segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estreito de Gibraltar

O estreito de Gibraltar é uma separação natural entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, e entre dois continentes - Europa e África. Ao norte, encontram-se a Espanha e o território britânico ultramarino de Gibraltar; ao sul, Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no norte de África. A soberania sobre o território de Gibraltar é do Reino Unido, gozando a população de Gibraltar cada vez mais autonomia. Em referendos na última década o povo de Gibraltar rechaçou qualquer possibilidade de associação com o Estado espanhol.

Trata-se da única abertura entre o Mediterrâneo e o oceano Atlântico, e situa-se entre o Mar de Alborão, na parte ocidental do Mediterrâneo, e o golfo de Cádiz, no Atlântico. Abarca desde a linha Gibraltar-Ceuta até a linha cabo Espartel-cabo Trafalgar

Do ponto de vista geológico, o estreito de Gibraltar resultou da fissura das duas placas tectônicas: a Placa Euroasiática e a Placa Africana.

  • A profundidade do estreito varia entre aproximadamente 280 m, no Umbral de Camarinal, e quase 1000 m, nas proximidades da Baía de Algeciras.

  • A largura mínima é de 14,4 km, entre Punta de Oliveros, em Espanha, e Punta Cires, em Marrocos.

  • Em poucos lugares do mundo se observam tantos contrastes sociais em uma distância tão curta. A parte espanhola está protegida Pelo Parque Natural do Estreito.

  • Através do Estreito de Gibraltar ocorre o intercâmbio de águas entre o Atlântico e o Mar Mediterrâneo: as águas superficiais, relativamente frias e pouco salinas, provenientes do Atlântico, entram no Mar de Alborão, sobrepondo-se às águas profundas, mais quentes e salinas, que retornam do Mediterrâneo.

  • As correntes são fortes e variam ao longo do dia, sendo causa de frequentes acidentes de navegação.

  • Era conhecido na Antigüidade como Os Pilares de Hércules. Posteriormente, o estreito, assim como o rochedo, recebeu o nome do general berbere Tariq ibn Ziyad (Tárique), passando a chamar-se Gibraltar (do árabe جبل طارق translit., Jebel Tariq, "montanha de Tariq". Em 711, Tárique atravessou o estreito, comandando a primeira incursão muçulmana à Península Ibérica, e se estabeleceu na Espanha visigótica.

  • O estreito, que antes já era de fundamental importância para a navegação entre os dois continentes, com a invenção dos canhões passou a ter um papel estratégica no controle do tráfego de navios. Na entrada e saída do Mediterrâneo, todos passam através do estreito, contemplando a "A Rocha".

  • O tráfego anual é elevadíssimo, com mais de 85.000 navios a cruzar o estreito todos os anos. Muitas pessoas, inclusive imigrantes ilegais, viajam da África para a Europa e vice-versa, através do estreito. Existem ligações regulares por ferry-boat entre Algeciras, Ceuta e Tânger (45 a 60 minutos de viagem).

Há anos que Espanha e Marrocos estudam conjuntamente a possibilidade de construção de um túnel sob o canal, similar ao do Canal da Mancha, entre a Grã-Bretanha e França. Um novo estudo, completado após três anos, foi anunciado em 2003.

Outra hipótese é a construção de uma ponte. Todavia, o custo de tal obra seria colossal, exigindo soluções de engenharia inovadoras, dadas as grandes profundidades do estreito.


Fonte: Wikipédia

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domingo, 10 de janeiro de 2010

Gibraltar

Gibraltar é um território britânico ultramarino localizado no extremo sul da Península Ibérica. Corresponde a uma pequena península, com uma estreita fronteira terrestre a norte limitado pela Espanha, dos outros lados, pelo Mar Mediterrâneo, Estreito de Gibraltar e Baía de Gibraltar, já no Atlântico. A Espanha mantém a reivindicação sobre o Rochedo, o que é totalmente rejeitado pela população gibraltina. A língua oficial é o inglês, mas se fala o castelhano e o Llanito, uma mistura de inglês e castelhano. População de 28.750 habitantes (2004).


O nome Gibraltar origina-se na expressão árabe jabal al-Tariq (ﺨﺒﻝﻄﺭﻕ) que significa "montanha do Tarique". A montanha, um promontório militarmente estratégico na entrada do mar Mediterrâneo, guarnece o estreito oceânico que une a África ao continente europeu. O nome é uma homenagem ao general muçulmano Tariq ibn Ziyad que no ano de 711 dC. desembarcou, iniciando a conquista do reino visigótico. Antes foi chamado pelos fenícios de Calpe, uma das Colunas de Hércules. Popularmente, Gibraltar é chamada de "Gib" ou "The Rock" (o Rochedo).

