segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A Loucura dos reis – trilogia medieval

Os reis medievais ingleses eram homens de personalidades diferentes, criados na tradição cristã, com sua autoridade limitada pelas responsabilidades que o costume impunha e pelos juramentos que faziam quando eram coroados.

Houve quatro reis muito menos bem sucedidos, cujos reinados foram perturbados por guerra civil e terminaram em desastre:
  1. João Sem Terra
  2. Eduardo II
  3. Ricardo II
  4. Henrique IV

Dos quatro, os três últimos foram privados de seus tronos e assassinados. Ricardo II e Henrique IV ascenderam ao trono quando menores de idade. João e Eduardo II se tornaram reis quando eram jovens adultos. Todos tinham um problema de personalidade.

  • João foi qualificado de possuído e enlouquecido por feitiçaria e bruxaria.
  • Eduardo II considerado perverso e não louco.
  • Ricardo II um esquizofrênico.
  • Henrique IV sofreu um grave colapso nervoso entre 1454 e 1456.



João – visto como o pior dos reis medievais ingleses, tirânico, imoral e injusto. Seu reinado foi cheio de perturbações: crescente insatisfação entre os barões, hostilidade do grande príncipe francês, Filipe Augusto. Em seu reinado o papa colocou a Inglaterra sob interdição eclesiástica, proibindo todos os cultos e cerimônias religiosas até que João cedesse e lhe prestasse vassalagem. Um ato que muitos consideraram humilhante. Perdeu as insígnias reais e adoeceu gravemente, falecendo em 18 de outubro de 1216.

Sua personalidade deve ser compreendida à luz de sua ancestralidade e criação. Ele veio de uma longa linhagem de príncipes competentes, mas desequilibrados, os condes de Anjou. O pai de João, Henrique II, rei da Inglaterra e por meio de um casamento com Alienor da Aquitânia, duque de Aquitânia. A família angevina, os Plantagenetas, conhecidos como a "prole do demônio", conta uma lenda de um ancestral, conde de Anjou. Henrique II pai de João, um homem de grande competência e implacável determinação, agitado e dado a violentas explosões de raiva. Sua mãe Alienor de Aquitânia, uma mulher imperiosa e turbulenta. João foi o caçula, mimado preferia o luxo da corte às artes marciais, imaturo no comportamento e na aparência.A mãe o desprezava e o pai o protegia e as vezes o desamparava. Temperamental e egocêntrico, foi tanto vítima quanto o autor dos problemas que iriam finalmente esmagá-lo.

João Sem Terra, viveu numa era brutal, suavizada pela prece e pela santidade, mas marcada pela mutilação e banhada em sangue. Tinha ataque de fúria e sua crueldade excessiva, faziam pensar que era louco. A raiva lhe contorcia o semblante. Foi excessivamente cruel. O seu desequilíbrio mental, se revela de maneira mais convincente em seu senso de insegurança, que motivava o seu tratamento cruel e vingativo que dispensava aos inimigos e na inveja e desconfiança com quem tendia a tratar, tanto amigos quanto adversários. A inimizade de dois dos homens mais poderosos da época, Filipe Augusto da França e o papa Inocêncio III, acabou se confrontando com uma situação que escapava a seu controle. João foi mais azarado do que louco.



Eduardo II – neto de João Sem Terra, se tornou rei da Inglaterra em 1307. Seu reinado foi uma tragédia pessoal. Embora sua personalidade tivesse traços anormais e parecesse inadequada para um rei, Eduardo não foi louco. Como no caso de tantos outros príncipes, sua personalidade foi moldada por sua criação. Filho de Eduardo I, que o nomeou príncipe de Gales em 1301. Sua mãe, Eleonora de Castela morreu quando ele tinha 13 anos.

Se transformou num homem forte e bonito, apreciador da equitação e mais culto que a maioria dos grandes senhores da corte. Suas recreações pareciam cada vez menos as esperada de um cavaleiro, muito menos de um príncipe real:

  • passeios de barco
  • natação
  • ocupações servis, plantar e cavar

Ao que parece ele encontrava mais satisfação na companhia de jovens e robustos operários do que na de cavaleiros da corte. O que pareceu ainda mais inadequado e chocante foi a obsessiva afeição de Eduardo por um jovem fidalgo rural da corte, Gaveston. Por razões de conveniência, os dois casaram. Gaveston casou com a sobrinha do rei, Margaret de Clare e teve uma filha. Eduardo casou com a filha de 12 anos do rei da Franca, Isabel e tiveram 2 filhos e 2 filhas. Seu favorito foi morto e Eduardo nunca se esqueceu nem perdoou os condes que haviam acossado Gaveston até a morte. Sua afeição pelo favorito, a única constante de sua vida, condicionaria tudo o que aconteceria aos 15 anos que ainda lhe restavam. Dali em diante haveria "ódio perpétuo... entre o rei e os condes".

