sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Isabel I da Espanha - reis católicos

Isabel I (Madrigal de Las Altas Torres, 1451 — Medina del Campo, 1504), filha de João II de Castela e de Isabel, infanta de Portugal, neta materna de Isabel de Bragança e de João, duque de Beja (1400-1442). Posteriormente apelidada 'A Católica'. Seus ancestrais na nobreza europeia incluíam Henrique IV da Inglaterra. Em 1469, celebrou-se o seu matrimônio com Fernando, rei da Sicília e herdeiro de Aragão, primo afastado, filho de Joana Enriquez, senhora de Casarrubios e de João II de Aragão.

Por morte de seu meio-irmão, o rei Henrique IV de Castela, foi proclamada rainha de Castela (1474-1504), depois da derrota de D. Joana, a Beltraneja, filha de D. Joana de Portugal e de Henrique IV de Castela. D. Afonso V, tio e marido de Joana, a Beltaneja, entrou em Castela por Zamora e Toro. O tratado das Alcáçovas pôs fim à luta com Portugal. A morte de D. João II uniu os reinos de Aragão e Castela (1497).

No fim da Reconquista, com a tomada de Granada (1492), a rainha mostrou grande firmeza no poder. Ajudada pelos cardeais Mendoza e Jiménez de Cisneros tentou converter ao catolicismo os muçulmanos e apoiou Cristóvão Colombo na sua expedição ao Novo Mundo (América). Após a descoberta de Colombo, a rainha se interessou pelo bem estar dos americanos nativos. Ordenou que aqueles que tinham sido levados à Espanha retornassem e por dispositivos em seu testamento determinou que os nativos fossem bem tratados nos territórios controlados pelos espanhóis. Seus desejos no seu testamento não foram sempre honrados.

Seu legado também tem um lado mais negro:
  • favoreceu a inquisição espanhola
  • foi responsável pela expulsão dos judeus da Espanha em 1492 (Decreto de Alhambra)


Foi das mulheres mais inteligentes e dinâmicas de então, com papel importantíssimo para manter Castela independente de Portugal.


Descendência:
– de seu casamento com Fernando II de Aragão:
  1. Isabel de Aragão casada com o rei Manuel I de Portugal
  2. João, príncipe das Astúrias, casado com Margarida, arquiduquesa de Áustria
  3. Joana, a Louca, rainha de Castela casada com Filipe, o Belo
  4. Maria de Aragão casada com o rei Manuel I de Portugal
  5. Catarina de Aragão casada com Henrique VIII rei da Inglaterra


Origem: Wikipédia

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O baile da Ilha Fiscal

A Ilha Fiscal foi primeiramente denominada Ilha dos Ratos. O nome se referia ao grande número de ratos que teriam vindo fugidos das cobras da Ilha das Cobras. Havia, numa outra versão, umas pedras cinzentas espalhadas pela ilha que se assemelhavam a ratos, à distância.

O castelo da Ilha foi projetado pelo engenheiro Adopho José Del Vecchio, para o Ministério da Fazenda que pretendia ter ali um posto aduaneiro. Del Vecchio, que era diretor de obras do ministério, elaborou um projeto em estilo néo-gótico com inspiração nos castelos do século XIV, em Auvergne, na França. O projeto foi agraciado com a Medalha de Ouro na exposição da Escola Imperial de Belas, e foi elogiado pelo Imperador “como um delicado estojo, digno de uma brilhante jóia”, referindo-se a sua privilegiada localização e a beleza da Baía da Guanabara.

A construção foi executada com extrema qualidade e os profissionais que trabalharam, cada um em seu ofício, merecem destaque : o trabalho em cantaria é de AntonioTeixeira Ruiz, Moreira de Carvalho se encarregou dos mosaicos do piso do torreão, um trabalho primoroso feito com diversos tipos de madeira. Os vitrais foram importados da Inglaterra, o relógio da torre é de Krussman e Cia., os aparelhos elétricos da Seon Rode. A pintura decorativa na parede é de Frederico Steckel e as agulhas fundidas foram feitas por Manuel Joaquim Moreira e Cia. (fig. vitral de D. Pedro II)

  • O prédio da Ilha Fiscal foi inaugurada no início de 1889 pelo imperador.
Na revolta da Armada em 1893 a Ilha Fiscal foi bastante danificada por projéteis que atingiram suas paredes, além de danificarem os vitrais e os móveis. Depois de alguns anos o prédio foi passado do Ministério da Fazenda para o Ministério da Marinha, numa troca efetuada em 1913.


O Baile
O famoso baile da Ilha Fiscal, foi um evento em homenagem à tripulação do couraçado chileno Almirante Cochrane, para cerca de 5 000 convidados. Com essa recepção, o Império reforçava os laços de amizade com o Chile, bem como tentava reerguer o prestígio da Monarquia, bastante abalado pela propaganda republicana.

A maior festa até então realizada no Brasil ocorreu pouco após a inauguração da ilha. Falou-se muito da música (valsa e polca), e do cardápio (uma imensa quantidade de garrafas de vinho e comidas exóticas) dessa festa. O comportamento dos participantes foi largamente explorado (a imprensa da época - sec. XIX – noticiou que peças íntimas foram encontradas na ilha depois da festa), curiosidades que ainda atraem historiadores hoje. O luxo e as extravagâncias com que se apresentaram os convidados geraram todo tipo de comentários.