História
Uma força anglo-neerlandesa liderada por Sir George Rooke apoderou-se de Gibraltar em 1704. O território foi cedido à Grã-Bretanha pela Espanha no Tratado de Utrecht em 1713, como parte do pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola. Nesse tratado, a Espanha cedeu à Inglaterra:

"… a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes … para sempre, sem qualquer exceção ou impedimento."


Apesar de tudo, o tratado de cessão estipula que nenhum comércio por terra entre Gibraltar e a Espanha deve ocorrer, exceto para provisões emergenciais no caso de Gibraltar não conseguir ser abastecida por mar. Uma condição especial nesse tratado é que "nenhuma permissão deve ser dada sob qualquer pretexto, tanto a judeus quanto a mouros, para morarem ou terem residência na dita cidade de Gibraltar". Esta restrição foi rapidamente ignorada, e por muitos anos tanto judeus quanto árabes moraram pacificamente em Gibraltar. Numa cláusula de reversão, se a coroa britânica quiser abandonar Gibraltar, deve oferecê-la primeiro à Espanha.

Num referendo de 1967, a população de Gibraltar ignorou a pressão espanhola e votou maciçamente por permanecer uma dependência britânica. Mais recentemente, num segundo referendo que ocorreu em novembro de 2002, 99% dos votantes rejeitaram qualquer proposta de partilha de soberania entre o Reino Unido e a Espanha. No entanto, os gibraltinos têm buscado um status mais avançado e um relacionamento com o Reino Unido que reflita o presente nível de auto-governo. Uma nova constituição para o território foi submetida a aprovação.

Política
Gibraltar é um dos territórios britânicos ultramarinos, e o poder executivo de Gibraltar é partilhado pelo Governador, designado pelo monarca do Reino Unido, e pelo seu governo autônomo, presidido por um Ministro Principal. Desde a adoção das cartas constitucionais de 1969 e de 2006, este último desenvolveu a sua autonomia em diversos aspectos, embora os assuntos de defesa, relações externas, segurança interna e finanças sejam competências reservadas ao Governador de Gibraltar.

Geografia
Gibraltar é uma pequena península localizada no sul da Península Ibérica, com uma superfície de 6.5 km², limitada a norte por uma estreita fronteira terrestre com Espanha e, dos outros lados, pelo Mar Mediterrâneo, Estreito de Gibraltar e Baía de Algeciras, com 12 km de linha de costa. O seu aspecto é de um promontório com 426 m de altitude e o seu clima é mediterrânico, com invernos suaves e verões quentes.



Economia
Uma vez que Gibraltar não possui recursos agrícolas nem minerais, os seus habitantes, na maior parte, ganham a vida graças ao porto, às docas e às bases da OTAN. As principais atividades econômicas são as reparações navais, o abastecimento aos navios, as indústrias alimentares e de bebidas, o turismo, o comércio e os serviços de reexportação.

A presença naval britânica em Gibraltar diminuiu muito desde o seu auge, antes da Segunda Guerra Mundial, o Estreito de Gibraltar é uma das mais frequentadas vias marítimas do Mundo, com a passagem de um navio a cada seis minutos.


– Curiosidades:
  • Gibraltar é o único local no continente europeu onde existem macacos em liberdade.
  • O aeroporto de Gibraltar é o unico aeroporto do mundo que é cortado por uma estrada.






Origem: Wikipédia

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Edviges, rainha da Polônia


Edviges d'Anjou nasceu em Buda, 18 de fevereiro de 1372 e morreu em Cracóvia, 17 de julho de 1399. Rainha da Polônia a partir de 1384 e grã-duquesa da Lituânia a partir de 1386. Filha de Luís I, rei da Hungria e da Polônia e de Isabel Kotromanic da Bósnia, sucedeu seu pai em 1382 na Polônia, enquanto sua irmã Maria herdou o trono da Hungria.

Embora hoje seja dita "rainha", Edviges foi de fato coroada como "Rei da Polônia" (Hedvigis Rex Poloniæ e não Hedvigis Regina Poloniæ). O gênero masculino do seu título significava que ela era monarca de pleno direito, enquanto que o título de rainha era atribuído às esposas dos reis. Edviges pertencia, portanto, à Casa Real dos Piast, antiga dinastia nativa da Polônia, sendo bisneta de Ladislau I, que reunificou o reino polonês, em 1320.

