domingo, 18 de julho de 2010

Castelo de Windsor - Inglaterra

O Castelo de Windsor localiza-se na cidade de Windsor, condado de Berkshire, na Inglaterra. Com a função de Palácio Real, juntamente com o Palácio de Buckingham em Londres e o Palácio de Holyrood em Edimburgo, é uma das principais residências da monarquia britânica, que nele passa a maior parte dos finais de semana, a Páscoa e a chamada semana de "Ascot Real" (em junho), no Circuito de Corridas de Ascot, nas suas proximidades. É o maior castelo ocupado do mundo.


Entre as suas principais atrações, destacam-se a coleção de armaria e a Casa de Bonecas da Rainha Maria. Na parte baixa encontra-se a Capela de São Jorge, enquanto que na parte alta encontram-se os aposentos reais e a grande Sala de Estado (como o Salão de São Jorge, cujo teto é decorado com os brasões de armas da liga dos cavaleiros). As duas partes são separadas pela Torre Redonda, um resquício do primitivo castelo de Guilherme, o Conquistador.

A maior parte dos Reis e Rainhas da Inglaterra tiveram uma influência direta na construção e evolução do castelo, o qual tem sido a sua fortaleza de guarnição, residência, palácio oficial e, por vezes, a sua prisão. A história do castelo e a da monarquia britânica estão inextrincavelmente ligadas. Cronologicamente a história do castelo pode ser traçada a partir dos reinados dos morarcas que o têm ocupado. Nas épocas de paz, o castelo tem sido expandido pela adição de grandes apartamentos; nos momentos de guerra, o castelo foi fortificado mais pesadamente. Este padrão tem sido continuado até ao presente.


História
O Castelo de Windsor foi originalmente construído por Guilherme, o Conquistador, que reinou desde 1066 até à sua morte em 1087. O seu castelo de material original erguia-se no local da atual Torre Redonda. Este castelo formava parte do anel de castelos defensivos em volta de Londres. O local foi escolhido, em parte, devido à sua posição facilmente defensável.

No início do seu reinado, tomou posse de um solar, na localização da atual Old Windsor (Velha Windor), provavelmente uma residência Real anglo-saxônica. Pouco tempo depois, entre 1070 e 1086, arrendou o local ao Solar de Clewer e construiu o primeiro castelo de muralha e fosso. O fosso tinha 50 pés de altura e era escavado no pé da trincheira circundante, tornando-se, assim, no próprio fosso.

Nesta época, o castelo era defendido por uma paliçada de madeira, no lugar da atual grossa muralha de pedra. O plano do castelo de Guilherme é desconhecido, mas este era simplesmente uma base militar, e nenhuma das estruturas deste período inicial sobreviveu. Desde esta época, o castelo permaneceu sempre em uso contínuo, tendo sido sujeito a numerosas ampliações e melhoramentos.

Pensa-se que o sucessor de Guilherme I, Guilherme II, melhorou e alargou a estrutura, mas foi o filho mais novo do Conquistador, Henrique I, o primeiro soberano a viver no seu interior. Preocupado com a sua própria segurança devido à instabilidade do reino, este tomou residência no castelo e celebrou ali o Pentecostes em 1110. O seu casamento com Adeliza de Louvain, a filha de Godfrey I de Leuven, Duque da Baixa Lotaríngia, teve lugar no castelo em 1121.

O mais antigo dos edifícios sobreviventes em Windsor data do reinado de Henrique II, o qual subiu ao trono em 1154. Este monarca substituiu a paliçada de madeira que circundava a antiga fortaleza por uma muralha de pedra, intercalada com torres quadradas; uma parte, muito alterada, deste muro defensivo pode ser vista no que é, atualmente, o terraço Este. Henrique II também construiu o primeiro forte de pedra (A Torre Redonda), no monte irregular do centro do castelo.

Em 1189, o castelo foi cercado durante a Primeira Guerra dos Barões contra o Principe João. As tropas do Rei de Gales (pouco mais que mercenários privados) tomaram-no de assalto, e o Príncipe teve que fugir para França. Mais tarde, em 1215, em Runnymede, próximo do castelo, o Príncipe, agora Rei João I de Inglaterra, foi forçado a assinar a Magna Carta. Em 1216, ainda no contexto da Primeira Guerra dos Barões, o castelo foi novamente cercado, mas desta vez conseguiu resistir, apesar dos severos danos sofridos na estrutura da parte baixa.

Estes danos foram imediatamente reparados, ainda no ano de 1216, pelo sucessor do Rei João, Henrique III, que viria a reforçar as defesas com a construção do pano de muralhas do Oeste, muito do qual ainda sobrevive atualmente. Entre as partes mais antigas do castelo, que ainda se mantêm, encontra-se a Torre do Recolher, construída em 1227. O interior da torre contém a antiga prisão do castelo, e também os restos de um portão duplo, uma saída secreta para os ocupantes em épocas de cerco. O piso superior contém os sinos do castelo, colocados ali em 1478, e o relógio do castelo, datado de 1689. O telhado cônico, em estilo francês, é uma adição do século XIX. Henrique III morreu em 1272 e aparentemente terão ocorrido poucas construções no castelo até ao reinado de Eduardo III (1327–1377).

O Rei Eduardo III nasceu no Castelo de Windsor no dia 13 de novembro de 1312, e foi frequentemente referenciado como "Eduardo de Windsor". Este monarca iniciou, em 1350, um longo programa de reconstruções, que duraria vinte e quatro anos, o qual passou pela demolição do castelo existente, com exceção da Torre do Recolher e algumas peças exteriores de menor importância. O forte de Henrique II (a Torre Redonda) foi substituido pelo presente forte, embora só tenha atingido a sua altura definitiva no século XIX. As fortificações também viriam a ser aumentadas. A capela do castelo foi substancialmente ampliada, mas os planos para a construção de uma nova igreja não foram executados, provavelmente devido à escassez de mão-de-obra e de recursos na sequência da Peste Negra. Deste periodo encontramos ainda o Portão Normando. Este largo e imponente portão aos pés da Torre Redonda é o último bastião de defesa antes da parte alta, onde estão situados os Apartamentos Reais.

Em 1348, Eduardo III estabeleceu a Ordem da Jarreteira, cuja cerimônia anual ainda tem lugar na Capela de St. George, a principal capela do castelo. Entre 1353 e 1354, fez construir o Pórtico da Sala do Tesouro. Em 1390, durante o reinado de Ricardo II, descobriu-se que a capela de St George estava próxima do colapso, tendo sido levado a cabo um processo de restauro.
Eduardo IV (1461–1483), o primeiro Rei da Casa de York, iniciou a construção da presente Capela de St. George. Na realidade, este novo templo, iniciado em 1475, é mais uma catedral em miniatura e um mausoléu Real que uma capela propriamente dita. Durante o reinado de Henrique VII, uma parte da capela original foi demolida para dar lugar à Capela da Virgem, a qual o Rei viria a abandonar. Este edifício foi, realmente, uma das primeiras grandes peças de arquitetura construidas dentro do limite do castelo.

A construção da capela marca um ponto de viragem na arquitetura do castelo. O clima político mais estável, que sucedeu ao final da Guerra das Rosas, resultou numa tendência para a construção futura de edifícios com maior preocupação no conforto e estilo que na fortificação. Nesta via, o papel do castelo alterou-se de bastião Real para Palácio Real. Um exemplo disto é o Claustro em Ferradura, datado de 1480, construido próximo da capela para albergar os seus sacerdotes. Costuma dizer-se que este edifício curvo em tijolo tem a forma de uma ferradura: um dos emblemas usados por Eduardo IV. O edifício sofreu pesadas obras de restauro em 1871, tendo restado poucos dos materiais originais.

