sábado, 16 de maio de 2009

Imperatriz Teodora de Bizancio






Teodora (c. 500 – 28 de junho de 548) foi imperatriz do Império Bizantino e esposa do imperador Justiniano I. Junto com o marido, ela é santa da Igreja Católica Ortodoxa, comemorada dia 14 de novembro.






Teodora nasceu na mais baixa classe da sociedade bizantina, filha de Acácio, um tratador de ursos do circo. Muitas informações desta primeira parte de sua vida vêm da 'História Secreta de Procópio', publicada postumamente. Críticos de Procópio (cujo trabalho revela um homem seriamente desiludido com seus governantes) têm diminuído seu trabalho como parcial, inventivo e pornográfico, mas não têm sido capazes de desacreditar fatos que ele apresenta. Por exemplo, as fontes não desmentem que Teodora surgiu como atriz cômica no teatro burlesco, e que seu talento tendia para o que chamaríamos comédia física. Enquanto seu avanço na sociedade bizantina subia e descia, ela fez uso de cada oportunidade. Ela tinha admiradores. Procópio escreveu que ela era uma cortesã e foi por pouco tempo amante de Hecébolo, o governador de Pentápolis, de quem ela teve seu único filho, um menino. Procópio também cita repetidamente sua falta de vergonha e menciona um número de cenas para demonstrá-la, e também o baixo conceito que ela tinha por parte da sociedade respeitável.

Alguns acadêmicos acreditam que, algum tempo antes de encontrar Justiniano, ela se tornou adepta do monofisitismo, seita do Cristianismo, que pregava que Cristo era de natureza divina, permanecendo fiel a esta crença até a morte. Outros, em vez disso, argumentam que sua associação com o monofisitismo era principalmente porque Justiniano a pôs responsável pela reunião dos monofisistas. Mas provavelmente, ela teve um importante papel nos esforços de Justiniano para reconciliar os monofisistas e a ortodoxia.

Em 523 Teodora casou-se com Justiniano, o magister militum praesentalis em Constantinopla. Com sua ascensão ao trono imperial romano em 527 como Justiniano I, ele a fez imperatriz consorte, e aparentemente a tornou parceira efetiva no exercício do poder. Isto provou ser uma sábia decisão. Uma mulher de vontade férrea, ela mostrou um notável talento para governar. Na Revolta de Nika de 532, seu conselho e liderença por uma forte (e militante) resposta provocou o fim do motim e provavelmente salvou o império. Um oficial de seu tempo, Joannes Laurentius Lydus, citou que ela era "superior em inteligência a qualquer homem".

Alguns acadêmicos acreditam que Teodora foi em Bizâncio a primeira proponente - e, conforme Procópio, praticante - do aborto; ela convenceu Justiniano a mudar a lei que proibia os homens nobres de casar com mulher de classes mais baixas. Teodora também advogou outros direitos pelas mulheres: 
  • a não serem assassinadas por adultério
  • de serem socialmente apoiadas, ajudando o avanço de proteções a elas 
  • auxílio para prostitutas e mulheres abandonadas à miséria 
  • tal como estabelecendo casas para ex-prostitutas 
  • garantindo às mulheres maiores direitos em casos de divórcio 
  • permitindo às mulheres possuir e herdar propriedades 
  • defendendo pena de morte para estupro 
Coisas que elevaram o status das mulheres bem acima do comum na parte ocidental do império.

Havia rumores de cárceres privados em seus quartéis para pessoas que ela desaprovava e desapareciam para sempre, embora tais rumores possam ser encontrados em relação a quase qualquer figura da realeza. Mais específica é a história de como ela abrigou um patriarca deposto for 12 anos sem que ninguém o soubesse.

Teodora morreu de algum tipo de câncer antes dos 50 anos, 20 anos antes da morte de Justiniano. Deve ser observado que não há nenhum documento que sugira que ela tenha morrido de câncer. Enterrada na Igreja dos Santos Apóstolos, um dos mais esplêndidos templos que o imperador e a imperatriz construíram em Constantinopla. Ambos, são representados em belos mosaicos que ainda existem na Basílica de São Vital em Ravenna, os quais foram completados um ano antes de sua morte.



Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Sala de Âmbar




O rei da Prússia , Frederico Guilherme I, o Grande, presenteou em 1717, o czar da Rússia, Pedro, o Grande, com magníficos painéis de puro âmbar (*), formando assim uma aliança entre os dois países.







A Sala de Âmbar
Em busca de materiais para o revestimento de uma das salas do grandioso Palácio de Verão (hoje Palácio de Catarina) em Tsarkoe Selo, em São Petersburgo, foram utilizados os ricos painéis de âmbar, em 1755. O arquiteto Rastrelli fez uma verdadeira obra prima:
  • totalmente de âmbar de várias tons de dourado
  • ricos espelhos de Veneza
  • ornatos de ouro
  • luzes de 565 velas dispostas em luxuosos candelabros nas paredes
Proporcionando uma visão maravilhosa. Assim conservou-se até 1941, quando a Alemanha invadiu a Rússia.

Os russos estavam transportando seus tesouros para lugares distantes e seguros, na invasão iminente da Alemanha, mas não deu tempo para a Sala de Âmbar, e assim os alemães a encontraram, desarmaram, transpostaram e instalaram no Palácio de Konigsberg (hoje Kaliningrado). Em 1944 a Alemanha foi bombardeada pelos aliados e o Palácio Konigsberg incendiado. A Sala de Âmbar, nunca mais foi encontrada. Há várias teses sobre o desaparecimento da sala, mas tudo ficou como um mistério.

Foram décadas de procura e em 1979 a governo da Rússia determinou a reconstrução da Sala de Âmbar, baseando-se nas fotos existentes, utilizando técnicas avançadíssimas, 6 toneladas de âmbar puro, 8 milhões de dólares e muito trabalho, e em, 2003 a nova Sala de Âmbar foi inaugurada.



(*) Âmbar – resina fóssil, produzida por um certo tipo de pinheiro que existia na Escandinávia, costa do Mar Báltico, há 5 milhões de anos. Resina pegajosa escorria pelo tronco e ramos aprisionando, insetos, folhas, penas, rãs, semente, etc. Com o passar do tempo endurecia e transforma-se no âmbar, que sempre fascinou, por se acreditar nos poderes medicinais e mágicos, e artisticamente pela beleza dos seus diferentes tons de dourado.


Palácio de Catarina

Origem: Texto de By Miroca – fotos: By Miroca e Wikipédia

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vaticano

Cidade-estado, o menor Estado independente do mundo, encravado na zona norte de Roma. Residência oficial do Papa e a sede da Igreja Católica e também da Igreja Católica de Rito Latino, a maior e a mais conhecida e numerosa das 23 Igrejas sui juris que constituem a Igreja Católica. A Santa Sé (latim: Sancta Sedes), ou Sé Apostólica, do ponto de vista legal, é distinta do Vaticano, ou mais precisamente do Estado da Cidade do Vaticano.



Vaticano era uma figura da mitologia romana que "abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro". Era também o nome de uma das sete colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero. Lá São Pedro foi martirizado e sepultado.

Tratado de Latrão – assinado por Benito Mussolini e o Papa Pio XI em 11 de Fevereiro de 1929, pelo qual a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano, declarado Estado soberano, neutro e inviolável. As terras tinham sido doadas em 756 por Pepino, o Breve, rei dos francos. Durante um período de quase mil anos, que teve início no império de Carlos Magno no século IX, os papas reinavam sobre a maioria dos Estados temporais do centro da península itálica, incluindo a cidade de Roma, e partes do sul da França.

História – Durante o processo de unificação da península, a Itália gradativamente absorveu os Estados Pontifícios. Em 1870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entram em Roma e incorporam a cidade ao novo Estado. Em 13 de março de 1871, Vítor Emanuel II ofereceu como compensação ao Papa Pio IX uma indenização e o compromisso de mantê-lo como chefe do Estado do Vaticano, um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja (as leis de garantia).