Ocorreu no dia 9 de novembro de 1889. Inicialmente marcado para o dia 19 de outubro, foi adiado por ocasião da morte do rei Luís I de Portugal (1861-1889), sobrinho de Pedro II do Brasil.

A ilha foi enfeitada com balões venezianos, lanternas chinesas, vasos franceses e flores brasileiras. Na parte de trás do palacete foram montadas duas mesas, em formato de ferradura, onde foi servido um jantar para quinhentos convidados, sendo 250 em cada uma. Entre as iguarias, servidas em pratos ornamentados com flores e frutas exóticas, foram consumidos:
  • 800 kg de camarão
  • 1.300 frangos
  • 500 perus
  • 64 faisões
  • 1.200 latas de aspargos
  • 20.000 sanduíches
  • 14.000 sorvetes
  • 2.900 pratos de doces
  • 10.000 litros de cerveja
  • 304 caixas de vinhos, champagne e bebidas diversas
Uma banda, instalada a bordo do "Almirante Cochrane", o navio homenageado, tocou valsas e polcas madrugada adentro.

– curiosidades
  1. um fato irônico, até hoje não confirmado, ocorreu logo após a chegada da família real, às 10 h da noite: conta-se que D. Pedro II, ao entrar no salão do baile, desequilibrou-se e levou um tombo. Ao recompor-se, exclamou – O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!
  2. outro acontecimento curioso ocorreu no término da festa. Às 5 h da manhã, após a saída dos convidados, os trabalhos de limpeza revelaram alguns artigos inusitados espalhados pelo chão: além de copos quebrados e garrafas espalhadas, foram recolhidas condecorações perdidas e até peças de roupas íntimas femininas. O fato pode, entretanto, ser fictício, foi relatado na coluna humorística Foguetes, do periódico carioca "O Paiz", no dia 12 de novembro.


República
A república foi proclamada seis dias depois do baile, e o imperador embarcou no mesmo Cais Pharoux de onde partiam os ferry-boats para levar os convidados para o baile. Vale observar que o cais Pharoux, no centro do Rio, hoje é conhecido como Praça Quinze, onde recentemente recuperaram-se as escadarias utilizadas para o embarque para a Ilha .


Hoje
Em 2001 o espaço passou por intensos trabalhos de restauração, coordenados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A partir das obras, foi recuperado o esplendor das pinturas decorativas do teto, das paredes e do piso de parquê do torreão. Também a parte externa do edifício voltou a exibir sua cor original. De quinta à domingo, tours guiados permitem explorar cada canto da construção, uma das preferidas de D. Pedro II. Entre os atrativos, os salões que abrigam exposições temporárias e permanentes que revelam a história da Ilha e da Marinha, a coleção de vitrais e os trabalhos em cantaria - colunas, arcos, florões e símbolos imperiais.


Origem: Riotur e Wikipédia

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Imperador Tito

Nasceu em Roma aos 30 de dezembro de 39, filho primogênito do imperador romano Vespasiano e de Domitila 'a Maior'. Tinha dois irmãos: Domitila 'a Menor' e Domiciano. Reinou entre 79 a 81. Faleceu em 13 de setembro de 81, sofrendo de febre. Foi sucedido por seu irmão Domiciano.

Casado duas vezes, com Arrecina Tertúlia, falecida em 65 e pela segunda vez com Márcia Funila de família aristocrática. Teve um romance com Berenice, princesa judia, irmã do rei Herodes Agripa II.

Alcançou renome como militar, sob as ordens de seu pai. Serviu na Judeia durante o conflito conhecido como a "Primeira Rebelião Judaica" (67-70). Recaiu para Tito a responsabilidade de acabar com os judeus sediciosos. Destruiu Jerusalém em 70, o templo judaico demolido em um incêndio. A sua vitória foi comemorada com a construção do 'Arco de Tito' no Fórum Romano.

Governou com grande popularidade após a morte de seu pai (23.06.79), é considerado como um bom imperador, por Suetônio e outros historiadores.


Reinado
  • programa de construção de edifícios públicos
  • finalizou o anfiteatro Flávio, conhecido hoje como Coliseu
  • foi popular por sua generosidade
O seu curto reinado foi marcado por tragédias:
  • erupção do vulcão Vesúvio que destruiu as cidades de Pompéia e Herculano (24.08.79)
  • Roma foi consumida por um incêndio em 80





Origem: Wikipédia

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Os Avis




A Dinastia de Avis, ou Dinastia Joanina, foi a 2ª dinastia a reinar em Portugal, entre 1385 e 1581/1582. Teve início no final da crise de 1383-1385, quando o Mestre da Ordem de Avis, D. João, filho natural de el-rei D. Pedro I, foi aclamado Rei nas Cortes de Coimbra.
A Crise de 1383-1385 foi um período de guerra civil e anarquia da História de Portugal, também conhecido como Interregno, uma vez que não existia rei no poder (embora houvesse uma rainha de direito em Beatriz de Portugal). A crise começou com a morte do rei Fernando de Portugal sem herdeiros masculinos.