– de fortaleza a palácio
Eduardo III de Inglaterra foi o monarca que iniciou a transformação do castelo, de fortaleza para uma confortável residência, quando comparado com o Palácio de Whitehall e o Palácio de Nonsuch, Windsor permanecia uma lúgubre residência. Henrique VIII (que reinou entre 1509 e 1547) reconstruiu a portaria principal do castelo cerca de 1510, situando-a num local que, mesmo que a portaria caísse no ataque, a futura invasão envolveria uma penosa batalha. O Brasão por cima do arco e da portcullis (porta corrediça na entrada de um castelo) carrega o emblema com a romã da primeira rainha deste monarca, Catarina de Aragão.

O sucessor e filho de Henrique VIII, o jovem Rei Eduardo VI (que reinou entre 1547 e 1553), escreveu enquanto estava no castelo: "Penso que estou numa prisão, aqui não existem galerias, nem jardins onde caminhar".

A irmã de Eduardo VI, a Rainha Elisabete I (que reinou de 1558 a 1603) passou muito do seu tempo em Windsor e considerou-o o lugar mais seguro do seu reino, retirando-se para lá nos momentos de ansiedade. Embora o castelo ainda tinha muito de fortaleza, esta rainha também contribuiu muito para a sua transformação, construindo o terraço Norte como local para exercício e, fora deste, uma galeria coberta, um exemplo muito inicial do que mais tarde seria conhecido como Estufa. Este edifício sobreviveu relativamente inalterado, acolhendo atualmente a Biblioteca Real. Ainda contém uma enorme lareira ao Estilo Tudor.

– guerra civil
Elisabete I foi sucedida por Jaime I, e este, pelo seu filho Carlos I. Nenhum destes últimos monarcas fez alterações significativas ao castelo. De qualquer forma, após a deposição de Carlos I na sequência da Guerra Civil Inglesa, o castelo tornou-se o quartel general da New Model Army de Oliver Cromwell. O Castelo de Windsor foi tomado pelos Parlamentaristas de Cromwell no início das hostilidades, devido à perspicácia do Coronel John Venn. O Principe Rupert de Rhine chegou alguns dias depois para retomar a cidade e o castelo, mas apesar de ter destruido severamente a cidade, foi incapaz de retomar o castelo. Venn permaneceu governador do castelo até 1645.

Durante o periodo de duração da Commonwealth de Inglaterra, o castelo permaneceu com as funções de quartel general e de prisão para os Realistas mais importantes que iam sendo capturados. Durante um curto período antes da sua execução, em 1649, Carlos I foi aprisionado em Windsor. Depois da execução Real, a Bretanha foi governada por Cromwell até à restauração da monarquia em 1660. O corpo de Cralos foi contrabandeado de voltra para o castelo no escuro da noite através duma tempestade de neve para ser enterrado sem cerimônia na catacumba por baixo do coro da capela de St George, próximo dos sepúlcros de Henrique VIII e da sua esposa Jane Seymour.

– restauração
A Restauração da Monarquia em 1660 resultou num primeiro período de mundanças significativas para o Castelo de Windsor em muitos anos. Carlos II fez muito para restaurar e remobiliar o castelo dos danos sofridos durante a guerra civil. Nessa época o Palácio de Versailles estava sendo construído na França, e com isso em mente, Carlos II mandou construir a avenida conhecida por Longo Passeio. Estendendo-se para Sul do castelo, esta avenida tem um comprimento de três milhas e 240 pés de largura. O Longo Passeio não foi a única parte de Windsor inspirada em Versailles. Carlos II encomendou ao arquitecto Hugh May a reconstrução dos Apartamentos Reais e da Galeria de St George. May substituiu os originais apartamentos Plantagenetas do terraço Norte pelo cúbico Edifício Estrela. O Rei também adquiriu tapeçarias e pinturas para adornar as salas. Estas obras de arte tornar-se-iam o núcelo da futura Royal Collection.

Três destas salas permaneceram relativamente inalteradas:
  1. a Câmara de Presença da Rainha,
  2. a Câmara de Audiência da Rainha, ambos desenhados para a esposa de Carlos II, Catarina de Bragança,
  3. a Sala de Jantar do Rei.
Originalmente existiam no castelo vinte salas neste estilo. Alguns dos entalhes de Gibbons foram resgatados em vários momentos, quando foram feitas alterações em nome de mudanças ou restauros, e no século XIX foram incorporados em temas da nova decoração de interiores da Sala do Trono e do Gabinete de Waterloo .

– séculos XVIII e XIX
Depois da morte de Carlos II, em 1685, o castelo caiu lentamente num estado de negligência. É desnecessário dizer, que enquanto o recinto e o parque permaneceram como um complexo de mansões Reais desabitadas, os soberanos preferiram residir noutros locais. Durante o reinado de Guilherme e Maria (1689–1702), o Hampton Court Palace foi ampliado e transformado num palácio moderno gigantesco. Mais tarde, a rainha Ana preferiu viver numa pequena casa junto às muralhas do castelo. Foi somente em 1804 – quando Jorge III, pai de 13 filhos, a necessitar de uma residência maior que poderia ser encontrada em qualquer sítio – que o castelo foi uma vez mais totalmente habitado. Os trabalhos de Carlos II haviam sido realizados num estilo mais clásico, de acordo com o estilo arquitetônico popular na época. Inigo Jones introduziu o Palladianismo em Inglaterra durante o reinado de Carlos I; Jorge III achou que este estilo não estava de acordo com um antigo castelo e, por isso, fez redesenhar muitas das janelas de Carlos II dando-lhes um arco apontado Neogótico, começando o castelo a readquirir a sua original aparência medieval. Durante este periodo, o Castelo de Windsor tornou-se uma vez mais um espaço de confinamento Real. Em 1811 o Rei Jorge III ficou permanentemente demente e foi confinado ao castelo para sua própria segurança. Durante os últimos nove anos da sua vida raramente deixou os seus apartamentos de Windsor.

Foi durante o reinado de Jorge IV, ao longo da década de 1820, que o castelo foi submetido à maior transformação isolada da sua história. Jorge IV, conhecido pelas suas construções extravagantes levadas a cabo durante a sua regência, persuadiu o Parlamento do Reino Unido a votar favoravelmente uma quantia de 300.000 libras para obras de restauro, e os trabalhos começaram em 1824.

A obra demorou 12 anos a concluir e incluiu uma remodelação completa:
  • da parte alta,
  • apartamentos privados,
  • Torre Redonda, e
  • a fachada exterior da Ala Sul o que deu à fachada do castelo uma aparência quase simétrica quando vista do Longo Passeio.


– era vitoriana
A Rainha Vitória e o Principe Alberto fizeram do castelo de Windsor a sua principal residência Real. A maior parte das suas alterações incidiram sobre os parques em vez dos edifícios. Em particular, o Ato das Aproximações do Castelo e Cidade de Windsor, que passou pelo Parlamento em 1848, permitiu o encerramento e reordenamento das estradas velhas que anteriormente corriam no interior do parque, de Windsor para Datchet e Old Windsor. Estas alterações permitiram à Família Real encerrar uma larga área do parque formando assim o privado "Home Park", sem estradas públicas a passarem através dele.

A Rainha Vitória recolheu ao Castelo de Windsor na sequência do falecimento do se marido em 1861, que morreu, de fato, no castelo. Alberto foi sepultado num mausoléu construido em Frogmore, no interior do "Home Park" do Castelo (mais tarde Vitória seria sepultada a seu lado).