Sei reinado foi mais estável e mais forte nos últimos anos do que no começo. Recobrou seus poderes reais, através de Hugh Despenser e de seu filho. Decidiu consolidar sua posição reforçando o tesouro real por meio de medidas fiscais extorsivas e do confisco de propriedades de barões de lealdade duvidosa. O descontentamento era geral, o ressentimento crescente. Henrique e Despenser foram aprisionados. Hugh foi morto e provavelmente o rei tenha tido um assassinato brutal.

Eduardo II foi enterrado na abadia de St. Peter, em Gloucester, onde seu túmulo se tornou o centro de um pequeno culto. Seu coração foi removido, posto em uma urna de prata e enterrado com sua rainha na igreja franciscana de Newgate em Londres. Quando ela morreu 20 anos depois em 1358, ela foi enterrada com seu vestido de noiva.



Ricardo II – sucedeu seu avó Eduardo III em 1337. Seu reinado foi perturbado por guerras civis violentas e terminou com sua deposição e assassinato. Ele se tornou cada vez mais introspectivo e sua apreensão da realidade pareceu reduzir-se.

Tinha 11 anos quando se tornou rei. Seu avô, Eduardo III foi um grande príncipe guerreiro. Seu pai, o Príncipe Negro morrera um ano antes de sua acessão, tinha notável reputação como cavaleiro e soldado, mas Ricardo era um rapaz com interesses mais estéticos do que militares. Formou-se em sua mente uma concepção semimística do direito divino a que ele se aferrou até o fim. Era tão egocêntrico que chegava a ser narcisista. Em seus retratos parece bonito e elegante, com quase 1.80 m de altura e uma vasta cabeleira loira. Tomava banho regularmente, um hábito inusitado em seu tempo, e foi o «inventor do lenço de bolso». O rei mais culto de sua linhagem. Ardoroso e sensível, ardiloso e calculista; era propenso a ataques de irritação, mas era generoso com os amigos. Amava a mãe e tornou-se intensamente devotado à sua mulher, Ana da Boêmia. Havia um elemento bissexual em sua personalidade. Teve um amigo íntimo a quem concedeu grande poder.

Ricardo desapareceu nas sombras, recolhendo-se finalmente no castelo de Pontefract, onde seu carcereiro o matou de fome. Morreu antes de fevereiro de 1400 e foi levado para o sepultamento de honra em Westminster, tinha apenas 34 anos. Parece mais provável que tenha sofrido de uma depressão moderada ou aguda, que por vezes tocava as raias da insanidade maníaco-depressivo.


Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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sábado, 16 de janeiro de 2010

Palácio de Luxemburgo - Paris

O Palácio do Luxemburgo (Palais du Luxembourg, em francês) é um palácio localizado em Paris, na França. Atualmente a sede do Senado da França. O formal Jardim Luxemburgo (Jardin du Luxembourg) apresenta 25 hectares, povoados por estátuas e providos de grandes tanques de água onde as crianças pilotam modelos de barcos. No canto sudoeste, existe um pomar de macieiras, pereiras e o teatro de marionetes.




História
Foi construído por Marie de Médicis, mãe do Rei Luís XIII, no local de um antigo hotel particular pertencente a François, Duque de Luxemburgo, de onde vem o seu nome. Marie de Médicis comprou em 1612, tendo encomendado o novo edifício, ao qual se referia como Palais Médecis, em 1615. A construção e mobilias do palácio formaram o seu principal projeto artístico, apesar de nada restar atualmente dos interiores tal como foram criados por ela, salvo alguns fragmentos arquitetônicos reunidos na Sala do Livro de Ouro. Os conjuntos de pinturas que a Rainha encomendou, de cujos temas ela expressou os seus requisitos através de agentes e conselheiros, estão dispersos por vários museus. Os mais célebres, uma série de vinte e quatro telas triunfantes, foram encomendados a Peter Paul Rubens.

Marie instalou residência em 1625, enquanto os trabalhos no interior continuavam. Os aposentos de um dos lados, no piso térreo, foram reservados para a Rainha, e o conjunto correspondente no outro lado para Luís XIII. A construção foi finalizada em 1631; a Rainha Mãe foi expulsa da corte no mesmo ano.

