quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os doges de Veneza

O Doge (do latim dux, "chefe") era o dirigente máximo da República de Veneza. Era o primeiro magistrado da república veneziana. Os seus atributos simbólicos eram ainda reminiscências do Império Bizantino. Os venezianos procuraram sempre limitar o poder dos doges, através, por exemplo, do promissio ducalis – uma carta de princípios e promessas que deviam jurar na data de entrada em funções. O texto foi fixado em 1172, quando foi eleito Enrico Dandolo; foi alvo de alterações em 1192 e 1229. A partir deste último ano, a eleição do doge ficou submetida ao exame do Celhos dos Cinco Correctores. A partir de 1501, a promissio foi lida todos os anos ao doge em funções. Em 1646, a dogeza (a mulher do doge) foi proibida à coroação. Durante o século XVII, os membros da família do doge estavam proibidos na magistratura e embaixadas venezianas.


O primeiro título de doge em Veneza foi dado no século IX como dux Veneciarum – chefe dos Venezianos, título que se manteve durante toda a existência do cargo. Do século IX ao século XII, os doges juntaram ao título os de:


  • dux Croatorum – chefe dos Croatas
  • dux Dalmatinorum – chefes dos Dálmatas
  • totius Istriæ dominator – soberano de toda a Ístria
  • dominator Marchiæ – soberano das Marcas




Traduzindo assim o domínio veneziano no mar Adriático. Em 1095, o epitáfio do doge Vitale Faliero de' Doni proclamava-o rex et corrector legum – rei e promulgador das leis. Enrico Dandolo, no fim do século XII, intitulava-se dominator quarte et dimidie partis totius Imperii Romanie – soberano de um quarto e meio de todo o Império Romano. O título prolongou-se até 1356 e foi abandonado por Giovanni Delfino. Com a invasão de Napoleão Bonaparte, o último doge Ludovioco Manin abdicou em 12 de maio 1797.





Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Joana I de Castela – "a louca"



Terceira filha dos Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Nasceu a 6 de novembro de 1479 na cidade de Toledo e morreu em 11 de abril de 1555 em Tordesilhas, com 75 anos. Considerada muito bela e inteligente, recebeu uma esmerada educação, própria a uma infanta, baseada na obediência, aprendizagem de governo, requisitos na instrução de um príncipe. Foi uma boa aluna no comportamento religioso, urbanidade, boas maneiras e comportamentos próprios da corte, sem esquecer as artes, como a dança e a música, equitação e o conhecimento das línguas românicas da Península Ibérica, além do francês e do latim.




Casamento
Como era costume na Europa da época, seus pais Isabel e Fernando negociaram os casamentos de todos os seus filhos de modo a assegurar objetivos diplomáticos e estratégicos. Conscientes das aptidões de Joana e do seu possível desempenho em outra corte, bem como da necessidade de reforçar os laços com o Sacro Imperador Romano-Germânico, Maximiliano I da Germânia, ofereceram Joana ao seu filho, Filipe, arquiduque da Áustria, duque da Borgonha, Brabante, Limburgo e Luxemburgo, conde da Flandres, Habsburgo, Hainaut, Holanda, Zelândia, Tirol e Artois, e senhor de Amberes e Malinas entre outras cidades.

Joana despediu-se da mãe e irmãos, e iniciou a viagem para a longínqua e desconhecida terra flamenca, lar do futuro esposo, Flandres. Filipe encontrava-se na Alemanha e não foi receber a sua noiva, devido à oposição dos conselheiros francófilos, que tencionavam convencer Maximiliano da inconveniência de uma aliança com Castela, e das virtudes de uma aliança com a França. O ambiente da corte no qual Joana se encontrou era radicalmente oposto ao que viveu na sua Castela natal. Por um lado, a sóbria, religiosa e familiar corte castelhana contrastava com a festiva, desinibida e individualista corte borgonho-flamenca.

Vida conjugal
Apesar de os futuros esposos não se conhecerem, houve bom entendimento entre eles e conta-se que se apaixonaram à primeira vista. A cerimônia foi realizada em Lille, Flandres, a 21 de Outubro de 1496. O casamento não impediu Filipe de ter aventuras amorosas com outras damas, o que fez nascer em Joana ciúmes patológicos. Falava-se de violentos confrontos do casal e que Joana chegara mesmo a agredir uma dama com um pente, suspeitando ser esta uma das amantes do marido.

  • Em 24 de Novembro de 1498, na cidade de Lovaina, nos arredores de Bruxelas, nascia a primogênita, Leonor, assim batizada em honra de Leonor de Portugal, avó paterna de Filipe, que teria enlouquecido de desgosto pela morte do marido.
  • Joana vigiava constantemente o seu esposo. Apesar do avançado estado de gestação da sua segunda gravidez, da qual nasceria Carlos a 24 de Fevereiro de 1500, assistiu a uma festa no palácio de Gante. No mesmo dia nasceu o seu filho, segundo se diz, nos lavabos do palácio.
  • No ano seguinte, a 18 de Julho de 1501, em Bruxelas, nascia a sua terceira filha, chamada Isabel em honra de Isabel de Portugal, rainha de Castela, sua avó materna.