Desde a morte de Alberto em 1861, até à sua própria morte em 1901, o Castelo de Windsor foi a residência principal da Rainha Vitória, tendo esta raramente voltado ao Palácio de Buckingham depois disso. As salas do Príncipe Alberto foram deixadas exatamente como estavam no momento da sua morte, e embora se tenha estabelecido no castelo um certo ar de melancolia atá ao fim do século XIX, isso não impediu que tivessem lugar melhorias e restauros. Em 1866, Anthony Salvin criou a Grande Escadaria nos Apartamentos de Estado. Esta grande escadaria de pedra em estilo gótico eleva-se a uma galeria com altura de dois pisos, iluminada por uma torre da lanterna abobadada. A galeria é decorada com armas e armaduras, incluindo o conjunto das armaduras usadas pelo Rei Henrique VIII, feitas em 1540. O topo das escadas está flanqueado por esculturas equestres em tamanho real, montadas por cavaleiros em armadura. Este tema de decoração continua na Câmara da Guarda da Rainha e no Grande Vestíbulo.

– século XX e XXI
Depois da subida ao trono do Rei Eduardo VII, em 1901, o castelo permaneceu vazio por longos periodos. O novo Rei preferia outras das suas residências. Eduardo VII visitava o Castelo de Windsor durante a semana das Corridas de Ascot e na Páscoa. Uma das poucas alterações que este monarca fez foi o campo de golfe do castelo.

O sucessor de Eduardo VII, Jorge V, que reinou desde 1910 até à sua morte em 1936, também preferia os seus outros palácios rurais. De qualquer forma, a sua esposa Maria de Teck foi uma grande conhecedora de artes. Esta Rainha não se limitou a procurar e readquirir elementos do mobiliário do castelo há muito tempo dispersos, mas também adquiriu muitas obras de arte e peças de mobiliário novas para mobiliar as salas de estado. Também fez um re-arranjo da forma como o castelo estava organizado, abandonando a ideia barroca de um largo conjunto de salas reservada somente para hóspedes importantes, no primeiro andar. Foram instalados novos e mais confortáveis quartos, com modernas casas de banho, nos pisos superiores do castelo, permitido que as antigas salas de estado fossem usadas para entretenimento e para funções da Corte. O quarto de estado foi mantido, mas como curiosidade histórica. Não voltou a ser usado como quarto a partir de 1909.

Durante a Primeira Guerra Mundial, quando os membros da Família Real Britânica sentiram a necessidade de mudar o seu nome dinástico do alemão "Saxe-Coburgo-Gota", tomaram o seu novo nome deste castelo, tornando-se a "Casa de Windsor".

A Rainha Maria de Teck era uma apaixonada pelas miniaturas, e criou uma grande Casa de Boneca, baseada numa grande mansão aristocrática. As suas mobílias e pinturas foram criadas pelos grandes artesãos e desenhistas da década de 1930. A Casa de Bonecas é, atualmente, uma das muitas atrações turísticas do castelo.

Jorge VI subiu ao trono em 1936 depois da abdicação do seu irmão, Eduardo VIII; no dia 11 de dezembro, o discurso de abdicação de Eduardo VIII foi transmitido a partir do castelo para todo o Império Britânico, mas este monarca preferiu, durante o seu curto reinado, viver na sua residência do Forte Belvedere no Grande Parque de Windsor. Jorge VI (e a sua esposa Elizabeth Bowes-Lyon) preferiram a sua residência original em Windsor, o Royal Lodge. No início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o castelo resumiu o seu papel a fortaleza Real, tendo os Reis, acompanhados pelas suas filhas, a Princesa Elisabete (futura Rainha Elisabete II) e a Princesa Margarida, viveram, para sua segurança, no castelo de Windsor. O Rei e a Rainha deslocavam-se diariamente a Londres, regressando a Windsor para dormir, na época, um segredo bem guardado, pois tanto por qustões de propaganda como por propósitos morais foi reportado que o Rei continuava a residir o tempo inteiro no Palácio de Buckingham. Depois do fim das hostilidades, em 1945, a Família Real deixou o Castelo de Windsor e voltou para a Royal Lodge.

A Rainha Elisabete II decidiu em 1952 (o ano em que subiu ao trono) fazer de Windsor o seu principal refúgio de fim-de-semana. Os apartamentos privados, os quais não tinham voltado a ser propriamente ocupados desde a época da Rainha Maria de Teck, foram renovados e modernizados, tendo a Rainha, o Príncipe Filipe e os (então) dois filhos instalado residência nesta área. Esta organização permaneceu até à atualidade.

No dia 20 de novembro de 1992 houve um incêndio no castelo, o qual começou na capela privada da Rainha e rapidamente se propagou. Este incêndio deflagrou durante quinze horas tendo destruido nove das principais salas de estado e danificou severamente outras cem — por toda a parte alta. Um quinto do piso do castelo ficou danificado — uma área de 9.000 metros quadrados. O restauro foi um sucesso, tendo seguido fielmente a planta e as decorações originais, ao ponto de as distinções entre o novo e o velho ser difícil de detectar. Estas renovações incluém a nova Capela Privada, o novo Saguão da Lanterna e o novo teto da Galeria de St George. O último foi feito em carvalho verde, uma técnica usada nos tempos medievais. De qualquer forma, o que fica menos evidente é que os trabalhos de restauro resultaram em melhorias significativas, particularmente no arranjo das salas públicas e nos quarteirões de serviço.

Nos últimos anos, a Rainha tem usado cada vez mais o castelo tanto como palácio Real como residência de fim-de-semana. Tem sido usado tão frequentemente para banquetes de estado e entretenimentos oficiais como o Palácio de Buckingham.

Durante o periodo de posse da rainha Elisabete II muito tem sido feito, não só no restauro e manutenção da fábrica do edifício, mas também na transformação do castelo numa importante atração turística da Inglaterra. Em 1994, foi descoberto petróleo nos campos do castelo, e a Rainha garantiu a permissão de pesquisas para testar as reservas, que os peritos prevêm valer mais de 1 bilião de dólares americanos. Quaisquer resultados positivos seriam divididos entre a companhia petrolífera e o estado.

– principais eventos
Entre os eventos expressivos que ocorreram nas dependências do Castelo, destacam-se:
  • o casamento de Henrique I e sua segunda esposa, Adeliza (1121)
  • o nascimento do Rei Eduardo III (1312)
  • o casamento de Eduardo, o Príncipe Negro e Joana de Kent (1361)
  • o sepultamento do Rei Eduardo IV (1483)
  • o casamento do futuro Rei Eduardo VII e Alexandra da Dinamarca (1863)
  • o casamento do Príncipe Edward e Sophie Rhys-Jones (1999)
  • o aniversário de 21 anos do Príncipe William de Gales (2003)


Arredores
– Esquema
Ao longo dos seus 1000 anos de história, o desenho do Castelo de Windsor tem mudado e evoluido de acordo com os tempos, gostos, requisitos e finanças de sucessivos monarcas. No entanto, as posições dos principais elementos têm permanecido fixas. O castelo atual, permanece centrado no monte ou colina artificial na qual Guilherme, o Conquistador construiu o primeiro castelo de madeira.

O mais visível ponto de referência do castelo, a Torre Redonda, está na verdade, longe de ser cilíndrica, sendo a sua forma ditada pela irrgular, mas aparentemente redonda, colina artificial em que se ergue. O esquema do castelo data da época das fortificações medievais. A Torre Redonda divide o castelo em duas seções distintas:
  • Na Parte Baixa encontra-se a capela de St George, enquanto que
  • a Parte Alta contém os Apartamentos Reais e as salas de estado mais formais, as quais incluém a Galeria de St George, um vasto salão, cujo teto está decorado com os brasões dos passados e presentes membros da Ordem da Jarreteira.