Como rainha, Edviges teve efetivamente poderes limitados, mas foi muito ativa na gestâo política do reino e na vida diplomática e cultural de seu país. Estimulou a tradução para o polonês de muitos textos latinos, aumentando sua difusão entre seus súditos. Fez doações para a construção de hospitais, deu suas próprias jóias para financiar a recuperação da Academia de Cracóvia que no século XIX, passou a se chamar Universidade Jaguelônica, em homenagem à Dinastia Jaguelônica, sucessora dos Piast. Em 1397 Edviges fundou em Cracóvia a primeira Faculdade de Teologia da Polônia.

Casou-se em 18 de fevereiro de 1386 em Cracóvia, com Jogaila, grão-duque da Lituânia que, depois de convertido ao catolicismo, foi batizado como Ladislau II.

Edviges morreu em decorrência de complicações do parto de sua primeira filha, Isabel Bonifácia. A filha também não sobreviveu e a Dieta da Polônia elegeu Jogaila para sucedê-la. Este teve como sucessores os filhos havidos com sua última mulher, Sofia de Halshany, que não tinha ligações com a dinastia Piast, iniciando-se assim a Dinastia Jaguelônica.

Edviges foi canonizada pelo Papa João Paulo II, em 8 de junho de 1977. É venerada pela Igreja Católica como Santa Edviges da Polônia, padroeira das rainhas e da União Européia, além de santa padroeira da Polônia.


Origem: Wikipédia

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

D. Diniz - rei de Portugal


Filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela. A doença de seu pai preparou-o bem cedo para governar. Sexto rei de Portugal. Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo. Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei e das Cortes se podiam fazer as apelações de quaisquer juízes, e um ano depois revogou doações feitas antes da maioridade. Em 1284 recorreu às inquirições. Em 1290 foram condenadas todas as usurpações.

Quando subiu ao trono, estava a coroa em litígio com a Santa Sé motivado por abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei e os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar Ordem de Cristo.

Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura a Serpa, territórios para lá do Guadiana e a reforma das fronteiras de Ribacoa. Percorreu cidades e vilas, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça e organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro, exigindo em troca um quinto do minério a um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. Exportações que abrangiam ainda sal e peixe salgado. Em troca vinham minérios e tecidos. Estabeleceu com a Inglaterra um tratado de comércio, em 1308. Foi o grande impulsionador da marinha, embora fosse à agricultura que dedicou maior atenção. Fundou aldeias, estabeleceu toda uma série de preciosas medidas tendentes a fomentarem a agricultura, adotando vários sistemas consoante as regiões a as províncias.

Deve-se ainda a D. Dinis um grande impulso na cultura nacional. Entre várias medidas tomadas, deve citar-se a Magna Charta Priveligiorum, primeiro estatuto da Universidade, e tradução de muitas obras.

  • A sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península.



Nasceu em 9 de outubro de 1261, e morreu em Santarém a 7 de janeiro de 1325. Casou em 1288 com D. Isabel (nasceu em Saragoça, 1270; morreu em Estremoz a 4 de julho de 1336; enterrada em Santa Clara de Coimbra), filha de Pedro III e de D. Constança, reis de Aragão.

– Tiveram a seguinte descendência:

  1. D. Constança – nasceu em 3 de janeiro de 1290; casou em 1307 com Fernando IV, rei de Castela; morreu em 18 de ovembro de 1313
  2. D. Afonso IV, herdou a coroa – nasceu em 1291 e morreu em 1357


– De várias mulheres teve D. Dinis os seguintes filhos:

  1. D. Pedro Afonso – nasceu em 1280; foi conde de Barcelos; morreu em Lalim, c. 1354;
  2. D. Afonso Sanches – nasceu 1288; morreu em Vila do Conde, 1329. Filho de Aldonça Rodrigues Telha, foi senhor de Albuquerque em Castela, jaz no Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde;
  3. D. Pedro Afonso – nasceu e morreu em data incerta. Casou com D. Maria Mendes, foi sepultado na Capela de Santa Isabel da Sé de Lisboa;
  4. D. João Afonso – nasceu em data incerta; degolado em 4 de junho de 1325. Filho de D. Maria Pires, foi legitimado a 13 de abril de 1317; foi senhor de Lousã a Arouce; casou com D. Joana Ponce, de família asturiana;
  5. D. Fernão Sanches – nasceu e morreu em data incerta. Casou com D. Froilhe Anes de Besteiros;
  6. D. Maria Afonso – nasceu e morreu em data incerta. Filha de D. Marinha Gomes, mulher nobre de Lisboa; casou com D. João de Lacerda, fidalgo castelhano;
  7. D. Maria Afonso – nasceu em data incerta; morreu em 1320. Foi religiosa no Convento de Odivelas, tendo deixado fama de santidade.