O Trono
Joana foi elevada ao trono por mortes na família:
– em 1497 morreu seu irmão João, príncipe das Astúrias;
– o filho deste morreu quando nasceu;
– em 1498 morreu sua irmã Isabel de Aragão e Castela, Rainha de Portugal, casada com o rei D. Manuel I de Portugal;
– em 1500 morreu o filho desta, o príncipe Miguel da Paz, Príncipe de Portugal e das Astúrias.

Joana e Filipe se tornaram herdeiros em 1502, e em dezembro, Filipe voltou para as terras de Flandres, o que parece ter agravado o estado mental de Joana. Já demonstrando debilidade mental, foi inicialmente detida pela mãe em Castela. Mas em março de 1504 Joana saiu de Medina del Campo para Flandres.

Sua mãe Isabel morreu em 25 de novembro de 1504. Joana foi proclamada rainha de Castela em 26 de novembro e reconhecida pelas Cortes de Toro em 11 de Janeiro de 1505. O testamento encarregava Fernando II de Aragão da administração e governo do seu reino de Castela; a rainha proibia a concessão de cargos castelhanos a estrangeiros e determinava ainda que, caso Joana manifestasse sintomas de desequilíbrio, o reino devia ser regido por seu pai.

Viúva
Fernando acabou por renunciar ao poder de Castela para evitar um confronto armado. A 27 de junho de 1506, reconhecendo a alienação mental da filha, assinou o Tratado de Villafáfila, renunciando aos seus direitos e retirando-se para Aragão. As Cortes de 9 de Julho proclamaram Joana como rainha de Castela, Filipe como rei consorte e o filho Carlos como herdeiro. Filipe isolou Joana e governou, reorganizando cargos e ofícios, concedendo privilégios aos nobres castelhanos e flamengos, deteria a coroa até 25 de setembro do mesmo ano, quando morreu repentinamente, em circunstâncias suspeitas. A peste açoitava o país. Suspeitou-se de envenenamento. Foi uma febre intensa que o matou. Fernando II de Aragão recuperou o poder.

Conta-se que Joana fez embalsamar o corpo do marido, vestiu o cadáver com grande pompa e o levou consigo, encabeçando o cortejo fúnebre, viajando sempre à noite. Durante oito frios meses por terras castelhanas, a rainha Joana não se separara por um momento do caixão, acompanhada por um grande número de pessoas, entre as quais religiosos, nobres, damas de companhia, soldados e diversos criados. Na cidade de Torquemada, a 14 de janeiro de 1507, dá à luz o sexto filho, póstumo, do seu marido, uma menina batizada com o nome de Catarina. A demência da rainha agravava-se. Não queria trocar de roupa nem lavar-se. Por fim, Fernando II de Aragão, segundo a última vontade de Isabel I de Castela, decidiu encerrá-la, com a pequena Catarina, em Tordesilhas, em fevereiro de 1509. Com a morte de Fernando II, Carlos I de Espanha tomou o poder. Catarina saiu da companhia da mãe para se casar com João III de Portugal, mas Joana viveu lá durante 46 anos, sem sair do seu palácio. A literatura romântica fez dela a figura enlouquecida por ciúmes, herdara da avó a esquizofrenia que recairia em D. Carlos, seu neto.

Sepultada na igreja de Santa Clara, seu corpo foi transladado em 1574 para a Capela Real de Granada, junto ao marido, sendo o Castelo de Tordesilhas, onde morreu, demolido em 1771.

Descendência:
  1. Leonor de Áustria (Brabante Flamengo, 24 de novembro de 1498 - Talavera, 18 de fevereiro de 1558) – terceira esposa de Manuel I de Portugal o Venturoso. Enviuvou em 1521, casando com o rei da França Francisco I de Valois.
  2. Carlos de Gante (23 de fevereiro de 1500 - 1558) – rei Carlos I da Espanha e imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.
  3. Isabel de Habsburgo (Bruxelas, 1501 - Gante, 1525) – casada em 1514 com Cristiano II da Dinamarca.
  4. Fernando I de Habsburgo ou Áustria (1503 - 1564) – imperador do Sacro Império Romano-Germânico, rei da Boémia e da Hungria.
  5. Maria de Habsburgo ou da Hungria (1505-1558) – regente dos Países Baixos, casada em 1522 com Luís II da Hungria e da Boémia. Depois da morte de sua tia Margarida de Áustria em 1530 foi nomeada governadora geral das terras borgonhesas, os futuros Países Baixos.
  6. Catarina de Áustria ou de Habsburgo (Torquemada, 14 de janeiro de 1507 - Lisboa, 12 de fevereiro de 1578) – casou em 1525 com o rei D. João III
Fonte: Wikipédia

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domingo, 24 de maio de 2009

A loucura dos reis – Ivan e Pedro


No século XVI, a Rússia apenas começava a assumir seu lugar como grande potência na história europeia. Para os ocidentais, os russos continuavam sendo um povo misterioso e semibárbaro. A Rússia estava à margem da civilização ocidental. O temperamento eslavo parecia particularmente propenso a emoções extremas de amor e ódio, piedade e terror, temas que atravessaram a música dos grandes compositores eslavos e despertaram o gênio dos romancistas russos. Pródigas e excêntricas qualidades pessoais são exibidas por dois dos maiores soberanos russos, os czares:
  • Ivan IV – o terrível
  • Pedro – o grande
Houve traços que beiravam a genialidade em suas políticas, em sua determinação e no controle férreo que exerceram sobre seu povo. Sua genialidade, contudo foi prejudicada, se não por verdadeira loucura, ao menos por uma falta de equilíbrio mental. Ivan e Pedro foram separados por um século, mas o governo de ambos fundou-se num apelo semelhante ao terror e à tortura.