– Parque
Nos arredores próximos do castelo, encontra-se o Home Park de Windsor, o qual compreende o parque e duas quintas de trabalho, juntamente com muitas casas de lavrador, principalmente ocupadas por empregados. A Frogmore House e os jardins estão abertos ao público em certos dias do ano (o resto do Home Park é privado). O Home Park fica contíguo à margem Norte do mais extenso - embora agora infelizmente desgastado — Grande Parque de Windsor.








Fonte: Wikipédia

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sábado, 17 de julho de 2010

Ana Bolena, rainha da Inglaterra



Ana Bolena nasceu em Norfolk, 1507 e morreu na Torre de Londres, 19 de maio de 1536. Foi marquesa de Pembroke e a segunda mulher de Henrique VIII de Inglaterra, mãe da rainha Elisabete I da Inglaterra. O seu casamento com Henrique VIII foi polêmico do ponto de vista político e religioso e resultou na criação da Igreja Anglicana. Ana Bolena foi considerada a mais controversa rainha consorte da Inglaterra.





História
Ana era filha de Tomás Bolena, Conde de Wiltshire e de Isabel Howard, filha do Duque de Norfolk. A data e local do seu nascimento permanecem incertos no intervalo 1501-1507. Ana foi educada nos Países Baixos, na corte de Margarida, Arquiduquesa da Áustria. Por volta de 1514, viajou para a corte francesa onde se tornou numa das aias da rainha Cláudia de Valois (mulher de Francisco I), onde aprendeu a falar francês e se familiarizou com a cultura e etiqueta deste país.

Em janeiro de 1522, Ana Bolena regressou à Inglaterra por ordens do pai e entrou ao serviço de Catarina de Aragão, a consorte do rei Henrique VIII de quem a sua irmã, Maria Bolena, era então a amante "oficial". Neste período, Ana desenvolveu uma relação com Henry Percy, o filho do Conde de Northumberland, e os dois chegaram a estar secretamente noivos. O casamento foi impedido pelo pai de Percy por razões incertas e Ana foi afastada da corte. Em meados de 1525, estava de regresso e no ano seguinte, substituiu a sua irmã nas atenções do rei. A princípio, Ana seduziu-o, estimulou todos os avanços de Henrique VIII, mas não aceitava ser sua amante, queria o trono da Inglaterra. O fato de Maria Bolena ter dado ao Rei uma filha e um filho despertou nele a intenção de casar-se novamente para produzir um herdeiro legítimo, já que Catarina de Aragão não parecia ser capaz de produzir um herdeiro varão para a casa de Tudor.

Em 1532, Henrique VIII tornou-a Marquesa de Pembroke, fazendo-a a primeira mulher a receber um título nobiliárquico de seu pleno direito. A sua família foi também beneficiada:
  • o pai recebeu o Condado de Ormonde e
  • o irmão, Jorge Bolena, tornou-se Visconde Rochford.
Ana não era no entanto uma personagem popular. Em 1531 os apoiantes da rainha Catarina organizaram uma manifestação contra Ana Bolena que reuniu oito mil mulheres nas ruas de Londres.

Finalmente, em 1532, em Calais, Henrique VIII e Ana Bolena tornaram-se amantes. A 25 de janeiro de 1533, antes do anúncio oficial da dissolução unilateral do casamento com Catarina de Aragão, Henrique casou-se secretamente com Ana, no Palácio de Whitehall. Em 28 de maio de 1533, o Bispo Cranmer declarou o casamento de Henrique e Ana como válido. Catarina perdeu o seu título e, a 1 de junho, Ana foi coroada Rainha de Inglaterra numa cerimônia magnífica na Abadia de Westminster. Henrique VIII foi excomungado pelo Papa Clemente VII por esta afronta ao direito canônico, declarando que à luz do mesmo, o seu casamento com Catarina de Aragão continuava válido. Em 7 de setembro de 1533, Ana deu à luz uma menina, a futura Elisabete I de Inglaterra.

Enquanto rainha, Ana Bolena procurou introduzir muitos aspectos da cultura francesa na corte da Inglaterra. Henrique VIII parecia satisfeito com ela em tudo, menos na falta de um herdeiro. As gestações subsequentes acabaram em abortos espontâneos e no nascimento de nati-mortos, o que resultou no desapontamento do rei. Em janeiro de 1536, Catarina de Aragão morreu de doença prolongada e Ana teve o mau gosto de celebrar o evento vestida de amarelo quando o resto da corte, incluindo Henrique VIII, se encontrava de luto pela Princesa de Gales. A partir de então Henrique VIII começou a afastar-se da mulher, que consequentemente se tornou vulnerável a intrigas. A gota d'água terá sido a subida de Joana Seymour, aia de Ana Bolena, ao estatuto de amante.


Em 2 de maio de 1536, após cerca de 1000 dias como rainha consorte da Inglaterra, Ana foi presa na Torre de Londres, acusada, juntamente com o seu irmão Jorge, de adultério, incesto e alta traição. Além de, no desespero para gerar um herdeiro ao trono, ser acusada de ter tido relações com seu irmão Jorge Bolena, dando à luz um 'monstro'. Cinco homens, incluindo o seu irmão, foram também presos e interrogados sob tortura. Baseado nas confissões resultantes, o Parlamento condenou Ana Bolena por traição a 15 de maio. O casamento com Henrique VIII foi anulado dois dias depois, por razões desconhecidas, uma vez que os registos foram destruídos.





Execução
Há uma curiosidade que permite avaliar a personalidade forte e marcante de Ana Bolena e segundo fontes históricas aconteceu por ocasião de sua execução. Quando informada da sua iminente execução, Ana Bolena fez chegar a Henrique VIII uma exigência - não aceitaria ser morta por um carrasco inglês, que utilizava o machado para a decapitação. Exigia a "importação" de um carrasco francês, pois estes usavam a espada. Para justificar a sua exigência, teria dito "uma Rainha da Inglaterra não curva a cabeça para ninguém e em nenhuma situação", pois as execuções com a espada eram feitas com a vítima ajoelhada, mas com a cabeça erguida.

Na manhã de sexta-feira, 19 de maio, Ana Bolena foi executada, não na Torre Verde, mas sim num andaime erigido sobre o lado norte da Torre Branca, em frente do que é hoje as Casernas de Waterloo. Ela usava um saiote vermelho sob um avulso, um vestido de tordilha de damasco aparado na pele e um manto de arminho. Acompanhada por duas assistentes do sexo feminino, Ana fez seu último passeio da Casa da Rainha à Torre Verde. Ana subiu o cadafalso e fez um breve discurso para a multidão:
“ Bom povo cristão, vim aqui para morrer, de acordo com a lei, e pela lei fui julgada para morrer, e por isso não vou falar nada contra ela. Não vim aqui para acusar ninguém, nem para falar de algo de que sou acusada e condenada a morrer, mas rezo a Deus para que salve o rei e que ele tenha um longo reinado sobre vós, pois nunca um príncipe tão misericordioso esteve lá: e para mim ele será sempre um bom, gentil e soberano Senhor. E se qualquer pessoa ponha isso em causa, obrigá-la-ei a julgar os melhores. E assim deixo o mundo e todos vós, e sinceramente desejo que todos rezem por mim. Ó Senhor, tem misericórdia de mim, eu louvo a Deus a minha alma. ”

Ana obteve o que requisitava, mostrando que até nos seus últimos momentos, ainda era capaz de impressionar o rei. Ela foi decapitada por um carrasco francês, tal como pedira. Henrique não providenciou um sepulcro para Ana, e assim o seu corpo e a cabeça foram enterrados num túmulo desmarcado na Capela Real de São Pedro ad Vincula. O seu esqueleto foi identificado durante a renovação da capela, no reinado da Rainha Vitória e o local de repouso de Ana está marcado no chão em mármore.