O Papa, chefe de Estado eleito em um colégio de cardeais denominado conclave para um cargo vitalício, detém no Estado do Vaticano os poderes legislativo, executivo e judicial, desde a criação do Vaticano pelo Tratado de Latrão, em 1929. É uma monarquia eletiva, não hereditária, uma autocracia, porque todos os poderes, estão concentrados na figura do Papa, que não possui órgão que fiscalize seus atos como governante, por ser considerado sucessor de São Pedro, não deve prestação de contas a ninguém, considerando-o um emissário de Deus na Terra. O termo:
  • cidade do Vaticano é referente ao Estado,
  • Santa Sé é referente ao governo da Igreja Católica efetuado pelo Papa e pela Cúria Romana.
  • Cúria Romana é efetivamente o governo do Estado e a gestão administrativa, pelo que o seu chefe, o Secretário de Estado, tem as incumbências equivalentes às de um Primeiro-Ministro.

Formalmente constituído em 1929 com a configuração atual, o Estado do Vaticano administra as propriedades situadas em Roma e arredores que pertencem à Santa Sé. O Estado do Vaticano, é reconhecido internacionalmente e foi admitido membro de pleno direito das Nações Unidas, em Julho de 2004, mas abdicou voluntariamente do direito de voto. O Estado tem os seus próprios embaixadores ou representantes, um jornal oficial (Acta Apostolicae Sedis), uma estação de rádio, e uma força militar denominada Guarda Suíça. Emite autonomamente moeda (desde 2002, o euro), selos e passaportes. A Santa Sé estabelece com muitos Estados, tratados internacionais (concordatas), para assegurar direitos dos católicos ou da Igreja Católica naqueles Estados.

  1. a área do Vaticano: é de 0,44 quilômetros quadrados
  2. está situado no meio da capital italiana, Roma
  3. a defesa do país é da responsabilidade da Itália, enquanto que a segurança do Papa fica a cargo da Guarda Suíça
  4. fora da Cidade do Vaticano, o Estado possui 13 edifícios em Roma e Castel Gandolfo (residência de verão do Papa) gozando de direitos extraterritoriais
  5. partilha a 3,2 km de fronteira com a Itália
  6. a cidade tem clima temperado, leve, com invernos chuvosos e verões quentes
  7. situa-se numa colina baixa, chamada de Vaticana (em latim: Mons Vaticanus), uma vez que existia muito antes do cristianismo. O nome é suspeito de pertencer inicialmente à língua etrusca
  8. não possui nenhum recurso natural
  9. é fundamentalmente urbano e nenhuma das terras está reservada para agricultura ou outro tipo de exploração de recursos naturais
  10. exibe um impressionante grau de economia, nascida da necessidade extremamente limitada, devido ao seu território
  11. o desenvolvimento urbano é otimizado para ocupar menos de 50% da área total, ao passo que o resto é reservado para espaço aberto, incluindo os Jardins do Vaticano
  12. o território possui muitas estruturas que ajudam a fornecer autonomia ao Estado soberano, estes incluem: linhas ferroviárias, heliporto, correios, estação de rádio, quartéis militares, palácios e gabinetes governamentais, instituições de ensino superior, cultural e de arte, e algumas Embaixadas
  13. através de um acordo com a Itália, representando a União Europeia, a unidade monetária do Vaticano é o euro
  14. o Estado tem a sua própria concepção de moedas e notas de euros, que têm aceitação na Itália e em outros países da Zona do Euro. O Vaticano não tem uma casa de emissão própria, de forma que tenha acordado com a Itália para efetuar a cunhagem, que não pode ser superior a 1 milhão de euros anuais
  15. a religião é o catolicismo, que detém estatuto oficial
  16. a língua oficial é o latim, embora só seja utilizado em documentos oficiais e em rituais cerimoniais, a língua falada é o italiano
  17. a população vaticana é composta por membros da Igreja, que devido às suas funções, residem lá. Além do Papa, residem e trabalham lá bispos, cardeais, arcebispos e outros funcionários importantes da Igreja Católica (existe um número reduzido de cidadãos comuns). A maioria dos funcionários estáveis é italiana, um número considerável é suíço e o restante originário de diversos países