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Castelo de Osaka


O Ōsaka-jō (em japonês: 大坂城・大阪城, "Castelo de Osaka") é um castelo situado em Chūō-ku, o distrito mais central de Osaka, no Japão. Originariamente denominado como Ozakajo, é um dos castelos mais famosos do país, tendo desempenhado um importante papel nas lutas de unificação durante o Período Azuchi-Momoyama, no século XVI.




O castelo encontra-se numa área com cerca de um km2, no interior do Parque Público do Castelo de Osaka. Foi erguido sobre duas plataformas preenchidas de terra, com muralhas de pedra aparelhada, cercado por um fosso inundado, à semelhança dos castelos europeus.

O edifício central possui cinco andares na parte exterior e oito no interior (servidos atualmente por um elevador). Foi construído por cima de uma alta fundação de pedra, de forma a proteger os seus ocupantes dos ataques que poderiam vir do exterior


História
Em 1583 Toyotomi Hideyoshi iniciou a construção do Ōsaka-jō no sítio do templo Ikkō-ikki de Ishiyama Hongan-ji. A planta básica foi modelada a partir do Azuchi-jō, o quartel-general de Oda Nobunaga. Toyotomi queria construir um castelo que espelhasse o de Oda, mas suplantou-o em todos os aspectos, a planta apresenta:
  • uma torre principal
  • cinco andares
  • três andares subterrâneos suplementares, e
  • talha dourada nos lados para impressionar os visitantes.


Em 1585, a torre de menagem interna ficou concluída. Toyotomi continuou a ampliar o castelo, tornando-o cada vez mais formidável aos olhos dos atacantes. Em 1598, a construção ficou finalmente completa. No entanto, nesse mesmo ano Hideyoshi faleceu, passando o castelo para o seu filho, Toyotomi Hideyori.

Em 1600 Tokugawa Ieyasu derrotou os exércitos de Hideyori na Batalha de Sekigahara, tendo dado início ao seu próprio bakufu em Edo. No Inverno de 1614 Tokugawa atacou Hideyori, começando o Cerco de Osaka. Apesar de as forças de Toyotomi estarem numa proporção aproximada de 2 para 1, os defensores do castelo enfrentaram o exército de 200.000 homens e protegeram as muralhas exteriores do castelo. No entanto, Tokugawa tendou manietar Toyotomi ao preencher o fosso exterior do castelo, o que lhe retirou grande parte da capacidade de defesa. Durante o Verão de 1615, Hideyori começou a escavar o fosso uma vez mais. Tokugawa, indignado, enviou novamente os seus exércitos para o Castelo de Osaka e derrotou os homens de Toyotomi. O Ōsaka-jō caíu perante Tokugawa, tendo o clã Toyotomi desaparecido.

Em 1620 o novo herdeiro do xogunato, Tokugawa Hidetada, começou a reconstruir e a rearmar o castelo. Construíu uma nova torre principal elevada, com cinco andares no exterior e oito no interior, e atribuiu a tarefa de construir novas muralhas a cada clã de samurais. As muralhas erguidas durante a década de 1620 ainda se mantém de pé, estando encrustradas nos penhascos de granito sem qualquer argamassa. Muitas das pedras foram trazidas de pedreiras localizadas nas proximidades do Mar Interior, e carregam inscrições com as insígnias das famílias que as conduziram até às muralhas.

Em 1665 o castelo foi parcialmente destruído pelo incêndio causado pela queda de um raio que o atingiu.

Em 1843 depois de décadas de negligência, o castelo recebeu as reparações de que muito necessitava quando o bakufu recolheu dinheiro do povo da região para reconstruir várias das torres.

Em 1868 grande parte do castelo foi queimado durante os conflitos civis que rodearam a Restauração Meiji. Sob o governo Meiji, o Ōsaka-jō foi convertido em quartel para ao exército japonês de estilo ocidental, em rápida expansão.

Em 1928 o presidente da câmara de Osaka concluíu uma campanha de angariação de fundos bem sucedida. Em 1931, iniciou-se a sua reconstrução, empregando-se o ferro e o concreto como materiais de construção.

Em 1945 no final da Segunda Guerra Mundial, os bombardeamentos a Osaka danificaram a torre principal, reconstruída poucos anos antes.

Em 1995 o governo de Osaka aprovou outro projeto de restauro, com a intenção de devolver à torre principal o esplendor que apresentava durante o Período Edo. Em 1997 as obras de recuperação ficaram concluídas. O Ōsaka-jō é uma reprodução concreta (com a adiçao de elevadores) do edifício original; no entanto, o interior não lembra, de todo, um castelo japonês.



Hoje
O castelo está aberto ao público. É um popular ponto de atracção durante a estação dos festivais, e especialmente durante a época das cerejeiras em flôr, quando os campos do castelo se cobrem com vendedores de comida e percursionistas de taiko. Os jardins também acolhem um museu, a grande arena coberta Ōsaka-jō Hōru, e o Santuário Toyokuni dedicado a Toyotomi Hideyoshi.


Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Loucura dos reis – estroinices florentinas


Os Medicis não foram uma família real, mas príncipes italianos politicamente sagazes. Governaram Florença da década de 1430 até a morte do último grão duque, Gian Gastone em 1737; com exceção de um breve período no início do século XVI. Florença atingiu seu apogeu sob a hábil orientação do verdadeiro fundador da família – o grande príncipe negociante Cosimo dei Medici e de seu neto, Lorenzo, o magnífico.





Sua ampla rede bancária fez dos Medicis uma força na economia e política, na Europa ocidental. Florença foi enriquecida com belíssimos edifícios, pinturas e esculturas graças à patronagem dos Medicis e seus partidários.

No final do século XVII os florentinos e os Medicis viviam da reputação e dos recursos de um passado esplendoroso. Viviam de uma fachada que não conseguia esconder a decadência e a impotência política da Toscana. Havia desemprego e pobreza. Florença se tornara uma potência de terceira categoria. Exército pequeno e marinha praticamente inexistente. O grão duque Cosimo III governou a Toscana por 53 anos. Nem bom nem mau, seu governo foi afetado por certas facetas de seu próprio caráter que são em certo sentido vitais para a compreensão da personalidade de seu filho e sucessor, o último grão duque, Gian Gastone.

Cosimo III foi criado por uma mãe pietista(*), unida por um casamento infeliz ao seu pai, o grão duque Ferdinando, que governou Florença de 1621 a 1670. Cosimo tornou-se um beato tacanho, carrancudo e fervoroso, mais bem talhado para a vida eclesiástica que para carreira secular. Era intolerante com qualquer desvio em relação à ortodoxia, fosse na moral ou na crença. Tentou impedir mulheres de serem atrizes, proibiu a entrada de homens em casas que houvesse moças solteiras e impôs uma série de decretos intolerantes e anti-semíticos.

Casou com Marguerite Louise d'Orleans, sobrinha do rei francês Luis XIV. Houve uma enorme incompatibilidade conjugal. Ele austero e taciturno, avesso a contatos físicos que alguns suspeitassem que fosse homossexual. Ela, bonita, cheia de vida, fisicamente vigorosa, orgulhosa, teimosa e egoísta. Dormiam juntos, uma vez por semana, sob a supervisão de um médico. Finalmente um herdeiro nasceu, Ferdinando, em 1663. Anna Maria nasce em 1667. O terceiro filho, Gian Gastone nasce 24 de maio de 1671. Marguerite assim depois de cumprir com sua obrigação, parte para França em junho de 1675, para nunca mais voltar.

– Seus herdeiros, não teriam filhos:
  1. Ferdinando casou-se sem entusiasmo com uma princesa bávara, Violante. Contraiu sífilis e morreu 10 anos antes do pai.
  2. Anna Maria casou com um eleitor palatino, Johann William. Três das irmãs de William eram a imperatriz e as rainhas de Portugal e Espanha. Sem descendência.
  3. Gian Gastone com 23 anos casou-se com uma rica viúva, Anna Maria, filha do duque de Saxe-Lauenburgo. Uma mulher rude, desagradável, de gosto vulgar, enorme e amedrontadora, com um aspecto grosseiro e desgracioso. A reação de Gian à vida conjugal foi de horror. Em busca de consolo, voltou-se para seu amigo íntimo, seu lacaio que se tornou seu amante. Gian adquiriu uma preferência pelo sexo com prostitutos, que nunca perderia. Viveu na França, Hamburgo e em 1705 voltou definitivamente para Florença. Sem descendência.

Cosimo sem sucessor, se agarrou a idéia do herdeiro vir de seu obeso irmão, o cardeal Francesco Maria, que pediu a dispensa das sagradas ordens. Mas o cardeal morreu antes de casar. Dois anos depois Ferdinado morre. Em 1723 o idoso grão duque Cosimo III morre e Gian Gastone com 52 anos o sucedeu.

Gian Gastone tinha pouco interesse por assuntos governamentais, mas escolheu bem os seus ministros, e o governo tornou-se sob alguns aspectos melhor e certamente mais liberal, do que havia sido o de seu pai. A igreja tornou menos severa. Teve um sistema de governo mais liberal e esclarecido. Sua vida era reclusa no palácio Pitti e via o mundo através de uma névoa mais ou menos permanente de embriaguez. Bebia em grande quantidade vinhos e destilados abrasadores. Em 1730, Gian torceu o tornozelo e ficou de cama, nos 7 anos seguintes, só a abandonaria em ocasiões muito especiais.