Descendência
– De Henrique VIII, Ana Bolena teve três filhos:
  1. Elisabete I (7 de setembro de 1533 - 24 de março de 1603);
  2. Henrique Tudor (II) (1534). Os historiadores não sabem ao certo se o menino morreu no mesmo dia que nasceu ou se foi aborto, tampouco se sabe com certeza se foi realmente um menino;
  3. Eduardo Tudor (I) (29 de janeiro de 1536). Faleceu no mesmo dia.



Fonte: Wikipédia

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Josefina de Beauharnais


Josefina de Beauharnais (Marie Josèphe Rose Tascher de la Pagerie), nasceu na Martinica, 23 de junho 1763 e morreu em Île-de-France, 29 de maio 1814. Foi a primeira mulher de Napoleão Bonaparte, sendo, portanto, a mulher mais influente da França durante o Primeiro Império. Com a idade de quinze anos, foi para a França para casar com o Visconde de Beauharnais. Após ter dois filhos com Josephina, Alexandre foi guilhotinado em consequência dos anos de Terror, em meio a Revolução Francesa.




No ano de 1796, viúva e com dois filhos voltou a casa com o General Napoleão Bonaparte, que mais tarde viria a se tornar 1° Imperador dos Franceses. É sabido que Napoleão gostava muito dos seus filhos, ao ponto de os adotar oficialmente como seus, não permitindo que os chamassem de adotivos. Tornou-se Imperatriz da França, quando Napoleão se auto coroou na catedral de Notre-Dame, que fora o local para executar essa cerimônia, ocasião em que retirou a coroa das mãos do Papa Pio VII, colocando ele mesmo a coroa na cabeça. Imediatamente depois, o próprio Imperador coroou a sua esposa.

Hortênsia de Beauharnais, filha de Josefina se casou com Luís Bonaparte, irmão de Napoleão e Rei da Holanda. Hortênsia era contra o casamento, e só aceitou sob influencia de Josefina, que temia um desentendimento familiar.

Em 1809, o Imperador decidiu divorciar-se dela — Josefina teria ficado estéril, não podendo dar à França um herdeiro — e se retirou para seu lugar preferido, o castelo de Malmaison.


Biografia
Josefina nasceu em Les Trois-Îlets, uma comuna francesa do território da Martinica, e pôde desde cedo testemunhar a prosperidade econômica das fazendas de cana de açúcar de sua família. Entretanto um série de furacões pôs fim aos negócios de seu pai em 1766. Sua tia, Edmée era amante de François de Beauharnais, um aristocrata francês. A saúde de François, porém, deteriorou-se e Edmée propôs o casamento de sua outra sobrinha, Catherine-Désirée, com Alexandre de Beauharnais, filho de François. O casamento era apenas uma forma de Edmée herdar os bens financeiros de seu amante e erguer sua família, que há anos estava na miséria. Apesar das expectativas Catherine morreu em 1777, antes de viajar a França e teve de ser substituída por sua irmã mais velha, Josefina.

Em 1779, Josefina mudou-se para a França com o seu pai e desposou Alexandre em 13 de dezembro de 1779 numa cerimônia privada. O casamento não foi próspero, mas rendeu-lhes dois filhos: Eugênio e Hortênsia de Beauharnais. Seu casamento chegou ao fim em 1794, quando seu marido foi preso pelo Comitê de Salvação Pública.

Considerando que Josefina também era muito influente nos círculos da burguesia parisiense, o comitê ordenou sua prisão. Seu marido foi sentenciado a morte e morreu na guilhotina da Praça da Revolução. Josefina foi liberada alguns dias depois do ocorrido durante a queda do chamado Reino do Terror.

Em 1795 conheceu o General Napoleão Bonaparte, tornando-se o grande amor de sua vida. Josefina logo caiu nas graças da burguesia e foi bem recebida nas cerimônias em que acompanhou Napoleão. A futura imperatriz foi descrita como uma verdadeira dama, sendo de "estatura mediana, cabelos sedosos, olhos castanhos e boca pequena". Foi elogiada por sua elegância, estilo e voz.

– Casamento
Em janeiro de 1796, Napoleão, seguindo o conselho dos amigos, pediu sua mão em casamento e a cerimônia foi realizada em 9 de março do mesmo ano. Até o casamento, Napoleão a conhecia como Rose, mas optou por chamá-la de Joséphine.

– Coroação
A cerimônia de coroação, presidida pelo Papa Pio VII, teve lugar na Catedral de Notre Dame, em 2 de dezembro de 1804. Num ato de egocentrismo, Napoleão tomou a coroa das mãos do papa e coroou-se, em seguida colocou a coroa na cabeça de Josefina, proclamando-a sua rainha e imperatriz dos franceses.

– Hábitos
O relacionamento entre marido e mulher era muito abalado, apesar do amor que ambos demonstravam um pelo outro. Durante todo o seu casamento, Josefina manteve-se longe dos assuntos políticos de Napoleão, mas ambos eram vistos juntos em quase todas as cerimônias de estado, onde ocasionalmente fazia pequenos discursos. A imperatriz era conhecida por seus hábitos finos, que incluíam ler romances e fazer compras nas mais seletas lojas de Paris. Josefina também costumava cultivar flores raras e colecionar obras de arte e, até mesmo, relíquias adquiridas durante as campanhas de seu marido.

– Divórcio
Após algum tempo ficou claro para o rei que Josefina não poderia dar-lhe filhos. Então, ambos concordaram no divórcio de modo que Napoleão pudesse casar com outra mulher, na expectativa de ter um herdeiro. O documento de divórcio foi assinado em 10 de janeiro de 1810. Já em 11 de março, Napoleão casou-se por procuração com Marie-Louise de Áustria e a cerimônia foi realizada no Palais du Louvre em 1 de abril.

Após o divórcio, Josefina passou a residir em Malmaison, nas redondezas de Paris, mas mesmo com a distância, a ex-imperatriz manteve um relacionamento amigável com Napoleão. Josefina pegou uma forte pneumonia, que provavelmente contraiu após acompanhar o czar Alexandre I num passeio pelos jardins de Malmaison. Josefina veio a falecer em 29 de maio de 1814. Foi sepultada na Igreja de Saint-Pierre-Saint Paul em Rueil-Malmaison, onde mais tarde seria sepultada sua filha, Hortência.

– Curiosidades
  • Josefina era uma exímia amante de floricultura, tendo introduzido várias espécies de flores na França.
  • A imperatriz também era obcecada por jóias. Sabe-se que ela possuía uma invejável coleção de pedras preciosas em Malmaison.



Fonte: Wikipédia

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Isabel da Áustria – Sissi


Isabel da Baviera (Elisabeth Amalie Eugenie von Österreich-Ungarn) nasceu em Munique, 24 de dezembro de 1837 e morreu em Genebra, 10 de setembro de 1898, depois Isabel da Áustria, foi a imperatriz consorte de Áustria e a rainha consorte da Hungria devido ao seu casamento com o imperador Francisco José I. Era conhecida como Sissi d'Áustria e Hungria.


Pertencente à nobre Casa de Wittelsbach, Isabel Amália Eugénia era a segunda filha do duque Maximiliano José da Baviera (1808-1888) e de sua esposa, Ludovica (1808-1892). Sua mãe era a oitava filha de Maximiliano I, que foi o primeiro rei da Baviera. Ela e seus sete irmãos sobreviventes cresceram na propriedade da família, o Castelo de Possenhofen, próximo do lago Starnberger. Os seus familiares e amigos costumavam chamá-la carinhosamente de Sisi; porém, nos filmes e romances inspirados na vida desta princesa, a alcunha foi grafada como Sissi. Praticava na infância atividades como pesca desportiva e equitação.


