamento casou com Lady Cecilia Buggins.
  10. Adolfo, 1º Duque de Cambridge (24 de fevereiro de 1774 - 8 de julho de 1850) casou com Augusta de Hesse-Cassel.
  11. Maria (25 de abril de 1776 - 30 de abril de 1857) casou com o Príncipe Guilherme, Duque de Gloucester
  12. Sofia (3 de novembro de 1777 - 27 de maio de 1848) nunca casou; teve um filho ilegítimo do General Sir Thomas Garth.
  13. Otávio (23 de fevereiro de 1779 - 3 de maio de 1783)
  14. Alfredo (22 de setembro de 1780 - 20 de agosto de 1782)
  15. Amélia (7 de agosto de 1783 - 2 de novembro de 1810)
Origem : 'A loucura dos Reis' de Vivian Green

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Arco do Triunfo – Paris

O Arco do Triunfo (francês: Arc de Triomphe) é um monumento, localizado na cidade de Paris, construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, que ordenou a sua construção em 1806. Inaugurado em 1836, a monumental obra detém, gravados, os nomes de:

  • 128 batalhas e
  • 558 generais.
Em sua base, situa-se o Túmulo do Soldado Desconhecido (1920). O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées.



Iniciado em 1806, após a vitória napoleônica em Austerlitz, o Arc de Triomphe representa, em verdade, o enaltecimento das glórias e conquistas francesas, sob a liderança de Napoleão Bonaparte – seja este oficial das forças armadas, ou dotado da eminente insígnia imperial. A obra, foi somente finalizada em 1836, dada a interrupção propiciada pela derrocada do Império (1815). Com 50 m de altura, o monumental arco tornou-se, ponto de partida ou passagem das principais paradas militares, manifestações e, visitas turísticas.

– Diversos elementos arquitetônicos são dignos de observação:
  1. 30 medalhões, localizados sob a bela cornija, fazem, cada qual, referência a importantes batalhas travadas pelo exército francês, dentre as quais Aboukir, Ulm, Austerlitz, Iena, Friedland e Moscou.
  2. O friso, retrata a partida (fachada leste) e o retorno (fachada oeste) das tropas imperiais, visto que estas conflitaram em diversas regiões do continente europeu.
  3. Na fachada leste, os baixo-relevos aludem à batalha de Aboukir e à morte do general Marceau.
  4. À esquerda, situa-se o Triunfo de Napoleão. Este belo alto-relevo, de Cortot, representa a paz e a conquista napoleônica, alcançados pela celebração do Tratado de Viena (1810).
  5. Na alegoria, o imperador francês é coroado pela Vitória e reverenciado pela extinta Monarquia.
  6. À direita, situa-se a Partida dos Voluntários de 1792 (obra de François Rude), aptos a defender a recém-instaurada e revolucionária República.
  7. A liberdade, aqui, é representada pela guerreira e valente mulher, a comandar e a incitar o povo francês.
  8. Na fachada oeste, os alto-relevos impressionam pela intensa carga emotiva. Verifica-se a submissão do povo ao Estado e a crença, pelos populares, na vitória das forças armadas.


No interior dos arcos menores – encimados por interessantes alegorias à marinha, à infantaria e a outras guarnições, constam gravados inúmeros nomes de importantes oficiais franceses, assim como diversas localidades nas quais se travaram decisivas batalhas no âmbito do expansionismo francês, (Toulouse, Lille, Luxemburgo, Düsseldorf, Maastricht, Nápoles, Madrid, Porto, foz do rio Douro e Cairo) .

No solo – situa-se o memorável Túmulo do Soldado Desconhecido (“Ici repose un soldat français mort pour la patrie”). As cinzas do incógnito combatente francês, morto durante os sangrentos conflitos da I Guerra Mundial, ali repousam desde 1920.


Projetado por Jean Chalgrin, o Arco do Triunfo é, ainda e desde sempre, símbolo do patriotismo e orgulho francês.

"Um arco do triunfo é um tipo de monumento introduzido pela arquitetura romana originalmente utilizado como um símbolo da vitória em uma determinada batalha. Cada arco do triunfo romano, portanto, remete-se a uma batalha e a um imperador específicos na história romana e sua memória era celebrada através desta construção. Nem todos os arcos do triunfo da Antiguidade sobreviveram, mas durante a Idade Moderna, principalmente com o Neoclassicismo, eles foram usados como modelo para a construção de novos monumentos urbanos, em um contexto diferente do original."


Origem: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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