Em 1642, Marie deixou em herança o Palácio do Luxemburgo ao seu segundo filho, Gastão de Orleans, o irmão mais novo do Rei. O palácio passou depois para a sua viúva e para a sua filha, Ana, Duquesa de Montpensier, que fez dele a sua residência. A filha desta, a Duquesa de Guise, herdou-o em 1660 e deu-o a Luís XIV em 1694. O palácio não voltaria a ser habitado até ser possuído por Luís XVI que o deu, em 1778, ao seu irmão, o Conde de Provença.

– Durante a Revolução Francesa foi:
  • uma prisão durante um breve período,
  • o centro do Diretório Francês
– Foi também a primeira residência de Napoleão Bonaparte, como Primeiro Cônsul da França.

O palácio manteve o seu papel senatorial, com breves interrupções, desde então. (foto do Senado)


No século XIX o palácio foi extensamente remodelado, com uma nova fachada para o jardim, e um ciclo de pinturas, realizado entre 1845 e 1847 por Eugène Delacroix, o qual foi adicionado à biblioteca.



Na 2ª Guerra Mundial
Durante a ocupação germânica de Paris (1940-1944), Hermann Göring ocupou o palácio, usando-o como quartel general do Luftwaffe em França. Tomou para si próprio um suntuoso conjunto de salas para acomodá-lo nas suas visitas à capital francesa. O seu subordinado, o Marechal de Campo do Luftwaffe Hugo Sperrle, também ocupou um apartamento e passou a maior parte da guerra gozando as luxuosas cercanias.

O palácio foi designado como um "ponto forte" para a defesa da cidade pelas forças alemãs em agosto de 1944, mas graças à decisão do General no comando Dietrich von Choltitz de render a cidade em vez de lutar, o palácio foi apenas minimamente danificado.O edifício foi mais tarde usado para a conferência de paz de 1946.


Arquitetura
O Palácio do Luxemburgo tem mais de residência secundária que de palácio urbano oficial. Compõe-se por um pátio quadrado, um corpo de entrada coroado por uma cúpula, a cúpula Tournon, e por pavilhões. O Palácio do Luxemburgo é o resultado da livre inspiração do Palazzo Pitti (Florença, Itália) pedido por Marie de Médicis que, tendo-se cansado do Palais du Louvre, desejava reencontrar o espírito florentino e a doçura que este lhe evocava, nomeadamente através do emprego das ornamentações de pedra na arquitetura do edifício em vez de uma mistura de tijolo e pedra, como se encontra por exemplo no pavilhão de caça do Château de Versailles.


Fonte: Wikipédia

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Castelo de Chaumont-sur-Loire


O Château de Chaumont-sur-Loire é um palácio francês localizado nas margens do Rio Loire, na comuna de Chaumont-sur-Loire, departamento de Loir-et-Cher, entre Amboise e Blois. Fica situado sobre o último rio selvagem da Europa, recentemente inscrito no Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.




História
No século X, Eudes I, Conde de Blois, mandou construir uma fortaleza para proteger a cidade de Blois dos ataques do Condes de Anjou.

Luís XI mandou queimar e arrasar Chaumont, em 1455, para punir Pedro de Amboise por este se ter revoltado contra o poder Real quando da "Liga do Bem Público". Depois disso, o filho de Pedro, Carlos I de Amboise, procedeu à reconstrução do château entre 1465 e 1475, edificando a ala norte (face ao Loire) atualmente desaparecida.

De 1498 a 1510, Carlos II de Chaumont de Amboise, ajudado pelo seu tio, o Cardeal Jorge de Amboise, prosseguiu a reconstrução, num estilo já marcado pelo Renascimento, conservando totalmente a aparência geral fortificada.

Em 1560, o Château de Chaumont-sur-Loire foi comprado por Catarina de Médici, um ano após o falecimento do seu marido, o Rei Henrique II. A Rainha recebeu numerosos astrólogos no palácio, entre os quais Nostradamus. Depois de um curto período, Catarina forçou Diane de Poitiers, amante de Henrique II durante muito tempo, a trocar o Château de Chenonceau pelo Château de Chaumont. No entanto, Diane de Poitiers viveu pouco tempo em Chaumont.