Ivan, o Terrível – tinha 3 anos quando sucedeu ao pai como grão-duque de Moscóvia, em 1533. Sua mãe, a grã duquesa viúva Elena, foi uma regente arbitrária e impopular até morrer em 1538, provavelmente envenenada. Seguiu-se uma luta pelo poder no Estado entre duas famílias principescas rivais: os Belskis e os Shuiskis, estes últimos venceram. Os poderosos baiardos* russos trataram o jovem príncipe como um brinquedo. Carente de comida e de roupas, tratado com desonra, Ivan sofreu humilhações que criaram em sua mente uma cicatriz profunda que o tempo nunca obliterou por completo. Sentia evidente prazer em provocar dor. Mas era um menino inteligente, lia muito e era fascinado pelas crônicas da história da Rússia.

Foi coroado em janeiro de 1547, numa esplendorosa cerimônia na catedral de Uspenski, em Moscou. A medida que amadureceu, adquiriu forte consciência de seu destino semidivino, estimulado pelos ensinamentos da Igreja. Quis conquistar a boa vontade de seus súditos num sentido mais amplo, então:
  • iniciou reformas muito necessárias
  • fez contatos com o Ocidente
  • estimulou contatos com a Inglaterra
  • fez ganhos territoriais – anexou Kazan e Astracã
  • empurrou as fronteiras do grão ducado para o sul e o leste
Ivan teve forte afeição por sua primeira mulher, Anastácia Romanova Zakarin, filha de uma antiga família boiarda.

Ivan exibia todos os sinais de estar se tornando um soberano não apenas capaz, mas bem atento aos interesses de seu povo. Em 1553, ele caiu gravemente doente e passou algum tempo desenganado, pode ter sido um ataque de encefalite ou mesmo um mal de natureza sifilítica. Ivan começou a se preocupar com a segurança da sucessão de seu filho bebê. Depois da doença, o caráter do czar parece ter sofrido uma constante deteriorização e as vezes chegava às raias da loucura, mais especialmente, após a morte de sua primeira esposa Anastácia, em 1560.

Um avanço no seu desequilíbrio mental ocorreu em 1564-65, por causa da crescente desconfiança que sentia de seus próprios cortesãos, Ivan deixou Moscou e refugiou-se no Mosteiro de Alexandrovskaia Slobeda, nas profundezas de uma floresta escura, 179 km a nordeste da cidade. Tinha 35 anos, mas parecia um velho:
  • face enrugada, quase calvo e exibia uma barba rala e fina, em seus ataques de fúria, tendia a arrancar o próprio cabelo

Casamentos – a vida conjugal havia se tornado instável e tempestuosa, revelando seu egocentrismo e seu temperamento maníaco. Depois de Anastácia, casou-se com:
  1. Maria – uma beldade circassiana, filha do príncipe Temric, que morreu em 1º de setembro de 1569
  2. Marta Sobakin – casamento em 28 out 1571, filha de um negociante de Novgorod, mas morreu duas semanas mais tarde, antes mesmo que o casamento se consumasse
  3. Ana Alexeevna – cansou-se dela e a despachou para um mosteiro
  4. Ana Vassilchikura – logo desapereceu
  5. Vasilissa Melentievna – tomou um amante e este foi empalado por ordem do czar sob a janela de sua mulher, que depois foi enviada a força para um convento
  6. Maria Dolgurikaia – quando Ivan descobriu que ela não era mais virgem, em seu horror e ira mandou que a afogassem no dia seguinte
  7. Maria Feodrovna – última mulher
Ivan ficou viciado em mercúrio depois de sua doença, que era mantido burbulhando num caldeirão em seu quarto para seu consumo. Na exumação de seu corpo, tempos depois, mostrou que foi vítima de envenenamento por mercúrio. Em 1581, deu bengaladas na esposa do filho que estava grávida, que sofreu um aborto, quando o filho protestou, Ivan investiu contra ele desferindo-lhe um golpe fatal. Ficou abalado com a morte de seu filho e herdeiro, pela qual ele próprio fora responsável e começou a vagar pelos corredores do palácio, procurando em vão pelo herdeiro.

Em 1584, adoeceu gravemente. Em 19 de março de 1584 morreu, o filho que o sucedeu, czar Fiodor I, foi um príncipe piedoso, apelidado de "o Sineiro" por causa de seu amor aos serviços religiosos, mas parece que tinha um intelecto fraco e era mentalmente retardado.


Pedro, o Grande – alguns dos excessos de sua personalidade são explicáveis até certo ponto à luz de suas experiências infantis. Foi 14º filho do czar Alexis, filho único de sua 2ª esposa, Natália. Nasceu no Kremlin dia 30 maio 1672. Tinha 4 anos quando o pai morreu. Imediatamente a Rússia mergulhou em 12 anos de desgoverno e numa luta de poder entre os boiardos* que apoiavam uma outra das esposas do falecido czar. Pedro e sua mãe várias vezes tiveram que se esconder, para preservar sua vida. As humilhações que passou na infância ficaram para sempre gravadas em sua mente. Finalmente houve uma revolução palaciana que lhe permitiu relegar a meia irmã aos duvidosos confortos de um convento, enquanto seu meio irmão Ivan V, que nunca passara de uma nulidade, morreu em 1696. Pedro assume o governo:
  • restaura a nação
  • transforma a Rússia em potência
  • cria uma nova capital em São Petersburgo
  • constrói uma frota
  • treina um exército
  • remodela a burocracia
  • torna a Igreja subserviente à sua vontade

Tinha cerca de 2.10m de altura e era um homem assombrosamente forte. Gostava de se fazer dentista amador, grande apreciador de trabalhos braçais, um artesão e um sapateiro habilidoso. Andava tão depressa que seus companheiros tinham dificuldade de acompanhá-lo. Aprendeu alemão e holandês sozinho.