Casamento
Em agosto de 1853, a tia materna de Sissi, a arquiduquesa Sofia, viúva do segundo filho do imperador Francisco I da Áustria, convidou sua irmã, Ludovica, para visitá-la em companhia de sua filha Helena, a irmã mais velha de Sissi. O objetivo da arquiduquesa com esse encontro, ocorrido em uma estância de verão em Ichl, era casar seu filho, o imperador Francisco José I, com a prima, de dezessete anos. Contudo, Isabel, de quinze anos, foi também ao encontro e acabou conquistando o imperador. Até hoje, acredita-se que foi amor à primeira vista.

No dia 24 de abril de 1854, na Igreja de Santo Agostinho, em Viena, Sissi, com dezesseis anos, desposou seu primo Francisco José, então com quase vinte e quatro anos. Isabel teve dificuldades em se adaptar à estrita etiqueta da corte de Habsburgo. O casamento gerou quatro filhos:
  1. Sofia Frederica (5 de março de 1855 - 29 de maio de 1857), adoeceu e morreu em função de diarréia;
  2. Gisela (12 de junho de 1856 - 27 de julho de 1932), desposou o príncipe Leopoldo da Baviera;
  3. Rudolfo, herdeiro do trono (21 de agosto de 1858 - 30 de janeiro de 1889), desposou a princesa Estefânia da Bélgica, assassinado;
  4. Maria Valéria (22 de abril de 1868 - 6 de setembro de 1924), desposou o arquiduque Francisco Salvador da Áustria-Toscana.


– Problemas
Sissi sofria de depressão por causa de seu casamento infeliz e da rígida vida na corte austríaca. Não tinha um bom relacionamento com a sogra, a arquiduquesa Sofia nem com a aristocracia da corte, que desprezava sua informalidade. A arquiduquesa escolheu o próprio nome para a primeira filha de Sissi, sem a consultar. Além disso, Sofia impedia-a de ver a criança, que morreu dois anos depois durante uma viagem em Budapeste. O marido estava quase sempre ocupado com a política do império, o que cooperou com sua solidão.

"Perambulo solitária sobre a Terra há tempo, alienada da vida e do prazer; não tenho e nunca tive alma que me entendesse"—A imperatriz em seu diário

Em 1860, ela deixou Viena depois de contrair uma doença nos pulmões, que presumivelmente era psicossomática. Ela passou o inverno na Ilha da Madeira e só retornou à Viena depois de visitar as Ilhas Jônicas. Ficou novamente doente e retornou à Corfu.

Ela teve seu único objetivo político alcançado em 1867, quando ela e o Imperador Fracisco José foram coroados Rei e Rainha da Hungria. Dez meses depois, nasceu sua outra filha a Arquiduquesa Maria Valéria. Isabel foi banida de qualquer influência maior em seus filhos mais velhos. Eles foram criados pela avó, Sofia, que se referia a Isabel como "sua tola mãe". Após o nascimento de Maria Valéria, o casamento começou a se deteriorar, aumentado pelo comportamento errado de Isabel.

Isabel, embarcou em uma vida de viagens, visitando a Ilha da Madeira, Hungria, Inglaterra e Corfu. Ela não ficou conhecida somente pela beleza, mas também pelo seu senso de moda, dietas e exercícios físicos, paixão por cavalgadas e vários amantes.

A Imperatriz também engajou-se em escrever poemas. Muitas de suas poesias referem-se a suas viagens, à Grécia Clássica e à temas românticos. Nesses anos, Isabel também passou a estudar a Grécia antiga e moderna e a língua grega. Ela lia numerosos livros gregos.

Em janeiro de 1889, Sissi recebeu a notícia sobre a morte de seu único filho, o príncipe herdeiro Rudolfo. Ele foi encontrado morto ao lado da amante, a baronesa Maria Vetsera, de dezessete anos. A versão oficial de suicídio, é hoje contestada por alguns historiadores que afirmam que ele foi assassinado por apoiar o nacionalismo húngaro. A imperatriz nunca superou a morte de Rudolfo fato que contribuiu para agravar ainda mais sua depressão.


Rainha da Húngria
Em 8 de junho de 1867, juntamente com o marido, Sissi foi coroada rainha da Hungria na sequência da assinatura do compromisso austro-húngaro. A sua dificuldade de adaptação às rígidas regras da corte de Viena e a preferência da imperatriz pela Hungria afrontaram a Áustria e isolaram cada vez mais Isabel da vida familiar e dos compromissos oficiais, que procurou abandonar desde o seu casamento, por detestar o protocolo e as obrigações impostas pelo título do marido.

Sissi já demonstrava interesse pelos húngaros por volta de 1865 e, quando o império austro-húngaro se estabeleceu, ganhou o Palácio de Gödöllö da nação. No ano seguinte, ela deu à luz sua terceira filha, Maria Valéria, que cresceu imersa na cultura húngara, como a rainha desejou.


Saúde e hábitos
Diferentemente da Sissi imortalizada pela atriz Romy Schneider nos filmes, a verdadeira imperatriz foi uma esposa infeliz, depressiva, vaidosa e anoréxica, e sua personalidade "sombria" está retratada no Museu Sissi, no Palácio Imperial de Hofburg.

Bela, dedicava três horas de seu dia penteando seus longos cabelos, que lhe chegavam aos pés. Para manter a pele bonita, ela usava máscaras faciais feitas de morangos prensados ou dormia com bifes ao rosto. Tinha uma verdadeira obsessão por seu peso: tinha o costume de se pesar três vezes por dia. Pesava cerca de quarenta e cinco quilos e tinha 1,73 metro de altura. Fazia dietas rigorosas. Pensava que choques térmicos poderiam ajudá-la a emagrecer e, por isso, tomava banhos de vapor e, em seguida, mergulhava-se em banhos de água fria. Tinha também o hábito de colecionar fotografias de mulheres bonitas, comparando-as consigo mesma. Por volta de 1895, foi diagnosticada com desnutrição e problemas pulmonares.


Assassinato
Em 10 de setembro de 1898, em Genebra, Suíça, Sissi foi assassinada por um anarquista italiano, Luigi Lucheni. Inicialmente, o anarquista não tinha intenção de assassinar a imperatriz, mas sim qualquer personalidade que se encontrasse na cidade. Irritou-se quando soube que o príncipe d'Orleans, herdeiro do trono da França - o alvo perfeito - havia saído de Genebra na véspera.

Na manhã do dia 10, após sair do Hotel Beau-Rivage em que estava hospedada, a caminho de uma embarcação para atravessar o lago de Genebra, Sissi foi abordada por Luigi que a golpeou com um fino estilete em forma de agulha no coração. A imperatriz caiu, mas ainda assim conseguiu levantar-se aparentemente sem sentir dor alguma. Sem perceber a gravidade do golpe que sofrera, apressou-se junto a sua acompanhante para não perder o barco. Isabel da Áustria desmaiou a bordo, o barco retornou ao cais e ela foi levada ao hotel onde morreu naquela tarde. Seu corpo está sepultado na Cripta Real dos Habsburgo na Igreja dos Capuchinhos, em Viena, ao lado do filho e do marido.


Fonte: Wikipédia

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O império austro-húngaro



A Áustria-Hungria ou Império Austro-Húngaro foi um vasto e importante Estado europeu, sucessor do Império Habsburgo (Império Austríaco). Resultou de um compromisso entre as nobrezas austríaca e húngara em 1867, e foi dissolvido em 1918, após a derrota na Primeira Guerra Mundial, conforme as exigências do Tratado de Versalhes implementadas pelos tratados de Saint-Germain e Trianon.