A Casa de Avis
Antes disto, e possibilitando isto, dera-se a derrota do partido favorável à rainha destronada, D. Beatriz, mulher de João I de Castela, definitivamente vencido na batalha de Aljubarrota em 14 de agosto de 1385. A Casa de Avis, sucessora familiar da anterior dinastia afonsina, reinou no Continente português entre 1385 e 1581, quando D. Antônio é vencido no Continente português, na batalha de Alcântara, e destronado, sendo aclamado em seu lugar o estrangeiro Filipe I nas Cortes de Tomar. Mas reina ainda nas Ilhas até 1582, com a queda de Angra do Heroísmo, quando a Ilha Terceira e as restantes ilhas açorianas se rendem à armada invasora do Marquês de Santa Cruz.

A Dinastia de Avis é sucedida pela união pessoal entre as coroas de Portugal e de todos os demais reinos de Filipe II, que deu início à Dinastia de Habsburgo, ou Dinastia Filipina, ou Dinastia de Áustria.

A única filha do rei D. Fernando I de Portugal, sua sucessora, D. Beatriz, casara com o rei de Castela, pondo-se assim termo a uma série de guerras contra aquele reino, que haviam enfraquecido a economia de seu país. D. Fernando morreu alguns meses depois deste casamento.

D. Leonor Teles, a viúva de D. Fernando, nunca fora bem vista pelo povo e pela nobreza, que a não podia respeitar por ser ela já casada quando o rei, tomado de paixão, a roubou a seu marido, João Lourenço da Cunha. Mas, sob o reinado de sua filha D. Beatriz, residindo no estrangeiro, cabia a ela governar o reino como regente até que um filho de D. Beatriz completasse 14 anos, e viesse reinar pessoalmente em Portugal, conforme estipulado no Tratado de Salvaterra, contrato de casamento da princesa portuguesa, entre as coroas de Portugal e de Castela.

Isso desencadeou revoltas populares: as populações recusavam-se a aceitar a aclamação de uma rainha que era mulher de um rei estrangeiro (Castela), embora não por tal fato poder vir a dar origem à união dos dois países e em consequência a perda de independência de Portugal, mas sim por ódio à Rainha-Regente, considerada pessoa imoral, a quem não reconheciam por rainha porque era bígama e de maus costumes.

Os povos de Lisboa e outras partes do Reino, juntos com boa parte da nobreza, pediram então a D. João, mestre da Ordem de Avis, (filho natural legitimado do rei Pedro I, que aceitasse lutar contra D. Beatriz e o seu marido João de Castela, sendo o aclamado Regente.

Fugida a rainha D. Leonor Teles de Menezes de Lisboa, destituída da regência, viu-se obrigada a solicitar ao genro, o rei de Castela (chamado João I) para vir eliminar a revolução, e reinar pessoalmente em Portugal junto com D. Beatriz. Dirigiu-se o soberano castelhano para Lisboa, à testa de grande exército, cercando a cidade por terra, e também pelo rio, com a sua armada.

A burguesia da próspera cidade de Lisboa, assim como muitos da nobreza, entre muitos partidários apenas por ódio a D. Leonor Teles e ao seu amante galego, o conde Andeiro, apunhalado durante a revolução pelo novo Regente, aderiram facilmente à causa do Mestre de Avis. Foi a burguesia de Lisboa, mais rica, logo seguida por outras terras, quem financiou o esforço militar da revolução. Mas parte do clero e das primeiras figuras da nobreza portuguesas, por dever de fidelidade feudal, apoiavam ainda a sua rainha D. Beatriz.

Entretanto, um pequeno exército português, chefiado por D. Nuno Álvares Pereira (que apoiava o Mestre de Avis) vence os castelhanos. E o aparecimento da peste nas tropas sitiantes de Lisboa obrigou o rei de Castela a se retirar para o seu próprio reino.

Após algum tempo, outro exército luso-castelhano, por D. Beatriz e seu marido, invadiu novamente Portugal, acontecendo, em Aljubarrota (1385) uma batalha decisiva e perigosa, as tropas portuguesas, em número muito inferior, e chefiadas pelo futuro rei D. João I e por D. Nuno Álvares Pereira, seu condestável, conseguiram notável vitória, aonde caíram os pesados cavaleiros castelhanos, e pelo emprego sistemático das ágeis lanças pela primeira vez na Península.

A paz definitiva com Castela só veio a ser assinada em 1411. Para assinalar o acontecimento, D. João I mandou iniciar, no local, a construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, conhecido por Mosteiro da Batalha, aonde jazem os príncipes da nova dinastia de Avis, em capela-panteão construída para esse fim.