Pedro foi inegavelmente uma figura heróica, foi o homem que rompeu os grilhões do passado, com ele a Rússia pertenceu à Europa e ao Ocidente. Desafiou os baiardos*, ainda feudais e introduziu idéias e costumes ocidentais modernos na ainda tradicional Moscóvia. Reestruturou o Estado. Homem de enorme gênio criativo, porém traços extravagantes, sintomáticos, se não de loucura, pelo menos de profundo distúrbio psicológico. Religiosidade convencional, atribuía seu sucesso na guerra, à benevolência de Deus. As sombras escuras da mente de Pedro talvez se refletissem sobretudo na violência e na crueldade com que tratava seus adversários. O modo como tratou seu filho e herdeiro Alexis, sob alguns aspectos compreensível, revelou seu caráter psicopático. Alexis filho de seu casamento com Eudóxia, era uma decepção para Pedro, não tinha talento, nem gosto por atividades militares. Com medo do pai Alexis fugiu, mas foi convencido de retornar. Foi preso e levado a julgamento, morto por consequência de 40 golpes de cnute que recebeu.

Pedro tinha medo de dormir sozinho e se não tivesse uma mulher, punha um ordenança ao seu lado. Acabou tomando como companheira permanente uma criada alemã, Catarina que acabaria sendo coroada czarina. Catarina conseguia acalmá-lo, deitando sua cabeça em seu colo até que ele adormecesse. Houve muitas sugestões de sua doença:
  1. convulsões epiléticas
  2. encefalite causando disfunção cerebral
  3. desequilíbrio mental por causa do avanço da sífilis
  4. experiências traumáticas da infância
  5. prolongado abuso de álcool, também afeta a saúde e a conduta
A saúde geral de Pedro estava debilitando. Bem cedo na manhã de 28 janeiro de 1725, morreu de uma dolorosa enfermidade da bexiga e de cirrose hepática. Depois de Pedro os soberanos da Rússia seriam em sua maioria, homens e mulheres de caráter e de alguma habilidade.


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* Boiardo era o título atribuído aos membros da aristocracia russa do século X ao século XVII. Na Rússia feudal, eles constituíam a classe mais alta e detinham poder político através da Duma boiarda. Para além de extensas propriedades que detinham, eram os legisladores principais do Principado de Kiev. Mesmo depois de Moscovo passar a ser o centro de decisão, com a centralização de poder para o papel do Grande Duque de Moscóvia, a sua influência ainda perdurou. A Duma boiarda que inicialmente contava com cerca de 30 membros, foi-se progressivamente expandindo, tendo mesmo chegado a contar com cerca de 100 membros já no século XVII. Foi contudo abolida por Pedro, o Grande, em 1711.
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Origem: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Vitória I da Inglaterra


Rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha de 1837 a 1901 e imperatriz da Índia de 1876 a 1901. Nascida no palácio de Kensington - Londres em 24 de maio de 1819, morreu em casa em Osborne, na ilha de Wight em 22 de janeiro de 1901. Seu governo marcou um período da história dos britânicos conhecida como "Era Vitoriana". Última representante da casa de Hanôver, era a filha única de Eduardo, duque de Kent, 4º filho de George III e de Vitória Maria Louisa of Saxe-Coburg, irmã do rei Leopoldo, da Bélgica. Seu tio Jorge IV foi quem sugeriu o nome de Alexandrina Vitória em homenagem ao Czar da Rússia Alexandre II. Órfã do pai ainda bebê de oito meses de idade, e com a morte dos tios paternos, tornou-se herdeira do trono.




Aos 18 anos e 27 dias sucedeu a seu tio Guilherme IV (1837) com o nome de Vitória I, em momento de enorme desprestígio da monarquia. Nomeou então como primeiro-ministro o Lord Melbourne, a quem conhecia e admirava desde sua infância e tornou-se seu grande e particular conselheiro, que renunciou em 1939 e saiu de cena para a entrada no poder como primeiro ministro, Robert Peel renunciando também e Melbourne volta ao poder.

Francis Albert Augustus Charles Emmanuel, o Príncipe Albert Saxe-Coburg (1819 - 1861), seu primo, com quem se casou (1840) e teve nove filhos, foi uma figura dominante em sua vida. Vitória sofreu um atentado enquanto estava dirigindo sua carruagem em Londres, e mais outras seis tentativas de assassinato novamente aconteceram contra a Rainha. Após a morte do esposo (1861), vítima de febre tifóide, um duro golpe para a rainha, passou grande parte de seu tempo nas residências reais de Balmoral, na Escócia, e Osborne, na ilha de Wight, desinteressando-se temporariamente dos assuntos do governo.