História
Na altura da sua dissolução, o Império tinha uma «superfície total» de 677.546 km². Sua «população» antes do início da Primeira Guerra Mundial era estimada em 52,5 milhões de habitantes. O que resta deste antigo Estado encontra-se dividido entre treze países atuais: Áustria, Hungria, República Checa, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina e as regiões da Voivodina na Sérvia, Bocas de Kotor no Montenegro, Trentino-Alto Ádige e Trieste na Itália, Transilvânia e parte do Banato na Romênia, Galícia na Polônia e Ruténia (região Subcarpática) na Ucrânia.

Compromisso austro-húngaro
O compromisso austro-húngaro de 1867 inaugurou uma estrutura de poder dualista dentro do extinto Império Austríaco (1804-1867) e se originou numa época em que a Áustria entrava em declínio, ao perder influência na península itálica (como resultado de uma guerra contra a Sardenha-Piemonte em 1859) e nos estados alemães, que se reuniram sob o controle da Prússia na Confederação Germânica, formada logo após a Guerra Austro-Prussiana.

Outro fator crucial para a mudança constitucional foi a ascensão do chamado "movimento das nacionalidades", que havia se instalado por toda a Europa a partir dos ideais espalhados por Napoleão Bonaparte pelo continente durante as Guerras Napoleônicas. Para assegurar que o império não passaria por outra crise como a da década de 1840, o imperador Francisco José negociou um compromisso com a nobreza húngara, no intuito de garantir seu apoio. Os líderes magiares aceitaram a coroação de Francisco José quando conseguiram estabelecer um parlamento separado em Budapeste, com o poder de definir leis para a parte húngara da coroa (as terras de Santo Estêvão) e assim garantir sua proeminência política na região. Com o acordo firmado, também foi definido que o poder central ficaria responsável pela política externa, economia e defesa do novo império.

Com a formação do Império Alemão em 1870, sob o comando da Prússia bismarquiana, e a consolidação do Reino de Itália através da aquisição de Veneza, a política externa do novo império mudou drasticamente. Afastada dos assuntos alemães e da península itálica, a monarquia dual poderia exercer sua potência apenas sobre a complexa região dos Bálcãs, que então sofria um rápido processo de revoltas e independências com a queda do Império Otomano. A potência rival dos interesses austro-húngaros era o Império Russo de Alexandre II.

Conflitos balcânicos
Com a derrocada assustadora do Império Otomano, os Bálcãs tornaram-se uma zona instável e disputada. De um lado havia interesses de duas grandes potências (Áustria-Hungria e Rússia), que podiam entrar em choque com as potências expansionistas regionais (Bulgária e Sérvia). Os conflitos balcânicos foram essenciais para o desenvolvimento da política externa austríaca a partir das décadas de 1870 e de 1880. Anteriormente defendendo a continuidade do domínio otomano sobre a península balcânica, os interesses austro-húngaros voltaram-se contra a Turquia na Questão Oriental, lançando-se contra a Rússia numa concorrência aberta que duraria até a Primeira Guerra Mundial.

Em 1908, a monarquia austro-húngara anexou definitivamente a região da Bósnia-Herzegóvina ao seu território, temendo perdê-la novamente para a Turquia. O interesse maior era mostrar que o país ainda era uma grande potência na região e demonstrar sua clara intenção de refrear o separatismo que se configurava em áreas de seu domínio.

Com as Guerras Balcânicas, a configuração territorial da península se alterou rapidamente em uma pequeno intervalo de tempo, e a geopolítica deste espaço mudou. A queda da Bulgária na Segunda Guerra Balcânica perante seus antigos aliados (Grécia e Sérvia) faria com que o país se aproximasse da Áustria-Hungria tentando apoiá-la numa tentativa de impedir a construção de uma Grande Sérvia (que englobaria também territórios austro-húngaros de população eslava).

Primeira Guerra Mundial
A escalada dos conflitos entre os dois blocos formados pelo sistema de alianças europeu levava a Europa inteira a uma crise sem precedentes. O estopim para o início dos conflitos armados foi o assassinato do herdeiro do trono da Áustria-Hungria, Francisco Fernando, em Sarajevo, por um nacionalista bósnio-sérvio chamado Gavrilo Princip. A nação austro-húngara enviou um ultimato à Sérvia que não foi respondido à altura pela mesma, e a partir de então o sistema de alianças entrou em funcionamento.

Quando a Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, a Rússia interveio e colocou seu apoio à nação eslava. Com o apoio russo de um lado, a Alemanha foi arrastada para o conflito, de acordo com o compromisso firmado pela Tríplice Aliança. A França, aliada à Rússia através da Tríplice Entente, também entrou no conflito contra a Alemanha e o Império Austro-Húngaro. A partir daí, mais nações se colocaram de cada um dos lados, e o mundo entrou em guerra.

Em maio de 1915, a Itália juntou-se aos aliados e atacou a Áustria-Hungria, traindo o acordo firmado na Tríplice Aliança, tendo como base o fato de que o acordo era defensivo, e que o ataque inicial havia partido dos Impérios Centrais. A sangrenta, mas indecisiva, batalha nos Alpes duraria pelos próximos três anos e meio, e nesta frente a Áustria-Hungria provaria ser efetiva no campo de batalha, conseguindo manter o exército italiano (superior em quantidade) longe de seu território. No verão, o exército austro-húngaro, trabalhando sob o comando unificado de um general alemão, participou da bem-sucedida Ofensiva Gorlice-Tarnow, e mais tarde, em conjunto com os exércitos da Bulgária e Alemanha, a Áustria-Hungria conseguiria conquistar a Sérvia.

Em 1916, os russos focaram seus ataques no exército austro-húngaro com a Ofensiva Brusilov, ao reconhecer a inferioridade numérica das forças adversárias. Os exércitos da monarquia dual sofreriam perdas massivas (de 1 milhão de homens) e nunca conseguiriam se recuperar completamente. Apesar disso, os problemas gerados na Rússia fariam com que o país entrasse em colapso e contribuiriam para a Revolução Russa de 1917 e para a saída deste da guerra no mesmo ano.

Dissolução do império
Quando ficou claro que os Aliados venceriam as Potências Centrais na guerra, vários movimentos nacionalistas que antes clamavam por um grau maior de autonomia passaram a exigir a independência completa. Como um dos seus Catorze Pontos, o presidente Woodrow Wilson assegurava o apoio a estes movimentos. Em resposta, o imperador Carlos I concordou em criar uma confederação entre várias nacionalidades, na qual cada uma exerceria seu governo.

Em 14 de outubro de 1918, o Ministro das Relações Exteriores, o Barão István Burián von Rajecz, pediu um armistício também baseado nos Catorze Pontos. Em uma tentativa de demonstrar boa fé, o imperador proclamou dois dias depois que a Áustria se tornaria uma união federal de quatro componentes - alemães, tchecos, eslavos do sul e ucranianos. Aos polacos era garantida a independência completa, com o propósito de liberar estes territórios a se unir a um novo país que se formava ao norte, a Polônia.

A resposta de Lansing foi o certificado de morte para a Áustria-Hungria. Conselhos nacionais nas províncias imperais passaram a funcionar e começavam a agir como países independentes. Com uma derrota iminente se aproximando, os grupos étnicos separatistas anunciaram a independência - Tchecoslováquia em 28 de outubro, e o reino dos sérvios, croatas e eslovenos no dia seguinte. O estado foi completamente dissolvido em 31 de outubro, quando o governo húngaro finalizou a união com a Áustria, dissolvendo assim a monarquia dual.