Em 1750, Jacques-Donatien Le Ray comprou o palácio como casa de campo, tendo lá estabelecido uma fábrica de vidros e cerâmicas. Foi considerado o "Pai (francês) da Revolução Americana", pois adorava a América. Benjamin Franklin chegou a ser um hóspede no Château de Chaumont-sur-Loire. No entanto, em 1789, o Novo Governo Revolucionário da França desapropriou Ray, incluindo o seu amado Château de Chaumont.

Madame de Stael adquiriu o palácio em 1810 e, em 1875, seria a vez de Maria Charlotte Say, herdeira da Fortuna di Açucar Say, se tornar proprietária do edifício. Esta última casou nesse mesmo ano com Amadeu, Príncipe de Broglie (filho de Alberto de Broglie). Este casal encarregou Ernest Sanson de restaurar o palácio, fez construir luxuosas cavalariças e um magnífico parque paisagístico à inglesa. Sanson optou por um conjunto em tijolo e pedra. As cavalariças de Chaumont são representativas dos edifícios construídos pela aristocracia afortunada, no final do século XIX, para abrigar os seus cavalos (foto ao lado). Foram consideradas, à época, como as mais luxuosas da Europa, beneficiando então de iluminação eléctrica em arco. Durante quarenta anos, o palácio conheceu uma época faustosa, ao longo da qual os Broglie deram festas e recepções deslumbrantes, levando uma vida digna de uma casa Real. Infelizmente, os reveses da fortuna obrigaram a Princesa de Broglie a vender Chaumont ao estado, em 1938, que o tornaria dependente dos serviços dos Monumentos Históricos.


Construção
Este palácio de estrutura medieval foi, efetivamente, construído no século XV. As alas norte e oeste foram edificadas entre 1469 e 1481. As torre são maciças e dotadas de balcões defensivos e caminhos de ronda. A porta de entrada é precedida por uma dupla ponte levadiça e rodeada por duas grandes torres redondas. A construção foi retomada, em 1501, por ordem de Carlos II de Amboise, senhor de Chaumont, e depois continuada pelo seu tio, O Cardeal Jorge de Amboise, ministro de Luís XII.


Hoje
O Château de Chaumont-sur-Loire e o Conservatório Internacional de Parques e Jardins estão reunidos. Formam o domínio de Chaumont-sur-Loire e as suas progamações culturais tornam-se complementares.

O Conservatório Internacional dos Parque e Jardins e da Paisagem de Chaumont-sur-Loire (CIPJP) e o Centro dos Monumentos Nacionais decidiram juntar os seus meios para assegurar a gestão e a animação cultural do Château de Chaumont-sur-Loire.





Fonte: Wikipédia

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Gemäldegalerie - Museu de Arte



A Gemäldegalerie é um museu de arte localizado na Kulturforum Potsdamer Platz em Berlim, na Alemanha, sendo um dos mais importantes do mundo por sua excelente coleção de arte européia dos séculos XIII ao XVIII.





História
A primeira idéia para a constituição de uma coleção de arte pública e de caráter educativo em Berlim surgiu por volta de 1797 através do arqueólogo Aloys Hirt. Ele advogava ainda que a coleção deveria ser formada exclusivamente sobre uma base cultural e científica, diferentemente das outras coleções principescas que existiam, e deveria gerir a si mesma com autonomia. Seu projeto logo encontrou apoio do rei Frederico Guilherme III, o qual logo disponibilizou parte de sua coleção privada, com cerca de 650 obras.

Com o retorno das tropas da Prússia após as Guerras Napoleônicas, outros 133 itens confiscados pelos franceses voltaram ao seu país de origem, aumentando a coleção. Contudo, o grupo reunido não perfazia um perfil adequado da arte européia, segundo os critérios estabelecidos, e logo considerou-se necessário adquirir-se obras complementares. A primeira oportunidade para tal ofereceu-se em 1815, quando o rei adquiriu cerca de 150 peças da Coleção Giustiniani em Paris, com arte italiana, e que logo foram integradas ao museu. Em 1819 outro incremento veio com a aquisição da coleção de Edward Solly, um inglês residente em Berlim, com trabalhos italianos dos séculos XIII ao XVI, alemães, holandeses e alguns itens de outros países.

Nesta altura iniciaram os planos para a construção de um prédio especial para abrigar a crescente quantidade de pinturas, formando-se uma comissão para definir o projeto, e para organizar a estrutura de funcionamento e o sistema de futuras exposições. Com a aquisição de um outro lote de obras, em 1830 o museu, então denominado Altes Museum, foi considerado pronto para ser entregue ao público, contando com 1198 pinturas e outros objetos da antiguidade, sendo instalado no pavimento superior do edifício.