Reis da dinastia Avis
  1. D. João I (r. 1385 - 1433, depois do Interregno que destronou a rainha D. Beatriz) – filho natural de D. Pedro I e meio-irmão do Rei D. Fernando I de Portugal
  2. D. Duarte (r. 1433 - 1438) – filho de D. João I.
  3. D. Afonso V (r. 1438 - 1481) – filho de D. Duarte.
  4. D. João II (r. 1481 - 1495) – filho de D. Afonso V.
  5. D. Manuel I (r. 1495 - 1521) – primo de D. João II.
  6. D. João III (r. 1521 - 1557) – filho de D. Manuel I.
  7. D. Sebastião I (r. 1557 - 1578) – filho de D. João, Príncipe de Portugal
  8. D. Henrique (r. 1578 - 1580) – tio-avô de D. Sebastião.
  9. D. António (r. 1580 - 1581) – sobrinho de D. Henrique, filho do casamento secreto do Infante D. Luís com Violante Gomes.


– A suposta dinastia de "Avis Beja"
Há algumas dezenas de anos atrás, o historiador A. H. de Oliveira-Marques categorizou, num dos seus mapas genealógicos inseridos na obra em dois volumes História de Portugal, a sucessão de D. João I até D. Manuel no primeiro desses mapas, intitulado Dinastia de Avis; e no mapa subsequente deu a descendência familiar de D. Manuel I até D. Antônio, chamando a esse mapa genealógico, por mera facilidade de identificação e leitura, de "Avis-Beja".

Este fato inofensivo e banal veio a ser posteriormente permeado com outras leituras de influência genealógica estrangeira, ocasionando a generalização até hoje, entre pessoas menos bem informadas, da crença de que teria havido duas dinastias, a de Avis, e a de "Avis-Beja", pelo simples fato de D. Manuel I ser primo direito (filhos de irmãos varões, e netos do mesmo avô paterno) de D. João II. Tal fato se deveria a ser D. Manuel Duque de Beja ao herdar a coroa, segundo essa crença: que ignora o fato de que D. Manuel era Infante de Portugal por nascimento, o seu primeiro título, e só por esse era tratado evidentemente até subir ao trono, sendo o ducado de Beja, entre muitos outros senhorios que deteve, apenas um apanágio para sua sustentação. Nem as dinastias podem evidentemente mudar quando a sucessão se dá entre pessoas legitimamente pertencentes à mesma família (o que não fora o caso de D. João I, por ter nascido filho natural, e ter retirado os direitos da herdeira legítima, D. Beatriz).

Acresce que se por este critério improcedente se desmembrasse a simplicidade das quatro dinastias tradicionais portuguesas, sempre que não sucedeu na Coroa filho, ou neto direto do monarca anterior, vários outros casos haveria em que teria de ser o mesmo processo aplicado:

  • Dinastia de Bolonha, depois de subir ao trono o reinante Conde de Bolonha, D. Afonso III,
  • Dinastia do Crato, depois de aclamado rei em Santarém o antigo Prior do Crato,
  • Dinastia de Aviz-Inquisição, ou Dinastia de Avis-Évora, depois de suceder o cardeal-rei D. Henrique, que era tio avô do soberano anterior, D. Sebastião, e Arcebispo de Évora à data da sua acessão.

Pois em Portugal até 1834 tanto um ducado como um bispado eram casas com direitos patrimoniais de idêntica natureza senhorial.


Fonte: Wikipédia

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Sicília - Itália

O Reino da Sicília (em italiano Regno di Sicilia, em latim Regnum Siciliae) foi um Estado que existiu de 1130 a 1816, ocupando o território da atual região italiana da Sicília e alguns territórios do sul da península Itálica. Seu território abrangia toda a ilha da Sicília, o sul da Itália e, até 1530, as ilhas de Malta e Gozo. Foi fundado por Rogério II da Sicília em 1130. Por várias vezes, as terras da península foram governadas separadamente da ilha da Sicília. Frequentemente o reino foi governo por outros monarcas, tais como os reis de Aragão ou da Espanha ou os soberanos do Sacro Império Romano-Germânico. Desde a morte de seu fundador, Rogério II da Sicília, em 1154, as fronteiras ficaram praticamente as mesmas por 700 anos.

Algumas vezes chamado de Reino da Apúlia e Sicília, até 1282 quando a parte continental foi separada da ilha e passou a ser conhecida como Reino de Nápoles. Depois de 1302 era, chamado de "Reino de Trinacria". Na primeira metade do século XI, a Sicília era parte do Império Bizantino.


Reino normando da Sicília
Na seqüência das invasões normandas, Roberto o Guiscardo conquistou a cidade de Reggio di Calabria, onde ele confirmou o título de duque de Calábria. Os Altavillas assim puderam rapidamente dedicar-se à Sicília. Rogério Bosso de Altavilla, irmão de Roberto, no comando de um grupo de cavaleiros, em 1061, desembarcou em Messina e invadiu a ilha (então sob domínio árabe), conseguindo em 1072 chegar a Palermo, que foi escolhida capital. Enquanto Boemundo I de Antioquia, filho da primeira esposa de Roberto, se tornava no fim de 1088 soberano incontestável do Principado de Taranto, Rogério I junto ao filho Rogério II, consolidavam seu domínio sobre a Sicília.