Econômia – é baseada na captação de donativos das comunidades eclesiais (igrejas) pertencentes à Igreja Católica, Apostólica e Romana no mundo inteiro. Essa arrecadação supre fundos para as despesas do Vaticano com a evangelização e os programas sociais que desenvolve, igualmente no mundo inteiro. O país mantém um canal de donativos conhecido como "Óbulo de São Pedro", no qual o doador remete os fundos diretamente ao Vaticano. Outra forma de captação de recursos é com o turismo no complexo dos "Museus Vaticanos". Não há outro lugar no mundo com tanto valor artístico e intelectual concentrado como no Arquivo Secreto do Vaticano, na Biblioteca Apostólica Vaticana, e nos acervos de arte (pintura, escultura e arte sacra) das igrejas romanas.

Cultura – são as obras de arquitetura como: a Basílica de São Pedro, a Arquibasílica de São João Latrão, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina e a coleção do Museu do Vaticano.

O palácio onde reside o Papa tem:
  • 5 mil quartos,
  • 200 salas de espera,
  • 22 pátios,
  • 100 gabinetes de leitura,
  • 300 casas de banho,
  • dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas
Guarda Suíça – é o nome que recebe o grupo de soldados contratados para proteger o Papa. Foi criado no século XV, formada em 1506, em atendimento a uma solicitação de proteção feita em 1503 do Papa Júlio II aos nobres suíços. Do corpo da Guarda Suíça só podem fazer parte homens de robusta e rude constituição física, católicos, com nível superior, ter idade entre 18 e 30 anos e com reputação criminal e social imaculadas, ter feito já treino militar no exército Suíço. Dois anos, eventualmente renováveis, até um máximo de 20, são o tempo de compromisso mínimo de um guarda Suíço. O curioso uniforme da Guarda, tem sua malha de cetim nas cores azul-roial, amarelo-ouro e vermelho-sangue, e o desenho do traje é atribuído a Michelangelo e pode ser visto tanto no Vaticano quanto no castelo Papal de Avignon, sede do papado nos séculos XIII a XIV.






Fonte: Wikipédia

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domingo, 10 de maio de 2009

Alexandre, o Grande

Alexandre III Magno (356-323 a.C), rei da Macêdonia (336-323 a.C), conquistador do império persa, um dos mais importantes militares do mundo antigo. Nasceu em Pela, antiga capital da Macedônia. Filho de Felipe II, rei da Macedônia e de Olimpia, princesa de Epiro. Aristóteles foi seu tutor, ensinou-lhe retórica e literatura, e estimulou seu interesse pelas ciências, medicina e filosofia.




Felipe II foi assassinado, no verão de 336 a.C, e Alexandre ascendeu ao trono. Encontrou-se rodeado por inimigos e se viu ameaçado por uma rebelião no estrangeiro. Ordenou a execução de todos os conspiradores e inimigos nacionais e seguiu para Tessália, que estava sob o controle dos partidários da independência, restaurando o domínio macedônio. No final do verão havia afirmado sua posição na Grécia e durante um congresso realizado em Corinto os representantes dos estados o elegeram comandante do exército na guerra contra a Pérsia. Quando Tebas se sublevou, conquistou a cidade e destruiu os edifícios, respeitando apenas os templos e a casa do poeta lírico Píndaro, escravizando 30 mil habitantes capturados. A rapidez de reprimir a revolta de Tebas facilitou a imediata submissão dos outros estados gregos.

A guerra contra a Pérsia começou na primavera de 334 a.C, ao cruzar o Helesponto (atual Dardanelos), com um exército de 365 mil homens da Macedônia e de toda a Grécia. Próximo à antiga Tróia, atacou um exército de 40 mil persas e gregos mercenários, derrotou o inimigo e perdeu 110 homens (segundo a tradição), depois dessa batalha toda a Ásia se rendeu. Continuou avançando para o sul e encontrou com Dario III em Isos (333 a.C) e um exército de 500 mil soldados (cifras hoje dada como exagerada), e Alexandre conseguiu uma grande vitória. Dario fugiu e deixou sua mãe, esposa e filhos aos cuidados de Alexandre. Posteriormente capturou Gaza e entrou no Egito, recebido como libertador, o que facilitou o controle de toda a costa do Mediterrâneo. Em 332 a.C, fundou a cidade de Alexandria no Egito, que se converteu no centro literário, científico e comercial do mundo grego.