A coleção foi organizada em três departamentos, dois com peças mostradas segundo critérios históricos e estilísticos, e outra seção fechada ao público em geral, contendo peças mantidas à parte por exibir uma moral incomum, às quais somente convidados tinham acesso. A entrada para as seções livres era gratuita, mas o público deveria anunciar sua visita com antecipação. A criação de um fundo para suprir os recursos necessários foi concedido pelo rei em um montante de 20 mil táleres anuais, suplementado por verbas extras quando fosse o caso de surgirem no mercado obras de especial interesse. Em 1841, para realizar aquisições diretamente da Itália, de igrejas e acervos principescos privado o apoio do novo rei, Frederico Guilherme IV veio, e partiu ele para lá com uma verba de 100 mil táleres, e conseguiu coletar um lote de obras muitos significativas, que incluía trabalhos de Fra Bartolomeo, Domenico Veneziano, Lorenzo Lotto, Giovanni Battista Moroni, Palma il Vecchio, Rafael, Tintoretto, Ticiano e Veronese.

Em 1871 Berlim se tornou a capital do Império Alemão, recentemente instituído. A mudança no status e o crescente senso de orgulho nacional tornou uma obrigação para os berlinenses equiparar sua galeria de arte com as melhores coleções de outras importantes capitais da Europa e sobrepujar os centros culturais de Dresden e Munique, então mais brilhantes. A competição entre os museus e colecionadores privados, e a procura por obras de arte, cresciam sem cessar, elevando drasticamente seus preços, o que atraiu muitos nobres a se desfazerem de suas coleções privadas.

A Gemäldegalerie se tornou uma das mais importantes reuniões de pintura européia. Entretanto, em 1887 a coleção foi reorganizada, e cerca de mil obras pouco exibidas ou de atribuição duvidosa foram leiloadas. Uma atitude discutível sob o ponto de vista atual, na época era comum.

A crescente falta de espaço no antigo edifício foi a grande dificuldade e logo iniciou planos para a construção de um novo, agora concebido para funcionar segundo uma nova sistemática de exposição, com peças de vários gêneros integradas num mesmo espaço a fim de reconstituir com maior fidelidade e coerência de cada época ou estilo, seguindo uma idéia de inspiração renascentista. Encontrou oposição de início, mas o apoio do casal imperial bastou para que em 1896 fossem iniciados os trabalhos.

A seção de arte antiga permaneceu no prédio do Altes Museum e as pinturas e esculturas mais recentes foram deslocadas para a nova sede, inaugurada em 18 de outubro de 1904. Nesta ocasião o museu recebeu a importante doação das coleções privadas de Alfred Thiem e James Simon, e passou a se denominar oficialmente Kaiser-Friedrich-Museum (mais tarde renomeado Museu Bode), em homenagem ao Imperador Frederico I.

Em 1910 as obras foram novamente reorganizadas e o espaço, já ficando outra vez exíguo, levou à elaboração de planos para mais uma ampliação do edifício, e ao mesmo tempo decidiu-se adquirir muitas obras de arte alemã. Para financiar os gastos a entrada ao museu passou a ser cobrada. Contudo, na seqüência da I Guerra Mundial, parte do acervo da instituição teve de ser alienado, sendo entregue à França por força dos termos do Tratado de Versalhes.

Nos anos 30 nova reorganização: foi criado o Museu Alemão, para onde foram transferidas as peças de arte alemã, holandesa e francesa, junto com esculturas dos períodos correspondentes, perda compensada em 1936 com a incorporação de cerca de metade do grande acervo do Banco de Dresden.

Durante a II Guerra Mundial o museu foi fechado, a coleção foi removida de sua sede e abrigada em bunkers em locais protegidos, e o prédio foi severamente danificado por bombas. Como resultado dos transtornos de guerra mais de 400 obras importantes se perderam para o museu, sendo destruídas, roubadas ou vendidas ilegalmente. Mais de 200 delas foram capturadas pelo Exército Vermelho e levadas à União Soviética. Após a divisão da cidade pelo Muro de Berlim a coleção foi novamente prejudicada por sua separação em dois centros de exposição. A primeira etapa da reorganização do museu perdurou até 1963, abrindo apenas 10 salas com cerca de 91 pinturas em exposição. Nesta altura a pinacoteca foi reinstalada precariamente no agora chamado Museu Bode, que entretanto não dispunha de espaço de exposição para muitas obras. Nas comemorações dos 750 anos da fundação de Berlim, em 1987, o museu pôde abrir 26 salas com cerca de 350 peças, sem contar as miniaturas, expostas desde 1979.