Gian Gastone tornara-se um soberano negligente, um alcoólatra com gostos pervertidos. Havia sido um jovem promissor e de índole humana e bondosa. Deve ter sido vítima de um transtorno de personalidade que as circunstâncias – uma criação sem afeto, um pai distante e austero e um casamento infeliz – todas conspirando para transformar na ruína de um homem.

Em 1731, as grandes potências reuniram-se em Viena e decidiram pela sucessão de Gian, o herdeiro seria D. Carlos, duque de Parma, filho de Filipe V da Espanha. Mas D. Carlos tornou-se rei das Duas Sícilias e foi substituido como herdeiro por Francisco Estêvão, duque de Lorena, marido de Maria Teresa Habsburgo, futuro imperador Francisco I.

Em julho de 1737, Gian ficou doente e faleceu em 14 de julho, enterrado com grande pompa no duomo. Se fora um governante ineficiente, a morte redimiu sua reputação junto aos florentinos; ele foi carregado até o túmulo com todo o cerimonial de que a cidade da ostentação era capaz.


Anna Maria a irmã de Gian, viveu no palácio Pitti mais 6 anos, em seu testamento, legou todos os seus bens e propriedades pessoais à cidade de Florença, por toda a eternidade. Com isso Anna Maria reparou a estroinices(•) do irmão e pode-se dizer que os Medicis recompensaram os florentinos pela lealdade que demonstraram à família ao longo de 300 anos.



Ferdinando e Anna Maria, filhos de Cosimo III, irmãos de Gian Gastone




(•)estróina
es.trói.na
adj m+f Diz-se da pessoa extravagante, dissipadora, estouvada. s m+f Essa pessoa. Col: farândola, súcia.

(*)pietismo
pi.e.tis.mo
sm (fr piétisme) 1 Movimento iniciado dentro do protestantismo, pelos fins do século XVII, na Alemanha, segundo o qual a verdadeira religiosidade consiste na liberdade da consciência, na piedade subjetiva e nas obras de misericórdia, sendo o dogma secundário ou supérfluo. 2 fam Fanatismo.



Fonte: 'A Loucura dos Reis' de Vivian Green e Dicionário Michaelis

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Alexandra Feodorovna imperatriz da Rússia

Alexandra de Hesse (Vitória Alice Helena Luísa Beatriz de Hesse). Nasceu em Hesse-Darmstadt, 6 de junho de 1872 e faleceu em Ekaterinburgo, 17 de julho de 1918. Filha de Luís IV, grão-duque de Hesse e da princesa Alice do Reino Unido. Mulher de grande beleza, foi a última czarina da Rússia. Em 1894 casou-se com o futuro czar Nicolau II da Rússia, adotando o nome de Alexandra Feodorovna. Foi a sexta criança entre os sete filhos do grão-duque Luís IV de Hesse e do Reno, e da princesa Alice do Reino Unido, segunda filha da rainha Vitória. Foi batizada de acordo com os rituais da Igreja Luterana e foram-lhe dados os nomes da sua mãe e tias. Com a perda da mãe a princesa tornou-se muito próxima da sua avó materna, passando grande parte da sua infância no Reino Unido. Quando era mais nova, tinha a alcunha de Sunny, mas após a morte da sua mãe e da irmã mais nova, ela tornou-se mais amarga e solitária.



Casamento e Vida
Alice casou-se relativamente tarde tendo em conta a idade própria para casar da época, principalmente por ter recusado casar-se com o Principe Alberto Victor, Duque de Clarence (filho mais velho do Príncipe de Gales), apesar da forte pressão familiar. Há quem diga que a rainha Vitória queria que os seus dois netos se casassem, mas como gostava muito de Alice, aceitou a sua decisão. A velha rainha chegou mesmo a afirmar que estava orgulhosa da sua neta por esta a enfrentar, algo que muitas pessoas, incluindo o seu próprio filho, não se atreviam a fazer. Alice, tinha já conhecido e estava apaixonada pelo czarevich da Rússia, cuja mãe era cunhada do seu tio, o Príncipe de Gales e cujo tio, o Grão-Duque Sergei Alexandrovich, era casado com a sua irmã Isabel Feodorovna. Além disso, ambos eram primos em segundo grão, uma vez que eram netos da princesa Guilhermina de Baden.

Nicolau e Alice tinham-se conhecido em 1884, quando a sua irmã se casou com o tio do czarevitch e quando ela regressou à Rússia em 1889, apaixonaram-se.

"O meu sonho é um dia casar-me com a Alice H. Já a amo há muito tempo, mas com mais sentimento e força desde 1889 quando ela passou seis semanas em São Petersburgo. Durante muito tempo resisti, mas sei que os meus sonhos se vão tornar realidade." escreveu Nicolau no seu diário.