Em 331 a.C, Alexandre fez uma peregrinação ao grande templo e oráculo de Amon, deus egípcio do Sol, confirmando a crença de ser Alexandre de origem divina. Depois foi para Babilônia, cruzou os rio Eufrates e Tigre, se encontrou com Dario III e seu exército, que sofreu mais uma derrota (outubro de 331 a.C) – Batalha de Arbela ou Gaugamela, Dario fugiu mais uma vez, e um ano mais tarde foi assassinado por seus colaboradores.

– O domínio de Alexandre se estendeu da margem sul do mar Cáspio, incluindo:
  1. Afeganistão
  2. Beluquistão
  3. Bactriana
  4. Sogdiana
  5. Turquistão
Precisou de apenas 3 anos, da primavera de 330 a.C à primavera de 327 a.C, para dominar esta vasta zona. E para completar a conquista do resto do império persa, que chegou a abranger parte do oeste da Índia, Alexandre cruzou o rio Indo em 326 a.C, invadiu Punjab, alcançou o rio Hifasis – neste ponto os macedônios se rebelaram, negando-se a continuar. Alexandre cruzou o deserto de Susa em 324 a.C, a escassez da comida e água causou várias perdas e desentendimentos entre a tropa. Chegou a Babilônia em 323 a.C, mas em junho foi acometido por uma febre e morreu em seguida.

– O legado de Alexandre
Foi um dos maiores conquistadores da História. Destacou-se pelo brilhantismo tático e pela rapidez com que atravessava grandes territórios. Era valente e generoso, mas cruel quando a situação política assim exigia. Cometeu alguns atos dos quais se arrependeu, como o assassinato de seu amigo Clito, em um momento de embriaguez. Adotou costumes persas e casou com mulheres orientais:
  • Estatira ou Stateira – filha mais velha de Dario III
  • Roxana – filha do sátrapa Bactriana Oxiartes, tiveram um filho: Alexandre IV da Macedônia, que morreu antes de chegar à idade adulta.

Para unificar suas conquistas, fundou várias cidades, muitas das quais se chamaram Alexandria em sua homenagem. Essas cidades estavam bem situadas, bem pavimentadas e contavam com bom serviço de abastecimento de água. Eram autônomas mas sujeitas aos editos do rei. Os veteranos gregos de seu exército, bem como os soldados jovens, negociantes, comerciantes e eruditos, se instalaram nelas, levando consigo a cultura e a língua gregas. Assim, Alexandre estendeu amplamente a influência da civilização grega e preparou o caminho para os reinos do período helenístico e a posterior expansão de Roma.

– Após sua morte
Vinte e dois anos depois da morte de Alexandre, os generais retalharam o império em seu próprio proveito (301 a. C.). Dos destroços do império vieram a formar-se quatro reinos que passaram a ter vida independente:
  1. a Península Helênica com a Macedônia
  2. o território da Síria que avançava até o Indo
  3. a Ásia Menor até o Danúbio
  4. o Egito com a parte da Ásia que ia da Arábia até à Palestina.

Alexandre por Bagoas do livro: 'O menino Persa' de Mary Renault
"Não era tão baixo quanto eu esperava. Naturalmente teria sido considerado um menino em comparação a Dario. Era de estatura média, mas creio que as pessoas esperavam que ela se igualasse aos seus feitos. Mesmo na Pérsia ele teria sido considerado belo. Como tinha a pele clara, ficava muito vermelho, um tom não muito admirado por nós, que recordava os selvagens do norte. Mas não tinha o cabelo castanho-avermelhado deles. O seu era dourado e brilhante. Usava-o cortado irregularmente, num comprimento entre pescoço e os ombros. Não era liso nem encaracolado, mas caía como uma crina lustrosa."