Com a reunificação da cidade em 1992, iniciaram-se acirrados debates sobre o destino da coleção de arte dispersa em locais diferentes e em grande parte oculta há anos em depósitos, sem poder ser apreciada pelo público. Por suas dimensões, a coleção não poderia ser levada integralmente para o Museu Bode, e organizou-se a elaboração de um projeto para uma nova sede própria. Em 1995 foi feito um levantamento das perdas sofridas pelo acervo em todas as últimas décadas desde antes da II Grande Guerra, agrupadas nas seguintes classes:

  1. Perdas no incêndio da antiga sede,
  2. Containers perdidos nas transferências da coleção,
  3. Obras levadas à União Soviética e nunca devolvidas,
  4. Perdas avulsas anteriores a 1945,
  5. Peças roubadas e destruídas,
  6. Peças faltantes com paradeiro ou destino ignorado.


Somente em 1998 as mais de 3.600 obras dispersas voltaram a ser reunidas, em um prédio especialmente construído para tal, desenhado por Heinz Hilmer, Thomas Albrecht e Christoph Sattler, com cerca de 7 mil m² de área expositiva e uma seqüência de 18 salas e 41 gabinetes que perfazem uma extensão de quase 2 km. Desde 2006 mantém ainda uma seção no Museu Bode, principalmente com esculturas, mas também com pinturas menores e outras que não eram vistas pelo público desde 1939.


O Museu
A galeria principal contém 1.000 obras-primas, mais 400 telas que ficam no piso inferior. A Gemäldegalerie possui uma das melhores coleções de arte europeia produzida entre o século 13 e o 18.

Duas das maiores seções são formadas por pinturas italianas do século XIII ao XVI e por pinturas de artistas holandeses do século XV ao XVI. Mestres alemães do período gótico e da Renascença estão representados por obras de Konrad Witz, Albrecht Dürer, Baldung Grien, Cranach e Holbein.

A sala octogonal de Rembrandt ocupa uma posição central na estrutura do museu. Os 16 trabalhos em exposição formam uma das maiores e melhores coleções do artista em todo o mundo. Elas são expostas junto com outras obras-primas holandesas e flamengas do século XVII: retratos, pinturas de gênero, de interior, paisagens e naturezas-mortas que ilustram o estilo e a preferência dos pintores por determinadas temáticas.

Pinturas italianas, francesas, alemãs e inglesas do século XVIII são exibidas em 6 salas. Canaletto, Watteau, Pesne e Gainsborough estão entre os grandes nomes da ala.




1ª foto: Madonna Terranuova de Rafael; 2ª foto: Amor Vitorioso de Caravaggio


Origem: Wikipédia e Coleção Folha Grandes Museus

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estreito de Gibraltar

O estreito de Gibraltar é uma separação natural entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, e entre dois continentes - Europa e África. Ao norte, encontram-se a Espanha e o território britânico ultramarino de Gibraltar; ao sul, Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no norte de África. A soberania sobre o território de Gibraltar é do Reino Unido, gozando a população de Gibraltar cada vez mais autonomia. Em referendos na última década o povo de Gibraltar rechaçou qualquer possibilidade de associação com o Estado espanhol.

Trata-se da única abertura entre o Mediterrâneo e o oceano Atlântico, e situa-se entre o Mar de Alborão, na parte ocidental do Mediterrâneo, e o golfo de Cádiz, no Atlântico. Abarca desde a linha Gibraltar-Ceuta até a linha cabo Espartel-cabo Trafalgar

Do ponto de vista geológico, o estreito de Gibraltar resultou da fissura das duas placas tectônicas: a Placa Euroasiática e a Placa Africana.

  • A profundidade do estreito varia entre aproximadamente 280 m, no Umbral de Camarinal, e quase 1000 m, nas proximidades da Baía de Algeciras.

  • A largura mínima é de 14,4 km, entre Punta de Oliveros, em Espanha, e Punta Cires, em Marrocos.

  • Em poucos lugares do mundo se observam tantos contrastes sociais em uma distância tão curta. A parte espanhola está protegida Pelo Parque Natural do Estreito.