Alice levantou dúvidas em relação ao fato de ter de mudar a sua fé Luterana, mas foi convencida por Nicolau e, converteu-se fervorosamente à Igreja Ortodoxa Russa.

Nicolau e Alice ficaram noivos em abril de 1894. Alexandre III morreu no dia 1 de novembro de 1894, o que fez com que Nicolau se tornasse czar de todas as Rússias aos 26 anos de idade. Alice mudou de nome para Alexandra quando se converteu à Igreja Ortodoxa Russa. O casamento realizou-se na capela do Palácio de Inverno em São Petersburgo no dia 26 de novembro de 1894. Foi um casamento vitoriano, baseado num amor físico intenso e apaixonante. A irmã mais velha de Alexandra, Ella, passou também a ser a sua tia por casamento. Ela, tal como Nicolau, era prima direta do rei Jorge V do Reino Unido. Nicolau era também primo direto do rei Cristiano X da Dinamarca, do rei Constantino I da Grécia e do Rei Haakon VII da Noruega.

Alexandra era odiada na corte e pelo povo russo, era calada, de aparência fria, arrogante e indiferente. Ficou magoada pela sua recepção muito pouco entusiasta e afirmou estar cansada da perda de morais e etiqueta da corte russa. Alexandra era chamada de petulante e aborrecida, provincial, enfastiante e convencida, e tanto a nova imperatriz como a Corte viviam em constante atrito.

Filhos
A incapacidade de Alexandra em gerar um herdeiro para o trono russo nas suas primeiras quatro tentativas foi fonte de grande desapontamento. Alexandra era fervorosamente protetora do papel do seu marido como czar e apoiava ativamente o seu direito de governar de forma autocrática. Ela defendia o seu direito divino e acredita ser desnecessário pensar na aprovação de outras pessoas.

A czarina, tal como o seu marido, era muito dedicada à sua família. Desde a sua infância que tinha sido muito tímida, uma característica que partilhava com a sua avó Vitória. Ela odiava aparições públicas e evitava-as, aparecendo apenas quando era absolutamente necessário. Esta timidez e desejo de estar sozinha, tiveram um grande impacto nos seus 5 filhos e no Império. Ela nunca se esforçou por ser amada pelo povo russo.

Quase um ano depois do seu casamento, Alexandra deu à luz a primeira filha do casal, uma menina chamada Olga que nasceu no dia 15 de novembro de 1895. Olga não poderia subir ao trono devido às leis implementadas pelo czar Paulo I. Olga foi motivo de alegria para os seus próprios pais que chegaram mesmo a afirmar que preferiram ter uma menina porque, se tivessem tido um rapaz, ele pertenceria ao povo russo e, assim, tinham a sua filha só para eles.


– Nicolau e Alexandra tiveram cinco filhos:
  1. Olga Nikolaevna – 15 de novembro de 1895-17 de julho de 1918, assassinada aos 22 anos em Yekaterinburg pelos Bolcheviques; canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa; sem descendência.
  2. Tatiana Nikolaevna – 10 de junho de 1897-17 de julho de 1918, assassinada aos 21 anos em Yekaterinburg pelos Bolcheviques; canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa; sem descendência.
  3. Maria Nikolaevna 26 de junho de 1899-17 de julho de 1918, assassinada aos 19 anos em Yekaterinburg pelos Bolcheviques; canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa; sem descendência. Discutiu-se a sua possível sobrevivência ao massacre que vitimou a família até o seu corpo ser descoberto em 2007
  4. Anastásia Nikolaevna – 18 de junho de 1901-17 de julho de 1918, assassinada aos 17 anos em Yekaterinburg pelos Bolcheviques; canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa; sem descendência. A sua possível sobrevivência foi discutida até 2007 e foi um dos maiores mistérios do século XX.
  5. Czarevich Alexei – 12 de agosto de 1904-17 de julho de 1918, assassinado aos 13 anos em Yekaterinburg pelos Bolcheviques, canonizado pela Igreja Ortodoxa Russa; sem descendência. Discutiu-se a sua possível sobrevivência até o seu corpo ser descoberto em 2007.


Rasputine
No princípio, Alexandra virou-se para os médicos russos para tratar de Alexei. Os seus tratamentos geralmente falhavam, uma vez que não era conhecida qualquer tipo de cura. Sofrendo com o fato de saber que qualquer queda ou corte poderia matar o seu filho, a imperatriz decidiu fazer ainda mais trabalho de caridade. Também se virou para Deus, à procura de conforto, o que a levou a familiarizar-se com os rituais e Santos da Igreja Ortodoxa, passando horas a rezar na sua capela privada. Em desespero, Alexandra começou a confiar cada vez mais em místicos e nos chamados "homens santos". Um destes, Gregório Rasputine, parecia ter sucesso.