Origem: Enciclopédia Microsoft Encarta 1993-1999

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Kremlin – Rússia


Kremlin (Кремль), sinônimo de "fortaleza" em russo, refere-se a qualquer complexo fortificado encontrado nas cidades russas históricas. A palavra é mais frequentemente utilizada em referência ao mais conhecido deles, o Kremlin de Moscou, sede do governo da Rússia. É uma das maiores atrações turísticas da cidade de Moscou.


Kremlin de Moscou
Construção de 1156, como uma paliçada, com um fosso em volta, sendo sucessivamente alargado, e mais um fosso foi construído. Em 1339 foram construído as paredes e as primeiras torres. Em 1367 Demétrio troca as paredes de madeira por pedras calcárias, o que deu a Moscou o nome de "cidade branca". Nessa época era quase tão grande quanto hoje. Em 1495 sob o reinado de Ivan III, foram construídos os muros, as torres (atuais), e a praça em frente, hoje chamada de "Praça Vermelha". São 20 torres na muralha do Kremlin, que foram ornamentadas, com as cúpulas atuais, no século XVII, a fortaleza foi ocupada apenas em:
  • 1612 – senhores feudais da Polônia e Lituânia
  • 1812 – Napoleão Bonaparte que destrói 6 torres, reconstruídas em 1816 e 1819
  • 1917 – trabalhadores revolucionários e soldados russos (Revolução Bolchevique) 


Torres
São 20 torres, na muralha do Kremlin. A principal é a Torre do Salvador ou Torre Spasskaya.
Seguem-se as torres:

Senado
São Nicolau
Arsenal do Canto
Arsenal do Meio
Trindade
Comandante
Armaria
Borovitskaya
Água
Segredo
duas torres sem nome
Anubciação
Beklemishev
São Constantino
Santa Helena
Alarme
Torre do Czar
Torre Kutafya












Monumentos
No interior do Kremlin situam-se vários palácios e igrejas. Os mais importantes são:
  • Palácio do Congressos - construído entre 1961
  • Palácio do Grande Kremlin - construído entre 1839 e 1849 como residência dos imperadores russos
  • Igreja da Deposição do Robe - construída entre 1484 e 1488, contém várias pinturas de estilo russo
  • Catedral da Assunção - construída entre 1475 e 1479, era a catedral do estado da Rússia; é uma combinação entre o estilo russo e o estilo renascentista italiano
  • Igreja de Ivan, o Grande - construída entre 1505 e 1508, tem um sino de 200 toneladas; em 1600, a torre é elevada até uma altura de 81 metros
  • Catedral da Anunciação - construída entre 1484 e 1489, era a catedral privada dos czares
  • Catedral do Arcanjo - construída entre 1505 e 1508, onde estão enterrados vários príncipes e czares


Catedral de São Basílio

Origem: Wikipédia

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sábado, 9 de maio de 2009

Luis X rei da França



Luis, apelidado de 'o Cabeçudo' (outubro de 1289-5 de junho de 1316) – rei de Navarra(por parte de mãe), depois Luis X rei da França. Filho mais velho de Felipe IV 'o Belo' e de Jeanne de Champagne. Irmão dos reis Felipe V e Carlos IV, e de Izabel, rainha da Inglaterra, casada com Eduardo II (rei da Inglaterra). Casado com Margarida de Borgonha em 1305, com quem teve uma filha, Joana nascida em 1311.







Depois do escândalo da torre de Nesle, e da morte de Margarida – culpada de adultério, ficou presa em Château-Gaillard, onde morreu assassinada, Luis casou em agosto de 1315, com Clemência da Hungria. Coroado em Reims em 1315, faleceu em Vincennes. Seu filho, João I, o Póstumo, nasceu cinco meses após a morte do pai em novembro de 1316, teve 4 dias de vida.

De caráter fraco e inseguro, enfrentou os membros da corte e os fiéis do falecido monarca. Complôs afetaram o destino da França, enquanto o povo morria de fome. Época tumultuada por intrigas e traições. Enquanto a maior preocupação de Luis era a anulação de seu primeiro casamento com a adúltera Margarida de Borgonha.