Politicamente apoiou:
  • a legislação de reforma do sistema eleitoral (1867),
  • aceitou a contragosto a secularização da Igreja Anglicana da Irlanda,
  • trabalhou pela vitória eleitoral de Disraeli contra Gladstone (1874), dando-lhe total apoio ao segundo gabinete de Disraeli, durante o qual o imperialismo britânico chegou ao apogeu.

Profundamente conservadora, adepta incondicional da noção do direito divino dos reis, antidemocrática e avessa às inovações tecnológicas. Seu senso de dever, honestidade e simplicidade, seus conceitos de dignidade, autoridade e respeito à família, marcaram um período da história dos britânicos conhecida como "Era Vitoriana". Seu exemplo de vida austera e formal, segundo rígidos princípios religiosos e éticos, influiu no terreno da moral e dos costumes e foram seguidos pela classe média do reino, servindo para restaurar a dignidade e popularidade da coroa britânica e devolver o respeito a monarquia, cujo prestígio fora enfraquecido pelos excessos de seus antecessores.

Ao longo de seu reinado o Império Britânico expandiu-se e floresceram:
  • as letras,
  • ciências,
  • artes,
  • a indústria e
  • o comércio
Em resumo, a Revolução Industrial, no século XVIII, tornara o Reino Unido a maior potência econômica do planeta, mas o país tinha perdido suas colônias na América do Norte, que proclamaram sua independência em 1776. Porém, durante o longo reinado dessa rainha (1837-1901), o Império Britânico conquistou territórios na África e na Ásia. Na "Era Vitoriana", o Reino Unido também experimentou mudanças sociais que muito beneficiaram seus cidadãos. Sob o governo conservador de Benjamim Disraeli e do liberal William Gladstone, o país aprovou relevantes leis sociais, reconheceu os sindicatos e ampliou a participação política dos cidadãos.

– Descendência real direta:

Vitória, Princesa Real (21 nov 1840 - 5 ago 1901)
Rei Eduardo VII (9 nov 1841 - 6 maio 1910)
Alice Saxe-Coburg (25 abril 1843 - 14 dez 1878)
Alfred Saxe-Coburg, Duque de Edinburgh (6 ago 1844 - 30 julho 1900)
Helena Saxe-Coburg (25 maio 1846 - 9 junho 1923)
Louise Saxe-Coburg (18 abril 1848 - 3 dez 1939)
Arthur Saxe-Coburg, Duque de Connaught (1 maio 1850 - 16 jan 1942)
Leopold Saxe-Coburg, Duque de Albany (7 abril 1853 - 28 março 1884)
Beatrice Saxe-Coburg (14 abril 1857 - 26 out 1944)

Origem: dec.ufcg.edu.br/biografias

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Países Baixos




– Orange-Nassau
A Casa de Orange-Nassau (em neerlandês Oranje-Nassau) desempenhou um papel central na vida política dos Países Baixos desde Guilherme I de Orange (também cognominado de "Guilherme, o Taciturno" e "Pai da Pátria"), que liderou a revolta neerlandesa contra a jurisdição espanhola.






Os Nassau saíram do que hoje é a Suíça. Teriam-se estabelecido na região do médio Reno, na segunda metade do século VIII. Pretendeu-se também que o ancestral fundador seria um nobre romano que acompanhava Júlio César na Campanha da Gália. Condes de Laurenburg em 1093, no século XII chamados Condes de Nassau. Os condes de Laurenburg, tinham castelo na ribeira do Lahn, vizinhanças de Limburgo. No século XII construíram outra cidade, Nassau, na margem esquerda do rio. Os Lauremburg foram transferidos para a jurisdição de Trèves, que lhes concedeu a posse do novo castelo onde se instalaram doravante os chefes da família.

Henrique II (1180 ou 1190-1254) apelidado o Rico, co-Conde de Nassau 1198-1239, Conde de Nassau-Wiesbaden 1239-1249, quando abdicou, mandou construir o Castelo de Dillenburgo, à beira do rio Dill, hoje em Hessen, na atual Alemanha. Dillenburgo se tornou a sede da dinastia. Ali nasceriam o mais ilustre deles: Guilherme o Silencioso, ou o Taciturno, e o Nassau brasileiro. Casou em 1221 com Matilde da Guéldria (morta em 1288) filha de Oto II, Conde da Guéldria e de Zutphen. Dividiu as terras entre os filhos. Seus descendentes separaram em: 
  1. ramo walramiano, que herdou as terras ao sul do Lahn, em dezembro de 1255, fundou a linha Nassau-Weilburgo (de onde sairá Adolfo de Nassau, eleito no século XIII Imperador contra um candidato Habsburgo) 
  2. ramo otoniano, que herdou a área ao norte do Lahn, inclusive Siegen e Dillenburgo, Oto I de Nassau fundou a Linha Nassau-Dillenburgo 
No final da Guerra dos Oitenta Anos – 1568 a 1648, foi a guerra de secessão na qual o território englobando o que é hoje os Países Baixos se tornou um país independente frente à Espanha. Veio à independência, apesar dos Países Baixos terem optado pelo regime republicano, o comando do país continuou nas mãos dos Orange-Nassau, cargo que no século XVIII tornou hereditário para a Casa de Orange-Nassau até serem derrubados pela onda revolucionária que varreu a Europa após a Revolução Francesa. Com a restauração em 1813 o Príncipe Guilherme VI de Orange-Nassau tornou-se Príncipe Soberano dos Países Baixos e, em 1815, Rei do Reino Unido dos Países Baixos.