Com a morte de Guilherme, duque da Apúlia, em 1127, o Ducado de Apúlia e o Condado de Sicília foram unidos sob o governo de Rogério II da Sicília. Rogério tinha o apoio do antipapa Anacleto II, que o coroou "rei da Sicília" de "duque da Apúlia e da Calábria", na catedral de Palermo, no Natal de 1130. Rogério passou a maior parte da década que iniciou-se com sua coroação e terminou com o grande Assise de Ariano combatendo um invasor após o outro e sufocando rebeliões de seus vassalos. Em 1139, o tratado de Mignano garantiu a Rogério o reconhecimento de seu reinado pelo papa legítimo. Ao mesmo tempo, a poderosa esquadra de Rogério atacou o Império Bizantino e fez da Sicília o poder marítimo dominante no Mediterrâneo por quase um século.

O filho e sucessor de Rogério, Guilherme, o Mau, tem seu apelido devido à sua pouca popularidade com os cronista, que apoiavam as revoltas dos barões inimigos de Guilherme. Seu reinado terminou em paz, mas seu filho Guilherme II da Sicília era menor de idade. Até o período final de regência, em 1172, o reino esteve em rebeliões que quase derrubaram a família real, embora o reinado de Guilherme II seja lembrado como quase duas décadas de contínua paz e prosperidade. Sua morte sem herdeiros em 1189 iniciou um período de caos.Tancredo de Lecce tomou o trono, mas teve que enfrentar a revolta de seus primos distantes Rogério de Andria e a invasão de Henrique II, Sacro Imperador Romano-Germânico, em nome de sua mulher Constança da Sicília, filha de Rogério II. Constância e Henrique acabaram vencendo e, em 1194, o reino caiu sob domínio da dinastia Hohenstaufen. Através de Constância, o sangue dos Altavilla foi passado a Frederico II, Sacro Imperador Romano-Germânico.


Reino dos Hohenstaufen (1185-1266)
A dominação pela dinastia suábia dos Hohenstaufen na Sicília teve início com um matrimônio de Estado entre Henrique VI, filho do imperador Frederico Barbarossa, e Constança de Altavilla, filha de Rogério II da Sicília. Em 1194, com a morte de Guilherme III, a ilha foi conquistada pela soberano germânico, passando a integrar o Sacro Império. Tinha assim início a dinastia suábia na Sicília que com Frederico II, filho de Constança, atingiu seu máximo esplendor.

Frederico II, uma criança que se tornaria também Sacro Imperador Romano-Germânico em 1197, afetou profundamente o futuro imediato da Sicília. Em um país tão acostumado a uma forte autoridade central, a pouca idade do rei causou um sério vácuo de poder. Seu tio, Filipe da Suábia, tratou de assegurar a herança de Frederico, indicando Markward von Anweiler, margrave de Ancona, como regente em 1198. Enquanto isso, o papa Inocêncio III reafirmou a autoridade papal sobre a Sicília, mas reconheceu os direitos de Frederico. O papa viu a autoridade da Igreja Católica decrescer na década seguinte e ficou inseguro sobre o lado a apoiar em muitas disputas.


O reinado Angevino e Aragonês
O conflito entre os Hohenstaufen e o papado levou à conquista da Sicília , em 1266, por Carlos I, da casa de Anjou, começando o domínio angevino. Em 1282, a oposição aos domínios e taxas francesas da casa de Anjou provocou as Vésperas Sicilianas. A ilha da Sicília se proclamou independente e elegeu como rei Pedro III, o Grande, rei de Aragão. A paz dividiu o Reino da Sicília em duas partes, mas ambas conservaram o nome de Reino da Sicília.

  1. A ilha da Sicília, chamada de Reino da Sicília além do Farol ou Reino de Trinacria foi dada a Frederico III da Sicília, e Itália meridional, mas ambas conservaram oficialmente o nome de Reino da Sicília.
  2. A Itália meridional, que conservou o nome de Reino da Sicília, mas é chamado pelos historiadores atuais de Reino de Nápoles continuou sob o controle da dinastia francesa com Carlos II.


– Seguiram-se então mais de cinco séculos de governo dos príncipes aragoneses e reis espanhóis.

  • A Sicília foi governada como um reino independente por parentes dos reis de Aragão até 1409 e portanto como parte da coroa de Aragão,
  • O Reino de Nápoles foi governado pelos angevinos,
até que as duas coroas foram forçosamente reunidas, sob o nome de Reino das Duas Sicílias, por Afonso V de Aragão, cujo sítio de Nápoles terminou com êxito em 26 de fevereiro de 1443.

Porém em 1458, após o governo de Afonso o reino foi novamente dividido:
  • Nápoles ficou com seu filho Fernando I de Nápoles, que reinou de 1458 a 1494, e
  • Aragão e Sicíliapara com o irmão de Afonso, João II de Aragão.

De 1494 a 1503 os sucessivos reis de França Carlos VIII e Luís XII, que eram herdeiros dos angevinos, tentaram conquistar Nápoles mas falharam, e o reinou foi unido a Aragão.
Quando em 1492 os reis católicos, Fernando II (rei da Sicília desde 1468) e Isabel, ordenaram a expulsão ou a conversão dos judeus na Espanha, e a Sicília teve de fazer o mesmo. Fernando II, o Católico, recuperou em 1504 o reino de Nápoles sob os auspícios da coroa espanhola. Os títulos foram usados pelos reis de Aragão até 1516, seguidos pelos reis de Espanha até 1707. Os Sacro Imperadores Romanos usaram o título de 1707 até 1735, e então Nápoles foi atacada pelo duque Calos de Parma, que tornou-se Carlos III de Nápoles e Sicília. Seus descendentes reinaram até a unificação da Itália, em 1861. De 1816 a 1861, os reinos foram uinficados com Reino das Duas Sicílias.