Basílica de Saint-Denis, enterro de um rei
Acompanhado por cinco oficiais do palácio, o supremo chefe da casa real avançou com um passo solene até a beirada da cova, na qual o atúde de Felipe IV já fora depositado; jogou no fosso o bastão esculpido que era a insígnia de seu cargo e pronunciou a fórmula que marcava oficialmente a passagem de um reino para outro:

– O rei morreu! Viva o rei!
os assistentes logo responderam:
– O rei morreu! Viva o rei!

O príncipe de olhos fugídios, dos ombros estreitos e do peito atrofiado, tornou-se rei da França, a angústia tomou conta dele a tal ponto que temeu cair desmaiado.

Sucessão
À nobreza do reino, foi posta a questão da legitimidade da princesa Joana, nascida do primeiro matrimônio, à sucessão do trono francês. De fato, era a primeira vez que ocorria a ausência de um herdeiro varão direto. A sucessão que começara por ser eletiva no início da dinastia capetiana, passara a dinástica varonil. Havendo inclusivamente dúvidas sobre a paternidade de Joana, devido ao caso da Torre de Nesle, a nobreza francesa preferiu, alegando a lei sálica, oferecer as coroas de ambos os reinos, e o condado de Champagne, ao irmão de Luís X e já regente, Filipe V de França.

Origem: Wikipédia e 'Os Reis Malditos' vol. 2 de: Maurice Druon

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Torre de Londres

Torre de Londres, fortaleza real de Londres, às margens norte do Tâmisa, teve sua construção iniciada em 1078 por Guilherme, o Conquistador. Feita de calcário de Caen, na Normandia, sua primeira estrutura, a Torre Branca, foi construída dentro do muro original da cidade romana como fortaleza. À medida que continuaram as construções dentro do conjunto de estruturas da Torre, no decorrer das próximas centenas de anos, a Torre Branca tornou-se núcleo do complexo de 7 hectares, dentro do círculo de defesa com guardas em seu interior e em seu exterior. Também serviu como local de execução e tortura. Este último uso levou à frase "sent to the Tower" (mandado para a Torre), que significava ser aprisionado. Curiosa é a colônia de corvos que habita a Torre e é protegida por decreto real. Segundo a lenda: o império ruirá no dia em que as aves pretas deixarem o lugar.


No centro da Torre de Londres eleva-se a "Norman White Tower" (Torre Branca Normanda). Esta tem 90 pés de altura e uma construção maciça, os muros têm uma grossura que varia entre os 15 pés na base e os 11 pés nas partes superiores. Acima das muralhas elevam-se quatro torres; três delas são quadradas, mas a de Nordeste é circular. Esta última torreta já conteve o primeiro observatório Real. Henrique III (1216-1272) fez caiar de branco o exterior do edifício em 1240, sendo daí que lhe vem o nome. O muro interior tem 13 torres inclusive a Torre Sangrenta (que recebeu este nome por ter sido onde os jovens filhos de Eduardo IV foram assassinados). A Torre Branca fica situada no perímetro interior, defendida por uma maciça cortina de muralhas, a qual tem trinta torres, das quais se nomeiam algumas:

1. Bloody Tower – Torre Sangrenta
2. Bell Tower – Torre do Sino
3. Beauchamp Tower – Torre Beauchamp
4. Deveraux Tower – Torre Deveraux
5. Flint Tower – Torre de Rocha
6. Bowyer Tower – Torre Bowyer
7. Brick Tower – Torre de Tijolo
8. Martin Tower – Torre Martin
9. Constable Tower – Torre Condestável
10. Broad Arrow Tower – Torre de Seta Ampla
11. Salt Tower – Torre de Sal
12. Lanthorn Tower – Torre Lanthorn
13. Wakefield Tower – Torre Wakefield