  • Guilherme I dos Países Baixos  (r. 1815-1840)
  • Guilherme II dos Países Baixos  (r. 1840-1849)
  • Guilherme III dos Países Baixos (r. 1849-1890)
  • Guilhermina dos Países Baixos  (r. 1890-1948) abdicou
  • Juliana dos Países Baixos  (r. 1948-1980) abdicou, 
  • Beatriz dos Países Baixos  (r. 1980 - presente)


– Nassau
A Dinastia Nassau ou Casa de Nassau é uma dinastia aristocrática diversificados na Europa. É nomeado e associado com o Castelo Nassau, localizado nos dias atuais em Nassau, Renânia-Palatinado, Alemanha. Os senhores de Nassau foram originalmente intitulados Conde de Nassau, em seguida, elevada à categoria principesca. No final do Sacro Império Romano, eles próprios proclamaram-se Duque de Nassau. Todos os reis holandeses desde 1890 e do Grão Ducado de Luxemburgo desde 1912, são descendentes da linha feminina da Dinastia Nassau. Segundo a tradição alemã, o nome da família é passada só na linha de sucessão masculina, portanto, a partir desta perspectiva,  a Casa teria sido extinta. No entanto a aristocracia holandesa e a de Luxemburgo, não consideram a assembléia extinta.


O Castelo Laurenburg –  localizado a alguns quilômetros rio acima a partir de Nassau, Renânia-Palatinado, Alemanha, foi a primeira sede, fundado em torno de 1100 pelo Conde Dudo-Henry de Laurenburg, fundador da dinastia. Sua família provavelmente descendente da Câmara dos Lordes do Lipporn. Robert I foi a primeira pessoa a chamar-se Conde de Nassau, mas o título não foi confirmado até 1159, cinco anos após a morte de Robert, seu filho Robert Walram I (1154-1198) foi a primeira pessoa a ser legalmente titulado Conde de Nassau. A cronologia dos Condes de Laurenburg não é certa.



– Orange
Príncipe de Orange é um título aristocrático originalmente francês, associado ao principado do mesmo nome, sedeado no vale do Ródano, no Sul de França. O príncipe de Orange era vassalo do Ducado da Borgonha e mais tarde do Sacro Império Romano-Germânico.
O último descendente dos príncipes de Orange da casa de Baux foi Renato de Chalôn, que foi sucedido pelo primo adolescente Guilherme IX, Conde de Nassau, que mais, conhecido como Guilherme o Taciturno, seria o grande impulsionador da independência dos Países Baixos.
A partir de então, o principado de Orange ficou associado à história dos Países Baixos, sendo um dos títulos da casa real neerlandesa.

Príncipes de Orange:

Casa de Baux (1171-1393)
Casa de Chalôn (1393-1544)
  • Renato de Châlon (1519-1530-1544)
Casa de Orange-Nassau (1544- até o presente)
  • Guilherme I, o Taciturno (1533-1544-1584)
  • Filipe-Guilherme de Nassau (1554-1584-1618)
  • Maurício de Nassau (1567-1618-1625) 
  • Frederico-Henrique de Nassau (1584-1625-1647) 
  • Guilherme II (1626-1647-1650)
  • Guilherme III, também Rei Guilherme III de Inglaterra (1650-1650-1702)
  • João Guilherme Friso (1687-1702-1711), descendente de Guilherme I por via feminina
  • Guilherme IV (1711-1711-1751)
  • Guilherme V (1748-1751-1806)
  • Guilherme VI (1772-1806-1815-1853)
Guilherme VI torna-se Guilherme I, Rei dos Países Baixos em 1815. A partir de então, Príncipe de Orange é o título do herdeiro da coroa
  • Guilherme II dos Países Baixos (Guilherme VII) (1792-1840-1849)
  • Guilherme III dos Países Baixos (Guilherme VIII) (1817-1849-1890)
  • Guilherme de Orange-Nassau ((Guilherme IX) (?-1849-1879)
  • Alexandre de Orange-Nassau (?-1879-1884) 
  • Guilherme Alexandre dos Países Baixos (1967-presente)
  • Herdeira Catarina Amália dos Países Baixos (n. 2003)
Origem: Wikipédia

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Museu do Vaticano

Os Museus Vaticanos constituem um conglomerado de renomadas instituições culturais da Santa Sé, que abrigam extensas e valiosas coleções de arte e antiguidades colecionadas ao longo dos séculos pelos diversos Pontífices Romanos. Além destas instituições relativamente independentes entre si, das quais algumas possuem também sub-seções mais ou menos autônomas, os Museus Vaticanos supervisionam uma série de outros espaços dentro dos palácios da cidade do Vaticano, como galerias e capelas, que por si mesmos guardam alto interesse arquitetônico, histórico e artístico.


O acervo dos museus do Vaticano teve sua origem na coleção de esculturas reunida pelo
Papa Júlio II – que as organizou em um espaço especial chamado de Cortile Ottagono "Pátio Octogonal".

Clemente XIV e Pio VI – a coleção começou a receber um tratamento museológico.