Enfrentando uma situação de desespero, o último Habsburgo a reinar na Áustria, Carlos I, abriu mão de todos os seus poderes sobre a Cisleitânia em 11 de novembro, e fez o mesmo com a Transleitânia em 13 de novembro. Ele não abdicou, caso o povo ou o novo estado que se formaria o chamassem de volta para o estabelecimento de uma nova monarquia constitucional. Na Hungria e também na Áustria, duas repúblicas separadas foram proclamadas em novembro, e Carlos I foi buscar exílio no exterior (transferindo-se com sua família para a Ilha da Madeira), vendo que não teria mais chances de ascender novamente ao poder. Os vencedores assinaram o Tratado de Saint-Germain-en-Laye com a Primeira República Austríaca e o Tratado de Trianon com a Hungria, regulando as novas fronteiras entre os dois países.

O chefe de Estado era o Imperador, da família dos Habsburgo, que era por sua vez chefe dos dois estados em simultâneo, como Imperador da Áustria e Rei da Hungria. Nos 51 anos que durou a monarquia imperial dual austro-húngara houve dois soberanos:
  1. Francisco José I de Habsburgo (1867 a 1916).
  2. Carlos I de Habsburgo (1916 a 1918).



Fonte: Wikipédia

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Guilherme II da Alemanha


Guilherme II da Prússia – Frederico Guilherme Victor Alberto de Hohenzollern nasceu em Berlim a 27 de janeiro de 1859 e morreu em 4 de junho de 1941. Foi o último imperador alemão (Kaiser) e o último Rei da Prússia, detendo os títulos entre 1888 e 1918.


Guilherme era filho do Príncipe-Herdeiro Frederico da Prússia, depois Frederico III, e de sua esposa, a Princesa Real da Grã-Bretanha, Vitória (filha da Rainha Vitória da Inglaterra). Sua mãe era tia da Imperatriz Alexandra (a mulher do Czar Nicolau II da Rússia), e a irmã do Rei Eduardo VII da Inglaterra. A Rainha Vitória de Inglaterra era sua avó. Um traumático incidente à nascença incapacitou-o parcialmente, tendo-lhe deixado o braço esquerdo atrofiado, uma deficiência que ele tentou sempre esconder. Vários historiadores viram neste traumatismo uma razão para a necessidade de compensação psicológica através das cerimônias pomposas e o estilo autocrático que o caracterizaram. Muitos apontam-no como o exemplo acabado do homem errado no lugar errado, uma figura com um carácter muito aquém da sua responsabilidade na história.

Imperador germânico nascido no castelo de Potsdam, perto de Berlim, que depois de ocupar o trono durante três décadas, foi testemunha e participante do desaparecimento do império alemão, desmembrado após a primeira guerra mundial.. Era filho mais velho do rei Frederico, que ocupou o trono durante apenas três meses, como Frederico III, e de Victoria, primogênita da rainha Vitória da Inglaterra. Apesar de uma atrofia congênita do braço esquerdo, ingressou na escola militar e, mais tarde, na guarda real, da qual faria parte até se tornar Kaiser, em 1888. Seu caráter autoritário e sua concepção de poder levaram-no a um confronto com o chanceler Otto von Bismarck, na discussão sobre reformas trabalhistas propostas pelo imperador, que resultou na demissão do famoso primeiro ministro (1890). Com um novo chanceler, Leo Caprivi, Graf von Caprivi ou conde de Caprivi, iniciou uma política conhecida como neue Wegrinchtung, que visava aliviar o descontentamento do proletariado e evitar o crescimento do Partido Socialista. Sem êxito desencadeou uma política de intenso nacionalismo, de promover o prestígio internacional da Alemanha e defender uma política de âmbito mundial. Assim empreendeu um programa de fortalecimento das forças armadas, em especial da Marinha, o que provocou a desconfiança das nações europeias. Acirrou a rivalidade anglo-alemã. Com a criação da Tríplice Aliança, constituída pela Alemanha, Áustria-Hungria e Itália (1882) contra a França, gerou em oposição a criação da chamada Tríplice Entente integrada pela França, Reino Unido e Rússia e, assim essa ambiciosa política de poder promoveu a intensificação de um complicado panorama político internacional que deu início a primeira guerra mundial (1914). Como resultado da guerra (1914-1918) veio a desagregação do império (1918) e o Kaiser foi obrigado a exilar-se nos Países Baixos e onde permaneceu até morrer, em Doorn, Países Baixos.


Descendência
– da sua primeira esposa, a Imperatriz Augusta Vitória de Schleswig-Holstein:
  1. Guilherme da Alemanha – 6 maio 1882-20 julho 1951, príncipe herdeiro
  2. Eitel Frederico da Prússia – 7 julho 1893-8 dezembro 1942
  3. Adalberto da Prússia – 14 julho 1884-22 setembro 1948
  4. Augusto Guilherme da Prússia – 29 janeiro 1887-25 maio 1949
  5. Óscar da Prússia – 27 julho 1888-27 janeiro 1958
  6. Joaquim da Prússia – 17 dezembro 1890-18 julho 1920, considerado para o trono da Irlanda
  7. Vitória Luisa da Prússia – 13 setembro 1892-11 dezembro 1980



Fonte: Wikipédia

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Ponte da Torre de Londres


A Ponte da Torre é uma ponte-báscula construída sobre o rio Tâmisa, na cidade de Londres, capital do Reino Unido. Foi inaugurada em 1894, e atualmente é um dos pontos turísticos mais visitados da cidade, além de ser conhecida como uma das pontes mais famosas do mundo. É localizada ao lado da Torre de Londres.


No fim do século XIX, a parte leste de Londres tinha crescido consideravelmente e uma nova travessia sobre o Tâmisa se mostrava fundamental para a cidade, a estreita Ponte de Londres era usada diariamente por mais de 20.000 veículos. Um túnel já havia sido cavado entre as duas margens, mas só era próprio para o uso de pedestres.

O projeto da ponte tinha um modus operandi demasiado medieval, onde as básculas seriam levantadas por correntes. O projeto foi revisado e o mecanismo escolhido acabou por consistir num sistema hidráulico, sendo impulsionado por água pressurizada, que por sua vez seria bombeada por máquinas à vapor. Elas se parecem com fortes escoceses da Idade Média, e suas básculas abrem como uma ponte elevadiça de um castelo.

A construção da ponte começou em 1886, contando com a ajuda de mais de 400 operários. Uma forte estrutura de aço suporta as duas torres, que têm 65 m de altura. Elas foram revestidas por granito e pelas pedras de Portland para corresponder à exigência de que a ponte ficasse parecida com a Torre de Londres. Devido ao tráfego sobre o Tâmisa, as torres foram construídas uma por vez, e até suas básculas foram construídas na posição vertical.

Uma dupla de passarelas (uma para ida e outra para volta) foi construída ligando as duas torres, com o objetivo de facilitar o tráfego de pedestres.

  • A ponte foi inaugurada em 1894, com a presença do então Príncipe de Gales, Eduardo VII.

Atualmente a Ponte continua sendo de grande importância para o tráfego londrino, fazendo parte de um dos mais importantes corredores de tráfego da cidade, o London Inner Ring. Suas passarelas foram fechadas, e hoje abrigam a Tower Bridge Experience, uma exposição permanente sobre a história da ponte.

Suas básculas não mais dependem das máquinas à vapor. Agora um moderno sistema eletrônico é responsável por essa tarefa. Contudo, o antigo mecanismo ainda pode ser visto, na antiga sala de máquinas da ponte.




Fonte: Wikipédia

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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