Com o Tratado de Utrecht (1713), a Sicília separou-se novamente de Nápoles.


A casa de Savóia, os Habsburgos e os Bourbons
Tendo pertencido à casa de Savóia (1714), passou ao controle dos Habsburgos (1720) e, em seguida, foi novamente incorporada ao Reino das Duas Sicílias, já então governado pelos Bourbons (1738). Em 1799 , o exército revolucionário francês derrotou Fernando II, rei das Duas Sicílias, e conquistou o Reino de Nápoles. Sete anos depois, Napoleão Bonaparte impôs seu irmão José Bonaparte (José I) no trono napolitano, no qual permaneceu por um breve período.


O fim do Reino da Sicília e a união ao Reino de Itália

Em 1816, as coroas do Reino da Sicília e do reino de Nápoles foram unidas e passaram a ser referidas como Reino das Duas Sicílias, sob os Bourbons.

Em 1861, durante a unificação italiana, após ser ocupada pelas tropas do nacionalista italiano Giuseppe Garibaldi, a Sicília reconheceu Vítor Emanuel II como rei e incorporou-se ao novo Reino da Itália. Francisco II das Duas Sicílias foi o último monarca da Sicília.

Após a Segunda Guerra Mundial, e mediante a Constituição de 1948, a Sicília recebeu um estatuto de autonomia, convertendo-se numa região autônoma da Itália, com amplos poderes de autogoverno.


Fonte: Wikipédia

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Torre de Pisa

A Torre Inclinada de Pisa (em italiano: Torre pendente di Pisa), ou Torre de Pisa, é um campanário da catedral da cidade italiana de Pisa. Está situada atrás da Catedral, e é a terceira mais antiga estrutura na Praça da Catedral de Pisa (Campo dei Miracoli), depois da Catedral e do Batistério.

Embora destinado a ficar na vertical, a torre começou a inclinar-se para o sudeste, logo após o início da construção, em 1173, devido a uma fundação mal colocada e ao substrato solto que permitiu a fundação mudar de direção. A torre atualmente se inclina para o sudoeste. A altura da torre é de 55.86 m, do solo ao lado menor é de 56,70 m na parte mais alta do lado. A largura das paredes na base, mede 4,09 m e 2,48 m no topo. Seu peso é estimado em 14.500 toneladas. A torre tem 296 ou 294 degraus; do sétimo andar, tem dois degraus a menos, da face norte das escadas. Antes do trabalho de restauração realizado entre 1990 e 2001, a torre inclinou-se em um ângulo de 5,5 graus, mas a torre agora inclina-se em cerca de 3,99 graus. Isto significa que, o topo da torre é de 3,9m de onde ela estaria, se a torre estivesse perfeitamente na vertical.

Construção
A Torre de Pisa foi uma obra de arte, realizada em três fases ao longo de um período de cerca de 177 anos. A construção do primeiro andar do campanário de mármore branco, começou no dia 9 de agosto de 1173, um período de sucesso militar e prosperidade. Este primeiro andar, é uma arcada "cega" articulada por colunas clássicas embutido com capitéis coríntios.

A torre começou a inclinar-se após a construção após a progressão de contrução para o terceiro andar em 1178. Isto deveu-se a uma mera fundação de 3 m, situado no subsolo, fraco e instável, um projeto que falhou desde o início. A construção foi posteriormente paralisada por quase um século, porque os pisanos estavam continuamente envolvido em batalhas com Gênova, Lucca e Florença. Este tempo, permitiu para o solo subjacente a ajustar-se. Em 1198, os relógios foram temporariamente colocados no terceiro andar da construção inacabada.

Em 1272, a construção é reiniciada por Giovanni di Simone, arquiteto do Camposanto. Em um esforço para compensar a inclinação, os engenheiros construíram andares com um lado mais alto do que o outro. Isso fez a torre começar a inclinar-se em outra direção. A construção foi interrompida novamente em 1284, quando os pisanos foram derrotados pelos genoveses, na Batalha de Meloria.

O sétimo andar foi concluído em 1319. A sino-câmara acabou por não ser adicionada até meados de 1372 e foi construída por Tommaso di Andrea Pisano, que conseguiu, por sua vez, harmonizar os elementos góticos da sino-câmara, com o estilo românico da torre. Há sete sinos, um para cada nota da escala musical importante. A maior delas, foi instalada em 1655.
Depois de uma fase de reforço estrutural (entre 1990-2001), a torre está atualmente em fase de recuperação gradual da superfície, a fim de reparar os danos visuais, principalmente, à corrosão e escurecimento. Estes são, particularmente, os pontos mais fortes devido à idade da torre e à sua particular exposição ao vento e à chuva (erosão).