Pio VII – expandiu a coleção de antiguidades clássicas formando o Museu Chiaramonti e a galeria Braccio Nuovo, além de enriquecer a seção de epígrafes, conservadas na Galeria Lapidaria.

Gregório XVI – fundou em 1837 o Museu Etrusco para receber achados nas escavações empreendidas de 1828 em diante, e em 1839 estabeleceu o Museu Egípcio, com peças provenientes de expedições no Egito e outras já conservadas nos Museus Capitolinos e no Vaticano.

Em 1844 foi criado o Museu Gregoriano Profano de Latrão, com uma seleta de peças romanas de caráter pagão que já não eram consideradas adequadas para permanecerem em exposição nos recintos do Vaticano. Foi ampliado em 1854 sob Pio IX com a ramificação do Museu Pio-Cristão, com esculturas, sarcófagos e outras obras de caráter cristão.

Pio X – estabeleceu em 1910 o Lapidário Hebreu, com inscrições de antigos cemitérios hebreus de Roma doadas pelo Marquês Pellegrini-Quarantotti.

João XXIII – reorganizou as coleções e as transferiu do Palácio de Latrão para o atual edifício dentro do Vaticano, inaugurado em 1970.

Pio XI – criou a Pinacoteca Vaticana um edifício especial, e em 1926 foi fundado o Museu Missionário-Etnológico. Em 1973 foi criada a Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea, sendo instalada nos Apartamentos Borgia. No mesmo ano foi organizado o Museu Histórico do Vaticano, com uma série de retratos papais expostos nos apartamentos papais de Latrão e uma seção de carruagens e automóveis.

Em 2000 foi inaugurada uma nova entrada para o complexo de museus, com instalações para vários serviços e onde são expostas obras de arte especialmente criadas para o ambiente.

No itinerário dos Museus Vaticanos estão incluídos os Palácios Vaticanos, onde se encontram outros espaços e coleções de grande importância como:
  • a Capela Sistina,
  • as Salas de Rafael,
  • a Galeria dos Mapas,
  • a Galeria das Tapeçarias,
  • a Galeria dos Candelabros e
  • os Apartamentos Borgia

– Museu Pio-Clementino
Fundado em 1771 pelo Papa Clemente XIV, continha obras da Renascença e Antiguidade, a coleção foi ampliada por Pio VI para receber obras gregas e romanas. Atualmente compreende 54 salas de exposição.

– Museu Chiaramonti
Recebeu este nome de seu fundador, Pio VII, membro da família Chiaramonti, que organizou a sua coleção de estátuas, frisos e sarcófagos no início do século XIX. Dentre suas mais de mil peças se encontra a famosa estátua Augusto de Prima Porta. Faz parte deste museu o Braccio Nuovo, com cópias de esculturas gregas e outras romanas, como uma cópia do Doríforo de Policleto, dois pavões de bronze dourado da era Adriana, uma representação antropomórfica do rio Nilo procedente do antigo Templo de Ísis junto ao Panteão. No piso foram instalados mosaicos. Outra seção é a Galeria Lapidaria, com mais de 3 mil inscrições e tabuletas, a maior em seu gênero em todo o mundo, mas é uma coleção fechada para o público e apenas estudiosos a ela têm acesso, através de uma autorização especial.

– Museu Gregoriano Etrusco
Fundado por Gregório XVI em 1837 para receber peças encontradas em uma série de escavações desenvolvidas a partir de 1828 em antigas cidades da Etrúria que então faziam parte dos Estados Pontifícios. Em seu conjunto o acervo do museu mostra peças datando do século IX a.C. ao século I a.C., com cerâmicas, bronzes, objetos em ouro e prata. São 22 salas de exposição.

– Museu Gregoriano Egípcio
Fundado por Gregório XVI em 1839, o museu é dedicado à preservação de um acervo de monumentos e artefatos do antigo Egito procedentes de escavações na própria Itália (provavelmente trazidos durante a era imperial) e coleções privadas adquiridas no século XIX. O museu ocupa 9 salas, um terraço e uma ala com peças da Mesopotâmia, Síria e Palestina.

– Pinacoteca Vaticana
A idéia de uma galeria especial para o acervo de pinturas, aberta ao público, nasceu em 1817, após a queda de Napoleão, quando um grande número de obras-primas confiscadas pelo francês retornou ao Vaticano. Contudo, só foi inaugurada oficialmente em 27 de outubro de 1932 em um prédio especial, a pedido de Pio XI, resolvendo o antigo problema de exposição e armazenagem adequada da coleção de quase 500 peças reunidas pelo papado desde 1790. As obras ocupam 18 salas.

– Museu Missionário-Etnológico
Fundado por Pio XI em 12 de novembro de 1926 . Até 1963 estava instalado em Latrão, sendo transferido para sua locação atual no Vaticano em 1973. O núcleo inicial da coleção - cerca de 40 mil peças - foi selecionado dentre mais de 100 mil propostas de doação oferecidas ao Papa, de missões de todo o mundo e das 400 dioceses representadas na grande mostra.

– Museu Gregoriano Profano e Museu Pio-Cristão
O Museu Profano foi fundado em 1844 em Latrão com um acervo de estátuas, baixos-relevos e mosaicos da era romana. Em 1854 foi ampliado com a criação do Museu Pio-Cristão, com uma coleção de sarcófagos e estatuária paleo cristãos. Sob Pio X foi criado o Lapidário Hebreu, com uma pequena mas expressiva coleção de epígrafes e lápides de cemitérios hebreus de Roma. João XXIII transferiu as obras para sua localização atual dentro do Vaticano.