O estilo de vida decadente de Rasputine, levaram Nicolau a enviá-lo para longe da família em diversas ocasiões. Mesmo depois de o Diretor da Polícia dizer pessoalmente a Alexandra que Rasputine bêbado num restaurante de Moscovo, gabou-se à multidão que Nicolau o deixava deitar-se com a sua mulher sempre que quisesse. Ela culpava os rumores de maliciosos. "Os Santos são sempre torturados.", escreveu uma vez. "Ele é odiado porque nós o amamos." Nicolau não era tão cego, mas mesmo ele se sentia incapaz de fazer alguma coisa em relação ao homem que parecia salvar a vida do seu filho.

Desde o principio que se faziam acusações a Rasputine nas costas. Apesar de alguns dos mais altos membros do clero de São Petersburgo o aceitarem como um profeta vivo, outros denunciavam-no como uma fraude e um herege. No seu apartamento em São Petersburgo, onde ele vivia com a sua filha Maria, era visitado por qualquer um que procurasse uma bênção, uma cura ou um favor da czarina. As mulheres, encantadas com o misticismo rudimentar que rodeava o monge, também o procuravam para as "bênçãos privadas" que eram conduzidas com a maior das privacidades no seu quarto. Rasputine gostava de pregar um tipo de teologia única em que uma pessoa tinha de se tornar familiar com o pecado antes de ter a oportunidade de o ultrapassar.

Em 1912, Alexei sofreu uma grave hemorragia que lhe ameaçou a vida quando a família se encontrava de férias em Spala, na Polônia. Alexandra e Nicolau faziam turnos para ficar sempre com ele e tentar (em vão) reconfortá-lo e tentar fazê-lo esquecer das dores. Num raro momento de paz, Alexei sussurrou à mãe, "Quando eu morrer, já não vai doer, pois não, mamã?" Devastada, parecia que Deus não estava a responder às orações de Alexandra para a salvação do seu filho. Acreditando que o seu filho ia morrer, a imperatriz tentou em desespero enviar um telegrama a Gregório Rasputine, que rapidamente enviou uma resposta, "Deus viu as vossas lágrimas e ouviu as vossas orações. Não te lamentes. O pequeno não vai morrer. Não permitis que os médicos o incomodem demasiado." O conselho de Rasputine acabou por coincidir com os primeiros sinais de que o herdeiro estava se recuperando. A partir de 1912, Alexandra passou a confiar cada vez mais no monge e a acreditar verdadeiramente na sua capacidade para curar o filho. Esta confiança cega acabou por permitir a subida política de Rasputine, que iria abalar seriamente a popularidade da Família Imperial durante a Primeira Guerra Mundial.

O assassinato
A sexta-feira, dia 16 de julho de 1918, amanheceu quente e poeirenta. O dia decorreu normalmente para a família. Às quatro da tarde, Nicolau e as suas filhas deram o seu passeio habitual no jardim. Às 7 horas, Yurovsky convocou todos os homens da Tcheca ao seu quarto e ordenou-lhes a recolher todos os revolveres dos guardas que se encontravam do lado de fora. Com 12 armas pousadas em cima da mesa, ele disse, "Esta noite vamos matar a família inteira. Todos eles."

O czar e czarina e toda a sua família, incluindo Alexei, gravemente doente, bem como alguns servos leais, foram executados pelos bolcheviques na cave da Casa Ipatiev na madrugada de 17 de julho de 1918. Um grupo de guardas, cada um deles escondendo um revolver, entrou na sala. O seu líder, Yurovsky, leu casualmente a sentença, "Os vossos parentes tentaram salvar-vos. Eles falharam e agora temos de vos matar." Nicolau levantou-se da sua cadeira e teve apenas tempo de perguntar, "O quê?" antes de ser baleado na cabeça. Alexandra assistiu à morte do marido e de dois servos antes do comissário Peter Ermakov a matar com uma bala que perfurou o lado direito da sua cabeça antes de a permitir fazer o sinal da cruz. Ermakov, bêbado, apunhalou o seu cadáver e o do seu marido, partindo-lhes várias costelas. Alexandra estava deitada junto ao seu marido Nicolau, banhada numa poça de sangue. Alexandra Feodorovna morreu aos 46 anos de idade.

Noventa anos depois da sua morte, a "mulher alemã" é agora venerada como uma santa, (principalmente após a sua canonização em 2000) pelo povo que, outrora, a odiou.

Leia também: Assassinato da Família Imperial Romanov

Fonte: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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