– cronologia
  • Em 5 de janeiro de 1172, Donna Berta di Bernardo, uma viúva e residente da casa de dell'Opera di Santa Maria, dispos de 60 soldi ou "moedas de sessenta" para o Opera Campanilis petrarum Sancte Marie. Esse dinheiro deveria ser usado para a compra de algumas pedras que ainda formam a base da torre sineira, nos dia de hoje.
  • Em 9 de agosto de 1173, as fundações da Torre foram estabelecidas.
  • Quase 4 séculos mais tarde, Giorgio Vasari escreveu: "Guglielmo, de acordo com o que está ser dito, em [este] ano 1174, com o escultor Bonanno, as bases do campanário da catedral de Pisa foram estabelecidas."
  • É possível que Gerardo Di Gerardo tenha sido outro construtor. O seu nome aparece como um testemunho da herança acima de Berta di Bernardo como "Mestre Gerardo" e, como um trabalhador, cujo nome era Gerardo.
  • Um construtor mais provável, é Diotisalvi, por causa do período de construção da estrutura e afinidades com outros edifícios em Pisa. Porém, ele geralmente assinava seus trabalhos, e não há nenhuma assinatura do mesmo no campanário.
  • Giovanni di Simone, foi fortemente, envolvido no trabalho de conclusão da torre, sob a direção de Giovanni Pisano, que na época, era o Mestre de obras do Opera di Santa Maria Maggiore. Ele poderia ser o mesmo Giovanni Pisano que completaram o campanário.
  • Giorgio Vasari indica que, Tommaso di Andrea Pisano, foi o criador do campanário entre 1360 e 1370.
  • Em 27 de dezembro de 1233 o trabalhador Benenato, filho de Gerardo Bottici, supervisionou a continuação da construção do campanário.
  • Em 23 de fevereiro de 1260 Guido Speziale, filho de Giovanni, um trabalhador na catedral de Santa Maria Maior, foi eleito para supervisionar a construção da Torre.
  • Em 12 de abril de 1264, o construtor Mestre Giovanni di Simone e mais 23 trabalhadores, foram para as montanhas perto de Pisa, para cortar mármore. As pedras foram dadas a cortar a Rainaldo Speziale, trabalhador de São Francisco.

A História após a construção
Galileo Galilei, é dito por deixar cair duas balas de canhão de massas diferentes, a partir da torre para demonstrar que a sua velocidade da descida foi independente da sua massa. Este, é considerado um conto apócrifo, a sua única fonte sendo, porém, o secretário de Galileu.

Durante Segunda Guerra Mundial, os Aliados descobriram que os nazistas estavam usando a torre como um posto de observação. Brevemente, a torre seria confiada ao sargento do Exército dos Estados Unidos, com o destino da torre e sua decisão de não recorrer a um ataque de artilharia, salvou assim a torre da destruição.

Em 27 de fevereiro de 1964, o governo da Itália solicitou ajuda para impedir a derrubada da torre. Foi, no entanto, consideradas importantes para manter a inclinação atual, devido ao papel vital que este elemento desempenhou na promoção do turismo de Pisa. Uma multinacional força-tarefa, seguido por engenheiros, matemáticos e historiadores, foi proposto e reuniram-se nas ilhas dos Açores, a fim de discutir os métodos de estabilização. Verificou-se que a inclinação foi aumentando em combinação com as bases mais macias, no lado inferior. Vários métodos foram propostos para estabilizar a torre, incluindo a adição de 800 toneladas de contrapesos.

Em 1987, a torre foi declarada como parte da Piazza del Duomo e Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com a catedral vizinha, batistério e o cemitério.

Em 7 de janeiro de 1990, após mais de duas décadas de trabalho, a torre foi fechada ao público. Enquanto a torre foi fechada, os sinos foram removidos para aliviar o peso, e os cabos estavam apertados em torno do terceiro nível e ancorado várias centenas de metros de distância. Apartamentos e casas no caminho da torre estiverem desocupados por segurança. A solução final para evitar o colapso da torre, foi endireitar ligeiramente, a torre para um ângulo mais seguro, removendo 38 m cubicos abaixo do solo. A torre foi esticada até 18 polegadas (45 cm), retornando para a posição exata que ocupava em 1838. Após uma década de reconstrução corretiva e esforços de estabilização, a torre foi reaberta ao público em 15 de dezembro de 2001, e foi declarado estável por pelo menos mais 300 anos.

Em Maio de 2008, após a remoção de mais 70 mil toneladas métricas de terra, engenheiros anunciaram que, a torre tinha sido estabilizada de tal ordem, que tinha parado de se mover pela primeira vez em sua história. Eles declararam que, seria estável durante pelo menos 200 anos.

– curiosidade: 2 igrejas alemãs têm desafiado o estatuto da Torre Pisa, como a maior edifício do mundo: a Torre Inclinada de Suurhusen, no século XV e a torre sineira do século XIV, nas proximidades da cidade de Bad Frankenhausen. O Guinness World Records mediu a Torre Pisa e a Torre de Suurhusen, encontrando um declive de 3,97 graus.