– Coleção de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea
Instalada nos antigos aposentos privados do Papa Alexandre VI, conhecidos como os Apartamentos Borgia. Após sua morte o local foi abandonado e só foi reaberto ao público no século XIX. Hoje serve de sede da coleção de mais de 600 obras em escultura, pintura e gravura de mestres recentes.

– Capela Sistina
É uma pequena capela do Palácio Apostólico, residência oficial do Papa. Foi erguida entre 1475 e 1483, durante o pontificado de Sisto IV. De arquitetura despretensiosa, a capela é, contudo, um relicário para um mundialmente famoso conjunto de afrescos, executados por Michelangelo no teto e na parede do altar, e mestres como Perugino, Botticelli, Ghirlandaio, Signorelli, Pinturicchio, Piero di Cosimo e outros mais nas paredes laterais, representando diversas cenas bíblicas. A cena do Juízo Final, de Michelangelo, é um dos maiores marcos da arte maneirista e de toda a pintura ocidental.

– Salas de Rafael
São um grupo de quatro aposentos decorados entre 1508 e 1524 pelo grande pintor renascentista e seus auxiliares, a pedido do Papa Júlio II:
  1. Sala de Constantino
  2. Sala de Heliodoro
  3. Sala de Segnatura
  4. Sala do Fogo no Burgo





Fonte: Wikipédia

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D. Sebastião rei de Portugal

D. Sebastião I, nasceu em Lisboa em 20 de janeiro de 1554 e faleceu em Alcácer-Quibir dia 4 de agosto de 1578, 16º rei de Portugal, e 7º da dinastia de Avis.

O ano de 1554, segundo dia de janeiro, morreu Dom João Manuel, príncipe herdeiro, com 16 anos, o último remanescente dos nove filhos do rei Dom João III de Portugal. Dos filhos que trouxera ao mundo, tudo o que lhe restava era uma nora grávida. A única esperança de dar continuidade à dinastia de Avis, que reinava sobre Portugal fazia cento e sessenta e nove anos, a única chance de ter um herdeiro para a sua coroa, estava depositada no ventre de sua nora Dona Juana, a jovem princesa viúva.




O dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, por volta das oito da manhã, um lacaio esbaforido, vestindo a libré nas cores da Casa Real, finalmente apareceu numa das janelas do Paço e gritou a novidade: – Varão!

Estava assegurada a continuidade da dinastia Avis. Ninguém foi tão desejado como ele. Sebastião arruivado e de olhos azuis.

– História
Rogavam a Dom Sebastião que assumisse o pleno governo do reino aos catorze anos, e não aos vinte, como havia determinado D. João III. E para o bem da continuidade da Casa de Avis, fosse negociada uma aliança matrimonial. No dia de São Sebastião de 1568, exatos 14 anos depois de haver chegado ao mundo, o Desejado foi considerado maior de idade e recebeu o pleno governo do país.

De saúde débil e fraco de espírito, sonhava apenas com batalhas, conquistas e a expansão da Fé, dedicando pouco tempo ao governo de tão vasto império, profundamente convicto de que seria o capitão de Cristo numa nova cruzada contra os mouros do Norte de África. Sebastião começou a preparar a expedição contra os marroquinos da cidade de Fez. Filipe II de Espanha, seu tio, recusou participar naquilo que considerava uma loucura. O exército português desembarcou em Marrocos em 1578 e, ignorando os conselhos dos seus generais, Sebastião rumou imediatamente para o interior. Tinha 24 anos de idade. Na subsequente batalha de Alcácer-Quibir, o campo dos três reis, os portugueses sofreram uma derrota humilhante às mãos do sultão Ahmed Mohammed de Fez e perderam uma boa parte do seu exército. Quanto a Sebastião, provavelmente morreu na batalha ou foi morto depois desta terminar.

Em 1581, Filipe I de Portugal, mandou transladar para o Mosteiro dos Jerônimos em Lisboa um corpo que alegava ser o do rei desaparecido, na esperança de acabar com o sebastianismo, o que não resultou, nem se pôde comprovar ser o corpo realmente o de Sebastião I. O Túmulo de mármore que repousa sobre dois elefantes, pode ainda hoje ser observado em Lisboa. A dúvida que persiste há mais de 425 anos poderia provavelmente hoje ser resolvida com um simples teste de DNA. Dom Sebastião morreu ao contrário do que o povo queria acreditar, teve morte triste e inglória. 

– Sucessão 
Aos 66 anos o cardeal Dom Henrique subiu ao trono de um país em frangalhos, morreu 16 meses depois, sem deixar sucessor. Dom Antônio, Prior do Crato, o filho de sangue impuro do irmão de Dom João III, conseguiu ser aclamado rei, seu reinado durou três meses. Felipe de Espanha atravessou a fronteira e se fez coroar rei de Portugal, depois de Felipe veio o filho dele, depois o neto. E por sessenta longos anos os portugueses tiveram espanhóis como reis.

A vergonha do povo, aliada à esperança de que surgisse um salvador milagroso, criou o mito do sebastianismo. Decerto ele haveria de voltar. E ninguém nunca foi tão desejado quanto ele.


Fonte: do livro 'O Desejado' de Aydano Roriz e Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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