  • Através do Estreito de Gibraltar ocorre o intercâmbio de águas entre o Atlântico e o Mar Mediterrâneo: as águas superficiais, relativamente frias e pouco salinas, provenientes do Atlântico, entram no Mar de Alborão, sobrepondo-se às águas profundas, mais quentes e salinas, que retornam do Mediterrâneo.

  • As correntes são fortes e variam ao longo do dia, sendo causa de frequentes acidentes de navegação.

  • Era conhecido na Antigüidade como Os Pilares de Hércules. Posteriormente, o estreito, assim como o rochedo, recebeu o nome do general berbere Tariq ibn Ziyad (Tárique), passando a chamar-se Gibraltar (do árabe جبل طارق translit., Jebel Tariq, "montanha de Tariq". Em 711, Tárique atravessou o estreito, comandando a primeira incursão muçulmana à Península Ibérica, e se estabeleceu na Espanha visigótica.

  • O estreito, que antes já era de fundamental importância para a navegação entre os dois continentes, com a invenção dos canhões passou a ter um papel estratégica no controle do tráfego de navios. Na entrada e saída do Mediterrâneo, todos passam através do estreito, contemplando a "A Rocha".

  • O tráfego anual é elevadíssimo, com mais de 85.000 navios a cruzar o estreito todos os anos. Muitas pessoas, inclusive imigrantes ilegais, viajam da África para a Europa e vice-versa, através do estreito. Existem ligações regulares por ferry-boat entre Algeciras, Ceuta e Tânger (45 a 60 minutos de viagem).

Há anos que Espanha e Marrocos estudam conjuntamente a possibilidade de construção de um túnel sob o canal, similar ao do Canal da Mancha, entre a Grã-Bretanha e França. Um novo estudo, completado após três anos, foi anunciado em 2003.

Outra hipótese é a construção de uma ponte. Todavia, o custo de tal obra seria colossal, exigindo soluções de engenharia inovadoras, dadas as grandes profundidades do estreito.


Fonte: Wikipédia

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domingo, 10 de janeiro de 2010

Gibraltar

Gibraltar é um território britânico ultramarino localizado no extremo sul da Península Ibérica. Corresponde a uma pequena península, com uma estreita fronteira terrestre a norte limitado pela Espanha, dos outros lados, pelo Mar Mediterrâneo, Estreito de Gibraltar e Baía de Gibraltar, já no Atlântico. A Espanha mantém a reivindicação sobre o Rochedo, o que é totalmente rejeitado pela população gibraltina. A língua oficial é o inglês, mas se fala o castelhano e o Llanito, uma mistura de inglês e castelhano. População de 28.750 habitantes (2004).


O nome Gibraltar origina-se na expressão árabe jabal al-Tariq (ﺨﺒﻝﻄﺭﻕ) que significa "montanha do Tarique". A montanha, um promontório militarmente estratégico na entrada do mar Mediterrâneo, guarnece o estreito oceânico que une a África ao continente europeu. O nome é uma homenagem ao general muçulmano Tariq ibn Ziyad que no ano de 711 dC. desembarcou, iniciando a conquista do reino visigótico. Antes foi chamado pelos fenícios de Calpe, uma das Colunas de Hércules. Popularmente, Gibraltar é chamada de "Gib" ou "The Rock" (o Rochedo).

História
Uma força anglo-neerlandesa liderada por Sir George Rooke apoderou-se de Gibraltar em 1704. O território foi cedido à Grã-Bretanha pela Espanha no Tratado de Utrecht em 1713, como parte do pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola. Nesse tratado, a Espanha cedeu à Inglaterra:

"… a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes … para sempre, sem qualquer exceção ou impedimento."


Apesar de tudo, o tratado de cessão estipula que nenhum comércio por terra entre Gibraltar e a Espanha deve ocorrer, exceto para provisões emergenciais no caso de Gibraltar não conseguir ser abastecida por mar. Uma condição especial nesse tratado é que "nenhuma permissão deve ser dada sob qualquer pretexto, tanto a judeus quanto a mouros, para morarem ou terem residência na dita cidade de Gibraltar". Esta restrição foi rapidamente ignorada, e por muitos anos tanto judeus quanto árabes moraram pacificamente em Gibraltar. Numa cláusula de reversão, se a coroa britânica quiser abandonar Gibraltar, deve oferecê-la primeiro à Espanha.