Panorâmica da catedral românica de Pisa com o batistério, o duomo, o Camposanto e o campanário em 1909


Fonte: Wikipédia

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Museu d'Orsay – Paris

O museu abriu ao público dia 9 dezembro 1986 – Paris, exibindo uma grande diversidade de obras da arte ocidental, criadas entre 1848 e 1914. No centro de Paris, às margens do rio Sena, margem oposta ao Jardim de Tulherias o museu foi instalado na antiga estação de trem d'Orsay, construída em 1900. O acervo foi formado com peças do Museu do Louvre, do Museu do Jeu de Paume e do Museu Nacional de Arte Moderna francês.

Em 1975, surgiu a ideia de criar um museu para a arte do século XIX e a estação estava ameaçada de ser destruída e substituída por um grande complexo de hotéis modernos. Ao invés disso, os franceses voltaram a se interessar por ela, e a construção foi preservada.

O Museu d'Orsay tem 57 mil m2, que em 2008 receberam a visita de mais de três milhões de pessoas. Em seus 22 anos de existência, o museu recebeu mais de 60 milhões de visitantes.

O acervo engloba obras de artistas nascidos entre 1820 e 1870, salvo algumas exceções como Matisse, que apesar de nascido em 1869, tem apenas uma pintura em exibição, "Luxúria, Calma e Volúpia", que marca a transição entre o Museu d'Orsay e o de Arte Moderna.

Com uma ala dedicada à fotografia, o Museu d'Orsay foi o primeiro dos museus de arte da França a ter uma galeria permanente dedicada ao tema, e foi considerado inovador pela iniciativa. O museu, que hoje é o grande detentor de obras dos impressionistas no país, no início era receoso em admitir obras tão revolucionárias em seu acervo quanto a "Olympia", de Manet. Mais tarde, a própria instituição passou a adquirir obras de Manet, Monet, Puvis de Chavannes e muitos outros.


Museu
Durante a Comuna de Paris, em 1848, toda a vizinhança do Louvre foi incendiada, e com ela o Palácio d'Orsay. Por 30 anos as ruínas permaneceram como lembrança dos horrores da guerra civil.

No final do século XIX, o governo cedeu o terreno das ruínas do Palácio para a construção de uma estação de trem, que facilitaria o transporte na cidade. O projeto era desafiador porque o terreno é vizinho do Louvre e do Palácio da Legião da Honra e a nova estação precisava se integrar com a elegante vizinhança.

Depois de pronta, a estação d'Orsay serviu a diferentes propósitos. Durante a Segunda Guerra Mundial foi:
  • centro postal para envio de pacotes para os prisioneiros de guerra
  • centro de passagem para os mesmos prisioneiros, que voltavam para casa depois da libertação da França
  • usada como set de filmagem de vários filmes, entre eles "O Julgamento", adaptação da obra de Franz Kafka feita por Orson Welles.

Com o tempo, a estação se tornou obsoleta. Depois da eletrificação das ferrovias, os trens ficaram compridos demais para ela. Atualmente, a abóbada de vidro da estação é a entrada do Museu d'Orsay. O projeto arquitetônico escolhido preservou ao máximo a estrutura original, dando ao Museu um caráter único entre os grandes museus do mundo, que costumam ser sediados em palácios de estilo neoclássico.

O acervo tem quadros importantes e coleções completas, como o legado de Caillebote. Amigo e colecionador dos impressionistas, Gustave Caillebote deixou 60 pinturas de Degas, Manet, Cézanne, Monet, Renoir, Sisley, Pissarro e Millet para o Museu do Luxemburgo, que depois foram incorporadas pelo Museu d'Orsay. A coleção, que atualmente tem um valor incalculável e seria cobiçada por qualquer museu, foi recebida sem entusiasmo pelos administradores da época.


Obras
Um dos quadros mais famosos do acervo do Museu d´Orsay é o "Almoço na Relva" de Manet. Rejeitado pelo júri do Salão de 1863, o quadro foi exposto no Salão dos Recusados, onde se tornou a principal atração, causando tanto riso quanto a indignação dos visitantes. A composição do quadro foi inspirada no "Concerto Campestre" de Ticiano, que está exposto no Louvre, e em "O Julgamento de Paris" , de Marcantonio Raimondi, que por sua vez foi feito a partir de um original de Rafael, que foi perdido.

A referência a uma obra clássica não faz com que a obra seja menos inovadora. A presença de uma mulher nua, entre homens vestidos com trajes da época, não é justificada nem pela mitologia grega, nem por alegorias anteriores. A cena foi considerada obscena e o tratamento que Manet deu à tela foi considerado tão inapropriado quanto seu tema.

Ele não realizou a transição tradicional entre o claro e o escuro, feita gradualmente. Manet preferiu contrastes brutos e excluiu do fundo da tela a noção de perspectiva e profundidade. Essas características são sinais da recusa do pintor em se sujeitar às convenções. Ele criou um estilo livre, que é considerado um ponto de partida para a arte moderna.

"O Baile do Moinho de la Galette" de Renoir, outra peça da coleção do Museu d'Orsay, também foi recebido com críticas negativas na época. O sentimento de dissolução das figuras e a temática inovadora, que trata da vida contemporânea em Paris, faz dessa tela uma das obras-primas do começo do Impressionismo e um dos quadros mais conhecidos de Renoir.





Fonte: grandesmuseus.folha.com.br

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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