A entrada do perímetro interior fica do lado Sul, sob a Bloody Tower. Fora deste fica o perímetro exterior, defendida por um segundo pano maciço de muralhas, flanqueado por torres na fachada virada ao rio:
  • Byward Tower – Torre Byward
  • St Thomas's Tower – Torre de São Tomás, construida entre 1275 e 1279 por Eduardo I, para providenciar acomodações reais adicionais.
  • Cradle Tower – Torre Berço
  • Develin Tower – Torre Develin
  • Middle Tower – Torre do Meio
  • Well Tower – Torre Boa
O muro externo, circundado por um fosso, tem seis torres e dois bastiões. A única entrada por terra é pelo lado sudoeste, vindo da cidade. A outra entrada, pelo rio, foi historicamente mais usada, já que o Tâmisa era a trajetória principal para Londres. Este portão ficou conhecido como Portão do Traidor, por causa dos prisioneiros que o atravessavam no seu caminhos à torre.

Alguns Prisioneiros da Torre:
  1. John Balliol, rei da Escócia
  2. David II, rei da Escócia
  3. João II, rei de França
  4. Carlos I de Valois, Duque d'Orleães
  5. Henrique VI, rei da Inglaterra
  6. Margarida de Anjou, esposa do anterior.
  7. Sir William de la Pole.
  8. Elizabeth I de Inglaterra
  9. John Gerard, S.J. (1564-1637)
  10. Sir Walter Raleigh
  11. Niall Garve O'Donnell
  12. Guy Fawkes,
  13. Sir Francis Bacon
  14. Johan Anders Jägerhorn,
  15. Lord George Gordon,
  16. Rudolf Hess, o último prisioneiro de guerra a ser aprisionado na Torre, em maio de 1941.
  17. Os Kray Twins (Gêmeos Kray), os últimos prisioneiros na Torre, durante poucos dias em 1952

Tortura
Ana Askew é a única mulher, segundo os registos, a ter sido torturada na Torre, depois de ter sido levada para ali em 1546 com a acusação de heresia. Sir Anthony Kingston, o Guarda da Torre de Londres, recebeu ordem para torturar Ana, numa tentativa de forçá-la a dar os nomes de outros protestantes. Kingston ficou tão impressionado pela forma como Ana era devota que se recusou a continuar a torturá-la, e o Lord Chancellor de Henrique VIII teve que libertá-la.

Execuções
Os criminosos de classes mais baixas eram usualmente executados pela forca num dos locais de execução no exterior da Torre. Condenados notáveis, como Thomas More, foram publicamente decapitados na "Tower Hill". Sete nobres (cinco deles damas) foram decapitados privadamente na Tower Green (Torre Verde), no interior do complexo, e depois sepultados na Capela Real de St Peter ad Vincula (expressão latina para "algemado", o que faz dele um apropriado santo patrono para os prisioneiros) próximo do Green. Alguns dos nobres que foram executados no exterior da Torre também foram sepultados na Capela Real. Os nomes dos sete decapitados na Torre Verde por traição são:
  • William Hastings, 1º Barão Hastings (1483)
  • Ana Bolena (1536)
  • Margaret Pole, Condessa de Salisbury (1541)
  • Catarina Howard (1542)
  • Jane Boleyn, Viscondessa de Rochford (1542)
  • Joana Grey (1554)
  • Robert Devereux, 2º Conde de Essex (1601)

A Torre foi residência real até o século XVII, e todos os monarcas passam a noite na Torre antes da sua coroação. Com o passar dos anos, a Torre de Londres serviu de fortaleza, palácio, execuções, além de ter sido também a sede da Casa da Moeda e Mostra de Animais do reinado. As jóias da coroa britânica são aqui guardadas, em um cofre subterrâneo chamado Casa das Jóias. Hoje em dia, um governador residente mora na Casa da Rainha, na Torre Verde, e é o encarregado dos "beefeaters", os guardas reais que guardam a Torre.



Fonte: Wikipédia e monumentos.vilabol.uol.com.br

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Benção


"Que o caminho seja brando a teus pés, O vento sopre leve em teus ombros.Que o sol brilhe cálido sobre tua face, As chuvas caiam serenas em teus campos. E até que eu de novo te veja.... Que Deus te guarde na palma de Sua mão."
(Uma antiga bênção Irlandesa)
 
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