Num referendo de 1967, a população de Gibraltar ignorou a pressão espanhola e votou maciçamente por permanecer uma dependência britânica. Mais recentemente, num segundo referendo que ocorreu em novembro de 2002, 99% dos votantes rejeitaram qualquer proposta de partilha de soberania entre o Reino Unido e a Espanha. No entanto, os gibraltinos têm buscado um status mais avançado e um relacionamento com o Reino Unido que reflita o presente nível de auto-governo. Uma nova constituição para o território foi submetida a aprovação.

Política
Gibraltar é um dos territórios britânicos ultramarinos, e o poder executivo de Gibraltar é partilhado pelo Governador, designado pelo monarca do Reino Unido, e pelo seu governo autônomo, presidido por um Ministro Principal. Desde a adoção das cartas constitucionais de 1969 e de 2006, este último desenvolveu a sua autonomia em diversos aspectos, embora os assuntos de defesa, relações externas, segurança interna e finanças sejam competências reservadas ao Governador de Gibraltar.

Geografia
Gibraltar é uma pequena península localizada no sul da Península Ibérica, com uma superfície de 6.5 km², limitada a norte por uma estreita fronteira terrestre com Espanha e, dos outros lados, pelo Mar Mediterrâneo, Estreito de Gibraltar e Baía de Algeciras, com 12 km de linha de costa. O seu aspecto é de um promontório com 426 m de altitude e o seu clima é mediterrânico, com invernos suaves e verões quentes.



Economia
Uma vez que Gibraltar não possui recursos agrícolas nem minerais, os seus habitantes, na maior parte, ganham a vida graças ao porto, às docas e às bases da OTAN. As principais atividades econômicas são as reparações navais, o abastecimento aos navios, as indústrias alimentares e de bebidas, o turismo, o comércio e os serviços de reexportação.

A presença naval britânica em Gibraltar diminuiu muito desde o seu auge, antes da Segunda Guerra Mundial, o Estreito de Gibraltar é uma das mais frequentadas vias marítimas do Mundo, com a passagem de um navio a cada seis minutos.


– Curiosidades:
  • Gibraltar é o único local no continente europeu onde existem macacos em liberdade.
  • O aeroporto de Gibraltar é o unico aeroporto do mundo que é cortado por uma estrada.






Origem: Wikipédia

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Edviges, rainha da Polônia


Edviges d'Anjou nasceu em Buda, 18 de fevereiro de 1372 e morreu em Cracóvia, 17 de julho de 1399. Rainha da Polônia a partir de 1384 e grã-duquesa da Lituânia a partir de 1386. Filha de Luís I, rei da Hungria e da Polônia e de Isabel Kotromanic da Bósnia, sucedeu seu pai em 1382 na Polônia, enquanto sua irmã Maria herdou o trono da Hungria.

Embora hoje seja dita "rainha", Edviges foi de fato coroada como "Rei da Polônia" (Hedvigis Rex Poloniæ e não Hedvigis Regina Poloniæ). O gênero masculino do seu título significava que ela era monarca de pleno direito, enquanto que o título de rainha era atribuído às esposas dos reis. Edviges pertencia, portanto, à Casa Real dos Piast, antiga dinastia nativa da Polônia, sendo bisneta de Ladislau I, que reunificou o reino polonês, em 1320.

Como rainha, Edviges teve efetivamente poderes limitados, mas foi muito ativa na gestâo política do reino e na vida diplomática e cultural de seu país. Estimulou a tradução para o polonês de muitos textos latinos, aumentando sua difusão entre seus súditos. Fez doações para a construção de hospitais, deu suas próprias jóias para financiar a recuperação da Academia de Cracóvia que no século XIX, passou a se chamar Universidade Jaguelônica, em homenagem à Dinastia Jaguelônica, sucessora dos Piast. Em 1397 Edviges fundou em Cracóvia a primeira Faculdade de Teologia da Polônia.

Casou-se em 18 de fevereiro de 1386 em Cracóvia, com Jogaila, grão-duque da Lituânia que, depois de convertido ao catolicismo, foi batizado como Ladislau II.

Edviges morreu em decorrência de complicações do parto de sua primeira filha, Isabel Bonifácia. A filha também não sobreviveu e a Dieta da Polônia elegeu Jogaila para sucedê-la. Este teve como sucessores os filhos havidos com sua última mulher, Sofia de Halshany, que não tinha ligações com a dinastia Piast, iniciando-se assim a Dinastia Jaguelônica.

Edviges foi canonizada pelo Papa João Paulo II, em 8 de junho de 1977. É venerada pela Igreja Católica como Santa Edviges da Polônia, padroeira das rainhas e da União Européia, além de santa padroeira da Polônia.


Origem: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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